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27 de fev. de 2026
NEM COM TRAGÉDIAS HÁ APRENDIZAGEM E RECONHECIMENTO DE RISCOS À VIDA...
...NEM OBEDIÊNCIA À LEI.
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/reportagens/mesmo-com-seguidas-tragedias-ocupacao-de-encostas-cresce-no-litoral-de-sp/
DESTAQUES:
1) A forte chuva que cai nas cidades do litoral de São Paulo desde o último final de semana já deixou centenas de desabrigados, suspendeu aulas e bloqueou estradas. A situação é tão preocupante que a Defesa Civil do Estado emitiu alerta de perigo severo para deslizamento e enxurradas e a população vive em clima de tensão. As áreas mais preocupantes são as encostas que, apesar da proibição por lei, têm sido ocupadas irregularmente, mesmo após repetidas tragédias.
2) Segundo dados do MapBiomas, somente nas cidades que compõem o Litoral Norte Paulista – Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba – o avanço urbano sobre áreas altamente inclinadas aumentou 50,7% em uma década.
Em 2014, 140 hectares de encostas com declividade superior a 30% estavam ocupados em tais cidades. Em 2024, esse número subiu para 211 hectares. Os dados mostram um crescimento médio de 4,2% de ocupação ao ano.
3) IMPORTANTE:
O parcelamento do solo em terrenos com declividade superior a 30% é proibido por lei (Lei Federal 6.766/79), justamente pelo risco de deslizamentos. Na prática, não é bem isso que acontece.
24 de fev. de 2026
A HISTÓRIA "TRÁGICA" DA INTRODUÇÃO DE ÁRVORE EXÓTICA NA AMAZÔNIA
OBSERVAÇÃO DO RESPONSÁVEL POR ESTE blog:
Faço este breve relato porque visitei área plantada com esta árvore, em Manaus (AM) em 1977,que me foi apresentada pelo diretor científico do CEPEC-Centro de Pesquisas do Cacau, Paulo Alvim.
O nome científico da Gmelina é Gmelina arborea Roxb. ex Sm.. Ela pertence à família Lamiaceae (anteriormente Verbenaceae). É uma árvore de crescimento rápido, nativa da Ásia (Índia), muito cultivada em regiões tropicais pela sua madeira, conhecida popularmente como Gmelina, Melina, Yamane ou Teca-branca.
HISTÓRIA BASEADA EM RELATO DO GEMINI-IA.
Essa é uma das histórias mais fascinantes (e caras) do mundo dos negócios e da silvicultura. Na verdade, o nome correto da espécie é Gmelina arborea e o protagonista é o bilionário norteamericano Daniel K. Ludwig.
Prepare-se para um conto de ambição colossal que quase se transformou em um desastre ecológico e financeiro.
O Visionário: Daniel K. Ludwig
Nos anos 60, Daniel Ludwig era um dos homens mais ricos do mundo. Ele tinha uma visão: o mundo enfrentaria uma escassez desesperadora de papel. Para resolver isso, ele decidiu criar a maior fábrica de celulose do planeta no meio da Floresta Amazônica.
O Projeto Jari.
Em 1967, Ludwig comprou uma área de 1,6 milhão de hectares (maior que o estado de Sergipe) no Rio Jari, entre o Pará e o Amapá. O plano era audacioso:
1. Derrubar a floresta nativa.
2. Plantar monoculturas de crescimento rápido para alimentar uma fábrica de celulose.
3. Construir uma cidade inteira do zero (Monte Dourado).
A Estrela do Show: Gmelina arborea
A escolha de Ludwig foi a Gmelina, uma árvore nativa da Ásia. Ele acreditava que ela era a "árvore milagrosa" porque:
• Tinha um crescimento extremamente rápido.
• Poderia ser colhida em apenas 6 a 10 anos.
• Produziria uma fibra de celulose de excelente qualidade.
O Problema com a Gmelina
A natureza, porém, não segue planos de negócios. A Gmelina arborea não se adaptou como o esperado ao solo da Amazônia:
• Solo Inadequado: Em solos arenosos, ela crescia mal; em solos argilosos, tinha dificuldades.
• Pragas e Doenças: Por ser uma monocultura exótica, tornou-se um banquete para formigas e fungos locais.
• Logística: Ludwig chegou ao ponto de mandar construir uma fábrica flutuante no Japão e rebocá-la por dois oceanos até o rio Jari.
O Desfecho
O Projeto Jari consumiu cerca de 1 bilhão de dólares do bolso de Ludwig. Em 1982, já idoso e enfrentando problemas de saúde e pressão do governo brasileiro (que via o projeto com desconfiança nacionalista), ele desistiu e vendeu o empreendimento para um consórcio de empresas brasileiras por uma fração do que gastou.
PANTANAL. A MAIOR PLANÍCIE ALAGADA DO MUNDO COM SEU FELINO DE DESTAQUE: A ONÇA-PINTADA
A onça-pintada (português brasileiro) ou jaguar (português europeu) (nome científico: Panthera onca), também conhecida como onça-preta (no caso dos indivíduos melânicos), é uma espécie de mamífero carnívoro da família dos felídeos (Felidae) encontrada nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, sendo o maior do continente americano. Apesar da semelhança com o leopardo (Panthera pardus), a onça-pintada é evolutivamente mais próxima do leão (Panthera leo). Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas está extinta em diversas partes dessa região atualmente.
ACESSAR (vídeo)
https://globoplay.globo.com/v/14367998/
DESTAQUE:
Entre chuva e expectativa, a equipe vivencia um momento inesquecível: uma onça-pintada surge em meio à vegetação, caminhando, nadando e caçando com toda sua habilidade, afinal, o rio não é obstáculo para esse excelente nadador e dono da mordida mais potente entre os felinos.
Para o repórter Paulo Augusto, foi um encontro extraordinário. Depois de 15 anos no Terra da Gente, ele encontrou pela primeira vez uma onça-pintada totalmente livre na natureza, em um espetáculo emocionante mesmo debaixo de chuva e trovões. Uma experiência única em meio à imensidão do Pantanal.
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