brenogrisi-ecologiaemfoco
Contribuindo para entendermos a Natureza, respeitá-la e continuarmos vivendo!
Total de visualizações de página
7 de mar. de 2026
ÁGUA DA ATMOSFERA DE DESERTO: INVENTOR PREMIADO
A quantidade de água potável no planeta representa uma fração minúscula do total - algo que coloca a existência da nossa espécie em risco. Menos de 1% da água doce é adequada e acessível para o consumo humano. Por isso, quanto maior o desperdício, mais curto é o caminho para a escassez.
Uma invenção de um vencedor do Prêmio Nobel de Química, entretanto, tem potencial de virar o jogo quando o assunto é obtenção de água potável. Com o uso da chamada química reticular, o professor e químico Omar Yaghi, nascido na Jordânia, desenvolveu um equipamento capaz de extrair a umidade do ar – até mesmo de locais áridos – e transformar em água potável.
Tecnologia MOF: O aparelho utiliza materiais avançados chamados Estruturas Metalorgânicas (MOFs - Metal-Organic Frameworks). Esses materiais funcionam como "esponjas moleculares" altamente porosas, projetadas para capturar moléculas de água presentes no ar.
Capacidade e Eficiência: A máquina, desenvolvida pela empresa de Yaghi, a Atoco, é capaz de produzir até 1.000 litros de água limpa por dia.
Funcionamento Solar: O processo é passivo e sustentável. Durante a noite, o material MOF absorve a umidade do ar. Durante o dia, o calor natural do sol (ou baixa energia térmica) libera a água capturada, que condensa e é coletada, sem necessidade de eletricidade da rede.
BIODIVERSIDADE NA AMAZÔNIA: SÍMBOLO MUNDIAL
REPRODUZIDO DE:
https://umsoplaneta.globo.com/opiniao/colunas-e-blogs/virgilio-viana/post/2026/03/amazonia-como-simbolo-global-da-biodiversidade.ghtml
DESTAQUES:
1) Em 2026, o Brasil volta a estar no centro do debate ambiental global, não apenas pelo legado da COP30, em Belém, mas também por sediar, pela primeira vez, a COP da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), em Campo Grande (MS), tendo a região do Pantanal como referência simbólica e territorial desse encontro. Esse duplo contexto ajuda a lembrar uma ideia essencial: a biodiversidade não é estática — ela é rede, fluxo e interdependência.
2) Quando olhamos para a biodiversidade, os números impressionam. O Brasil detém cerca de 13% de toda a biodiversidade global. Na Amazônia, um relatório recente da Academia Brasileira de Ciências estima aproximadamente 40 mil espécies de plantas na região e aponta a presença de mais de 2,5 milhões de espécies de insetos. Já no Pantanal, uma síntese técnico-científica publicada pela Embrapa descreve uma diversidade igualmente notável, com mais de 2.000 espécies de plantas, além de centenas de espécies de aves, mamíferos e peixes, também com sub-registro em vários grupos. Em outras palavras: Amazônia e Pantanal são bibliotecas vivas. É importante observar que números são conservadores: muitas espécies nem foram ainda descritas.
3)SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS.
A COP15 da CMS, mobiliza o Brasil e o mundo em torno de uma agenda que, no fundo, é a mesma: manter a conectividade dos ecossistemas e habitats, reduzindo pressões humanas que interrompem esses ciclos. Isso é essencial para manter serviços ecossistêmicos essenciais, incluindo o regime de chuvas, a polinização das frutas e o combate biológico a pragas e doenças.
5 de mar. de 2026
AMAZÔNIA: MUITO AINDA FALTA PARA CONHECERMOS SUA BIODIVERSIDADE
SARCOSAPRÓFAGO (Conceito): Um organismo sarcosaprófago é aquele que se alimenta de matéria orgânica animal em decomposição, especificamente cadáveres ou carniça. O termo deriva do grego sarx (carne) e sapros (podre, decomposto), descrevendo um hábito alimentar comum entre certos insetos, especialmente moscas e besouros.
DESTAQUES:
1) Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia ainda tem sua biodiversidade pouco conhecida do ponto de vista científico, especialmente em suas áreas mais remotas. Um novo estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra como essa lacuna de conhecimento afeta grupos de animais menos visíveis e igualmente essenciais.
2) A pesquisa identifica onde estão e quais fatores direcionam as lacunas sobre o conhecimento das moscas sarcosaprófagas, insetos que utilizam à matéria orgânica animal e que são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas.
3) Pequenos, mas imprescindíveis.
As moscas sarcosaprófagas são insetos importantes para a decomposição da matéria orgânica, para a saúde pública e para a ciência forense. Embora importantes do ponto de vista da saúde e da natureza, o conhecimento sobre essas moscas ainda é muito limitado, principalmente na Amazônia.
RELEMBRANDO CONCEITOS:
1) HABITAT. Refere-se este termo HABITAT a um determinado espaço ou ambiente onde os fatores físicos e biológicos se interagem, formando condições mínimas para a manutenção de um ou de muitos organismos. Este termo é utilizado tanto de maneira restrita (o habitat de um organismo) como de maneira muito ampla (o habitat de floresta). Muitos autores preferem reservar o termo ECOTOPO (ou BIOTOPO) para referir- se a “uma certa região” caracterizada por certas condições, habitada por uma biota típica.
2) NICHO ECOLÓGICO. Termo que inclui não somente o lugar restrito em que vive um organismo, mas também inclui sua função (posição trófica e posição com relação aos gradientes de vários fatores físicos, tais como temperatura, pH, umidade) na comunidade da qual faz parte.
São muitas as definições de nicho (respeitados os aspectos da definição acima), sendo uma delas, bastante elucidativa, a de A.MacFadyen: “um conjunto de condições ecológicas sob as quais uma espécie pode explorar uma fonte de energia, que lhes seja suficiente para reproduzir e colonizar mais conjuntos com tais condições”.
Assinar:
Comentários (Atom)


