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22 de abr. de 2026

AMAZÔNIA: NOSSO CALCANHAR DE AQUILES ?!

REPRODUZIDO DE: https://agencia.fapesp.br/incendios-secas-e-tempestades-de-vento-tornam-vegetacao-da-amazonia-menos-diversa/57819
DESTAQUES: 1) Luciana Constantino | Agência FAPESP – Mesmo após incêndios, secas severas e tempestades de ventos, a vegetação de florestas degradadas na Amazônia demonstra alta capacidade de regeneração, incluindo espécies arbóreas. A recuperação, no entanto, ocorre sob novas condições ecológicas, com perda de diversidade e aumento de vulnerabilidade a novos distúrbios. Pesquisa publicada na segunda-feira (20/04) na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma das revistas científicas mais citadas no mundo, mostra que há substituição de espécies vulneráveis por outras generalistas, mais resistentes. Indica, assim, segundo os autores, a formação de florestas homogêneas, mas não uma tendência à savanização, como parte da literatura científica vinha apontando. Esse processo reforça a resiliência do bioma.
2) Por outro lado, o estudo, realizado com base em 20 anos de monitoramento de campo e liderado por brasileiros, destaca que as áreas recuperadas são mais vulneráveis a eventos extremos cada vez mais frequentes no bioma e aos impactos do desmatamento e das mudanças climáticas. Além de intensificar secas e incêndios, o aquecimento global prejudica os serviços ecossistêmicos, como a regulação de água e a captura de carbono. 3) A principal mensagem do nosso estudo é que, mesmo altamente degradadas, as florestas conseguem se recuperar. No entanto, estão muito vulneráveis a novos distúrbios. Elas são resilientes, mas, mesmo assim, é preciso preservar. No sítio experimental, temos o controle e o fogo não ocorre mais na área, o que não é possível fazer na Amazônia toda”, pondera à Agência FAPESP o biólogo Leandro Maracahipes, primeiro autor do artigo juntamente com o engenheiro florestal Paulo Brando.

21 de abr. de 2026

CAATINGA: ÚNICO BIOMA INTEIRAMENTE BRASILEIRO COMO EXEMPLO DE ESTUDO PARA O FUTURO DO POVO QUE NELA/DELA VIVE!

REPRODUZIDO DE: https://pp.nexojornal.com.br/opiniao/2026/04/20/caatinga-de-bioma-empobrecido-a-laboratorio-de-resiliencia/ DESTAQUES: 1) Há experiência acumulada no semiárido sobre como melhorar a vida da população, experiência essa que será decisiva para fazer frente ao esforço hercúleo de adaptação que as mudanças climáticas exigirão da sociedade e do governo. 2) A Caatinga é o bioma mais seco do Brasil, com precipitação anual média de 500 a 1.500 mm e chuvas mal distribuídas, concentradas em dois ou três meses no ano. Ocupando 862 mil km² (10% do território nacional), o único bioma exclusivamente brasileiro tem alta biodiversidade (5 mil espécies de plantas, por exemplo). A região Nordeste, da qual 70% são Caatinga, abriga 27 milhões de habitantes, 39% abaixo da linha de pobreza – cerca de metade da população pobre do país. 3) A grande questão, hoje, é saber se essa experiência acumulada em promover resiliência da população oferece base sólida para políticas de adaptação que se impõem na emergência do clima e quais características dos casos de sucesso poderiam robustecer iniciativas institucionais nessa direção. 4) Seria equivocado considerar que a tragédia social resulta só de um evento climático. Como assinalou Washington Franca Rocha, ela decorre de uma forma de ocupação com base na pecuária, uma vez que o semiárido não se prestava à cana-de-açúcar prevalente na zona da mata ao longo do litoral. A predominância do gado e do desmatamento parecem ter transformado a fisionomia vegetal do bioma, que teria sido mais florestado nos primeiros séculos da colonização, do que se conhece hoje, quando mais de 70% se compõe de vegetação secundária. A substituição dessa que nem é mais a original “mata branca” (caa-tinga, na língua tupi) prossegue: em 1985, aponta o MapBiomas, 28% do bioma estava antropizado; nos 40 anos seguintes, outros 15% pereceriam. A área de pastagens mais que dobrou de tamanho, e a minoria de áreas de mata nativa remanescente exibe o dobro da taxa de destruição observada nas de vegetação secundária.

PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE ORIGEM INDÍGENA DESPROTEGIDO

SAMBAQUIS Termo, de origem indígena (“tambá” = concha e “ki” = depósito), designando as “pequenas elevações constituídas sobretudo de restos animais (carapaças de moluscos, pinças de crustáceos e fragmentos ósseos de peixes, mamíferos, aves e répteis), esqueletos humanos, artefatos (de pedra, osso, concha e cerâmica), vestígios de fogueiras e outras evidências da atividade humana”. Têm formas e dimensões variáveis (cerca de 400 m de extensão e excepcionalmente, 30 m de altura), podendo ocorrer próximos a margens de rios ou de lagoas, mas geralmente no litoral, sendo comum encontrá-los em restingas. REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/reportagens/mais-antigos-que-as-piramides-sambaquis-do-litoral-sul-de-sc-sofrem-com-falta-de-preservacao/
DESTAQUE: Do alto do sambaqui Garopaba do Sul, em uma altura de quase 30 metros, é possível contemplar a imensidão do mar e as paisagens de Jaguaruna, no litoral sul de Santa Catarina. Mas é sob nossos pés que se concentra uma das maiores riquezas patrimoniais da região: um sítio arqueológico construído há 4.380 anos e que ajuda a contar a história dos nossos antepassados. Presentes em quase todo o litoral brasileiro, os sambaquis são particularmente numerosos em Santa Catarina e impressionam pelo tamanho – alguns chegaram a atingir, originalmente, 70 metros de altura e 500 metros de comprimento. As maiores formações conhecidas no estado se situam em Jaguaruna e Laguna, cidades que abrigam ao menos 100 sambaquis, segundo pesquisas recentes.