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14 de set. de 2026
IRRESPONSABILIDADES COM "DESCARTE" DE MATERIAL RADIOATIVO
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https://olhardigital.com.br/curiosidades/2026/09/12/mais-de-200-mil-barris-radioativos-foram-despejados-no-atlantico-alguns-se-abriram-e-analises-medem-o-vazamento/
DESTAQUES:
1) Entre 1946 e 1990, países europeus despejaram mais de 200 mil barris de resíduos radioativos nas planícies abissais do Atlântico Nordeste. Décadas depois, missões científicas começaram a mapear esse depósito com precisão inédita. Imagens recentes mostram recipientes degradados, alguns abertos e com material espalhado no fundo, enquanto laboratórios medem o que chegou à água, aos sedimentos e aos organismos.
2) Por que tantos barris foram lançados no oceano?
O descarte no mar foi aceito durante parte do século 20 como uma forma de afastar resíduos de baixa e média atividade das áreas habitadas. Os barris continham materiais incorporados em cimento ou asfalto e foram lançados em regiões com profundidades entre 3 mil e 5 mil metros.
Essa prática ocorreu antes da consolidação de proibições internacionais. O levantamento do projeto RADIOCEAN do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França reúne registros históricos e novas observações sobre essas áreas.
3) Mapear os barris é difícil porque eles estão distribuídos por áreas extensas, em completa escuridão e sob enorme pressão. Veículos submarinos autônomos e tripulados precisam trabalhar a milhares de metros da superfície.
ALERTA! CLÍMATOECONÔMICO (?!)
REPRODUZIDO DE:
https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/09/11/cientista-ve-esgotamento-dos-recursos-naturais-do-planeta-e-decreta-fim-do-modelo-economico-atual/
DESTAQUES:
1) Artaxo participou da mesa redonda “Desafios de habitar um planeta mais quente” e lembrou que o painel intergovernamental de mudanças climáticas aponta para um aumento médio de temperatura no planeta de 2.8º C. Como a Terra é 75% oceano, as áreas continentais vão se aquecer em torno de 3.5º C e 4.7ºC. “Não precisa ser muito esperto para perceber o impacto que isso vai ter na nossa economia e na saúde das pessoas”, diz.
2) De acordo com o cientista da Universidade de São Paulo (USP), o Brasil é um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas. “Três graus de aumento de temperatura em Cuiabá ou Teresina têm um impacto muito maior que três graus de temperatura em Estocolmo, Moscou ou Montreal. Esta ficha precisa cair para a sociedade brasileira como um todo”, alerta.
3) Artaxo destaca que o avanço da aridez no Brasil Central e no Nordeste ameaça a segurança hídrica, a produtividade agrícola e as exportações. Com isso, milhões de pessoas de baixa renda e em situação de vulnerabilidade ficarão para trás caso não haja intervenções sociais diretas e uma mudança estrutural. “Queira ou não queira, goste ou não goste, esse modelo vai ter de mudar”, avisa o físico. “E essa mudança vai muito além de eliminar a exploração de combustíveis fósseis ou pôr fim ao desmatamento”, adverte.
4) A humanidade, explica o cientista, vive um momento de transição – assim como ocorreu em outros períodos da história, como na época do feudalismo, da revolução industrial, da 1ª e da 2ª guerras mundiais, até que se consolidasse o modelo de governança existente hoje. Artaxo também lembrou que os últimos cinco relatórios do Fórum Econômico Mundial – que reúne economistas em Davos, na Suíça, todo início de ano – mostram que, dos dez maiores riscos para o sistema econômico, cinco estão associados à questão ambiental e climática e ao esgotamento de recursos naturais. “Vejam que isso não é reconhecimento da ciência ou de ambientalista. É uma avaliação de economistas, que estão lá em Davos para fazerem os bilionários ganharem ainda mais dinheiro”, diz.
13 de set. de 2026
AQUECIMENTO GLOBAL: RELAÇÃO COM A TRAGÉDIA NO NEPAL (?!)
OBSERVAÇÃO INICIAL: em princípio pode-se pensar numa relação direta, considerando que sempre ocorre derretimento da neve nos picos montanhosos, mas uma tragédia dessa magnitude somente agora ocorreu.
REPRODUZIDO DE:
https://jornal.usp.br/noticias/entenda-como-o-aquecimento-global-pode-ter-ampliado-desastre-no-nepal/
DESTAQUES:
1) Considerada uma das piores tragédias já registradas no Nepal, a avalanche de gelo e rocha ocorrida em 26 de agosto na região do Himalaia provocou uma inundação de grandes proporções e deixou mais de mil mortos e milhares de desaparecidos, segundo autoridades locais de gestão de desastres. O desastre teve início com o colapso de uma encosta coberta por gelo e geleira na região do monte Langtang Lirung, próximo à fronteira entre o Nepal e o Tibete.
O material desprendido atingiu o fundo do vale e desencadeou uma avalanche de detritos, formada por rochas, gelo e água, que avançou pelos rios Lhende Khola, Bhote Koshi e Trishuli. A onda percorreu dezenas de quilômetros, provocando destruição em comunidades e infraestrutura da região.
2) Derretimento do permafrost.
Camargo explica que, ao que tudo indica, a mudança climática pode ter contribuído para a instabilidade da região. Uma parte da montanha, que continha uma grande massa de gelo, acabou cedendo depois de perder parte da sustentação proporcionada pelo congelamento.
O degelo em regiões montanhosas ocorre naturalmente durante as estações mais quentes. No entanto, o aumento da temperatura média do planeta pode acelerar o descongelamento do permafrost — camada de solo permanentemente congelada que ajuda a manter unidos sedimentos e rochas.
O fenômeno preocupa especialmente em áreas montanhosas e regiões do Hemisfério Norte, onde o descongelamento do permafrost já afeta a estabilidade do solo e pode comprometer construções e outras estruturas instaladas sobre essas áreas.
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