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6 de ago. de 2026
SE NA CIDADE DE SÃO PAULO, A MAIOR METRÓPOLE DA AMÉRICA DO SUL, TEM PRECIPITAÇÃO PLUVIAL ELEVADA... ESTARIA EM TEMPO DE FAZER COMO FOI FEITO EM CIDADE DO JAPÃO?!
CONTROLANDO INUNDAÇÕES EM MUITOS LOCAIS DA CIDADE!
TRANSCRITO DO GOOGLE-Gemini:
A cidade do Japão famosa por abrigar o maior sistema subterrâneo de armazenamento e vazão de água de chuva do mundo é Kasukabe, localizada na província de Saitama, no entorno da Grande Tóquio.
O complexo é chamado de Canal de Escoamento Subterrâneo Externo da Área Metropolitana (Metropolitan Area Outer Underground Discharge Channel), popularmente conhecido como G-Cans. A principal câmara desse reservatório é chamada de "Templo Subterrâneo" devido aos seus 59 pilares gigantescos de concreto.
Como funciona o sistema:
Capacidade e estrutura: Fica a cerca de 50 metros abaixo do solo, composto por 5 poços verticais gigantescos conectados por 6,4 km de túneis.
Objetivo: Durante fortes tempestades e tufões, a água das cheias dos rios locais é desviada para esses reservatórios subterrâneos.
Escoamento: Bombas de altíssima potência drenam a água acumulada e a descarregam com segurança no rio Edogawa, protegendo a região metropolitana de Tóquio contra inundações graves.
Outras cidades japonesas, como Osaka (com o reservatório de Hiranogawa) e a própria capital Tóquio (com a Bacia do Rio Kanda), também possuem reservatórios subterrâneos semelhantes para contenção de águas pluviais.
POR QUÊ NA CIDADE DE SÃO PAULO CHOVE MUITO MAS O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA CONTINUA BAIXO?
UMA ABORDAGEM DO PROBLEMA EM:
https://oeco.org.br/noticias/a-contabilidade-da-agua/
EIS RESPOSTA DO GOOGLE-Gemini, uma explanação restrita ao problema em termos micro-regional.
Destaco que em termos macroclimáticos certamente teríamos também que buscar respostas relacionadas aos "rios voadores".
ABORDAGEM NO GOOGLE-Gemini:
A aparente contradição entre temporais na cidade de São Paulo e os níveis baixos dos reservatórios (como o Sistema Cantareira) deve-se a fatores geográficos, hidrológicos e operacionais:
1. A chuva cai no lugar "errado" (Localização das Bacias).
A água que abastece a Região Metropolitana de São Paulo vem de represas situadas a dezenas de quilômetros da capital.
O Sistema Cantareira, por exemplo, fica na divisa entre o interior de São Paulo e o Sul de Minas Gerais (represas Jaguari e Jacareí).
Pancadas de chuva intensas na Zona Sul, na Avenida Paulista ou no Centro da capital caem dentro do perímetro urbano e não alimentam os rios e nascentes que enchem os grandes reservatórios do sistema.
2. Impermeabilização do solo urbano
Na cidade de São Paulo, o asfalto, o concreto e a falta de áreas verdes impedem que a água infiltre no solo. O volume de água escoado vai para a rede de drenagem e deságua em rios urbanos (como o Pinheiros e o Tietê), gerando alagamentos e enxurradas em vez de recarregar aquíferos ou ser aproveitada para o abastecimento público.
3. Absorção do solo nas cabeceiras (A chuva precisa "encharcar" antes).
Nas áreas onde ficam as represas, após longos períodos de estiagem, o solo fica extremamente seco. As primeiras chuvas são absorvidas pela terra para reidratar o solo e abastecer o lençol freático. Apenas quando o solo atinge o ponto de saturação é que a água começa a correr para os rios e, finalmente, chegar aos reservatórios.
4. Calor extremo e evaporação.
Temperaturas elevadas aumentam o ritmo de evaporação das represas e elevam o consumo de água pela população. Níveis altos de evaporação diminuem os ganhos de dias de chuva pontuais.
5. Balanço entre Entrada e Retirada de Água.
O volume dos reservatórios depende do saldo diário entre o que entra (vazão dos rios afluentes) e o que é retirado para tratar e distribuir para mais de 20 milhões de habitantes. Se a vazão de retirada for maior do que o volume que chega às represas, o nível do sistema continua em queda ou estagnado, mesmo em dias chuvosos.
5 de ago. de 2026
QUEIMADAS FARÃO PARTE CONSTANTE DE MUITOS PAÍSES (?!)
REPRODUZIDO DE:https://oeco.org.br/colunas/a-era-do-fogo-o-alerta-que-vem-da-franca/
DESTAQUES:
1) Mais do que uma sucessão de desastres isolados, a Era do Fogo representa uma nova condição do Sistema Terra, na qual os incêndios deixam de ser eventos predominantemente locais e passam a atuar como forças permanentes de transformação dos ecossistemas, dos territórios, das economias e da segurança das sociedades.
Os incêndios que atingem a França em julho de 2026 constituem uma expressão dramática dessa mudança. No sudoeste do país, especialmente nas áreas de florestas de pinheiros próximas a Bordeaux e à Bacia de Arcachon, o fogo avançou sobre áreas rurais, cidades, zonas turísticas e atividades econômicas.
2) Entre França e Espanha, conta-se quase meio milhão de desabrigados. A dimensão do acontecimento demonstra que já não se trata apenas de combater uma frente de fogo. O que está em curso é uma crise territorial sistêmica, na qual clima, água, vegetação, ocupação humana, infraestrutura, saúde pública e economia são atingidos simultaneamente.
3) Em determinado momento, a intensidade do incêndio francês produziu um pirocumulonimbus, uma nuvem de tempestade gerada pelo próprio calor das chamas. Esse fenômeno pode provocar fortes rajadas, descargas elétricas e novos focos, fazendo com que o incêndio deixe de responder apenas às condições meteorológicas externas e passe também a modificar localmente a atmosfera que o envolve. Foi apontado como o primeiro episódio desse tipo documentado na França.
4) Esse é um dos traços mais inquietantes da Era do Fogo: em situações extremas, os incêndios liberam energia suficiente para superar a capacidade convencional de controle. Bombeiros, aeronaves e equipamentos continuam indispensáveis, mas encontram limites físicos diante de chamas alimentadas por temperaturas superiores a 40 °C, baixa umidade, ventos instáveis e grandes quantidades de material combustível.
5) O fenômeno demonstra que um período úmido pode estimular o crescimento de gramíneas e vegetação fina. Quando seguido por estiagem e calor intenso, esse material se transforma em combustível abundante. A elevação da temperatura retira umidade das plantas e dos solos, aumenta a inflamabilidade da paisagem e amplia a velocidade de propagação das chamas.
6) Forma-se, assim, um ciclo de retroalimentação: mais aquecimento produz maior ressecamento; o ressecamento favorece o fogo; o fogo provoca degradação, perda de cobertura vegetal e emissões; e a degradação reduz a capacidade dos ecossistemas de resistir aos eventos seguintes. Solos perdem matéria orgânica, fertilidade e capacidade de infiltração e espécies sensíveis desaparecem e podem ser substituídas por vegetações mais baixas, secas e inflamáveis.
O resultado não é apenas uma paisagem temporariamente queimada. É a possibilidade de conversão duradoura de um ecossistema em outro mais degradado, homogêneo e vulnerável a novos incêndios.
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