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12 de jun. de 2026

PEQUENOS FRAGMENTOS FLORESTAIS PODEM SER ÚTEIS À CONSERVAÇÃO (?!)

OBSERVAÇÃO PRELIMINAR (EFEITO DE BORDA E O FORMATO DE FRAGMENTO FLORESTAL): Fragmento florestal (tamanho adequado). O efeito de borda é objeto de estudo importante sobre fragmentos florestais ou relitos. Há evidências experimentais de que os efeitos de borda estendem-se até cerca de 100 m no interior da reserva, a partir da borda. Há diferenças de umidade relativa do ar de 5% (de manhã) a 20% (ao meio-dia) entre as bordas e no interior da ilha a 100 m da borda. A temperatura do ar (na sombra) difere de até 4,5°C entre a borda e o interior a 100 m da borda. Estas reações indicam que reservas naturais pequenas estarão mais sujeitas aos efeitos de borda de maneira comprometedora à sua preservação. A forma do fragmento é relevante quando se considera o efeito de borda. Nas figuras que se seguem, observam-se as diferenças entre os fragmentos florestais com as formas quadrada, retangular e circular.
REPRODUZIDO DE: https://theconversation.com/pequenos-fragmentos-florestais-podem-conservar-mais-aves-quando-o-entorno-e-favoravel-283861 DESTAQUES: 1) "Áreas maiores possuem mais espécies”. Essa é uma das leis mais inquestionáveis da ecologia, que justifica por que grandes áreas naturais costumam receber maior prioridade em estratégias de conservação. Em paisagens fragmentadas, essa lógica também levou os pequenos fragmentos florestais a serem vistos como ambientes de menor valor para a biodiversidade. Mas seria possível aumentar o número de espécies em um fragmento florestal sem aumentar o seu tamanho? Nosso estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que sim. Quando o entorno é favorável, pequenos fragmentos florestais podem abrigar muito mais espécies de aves do que seria esperado com base apenas no seu tamanho. 2) Paisagens florestais fragmentadas As paisagens florestais modificadas por atividades humanas são formadas por fragmentos florestais de diferentes tamanhos cercados por outros tipos de ambientes, coletivamente chamados de matriz. Essa matriz pode ser terrestre, como pastagens para gado, lavouras e áreas urbanas, ou aquática, como os reservatórios de usinas hidrelétricas. Além da matriz, o entorno dos fragmentos também pode incluir vegetação arbórea, como árvores espalhadas, mata ciliar e outros fragmentos próximos. Juntos, a matriz e a vegetação arbórea formam o entorno dos fragmentos florestais. 3) A contribuição do entorno Para entender o papel do entorno, reunimos dados de quase 2 mil espécies de aves registradas em mais de mil remanescentes florestais tropicais e subtropicais, distribuídos por 50 paisagens em 17 países nas Américas, África e Ásia. O estudo comparou fragmentos florestais cercados por matrizes terrestres modificadas pela pecuária, agricultura e urbanização com ilhas florestais formadas por reservatórios de hidrelétricas.

10 de jun. de 2026

AQUECIMENTO GLOBAL: POLVOS COMO INDICADORES?!

REPRODUZIDO DE: https://umsoplaneta.globo.com/clima/noticia/2026/06/08/explosao-populacional-de-polvos-no-reino-unido-transforma-ecossistemas-e-pode-estar-associada-ao-aquecimento-dos-mares.ghtml DESTAQUES: 1) Uma explosão populacional de polvos registrada inicialmente no sudoeste da Inglaterra se espalhou por diferentes regiões do Reino Unido e já está provocando mudanças na pesca e nos ecossistemas marinhos. É o que conta uma reportagem publicada no site inglês The Guardian. Segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Marine Biological Association (Associação de Biologia Marinha), o fenômeno pode estar relacionado ao aumento da temperatura das águas e a alterações mais amplas no ambiente marinho. 2) Os primeiros registros do aumento expressivo da população ocorreram em 2025, na costa sul dos condados de Devon e Cornualha. Agora, observações científicas e relatos de mergulhadores e praticantes de snorkel indicam que os animais avançaram também para o norte dessas regiões, além de serem avistados no País de Gales, Dorset, East Sussex e até na Escócia. O estudo analisou levantamentos científicos, monitoramento subaquático e contribuições de cidadãos que ajudam a registrar a presença dos animais no litoral britânico.