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2 de jul. de 2026
PRIMATA EM RISCO DE EXTINÇÃO SALVO NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, SUDESTE DO BRASIL...
...ASSIM TODOS ESPERAM!
DESTAQUES:
1) Segundo o supervisor do programa, Victor Vale, o animal aparentava ser uma fêmea grávida, o que torna o registro ainda mais relevante para a conservação da espécie.
O muriqui-do-norte está classificado como "Criticamente em Perigo (CR)" pela The International Union for Conservation of Nature (IUCN), ategoria que indica risco extremamente elevado de extinção na natureza.
A bióloga Andressa Hartuiq, que participou da expedição, afirmou que o encontro foi surpreendente, principalmente por ter ocorrido em um fragmento florestal de pequenas dimensões.
2) "Me chamou a atenção perceber que um animal daquelas dimensões consegue viver em um fragmento florestal e encontrar recursos. Isso é uma prova da beleza da adaptação evolutiva", avaliou.
1 de jul. de 2026
“CUICA” Gracilinanus microtarsus. PEQUENO JARDINEIRO DA MATA ATLÂNTICA
REPRODUZIDO DE:
https://www.agenciasp.sp.gov.br/estudo-unesp-paisagens-pequenos-mamiferos/
DESTAQUES:
1) Pequenos jardineiros da Mata Atlântica.
As espécies observadas no estudo têm, em média, 100 gramas, e as maiores não ultrapassam os dois quilos. Isso é, são animais extremamente dependentes dos recursos que estão no seu entorno, uma vez que eles não têm a capacidade de uma ave de voar para outras áreas ou se deslocar longas distâncias como mamíferos de grande porte. “Esses roedores que nós capturamos são na sua maioria terrestres ou escansoriais, vivem entre o solo e os dossel de árvores. Eles dependem da estrutura de uma camada intermediária, da serrapilheira, onde comem insetos e se camuflam para proteção. Se a paisagem muda muito, isso afeta imediatamente essas espécies”, explica.
2) Além de serem indicadores da qualidade dos habitats e da integridade das paisagens ecológicas, os pequenos roedores desempenham uma função importante na cadeia trófica ao servirem de alimento para diferentes espécies de carnívoros e, ao mesmo tempo, possuírem frutos e sementes entre os principais elementos da sua dieta. Segundo a pesquisadora, essa atividade de predação das sementes é essencial para o recrutamento de algumas plantas, mantendo o equilíbrio da floresta ao impedir o domínio de certas espécies.
3) "É claro que o ideal é que as espécies tivessem à disposição toda a área que eles necessitam para sobreviver, mas não podemos ser ingênuos. O ser humano também precisa produzir alimentos e vai usar essas áreas”, argumenta Dias. “Esse trabalho busca colaborar para que a gente (=nós) consiga (consigamos) encontrar formas de equilibrar a necessidade de produção humana com a persistência das espécies, que também nos prestam serviços ecossistêmicos”, diz.
30 de jun. de 2026
PRIMATAS ALBINOS: LEUCISMO AUMENTANDO NA MATA ATLÂNTICA (??)
REPRODUZIDO DE:https://www.gov.br/inma/pt-br/pesquisadores-identificam-aumento-nos-registros-de-primatas-sul-americanos-com-ausencia-total-ou-parcial-de-pigmentacao-no-corpo
LEUCISMO EM PRIMATAS
Pesquisadores identificam aumento nos registros de primatas sul-americanos com ausência total ou parcial de pigmentação no corpo.
Um estudo divulgado neste mês pela revista internacional Studies on Neotropical Fauna and Environment revela crescimento no número de registros de primatas com leucismo nas florestas sul-americanas.
DESTAQUES:
1) "O leucismo é uma característica genética hereditária que é caracterizada pela ausência total ou parcial de pigmentação corporal, uma condição raramente observada em mamíferos. Como resultado, os indivíduos apresentam coloração total ou parcialmente branca, pálida ou amarelada. Essa característica é controlada por genes recessivos de baixa frequência na natureza e pode indicar endogamia em populações pequenas ou isoladas”, explica o pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica, Lucas Gonçalves, coordenador do estudo.
2) Ao todo, o estudo identificou 23 indivíduos de oito espécies distintas de primatas com casos de leucismo entre os anos de 2008 e 2024. Desses, 12 registros são inéditos para a ciência. Entre os registros inéditos, destaca-se um sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicillata), espécie introduzida na Mata Atlântica, observado em Petrópolis (RJ), e vivendo em um grupo composto por outros indivíduos de coloração normal. Outro indivíduo da mesma espécie, encontrado em Minas Gerais, foi fotografado carregando filhotes, indicando sucesso reprodutivo apesar da alteração de coloração. Outro caso inédito é de um macaco-aranha (Ateles hybridus) da Amazônia.
3) O estudo - desenvolvido em colaboração com pesquisadores de várias instituições do Brasil e parcerias internacionais com instituições da Colômbia e Estados Unidos - destaca que os fatores ambientais associados à essas alterações ainda são pouco compreendidos. A fragmentação de habitats, a poluição ambiental, a alimentação dos animais e os eventos de hibridação entre espécies são algumas hipóteses. Mais da metade dos indivíduos com leucismo foi encontrada em ambientes urbanos ou periurbanos, o que pode sugerir possíveis relações entre a frequência dessa condição genética nas populações de áreas com maior influência humana.
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