Total de visualizações de página

24 de mai. de 2023

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTE "BLOG"

Dados acima, do "Google Analytics". Somente agora tive a curiosidade de verificar se aqui no meu país, haveria predominância de acessos a este meu ecologiaemfoco. Cultivando a esperança de que, pelo menos meus ex-alunos permanecessem interessados em se manter atualizados com respeito ao nosso complexo mundo de país tropical, enfrentando pressões as mais diversas, na problemática de desenvolver, sem comprometer o futuro. Ledo engano! O gráfico acima mostra a baixa acessibilidade às postagens deste "blog", aqui no Brasil.

23 de mai. de 2023

PAUSA. RESGATANDO SABEDORIA (VII)

[Edward Osborne Wilson é um entomologista americano e biólogo conhecido por seu trabalho com ecologia, sociobiologia e evolução] "ESTAMOS NOS AFOGANDO EM CONHECIMENTOS. E MORRENDO DE INANIÇÃO EM SABEDORIA"

15 de mai. de 2023

PAUSA. RESGATANDO SABEDORIA (I)

ESTAR ENTRE AS PRIMEIRAS POSIÇÕES NO “RANK” DE PAÍS MAIS POPULOSO DO MUNDO! MOTIVO DE PREOCUPAÇÃO MAIS DO QUE DE ORGULHO?!

REPRODUZIDO DE: noticias.r7.com
A Índia em 2023 se tornou o país mais populoso (1,428 bilhão) e ultrapassou a China (1,425 bilhão), que está em um processo de diminuição da população. Brasil é o sétimo (216,4 milhões).

14 de mai. de 2023

ORDEM E PROGRESSO! É ISTO AQUI...

AGRONEGÓCIO COM SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL INCLUINDO O SER HUMANO https://www.canalrural.com.br/noticias/voce-viu-fazenda-se-destaca-pela-qualidade-de-vida-dos-trabalhadores/
DESTAQUES A matéria mais lida do site do Canal Rural nesta semana destacou uma fazenda em Deciolândia, distrito do município de Diamantino, no Mato Grosso. A propriedade conta com mais de 300 pessoas contempladas com o desenvolvimento sustentável dentro da sede e na produção agrícola.

11 de mai. de 2023

ESTE PARTICULAR TRECHO DO BIOMA DA AMAZÔNIA PODE SER UTILIZADO, MAS COM ESPECIFICIDADES…

... PRODUÇÃO DE ALIMENTOS PARA SERES HUMANOS! E PARA RECUPERAR ALGUMAS ÁREAS DEGRADADAS. REPRODUZIDO DE: https://canaltech.com.br/meio-ambiente/conheca-a-terra-preta-da-amazonia-que-pode-ajudar-a-restaurar-o-bioma-249286/
Um tipo de solo conhecido como Terras Pretas de Índio (TPI), que ajudou povos nativos a prosperar na Amazônia, pode também ser útil para a preservação do bioma, segundo estudo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). As TPI, solo escuro e fértil encontrado na floresta amazônica, não são de origem natural — a população indígena de cerca de 2.000 a 2.500 anos atrás teria pego uma terra pobre em nutrientes e a enriquecido com materiais como carvão, argila, esterco e ossos. O resultado foi o substrato rico em magnésio, zinco, fósforo, cálcio e outros minerais que ocupa as margens dos rios na região e é utilizado para a agricultura dos povos nativos. A ciência, aprendendo com conhecimentos tradicionais, vem fazendo experimentos com esse tipo de solo, com resultados apontando que o material poderia facilitar a recuperação de áreas degradadas ou transformadas em áreas de pastagem. Contudo, Tsai Siu Mui, professora da USP, diz que “As TPI levaram milhares de anos para se acumular e levariam o mesmo tempo para se regenerar se fossem usadas.” Ela sugere, então, que: DESTAQUE: “não sejam utilizadas as próprias TPI, mas copiar suas características, especialmente seus microrganismos, em projetos futuros de restauração ecológica.” Os cientistas da USP, em conjunto com pesquisadores de Manaus, experimentaram plantar sementes em três conjuntos de vasos: um com 20% de TPI e 80% de solo convencional; um com 100% de TPI; e outro totalmente ausente da terra escura. Não somente certas espécies cresceram seis vezes mais na presença de TPI, como o solo no final do experimento continha uma diversidade muito maior de microrganismos e mais disponibilidade de nutrientes.

10 de mai. de 2023

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: CONSTITUIÇÃO ACIMA DE QUALQUER EVIDÊNCIA AMBIENTAL COM BASE DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/noticias/stf-forma-maioria-para-invalidar-lei-que-protege-rio-cuiaba/ Relator da ADI, o ministro Edson Fachin foi um dos que julgaram a ação como improcedente, e defendeu que a lei aprovada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) é constitucional. “Este Supremo Tribunal Federal já reconheceu que a restrição de atividades nocivas ao meio ambiente erigida em face das peculiaridades locais pode legitimamente ser determinada pelos Estados-membros no exercício de competência concorrente”, diz trecho do voto de Fachin. O voto do relator foi seguido apenas pela presidente do STF, a ministra Rosa Weber. Divergiram dele os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, que entenderam que a lei é inconstitucional. As divergências, por sua vez, foram seguidas pelos ministros Dias Toffoli, André Mendonça, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques e Roberto Barroso.

9 de mai. de 2023

CAATINGA: BIOMA EXCLUSIVAMENTE BRASILEIRO. SEM “PRESTÍGIO”?!

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/reportagens/porque-a-caatinga-unico-bioma-exclusivo-do-brasil-nao-e-considerada-patrimonio-nacional/ DESTAQUES: 1) Pela Constituição Federal, a Caatinga não é considerada um patrimônio nacional – logo não recebe tratamento especial de proteção –, mesmo sendo este o único bioma exclusivamente brasileiro. 2) Para o coordenador geral da Associação Caatinga, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) que administra a RPPN Serra das Almas – e que igualmente promove a conservação de terras, florestas e águas na Caatinga –, a não inclusão do bioma na lista de biomas “patrimônios do Brasil”, da mesma forma como aconteceu com o Cerrado, pode ter se dado por um equívoco ou, ainda, de forma deliberada. “É como se esses dois biomas não tivessem uma certidão de nascimento”, conta a ((o))eco Daniel Fernandes. 3) Atualmente, menos de 9% da Caatinga está legalmente protegida em algum nível, segundo o MMA. Mas o percentual de proteção integral é ainda menor: apenas cerca de 2% – estas são mais restritivas à ação humana. 4) Para o coordenador geral da Associação Caatinga, o não reconhecimento enquanto patrimônio nacional impacta diretamente na ausência de políticas públicas de proteção ao bioma e contribui para o seu processo histórico de desvalorização. “O que consequentemente estimula o uso irracional dos recursos naturais, desmatamento, queimadas e uma série de outros prejuízos”, alerta Fernandes. 5) O desmatamento na Caatinga Em 2021, a Caatinga foi o terceiro bioma mais desmatado do País. Com 116,2 mil hectares desmatados, ele ficou atrás apenas do Cerrado, que teve uma área de desmate de 500,5 mil hectares. Em primeiro lugar, figurou a Amazônia, com 977 mil hectares desmatados, ou 59% do total da área desmatada no Brasil. Os dados são do relatório anual do desmatamento (Rad) no Brasil, elaborado pelo MapBiomas. 6) O fogo também dá seus sinais no bioma. Entre 1985 e 2021, a Caatinga teve 13,7 milhões de hectares queimados, o que representa cerca de 16% da área total do bioma. 7) Uma proposta no meio do caminho. Há mais de uma década tramitam no Congresso Nacional propostas que tentam reconhecer a Caatinga, assim como o Cerrado, como patrimônio nacional. Uma delas é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 504/2010, de autoria do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A PEC foi aprovada no Senado em 2010, mas ainda aguarda análise na Câmara dos Deputados. “Sempre quando entra para a pauta de votação, surge outro tema mais prioritário na visão deles e a PEC é retirada da pauta”, conta Fernandes. Para ele, o componente político influencia o andamento da matéria, sobretudo por conta do lobby do agronegócio dentro do Congresso.

8 de mai. de 2023

BRASIL EM PERIGO SE PROBLEMAS DA AMAZÔNIA FOREM NEGLIGENCIADOS! APENAS MAIS UMA PREVISÃO?!

REPRODUZIDO DE: https://ecoa.org.br/destruicao-da-amazonia-e-eventos-extremos-podem-gerar-prejuizo-bilionario-para-o-brasil-em-pouco-tempo-diz-banco-mundial/
Agência Brasil e Bloomberg O Banco Mundial divulgou nesta 5a feira (4/5) um relatório que aborda os efeitos potenciais da mudança do clima e da intensificação de eventos climáticos extremos sobre a economia e a população brasileira a partir de 2030. O cenário é para lá de preocupante: a ocorrência cada vez mais frequente de episódios de chuvas e secas intensas pode levar entre 800 mil e 3 milhões de brasileiros à pobreza extrema, com um prejuízo estimado de R$ 13 bilhões (0,1% do PIB de 2022) por ano. Até 2050, o rombo pode superar a marca de 10% do PIB brasileiro, com perdas calculadas de até R$ 919 bilhões. O relatório ressalta outros aspectos relacionados à crise climática que podem comprometer a maior economia da América Latina, como o desmatamento ilegal na Amazônia, a expansão das áreas de pastagem sobre ecossistemas naturais, e o clima mais seco no Norte e no Centro-Sul do Brasil, o que pode comprometer a agricultura, a geração de energia hidrelétrica e o fornecimento de água potável às maiores metrópoles do país. Outro foco do relatório é apontar caminhos para que o Brasil cumpra com seus compromissos internacionais sob o Acordo de Paris. Nesse sentido, o documento recomenda atenção a quatro temas: reformas estruturais e medidas de aumento de produtividade, políticas econômicas abrangentes para o crescimento mais resiliente e de baixo carbono, políticas setoriais e pacotes de investimentos, e ações para assegurar o financiamento desses investimentos. De acordo com o Banco Mundial, essas medidas viabilizariam o fim do desmatamento ilegal até 2028 e uma redução de 50% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil até 2030 e a descarbonização da economia brasileira até 2050. “Cumprir a promessa do governo de reduzir o desmatamento ilegal e atingir emissões líquidas zero até 2050 pode resultar em uma redução significativa das emissões de dióxido de carbono, o que ajudaria a preservar ecossistemas vitais para os setores agrícola, energético e urbano”, destacou o relatório.

7 de mai. de 2023

CERRADO: O QUE É IMPRESSIONANTE É AINDA TER ÁREAS PARA SEREM DESMATADAS!

https://oeco.org.br/noticias/cerrado-perdeu-area-maior-do-que-salvador-em-abril-na-amazonia-desmate-tem-queda/
O Cerrado perdeu, somente no mês de abril, 708,58 km² de vegetação, área maior do que a capital da Bahia, Salvador (693 km²). A cifra representa um recorde para o mês na série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que, para o bioma Cerrado, começa em 2019. Os números, referentes ao período entre 1º e 28 de abril, foram atualizados nesta sexta-feira (5) na plataforma Terra Brasilis, do INPE. No acumulado do ano, somente nos primeiros quatro meses de 2023, o Cerrado já perdeu 2.132 km², área equivalente à cidade de Belém, no Pará. Este também é o maior acumulado para os meses em questão, só perdendo para 2022, quando foram perdidos 1.886 km² entre janeiro e abril. Menu Biodiversidade | Clima | Politica Ambiental NOTÍCIAS Cerrado perdeu área maior do que Salvador em abril; na Amazônia, desmate tem queda Desmatamento no Cerrado foi recorde para o período, com 708 km² de destruição. Queda na Amazônia tem que ser analisada com cuidado, diz Greenpeace CRISTIANE PRIZIBISCZKI 5 de maio de 2023 Fronteira entre desmatamento e Cerrado no oeste da Bahia. Foto: Rafael Coelho/IPAM amazônia cerrado deter inpe O Cerrado perdeu, somente no mês de abril, 708,58 km² de vegetação, área maior do que a capital da Bahia, Salvador (693 km²). A cifra representa um recorde para o mês na série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que, para o bioma Cerrado, começa em 2019. Os números, referentes ao período entre 1º e 28 de abril, foram atualizados nesta sexta-feira (5) na plataforma Terra Brasilis, do INPE. No acumulado do ano, somente nos primeiros quatro meses de 2023, o Cerrado já perdeu 2.132 km², área equivalente à cidade de Belém, no Pará. Este também é o maior acumulado para os meses em questão, só perdendo para 2022, quando foram perdidos 1.886 km² entre janeiro e abril. A Bahia foi o estado que mais perdeu área de Cerrado, com 757,65 km² suprimidos, seguido pelo Maranhão (339,2 km²), Tocantins (324,4 km²), Piauí (275,8 km²) e Mato Grosso (133,5 km²). Os outros oito estados inseridos no bioma somaram 302 km² de desmatamento. Amazônia A Amazônia perdeu, em abril, 287,76 km² de florestas. A cifra representa uma queda de 72% em relação ao mesmo mês de 2022, quando foram computados 1.026 km² de desmatamento. No acumulado do ano, a Amazônia perdeu 1.132 km², uma diminuição de 42% em relação ao primeiro quadrimestre de 2022 (1.968 km²). Os estados do Amazonas (78 km²), Pará (77km²) e Mato Grosso (73km²) foram aqueles com as maiores áreas de alerta de desmatamento no mês de abril de 2023. “Depois de dois meses consecutivos de alta nos alertas de desmatamento, essa área de 288 km² é a menor dos últimos três anos (2020). Apesar disso, não significa que o desmatamento esteja mais brando: as áreas de alertas acumuladas continuam muito altas e será necessário ampliar os esforços e trabalhos dos diferentes órgãos de comando e controle para diminuir a destruição da floresta”, disse Cristiane Mazzetti, porta-voz de Amazônia do Greenpeace Brasil.

4 de mai. de 2023

PLANTAR, CUIDAR, COLHER, UTILIZAR PARA O BEM DA SOCIEDADE…COM A BANDIDAGEM IMPUNE…É MUITO COMPLICADO AQUI NO BRASIL

Um dos terrenos de cultivo da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), que funciona mediante autorização da Justiça, foi invadido nesta sexta-feira (28), em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Conforme a Abrace, os suspeitos roubaram insumos de Cannabis. Segundo a Associação, os autores do crime já foram identificados e parte dos produtos roubados foram recuperados. Em nota, a Abrace informou que irá manter as entregas normalmente e que a produção é destinada para uso terapêutico dos seus 42 mil pacientes associados. A Abrace é uma organização sem fins lucrativos que tem o objetivo, não apenas de dar apoio às famílias que precisam de um tratamento com a Cannabis Medicinal, como também de apoiar pesquisas sobre o uso da planta. Confira a nota: A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) vem a público comunicar que, lamentavelmente, na sexta-feira, 28 de abril de 2023, foi alvo de uma ação de violência, com assalto e roubo de insumos de Cannabis, em um dos terrenos de cultivo, que funcionam mediante autorização judicial. Esse é um dano social e moral de extrema violência, uma vez que o plantio é a fonte geradora para a produção de produtos de Cannabis, destinada ao uso terapêutico dos seus 42 mil pacientes associados, promovendo ao longo de mais de nove anos de atividades, o papel social em prol da saúde e qualidade de vida das pessoas assistidas. A diretoria da Abrace tranquiliza seus associados e pacientes e esclarece que, apesar da gravidade do ocorrido, manterá a entrega dos pedidos normalmente. A Abrace informa também que foram tomadas todas as medidas cabíveis junto aos órgãos de segurança para apuração dos fatos.

2 de mai. de 2023

AGROFLORESTAS COM CACAUEIROS NA RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS

[OBS. O RESPONSÁVEL POR ESTE BLOG ENTENDE QUE SÃO NECESSÁRIAS ALGUMAS POUCAS CORREÇÕES, CONCEITUAIS, NO TEXTO QUE SE SEGUE]
Tatiane Bertolino 1 de maio de 2023 Cacau cultivado em sistemas agroflorestais vai [preservar] recuperar áreas degradadas e conservá-las. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Inovação e Cooperativismo (SDI), aprovou o projeto preliminar de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com cacau cultivado em sistemas agroflorestais nas principais regiões produtoras na Amazônia e Mata Atlântica. Trata-se de uma parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) aprovada pelo Fundo Verde Para o Clima (GFC, em inglês). A formalização foi recebida na última quinta-feira (20) e a implantação está prevista para o próximo ano, a partir da aprovação completa. O valor do financiamento é de US$ 570 mil. O objetivo é implementar iniciativas de sistemas agroflorestais com cacau para recuperar áreas degradadas na região amazônica e mata atlântica. Internamente, no Mapa, o projeto segue para articulação e mobilização dos departamentos envolvidos, que promoverão treinamentos e oficinas, além de planejar os próximos passos para a execução das principais ações que, possivelmente, ocorrerão em vários estados brasileiros a partir de 2024. No Brasil, os sistemas agroflorestais contribuem, nesse sentido, devido à combinação da produção de cultivos distintos dentro de uma mesma unidade produtiva, associando diferentes espécies vegetais de forma planejada, promovendo o sequestro de carbono e a biodiversidade. O modelo de SAF é muito positivo para o meio ambiente, para o desenvolvimento social e para os processos produtivos. Os sistemas agroflorestais melhoram o uso e manejo do solo, ajudam a restaurar ambientes degradados, aumentam a diversidade da natureza do sistema de produção, além de promoverem a continuidade e a colheita permanente de lavouras, que garantem renda e mão de obra durante os 12 meses do ano.

1 de mai. de 2023

EIS MAIS UM EXEMPLO: CASO ESPECÍFICO DE INTEGRAÇÃO FLORESTA-LAVOURA-PECUÁRIA

Na região amazônica, há exemplos positivos de Floresta-Lavoura-Pecuária!
Ela buscou conhecimento técnico qualificado. Bateu na porta da Embrapa, que apontou a solução para o problema em uma sigla de quatro letras: Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF). “O começo foi desafiador. Quando instalei o sistema, as pessoas falavam que não podia plantar grãos junto com capim, que gerava competição, não daria certo. Como o ILPF é uma proposta disruptiva, que quebra o padrão de pensamento, ouvi muita coisa desse tipo”, recorda Marize, diante da certeza de que valeu a pena. Atualmente, a Fazenda Santa Brígida é uma das principais referências deste sistema produtivo no Brasil, e uma verdadeira sala de aula a céu aberto, onde produtores, especialistas e estudantes do país vão em busca de conhecimento. Inclusive, no mês de março, profissionais do Sistema FAEP/SENAR-PR e da cooperativa Cocamar, de Maringá, participaram de um Dia de Campo no local, para conhecer de perto os resultados do sistema produtivo. De 2006 até hoje, difícil elencar as mudanças na Santa Brígida, diante da enorme quantidade. O primeiro passo foi promover a correção do solo. Na sequência, a instalação das lavouras de soja e milho nas áreas ocupadas por pastagens degradadas. A receita obtida com os grãos pagou as contas da operação e o resultado prometido pelos pesquisadores da Embrapa foi entregue: pasto de primeiro ano de boa qualidade. A partir daí, iniciou-se um ciclo virtuoso, cujos resultados vêm aumentando ano a ano. As variedades de forrageiras, os consórcios com graníferas anuais e a sucessão de culturas foram sendo ampliadas, bem como o ajuste correto da pressão do pastejo. Atualmente ocorre a rotação da soja e o milho com diversas espécies diferentes de grãos e forrageiras. “Quanto maior o número de espécies forrageiras, melhor a produtividade e o controle de pragas e doenças”, explica Roberto Freitas, consultor agrícola da Santa Brígida. Segundo o especialista, essa estratégia também tem caráter econômico. “No cerrado, o fósforo é problemático, pois não solubiliza facilmente. Mas algumas plantas aceleram esse processo e deixam o fósforo acessível”, explica. Com isso, a conta com fertilizantes minerais também diminui. Durante a primeira safra, há áreas com soja, outras com milho consorciado com braquiária e ainda um espaço destinado ao pastejo intensivo de bovinos. Na segunda safra, áreas com milho braquiária, sorgo consorciado com capim tamani, girassol com braquiária, além de um mix forrageiro tomam conta do local. “As forrageiras trazem ganhos para a produção agrícola. Além disso, o pastejo sobre a palhada não compacta o solo e aumenta a produtividade da soja”, observa Freitas. Pecuária intensiva A produtividade de um animal por hectare em 2006 dobrou no ano seguinte, e seguiu aumentando expressivamente nas temporadas seguintes. Hoje, a propriedade contabiliza 630 animais em 84 hectares, com resultado operacional de 54 arrobas por hectare. O talhão é dividido em 16 piquetes, aos quais a cada três anos a atividade agrícola retorna. Existem também outras áreas de 150 hectares voltadas exclusivamente a pastagens, já que a declividade do terreno dificulta a introdução da agricultura, e outros 45 hectares em que as pastagens dividem espaço com uma floresta de eucaliptos. Por opção, a fazenda não recria animais. A estratégia é adquirir no mercado conforme a disponibilidade, de modo que existem diferentes raças e cruzamentos em campo. O tempo em que permanecem na fazenda varia entre 12 e 16 meses. A terminação é feita em confinamento, com suplementação mineral que varia entre 0,1% e 0,2% conforme a estação (das águas ou seca). Para dar suporte a esta operação, foi construída uma fábrica de rações e suplementos dentro da Santa Brígida. Os resultados do sistema que alia produção de grãos e de carne apresentados chamam a atenção. A atividade de pecuária de corte rende R$ 9,4 mil por hectare. Além disso a integração das atividades agrícola e pecuária traz ganhos adicionais para ambas. “Os animais são grandes cicladores de nutrientes no solo. Cada 1% de aumento na matéria orgânica corresponde a 18,7 litros a mais de água retida por metro quadrado”, explica William Marchió, consultor pecuário da Santa Brígida. Silvicultura O componente florestal foi introduzido no terceiro ano após a proprietária assumir a gestão da fazenda. No começo foram quatro hectares de eucaliptos. Diante do bom desenvolvimento das árvores, ocorreu a expansão nos anos seguintes. Atualmente, 45 hectares estão tomados por um consórcio de eucaliptos com pastagem de braquiária, que além de alimento contribui com o bem-estar dos bovinos por meio da sombra projetada. Outros 10 hectares abrigam florestas, somando 40 mil árvores. Apesar de ainda não ter sido colhida, essa floresta contribui com os resultados da fazenda ao capturar o carbono da atmosfera, neutralizando parte das emissões que ocorrem na atividade pecuária, sem contar a questão paisagística.