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17 de jul. de 2026

TUBARÕES NO LITORAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO, NORDESTE DO BRASIL

OBSERVAÇÕES: 1) Foi criado pelo governo do estado de Pernambuco o CEMIT- Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões. 2) Tubarão-cabeça-chata: Cacharhinus leucas. 3) Tubarão-tigre: Galeocerdo cuvier. Vídeo: https://youtu.be/ZOdqc2aZL4E?is=otXHN6Rke7eQDMYn Nesse vídeo são importantes os registros de todos os fatos ocorridos, no tempo e no espaço. Quanto às causas reais das ocorrências (incidentes, muitas com mortes) recomenda-se que se acompanhe os estudos que estão sendo realizados pelo CEMIT. Possíveis depoimentos de especialistas também são importantes para se ter uma avaliação segura sobre as ocorrências.

FURAR, PERFURAR, ATACAR, PROTEGER-SE: FUNÇÕES QUE EVOLUÍRAM NA NATUREZA COM GRANDE EFICIÊNCIA

FURAR E PERFURAR: Ambos os verbos significam fazer um orifício, mas furar é o ato genérico (e geralmente mais simples) de abrir uma passagem. Perfurar, por outro lado, indica uma ação mais profunda, técnica ou contínua. REPRODUZIDO DE: https://theconversation.com/do-espinho-ao-ferrao-as-ferramentas-de-perfuracao-da-natureza-287282
DESTAQUES: 1) A maioria das pessoas provavelmente não pensa na complexidade da natureza quando leva uma picada de abelha ou espeta o dedo em uma rosa. O ato perfurar algo com uma ferramenta afiada é incrivelmente comum no mundo natural. Exemplos de ferramentas de perfuração podem ser encontrados em toda parte: em mamíferos, cobras, pássaros, peixes, insetos, caracóis, águas-vivas, plantas, fungos, bactérias e até em vírus. Sua proliferação leva a uma contradição: se todas essas ferramentas de perfuração fazem essencialmente a mesma coisa, por que elas têm aparências, e às vezes comportamentos, tão diferentes? 2)É essa contradição que despertou minha curiosidade como cientista que estuda biomecânica, um campo que utiliza a física para compreender a diversidade biológica. Nos últimos 10 anos, os integrantes do meu laboratório e eu examinamos a física da perfuração na tentativa de compreender a ampla diversidade de ferramentas de perfuração que aparecem no mundo natural. Em um artigo recente, analisamos 143 espécies e descobrimos uma relação maravilhosamente complexa entre a forma de uma ferramenta de perfuração e a finalidade para a qual ela é utilizada.
3) Nem todas as ferramentas de perfuração, no entanto, querem ser removidas. O cholla saltador (Cylindropuntia fulgida) é um cacto que se reproduz por meio da disseminação de clones. Quando os animais roçam no cacto, parte dele fica presa neles, se desprende da planta principal e pega carona. Por fim, o cacto “passageiro” eventualmente cai e se torna um novo indivíduo. A razão pela qual o cholla consegue se agarrar tão bem é que seus espinhos são cobertos por farpas voltadas para trás, que garantem que eles fiquem presos na pele de quem os carrega.

16 de jul. de 2026

REGISTROS DE MAMÍFEROS: DESIGUALDADES DE ORIGEM GEOPOLÍTICA...SÓ PREJUDICA A CIÊNCIA!

REPRODUZIDO DE : https://agencia.fapesp.br/maioria-das-especies-de-mamiferos-descobertas-no-sul-desde-1990-esta-depositada-no-norte/58688 DESTAQUES: 1) André Julião | Agência FAPESP – A maioria das novas espécies de mamíferos que foram descritas nos últimos 35 anos está depositada em instituições de países do chamado Norte Global, apesar de a imensa maioria delas ter sido descoberta em países pobres ou em desenvolvimento do hemisfério Sul, segundo um levantamento realizado por cientistas brasileiros e publicado na revista NPJ Biodiversity. 2) A pesquisa analisou 1.116 novas espécies de mamíferos descritas entre 1990 e 2025 e concluiu que 95% delas eram nativas de países do chamado Sul Global – conjunto de países emergentes da América Latina, África, Ásia e Caribe, com características socioeconômicas semelhantes, incluindo o Brasil –, apesar de 60% dos seus holótipos (nome dado aos exemplares que servem de referência para a descrição científica da espécie) estarem depositados em países ricos da Europa e da América do Norte, principalmente. Por outro lado, apenas 22% das espécies nativas do Norte descritas nesse mesmo período têm seus holótipos guardados fora do país de origem – ainda assim em instituições desse mesmo domínio geopolítico, que pode englobar países como Austrália e Nova Zelândia. Segundo os autores, os resultados mostram como desigualdades geopolíticas e socioeconômicas impactam a atividade científica e o conhecimento da biodiversidade. 3) Mais de 90% de todos os holótipos de mamíferos armazenados no Norte Global são de espécimes coletados em um país diferente daquele onde está atualmente depositado. No Sul Global, por sua vez, menos de 8% dos holótipos de mamíferos estão depositados em países diferentes de onde foram coletados. 4) "Os números para mamíferos nos surpreenderam. Mesmo que antigos colonizadores tivessem o costume de extrair material biológico de suas ex-colônias, nós não esperávamos observar valores tão altos nas décadas recentes. O problema do "neocolonialismo científico" [ASPAS DO REPONSÁVEL POR ESTE BLOG] é mais acentuado nos mamíferos do que em outros grupos de animais”, avalia Mario Moura, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e primeiro autor do estudo. OBS.: ESSE TAL "NEOCOLONIALISMO CIENTÍFICO" EU INTERPRETO COMO RESULTADO DE UM MAIOR DESENVOLVIMENTO DAS INSTITUIÇÕES DE PESQUISA NOS PAÍSES DO HEMISFÉRIO NORTE.