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15 de jun. de 2026

MANGUEZAIS EM RECUPERAÇÃO

REPRODUZIDO DE: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2020g92xk4o
DESTAQUES: 1) Os manguezais presentes nas zonas litorâneas do planeta protegem milhões de pessoas contra tempestades e absorvem imensos volumes de gases do efeito estufa. E, agora, eles estão revertendo seu declínio de forma inesperada, segundo os cientistas. As árvores dos mangues vinham sofrendo rápido declínio há décadas. Elas foram cortadas para a construção de casas e a instalação de fazendas de criação de peixes. Mas um novo estudo demonstra que, desde 2010, o crescimento dos mangues pelo mundo vem superando as perdas anuais. Isso se deve ao fortalecimento das proteções legais em diversos países e ao aumento da consciência das pessoas sobre a sua importância, especialmente após desastres como o tsunami de 2004 no Oceano Índico. 2) Mas o principal fator, segundo os pesquisadores, é a notável capacidade natural de regeneração desses ambientes, quando os seres humanos deixam de destruí-los. 3) Eles armazenam até cinco vezes mais dióxido de carbono por área que as florestas terrestres. E suas raízes emaranhadas também podem reduzir a velocidade das ondas e proteger comunidades litorâneas contra marés de tempestade e tsunamis. As mesmas raízes oferecem um berçário perfeito para muitas espécies de peixes e outros animais marinhos, protegendo-os contra os predadores e fornecendo enormes quantidades de alimento. Mas todos estes benefícios ficaram seriamente ameaçados no século passado. O aumento da criação de peixes, da agricultura e a expansão das cidades litorâneas levaram muitos manguezais a serem derrubados e rapidamente removidos.

14 de jun. de 2026

INDICADOR DE POLUIÇÃO POR "CARBONO NEGRO" EM MICROCRUSTÁCEO

REPRODUZIDO DE: http://www.saocarlosagora.com.br/noticia/amp/195996/pesquisadores-brasileiros-e-franceses-desenvolvem-tecnica-inedita-para/
DESTAQUES: 1) Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), entre eles cientistas do IFSC/USP, e de instituições francesas revelou, pela primeira vez, como partículas de carbono negro — um dos principais poluentes gerados pela queima incompleta de combustíveis fósseis — são ingeridas e transformadas dentro de organismos marinhos microscópicos. 2) Publicado na revista científica Environmental Science & Technology, o trabalho utilizou uma avançada técnica de microscopia de dois fótons para acompanhar, em tempo real e sem o uso de marcadores químicos, o comportamento do chamado “black carbon” em copépodes do gênero Acartia, pequenos crustáceos que compõem grande parte do zooplâncton oceânico. O carbono negro é considerado um importante agente de aquecimento climático e um contaminante amplamente presente nos oceanos. Apesar disso, pouco se sabia sobre a forma como ele interage biologicamente com organismos marinhos. 3) A pesquisa mostrou que os copépodes ingerem partículas provenientes da fuligem de motores a diesel e que essas partículas sofrem alterações estruturais ao longo do trato digestivo. Segundo os cientistas, o ambiente intestinal dos animais modifica o arranjo molecular do material poluente, transformando agregados sólidos em estruturas mais dispersas e potencialmente mais reativas.