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21 de abr. de 2026
PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE ORIGEM INDÍGENA DESPROTEGIDO
SAMBAQUIS
Termo, de origem indígena (“tambá” = concha e “ki” = depósito), designando as “pequenas elevações constituídas sobretudo de restos animais (carapaças de moluscos, pinças de crustáceos e fragmentos ósseos de peixes, mamíferos, aves e répteis), esqueletos humanos, artefatos (de pedra, osso, concha e cerâmica), vestígios de fogueiras e outras evidências da atividade humana”. Têm formas e dimensões variáveis (cerca de 400 m de extensão e excepcionalmente, 30 m de altura), podendo ocorrer próximos a margens de rios ou de lagoas, mas geralmente no litoral, sendo comum encontrá-los em restingas.
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/reportagens/mais-antigos-que-as-piramides-sambaquis-do-litoral-sul-de-sc-sofrem-com-falta-de-preservacao/
DESTAQUE:
Do alto do sambaqui Garopaba do Sul, em uma altura de quase 30 metros, é possível contemplar a imensidão do mar e as paisagens de Jaguaruna, no litoral sul de Santa Catarina. Mas é sob nossos pés que se concentra uma das maiores riquezas patrimoniais da região: um sítio arqueológico construído há 4.380 anos e que ajuda a contar a história dos nossos antepassados.
Presentes em quase todo o litoral brasileiro, os sambaquis são particularmente numerosos em Santa Catarina e impressionam pelo tamanho – alguns chegaram a atingir, originalmente, 70 metros de altura e 500 metros de comprimento. As maiores formações conhecidas no estado se situam em Jaguaruna e Laguna, cidades que abrigam ao menos 100 sambaquis, segundo pesquisas recentes.
PESQUISANDO...CONSEGUE-SE DESCOBRIR O QUE A NATUREZA TEM A NOS OFERECER ...
...RELACIONANDO MUDANÇAS CLIMÁTICAS COM PLANTAS
REPRODUZIDO DE:
https://revistapesquisa.fapesp.br/genetica-da-orquidea-da-praia-favorece-tolerancia-a-mudancas-climaticas/
DESTAQUES:
1) A orquídea-da-praia (Epidendrum fulgens) não é como a maioria das orquídeas, que vive sobre galhos e troncos de árvores em florestas úmidas. Na forma de touceira com 1 metro (m) de altura e cachos de flores amarelas, laranja e vermelhas, ela cresce em restingas e dunas, onde o sol é intenso e a areia seca é pobre em nutrientes. Uma equipe de pesquisadores brasileiros e norte-americanos sequenciou o genoma completo da planta e identificou mais de mil grupos de genes exclusivos dessa espécie relacionados a características fisiológicas que podem contribuir para respostas a uma variedade de estressores ambientais, segundo artigo publicado em março na revista científica Genome Biology and Evolution.
2) O que torna a planta mais resistente a condições extremas é o grande número de cópias de cada um desses genes”, observa o biólogo Fábio Pinheiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coautor do artigo e orientador da bióloga Jacqueline Mattos, que elaborou o trabalho como parte de seu doutorado. Cada conjunto de cópias forma o que os pesquisadores chamam de família de genes.
3) Cada gene pode sofrer pequenas modificações no processo de cópia, aumentando a variabilidade genética”, ressalta Pinheiro. “Isso torna a resposta ao estresse ainda mais eficaz do que se fossem cópias idênticas.” Segundo ele, como os mesmos genes aparecem em diversas espécies de orquídeas, os dados poderiam servir de referência para avaliar o grau de vulnerabilidade de plantas desse grupo às mudanças climáticas. “Outros estudos poderiam viabilizar essa análise em tipos de plantas diferentes”, frisa.
FONTE:
Artigos científicos
MATTOS J. S. et al. Unraveling the genome of Epidendrum fulgens: Demographic history and gene family dynamics in a resilient Neotropical orchid. Genome Biology and Evolution. 5 mar. 2026.
20 de abr. de 2026
NOVA ESPÉCIE DE PLANTA DESCRITA NA CAATINGA: E ASSIM...
...CONTINUAMOS DESCOBRINDO ALGO NOVO EM BIOMA QUE PENSÁVAMOS CONHECER TUDO!!!
A Machaerium guidone pode ser encontrada predominantemente na Caatinga. Além do Piauí, ela ocorre nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Minas Gerais. De acordo com os pesquisadores, a ampla ocorrência da planta sugere que ela esteja distante do risco de extinção.
Identificação: Descrita no Kew Bulletin por Valner Jordão, Daniela Sampaio e Fabiana Filardi, a espécie foi coletada na região do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.
16 de abr. de 2026
INDICAÇÕES/SUPOSIÇÕES DE FUTURO NADA PROMISSOR NA AMAZÔNIA
REPRODUZIDO DE:
https://agencia.fapesp.br/secas-mais-longas-e-mudancas-nas-chuvas-ja-ocorrem-na-amazonia-apontam-pesquisas/57792
DESTAQUES:
1) Luciana Constantino | Agência FAPESP – A Amazônia brasileira já começa a registrar cenários até então projetados para as próximas décadas, com estações secas mais longas e alteração no padrão de chuvas, apontam dois estudos recém-publicados liderados por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O quadro pode se intensificar rapidamente, elevando riscos à biodiversidade, ao reabastecimento de reservatórios naturais de água e ao funcionamento da floresta se não houver políticas integradas e iniciativas de combate às mudanças climáticas.
2) Os trabalhos, baseados em modelos climáticos que incorporam a dinâmica regional, também funcionam como um alerta para este ano e o próximo, quando há a possibilidade de um “super El Niño”. Caracterizado pelo aquecimento do oceano Pacífico na faixa equatorial, o fenômeno pode, em sua versão mais intensa, elevar a temperatura em mais de 2 °C acima da média, provocando grandes alterações na circulação atmosférica e no regime de chuvas em escala global.
3) O resultado de uma das pesquisas indica prolongamento da estação seca na Amazônia de quatro para até seis meses, com aumento de déficit hídrico superando -150 milímetros (mm) no período. Publicado no International Journal of Climatology, o artigo aponta maior instabilidade climática e mais eventos extremos fora do padrão sazonal, além de crescimento da degradação da floresta associada ao fogo.
4) O outro trabalho, que está na edição de março da Perspectives in Ecology and Conservation, analisa a seca registrada entre 2023 e 2024 na Amazônia, período em que o Brasil também foi fortemente afetado pelo El Niño. Os achados mostram um crescimento médio de 9% nas áreas queimadas e 19% nos alertas de degradação florestal, com até 4,2 milhões de hectares impactados por fogo no pico da seca. Evidenciam, assim, que o ciclo seca-fogo-degradação está se fortalecendo, reduzindo a capacidade do ecossistema de se restabelecer.
5) "Há alguns anos, quando começamos a discutir cenários climáticos para a Amazônia, muitas vezes esse futuro era visto como algo distante nas conjunturas mais pessimistas. Porém, estamos observando que os extremos de anomalia mais pessimistas estão acontecendo no presente. Quando comparamos os dados de hoje com as projeções, vemos o quão crítica vai ficando essa situação à medida que incluímos cenários pessimistas na análise climática”, resume a engenheira ambiental e sanitarista Débora Dutra, doutoranda em sensoriamento remoto no Inpe e primeira autora dos dois artigos.
15 de abr. de 2026
LEUCENA: NO COMEÇO DE SUA INTRODUÇÃO NO NORDESTE BRASILEIRO, DIZIA-SE QUE SERIA A SALVAÇÃO COMO ALIMENTO DO GADO...
...HOJE, UMA PRAGA INVASORA QUE DEVE SER EXTINTA!!!
Quando a leucena (Leucaena leucocephala) foi introduzida no Brasil, nos anos 70 – especialmente no Mato Grosso do Sul -, para servir de forragem para animais e ajudar na fixação de nitrogênio no solo, não se imaginava que ela se adaptaria tão bem e se transformaria num dos piores pesadelos para a vegetação nativa, em todos os biomas do país.
A leucena vem substituindo a flora sub-arbórea e arbórea no nordeste do Brasil, semelhante a outra espécie alienígena: a algaroba, Prosopis juliflora, árvore de uso múltiplo para a região semiárida brasileira.
Mas a leucena libera um composto químico, a mimosina, que inibe a germinação e impede o crescimento de outras espécies ao redor.
Como a árvore chegou no Brasil? - O especialista em ecologia e em árvores Milton Longo, explica que a planta chegou ao Brasil na década de 1970. Nativa do México, a espécie foi introduzida em Mato Grosso do Sul e outros estados como uma alternativa para alimentar o gado. E em Campo Grande, capital do estado do Mato Grosso do Sul, em 2025 uma lei estabelece multa de R$ 1000 para quem descumprir a lei que proíbe seu plantio.
13 de abr. de 2026
...EM CONTINUIDADE SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS MANGUEZAIS NA VIDA FLÚVIO-MARINHA...
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/manguezal-para-bercario-peixes-amazonia/
DESTAQUES:
1) Estudos oceanográficos recentes revelam que mais de setenta por cento dos peixes com valor comercial capturados no Atlântico Sul dependem, em algum estágio da vida, da proteção oferecida pelas florestas de lama. No litoral do Pará, essa estatística ganha contornos ainda mais impressionantes com a confirmação de que quarenta espécies distintas utilizam o emaranhado de raízes para garantir a sobrevivência de suas proles. Este ecossistema funciona como um útero biológico onde a salinidade controlada e a abundância de nutrientes criam o ambiente perfeito para o crescimento de larvas e juvenis que, no futuro, alimentarão milhões de pessoas.
2) O manguezal litoral paraense é uma das maiores e mais preservadas faixas desse bioma no planeta, estendendo-se por centenas de quilômetros de costa recortada. Diferente de outras regiões do mundo, onde o avanço urbano devastou as zonas costeiras, o Pará mantém santuários quase intocados que ditam o ritmo da economia pesqueira regional. A arquitetura das árvores, como o mangue-vermelho e o mangue-branco, atua como uma barreira física impenetrável para grandes predadores marinhos, permitindo que os alevinos se desenvolvam com segurança entre as estruturas vegetais que filtram os sedimentos trazidos pelos rios amazônicos.
3) A dinâmica biológica nessas áreas é regida pelas marés que trazem oxigênio e renovam a matéria orgânica em decomposição. Esse processo transforma o manguezal Pará berçário peixes em uma verdadeira fábrica de biomassa, onde o ciclo de vida se inicia em meio ao sedimento rico e escuro. Espécies como o robalo, a pescada e o xaréu não existiriam em abundância sem esse refúgio inicial. A ciência agora compreende que o vigor dessas espécies no mar aberto é diretamente proporcional à saúde das águas salobras que banham as comunidades ribeirinhas e extrativistas da região.
4) Aves migratórias também se beneficiam...
Além da fauna aquática, o manguezal paraense sustenta o ciclo de vida de caranguejos e aves migratórias que viajam milhares de quilômetros para se alimentar e descansar nestas áreas de transição únicas, reforçando a importância estratégica do Pará para a biodiversidade de todo o hemisfério ocidental.
12 de abr. de 2026
MATA ATLÂNTICA, UMA FLORESTA URBANA EM JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA: SUA ESTRUTURA, BIODIVERSIDADE E FUNÇÕES
PUBLICAÇÕES RELEVANTES
SERVIÇOS AMBIENTAIS PROVIDOS PELA MATA:
Publicação de palestra do autor deste "blog", conforme divulgado pelo GEMINI:
https://gemini.google.com/share/810e385d1ee5?hl=pt
DESTAQUES:
1) O texto aborda a Mata do Buraquinho (oficialmente o Jardim Botânico Benjamin Maranhão, em João Pessoa) sob a ótica dos serviços ecossistêmicos, defendendo que a preservação ambiental não é apenas uma questão ética, mas um pilar econômico para o estado.
2) Valor Econômico da Natureza.
A tese principal é a valoração econômica. O autor argumenta que, se a mata fosse destruída, o governo e a sociedade teriam custos astronômicos para substituir seus serviços naturais por soluções artificiais (ex: gastos com saúde pública devido ao calor/poluição ou sistemas mais caros de tratamento de água).
3) Sustentabilidade e Conservação.
Breno Grisi utiliza este estudo para criticar a visão míope de que o desenvolvimento econômico deve ocorrer à custa da natureza. Ele propõe que a manutenção da integridade biológica da Mata do Buraquinho é, na verdade, uma estratégia de segurança econômica para a Paraíba a longo prazo.
10 de abr. de 2026
LIXO FORMANDO ILHAS NO OCEANO...
...IRREVERSÍVEL?!
REPRODUZIDO DE:
https://catracalivre.com.br/noticias/a-grande-mancha-de-lixo-do-pacifico-esta-se-tornando-um-continente-flutuante-habitado-por-criaturas-marinhas/
DESTAQUES:
1) A interação entre os materiais sintéticos e os elementos orgânicos resulta na formação de comunidades neopelágicas que se adaptam rapidamente às condições extremas do mar. Esse fenômeno demonstra uma resiliência biológica adaptada ao descarte que altera completamente a dinâmica trófica da região oceânica. O surgimento dessas zonas de vida artificial exige uma reavaliação das métricas de conservação, pois os limites entre as espécies litorâneas e oceânicas estão se tornando cada vez mais difusos.
2) Quais são os impactos da colonização costeira em alto mar?
Espécies que tradicionalmente habitavam apenas as regiões litorâneas estão agora prosperando a milhares de quilômetros de distância de seus habitats originais. Esse deslocamento geográfico é facilitado pela resistência dos polímeros que servem como balsas permanentes para esses colonizadores em busca de novos espaços. O fluxo migratório forçado por detritos humanos cria corredores biológicos artificiais que podem transportar patógenos e organismos invasores para áreas anteriormente isoladas e preservadas.
9 de abr. de 2026
RIQUEZA EM BIODIVERSIDADE “QUE RASTEJA”! PERIGO DA NATUREZA E SALVAÇÃO PELA CIÊNCIA!!!
ILUSTRAÇÕES REPRODUZIDAS DE:
https://revistapesquisa.fapesp.br/
GEMINI: O uso medicinal de venenos de cobras é um dos campos mais fascinantes da biotecnologia moderna. Embora a ideia de injetar "toxinas" pareça contraditória, a ciência transformou essas substâncias letais em ferramentas de precisão para salvar vidas.
MAIS INFORMAÇÕES EM: https://g.co/gemini/share/c3bca5650dc6
7 de abr. de 2026
AMAZÔNIA: DEVEMOS SEMPRE ACREDITAR EM NOVAS ESTRATÉGIAS ECOLÓGICAS ECONÔMICAS E SOCIAIS PARA SUA PRESERVAÇÃO
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/floresta-conservacao-renda-familias/
DESTAQUES:
1) A preservação da maior floresta tropical do planeta deixou de ser apenas um discurso diplomático para se converter em uma engrenagem econômica viva e pulsante no chão da mata. Em um movimento que consolida a aliança entre Brasília e as comunidades tradicionais, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima celebrou a expansão de uma estratégia que inverte a lógica da ocupação predatória: agora, manter a árvore em pé gera renda direta para quem vive sob sua sombra. A iniciativa, batizada como Floresta+ Amazônia, torna-se o braço operacional de um pacto federativo que coloca 70 municípios prioritários no centro da integridade climática global.
2) DE IMPORTÂNCIA VITAL:
A economia do cuidado e o valor do serviço ambiental.
O conceito de Pagamento por Serviços Ambientais deixou as prateleiras acadêmicas para transformar a realidade de quase cinco mil famílias. O que está em jogo não é um subsídio assistencialista, mas o reconhecimento financeiro de uma atividade fundamental: a conservação da biodiversidade. Ao tratar o agricultor familiar como um provedor de serviços essenciais, o projeto, executado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, cria uma barreira econômica contra o desmatamento ilegal.
4 de abr. de 2026
MANGUEZAIS: BERÇÁRIO FLÚVIO-MARINHO DE VIDA
"O Brasil abriga cerca de 7% dos manguezais do mundo, estendendo-se por quase toda a costa, do Amapá até Santa Catarina.
• Amapá, Pará e Maranhão: Concentram as maiores áreas contínuas de manguezal do mundo, devido às grandes variações de maré e à foz do Rio Amazonas.
• Limite Sul: O ecossistema encontra seu limite em Santa Catarina (Laguna), onde o clima mais frio impede o desenvolvimento das espécies típicas" [conforme informações do Gemini].
SEGUEM-SE ILUSTRAÇŐES SOBRE IMPORTANTES CARACTERÍSTICAS ECOLÓGICAS (BIODIVERSIDADE, PRINCIPALMENTE).
OBS.: Guaxinin. Alimentação: Onívoro, alimenta-se de caranguejos, peixes, frutos, pequenos mamíferos e anfíbios.
TUCANOS E SEU IMPORTANTE PAPEL DE DISSEMINAÇÃO DE SEMENTES NA FLORESTA
REPRODUZIDO DE:
https://conexaoplaneta.com.br/blog/tucanos-reintroduzidos-ha-mais-de-50-anos-ajudam-a-restabelecer-o-delicado-equilibrio-do-parque-nacional-da-tijuca/
DESTAQUES
1) Quem passeia hoje em dia pelo Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, pode escutar o “berro”, ou se tiver ainda mais sorte, ver de perto o colorido magnífico de um tucano-de-bico-preto (Ramphastos ariel). E este certamente é um privilégio, já que há 53 anos, essas aves estavam extintas ali, mas graças a um projeto pioneiro de reintrodução, na década de 70, a espécie voltou a ser avistada, e a cumprir um papel vital para restabelecer o equilíbrio, e trazer vida ao que já se chamou de “floresta vazia”, ou seja, uma floresta sem animais.
Pouco mais de meio século após essa reintrodução histórica, a bióloga e pesquisadora Flávia Zagury, doutoranda em ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, avaliou o impacto da soltura dos 47 tucanos-de-bico-preto no Parque Nacional da Tijuca.
2) “Utilizamos como métrica para avaliar o sucesso da reintrodução, a recuperação de interações de frugívora – quando um animal consome um fruto -, considerando que tucanos são considerados excelentes potenciais dispersores de sementes, processo de extrema importância para a manutenção de populações e comunidades de muitas plantas”, explicou Flávia ao Conexão Planeta.
A especialista destaca que, por serem aves que voam longas distâncias, de porte corporal grande e possuírem uma abertura de bico ampla, os tucanos conseguem consumir sementes de diversos tamanhos, desde as pequenas até as de grande porte. “Essa é uma característica de extrema importância, pois, em ecossistemas defaunados, como o Parque Nacional da Tijuca, é comum que os animais de maior porte tenham desaparecido, e por consequência, que as espécies de planta com sementes de médio a grande porte tenham perdido seus dispersores”, diz.
2 de abr. de 2026
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