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6 de out. de 2026

PANTANAL: A MAIOR PLANÍCIE ALAGADA DO MUNDO SOB FORTE PROCESSO DE AQUECIMENTO...E SECA?!

REPRODUZIDO DE: https://revistapesquisa.fapesp.br/pantanal-e-o-bioma-brasileiro-que-mais-aqueceu-e-perdeu-chuvas-em-40-anos/ DESTAQUES: 1) A maior planície alagável do mundo está secando e ficando mais quente a um ritmo acelerado. Em quatro décadas, o Pantanal, o menor bioma brasileiro, foi o que mais aqueceu e teve a maior redução na quantidade de chuvas. Essa dupla tendência, de mais calor e de menos pluviosidade, é visível em todos os ecossistemas nacionais – da Amazônia, no Norte, que engloba quase metade da área do país, ao Pampa, no Rio Grande do Sul, ainda que nesse bioma de forma bem menos perceptível. Mas ela é mais acentuada no Pantanal, que se estende por aproximadamente 150 mil quilômetros quadrados (km²), 1,8% do território nacional. 2) Entre 1985 e 2024, a temperatura média no bioma subiu 0,47 grau Celsius (ºC) por década, segundo dados da primeira edição do “MapBiomas atmosfera”, levantamento lançado em novembro do ano passado por uma plataforma colaborativa de mais de 70 organizações não governamentais (ONG), universidades e startups de tecnologia. Em quatro décadas, o aumento acumulado no Pantanal chega a quase 1,9 ºC. Não é por acaso que os dois estados que mais esquentaram durante o período de 40 anos coberto pelo trabalho foram Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A temperatura média anual subiu 0,40 ºC por década no primeiro e 0,35 ºC no segundo. 3) O ritmo de crescimento do aquecimento no Pantanal é 60% superior ao calculado no mesmo período para o Brasil como um todo (de 0,29 ºC por década) e os biomas Amazônia (0,29 ºC) e Cerrado (0,31 ºC), que abrangem quase três quartos da área nacional. A velocidade de subida dos termômetros no Pantanal é ainda cerca do dobro da apresentada na Caatinga e na Mata Atlântica e mais do que o triplo da do Pampa nos 40 anos analisados (ver quadro abaixo). O Pantanal abrange 25% das áreas sul-mato-grossenses e 7% das mato-grossenses. A principal atividade econômica em suas terras é a pecuária, presente na região há 200 anos. As pastagens ocupam aproximadamente 15% de seu território. 4) Os biomas próximos do centro do continente, como o Pantanal e o Cerrado, estão longe da influência moderadora do oceano e aquecem mais rapidamente do que os ecossistemas mais perto da costa atlântica”, comenta Luciana Rizzo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e coordenadora do “MapBiomas atmosfera”. De acordo com o relatório, a temperatura média no Pantanal foi de 26,2 ºC entre 1985 e 2024, maior do que a do Brasil (24,6ºC) e a dos demais biomas. Os dados de temperatura usados no trabalho derivaram da base europeia ERA5, do Serviço de Mudança Climática Copernicus. O sistema reúne e valida uma série de informações meteorológicas monitoradas na superfície e na atmosfera por diferentes fontes (satélites, balões, aeronaves, sensores) e gera uma reanálise da evolução histórica do clima. O Copernicus é um dos serviços internacionais que acompanham a evolução do aquecimento global e divulgou em janeiro de 2026 que o ano passado foi o terceiro mais quente da história recente.

5 de out. de 2026

MURALHA VERDE NO SAHEL (ÁFRICA)...

...AINDA MUITAS PERGUNTAS: SERÁ EXECUTADA EM SUA PLENITUDE? QUEM CUIDARÁ DE SUA PERMANÊNCIA? TRARÁ SÓ BONS FESULTADOS? REPRODUZIDO DE: https://www.canalrural.com.br/alem-do-agro/2026/08/21/ha-20-anos-lancaram-uma-muralha-verde-de-8-000-km-e-agora-querem-restaurar-100-milhoes-de-hectares-ate-2030/
DESTAQUES: 1) Em 2007, a União Africana lançou a Grande Muralha Verde contra a degradação fundiária no Sahel. O plano deixou de ser apenas uma faixa de árvores: hoje combina restauração de paisagens, produção rural e resiliência, com meta de recuperar 100 milhões de hectares até 2030 em vários países sahelianos africanos. 2) Como nasceu a Grande Muralha Verde no Sahel? A Grande Muralha Verde surgiu como resposta à degradação das terras no Sahel. Lançada em 2007, a iniciativa buscava criar uma faixa de vegetação atravessando o continente e conter os efeitos associados à desertificação em áreas vulneráveis. A União Africana hoje descreve o programa como uma estratégia mais ampla de restauração e desenvolvimento resiliente. A mudança é importante porque recuperar terras secas exige combinar vegetação, manejo de solo, agricultura e condições de vida, e não apenas plantar árvores em linha. 3) Por que a Grande Muralha Verde deixou de ser só uma parede de árvores? A visão inicial de uma faixa contínua era simples de comunicar, mas os territórios do Sahel são diferentes entre si. Por isso, a Grande Muralha Verde passou a funcionar como um mosaico de intervenções, adaptando árvores, pastagens, cultivos e recuperação do solo às condições locais. Essa abordagem amplia o objetivo: restaurar uma paisagem significa recuperar funções do solo, apoiar produção e fortalecer a capacidade das comunidades de conviver com períodos secos. Em vez de uma barreira vegetal única, o programa trabalha com soluções distribuídas ao longo de vários países. PERGUNTA SOBRE UM BLOQUEIO DA POEIRA BENÉFICA PARA A AMAZÔNIA(?). Eis uma resposta (GOOGLE-Gemini): O reflorestamento no Sahel não vai impedir que essa poeira benéfica atinja outros continentes (como a Bacia Amazônica e as Américas). Existem dois motivos centrais para isso: 1. A principal fonte de poeira não fica no Sahel. A maior parte da poeira rica em fósforo que cruza o Atlântico para fertilizar a Amazônia e os oceanos vem da Depressão de Bodélé, localizada no Chade, no coração do deserto do Saara (ao norte do Sahel).

4 de out. de 2026

MAIS CO2 ...AUMENTA O AQUECIMENTO

REPRODUZIDO DE: https://oc.eco.br/terra-esta-esquentando-mais-rapido-mostra-relatorio-da-onu/ DESTAQUES: 1) DO OC – Em 2025, o desequilíbrio energético da Terra atingiu o maior nível desde o início dos registros, em 1960. Na prática, isso significa que o planeta não apenas continua acumulando calor — esse processo também está acelerando. As informações fazem parte do relatório “Estado do Clima Global 2025”, divulgado nesta segunda-feira (23) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas. Um estudo publicado em 6 de março por cientistas do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, na Alemanha, já havia apontado, com alto grau de precisão estatística, que o aquecimento global ficou mais rápido na última década. 2) Concentração de gases de efeito estufa bate recorde Em 2024, último ano com dados consolidados, a concentração de CO₂ teve o maior crescimento anual desde o início das medições modernas, em 1957. “Esse aumento foi impulsionado pelas contínuas emissões de CO₂ fóssil, pelos incêndios e pela redução da eficácia dos sumidouros terrestres e oceânicos”, explica o relatório. O uso de combustíveis fósseis — petróleo, carvão e gás — é o principal impulsionador global das mudanças climáticas. O desmatamento piora o problema. As concentrações de metano e óxido nitroso, outros importantes gases de efeito estufa, também atingiram níveis recordes em 2024. Dados preliminares indicam que os níveis desses três gases continuaram a aumentar em 2025. 3) O aumento da temperatura em 2025 foi o maior sem a influência do El Niño O ano passado foi o segundo ou o terceiro mais quente em 176 anos de observações, dependendo da base de dados analisada. O fato de 2025 ter ficado atrás de 2024 — o ano mais quente já registrado, com 1,55 °C acima da média pré-industrial (1850–1900) — não contradiz a intensificação e a aceleração do aquecimento global. Fenômenos climáticos naturais também influenciam a temperatura, como El Niño e La Niña. O primeiro tende a elevar temporariamente a temperatura média global e esteve ativo em 2024; o segundo provoca um resfriamento temporário.