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3 de jun. de 2026

MAIS UMA ESPÉCIE INVASORA NAS ÁGUAS FLÚVIO-MARINHAS TROPICAIS...

DESTAQUES: 1) Apresenta uma coloração acastanhada ou por vezes esverdeada na parte de cima da carapaça e branca por baixo e nas pinças. Na carapaça ostenta quatro saliências laterais. A largura da carapaça é ligeiramente maior do que o seu comprimento e as pernas são quase duas vezes a largura da carapaça, podendo atingir os 10 cm. Os juvenis são muito pequenos e não apresentam praticamente nenhuns pelos nas patas dianteiras. 2) Espécie invasora em território nacional. É nativa do leste asiático e tem causado um enorme impacto em diversos países onde foi introduzida, sendo por isso considerada invasora. Atualmente, a distribuição da espécie inclui o Mar do Norte, o Mar Báltico e, na Península Ibérica, nomeadamente nas bacias hidrográficas do Tejo e do Minho, em Portugal, e na bacia do rio Guadalquivir em Espanha. Apresenta um ciclo de vida catádromo, reproduz-se em águas salobras, mas passam a maior parte do seu ciclo de vida em ambiente dulciaquícola. 3) Alimenta-se de uma grande variedade de alimentos, é uma espécie oportunista com hábitos omnívoros. Geralmente, conforme a disponibilidade alimentar do habitat, a sua dieta poderá incorporar tanto plantas como animais.

2 de jun. de 2026

IMPOR LIMITES AO DESERTO DO SAARA: ANTES TARDE DO QUE NUNCA!!!

REPRODUZIDO DE: https://clickpetroleoegas.com.br/11-paises-africanos-correm-contra-o-avanco-do-saara-com-uma-muralha-verde-de-8-mil-km-bilhoes-de-dolares-em-apoio-internacional-e-a-missao-quase-impossivel-de-restaurar-100-milhoes-de-asaf04/
DESTAQUES: 1) Iniciativa africana de restauração ecológica reúne países do Sahel, recursos internacionais e técnicas adaptadas ao clima seco em uma tentativa de recuperar terras degradadas e reduzir impactos da desertificação sobre comunidades rurais. A Grande Muralha Verde é uma iniciativa de restauração ambiental em andamento na faixa do Sahel, região semiárida situada ao sul do deserto do Saara. 2) SAHEL. Visão geral criada por IA. O Sahel é uma vasta faixa semiárida de aproximadamente (5.400km) que se estende de leste a oeste na África, servindo como uma zona de transição ecológica entre o deserto do Saara, ao norte, e as savanas da África subsaariana, ao sul. Atualmente, a região é considerada um dos epicentros mundiais de crises geopolíticas e humanitárias. 3) Criado pela União Africana em 2007, o projeto busca recuperar áreas degradadas, fortalecer comunidades rurais e reduzir os efeitos da desertificação em uma zona que se estende do Senegal, no Atlântico, até Djibuti, no Chifre da África. Embora tenha ficado conhecida pela imagem de uma barreira de árvores, a iniciativa passou a reunir ações mais amplas de recuperação do solo, manejo da água, agricultura sustentável e geração de renda. 4) A estrutura oficial da Agência Pan-Africana da Grande Muralha Verde reúne 11 países: Burkina Faso, Chade, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal e Sudão. 5) Hoje, segundo organismos ligados à ONU, a Grande Muralha Verde funciona como um conjunto de paisagens restauradas, adaptadas às condições de cada território e às necessidades das comunidades locais. Na prática, as ações combinam árvores nativas, arbustos resistentes à seca, áreas de pastagem, sistemas agroflorestais, recuperação de nascentes e técnicas de retenção de água no solo.

31 de mai. de 2026

HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA: SE BEM PLANEJADAS OS BENEFÍCIOS SERIAM AMPLOS!!!

REPRODUZIDO DE: https://share.google/t4tGX0SBnTfo34ZVu
DESTAQUES: 1) No centro-leste do Amapá, onde funcionam as usinas hidrelétricas Coaracy Nunes, Ferreira Gomes e Cachoeira Caldeirão, a transformação do Rio Araguari se espalha ao longo da bacia e alcança propriedades rurais, sítios, áreas de uso tradicional e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) atingidas pela expansão dos reservatórios e pelas mudanças no comportamento do rio. Mais do que alterar a paisagem, as barragens modificaram a própria dinâmica das águas: o Araguari deixou de responder apenas aos ciclos naturais e passou a ser condicionado pela operação das usinas e pelo controle artificial das vazões. 2) Entre os efeitos dessa mudança está também a alteração de fenômenos naturais associados ao rio. A pororoca, que durante décadas avançou pelo Araguari,teve sua intensidade reduzida até praticamente desaparecer, em um processo que estudos relacionam às mudanças no fluxo e na dinâmica das águas após a implantação das barragens. Mais do que um fenômeno isolado, esse desaparecimento funciona como um indicador das transformações mais amplas em curso no rio. 3) Rosane Souza, pescadora e moradora da região, relata que a chegada das hidrelétricas significou uma ruptura profunda no território e na vida das famílias atingidas, uma mudança que, segundo ela, não foi gradual, mas abrupta, alterando de uma vez só o lugar, o trabalho e a forma de viver. “A empresa chegou e tirou tudo da gente. Nossa casa, nosso sítio, nosso barco. A gente perdeu tudo. Não teve indenização. Meus filhos ainda eram pequenos e tiveram que ir morar com parentes”, lamenta. Ela conta que o deslocamento forçado desorganizou a estrutura da família e impôs um período de instabilidade prolongada, marcado por perdas materiais e ausência de apoio institucional. “A gente ficou sem estrutura. Enfrentamos o inverno sem casa, com as crianças doentes. Não tinha apoio. A ajuda que prometeram nunca chegou”. 4) O impacto da alteração do Araguari não se limitou ao espelho d’água, estendendo-se também ao solo. Rosane explica que a mudança no microclima local inviabilizou até mesmo a agricultura de subsistência, que antes complementava a alimentação da comunidade. “A terra, devido ao calor, não permitia o cultivo de plantas da forma que necessitamos para gerar renda e sustentar a nossa família”, detalha. Sem peixe e sem colheita, o colapso financeiro atingiu diretamente a juventude ribeirinha. “Perdemos tudo, e as crianças sofreram muito com a falta de recursos. Elas não tinham como estudar em boas condições”, lamenta a pescadora.