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26 de jul. de 2026

COMPONENTES VETAIS NOVOS EM FLORESTA CLÍMAX...

...AMEAÇAM MAS NÃO VENCEM! OBSERVAÇÃO INICIAL (EXTRAÍDA DO "GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA"- Breno M. Grisi): COMUNIDADE CLÍMAX Forma estabilizada, da interação seres vivos-ambiente, em que esses componentes mantêm-se em harmonia e equilíbrio. Neste estádio clímax a composição em espécies é mantida razoavelmente constante no tempo. Tal estabilidade reflete uma situação dinâmica e nunca estática, de circunstâncias. (Ver CLÍMAX CLIMÁTICO; CLÍMAX EDÁFICO; CLÍMAX DE FOGO; CLÍMAX TOPOGRÁFICO; e CLÍMAX ZOÓTICO) REPRODUZIDO DE: https://www.esalq.usp.br/boletim/node/12800
DESTAQUES: 1) Espécies de árvores não nativas e invasoras são comuns em florestas tropicais em regeneração, especialmente nos primeiros anos após o abandono de áreas agrícolas. No entanto, um amplo estudo internacional liderado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), mostra que a própria dinâmica natural dessas florestas é capaz de reduzir significativamente essa presença ao longo do tempo. 2) O grupo que finalizou o artigo publicado na Nature foi formado por pesquisadores da Esalq e da Universidade de Wageningen, na Holanda. Na prática, os pesquisadores analisaram dados de 1.561 áreas florestais em dez países da região neotropical, distribuídas em 58 cronossequências, ou seja, locais com diferentes idades de regeneração que funcionam como uma “linha do tempo” da floresta, permitindo entender como ela se desenvolve ao longo dos anos. Ao todo, foram avaliadas 3.735 espécies lenhosas, classificadas de acordo com sua origem e potencial invasor. 3) Os resultados indicam que espécies não nativas estão presentes em 81% das áreas estudadas, com maior ocorrência em florestas úmidas. Nos estágios iniciais da regeneração — entre 10 e 20 anos — essas espécies podem representar até 28% dos indivíduos e 22% da diversidade em florestas úmidas, evidenciando sua forte capacidade de colonização em ambientes abertos e perturbados. “Essas espécies são muito comuns no início da sucessão porque, em geral, são pioneiras, crescem rápido e se beneficiam de condições de alta luminosidade e distúrbio”, explica Resende. “Mas observamos que essa dominância diminui de forma consistente à medida que a floresta amadurece.”

25 de jul. de 2026

MAIS UM PROBLEMA NA BIODIVERSIDADE NA AMAZÔNIA...

REPRODUZIDO DE: https://midia-cdn.nexojornal.com.br/story/onca-pintada-femeas-amazonia-queda-da-populacao/ DESTAQUES: 1) Um dos principais refúgios para onça-pintada na Amazônia está sob uma ameaça silenciosa e ainda inexplicada: a redução do número de fêmeas. É o que revelam os dados de 17 anos de monitoramento com armadilhas fotográficas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas. O estudo, conduzido por pesquisadores do Instituto Mamirauá e da Panthera, aponta uma queda de 77% na densidade de fêmeas dentro da área protegida entre 2005 e 2022. Do outro lado, o número de machos aumentou, o que manteve estável o tamanho total da população do felino ao mesmo tempo em que mascara o problema que paira sobre o futuro da espécie. 2) "À primeira vista, a população parecia relativamente estável. Porém, de forma quase silenciosa, o número de fêmeas caiu drasticamente ao longo do tempo, enquanto o de machos aumentou, sendo a maioria deles provenientes de populações externas”, resume a pesquisadora Raíssa Sepulvida, da Panthera Brasil, uma das autoras do estudo. Essa mudança na dinâmica populacional compromete a renovação da população local, uma vez que são as fêmeas residentes que garantem a reprodução, explica a bióloga, e se as fêmeas e seus filhotes não forem devidamente protegidos, pode virar um quadro irreversível, alerta. 3) A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá ocupa 1,1 milhão de hectares e integra um mosaico de áreas protegidas crítico para manutenção da biodiversidade. As florestas inundáveis de várzea da Amazônia, um dos principais ecossistemas protegidos pela RDS, são consideradas um dos principais refúgios para onça-pintada (Panthera onca) no país, com algumas das maiores densidades populacionais já registradas para a espécie.

24 de jul. de 2026

EXTREMO (?) DE CALOR NA ÁFRICA: ATÉ CAMELOS SOFREM!

REPRODUZIDO DE: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yd7gye10yo
DESTAQUES: 1) Os camelos são conhecidos como os "navios do deserto", mas nem mesmo esses animais resistentes estão escapando dos efeitos das temperaturas cada vez mais altas na África. A região de Afar, no nordeste da Etiópia, é um dos lugares mais quentes e secos do planeta. Ali, nômades conduzem caravanas de camelos que transportam sal pelo deserto. "Eu vejo os meus camelos sofrendo com o calor extremo", disse Ali Umer, à BBC, criador de camelos da cidade de Semera, em Afar. "Eles ficam com bolhas nas patas, os olhos lacrimejam, e a areia escaldante queima a pele e faz o pelo cair quando eles se sentam", afirmou Umer, de 40 anos, que tem cerca de 500 camelos. 2) Umer disse: "Só no último mês, perdi oito filhotes de camelo por causa do calor extremo. A situação ficou muito mais intensa e difícil". 3) "Até o vento, que antes trazia um pouco de frescor, agora vem quente", disse Umer, acrescentando que tem percebido essas mudanças drásticas na temperatura nos últimos anos. Umer não é o único a fazer esse relato. Cientistas, profissionais que atuam no segmento de bem-estar animal e diversos estudos apontam o estresse, a exaustão, a desidratação e o aumento da incidência de doenças como efeitos diretos do calor extremo. As temperaturas mais altas também afetam os camelos de forma indireta, ao provocar escassez de água, redução da vegetação e diminuição das áreas de sombra.