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26 de abr. de 2026
RESGATANDO O "ESTOQUE" DE UMA DAS AVES MAIS TRAFICADAS DO BRASIL
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https://theconversation.com/de-volta-a-floresta-resgate-reabilitacao-e-reintroducao-de-animais-silvestres-tambem-e-estrategia-de-conservacao-280694
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1) Todos os anos, milhões de animais silvestres são retirados de seus habitats naturais no Brasil, seja por tráfico ilegal, maus-tratos, acidentes ou captura para criação como animal de estimação. Segundo dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), esse número pode chegar a 38 milhões de indivíduos por ano.
Esse fenômeno, muitas vezes invisível no cotidiano urbano, tem impactos profundos. A retirada contínua de espécies compromete cadeias ecológicas, altera dinâmicas populacionais e contribui para processos de extinção. Especialmente em um país que abriga uma das maiores biodiversidades do planeta.
2) Depois do resgate.
Quando um animal silvestre é resgatado de uma situação de risco, o retorno à natureza não é imediato e nem simples. No caso das aves, por exemplo, um dos grupos mais afetados pelo tráfico no Brasil, o processo envolve uma série de etapas que vão além do cuidado clínico. Isso porque elas frequentemente apresentam comprometimentos físicos e comportamentais decorrentes do confinamento, da alimentação inadequada e da perda de estímulos naturais.
3) Já a reintrodução é reconhecida como uma estratégia importante dentro das políticas de conservação da biodiversidade. Quando bem conduzida, contribui para a recomposição de populações locais, restaurações de funções ecológicas e manutenção da diversidade biológica.
22 de abr. de 2026
AMAZÔNIA: NOSSO CALCANHAR DE AQUILES ?!
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https://agencia.fapesp.br/incendios-secas-e-tempestades-de-vento-tornam-vegetacao-da-amazonia-menos-diversa/57819
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1) Luciana Constantino | Agência FAPESP – Mesmo após incêndios, secas severas e tempestades de ventos, a vegetação de florestas degradadas na Amazônia demonstra alta capacidade de regeneração, incluindo espécies arbóreas. A recuperação, no entanto, ocorre sob novas condições ecológicas, com perda de diversidade e aumento de vulnerabilidade a novos distúrbios.
Pesquisa publicada na segunda-feira (20/04) na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma das revistas científicas mais citadas no mundo, mostra que há substituição de espécies vulneráveis por outras generalistas, mais resistentes. Indica, assim, segundo os autores, a formação de florestas homogêneas, mas não uma tendência à savanização, como parte da literatura científica vinha apontando. Esse processo reforça a resiliência do bioma.
2) Por outro lado, o estudo, realizado com base em 20 anos de monitoramento de campo e liderado por brasileiros, destaca que as áreas recuperadas são mais vulneráveis a eventos extremos cada vez mais frequentes no bioma e aos impactos do desmatamento e das mudanças climáticas. Além de intensificar secas e incêndios, o aquecimento global prejudica os serviços ecossistêmicos, como a regulação de água e a captura de carbono.
3) A principal mensagem do nosso estudo é que, mesmo altamente degradadas, as florestas conseguem se recuperar. No entanto, estão muito vulneráveis a novos distúrbios. Elas são resilientes, mas, mesmo assim, é preciso preservar. No sítio experimental, temos o controle e o fogo não ocorre mais na área, o que não é possível fazer na Amazônia toda”, pondera à Agência FAPESP o biólogo Leandro Maracahipes, primeiro autor do artigo juntamente com o engenheiro florestal Paulo Brando.
21 de abr. de 2026
CAATINGA: ÚNICO BIOMA INTEIRAMENTE BRASILEIRO COMO EXEMPLO DE ESTUDO PARA O FUTURO DO POVO QUE NELA/DELA VIVE!
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https://pp.nexojornal.com.br/opiniao/2026/04/20/caatinga-de-bioma-empobrecido-a-laboratorio-de-resiliencia/
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1) Há experiência acumulada no semiárido sobre como melhorar a vida da população, experiência essa que será decisiva para fazer frente ao esforço hercúleo de adaptação que as mudanças climáticas exigirão da sociedade e do governo.
2) A Caatinga é o bioma mais seco do Brasil, com precipitação anual média de 500 a 1.500 mm e chuvas mal distribuídas, concentradas em dois ou três meses no ano.
Ocupando 862 mil km² (10% do território nacional), o único bioma exclusivamente brasileiro tem alta biodiversidade (5 mil espécies de plantas, por exemplo). A região Nordeste, da qual 70% são Caatinga, abriga 27 milhões de habitantes, 39% abaixo da linha de pobreza – cerca de metade da população pobre do país.
3) A grande questão, hoje, é saber se essa experiência acumulada em promover resiliência da população oferece base sólida para políticas de adaptação que se impõem na emergência do clima e quais características dos casos de sucesso poderiam robustecer iniciativas institucionais nessa direção.
4) Seria equivocado considerar que a tragédia social resulta só de um evento climático. Como assinalou Washington Franca Rocha, ela decorre de uma forma de ocupação com base na pecuária, uma vez que o semiárido não se prestava à cana-de-açúcar prevalente na zona da mata ao longo do litoral. A predominância do gado e do desmatamento parecem ter transformado a fisionomia vegetal do bioma, que teria sido mais florestado nos primeiros séculos da colonização, do que se conhece hoje, quando mais de 70% se compõe de vegetação secundária. A substituição dessa que nem é mais a original “mata branca” (caa-tinga, na língua tupi) prossegue: em 1985, aponta o MapBiomas, 28% do bioma estava antropizado; nos 40 anos seguintes, outros 15% pereceriam. A área de pastagens mais que dobrou de tamanho, e a minoria de áreas de mata nativa remanescente exibe o dobro da taxa de destruição observada nas de vegetação secundária.
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