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12 de fev. de 2026
CHOVE MUITO! TEMPORAIS E ENCHENTES SE SUCEDEM! MAS VEM FALTANDO ÁGUA, PONTUALMENTE! ONDE ESTÃO OS ERROS?!
REPRODUZIDO DE:
https://umsoplaneta.globo.com/opiniao/colunas-e-blogs/samuel-barreto/post/2026/02/falencia-das-aguas-o-novo-marco-global-da-crise-hidrica.ghtml#
DESTAQUES:
1) Em 20 de janeiro de 2026, o Instituto da ONU para Água, Meio Ambiente e Saúde (UNU-INWEH), lançou o relatório “Global Water Bankruptcy: Living Beyond Our Hydrological Means in the Post-Crisis Era” (Falência Global das Águas: Vivendo Além de Nossos Limites Hidrológicos na Era Pós-Crise), marcando um divisor de águas na forma como o mundo enxerga a crise hídrica. O documento alerta que a escassez deixou de ser um fenômeno pontual e passou a refletir um desequilíbrio estrutural entre a capacidade de reposição da natureza e o volume de água consumido pela economia global. Os cientistas da ONU chamam esse novo estágio de “falência global das águas”, um conceito que redefine a urgência e a escala da gestão dos recursos hídricos.
2) O relatório evidencia que rios, lagos, aquíferos, solos e geleiras estão sendo explorados além de seus limites seguros. Essa superexploração compromete a capacidade dos sistemas hídricos de se regenerar. Parte da água foi “retirada do sistema” em termos funcionais e de disponibilidade para ecossistemas e uso humano onde uma parcela tornou-se inutilizável devido à contaminação, enquanto outra se perdeu com o degelo acelerado das geleiras. Como consequência, os mecanismos naturais de regulação climática e hidrológica estão sendo desmontados, já que os estoques e fluxos de água mudam de estado e deixam de estar disponíveis nos lugares, tempos, qualidades e quantidades em que antes se encontravam.
3) Os números são alarmantes, 50% dos grandes lagos em todo o mundo perderam água desde o início da década de 1990 (25% da humanidade depende diretamente desses lagos); 50% do abastecimento doméstico global agora provém de águas subterrâneas; mais de 40% da água utilizada para irrigação é retirada dos aquíferos sendo drenada de forma constante; 70% dos principais aquíferos apresentam declínio a longo prazo. Cerca de 410 milhões de hectares de área de zonas úmidas naturais, quase equivalente em tamanho a toda a União Europeia, foi eliminada nas últimas cinco décadas; dezenas de grandes rios que agora não chegam ao mar em períodos do ano; 100 milhões de hectares de terras agrícolas estão salinizadas.
4) E os impactos e consequências desse processo de degradação para as pessoas gera grande preocupação uma vez que cerca de 75% da população mundial encontram-se em países classificados como de insegurança hídrica ou insegurança hídrica crítica. Cerca de 4 bilhões de pessoas enfrentando grave escassez de água por pelo menos um mês a cada ano; 170 milhões de hectares de terras agrícolas irrigadas sob estresse hídrico alto ou muito alto. Perda anual estimada em US$ 5,1 trilhões pelo comprometimento dos serviços ecossistêmicos decorrentes da destruição das áreas úmidas.
11 de fev. de 2026
QUEIMADAS NA AMAZÔNIA E OUTROS BIOMAS NO BRASIL
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/noticias/amazonia-registra-maior-numero-de-queimadas-da-ultima-decada-em-janeiro/
DESTAQUE:
A Amazônia registrou, em janeiro, o maior número de queimadas da última década. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foram computados no último mês 2058 focos no bioma, perdendo somente para janeiro de 2016, quando o órgão registrou 4657 focos.
O número de queimadas na Amazônia no período também está cerca de 34% acima da média para o mês – 535 focos. As porções do bioma no Pará e Mato Grosso foram as mais afetadas, ainda segundo dados do INPE.
OUTROS BIOMAS:
A Caatinga também registrou aumento expressivo no número de queimadas. Em janeiro, foram registrados 980 focos, o maior número desde 2009, quando o INPE contabilizou 1164 focos no período.
Para a Caatinga, o número de focos registrados em janeiro está 88,5% acima da média para o mês (520 focos). As porções do bioma no norte do Piauí e Ceará foram as mais afetadas pelo fogo
No Cerrado, a quantidade de focos registrados chegou a 904, um aumento de 50% em relação à média para o mês (604 focos). As poções de Cerrado no norte do Maranhão foram as que registraram maior número de queimadas
Na Mata Atlântica, foram registrados 538 focos em janeiro, o maior número desde 2019 (608 focos). O valor computado pelo INPE está 21% acima da média para o mês. (444 focos).
Porções do bioma Mata Atlântica nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, ao norte, e Paraná e Santa Catarina ao sul, foram as mais afetadas pelas chamas.
Pantanal e Pampa foram os únicos biomas com registros de queimadas abaixo da média em janeiro.
9 de fev. de 2026
MAIOR USINA NUCLEAR DO MUNDO EM FUNCIONAMENTO NUM DOS PAÍSES MAIS SUSCETÍVEIS A TERREMOTOS?!
SIM: NO JAPĀO!!!
DE ACORDO COM RELATO DO "GEMINI" (GOOGLE):
Sim, exatamente. O Japão reativou hoje, 9 de fevereiro de 2026, a usina de Kashiwazaki-Kariwa, considerada a maior central nuclear do mundo em capacidade instalada.
Esta é uma notícia histórica para o setor energético japonês por marcar a primeira vez que a TEPCO (operadora da usina e da fatídica usina de Fukushima) volta a operar um reator desde o desastre de 2011.
Aqui estão os pontos principais sobre essa retomada:
1. O que aconteceu agora?
• Reativação bem-sucedida: Após uma tentativa frustrada em janeiro de 2026 (que foi interrompida devido a um alarme falso no sistema de barras de controle), o reator Unidade 6 foi finalmente reiniciado às 14h (horário local).
• Fim do hiato: A usina estava parada há cerca de 15 anos. Embora não tenha sido danificada pelo tsunami de 2011, ela foi desligada para revisões de segurança e enfrentou anos de barreiras regulatórias e técnicas.
2. Por que reativar agora?
• Demanda por IA: O Japão enfrenta um aumento drástico no consumo de eletricidade, impulsionado principalmente pela expansão de data centers e pelo desenvolvimento de tecnologias de Inteligência Artificial.
• Metas Climáticas: O governo vê a energia nuclear como peça-chave para atingir a neutralidade de carbono e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.
• Cenário Político: A reativação ocorre logo após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi, que defende abertamente o uso da energia nuclear para fortalecer a economia nacional.
IMPORTANTE:
Apesar do avanço técnico, a usina ainda enfrenta resistência de parte da população local, preocupada com a segurança sísmica da região e com o histórico da TEPCO.
DAÍ ALGUMAS PERGUNTAS INEVITÁVEIS:
1) Governo japonês não teria opçāo menos arriscada para substituir energia de combustíveis fósseis?
2) Outras fontes de energia, solar, eólica, maremotriz combinadas com limitaçōes no uso de combustíveis fósseis.
3) Elaborar eficiente e eficaz plano de contingência caso ocorra tragédia semelhante a da usina de Fukushima.
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