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24 de fev. de 2026
A HISTÓRIA "TRÁGICA" DA INTRODUÇÃO DE ÁRVORE EXÓTICA NA AMAZÔNIA
OBSERVAÇÃO DO RESPONSÁVEL POR ESTE blog:
Faço este breve relato porque visitei área plantada com esta árvore, em Manaus (AM) em 1977,que me foi apresentada pelo diretor científico do CEPEC-Centro de Pesquisas do Cacau, Paulo Alvim.
O nome científico da Gmelina é Gmelina arborea Roxb. ex Sm.. Ela pertence à família Lamiaceae (anteriormente Verbenaceae). É uma árvore de crescimento rápido, nativa da Ásia (Índia), muito cultivada em regiões tropicais pela sua madeira, conhecida popularmente como Gmelina, Melina, Yamane ou Teca-branca.
HISTÓRIA BASEADA EM RELATO DO GEMINI-IA.
Essa é uma das histórias mais fascinantes (e caras) do mundo dos negócios e da silvicultura. Na verdade, o nome correto da espécie é Gmelina arborea e o protagonista é o bilionário norteamericano Daniel K. Ludwig.
Prepare-se para um conto de ambição colossal que quase se transformou em um desastre ecológico e financeiro.
O Visionário: Daniel K. Ludwig
Nos anos 60, Daniel Ludwig era um dos homens mais ricos do mundo. Ele tinha uma visão: o mundo enfrentaria uma escassez desesperadora de papel. Para resolver isso, ele decidiu criar a maior fábrica de celulose do planeta no meio da Floresta Amazônica.
O Projeto Jari.
Em 1967, Ludwig comprou uma área de 1,6 milhão de hectares (maior que o estado de Sergipe) no Rio Jari, entre o Pará e o Amapá. O plano era audacioso:
1. Derrubar a floresta nativa.
2. Plantar monoculturas de crescimento rápido para alimentar uma fábrica de celulose.
3. Construir uma cidade inteira do zero (Monte Dourado).
A Estrela do Show: Gmelina arborea
A escolha de Ludwig foi a Gmelina, uma árvore nativa da Ásia. Ele acreditava que ela era a "árvore milagrosa" porque:
• Tinha um crescimento extremamente rápido.
• Poderia ser colhida em apenas 6 a 10 anos.
• Produziria uma fibra de celulose de excelente qualidade.
O Problema com a Gmelina
A natureza, porém, não segue planos de negócios. A Gmelina arborea não se adaptou como o esperado ao solo da Amazônia:
• Solo Inadequado: Em solos arenosos, ela crescia mal; em solos argilosos, tinha dificuldades.
• Pragas e Doenças: Por ser uma monocultura exótica, tornou-se um banquete para formigas e fungos locais.
• Logística: Ludwig chegou ao ponto de mandar construir uma fábrica flutuante no Japão e rebocá-la por dois oceanos até o rio Jari.
O Desfecho
O Projeto Jari consumiu cerca de 1 bilhão de dólares do bolso de Ludwig. Em 1982, já idoso e enfrentando problemas de saúde e pressão do governo brasileiro (que via o projeto com desconfiança nacionalista), ele desistiu e vendeu o empreendimento para um consórcio de empresas brasileiras por uma fração do que gastou.
PANTANAL. A MAIOR PLANÍCIE ALAGADA DO MUNDO COM SEU FELINO DE DESTAQUE: A ONÇA-PINTADA
A onça-pintada (português brasileiro) ou jaguar (português europeu) (nome científico: Panthera onca), também conhecida como onça-preta (no caso dos indivíduos melânicos), é uma espécie de mamífero carnívoro da família dos felídeos (Felidae) encontrada nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, sendo o maior do continente americano. Apesar da semelhança com o leopardo (Panthera pardus), a onça-pintada é evolutivamente mais próxima do leão (Panthera leo). Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas está extinta em diversas partes dessa região atualmente.
ACESSAR (vídeo)
https://globoplay.globo.com/v/14367998/
DESTAQUE:
Entre chuva e expectativa, a equipe vivencia um momento inesquecível: uma onça-pintada surge em meio à vegetação, caminhando, nadando e caçando com toda sua habilidade, afinal, o rio não é obstáculo para esse excelente nadador e dono da mordida mais potente entre os felinos.
Para o repórter Paulo Augusto, foi um encontro extraordinário. Depois de 15 anos no Terra da Gente, ele encontrou pela primeira vez uma onça-pintada totalmente livre na natureza, em um espetáculo emocionante mesmo debaixo de chuva e trovões. Uma experiência única em meio à imensidão do Pantanal.
22 de fev. de 2026
ENDOGAMIA POR REDUÇÃO DE HABITAT CAUSANDO LEUCISMO EM MACACO-PREGO (?!)
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/salada-verde/pesquisadores-registram-caso-inedito-de-macaco-prego-leucistico-no-ceara/
"O leucismo é uma anomalia genética rara que causa a perda parcial ou total da pigmentação (melanina) na pelagem ou plumagem de animais, resultando em uma cor branca ou pálida, enquanto olhos, bico e patas mantêm a coloração normal (IA)".
DESTAQUE:
Pesquisadores documentaram pela primeira vez um macaco-prego com leucismo, alteração que deixa o animal com pelos brancos. O registro foi feito ao acaso no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará, enquanto os cientistas verificaram gravadores acústicos instalados na área protegida. O leucismo pode ser causado por mutações genéticas e gerou um alerta dos cientistas sobre possíveis impactos que populações pequenas podem sofrer com a fragmentação do habitat e a reprodução entre parentes próximos (endogamia, como chama a ciência).
O animal leucístico trata-se de um filhote de macaco-prego (Sapajus libidinosus), primata de distribuição ampla no país, em especial nas regiões nordeste. O registro é o primeiro também para o gênero, Sapajus, composto por um total de sete espécies distintas de macaco-prego.
O caso foi relatado em um artigo científico publicado no início de fevereiro no periódico Primates, com acesso aberto.
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