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16 de abr. de 2026
INDICAÇÕES/SUPOSIÇÕES DE FUTURO NADA PROMISSOR NA AMAZÔNIA
REPRODUZIDO DE:
https://agencia.fapesp.br/secas-mais-longas-e-mudancas-nas-chuvas-ja-ocorrem-na-amazonia-apontam-pesquisas/57792
DESTAQUES:
1) Luciana Constantino | Agência FAPESP – A Amazônia brasileira já começa a registrar cenários até então projetados para as próximas décadas, com estações secas mais longas e alteração no padrão de chuvas, apontam dois estudos recém-publicados liderados por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O quadro pode se intensificar rapidamente, elevando riscos à biodiversidade, ao reabastecimento de reservatórios naturais de água e ao funcionamento da floresta se não houver políticas integradas e iniciativas de combate às mudanças climáticas.
2) Os trabalhos, baseados em modelos climáticos que incorporam a dinâmica regional, também funcionam como um alerta para este ano e o próximo, quando há a possibilidade de um “super El Niño”. Caracterizado pelo aquecimento do oceano Pacífico na faixa equatorial, o fenômeno pode, em sua versão mais intensa, elevar a temperatura em mais de 2 °C acima da média, provocando grandes alterações na circulação atmosférica e no regime de chuvas em escala global.
3) O resultado de uma das pesquisas indica prolongamento da estação seca na Amazônia de quatro para até seis meses, com aumento de déficit hídrico superando -150 milímetros (mm) no período. Publicado no International Journal of Climatology, o artigo aponta maior instabilidade climática e mais eventos extremos fora do padrão sazonal, além de crescimento da degradação da floresta associada ao fogo.
4) O outro trabalho, que está na edição de março da Perspectives in Ecology and Conservation, analisa a seca registrada entre 2023 e 2024 na Amazônia, período em que o Brasil também foi fortemente afetado pelo El Niño. Os achados mostram um crescimento médio de 9% nas áreas queimadas e 19% nos alertas de degradação florestal, com até 4,2 milhões de hectares impactados por fogo no pico da seca. Evidenciam, assim, que o ciclo seca-fogo-degradação está se fortalecendo, reduzindo a capacidade do ecossistema de se restabelecer.
5) "Há alguns anos, quando começamos a discutir cenários climáticos para a Amazônia, muitas vezes esse futuro era visto como algo distante nas conjunturas mais pessimistas. Porém, estamos observando que os extremos de anomalia mais pessimistas estão acontecendo no presente. Quando comparamos os dados de hoje com as projeções, vemos o quão crítica vai ficando essa situação à medida que incluímos cenários pessimistas na análise climática”, resume a engenheira ambiental e sanitarista Débora Dutra, doutoranda em sensoriamento remoto no Inpe e primeira autora dos dois artigos.
15 de abr. de 2026
LEUCENA: NO COMEÇO DE SUA INTRODUÇÃO NO NORDESTE BRASILEIRO, DIZIA-SE QUE SERIA A SALVAÇÃO COMO ALIMENTO DO GADO...
...HOJE, UMA PRAGA INVASORA QUE DEVE SER EXTINTA!!!
Quando a leucena (Leucaena leucocephala) foi introduzida no Brasil, nos anos 70 – especialmente no Mato Grosso do Sul -, para servir de forragem para animais e ajudar na fixação de nitrogênio no solo, não se imaginava que ela se adaptaria tão bem e se transformaria num dos piores pesadelos para a vegetação nativa, em todos os biomas do país.
A leucena vem substituindo a flora sub-arbórea e arbórea no nordeste do Brasil, semelhante a outra espécie alienígena: a algaroba, Prosopis juliflora, árvore de uso múltiplo para a região semiárida brasileira.
Mas a leucena libera um composto químico, a mimosina, que inibe a germinação e impede o crescimento de outras espécies ao redor.
Como a árvore chegou no Brasil? - O especialista em ecologia e em árvores Milton Longo, explica que a planta chegou ao Brasil na década de 1970. Nativa do México, a espécie foi introduzida em Mato Grosso do Sul e outros estados como uma alternativa para alimentar o gado. E em Campo Grande, capital do estado do Mato Grosso do Sul, em 2025 uma lei estabelece multa de R$ 1000 para quem descumprir a lei que proíbe seu plantio.
13 de abr. de 2026
...EM CONTINUIDADE SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS MANGUEZAIS NA VIDA FLÚVIO-MARINHA...
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/manguezal-para-bercario-peixes-amazonia/
DESTAQUES:
1) Estudos oceanográficos recentes revelam que mais de setenta por cento dos peixes com valor comercial capturados no Atlântico Sul dependem, em algum estágio da vida, da proteção oferecida pelas florestas de lama. No litoral do Pará, essa estatística ganha contornos ainda mais impressionantes com a confirmação de que quarenta espécies distintas utilizam o emaranhado de raízes para garantir a sobrevivência de suas proles. Este ecossistema funciona como um útero biológico onde a salinidade controlada e a abundância de nutrientes criam o ambiente perfeito para o crescimento de larvas e juvenis que, no futuro, alimentarão milhões de pessoas.
2) O manguezal litoral paraense é uma das maiores e mais preservadas faixas desse bioma no planeta, estendendo-se por centenas de quilômetros de costa recortada. Diferente de outras regiões do mundo, onde o avanço urbano devastou as zonas costeiras, o Pará mantém santuários quase intocados que ditam o ritmo da economia pesqueira regional. A arquitetura das árvores, como o mangue-vermelho e o mangue-branco, atua como uma barreira física impenetrável para grandes predadores marinhos, permitindo que os alevinos se desenvolvam com segurança entre as estruturas vegetais que filtram os sedimentos trazidos pelos rios amazônicos.
3) A dinâmica biológica nessas áreas é regida pelas marés que trazem oxigênio e renovam a matéria orgânica em decomposição. Esse processo transforma o manguezal Pará berçário peixes em uma verdadeira fábrica de biomassa, onde o ciclo de vida se inicia em meio ao sedimento rico e escuro. Espécies como o robalo, a pescada e o xaréu não existiriam em abundância sem esse refúgio inicial. A ciência agora compreende que o vigor dessas espécies no mar aberto é diretamente proporcional à saúde das águas salobras que banham as comunidades ribeirinhas e extrativistas da região.
4) Aves migratórias também se beneficiam...
Além da fauna aquática, o manguezal paraense sustenta o ciclo de vida de caranguejos e aves migratórias que viajam milhares de quilômetros para se alimentar e descansar nestas áreas de transição únicas, reforçando a importância estratégica do Pará para a biodiversidade de todo o hemisfério ocidental.
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