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23 de set. de 2026

"MATEMÁTICA EM DINÂMICA DE POPULAÇÕES"

REPRODUZIDO DE: https://jornal.usp.br/universidade/tese-sobre-equacoes-diferenciais-aplicadas-a-dinamica-populacional-conquista-premio-gutierrez-2026/
DESTAQUES: 1) A tese Métodos topológicos aplicados a modelos de equações diferenciais de dinâmica populacional conquistou o Prêmio Gutierrez 2026. O trabalho é de Vinicius Kobayashi Ramos e foi realizado em cotutela, com orientação dos professores Carlos Alberto Pereira dos Santos, da Universidade de Brasília (UnB), e Antonio Fernández, da Universidade de Sevilha. A premiação, uma parceria do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), reconhece pesquisas de excelência em Matemática desenvolvidas em programas de doutorado no Brasil. 2) O estudo foi uma proposição de Carlos Alberto e buscou estudar modelos de equações diferenciais aplicados à dinâmica populacional nos quais um parâmetro real assume papel central, permitindo analisar diferentes fenômenos, como a taxa de difusão de uma espécie ou a degradação de um ambiente. O ponto chave do estudo é que a forma como esse parâmetro aparece na equação dificulta a aplicação de técnicas usuais de bifurcação. Então, percebeu-se que era necessário desenvolver uma forma de contornar esse problema encontrado, algo que foi possível através do auxílio do docente William Cintra (UnB), possibilitando ao time provar um teorema de continuação em abertos. “Em dinâmica populacional, entender o comportamento das soluções é tão importante quanto investigar sua existência”, argumenta Vinicius. 3) O pesquisador desenvolveu técnicas capazes de fornecer uma descrição detalhada do comportamento das soluções em três problemas distintos relacionados a um modelo difusivo-logístico para espécies que têm acesso a refúgio. O primeiro analisa a taxa de crescimento líquido da espécie; o segundo investiga o que ocorre quando há uma região do habitat em que esses indivíduos se difundem muito rapidamente; e o terceiro considera a existência de regiões degradadas nesse habitat.

22 de set. de 2026

"EL NIÑO" EM EVIDÊNCIA NO BRASIL

REPRODUZIDO DE: https://revistapesquisa.fapesp.br/ameaca-de-um-super-el-nino-desafia-cidades-brasileiras-a-se-preparar-para-eventos-extremos/
DESTAQUES: 1) Milhares de quilômetros a oeste do Peru e a leste da Indo­nésia, no coração azul do oceano Pacífico equatorial, um aumento pequeno, porém persistente, da temperatura da água está colocando o planeta inteiro em alerta. Cien­tistas preveem que, até o fim deste ano, o deslocamento dessa massa de água aquecida na direção da América do Sul poderá desencadear o mais intenso evento de El Niño já registrado pela ciência moderna, com consequências potencialmente gravíssimas para diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil. 2) O primeiro alerta veio no início de junho, quando a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, sigla em inglês) anunciou que um El Niño havia se formado. Isso acontece quando a temperatura da água na faixa equatorial do oceano Pací­fico permanece pelo menos 0,5 °C acima da média por vários meses consecutivos, acompanhada de mudanças no padrão de circulação dos ventos alísios, que normal­mente empurram essa água quente na direção da Aus­trália e do Sudeste Asiático (veja infográfico completo). 3) Desde então, a situação só piorou. Em julho, a anoma­lia térmica já havia ultrapassado 2 °C em grande parte da região leste do Pacífico, que banha a América do Sul. Em 13 de agosto, a Noaa anunciou que havia 90% de proba­bilidade de esse El Niño se tornar “muito forte”, com um aumento persistente acima de 2 °C na temperatura média da água nessa região, e 69% de probabilidade de ele se tor­nar o El Niño mais forte já registrado desde 1950, com um aquecimento próximo de 3 °C. 4) Segundo o programa de monitoramento climático Copernicus, da União Europeia, a temperatura média do oceano como um todo em julho deste ano (20,96 °C) foi a maior registrada nas últimas cinco décadas, e muitos pes­quisadores já preveem que 2026 e 2027 poderão ser os anos mais quentes da história moderna — em grande parte, por causa desse “super El Niño” que está se configurando. Tudo isso, agravado pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas globais já em curso. POR QUÊ SUOER-EL NIÑO? 5) A classificação do El Niño varia entre fraco, moderado, forte e muito forte”, explica o climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cen­tro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Natu­rais (Cemaden), em São José dos Campos (SP). “Agora, além do aquecimento do Pacífico, temos como pano de fundo o aquecimento global. Ou seja, a soma dos dois processos. É por isso que surgem termos como ‘super El Niño’, embora eles não façam parte da classificação científica.” Num pla­neta mais aquecido, a atmosfera armazena mais umidade e, quando isso acontece, é como se estivessem colocando mais “gasolina no fogo”, compara Marengo.

21 de set. de 2026

21 DE SETEMBRO NO BRASIL, DIA DA ÁRVORE...

...E INÍCIO DA PRIMAVERA NO HEMISFÉRIO SUL.