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9 de jul. de 2026

PLANETA COM BIODIVERSIDADE INTERCONTINENTAL: AVE MIGRATÓRIA EM AÇÃO!

REPRODUZIDO DE: https://conexaoplaneta.com.br/blog/ave-migratoria-do-hemisferio-norte-sanhaco-vermelho-e-avistado-pela-primeira-vez-no-ceara/
DESTAQUES: 1) Quando chega o inverno no Hemisfério Norte, uma pequena ave, de plumagem avermelhada, voa milhares e milhares de quilômetros, em busca de clima mais quente, em terras da América Central e do Sul. Ela é o sanhaço-vermelho (Piranga rubra), um visitante sazonal, que no Brasil, já foi documentado algumas vezes, mas apenas em áreas da Amazônia. Todavia, para surpresa de pesquisadores, um sanhaço-vermelho foi observado – fotografado e filmado – no município de Guaramiranga, na Serra do Baturité, no Ceará. “Este registro é importante porque é o primeiro fora da Amazônia brasileira, e o primeiro para a região Nordeste, e consequentemente para o estado do Ceará”, diz Marco Aurélio Crozariol, pesquisador e especialista em aves do Museu de História Natural do Ceará (UECE), em entrevista ao Conexão Planeta. 2) Ao lado de outros pesquisadores da ONG Aquasis, Marco Aurélio é um dos coautores do artigo científico, que descreve o encontro com o sanhaço-vermelho, publicado na revista internacional Cotinga. “O registro amplia muito a área de distribuição da espécie, e nos traz maior conhecimento sobre o trajeto que essa ave faz durante o período de migração.” 3) Milhares de quilômetros até a chegada ao Brasil. Não há como saber a origem exata do sanhaço-vermelho avistado em Guaramiranga. Mas ele deve ter voado aproximadamente uns 8 mil km, entre os Estados Unidos e o Ceará. 4) O gênero Piranga tem nove espécies conhecidas pela ciência, e cinco delas são documentadas no Brasil. Uma delas é o sanhaço-escarlate (Piranga olivacea), que foi flagrado, pela primeira vez em Fernando de Noronha, em 2025.

BUGIO: ALGUNS ASPECTOS DE SUA VIDA DINÂMICA COM RISCOS À SUA SOBREVIVÊNCIA

REPRODUZIDO DE: https://agencia.fapesp.br/calor-e-dieta-pesada-fazem-o-bugio-ruivo-descansar-mas-vizinhos-indesejados-aceleram-o-passo-do-primata/58606
DESTAQUES: Calor e dieta pesada fazem o bugio-ruivo descansar, mas vizinhos indesejados aceleram o passo do primata. 08 de julho de 2026 Monitoramento inédito em área contínua de Mata Atlântica ajuda a compreender o uso do hábitat pela espécie, vulnerável à extinção. André Julião | Agência FAPESP – Quando a temperatura sobe na Mata Atlântica, os bugios-ruivos (Alouatta guariba) preferem a sombra e o descanso. O mesmo ocorre quando se alimentam de folhas bastante fibrosas, que demandam muito tempo de digestão. Já quando encontram primatas maiores e barulhentos, como o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) e o macaco-prego (Sapajus cucullatus), os bugios apertam o passo para procurar novos pontos de alimentação ou descanso, além de evitar conflitos. Essas são algumas das conclusões de um estudo publicado em abril no International Journal of Primatology. Segundo os autores, os achados podem orientar ações de conservação da espécie. “O muriqui é maior e sua simples presença já espanta os bugios, que preferem deixar o local onde estão a ter de enfrentá-los. Os macacos-prego são menores, mas andam em bandos de até 30 indivíduos, e podem pular em cima dos bugios, puxar o rabo; fazem de tudo para tirá-los de onde estão descansando”, conta Erika Alejandra Chaves-Diaz, primeira autora do estudo, realizado durante mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e no Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (IB-Unesp), em Rio Claro, com apoio da FAPESP. RISCOS: FEBRE AMARELA

8 de jul. de 2026

BIOMA “PANTANAL” MAIOR PLANÍCIE ALAGADA DO MUNDO EM RISCO!

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/noticias/pantanal-brasileiro-perdeu-cerca-de-80-da-agua-superficial-em-40-anos-aponta-pesquisa/
DESTAQUES: 1) O Pantanal, a maior planície alagada do planeta com aproximadamente 150 mil km² distribuídos entre Brasil, Paraguai e Bolívia, perdeu cerca de 80% de sua água superficial entre 1985 e 2023. É o que revela um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com outras instituições brasileiras, publicado na revista "Advances in Space Research". A pesquisa analisou 38 anos de imagens de satélite e dados de precipitação para mapear a variação espaço-temporal dos corpos d’água na porção brasileira do bioma. A área ocupada por água superficial encolheu de 19.781,34 km² em 1985 para 3.817,65 km² em 2023, uma redução de 80,7% segundo dados do MapBiomas. 2) Os pesquisadores analisaram imagens dos anos de 1985, 1990, 1995, 2000, 2005, 2010, 2015, 2020 e 2023, gerando 36 mapas que revelaram as variações espaço-temporais no Pantanal brasileiro. A redução da área superficial da água variou entre 69,6% e 81,4%, confirmando a tendência. 3) "As chuvas no Pantanal estão muito irregulares. Às vezes chove bem, mas está diminuindo o período de chuvas. Em uma semana chove 300 mm, o que era para chover em um mês. Estão diminuindo os dias de chuva e aumentando os dias de estiagem”, afirma o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, doutor pela FCA/Unesp e um dos autores do artigo. 4) Impactos sobre a biodiversidade e populações. O Pantanal abriga cerca de 650 espécies de aves, 150 de mamíferos, 325 de peixes e mais de 2.200 espécies de plantas. A redução da água superficial afeta a cadeia alimentar do bioma. “A perda de água superficial compromete o equilíbrio ecológico do Pantanal. Os animais de grande porte, que dependem das áreas alagadas para caçar e encontrar alimento, são diretamente afetados. Com menos água, o habitat deles encolhe e a cadeia alimentar se desestabiliza”, explicou Justino. “Os animais aquáticos provavelmente vão migrar para outra região, isso é algo natural quando há estresse. Mas o impacto é gigantesco em toda a biodiversidade”, completou. 5) O pesquisador também destacou os impactos sociais. “Os ribeirinhos e a população não indígena que vivem dos rios, da pesca, com agricultura sustentável, não vão ter renda suficiente para se manter naquele ambiente.” Sem alternativas, essas populações podem migrar para as cidades ou recorrer a atividades ilegais, como desmatamento.