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3 de fev. de 2026
CERRADO. BIOMA BRASILEIRO DE IMPORTÂNCIA VITAL, EM SEGUNDO PLANO NACIONAL NA CONSERVAÇÃO
REPRODUZIDO DE:
https://theconversation.com/mais-de-55-da-vegetacao-nativa-do-cerrado-um-dos-ecodominios-mais-ricos-e-ameacados-do-mundo-ja-foi-perdida-274257
DESTAQUES:
1) Uma revisão detalhada, que sintetiza décadas de pesquisas, alerta que o Cerrado brasileiro, conhecido por suas vastas “florestas invertidas” e considerado um dos Ecodomínios mais ricos da Terra, está sob ameaça intensa.
Publicada na Nature Conservation, a revisão mostra que, apesar de o Cerrado sustentar as principais bacias hidrográficas do Brasil, mais de 55% de sua vegetação nativa já foi convertida, principalmente ao longo das últimas cinco décadas.
2) Frequentemente ofuscado pela Amazônia, o Cerrado é o segundo maior Ecodomínio da América do Sul, cobrindo 24% do território nacional e sustentando grande parte das principais bacias hidrográficas do país, mas historicamente tem sido deixado de lado nos diálogos globais sobre conservação.
Nossa revisão alerta que esse hotspot de biodiversidade enfrenta atualmente uma crise ecológica massiva e multifacetada. Apesar de sua importância, a região já teve mais de 55% de sua vegetação nativa convertida, uma área que excede 1 milhão de km², sendo que a grande maioria dessa destruição ocorreu nos últimos 50 anos.
3) Floresta invertida e carbono oculto.
Uma das características que tornam o Cerrado verdadeiramente único é sua “floresta invertida”. Diferentemente das florestas tropicais úmidas, que armazenam a maior parte de sua biomassa em copas elevadas, o Cerrado alcançou um feito ecológico de sobrevivência ao armazenar aproximadamente 90% de seu carbono abaixo do solo, por meio de sistemas radiculares profundos e maciços. Essa rede subterrânea torna o Ecodomínio um sumidouro de carbono crítico e um regulador fundamental da água.
31 de jan. de 2026
VÍRUS NIPAH. DANDO CONTINUIDADE NA “DÉCADA DOS (NOVOS) VÍRUS”
REPRODUZIDO EM (com opção de versão em português):
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/nipah-virus
DESTAQUES:
1) O vírus Nipah é um vírus encontrado em animais, mas que também pode afetar seres humanos.
Pessoas infectadas podem desenvolver febre e sintomas que afetam o cérebro (como dor de cabeça ou confusão mental) e/ou os pulmões (como dificuldade para respirar ou tosse).
Os primeiros casos de infecção pelo vírus Nipah foram relatados em 1998 e, desde então, foram registrados em Bangladesh, Índia, Malásia, Filipinas e Singapura. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%.
Morcegos frugívoros da família Pteropodidae são os hospedeiros naturais do vírus Nipah. O vírus Nipah geralmente é transmitido de morcegos e outros animais infectados para humanos e também pode ser transmitido diretamente entre pessoas.
Atualmente, não existe tratamento ou vacina disponível para o vírus Nipah, porém diversos produtos candidatos estão em desenvolvimento. O tratamento intensivo precoce pode aumentar as chances de sobrevivência.
2) Para algumas pessoas, a infecção pelo vírus Nipah pode ser assintomática. No entanto, a maioria desenvolve febre e sintomas que afetam o cérebro (como dor de cabeça ou confusão mental) e/ou os pulmões (como dificuldade para respirar ou tosse). Outros órgãos também podem ser afetados. Sintomas frequentes incluem calafrios, fadiga, sonolência, tontura, vômitos e diarreia.
O período de incubação – ou seja, o tempo entre a infecção e o início dos sintomas – varia de 3 a 14 dias. Em alguns casos raros, foram relatados períodos de incubação de até 45 dias. A doença grave pode ocorrer em qualquer paciente, mas está particularmente associada a pessoas que apresentam sintomas neurológicos, com progressão para edema cerebral (encefalite) e, frequentemente, óbito. Cuidados de suporte e monitoramento cuidadosos durante esse período são essenciais.
A maioria das pessoas que sobrevivem se recupera completamente, mas sequelas neurológicas de longo prazo foram relatadas em aproximadamente 1 em cada 5 pessoas que se recuperaram da doença.
A taxa de letalidade da infecção pelo vírus Nipah é estimada entre 40 e 75%, mas pode variar de acordo com o surto, dependendo da vigilância e do manejo clínico nas áreas afetadas.
30 de jan. de 2026
ESPÉCIE INVASORA : MAIS UMA HISTÓRIA COM CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS
REPRODUZIDO DE:
https://wilder.pt/naturalistas/lagostim-vermelho-da-luisiana-este-invasor-ja-anda-por-portugal-ha-mais-de-40-anos
No âmbito de uma série sobre espécies aquáticas invasoras, Pedro Anastácio, investigador do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente na Universidade de Évora, ligado ao projecto LIFE Invasaqua, esclarece todas as dúvidas sobre este lagostim que é um grande problema para a biodiversidade, a economia e mesmo a saúde humana.
DESTAQUE:
O lagostim-vermelho-da-luisiana (Procambarus clarkii) é um lagostim de água doce originário do sudeste da América do Norte, incluindo o estado da Luisiana, nos EUA. Foi esse antigo território francês, batizado em honra do rei Luís XIV, que inspirou o nome comum deste crustáceo. Em Portugal, a espécie está presente praticamente por todo o território.
É mais frequente nos braços de rios, em pauis – ou seja, pântanos de água doce – e em arrozais, podendo aí atingir densidades muito elevadas. Esta adaptação a ambientes com seca temporária está particularmente ligada à sua capacidade de construir tocas profundas, onde este crustáceo consegue sobreviver durante semanas no período seco, saindo na altura das primeiras chuvas, geralmente em outubro. É muitas vezes neste período que se podem observar migrações de grandes números destes lagostins através de terra, em zonas de produção de arroz.
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