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7 de jul. de 2026
ABELHAS! A SERVIÇO DA HUMANIDADE! NOVAS NOTÍCIAS.
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https://share.google/ZdqYzol52vx4khbdI
DESTAQUES:
1) Uma abelha nativa do Brasil pode ser responsável por um aumento de até 67% na produtividade de plantios de café arábica, do qual o Brasil é o maior produtor e exportador mundial.
Segundo um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com universidades e instituições nacionais e internacionais, publicado no periódico Frontiers in Bee Science, a abelha mandaguari (Scaptotrigona depilis) contribui para as safras de café, melhora o pegamento dos frutos e pode elevar a produtividade.
2) As mandaguaris são abelhas sem ferrão, e suas duas espécies mais conhecidas são a mandaguari-preta (S. postica) e a mandaguari-amarela (S. depilis). Elas costumam medir entre 6 mm e 7 mm e são conhecidas pela produção de própolis medicinal, utilizado no tratamento de doenças e no fortalecimento da imunidade.
Elas são polinizadoras essenciais nos ecossistemas tropicais e, segundo descoberta da Embrapa, representam o primeiro registro conhecido de abelhas capazes de cultivar fungos dentro do próprio ninho, utilizados na alimentação de suas larvas.
3) A visita de abelhas aumenta a quantidade de flores efetivamente fecundadas, e as mandaguaris intensificam a transferência de pólen entre as flores do café durante o período de floração. Isso aumenta a fecundação das plantas antes da autopolinização, uma característica da espécie arábica.
Segundo a pesquisa, a polinização suplementar manejada, técnica agrícola que consiste em utilizar agentes biológicos, como as abelhas, para garantir a fecundação das flores, pode ser empregada no caso da mandaguari para aumentar a produção da cafeicultura brasileira em ramos localizados próximos às colônias.
6 de jul. de 2026
TEMPORADA DOS INCÊNDIOS NA EUROPA. HÁ AÇÕES PREVENTIVAS?!
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https://g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2026/07/05/incendios-florestais-se-multiplicam-pelo-sul-da-europa-as-vesperas-de-nova-onda-de-calor.ghtml
Cerca de 13 mil hectares destruídos pelo fogo no norte de Portugal, 2.200 hectares no nordeste da Espanha, 1.500 hectares no sul da França e chamas em torno de duas fábricas na Grécia. O sul da Europa sofre com incêndios florestais.
PORTUGAL. Em Portugal, há três dias a cidade de Vouzela, no distrito de Viseu, sofre com o fogo. No total, as chamas já devastaram ao menos 13 mil hectares de vegetação. Mas "a situação evolui de forma favorável" neste domingo (5), segundo as autoridades locais, que estimam que cerca de 80% do fogo está controlado.
Atingido por uma onda de calor desde quarta‑feira (1°), o país registrou seus primeiros grandes incêndios deste verão, que deixaram ao menos nove feridos – dois deles civis, em estado grave. A situação levou Portugal a acionar o mecanismo europeu de proteção civil para receber reforços para o combate do fogo.
ESPANHA. Na vizinha Espanha, um incêndio começou na sexta‑feira (3) perto da turística região da Costa Brava, no nordeste, queimando 2.200 hectares. Segundo os bombeiros, as chamas estão "controladas", embora esperem "um dia complicado devido às altas temperaturas e à fumaça".
Na tarde deste domingo (5), as autoridades suspenderam o perímetro de proteção imposto a cerca de dez municípios ao redor de La Bisbal d’Empordà, a cerca de 20 quilômetros da costa mediterrânea, permitindo que moradores retornassem às suas casas. O foco provavelmente se deve à "negligência", e uma pessoa foi detida. Segundo a imprensa espanhola, o suspeito seria um trabalhador que teria usado uma serra elétrica em uma área proibida.
GRÉCIA. gregas
Os bombeiros gregos continuam neste domingo combatendo as chamas ao redor de duas fábricas perto de Tessalônica, no norte do país, após um incêndio florestal que pôde ser controlado. Espessas nuvens de fumaça negra, vindas de uma fábrica de reciclagem e outra de tratamento de óleos, se espalharam até o centro da segunda maior cidade da Grécia, com mais de 700 mil habitantes em sua área metropolitana. Um idoso, apontado como o suposto responsável pelo incêndio, foi apresentado à polícia neste domingo.
Segundo as autoridades gregas, 60 incêndios foram registrados nas últimas 24 horas em todo o país, mas a maioria foi rapidamente controlada. As operações de combate mobilizam 154 bombeiros, apoiados por 52 veículos, dois aviões de combate a incêndio e dois helicópteros.
FRANÇA. Fogo e nova onda de calor na França
Na França, na região dos Pireneus Orientais, no sul do país, cerca de 1.500 hectares já foram atingidos por um incêndio que começou na noite de sábado (4), em uma área montanhosa de difícil acesso. Aviões e helicópteros foram mobilizados para auxiliar os trabalhos de cerca de 700 bombeiros. Segundo as autoridades locais, as condições se agravam com a intensificação de ventos.
Esse início súbito de fogo ocorreu justamente quando sete regiões da França voltaram ao nível de vigilância laranja devido à previsão de altas temperaturas, uma semana após uma onda de calor histórica. Outros incêndios já haviam sido registrados no sul do país nos últimos dias. O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, declarou estar "muito preocupado" diante de uma temporada de queimadas que está "um mês adiantada".
5 de jul. de 2026
"TRADE-OFF" EM PLANTAS: UMA ESTRATÉGIA ALÉM DE SIMPLES SOBREVIVÊNCIA...
...UM EXEMPLO DE EQUILÍBRIO NO PROCESSO EVOLUTIVO
OBS.: INFORMAÇÕES DO "GEMINI"
No universo das plantas, o termo "trade-off" (que podemos traduzir como uma "troca compensatória" ou "balanço de perdas e ganhos") é um dos conceitos mais fundamentais da ecologia e da evolução.
Como as plantas têm uma quantidade limitada de energia e recursos (como água, luz, nitrogênio e carbono), elas não podem ser perfeitas em tudo. Se a planta gasta muita energia em uma função, obrigatoriamente sobra menos energia para outra. É a regra máxima da economia da natureza: para ganhar de um lado, é preciso ceder do outro.
Aqui estão os principais exemplos de trade-offs no reino vegetal:
1. Crescimento vs. Defesa
Este é o clássico dilema da sobrevivência vegetal.
O dilema: Se uma planta investe tudo em crescer rápido (produzir folhas grandes, caules altos) para ganhar a corrida pela luz, ela economiza na produção de defesas químicas (como taninos e toxinas) ou físicas (como espinhos).
A consequência: Ela cresce rápido, mas vira um banquete fácil para herbívoros e insetos. Por outro lado, plantas que investem pesado em proteção costumam crescer de forma muito lenta.
2. Tamanho vs. Quantidade de Sementes
Na hora da reprodução, as plantas adotam estratégias opostas:
Muitas sementes pequenas: A planta gasta pouca energia por semente, mas produz milhares delas (como as orquídeas ou dentes-de-leão). A chance de sobrevivência de cada uma é baixa, mas a estratégia foca na quantidade e na dispersão pelo vento.
Poucas sementes grandes: A planta coloca muita energia e nutrientes em pouquíssimas sementes (como o coco ou a castanha). Elas não vão longe, mas a semente já nasce com um "tanque de combustível" robusto para garantir que a plântula sobreviva nos primeiros meses.
3. Eficiência no Uso da Água vs. Crescimento (Fotossíntese)
Para fazer fotossíntese, a planta precisa abrir os estômatos (pequenos poros nas folhas) para absorver gás carbônico (CO_2). Só que, ao abrir os estômatos, ela perde água por transpiração.
Em ambientes secos (como a Caatinga): As plantas aprenderam a fechar os estômatos nas horas mais quentes ou desenvolveram mecanismos rígidos para economizar água (como o metabolismo CAM dos cactos). O trade-off? Ao economizar água e fechar os poros, elas absorvem menos CO_2 e, portanto, crescem muito mais devagar do que uma planta de clima úmido.
4. Investimento em Raiz vs. Investimento em Folhas
A planta divide sua biomassa dependendo do que está mais escasso no ambiente:
Se o solo é pobre em nutrientes ou muito seco, ela desvia sua energia para expandir o sistema radicular (raízes), sacrificando o desenvolvimento da copa.
Se ela está em uma floresta densa onde falta luz, o investimento vai todo para o caule e folhas para alcançar o topo, deixando as raízes em segundo plano.
Em resumo: Os trade-offs são os moldes que definem a enorme diversidade de estratégias de vida na Terra. Não existe uma "planta perfeita" para todos os cenários; o que existem são combinações brilhantes de perdas e ganhos que funcionam para nichos específicos.
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