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24 de mai. de 2026
EL NIÑO "APRONTANDO UMA BREVE TRAGÉDIA"?!
O oceano costuma esconder suas mudanças nas profundezas e em silêncio. Mas, desta vez, o Pacífico dá sinais visíveis de que algo extraordinário pode estar a caminho. Novos dados divulgados pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e pelo observatório climático europeu Copernicus acenderam o alerta entre cientistas: o El Niño que começa a se formar pode evoluir para um dos episódios mais intensos já registrados em mais de um século.
As projeções mostram que as águas de uma região estratégica do Pacífico Equatorial poderão atingir até 3°C acima da média até o fim do ano — um desvio considerado extremo pelos padrões climáticos. Se confirmado, o fenômeno poderá se aproximar — ou até superar — os recordes históricos de 1877 e 2015, entrando na categoria dos chamados “super El Niño”.
O temor cresce justamente porque os oceanos já atravessam um período anormal de aquecimento. Segundo relatório divulgado nesta sexta-feira 8, pelo Copernicus, as temperaturas da superfície dos mares,para um mês de maio”, afirmou à AFP Samantha Burgess, estrategista climática do ECMWF, órgão responsável pelo Copernicus.
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/agenda-verde/maior-de-todos-os-tempos-cresce-o-temor-de-um-super-el-nino-historico/
23 de mai. de 2026
JOÃO-DE-BARRO: PÁSSARO "PROFESSOR DE ARQUITETURA"
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/como-a-engenharia-natural-do-joao-de-barro-utiliza-arquitetura-inteligente-e-ventilacao-termica-para-proteger-sua-ninhada-nas-savanas-brasileiras/
DESTAQUES:
1) O joão-de-barro (Furnarius rufus) é mundialmente reconhecido por sua impressionante capacidade arquitetônica, mas os segredos físicos de sua construção vão muito além da simples moldagem da lama. Esta pequena ave desenvolveu uma técnica de engenharia que rivaliza com as construções humanas no que diz respeito ao isolamento térmico e à resistência estrutural. Utilizando uma mistura precisa de argila, esterco fresco e fibras vegetais secas, o casal de aves constrói uma estrutura esférica maciça que, após secar sob o sol, adquire a consistência e a durabilidade do tijolo cozido. O fato biológico mais surpreendente é que o ninho é projetado para suportar tempestades severas e ventos intensos sem sofrer rachaduras estruturais catastróficas. A proporção exata de fibras vegetais funciona como uma armadura de concreto armado primitiva, distribuindo as tensões mecânicas uniformemente por toda a superfície da abóbada e garantindo a sobrevivência dos filhotes mesmo diante das maiores intempéries.
2) A genialidade da porta lateral e o labirinto anti-predadores
A característica externa mais marcante do ninho do joão-de-barro é a sua abertura de acesso, estrategicamente posicionada de forma lateral e nunca centralizada. Essa escolha de design arquitetônico não é aleatória; ela cumpre uma função crucial de segurança biológica contra predadores vorazes, como tucanos, gaviões, cobras e pequenos mamíferos arborícolas. A entrada estreita e em formato de arco dá acesso a um corredor curvado que funciona como uma parede interna divisória, uma espécie de antecâmara. Essa barreira impede o acesso visual direto ao fundo do ninho, onde os ovos e os filhotes ficam alojados. Um predador que tenta introduzir a pata ou o bico pela abertura externa encontra um obstáculo físico intransponível na curva interna, o que impossibilita o alcance da ninhada. Esse labirinto defensivo garante uma taxa de sucesso reprodutivo extraordinariamente alta para a espécie em ambientes abertos.
3) Um sistema de climatização passiva contra os extremos do clima
Além do impressionante mecanismo de segurança contra invasores, o interior do ninho do joão-de-barro abriga um verdadeiro sistema de climatização passiva. As paredes espessas de barro possuem uma alta inércia térmica, o que significa que elas demoram muito tempo para absorver e transmitir o calor externo para o interior. Durante os dias mais quentes nas savanas e campos brasileiros, o calor escaldante do sol atinge a parte externa, mas a temperatura interna permanece surpreendentemente amena e constante. À noite, quando a temperatura externa despenca drasticamente, o processo se inverte: o barro acumulou calor ao longo do dia e o libera lentamente para o interior da câmara de incubação. Estudos indicam que esse microclima estável reduz drasticamente o gasto energético dos pais e dos filhotes, que não precisam queimar reservas calóricas excessivas para manter a homeostase corporal, otimizando o crescimento dos filhotes.
22 de mai. de 2026
GATO-ANDINO REAPARECE NA ARGENTINA
REPRODUZIDO DE:
https://oglobo.globo.com/blogs/clima-extremo/post/2026/05/fantasma-dos-andes-reaparece-na-argentina-gato-andino-e-considerado-um-dos-felinos-mais-ameacados-de-extincao-das-americas.ghtml
DESTAQUES:
1) O gato-andino (Leopardus jacobita) é considerado uma das espécies mais ameaçadas do continente e o único felino das Américas listado como "em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Uma descoberta que despertou entusiasmo entre especialistas e amantes da vida selvagem destacou mais uma vez a riqueza natural de Mendoza, na Argentina. O gato-andino, considerado um dos felinos mais esquivos e ameaçados de extinção das Américas, foi avistado novamente na Área Natural Protegida de La Payunia, localizada em Malargüe, no oeste do país.
2) Pelo terceiro ano consecutivo, a Sociedade Argentina de Conservação da Vida Selvagem (WCS Argentina) registrou a presença do gato-andino na região, uma descoberta muito importante para a conservação da biodiversidade. Popularmente conhecido como o "fantasma dos Andes", este felino foi flagrado por câmeras de monitoramento instaladas no departamento de Malargüe, a poucos quilômetros da divisa da Área Natural Protegida de La Payunia.
21 de mai. de 2026
PANTANAL: BIOMA EM CRISE CLIMÁTICA?!
REPRODUZIDO DE:
https://ecoa.org.br/pantanal-e-o-bioma-brasileiro-que-mais-aqueceu-e-perdeu-chuvas-em-40-anostemperatura-media-subiu-quase-19-oc-e-pluviosidade-diminui-10-milimetro-por-decada/
DESTAQUES:
1) A maior planície alagável do mundo está secando e ficando mais quente a um ritmo acelerado. Em quatro décadas, o Pantanal, o menor bioma brasileiro, foi o que mais aqueceu e teve a maior redução na quantidade de chuvas. Essa dupla tendência, de mais calor e de menos pluviosidade, é visível em todos os ecossistemas nacionais – da Amazônia, no Norte, que engloba quase metade da área do país, ao Pampa, no Rio Grande do Sul, ainda que nesse bioma de forma bem menos perceptível. Mas ela é mais acentuada no Pantanal, que se estende por aproximadamente 150 mil quilômetros quadrados (km²), 1,8% do território nacional.
2) Entre 1985 e 2024, a temperatura média no bioma subiu 0,47 grau Celsius (ºC) por década, segundo dados da primeira edição do “MapBiomas atmosfera”, levantamento lançado em novembro do ano passado por uma plataforma colaborativa de mais de 70 organizações não governamentais (ONG), universidades e startups de tecnologia. Em quatro décadas, o aumento acumulado no Pantanal chega a quase 1,9 ºC. Não é por acaso que os dois estados que mais esquentaram durante o período de 40 anos coberto pelo trabalho foram Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A temperatura média anual subiu 0,40 ºC por década no primeiro e 0,35 ºC no segundo.
3) O ritmo de crescimento do aquecimento no Pantanal é 60% superior ao calculado no mesmo período para o Brasil como um todo (de 0,29 ºC por década) e os biomas Amazônia (0,29 ºC) e Cerrado (0,31 ºC), que abrangem quase três quartos da área nacional. A velocidade de subida dos termômetros no Pantanal é ainda cerca do dobro da apresentada na Caatinga e na Mata Atlântica e mais do que o triplo da do Pampa nos 40 anos analisados (ver quadro abaixo). O Pantanal abrange 25% das áreas sul-mato-grossenses e 7% das mato-grossenses. A principal atividade econômica em suas terras é a pecuária, presente na região há 200 anos. As pastagens ocupam aproximadamente 15% de seu território.
4) "Os biomas próximos do centro do continente, como o Pantanal e o Cerrado, estão longe da influência moderadora do oceano e aquecem mais rapidamente do que os ecossistemas mais perto da costa atlântica”, comenta Luciana Rizzo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e coordenadora do “MapBiomas atmosfera”. De acordo com o relatório, a temperatura média no Pantanal foi de 26,2 ºC entre 1985 e 2024, maior do que a do Brasil (24,6ºC) e a dos demais biomas. Os dados de temperatura usados no trabalho derivaram da base europeia ERA5, do Serviço de Mudança Climática Copernicus. O sistema reúne e valida uma série de informações meteorológicas monitoradas na superfície e na atmosfera por diferentes fontes (satélites, balões, aeronaves, sensores) e gera uma reanálise da evolução histórica do clima. O Copernicus é um dos serviços internacionais que acompanham a evolução do aquecimento global e divulgou em janeiro de 2026 que o ano passado foi o terceiro mais quente da história recente.
5) Um artigo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicado no final de novembro de 2025 na revista científica Atmosphere, chegou a resultados muito parecidos com os divulgados pelo MapBiomas. Feito também a partir de dados da ERA5, o estudo abrangeu um período ligeiramente maior, de 1979 a 2024, e apontou igualmente o Pantanal como o bioma brasileiro que mais sofre os efeitos da elevação de temperatura e da redução de precipitação.
19 de mai. de 2026
NOSSO CONHECIMENTO SOBRE FLORESTAS, ESTRUTURAS BIOLÓGICAS BÁSICAS, ÁGUA (DISPONIBILIDADE E MANEJO) SÃO VITAIS À VIDA NO NOSSO PLANETA
RESUMO OBTIDO DO GEMINI-GOOGLE:
https://g.co/gemini/share/68c4d6eda2b6
DESTAQUES:
1) A relação entre florestas e água é um dos pilares mais fundamentais da vida na Terra. Longe de serem apenas consumidoras de água, as florestas funcionam como verdadeiras "fábricas" e reguladoras dos recursos hídricos globais.
2) As florestas têm a capacidade de bombear água do solo para a atmosfera em volumes astronômicos. Uma única árvore de grande porte na Amazônia pode transpirar até mil litros de água em um único dia.
• Esse vapor d'água forma nuvens que são transportadas pelos ventos, criando os chamados rios voadores.
3) Infiltração: Em vez de a água da chuva correr rapidamente pela superfície, a vegetação desacelera as gotas e faz com que a água penetre lentamente no solo.
• Abastecimento de lençóis freáticos: Essa infiltração alimenta os aquíferos subterrâneos, garantindo que as nascentes e os rios continuem correndo mesmo durante as estações mais secas.
OBSERVAÇÃO:
No Capítulo 10 da publicação abaixo indicada (livro impresso) é destacado o papel de uma floresta nos "serviços ambientais" proporcionados a uma cidade em acelerado cresimento:
https://www.amazon.com/%C3%81gua-DNA-Mol%C3%A9culas-Sustentam-Portuguese/dp/B0H1RLV7Z7
COMPRA: diretamente da Amazon nos Estados Unidos.
18 de mai. de 2026
SALVANDO IMPORTANTE COMPONENTE VEGETAL HISTÓRICO, DE NOSSA FLORESTA NO SUL
REPRODUZIDO DE:
https://ndmais.com.br/meio-ambiente/corrida-para-salvar-dna-centenario-de-araucaria-gigante-entra-em-fase-decisiva-em-sc/
Corrida para salvar DNA centenário de araucária gigante entra em fase decisiva em SC.
DESTAQUES:
1) Cerca de 20 enxertos foram realizados com brotações da araucária gigante, em uma tentativa de preservar características genéticas raras da árvore histórica.
2) O DNA da quarta maior araucária do Brasil já está em laboratório e pode dar origem a novas mudas geneticamente idênticas à árvore original. Os pesquisadores iniciaram cerca de 20 enxertos com brotações retiradas da copa e aguardam os próximos 100 dias para descobrir se o material genético ainda está vivo.
3) Como funciona a clonagem da araucária gigante.
As brotações coletadas foram preparadas e enxertadas em mudas já existentes de araucária.
Segundo a Embrapa Florestas, se o procedimento tiver sucesso, essas brotações vão “dominar” a muda utilizada no enxerto e dar origem a uma nova planta clonada a partir da árvore centenária.
15 de mai. de 2026
JACUTINGA: MAIS UMA DE NOSSAS AVES EM RECUPERAÇÃO
REPRODUZIDO DE:
https://dcmais.com.br/campos-gerais/jacutinga-volta-a-se-reproduzir-na-natureza-apos-reintroducao-nos-campos-gerais/
DESTAQUES:
1) O esforço contínuo da Klabin na conservação da biodiversidade alcançou um marco importante com a identificação do primeiro ovo de Jacutinga (Aburria jacutinga) em vida livre, após a reintrodução da espécie na região dos Campos Gerais, no Paraná. O registro, feito pelo Parque Ecológico Klabin (PEK), reforça a efetividade das ações da Companhia para restaurar populações de aves ameaçadas e contribuir com a saúde dos ecossistemas da Mata Atlântica.
2) Em 2022, o PEK liderou uma ação de reintrodução de Jacutingas, espécie considerada em perigo de extinção na região, com a soltura de 30 indivíduos em áreas protegidas da Klabin. “A postura do ovo por uma fêmea reintroduzida aponta que as aves estão retomando seu ciclo reprodutivo na natureza, etapa essencial para a recuperação populacional da espécie”, afirma Paulo Henrique Schmidlin, Coordenador de Biodiversidade da Klabin. A Jacutinga desempenha papel essencial na saúde da Mata Atlântica por atuar como importante dispersora de sementes, contribuindo para a manutenção e regeneração do ecossistema.
3) Compromisso com a sustentabilidade
O Parque Ecológico Klabin tem histórico relevante na recuperação de espécies ameaçadas. Em 2018, o Parque apoiou a reintrodução de Antas (Tapirus terrestris) no Rio de Janeiro, iniciativa que resultou no nascimento do primeiro filhote da espécie na região em mais de 100 anos. Em ação recente, o PEK também realizou a soltura de Papagaios-do-peito-roxo (Amazona vinacea) na região, espécie igualmente ameaçada nos Campos Gerais.
14 de mai. de 2026
PRESERVANDO ESPÉCIE DE URSO DOS ANDES
REPRODUZIDO DE:
https://jornal.usp.br/ciencias/estudo-reprodutivo-em-ursos-andinos-pode-colaborar-com-a-conservacao-da-especie/
DESTAQUES
Um estudo de mestrado defendido na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP avaliou a qualidade do sêmen do urso andino (Tremarctos ornatus), com a intenção de criopreservar o material através do congelamento de células. O trabalho é inédito em relação à técnica, realizada por meio de colheita farmacológica, e por analisar o sêmen de um animal em vida livre. As avaliações espermáticas sugeriram que fatores ambientais, comportamentais e biológicos podem alterar a qualidade seminal. Viver em isolamento e sem contato com fêmeas foram avaliados como condicionamentos prejudiciais para o material.
O urso andino é o único urso nativo da América do Sul e, apesar de não ocorrer fora de cativeiro no Brasil, pode ser encontrado na natureza em cinco países: Peru, Venezuela, Equador, Colômbia e Bolívia. Atualmente, a espécie é classificada como vulnerável à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que aponta que ela pode entrar em extinção caso as condições atuais não sejam alteradas.
12 de mai. de 2026
GUERRA DE "FACÇÕES OU GUERRA CIVIL" COM CHIMPANZÉS...
...SEMELHANÇAS COM HUMANOS. NADA ESTRANHO COM MAIS DE 98% DE DNA COMPARTILHADOS ENTRE ELES E NÓS SERES HUMANOS!
ACESSO AO VÍDRO (BBC):
https://youtu.be/9weN_eD8ebs?si=aWY0F1IMILn13nEO
9 de mai. de 2026
SOBERANO NA BIODIVERSIDADE E ÚTIL NA PRESERVAÇÃO DA FLORESTA...
...GAVIÃO-REAL
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/o-gaviao-real-e-a-soberania-das-aves-de-rapina-na-manutencao-do-equilibrio-biologico-das-florestas-tropicais-brasileiras/
DESTAQUES:
1) O gavião-real (Harpia harpyja), também conhecido como harpia, ostenta uma das armas biológicas mais impressionantes de todo o reino animal: suas garras podem atingir até 13 centímetros de comprimento, superando em tamanho as garras de um urso-pardo. Esta adaptação evolutiva não é meramente estética, mas sim uma ferramenta de precisão e força bruta necessária para a sobrevivência no estrato mais alto da floresta. Com uma pressão de aperto capaz de exercer centenas de quilos, a harpia consegue perfurar e esmagar instantaneamente os ossos de suas presas principais, como preguiças e primatas, garantindo uma caçada eficiente no densamente povoado dossel amazônico.
2) Anatomia da força e precisão aérea.
A biologia do gavião-real é um exemplo de especialização máxima para a vida na floresta tropical. Diferente de águias de campos abertos, que possuem asas longas e estreitas para planeio, a harpia possui asas mais curtas e largas, além de uma cauda longa. Essa configuração permite uma manobrabilidade excepcional entre o emaranhado de galhos e cipós das árvores gigantes. Ela é capaz de realizar manobras evasivas e ataques surpresa com uma agilidade que contradiz sua envergadura, que pode chegar a dois metros.
3) O sistema visual desta ave de rapina é outra maravilha da engenharia natural. Seus olhos conseguem detectar movimentos mínimos a centenas de metros de distância, mesmo sob as condições de luz filtrada pelas copas das árvores. Além disso, o gavião-real possui um disco facial de penas que pode ser levantado ou abaixado para direcionar ondas sonoras para seus ouvidos, permitindo que localize presas apenas pelo som, uma característica comum em corujas, mas raramente vista em aves de rapina diurnas com tal eficácia.
8 de mai. de 2026
CONTINUAMOS NA DÉCADA DOS VIRUS: AGORA É O HANTAVIRUS
REPRODUZIDO DE:
https://share.google/26h045VkdaQ03Zc36
DESTAQUE:
Entre dezembro do ano passado e o último sábado, a Argentina contabilizou dez mortes relacionadas à hantavirose, doença grave causada pelo hantavírus e transmitida por roedores silvestres.
Segundo a BBC, registros de contágio por hantavírus são comuns na América Latina, inclusive no Brasil, onde foram notificados 13.181 casos (apenas 8% foram confirmados) e 410 mortes entre 2007 e 2015.
O motivo da preocupação na Argentina é o número de vítimas fatais em um curto período de tempo e a suspeita de que todos os infectados possam ter contraído a doença de outras pessoas.
DAVID ATTENBOROUGH: NATURALISTA GRANDE DEFENSOR DA NATUREZA...
...COMPLETANDO 100 ANOS!
Hoje, 8 de maio de 2026, o renomado naturalista e documentarista britânico Sir David Attenborough completa 100 anos. Com mais de sete décadas de dedicação à divulgação científica e ao meio ambiente, ele continua sendo a voz mais influente na proteção do planeta.
Atualmente, Attenborough foca seus esforços em conscientizar sobre a necessidade de proteger a biodiversidade e combater as mudanças climáticas, sendo um dos maiores defensores do planeta.
Um de seus interessantes documentários, sobre o pássaro-lira. Que imita sons emitidos oor outros pássaros e até sons alheios à florsta, como o ruído produzido por câmeras fotográficas antigas (passando o filme sem ou com o "motor-drive", o alarme de um carro e o barulho de uma motoserra.
https://youtu.be/mSB71jNq-yQ?si=d2VbBmF5XVG7ONYW
AMAZÔNIA E SUAS CURIOSIDADES
REPRODUZIDO DE:
https://revistaoeste.com/oestegeral/2026/05/08/o-peixe-gigante-que-atinge-200-kg-e-salta-da-agua-para-capturar-aves-e-primatas-na-amazonia/
DESTAQUES:
Navegar pelas águas tranquilas da bacia amazônica revela maravilhas biológicas únicas da nossa natureza. O imponente peixe protagonista deste cenário de cheias é o pirarucu, um predador aquático ancestral que fascina biólogos e ribeirinhos pelo porte colossal. Essa criatura formidável esconde um conjunto impecável de estratégias táticas.
O animal encontra nas águas quentes e repletas de abrigos da região norte um ambiente favorável para o seu crescimento acelerado. A abundância de recursos em lagos e canais garante os nutrientes necessários para os adultos alcançarem impressionantes 3 metros e pesarem até 200 kg.
Uma característica vital para sustentar essa massa corporal é a capacidade pulmonar de emergir periodicamente para captar ar atmosférico. Os detalhes desse sistema respiratório e do comportamento biológico em áreas hipóxicas estão detalhados em um estudo focado na espécie, publicado na base científica SciELO.
6 de mai. de 2026
GAMBÁ: EXEMPLO DO IMPORTANTE PAPEL DA FAUNA URBANA
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/o-papel-ecologico-do-gamba-no-controle-de-carrapatos-e-como-a-preservacao-da-fauna-urbana-previne-doencas-graves-de-forma-natural/
DESTAQUES:
1) Um único gambá (Didelphis aurita ou Didelphis albiventris) pode consumir até 4000 carrapatos em uma única semana, tornando-se o principal agente natural de contenção contra a proliferação da febre maculosa em áreas de transição entre a floresta e a cidade. Ao contrário da crença popular, esses marsupiais brasileiros são extremamente limpos e possuem um hábito de limpeza (grooming) tão rigoroso que detectam e ingerem quase todos os ectoparasitas que tentam se alojar em sua pelagem. Esse comportamento transforma o gambá em um “aspirador biológico”, reduzindo drasticamente a carga parasitária nos ambientes onde transita.
2) A ciência por trás da resistência do marsupial.
Os gambás não são apenas eficientes na caça passiva de carrapatos; eles são verdadeiros milagres da evolução biológica. Além da dieta insetívora e onívora, esses animais possuem uma resistência natural extraordinária a diversos tipos de venenos de serpentes e toxinas bacterianas. No caso do carrapato-estrela (Amblyomma sculptum), que é o principal vetor da bactéria Rickettsia rickettsii, o gambá atua como um hospedeiro “beco sem saída” (dead-end host). Isso significa que, além de comer os vetores, eles não amplificam a doença com a mesma facilidade que outros mamíferos, como as capivaras ou cavalos em certas condições.
3) Essa função ecológica é vital para o equilíbrio do ecossistema urbano e periurbano. Quando um gambá ocupa um quintal ou um parque linear, ele está prestando um serviço ambiental gratuito e de alta eficiência. Para aprofundar o conhecimento sobre a herpetofauna e os pequenos mamíferos brasileiros, o Instituto Butantan realiza pesquisas contínuas sobre a imunidade desses animais e sua importância para a saúde pública, desmistificando a imagem negativa que muitas vezes os persegue.
5 de mai. de 2026
ÁGUA: UM BEM DA NATUREZA QUE VALE MUITO MAIS DO QUE ENERGIA LIMPA
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/mulheres-ocupam-ponte-por-mais-de-500-dias-para-impedir-que-hidreletrica-seja-vendida-como-energia-limpa-enfrentam-frio-ameacas-e-policia-e-transformam-vila-da-bosnia-em-simbolo-mundi-fcmo87/
Em Kruščica, na Bósnia e Herzegovina, mulheres fizeram vigília dia e noite sobre uma ponte para barrar máquinas, proteger o rio usado pela comunidade, defender a água potável e levantar uma dúvida que incomoda projetos verdes no mundo inteiro.
A obra envolvia pequenas hidrelétricas apresentadas como energia limpa, mas os moradores temiam perder a principal fonte de água potável e ver o ecossistema da região ser destruído.
O PREÇO DE HIDRELÉTRICAS E SEUS BENEFÍCIOS ... COMPENSAM?!
EM REAIS R$ 30 bilhões ou EM DÓLARES U$6 bilhões (6e9).Valor final gasto na construção e funcionamento da hidrelétrica de Belo Monte!
REPRODUZIDO DE:
https://www.dw.com/pt-br/como-belo-monte-mudou-para-sempre-o-xingu/a-77033731
DESTAQUE:
É fim da época de chuvas na Amazônia. Neste fim de abril, o rio Xingu garante reservatório farto para a hidrelétrica Belo Monte movimentar as 18 turbinas de sua maior casa de força. Nos próximos meses, uma redução radical da operação é forçada por conta da estação seca: com menos água disponível, menos vazão para a geração de energia.
O risco foi calculado, garante Sandro Deivis, gerente de operações desde 2020 na usina da concessionária Norte Energia. Orçada em R$ 19 bilhões mas com um custo final superior a R$ 30 bilhões, a hidrelétrica inaugurada em 2016 em Altamira, no Pará, gera eletricidade praticamente em apenas seis meses do ano.
No momento mais crítico da seca registrada na Amazônia em 2024, quase tudo parou – uma turbina era acionada por quatro horas, confirma Deivis à DW, na sala central de comando. Se Belo Monte funcionasse sempre com carga máxima, 11,2 mil megawatts, poderia suprir 14% do consumo nacional. Na prática, sua média anual de 4,5 mil megawatts de geração responde a 6% da demanda.
4 de mai. de 2026
MAIS UMA AVE DA CAATINGA RESGATADA!
DESTAQUES:
1) A natureza brasileira acaba de registrar um capítulo histórico de superação e resiliência. Após mais de cem anos de silêncio na região, o periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus), considerado uma das aves mais raras e ameaçadas do país, voltou a nascer em liberdade na Reserva Natural Serra das Almas, localizada na divisa entre o Ceará e o Piauí.
2) O registro, ocorrido em março de 2026, marca o sucesso de um ambicioso projeto de reintrodução que devolve à Caatinga uma de suas espécies símbolo.
https://www.terra.com.br/noticias/milagre-na-caatinga-ave-extinta-ha-um-seculo-volta-a-nascer-em-liberdade-no-nordeste,3f7f254fd9af50fd5075d7ef0c4c3d1eqxqj5npe.html?utm_source=clipboard
ACESSO:
https://www.terra.com.br/noticias/milagre-na-caatinga-ave-extinta-ha-um-seculo-volta-a-nascer-em-liberdade-no-nordeste,3f7f254fd9af50fd5075d7ef0c4c3d1eqxqj5npe.html?utm_source=clipboard
3 de mai. de 2026
VESPAS: AS HEROÍNAS (QUASE) ESQUECIDAS NO COMBATE ÀS PRAGAS NA AGRICULTURA
RESUMO OBTIDO DO GEMINI-GOOGLE
https://g.co/gemini/share/fb2ca25a7b9a
DESTAQUES:
1) O uso desses insetos faz parte do Manejo Integrado de Pragas (MIP), especificamente no pilar do Controle Biológico.
2) Vespas Predadoras (As "Caçadoras")
Espécies como a Polistes spp. (conhecida como vespa-cabocla ou de papel) caçam lagartas ativamente para alimentar suas larvas.
• Ação: Elas patrulham as folhas, capturam a lagarta, "mastigam" o alvo e levam a proteína para o ninho.
• Vantagem: São generalistas e ajudam a manter a população de lagartas sob controle em diversas culturas.
3) Vespas Parasitoides (As "Especialistas")
Estas são as estrelas do controle biológico industrial. Elas não comem a praga diretamente, mas depositam seus ovos dentro (ou sobre) o corpo ou ovos do hospedeiro.
ACESSO:
https://www.canalrural.com.br/agricultura/ia-identifica-vespas-que-podem-substituir-inseticidas-no-combate-as-pragas/
JORNAL DA USP:
Inteligência Artificial na Agricultura (2026): Pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP desenvolveram uma técnica de visão computacional e deep learning para identificar automaticamente vespas parasitoides. Essa tecnologia facilita o uso desses insetos como controle biológico, substituindo o uso de inseticidas.
30 de abr. de 2026
eDNA- "environmental DNA"- INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES OBTIDAS DO Gemini.Google
DESTAQUE:
O que é o eDNA?
O DNA ambiental é o material genético que os organismos liberam no ambiente através de fezes, muco, gametas, pele descamada ou carcaças em decomposição. É como uma "pegada genética" invisível deixada por qualquer ser vivo que passou por ali.
Como funciona o processo?
O monitoramento via eDNA geralmente segue quatro etapas principais:
Coleta da Amostra: Coleta-se água de um rio, solo de uma floresta ou até ar filtrado.
Extração e Amplificação: O DNA é extraído da amostra no laboratório. Como o material costuma estar degradado ou em pouca quantidade, utiliza-se a técnica de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para replicar os fragmentos.
Metabarcoding: Sequencia-se o DNA usando marcadores genéticos específicos que funcionam como "códigos de barras" para diferentes grupos taxonômicos (peixes, anfíbios, insetos, etc.).
Bioinformática: As sequências obtidas são comparadas com bancos de dados globais para identificar a quais espécies elas pertencem.
INFORMAÇÕES MAIS COMPLETAS EM:
https://gemini.google.com/share/f97e3097d4d4?hl=pt
TECNOLOGIA AUXILIANDO NA IDENTIFICAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE
REPRODUZIDO DE;
https://revistaamazonia.com.br/a-ciencia-do-monitoramento-da-fauna-selvagem-como-investimento-estrategico-para-a-preservacao-global-da-biodiversidade-e-a-sustentabilidade-do-planeta-terra/
DESTAQUES:
1) O monitoramento acústico passivo em tempo real permitiu que cientistas na Amazônia identificassem a presença de espécies de aves raras e indescritíveis que não eram avistadas há décadas, simplesmente analisando gigabytes de dados sonoros da floresta. Este avanço demonstra que o investimento em monitoramento de longo prazo não é apenas um custo operacional, mas uma ferramenta de inteligência ecológica que antecipa crises e fornece dados cruciais para a criação de políticas públicas de conservação eficazes e baseadas em evidências científicas sólidas.
2) De custos a ativos biológicos estratégicos.
A visão tradicional da conservação como uma atividade puramente filantrópica está sendo rapidamente substituída por uma abordagem de investimento estratégico. Monitorar a fauna não é apenas contar animais; é medir a saúde dos ecossistemas que sustentam a vida humana. Populações de animais saudáveis são indicadoras de água limpa, ar puro, polinização eficiente e solo fértil. Portanto, os dados gerados por programas de monitoramento de longo prazo devem ser vistos como ativos biológicos que informam investidores, governos e a sociedade sobre os riscos e oportunidades em um mundo em rápida transformação climática.
3) A revolução tecnológica no campo e nos dados.
O futuro da conservação é indissociável da tecnologia. A era dos pesquisadores solitários anotando dados em cadernos de campo está evoluindo para a era da inteligência artificial aplicada à ecologia. Câmeras traps equipadas com algoritmos de reconhecimento de imagem podem identificar espécies e até indivíduos específicos em segundos. Drones e satélites monitoram vastas áreas de habitat, alertando para desmatamento ou caça ilegal. A telemetria por satélite permite acompanhar as migrações continentais de aves e mamíferos com precisão de metros, revelando corredores ecológicos que antes eram desconhecidos.
4) A ciência do DNA ambiental no monitoramento | Uma das fronteiras mais promissoras do monitoramento de fauna é o uso do DNA ambiental (eDNA). Esta técnica permite que pesquisadores identifiquem a presença de espécies aquáticas ou terrestres simplesmente coletando e analisando amostras de água do rio ou de solo da floresta. Os animais liberam traços de DNA (através de pele, fezes, urina) no ambiente, e as tecnologias modernas de sequenciamento genético conseguem detectar essas assinaturas com alta sensibilidade. Na Amazônia, o eDNA está sendo usado para monitorar espécies de peixes migradores e quelônios em áreas de difícil acesso, sem a necessidade de capturar ou avistar os animais, transformando a forma como inventariamos a biodiversidade em ecossistemas complexos.
NINHO DE AVE EM ÁRVORE PESANDO MIL Kg (?!)
REPRODUZIDO DE: https://revistaamazonia.com.br/como-o-gaviao-real-desafia-as-leis-da-fisica-com-ninhos-de-uma-tonelada-no-topo-das-arvores-amazonicas/
DESTAQUES:
1) O gavião-real, ou harpia (Harpia harpyja), não ostenta apenas o título de ave de rapina mais forte do planeta, mas também o de uma das arquitetas mais ambiciosas da natureza, construindo ninhos que podem atingir 1,5 metro de diâmetro e pesar quase uma tonelada ao longo de anos de uso. Esse peso colossal, sustentado a mais de 40 metros de altura em árvores emergentes como a sumaúma ou a castanheira, representa um desafio estrutural que desafia a engenharia convencional e ilustra a incrível adaptação da espécie ao ecossistema amazônico.
2) A construção de uma fortaleza aérea.
A engenharia por trás desses ninhos é um processo contínuo e colaborativo entre o macho e a fêmea. Diferente de muitas aves que constroem lares temporários, as harpias são extremamente fiéis aos seus ninhos, retornando ao mesmo local por décadas. A cada ciclo reprodutivo, elas adicionam novos galhos grossos e pesados, reforçando a base e aumentando o volume da estrutura.
3) Essa deposição acumulada de material orgânico cria uma plataforma tão densa que se torna um micro-habitat. Com o tempo, a decomposição de restos de presas e gravetos no fundo do ninho gera uma camada de húmus onde pequenas plantas e até epífitas podem crescer, aumentando ainda mais o peso total. Para suportar essa carga equivalente a um carro popular, a harpia seleciona criteriosamente a arquitetura da árvore hospedeira, buscando bifurcações em formato de “U” ou “V” que distribuam o peso uniformemente pelo tronco principal, evitando o colapso do galho.
29 de abr. de 2026
ÁGUA E DNA. AS DUAS MOLÉCULAS QUE SUSTENTAM A VIDA
ONDE ADQUIRIR:
https://www.amazon.com.br/dp/B0GYVH8H7D
DESTAQUES:
1) Água e DNA: As Duas Moléculas que Sustentam a Vida é uma obra científica escrita por três pesquisadores brasileiros com trajetórias publicadas nas áreas de genética, engenharia ambiental e saúde pública. Em 17 capítulos organizados em cinco partes, o livro percorre a origem da água no cosmos, a biologia molecular das células humanas, a epigenética, as doenças ligadas à água contaminada, a crise hídrica global e o futuro da gestão da água no planeta.
2) Escrito para ser lido por qualquer pessoa, independentemente de formação acadêmica, sem abrir mão do rigor científico que o tema exige. Uma obra para quem quer entender a ciência que sustenta a vida, a saúde e o futuro do planeta.
3) Água e DNA: As Duas Moléculas que Sustentam a Vida é uma obra científica escrita por três pesquisadores brasileiros com trajetórias publicadas nas áreas de genética, engenharia ambiental e saúde pública. Em 17 capítulos organizados em cinco partes, o livro percorre a origem da água no cosmos, a biologia molecular das células humanas, a epigenética, as doenças ligadas à água contaminada, a crise hídrica global e o futuro da gestão da água no planeta.
4) O que você vai encontrar neste livro:
• A origem cósmica da água e do DNA e como eles tornaram possível a vida na Terra
• Como a água age diretamente no funcionamento do genoma humano
• Epigenética: como a água e o ambiente ligam e desligam genes
• Doenças causadas por água contaminada e o que a ciência diz sobre prevenção
• Saneamento básico como direito humano e questão de saúde pública
• A crise hídrica global: geopolítica, escassez e o papel de cada cidadão
• Tecnologias de tratamento e reuso de água
• Florestas, aquíferos e serviços ambientais: o elo entre ecossistemas e água limpa
• O futuro da água: inovação, governança e sobrevivência da espécie.
26 de abr. de 2026
RESGATANDO O "ESTOQUE" DE UMA DAS AVES MAIS TRAFICADAS DO BRASIL
REPRODUZIDO DE:
https://theconversation.com/de-volta-a-floresta-resgate-reabilitacao-e-reintroducao-de-animais-silvestres-tambem-e-estrategia-de-conservacao-280694
DESTAQUES:
1) Todos os anos, milhões de animais silvestres são retirados de seus habitats naturais no Brasil, seja por tráfico ilegal, maus-tratos, acidentes ou captura para criação como animal de estimação. Segundo dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), esse número pode chegar a 38 milhões de indivíduos por ano.
Esse fenômeno, muitas vezes invisível no cotidiano urbano, tem impactos profundos. A retirada contínua de espécies compromete cadeias ecológicas, altera dinâmicas populacionais e contribui para processos de extinção. Especialmente em um país que abriga uma das maiores biodiversidades do planeta.
2) Depois do resgate.
Quando um animal silvestre é resgatado de uma situação de risco, o retorno à natureza não é imediato e nem simples. No caso das aves, por exemplo, um dos grupos mais afetados pelo tráfico no Brasil, o processo envolve uma série de etapas que vão além do cuidado clínico. Isso porque elas frequentemente apresentam comprometimentos físicos e comportamentais decorrentes do confinamento, da alimentação inadequada e da perda de estímulos naturais.
3) Já a reintrodução é reconhecida como uma estratégia importante dentro das políticas de conservação da biodiversidade. Quando bem conduzida, contribui para a recomposição de populações locais, restaurações de funções ecológicas e manutenção da diversidade biológica.
22 de abr. de 2026
AMAZÔNIA: NOSSO CALCANHAR DE AQUILES ?!
REPRODUZIDO DE:
https://agencia.fapesp.br/incendios-secas-e-tempestades-de-vento-tornam-vegetacao-da-amazonia-menos-diversa/57819
DESTAQUES:
1) Luciana Constantino | Agência FAPESP – Mesmo após incêndios, secas severas e tempestades de ventos, a vegetação de florestas degradadas na Amazônia demonstra alta capacidade de regeneração, incluindo espécies arbóreas. A recuperação, no entanto, ocorre sob novas condições ecológicas, com perda de diversidade e aumento de vulnerabilidade a novos distúrbios.
Pesquisa publicada na segunda-feira (20/04) na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma das revistas científicas mais citadas no mundo, mostra que há substituição de espécies vulneráveis por outras generalistas, mais resistentes. Indica, assim, segundo os autores, a formação de florestas homogêneas, mas não uma tendência à savanização, como parte da literatura científica vinha apontando. Esse processo reforça a resiliência do bioma.
2) Por outro lado, o estudo, realizado com base em 20 anos de monitoramento de campo e liderado por brasileiros, destaca que as áreas recuperadas são mais vulneráveis a eventos extremos cada vez mais frequentes no bioma e aos impactos do desmatamento e das mudanças climáticas. Além de intensificar secas e incêndios, o aquecimento global prejudica os serviços ecossistêmicos, como a regulação de água e a captura de carbono.
3) A principal mensagem do nosso estudo é que, mesmo altamente degradadas, as florestas conseguem se recuperar. No entanto, estão muito vulneráveis a novos distúrbios. Elas são resilientes, mas, mesmo assim, é preciso preservar. No sítio experimental, temos o controle e o fogo não ocorre mais na área, o que não é possível fazer na Amazônia toda”, pondera à Agência FAPESP o biólogo Leandro Maracahipes, primeiro autor do artigo juntamente com o engenheiro florestal Paulo Brando.
21 de abr. de 2026
CAATINGA: ÚNICO BIOMA INTEIRAMENTE BRASILEIRO COMO EXEMPLO DE ESTUDO PARA O FUTURO DO POVO QUE NELA/DELA VIVE!
REPRODUZIDO DE:
https://pp.nexojornal.com.br/opiniao/2026/04/20/caatinga-de-bioma-empobrecido-a-laboratorio-de-resiliencia/
DESTAQUES:
1) Há experiência acumulada no semiárido sobre como melhorar a vida da população, experiência essa que será decisiva para fazer frente ao esforço hercúleo de adaptação que as mudanças climáticas exigirão da sociedade e do governo.
2) A Caatinga é o bioma mais seco do Brasil, com precipitação anual média de 500 a 1.500 mm e chuvas mal distribuídas, concentradas em dois ou três meses no ano.
Ocupando 862 mil km² (10% do território nacional), o único bioma exclusivamente brasileiro tem alta biodiversidade (5 mil espécies de plantas, por exemplo). A região Nordeste, da qual 70% são Caatinga, abriga 27 milhões de habitantes, 39% abaixo da linha de pobreza – cerca de metade da população pobre do país.
3) A grande questão, hoje, é saber se essa experiência acumulada em promover resiliência da população oferece base sólida para políticas de adaptação que se impõem na emergência do clima e quais características dos casos de sucesso poderiam robustecer iniciativas institucionais nessa direção.
4) Seria equivocado considerar que a tragédia social resulta só de um evento climático. Como assinalou Washington Franca Rocha, ela decorre de uma forma de ocupação com base na pecuária, uma vez que o semiárido não se prestava à cana-de-açúcar prevalente na zona da mata ao longo do litoral. A predominância do gado e do desmatamento parecem ter transformado a fisionomia vegetal do bioma, que teria sido mais florestado nos primeiros séculos da colonização, do que se conhece hoje, quando mais de 70% se compõe de vegetação secundária. A substituição dessa que nem é mais a original “mata branca” (caa-tinga, na língua tupi) prossegue: em 1985, aponta o MapBiomas, 28% do bioma estava antropizado; nos 40 anos seguintes, outros 15% pereceriam. A área de pastagens mais que dobrou de tamanho, e a minoria de áreas de mata nativa remanescente exibe o dobro da taxa de destruição observada nas de vegetação secundária.
PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE ORIGEM INDÍGENA DESPROTEGIDO
SAMBAQUIS
Termo, de origem indígena (“tambá” = concha e “ki” = depósito), designando as “pequenas elevações constituídas sobretudo de restos animais (carapaças de moluscos, pinças de crustáceos e fragmentos ósseos de peixes, mamíferos, aves e répteis), esqueletos humanos, artefatos (de pedra, osso, concha e cerâmica), vestígios de fogueiras e outras evidências da atividade humana”. Têm formas e dimensões variáveis (cerca de 400 m de extensão e excepcionalmente, 30 m de altura), podendo ocorrer próximos a margens de rios ou de lagoas, mas geralmente no litoral, sendo comum encontrá-los em restingas.
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/reportagens/mais-antigos-que-as-piramides-sambaquis-do-litoral-sul-de-sc-sofrem-com-falta-de-preservacao/
DESTAQUE:
Do alto do sambaqui Garopaba do Sul, em uma altura de quase 30 metros, é possível contemplar a imensidão do mar e as paisagens de Jaguaruna, no litoral sul de Santa Catarina. Mas é sob nossos pés que se concentra uma das maiores riquezas patrimoniais da região: um sítio arqueológico construído há 4.380 anos e que ajuda a contar a história dos nossos antepassados.
Presentes em quase todo o litoral brasileiro, os sambaquis são particularmente numerosos em Santa Catarina e impressionam pelo tamanho – alguns chegaram a atingir, originalmente, 70 metros de altura e 500 metros de comprimento. As maiores formações conhecidas no estado se situam em Jaguaruna e Laguna, cidades que abrigam ao menos 100 sambaquis, segundo pesquisas recentes.
PESQUISANDO...CONSEGUE-SE DESCOBRIR O QUE A NATUREZA TEM A NOS OFERECER ...
...RELACIONANDO MUDANÇAS CLIMÁTICAS COM PLANTAS
REPRODUZIDO DE:
https://revistapesquisa.fapesp.br/genetica-da-orquidea-da-praia-favorece-tolerancia-a-mudancas-climaticas/
DESTAQUES:
1) A orquídea-da-praia (Epidendrum fulgens) não é como a maioria das orquídeas, que vive sobre galhos e troncos de árvores em florestas úmidas. Na forma de touceira com 1 metro (m) de altura e cachos de flores amarelas, laranja e vermelhas, ela cresce em restingas e dunas, onde o sol é intenso e a areia seca é pobre em nutrientes. Uma equipe de pesquisadores brasileiros e norte-americanos sequenciou o genoma completo da planta e identificou mais de mil grupos de genes exclusivos dessa espécie relacionados a características fisiológicas que podem contribuir para respostas a uma variedade de estressores ambientais, segundo artigo publicado em março na revista científica Genome Biology and Evolution.
2) O que torna a planta mais resistente a condições extremas é o grande número de cópias de cada um desses genes”, observa o biólogo Fábio Pinheiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coautor do artigo e orientador da bióloga Jacqueline Mattos, que elaborou o trabalho como parte de seu doutorado. Cada conjunto de cópias forma o que os pesquisadores chamam de família de genes.
3) Cada gene pode sofrer pequenas modificações no processo de cópia, aumentando a variabilidade genética”, ressalta Pinheiro. “Isso torna a resposta ao estresse ainda mais eficaz do que se fossem cópias idênticas.” Segundo ele, como os mesmos genes aparecem em diversas espécies de orquídeas, os dados poderiam servir de referência para avaliar o grau de vulnerabilidade de plantas desse grupo às mudanças climáticas. “Outros estudos poderiam viabilizar essa análise em tipos de plantas diferentes”, frisa.
FONTE:
Artigos científicos
MATTOS J. S. et al. Unraveling the genome of Epidendrum fulgens: Demographic history and gene family dynamics in a resilient Neotropical orchid. Genome Biology and Evolution. 5 mar. 2026.
20 de abr. de 2026
NOVA ESPÉCIE DE PLANTA DESCRITA NA CAATINGA: E ASSIM...
...CONTINUAMOS DESCOBRINDO ALGO NOVO EM BIOMA QUE PENSÁVAMOS CONHECER TUDO!!!
A Machaerium guidone pode ser encontrada predominantemente na Caatinga. Além do Piauí, ela ocorre nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Minas Gerais. De acordo com os pesquisadores, a ampla ocorrência da planta sugere que ela esteja distante do risco de extinção.
Identificação: Descrita no Kew Bulletin por Valner Jordão, Daniela Sampaio e Fabiana Filardi, a espécie foi coletada na região do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.
16 de abr. de 2026
INDICAÇÕES/SUPOSIÇÕES DE FUTURO NADA PROMISSOR NA AMAZÔNIA
REPRODUZIDO DE:
https://agencia.fapesp.br/secas-mais-longas-e-mudancas-nas-chuvas-ja-ocorrem-na-amazonia-apontam-pesquisas/57792
DESTAQUES:
1) Luciana Constantino | Agência FAPESP – A Amazônia brasileira já começa a registrar cenários até então projetados para as próximas décadas, com estações secas mais longas e alteração no padrão de chuvas, apontam dois estudos recém-publicados liderados por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O quadro pode se intensificar rapidamente, elevando riscos à biodiversidade, ao reabastecimento de reservatórios naturais de água e ao funcionamento da floresta se não houver políticas integradas e iniciativas de combate às mudanças climáticas.
2) Os trabalhos, baseados em modelos climáticos que incorporam a dinâmica regional, também funcionam como um alerta para este ano e o próximo, quando há a possibilidade de um “super El Niño”. Caracterizado pelo aquecimento do oceano Pacífico na faixa equatorial, o fenômeno pode, em sua versão mais intensa, elevar a temperatura em mais de 2 °C acima da média, provocando grandes alterações na circulação atmosférica e no regime de chuvas em escala global.
3) O resultado de uma das pesquisas indica prolongamento da estação seca na Amazônia de quatro para até seis meses, com aumento de déficit hídrico superando -150 milímetros (mm) no período. Publicado no International Journal of Climatology, o artigo aponta maior instabilidade climática e mais eventos extremos fora do padrão sazonal, além de crescimento da degradação da floresta associada ao fogo.
4) O outro trabalho, que está na edição de março da Perspectives in Ecology and Conservation, analisa a seca registrada entre 2023 e 2024 na Amazônia, período em que o Brasil também foi fortemente afetado pelo El Niño. Os achados mostram um crescimento médio de 9% nas áreas queimadas e 19% nos alertas de degradação florestal, com até 4,2 milhões de hectares impactados por fogo no pico da seca. Evidenciam, assim, que o ciclo seca-fogo-degradação está se fortalecendo, reduzindo a capacidade do ecossistema de se restabelecer.
5) "Há alguns anos, quando começamos a discutir cenários climáticos para a Amazônia, muitas vezes esse futuro era visto como algo distante nas conjunturas mais pessimistas. Porém, estamos observando que os extremos de anomalia mais pessimistas estão acontecendo no presente. Quando comparamos os dados de hoje com as projeções, vemos o quão crítica vai ficando essa situação à medida que incluímos cenários pessimistas na análise climática”, resume a engenheira ambiental e sanitarista Débora Dutra, doutoranda em sensoriamento remoto no Inpe e primeira autora dos dois artigos.
15 de abr. de 2026
LEUCENA: NO COMEÇO DE SUA INTRODUÇÃO NO NORDESTE BRASILEIRO, DIZIA-SE QUE SERIA A SALVAÇÃO COMO ALIMENTO DO GADO...
...HOJE, UMA PRAGA INVASORA QUE DEVE SER EXTINTA!!!
Quando a leucena (Leucaena leucocephala) foi introduzida no Brasil, nos anos 70 – especialmente no Mato Grosso do Sul -, para servir de forragem para animais e ajudar na fixação de nitrogênio no solo, não se imaginava que ela se adaptaria tão bem e se transformaria num dos piores pesadelos para a vegetação nativa, em todos os biomas do país.
A leucena vem substituindo a flora sub-arbórea e arbórea no nordeste do Brasil, semelhante a outra espécie alienígena: a algaroba, Prosopis juliflora, árvore de uso múltiplo para a região semiárida brasileira.
Mas a leucena libera um composto químico, a mimosina, que inibe a germinação e impede o crescimento de outras espécies ao redor.
Como a árvore chegou no Brasil? - O especialista em ecologia e em árvores Milton Longo, explica que a planta chegou ao Brasil na década de 1970. Nativa do México, a espécie foi introduzida em Mato Grosso do Sul e outros estados como uma alternativa para alimentar o gado. E em Campo Grande, capital do estado do Mato Grosso do Sul, em 2025 uma lei estabelece multa de R$ 1000 para quem descumprir a lei que proíbe seu plantio.
13 de abr. de 2026
...EM CONTINUIDADE SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS MANGUEZAIS NA VIDA FLÚVIO-MARINHA...
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/manguezal-para-bercario-peixes-amazonia/
DESTAQUES:
1) Estudos oceanográficos recentes revelam que mais de setenta por cento dos peixes com valor comercial capturados no Atlântico Sul dependem, em algum estágio da vida, da proteção oferecida pelas florestas de lama. No litoral do Pará, essa estatística ganha contornos ainda mais impressionantes com a confirmação de que quarenta espécies distintas utilizam o emaranhado de raízes para garantir a sobrevivência de suas proles. Este ecossistema funciona como um útero biológico onde a salinidade controlada e a abundância de nutrientes criam o ambiente perfeito para o crescimento de larvas e juvenis que, no futuro, alimentarão milhões de pessoas.
2) O manguezal litoral paraense é uma das maiores e mais preservadas faixas desse bioma no planeta, estendendo-se por centenas de quilômetros de costa recortada. Diferente de outras regiões do mundo, onde o avanço urbano devastou as zonas costeiras, o Pará mantém santuários quase intocados que ditam o ritmo da economia pesqueira regional. A arquitetura das árvores, como o mangue-vermelho e o mangue-branco, atua como uma barreira física impenetrável para grandes predadores marinhos, permitindo que os alevinos se desenvolvam com segurança entre as estruturas vegetais que filtram os sedimentos trazidos pelos rios amazônicos.
3) A dinâmica biológica nessas áreas é regida pelas marés que trazem oxigênio e renovam a matéria orgânica em decomposição. Esse processo transforma o manguezal Pará berçário peixes em uma verdadeira fábrica de biomassa, onde o ciclo de vida se inicia em meio ao sedimento rico e escuro. Espécies como o robalo, a pescada e o xaréu não existiriam em abundância sem esse refúgio inicial. A ciência agora compreende que o vigor dessas espécies no mar aberto é diretamente proporcional à saúde das águas salobras que banham as comunidades ribeirinhas e extrativistas da região.
4) Aves migratórias também se beneficiam...
Além da fauna aquática, o manguezal paraense sustenta o ciclo de vida de caranguejos e aves migratórias que viajam milhares de quilômetros para se alimentar e descansar nestas áreas de transição únicas, reforçando a importância estratégica do Pará para a biodiversidade de todo o hemisfério ocidental.
12 de abr. de 2026
MATA ATLÂNTICA, UMA FLORESTA URBANA EM JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA: SUA ESTRUTURA, BIODIVERSIDADE E FUNÇÕES
PUBLICAÇÕES RELEVANTES
SERVIÇOS AMBIENTAIS PROVIDOS PELA MATA:
Publicação de palestra do autor deste "blog", conforme divulgado pelo GEMINI:
https://gemini.google.com/share/810e385d1ee5?hl=pt
DESTAQUES:
1) O texto aborda a Mata do Buraquinho (oficialmente o Jardim Botânico Benjamin Maranhão, em João Pessoa) sob a ótica dos serviços ecossistêmicos, defendendo que a preservação ambiental não é apenas uma questão ética, mas um pilar econômico para o estado.
2) Valor Econômico da Natureza.
A tese principal é a valoração econômica. O autor argumenta que, se a mata fosse destruída, o governo e a sociedade teriam custos astronômicos para substituir seus serviços naturais por soluções artificiais (ex: gastos com saúde pública devido ao calor/poluição ou sistemas mais caros de tratamento de água).
3) Sustentabilidade e Conservação.
Breno Grisi utiliza este estudo para criticar a visão míope de que o desenvolvimento econômico deve ocorrer à custa da natureza. Ele propõe que a manutenção da integridade biológica da Mata do Buraquinho é, na verdade, uma estratégia de segurança econômica para a Paraíba a longo prazo.
10 de abr. de 2026
LIXO FORMANDO ILHAS NO OCEANO...
...IRREVERSÍVEL?!
REPRODUZIDO DE:
https://catracalivre.com.br/noticias/a-grande-mancha-de-lixo-do-pacifico-esta-se-tornando-um-continente-flutuante-habitado-por-criaturas-marinhas/
DESTAQUES:
1) A interação entre os materiais sintéticos e os elementos orgânicos resulta na formação de comunidades neopelágicas que se adaptam rapidamente às condições extremas do mar. Esse fenômeno demonstra uma resiliência biológica adaptada ao descarte que altera completamente a dinâmica trófica da região oceânica. O surgimento dessas zonas de vida artificial exige uma reavaliação das métricas de conservação, pois os limites entre as espécies litorâneas e oceânicas estão se tornando cada vez mais difusos.
2) Quais são os impactos da colonização costeira em alto mar?
Espécies que tradicionalmente habitavam apenas as regiões litorâneas estão agora prosperando a milhares de quilômetros de distância de seus habitats originais. Esse deslocamento geográfico é facilitado pela resistência dos polímeros que servem como balsas permanentes para esses colonizadores em busca de novos espaços. O fluxo migratório forçado por detritos humanos cria corredores biológicos artificiais que podem transportar patógenos e organismos invasores para áreas anteriormente isoladas e preservadas.
9 de abr. de 2026
RIQUEZA EM BIODIVERSIDADE “QUE RASTEJA”! PERIGO DA NATUREZA E SALVAÇÃO PELA CIÊNCIA!!!
ILUSTRAÇÕES REPRODUZIDAS DE:
https://revistapesquisa.fapesp.br/
GEMINI: O uso medicinal de venenos de cobras é um dos campos mais fascinantes da biotecnologia moderna. Embora a ideia de injetar "toxinas" pareça contraditória, a ciência transformou essas substâncias letais em ferramentas de precisão para salvar vidas.
MAIS INFORMAÇÕES EM: https://g.co/gemini/share/c3bca5650dc6
7 de abr. de 2026
AMAZÔNIA: DEVEMOS SEMPRE ACREDITAR EM NOVAS ESTRATÉGIAS ECOLÓGICAS ECONÔMICAS E SOCIAIS PARA SUA PRESERVAÇÃO
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/floresta-conservacao-renda-familias/
DESTAQUES:
1) A preservação da maior floresta tropical do planeta deixou de ser apenas um discurso diplomático para se converter em uma engrenagem econômica viva e pulsante no chão da mata. Em um movimento que consolida a aliança entre Brasília e as comunidades tradicionais, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima celebrou a expansão de uma estratégia que inverte a lógica da ocupação predatória: agora, manter a árvore em pé gera renda direta para quem vive sob sua sombra. A iniciativa, batizada como Floresta+ Amazônia, torna-se o braço operacional de um pacto federativo que coloca 70 municípios prioritários no centro da integridade climática global.
2) DE IMPORTÂNCIA VITAL:
A economia do cuidado e o valor do serviço ambiental.
O conceito de Pagamento por Serviços Ambientais deixou as prateleiras acadêmicas para transformar a realidade de quase cinco mil famílias. O que está em jogo não é um subsídio assistencialista, mas o reconhecimento financeiro de uma atividade fundamental: a conservação da biodiversidade. Ao tratar o agricultor familiar como um provedor de serviços essenciais, o projeto, executado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, cria uma barreira econômica contra o desmatamento ilegal.
4 de abr. de 2026
MANGUEZAIS: BERÇÁRIO FLÚVIO-MARINHO DE VIDA
"O Brasil abriga cerca de 7% dos manguezais do mundo, estendendo-se por quase toda a costa, do Amapá até Santa Catarina.
• Amapá, Pará e Maranhão: Concentram as maiores áreas contínuas de manguezal do mundo, devido às grandes variações de maré e à foz do Rio Amazonas.
• Limite Sul: O ecossistema encontra seu limite em Santa Catarina (Laguna), onde o clima mais frio impede o desenvolvimento das espécies típicas" [conforme informações do Gemini].
SEGUEM-SE ILUSTRAÇŐES SOBRE IMPORTANTES CARACTERÍSTICAS ECOLÓGICAS (BIODIVERSIDADE, PRINCIPALMENTE).
OBS.: Guaxinin. Alimentação: Onívoro, alimenta-se de caranguejos, peixes, frutos, pequenos mamíferos e anfíbios.
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