Total de visualizações de página

17 de mai de 2018

CÁPSULAS DAS (MODERNAS) CAFETEIRAS: AINDA NÃO EXTENSIVAMENTE RECICLADAS







Fala-se muito em “logística reversa”. No caso dessas cápsulas, tal logística começa no sudeste (Rio e São Paulo) e passa longo tempo para chegar por aqui, no nordeste!

Os principais fabricantes de café em cápsula criaram programas ou fecharam parcerias voltadas para a reciclagem nos últimos dois anos. O investimento está  em linha com o consumo crescente do produto. O país consumiu 9.000 toneladas de café em cápsulas em 2016. No ano seguinte, foram 10 mil toneladas e a previsão chegar a 14 mil toneladas em 2021.
Nespresso chegou ao país em 2006, mas começou a reciclagem timidamente em 2011. Com a criação de um centro de reciclagem em 2016, o porcentual de aproveitamento das cápsulas usadas começou a melhorar – saltou de 6% em 2016 para 13% em 2017. Nos quatro primeiros meses deste ano, o total foi de 17,6%.
Um dos desafios da empresa é facilitar o descarte dos produtos usados, já que hoje quem faz o recolhimento é o consumidor, que leva as cápsulas para lojas da Nespresso. O problema é que não existem tantas lojas para fazer esse recolhimento.
Paulo Roberto Leite, presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil, afirma que as empresas são responsáveis por seus produtos. “O que não pode são as empresas jogarem para o consumidor a responsabilidade da reciclagem. As empresas poderiam criar recompensas para motivar”, diz.
“Das pessoas que compram o café no Brasil, 68% têm acesso à reciclagem”, afirma Claudia Leite, gerente de cafés e sustentabilidade da Nespresso. “Mas 32% não têm acesso e vamos ter de encontrar uma solução para eles. Não temos como entrar na casa das pessoas para recolher as cápsulas, então oferecemos opções para que levem até as butiques e outros pontos em São Paulo e no Rio de Janeiro, por enquanto”, diz ela. A Nespresso diz que existem postos de coletas localizados em diversas cidades.

No centro de reciclagem, as cápsulas são separadas, o alumínio é levado para empresas parceiras (que depois será vendido novamente e transformado em algum outro objeto) e o pó de café é convertido em adubo. As cooperativas também estão sendo contatadas para que elas próprias comecem a separar as cápsulas de outros materiais recicláveis. “Tínhamos cinco parceiros no início, hoje são dez, mas vamos subir para 20 até o fim de 2018”, afirma Claudia. No Brasil, estão previstas 60 até 2020, ano que em eles precisam atingir a meta de reciclar 100% do material consumido.

Nenhum comentário: