Contribuindo para entendermos a Natureza, respeitá-la e continuarmos vivendo!
27 de fev. de 2026
NEM COM TRAGÉDIAS HÁ APRENDIZAGEM E RECONHECIMENTO DE RISCOS À VIDA...
...NEM OBEDIÊNCIA À LEI.
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/reportagens/mesmo-com-seguidas-tragedias-ocupacao-de-encostas-cresce-no-litoral-de-sp/
DESTAQUES:
1) A forte chuva que cai nas cidades do litoral de São Paulo desde o último final de semana já deixou centenas de desabrigados, suspendeu aulas e bloqueou estradas. A situação é tão preocupante que a Defesa Civil do Estado emitiu alerta de perigo severo para deslizamento e enxurradas e a população vive em clima de tensão. As áreas mais preocupantes são as encostas que, apesar da proibição por lei, têm sido ocupadas irregularmente, mesmo após repetidas tragédias.
2) Segundo dados do MapBiomas, somente nas cidades que compõem o Litoral Norte Paulista – Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba – o avanço urbano sobre áreas altamente inclinadas aumentou 50,7% em uma década.
Em 2014, 140 hectares de encostas com declividade superior a 30% estavam ocupados em tais cidades. Em 2024, esse número subiu para 211 hectares. Os dados mostram um crescimento médio de 4,2% de ocupação ao ano.
3) IMPORTANTE:
O parcelamento do solo em terrenos com declividade superior a 30% é proibido por lei (Lei Federal 6.766/79), justamente pelo risco de deslizamentos. Na prática, não é bem isso que acontece.
24 de fev. de 2026
A HISTÓRIA "TRÁGICA" DA INTRODUÇÃO DE ÁRVORE EXÓTICA NA AMAZÔNIA
OBSERVAÇÃO DO RESPONSÁVEL POR ESTE blog:
Faço este breve relato porque visitei área plantada com esta árvore, em Manaus (AM) em 1977,que me foi apresentada pelo diretor científico do CEPEC-Centro de Pesquisas do Cacau, Paulo Alvim.
O nome científico da Gmelina é Gmelina arborea Roxb. ex Sm.. Ela pertence à família Lamiaceae (anteriormente Verbenaceae). É uma árvore de crescimento rápido, nativa da Ásia (Índia), muito cultivada em regiões tropicais pela sua madeira, conhecida popularmente como Gmelina, Melina, Yamane ou Teca-branca.
HISTÓRIA BASEADA EM RELATO DO GEMINI-IA.
Essa é uma das histórias mais fascinantes (e caras) do mundo dos negócios e da silvicultura. Na verdade, o nome correto da espécie é Gmelina arborea e o protagonista é o bilionário norteamericano Daniel K. Ludwig.
Prepare-se para um conto de ambição colossal que quase se transformou em um desastre ecológico e financeiro.
O Visionário: Daniel K. Ludwig
Nos anos 60, Daniel Ludwig era um dos homens mais ricos do mundo. Ele tinha uma visão: o mundo enfrentaria uma escassez desesperadora de papel. Para resolver isso, ele decidiu criar a maior fábrica de celulose do planeta no meio da Floresta Amazônica.
O Projeto Jari.
Em 1967, Ludwig comprou uma área de 1,6 milhão de hectares (maior que o estado de Sergipe) no Rio Jari, entre o Pará e o Amapá. O plano era audacioso:
1. Derrubar a floresta nativa.
2. Plantar monoculturas de crescimento rápido para alimentar uma fábrica de celulose.
3. Construir uma cidade inteira do zero (Monte Dourado).
A Estrela do Show: Gmelina arborea
A escolha de Ludwig foi a Gmelina, uma árvore nativa da Ásia. Ele acreditava que ela era a "árvore milagrosa" porque:
• Tinha um crescimento extremamente rápido.
• Poderia ser colhida em apenas 6 a 10 anos.
• Produziria uma fibra de celulose de excelente qualidade.
O Problema com a Gmelina
A natureza, porém, não segue planos de negócios. A Gmelina arborea não se adaptou como o esperado ao solo da Amazônia:
• Solo Inadequado: Em solos arenosos, ela crescia mal; em solos argilosos, tinha dificuldades.
• Pragas e Doenças: Por ser uma monocultura exótica, tornou-se um banquete para formigas e fungos locais.
• Logística: Ludwig chegou ao ponto de mandar construir uma fábrica flutuante no Japão e rebocá-la por dois oceanos até o rio Jari.
O Desfecho
O Projeto Jari consumiu cerca de 1 bilhão de dólares do bolso de Ludwig. Em 1982, já idoso e enfrentando problemas de saúde e pressão do governo brasileiro (que via o projeto com desconfiança nacionalista), ele desistiu e vendeu o empreendimento para um consórcio de empresas brasileiras por uma fração do que gastou.
PANTANAL. A MAIOR PLANÍCIE ALAGADA DO MUNDO COM SEU FELINO DE DESTAQUE: A ONÇA-PINTADA
A onça-pintada (português brasileiro) ou jaguar (português europeu) (nome científico: Panthera onca), também conhecida como onça-preta (no caso dos indivíduos melânicos), é uma espécie de mamífero carnívoro da família dos felídeos (Felidae) encontrada nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, sendo o maior do continente americano. Apesar da semelhança com o leopardo (Panthera pardus), a onça-pintada é evolutivamente mais próxima do leão (Panthera leo). Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas está extinta em diversas partes dessa região atualmente.
ACESSAR (vídeo)
https://globoplay.globo.com/v/14367998/
DESTAQUE:
Entre chuva e expectativa, a equipe vivencia um momento inesquecível: uma onça-pintada surge em meio à vegetação, caminhando, nadando e caçando com toda sua habilidade, afinal, o rio não é obstáculo para esse excelente nadador e dono da mordida mais potente entre os felinos.
Para o repórter Paulo Augusto, foi um encontro extraordinário. Depois de 15 anos no Terra da Gente, ele encontrou pela primeira vez uma onça-pintada totalmente livre na natureza, em um espetáculo emocionante mesmo debaixo de chuva e trovões. Uma experiência única em meio à imensidão do Pantanal.
22 de fev. de 2026
ENDOGAMIA POR REDUÇÃO DE HABITAT CAUSANDO LEUCISMO EM MACACO-PREGO (?!)
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/salada-verde/pesquisadores-registram-caso-inedito-de-macaco-prego-leucistico-no-ceara/
"O leucismo é uma anomalia genética rara que causa a perda parcial ou total da pigmentação (melanina) na pelagem ou plumagem de animais, resultando em uma cor branca ou pálida, enquanto olhos, bico e patas mantêm a coloração normal (IA)".
DESTAQUE:
Pesquisadores documentaram pela primeira vez um macaco-prego com leucismo, alteração que deixa o animal com pelos brancos. O registro foi feito ao acaso no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará, enquanto os cientistas verificaram gravadores acústicos instalados na área protegida. O leucismo pode ser causado por mutações genéticas e gerou um alerta dos cientistas sobre possíveis impactos que populações pequenas podem sofrer com a fragmentação do habitat e a reprodução entre parentes próximos (endogamia, como chama a ciência).
O animal leucístico trata-se de um filhote de macaco-prego (Sapajus libidinosus), primata de distribuição ampla no país, em especial nas regiões nordeste. O registro é o primeiro também para o gênero, Sapajus, composto por um total de sete espécies distintas de macaco-prego.
O caso foi relatado em um artigo científico publicado no início de fevereiro no periódico Primates, com acesso aberto.
21 de fev. de 2026
IMPORTÂNCIA DAS ÁRVORES GIGANTES DA AMAZÔNIA
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/pesquisadores-alertam-para-um-risco-oculto-na-amazonia-dados-ineditos-indicam-que-poucas-arvores-gigantes-concentram-quase-todo-o-carbono-da-floresta-fpsv/
DESTAQUES:
1) Um estudo revela que poucas árvores concentram a maior parte do carbono da floresta amazônica, levantando alertas sobre impactos silenciosos no clima, na biodiversidade e nas políticas florestais do Peru
A floresta amazônica é frequentemente descrita como um dos maiores aliados do planeta no combate às mudanças climáticas. No entanto, novas evidências científicas indicam que essa função vital pode estar mais ameaçada do que se imaginava. Um estudo recente mostra que as maiores árvores da Amazônia peruana armazenam uma quantidade desproporcionalmente maior de carbono, desempenhando um papel central na capacidade da floresta de atuar como sumidouro de carbono.
A informação foi divulgada por Live Science, com base em um artigo científico publicado na revista Frontiers in Forests and Global Change. Segundo os pesquisadores, justamente essas árvores gigantes, fundamentais para o equilíbrio climático, são as que enfrentam maior risco de exploração madeireira no Peru.Política
2) Atualmente, cerca de 60% do território peruano é coberto por florestas, sendo a maior parte localizada na região amazônica. Essa área representa aproximadamente 11% de toda a floresta amazônica, o que torna o país um ator estratégico na conservação ambiental global. Ainda assim, a legislação florestal vigente permite a extração seletiva de árvores quando atingem um diâmetro mínimo, que varia entre 41 e 61 centímetros (16 a 24 polegadas), dependendo da espécie.
18 de fev. de 2026
SE FOSSEM INCENTIVADAS PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE O DESTAQUE DA RETENÇÃO DE CARBONO NO SOLO SERIA DIFERENTE...
..."Brasil perdeu 1,4 bilhão de toneladas de carbono do solo por conversão de áreas naturais à agricultura".
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/noticias/brasil-perdeu-14-bilhao-de-toneladas-de-carbono-do-solo-por-conversao-de-areas-naturais-a-agricultura/
DESTAQUE:
A conversão dos biomas nativos brasileiros em áreas de agricultura resultou na perda estimada de 1,4 bilhão de toneladas de carbono do solo. Essa quantidade, calculada com base em dados coletados por estudos realizados nos últimos 30 anos, equivale à emissão de 5,2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente, unidade de medida usada para padronizar a emissão de diferentes gases de efeito estufa.
A conclusão é de um estudo publicado na revista Nature Communications por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), da Embrapa Agricultura Digital e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
OBSERVAÇÃO (DO RESPONSÁVEL POR ESTE BLOG):
Muito importante incentivar a prática do sistema LPF-Lavoura, Pecuária, Floresta.
MUITAS POSTAGENS NESTE BLOG SOBRE ESTE TEMA:
http://ecologiaemfoco.blogspot.com/2024/07/muitas-postagens-fiz-sobre-este-tema.html
EM RESUMO: Impossível deixar de produzir alimento para se manter a floresta em pé. LPF já comprovou sua viabilidade no Brasil.
http://ecologiaemfoco.blogspot.com/2024/07/muitas-postagens-fiz-sobre-este-tema.html
17 de fev. de 2026
FOTOGRAFIA DA NATUREZA +INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: BONS RESULTADOS? SEMPRE?!
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/colunas/a-fotografia-em-tempos-de-ia-transformacao-ou-extincao/
DESTAQUES:
O simples pensamento: “vou pedir pra IA criar uma imagem com meus comandos”, pode à princípio ser inofensivo, mas o que acontecerá a longo prazo? Onde ficará o prazer de esperar a luz ideal, o tempo de se conectar com aquele momento vivido e todos os sentimentos e lembranças que se acumulam nas nossas memórias?
MAIS UMA FOTO - IA:
15 de fev. de 2026
CRIME NO KREMLIN: UMA "ILUSTRAÇÃO" DO PODER DA EPIBATIDINA, DE RÃS DA AMAZONIA
REPRODUZIDO DE:
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c363el2l885o
DESTAQUES:
1) O CRIME DENUNCIADO.
A morte do líder da oposição russa Alexei Navalny em uma prisão na Sibéria dois anos atrás foi causada por um veneno criado a partir da toxina de uma rã-flecha, de acordo com informações divulgadas neste sábado (14/2) pelo Reino Unido.
A conclusão veio da análise de amostras de material extraído do corpo de Navalny que revelaram a presença da toxina epibatidina, encontrada em rãs-flecha venenosas que habitam a América do Sul.
Para o Ministério das Relações Exteriores britânico, não há explicação "inocente" para a presença da toxina nas amostras, sinalizando a responsabilidade do Kremlin no episódio.
"Somente o governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade de usar essa toxina letal contra Alexei Navalny durante seu encarceramento na Rússia", declarou Yvette Cooper, Secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, quando anunciava os achados na Conferência de Segurança de Munique.
2) EPIBATIDINA
A epibatidina é um alcaloide neurotóxico extremamente potente, secretado pela pele de pequenas rãs venenosas nativas da América do Sul, da Amazônia e, especificamente, o Equador (gênero Epipedobates, como a Epipedobates anthonyi). E também a Phyllobates terribilis; foto abaixo.
Esta substância ganhou destaque científico e noticiário recente devido à sua toxicidade, sendo mais de 100 a 200 vezes mais potente que a morfina como analgésico, mas com alta letalidade.
MAIS UMA FOTO OBTIDA PELA IA:
JARARACA versus GAMBÁ: UMA LUTA QUE FAVORECEU ESSE MARSUPIAL
GAMBÁ. Espécies Comuns: No Brasil, os mais comuns são o de orelha-branca (Didelphis albiventris) e o de orelha-preta (Didelphis aurita).
O gambá (ou saruê/timbu) é um predador natural da cobra jararaca e possui imunidade natural à sua peçonha, suportando picadas de serpentes venenosas como jararacas, cascavéis e corais. Essa resistência é fruto de uma "corrida armamentista evolutiva" de milhões de anos.
JARARACA. A jararaca-da-mata (nome científico: Bothrops jararaca) é uma serpente de até 1,6 m, encontrada no Brasil (da Bahia ao Rio Grande do Sul) e em regiões adjacentes no Paraguai e Argentina.
EMBATE: JARARACA e GAMBÁ. Muita gente acha que o gambá foge da jararaca, mas é justamente o contrário. O gambá (Didelphis) é um dos poucos animais que possuem resistência natural ao veneno das serpentes do gênero Bothrops (jararacas).
• Imunidade: O sangue do gambá contém proteínas que neutralizam as toxinas hemorrágicas do veneno da jararaca. Para ele, uma picada pode causar um inchaço leve, mas raramente é fatal.
14 de fev. de 2026
MAIS UMA ESPÉCIE INVASORA. NO PANTANAL.
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/
DESTAQUES:
O chital (Axis axis) é um cervídeo invasor que foi introduzido em uma fazenda de caça no Uruguai, no início do Século XX, e posteriormente na Argentina, com o mesmo objetivo, entre 1928 e 1930, invadindo vastas áreas do norte e noroeste do país. A partir destes dois países, o chital invadiu o Brasil pelo sul do país, sendo que o primeiro registro foi feito em 2009 no Rio Grande do Sul. Em 2019, foi registrado em Santa Catarina, em 2020 no Paraná e, em 2024, no estado de São Paulo, próximo à cidade de Monte Alto.
Até o momento, o Brasil não implementou nenhuma ação efetiva e eficaz de controle da espécie. Isso é relevante para evitar o mesmo histórico de um outro ungulado invasor, o javali e seus cruzamentos com linhagens domésticas de porcos (Sus scrofa). No caso do javali, a política de controle desta espécie ficou concentrada apenas na ação dos CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores de armas de fogo), e tem sido absolutamente ineficaz. No entanto, para estabilizar seu crescimento são necessárias remoções acima de 60% dos indivíduos por ano.
12 de fev. de 2026
CHOVE MUITO! TEMPORAIS E ENCHENTES SE SUCEDEM! MAS VEM FALTANDO ÁGUA, PONTUALMENTE! ONDE ESTÃO OS ERROS?!
REPRODUZIDO DE:
https://umsoplaneta.globo.com/opiniao/colunas-e-blogs/samuel-barreto/post/2026/02/falencia-das-aguas-o-novo-marco-global-da-crise-hidrica.ghtml#
DESTAQUES:
1) Em 20 de janeiro de 2026, o Instituto da ONU para Água, Meio Ambiente e Saúde (UNU-INWEH), lançou o relatório “Global Water Bankruptcy: Living Beyond Our Hydrological Means in the Post-Crisis Era” (Falência Global das Águas: Vivendo Além de Nossos Limites Hidrológicos na Era Pós-Crise), marcando um divisor de águas na forma como o mundo enxerga a crise hídrica. O documento alerta que a escassez deixou de ser um fenômeno pontual e passou a refletir um desequilíbrio estrutural entre a capacidade de reposição da natureza e o volume de água consumido pela economia global. Os cientistas da ONU chamam esse novo estágio de “falência global das águas”, um conceito que redefine a urgência e a escala da gestão dos recursos hídricos.
2) O relatório evidencia que rios, lagos, aquíferos, solos e geleiras estão sendo explorados além de seus limites seguros. Essa superexploração compromete a capacidade dos sistemas hídricos de se regenerar. Parte da água foi “retirada do sistema” em termos funcionais e de disponibilidade para ecossistemas e uso humano onde uma parcela tornou-se inutilizável devido à contaminação, enquanto outra se perdeu com o degelo acelerado das geleiras. Como consequência, os mecanismos naturais de regulação climática e hidrológica estão sendo desmontados, já que os estoques e fluxos de água mudam de estado e deixam de estar disponíveis nos lugares, tempos, qualidades e quantidades em que antes se encontravam.
3) Os números são alarmantes, 50% dos grandes lagos em todo o mundo perderam água desde o início da década de 1990 (25% da humanidade depende diretamente desses lagos); 50% do abastecimento doméstico global agora provém de águas subterrâneas; mais de 40% da água utilizada para irrigação é retirada dos aquíferos sendo drenada de forma constante; 70% dos principais aquíferos apresentam declínio a longo prazo. Cerca de 410 milhões de hectares de área de zonas úmidas naturais, quase equivalente em tamanho a toda a União Europeia, foi eliminada nas últimas cinco décadas; dezenas de grandes rios que agora não chegam ao mar em períodos do ano; 100 milhões de hectares de terras agrícolas estão salinizadas.
4) E os impactos e consequências desse processo de degradação para as pessoas gera grande preocupação uma vez que cerca de 75% da população mundial encontram-se em países classificados como de insegurança hídrica ou insegurança hídrica crítica. Cerca de 4 bilhões de pessoas enfrentando grave escassez de água por pelo menos um mês a cada ano; 170 milhões de hectares de terras agrícolas irrigadas sob estresse hídrico alto ou muito alto. Perda anual estimada em US$ 5,1 trilhões pelo comprometimento dos serviços ecossistêmicos decorrentes da destruição das áreas úmidas.
11 de fev. de 2026
QUEIMADAS NA AMAZÔNIA E OUTROS BIOMAS NO BRASIL
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/noticias/amazonia-registra-maior-numero-de-queimadas-da-ultima-decada-em-janeiro/
DESTAQUE:
A Amazônia registrou, em janeiro, o maior número de queimadas da última década. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foram computados no último mês 2058 focos no bioma, perdendo somente para janeiro de 2016, quando o órgão registrou 4657 focos.
O número de queimadas na Amazônia no período também está cerca de 34% acima da média para o mês – 535 focos. As porções do bioma no Pará e Mato Grosso foram as mais afetadas, ainda segundo dados do INPE.
OUTROS BIOMAS:
A Caatinga também registrou aumento expressivo no número de queimadas. Em janeiro, foram registrados 980 focos, o maior número desde 2009, quando o INPE contabilizou 1164 focos no período.
Para a Caatinga, o número de focos registrados em janeiro está 88,5% acima da média para o mês (520 focos). As porções do bioma no norte do Piauí e Ceará foram as mais afetadas pelo fogo
No Cerrado, a quantidade de focos registrados chegou a 904, um aumento de 50% em relação à média para o mês (604 focos). As poções de Cerrado no norte do Maranhão foram as que registraram maior número de queimadas
Na Mata Atlântica, foram registrados 538 focos em janeiro, o maior número desde 2019 (608 focos). O valor computado pelo INPE está 21% acima da média para o mês. (444 focos).
Porções do bioma Mata Atlântica nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, ao norte, e Paraná e Santa Catarina ao sul, foram as mais afetadas pelas chamas.
Pantanal e Pampa foram os únicos biomas com registros de queimadas abaixo da média em janeiro.
9 de fev. de 2026
MAIOR USINA NUCLEAR DO MUNDO EM FUNCIONAMENTO NUM DOS PAÍSES MAIS SUSCETÍVEIS A TERREMOTOS?!
SIM: NO JAPĀO!!!
DE ACORDO COM RELATO DO "GEMINI" (GOOGLE):
Sim, exatamente. O Japão reativou hoje, 9 de fevereiro de 2026, a usina de Kashiwazaki-Kariwa, considerada a maior central nuclear do mundo em capacidade instalada.
Esta é uma notícia histórica para o setor energético japonês por marcar a primeira vez que a TEPCO (operadora da usina e da fatídica usina de Fukushima) volta a operar um reator desde o desastre de 2011.
Aqui estão os pontos principais sobre essa retomada:
1. O que aconteceu agora?
• Reativação bem-sucedida: Após uma tentativa frustrada em janeiro de 2026 (que foi interrompida devido a um alarme falso no sistema de barras de controle), o reator Unidade 6 foi finalmente reiniciado às 14h (horário local).
• Fim do hiato: A usina estava parada há cerca de 15 anos. Embora não tenha sido danificada pelo tsunami de 2011, ela foi desligada para revisões de segurança e enfrentou anos de barreiras regulatórias e técnicas.
2. Por que reativar agora?
• Demanda por IA: O Japão enfrenta um aumento drástico no consumo de eletricidade, impulsionado principalmente pela expansão de data centers e pelo desenvolvimento de tecnologias de Inteligência Artificial.
• Metas Climáticas: O governo vê a energia nuclear como peça-chave para atingir a neutralidade de carbono e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.
• Cenário Político: A reativação ocorre logo após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi, que defende abertamente o uso da energia nuclear para fortalecer a economia nacional.
IMPORTANTE:
Apesar do avanço técnico, a usina ainda enfrenta resistência de parte da população local, preocupada com a segurança sísmica da região e com o histórico da TEPCO.
DAÍ ALGUMAS PERGUNTAS INEVITÁVEIS:
1) Governo japonês não teria opçāo menos arriscada para substituir energia de combustíveis fósseis?
2) Outras fontes de energia, solar, eólica, maremotriz combinadas com limitaçōes no uso de combustíveis fósseis.
3) Elaborar eficiente e eficaz plano de contingência caso ocorra tragédia semelhante a da usina de Fukushima.
8 de fev. de 2026
LENTAMENTE ESPANHA E PORTUGAL APROXIMANDO-SE DA ÁFRICA
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/espanha-e-portugal-tem-suas-praias-lentamente-se-deslocando-em-direcao-a-africa-em-um-movimento-geologico-btl96/
DESTAQUES:
1) Espanha e Portugal estão girando no sentido horário por causa da convergência entre placas Eurasiática e Africana, com aproximação de 4 a 6 milímetros por ano. GNSS e dados sísmicos ajudam a mapear limites difusos, apontar falhas ocultas e entender por que o Mediterrâneo tende a fechar em milhões de anos.
2) Espanha e Portugal estão se deslocando em direção à África em um ritmo tão lento que não altera o mapa na vida de ninguém hoje, mas suficiente para reescrever o Mediterrâneo em escala geológica. O movimento acontece em milímetros por ano, e o que parece “só teoria” já é medido com precisão milimétrica.
3) O ponto central é que Espanha e Portugal não acompanham exatamente o mesmo padrão de rotação do restante da Europa. A Península Ibérica gira no sentido horário, e isso é interpretado como efeito de uma convergência tectônica que empurra o sudoeste europeu para um futuro de colisão continental.
7 de fev. de 2026
JÁ SABEMOS SOBRE AS TENDÊNCIAS AOS EXTREMOS CLIMÁTICOS…
...EM EXCESSO: CHUVAS, NEVASCAS, SECAS, TORNADOS, TEMPERATURAS ELEVADAS!!!
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/colunas/janeiro-de-2026-e-os-sinais-inegaveis-do-colapso-da-natureza/
DESTAQUES:
1) Todo começo de ano as notícias sobre eventos climáticos extremos tomam as mídias e o início de 2026 não foi diferente. Dá pra dizer que foi mais um mês comum no calendário do colapso climático mundial, mas para quem está lendo os sinais foi um alerta urgente. Em diferentes continentes, eventos extremos revelaram, mais uma vez, que estamos vivendo a crise climática em tempo real e que a resposta global precisa ser real, imediata e justa.
Na África Austral, inundações devastadoras atingiram países como Moçambique, África do Sul, Zimbábue e Essuatíni, deixando centenas de vidas perdidas e incontáveis outras pessoas desabrigadas. Em alguns lugares do continente, regiões inteiras foram submersas após chuvas intensas em poucos dias, um fenômeno amplificado pelo aquecimento dos oceanos e pela presença do padrão climático La Niña, que intensifica extremos. Especialistas indicam que eventos de chuva extrema como esses se tornaram muito mais prováveis e mais intensos devido ao aquecimento global causado pelas emissões de gases do efeito estufa ampliadas pelo modo de vida humano. Aqui no Brasil tivemos fortes chuvas também, mas chuva por aqui já virou notícia velha, então ninguém fala mais como antes, a não ser que seja uma catástrofe como foi o Rio Grande do Sul.
2) Ao mesmo tempo, tempestades severas e chuvas torrenciais castigaram partes da Europa, incluindo França, Portugal, Espanha e Grécia, com inundações e deslizamentos de terra. A tempestade Kristin matou pelo menos três pessoas e deixou mais de 800.000 moradores do centro e norte de Portugal sem eletricidade. No outro lado do mundo, tempestades na Nova Zelândia causaram deslizamentos de terra após precipitações recordes em diversas localidades da Ilha Norte, até esse momento com 6 pessoas desaparecidas.
E não foi apenas chuva. Na América do Norte, a forte tempestade de inverno de janeiro de 2026 trouxe neve recorde, ventos fortes e gelo pesado em grande parte dos Estados Unidos e Canadá, interrompendo voos e deixando milhões sem energia. Ao vivo víamos árvores colapsar pelo frio extremo. Na América do Sul, ainda em janeiro, incêndios florestais no centro-sul do Chile consumiram dezenas de milhares de hectares, forçando mais de 50 mil pessoas a evacuarem e matando dezenas de outras.
3) O diagnóstico é claro, e o prazo para resposta é curto: medidas drásticas de mitigação, redução rápida das emissões de carbono e políticas robustas de adaptação são urgentes, não opcionais. Ações climáticas que considerem justiça social, apoio às populações vulneráveis e resiliência de ecossistemas devem estar no centro das políticas públicas e privadas.
DE CRUCIAL IMPORTÂNCIA:
Esses eventos intensos acontecem em lugares geograficamente distantes, mas suas causas são profundamente interdependentes. O planeta não respeita fronteiras políticas: a queima de combustíveis fósseis em um país influencia padrões climáticos no outro; as emissões acumuladas em décadas afetam a circulação atmosférica global; as decisões de política energética em um continente reverberam em vidas e ecossistemas do outro lado do mundo.
Essa interdependência planetária exige que pensemos a crise climática como um desafio coletivo e integrado. Uma onda de calor ou um evento de chuva extrema em um país é parte de um mesmo sistema climático global desequilibrado e, portanto, parte de uma responsabilidade compartilhada.
5 de fev. de 2026
NOVAMENTE INICIATIVA CHINESA EM EVIDÊNCIA!
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/para-mover-agua-em-escala-continental-a-china-construiu-um-sistema-de-mais-de-2-700-km-de-canais-tuneis-e-aquedutos-fez-a-rota-central-fluir-por-1-400-km-apenas-pela-gravidade-vml97/
DESTAQUES:
1) Para mover água em escala continental, a China construiu um sistema de mais de 2.700 km de canais, túneis e aquedutos, fez a rota central fluir por 1.400 km, cruzou rios gigantes por baixo do leito e passou a transferir bilhões de metros cúbicos de água por ano do sul úmido para o norte árido do país.
2) Segundo documentos técnicos do Ministério dos Recursos Hídricos da China, relatórios de engenharia hidráulica publicados por universidades chinesas e balanços oficiais do próprio projeto, a Transposição Sul–Norte não é apenas a maior obra hídrica do século XXI, mas uma das maiores intervenções territoriais contínuas já realizadas pela engenharia moderna. Diferente de barragens isoladas ou canais regionais, trata-se de um sistema nacional permanente, concebido para redistribuir água em um país onde a geografia hídrica e a distribuição populacional nunca estiveram em equilíbrio.
3) Desde a concepção, o projeto foi pensado como infraestrutura estrutural, não emergencial. Ele parte do princípio de que o norte chinês, onde se concentram megacidades, polos industriais e grande parte da produção agrícola intensiva — simplesmente não possui água suficiente para sustentar seu próprio crescimento sem uma transferência massiva e contínua.
3 de fev. de 2026
SE REDUZIR USO DE PLÁSTICOS TEM SIDO INÚTIL...
...SÓ NOS RESTA COLETAR E RECICLAR!
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/ambicao-dos-estados-unidos-de-limpar-os-oceanos-ganha-forca-afch/
DESTAQUES:
1) Pressão do lixo plástico em rios e mares impulsiona tecnologias de captura e reciclagem em escala industrial, com foco em barreiras flutuantes, triagem e reaproveitamento.
A poluição plástica que chega a rios e mares segue em alta no mundo, impulsionada por falhas estruturais na gestão de resíduos.
2) Mesmo diante desse cenário, iniciativas de engenharia ambiental tentam ganhar escala para reduzir o fluxo contínuo de lixo e retirar parte do material já acumulado nos ecossistemas aquáticos.
Entre essas iniciativas está a The Ocean Cleanup, fundação criada em 2013 e sediada na Holanda, que ganhou projeção internacional ao apostar em soluções tecnológicas de grande porte.
3) Por meio de sistemas específicos, a organização atua tanto na interceptação de resíduos em rios quanto na remoção de plástico flutuante em áreas de acúmulo no oceano, como o Giro do Pacífico Norte.
Dados divulgados pela própria entidade indicam que mais de 45 milhões de quilos de lixo já foram retirados de ambientes aquáticos em diferentes regiões do planeta.
4) Esse volume reúne operações realizadas em rios, zonas costeiras e missões em alto-mar, ao longo de mais de uma década.
Em um balanço divulgado no fim de 2025, a organização informou que mais de 25 milhões de quilos foram removidos apenas naquele ano, ampliando significativamente o total acumulado.
Embora não seja uma organização americana, os Estados Unidos aparecem com destaque no mapa de parcerias, testes operacionais e projetos em larga escala.
5) Poluição plástica e o caminho até o oceano.
Relatórios de organismos internacionais mostram que a maior parte da poluição plástica tem origem em atividades realizadas em terra firme.
Antes de chegar ao mar, esse material percorre rios, córregos e sistemas de drenagem urbana, acumulando-se ao longo do trajeto.
Estimativas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente apontam que, todos os anos, entre 19 milhões e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos vazam para ecossistemas aquáticos.
Como consequência direta, rios, lagos e mares passam a conviver com um fluxo permanente de detritos de difícil degradação.
CERRADO. BIOMA BRASILEIRO DE IMPORTÂNCIA VITAL, EM SEGUNDO PLANO NACIONAL NA CONSERVAÇÃO
REPRODUZIDO DE:
https://theconversation.com/mais-de-55-da-vegetacao-nativa-do-cerrado-um-dos-ecodominios-mais-ricos-e-ameacados-do-mundo-ja-foi-perdida-274257
DESTAQUES:
1) Uma revisão detalhada, que sintetiza décadas de pesquisas, alerta que o Cerrado brasileiro, conhecido por suas vastas “florestas invertidas” e considerado um dos Ecodomínios mais ricos da Terra, está sob ameaça intensa.
Publicada na Nature Conservation, a revisão mostra que, apesar de o Cerrado sustentar as principais bacias hidrográficas do Brasil, mais de 55% de sua vegetação nativa já foi convertida, principalmente ao longo das últimas cinco décadas.
2) Frequentemente ofuscado pela Amazônia, o Cerrado é o segundo maior Ecodomínio da América do Sul, cobrindo 24% do território nacional e sustentando grande parte das principais bacias hidrográficas do país, mas historicamente tem sido deixado de lado nos diálogos globais sobre conservação.
Nossa revisão alerta que esse hotspot de biodiversidade enfrenta atualmente uma crise ecológica massiva e multifacetada. Apesar de sua importância, a região já teve mais de 55% de sua vegetação nativa convertida, uma área que excede 1 milhão de km², sendo que a grande maioria dessa destruição ocorreu nos últimos 50 anos.
3) Floresta invertida e carbono oculto.
Uma das características que tornam o Cerrado verdadeiramente único é sua “floresta invertida”. Diferentemente das florestas tropicais úmidas, que armazenam a maior parte de sua biomassa em copas elevadas, o Cerrado alcançou um feito ecológico de sobrevivência ao armazenar aproximadamente 90% de seu carbono abaixo do solo, por meio de sistemas radiculares profundos e maciços. Essa rede subterrânea torna o Ecodomínio um sumidouro de carbono crítico e um regulador fundamental da água.
























