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25 de mai. de 2026
AMAZÔNIA: DESMATAMENTOS DE ÁREAS IMPORTANTES PARA CONSERVAÇÃO DE AVES
REPRODUZIDO DE:
https://portalamazonia.com/meio-ambiente/desmatamento-areas-aves-amazonia/
DESTAQUE:
As chamadas Áreas Importantes para a Conservação das Aves (IBAs), identificadas como essenciais para a preservação da biodiversidade, perderam mais de 1,8 mil km² de florestas no bioma amazônico entre 2023 e 2025, segundo análise da InfoAmazonia. A perda de vegetação ameaça espécies raras e compromete funções fundamentais da floresta, como a dispersão de sementes e o equilíbrio da cadeia alimentar.
O gavião-real é uma águia rara, uma das maiores aves de rapina das Américas, e gosta de fazer o ninho no topo das árvores. Conhecido cientificamente como Harpia harpyja, pode ter asas com mais de dois metros de envergadura. As garras são comparadas às de um urso, podendo ser ainda maiores e mais grossas. Para sobreviver, alimenta-se principalmente de mamíferos como preguiças e macacos, além de outros vertebrados de médio porte. Caçando no alto das copas, ele depende de grandes árvores e extensas áreas intactas de floresta para encontrar alimento. ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/meio-ambiente/desmatamento-areas-aves-amazonia/
24 de mai. de 2026
EL NIÑO "APRONTANDO UMA BREVE TRAGÉDIA"?!
O oceano costuma esconder suas mudanças nas profundezas e em silêncio. Mas, desta vez, o Pacífico dá sinais visíveis de que algo extraordinário pode estar a caminho. Novos dados divulgados pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e pelo observatório climático europeu Copernicus acenderam o alerta entre cientistas: o El Niño que começa a se formar pode evoluir para um dos episódios mais intensos já registrados em mais de um século.
As projeções mostram que as águas de uma região estratégica do Pacífico Equatorial poderão atingir até 3°C acima da média até o fim do ano — um desvio considerado extremo pelos padrões climáticos. Se confirmado, o fenômeno poderá se aproximar — ou até superar — os recordes históricos de 1877 e 2015, entrando na categoria dos chamados “super El Niño”.
O temor cresce justamente porque os oceanos já atravessam um período anormal de aquecimento. Segundo relatório divulgado nesta sexta-feira 8, pelo Copernicus, as temperaturas da superfície dos mares,para um mês de maio”, afirmou à AFP Samantha Burgess, estrategista climática do ECMWF, órgão responsável pelo Copernicus.
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/agenda-verde/maior-de-todos-os-tempos-cresce-o-temor-de-um-super-el-nino-historico/
23 de mai. de 2026
JOÃO-DE-BARRO: PÁSSARO "PROFESSOR DE ARQUITETURA"
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/como-a-engenharia-natural-do-joao-de-barro-utiliza-arquitetura-inteligente-e-ventilacao-termica-para-proteger-sua-ninhada-nas-savanas-brasileiras/
DESTAQUES:
1) O joão-de-barro (Furnarius rufus) é mundialmente reconhecido por sua impressionante capacidade arquitetônica, mas os segredos físicos de sua construção vão muito além da simples moldagem da lama. Esta pequena ave desenvolveu uma técnica de engenharia que rivaliza com as construções humanas no que diz respeito ao isolamento térmico e à resistência estrutural. Utilizando uma mistura precisa de argila, esterco fresco e fibras vegetais secas, o casal de aves constrói uma estrutura esférica maciça que, após secar sob o sol, adquire a consistência e a durabilidade do tijolo cozido. O fato biológico mais surpreendente é que o ninho é projetado para suportar tempestades severas e ventos intensos sem sofrer rachaduras estruturais catastróficas. A proporção exata de fibras vegetais funciona como uma armadura de concreto armado primitiva, distribuindo as tensões mecânicas uniformemente por toda a superfície da abóbada e garantindo a sobrevivência dos filhotes mesmo diante das maiores intempéries.
2) A genialidade da porta lateral e o labirinto anti-predadores
A característica externa mais marcante do ninho do joão-de-barro é a sua abertura de acesso, estrategicamente posicionada de forma lateral e nunca centralizada. Essa escolha de design arquitetônico não é aleatória; ela cumpre uma função crucial de segurança biológica contra predadores vorazes, como tucanos, gaviões, cobras e pequenos mamíferos arborícolas. A entrada estreita e em formato de arco dá acesso a um corredor curvado que funciona como uma parede interna divisória, uma espécie de antecâmara. Essa barreira impede o acesso visual direto ao fundo do ninho, onde os ovos e os filhotes ficam alojados. Um predador que tenta introduzir a pata ou o bico pela abertura externa encontra um obstáculo físico intransponível na curva interna, o que impossibilita o alcance da ninhada. Esse labirinto defensivo garante uma taxa de sucesso reprodutivo extraordinariamente alta para a espécie em ambientes abertos.
3) Um sistema de climatização passiva contra os extremos do clima
Além do impressionante mecanismo de segurança contra invasores, o interior do ninho do joão-de-barro abriga um verdadeiro sistema de climatização passiva. As paredes espessas de barro possuem uma alta inércia térmica, o que significa que elas demoram muito tempo para absorver e transmitir o calor externo para o interior. Durante os dias mais quentes nas savanas e campos brasileiros, o calor escaldante do sol atinge a parte externa, mas a temperatura interna permanece surpreendentemente amena e constante. À noite, quando a temperatura externa despenca drasticamente, o processo se inverte: o barro acumulou calor ao longo do dia e o libera lentamente para o interior da câmara de incubação. Estudos indicam que esse microclima estável reduz drasticamente o gasto energético dos pais e dos filhotes, que não precisam queimar reservas calóricas excessivas para manter a homeostase corporal, otimizando o crescimento dos filhotes.
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