Contribuindo para entendermos a Natureza, respeitá-la e continuarmos vivendo!
Total de visualizações de página
13 de jun. de 2026
12 de jun. de 2026
PEQUENOS FRAGMENTOS FLORESTAIS PODEM SER ÚTEIS À CONSERVAÇÃO (?!)
OBSERVAÇÃO PRELIMINAR (EFEITO DE BORDA E O FORMATO DE FRAGMENTO FLORESTAL):
Fragmento florestal (tamanho adequado). O efeito de borda é objeto de estudo importante sobre fragmentos florestais ou relitos. Há evidências experimentais de que os efeitos de borda estendem-se até cerca de 100 m no interior da reserva, a partir da borda. Há diferenças de umidade relativa do ar de 5% (de manhã) a 20% (ao meio-dia) entre as bordas e no interior da ilha a 100 m da borda. A temperatura do ar (na sombra) difere de até 4,5°C entre a borda e o interior a 100 m da borda. Estas reações indicam que reservas naturais pequenas estarão mais sujeitas aos efeitos de borda de maneira comprometedora à sua preservação.
A forma do fragmento é relevante quando se considera o efeito de borda. Nas figuras que se seguem, observam-se as diferenças entre os fragmentos florestais com as formas quadrada, retangular e circular.
REPRODUZIDO DE:
https://theconversation.com/pequenos-fragmentos-florestais-podem-conservar-mais-aves-quando-o-entorno-e-favoravel-283861
DESTAQUES:
1) "Áreas maiores possuem mais espécies”. Essa é uma das leis mais inquestionáveis da ecologia, que justifica por que grandes áreas naturais costumam receber maior prioridade em estratégias de conservação. Em paisagens fragmentadas, essa lógica também levou os pequenos fragmentos florestais a serem vistos como ambientes de menor valor para a biodiversidade.
Mas seria possível aumentar o número de espécies em um fragmento florestal sem aumentar o seu tamanho?
Nosso estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que sim. Quando o entorno é favorável, pequenos fragmentos florestais podem abrigar muito mais espécies de aves do que seria esperado com base apenas no seu tamanho.
2) Paisagens florestais fragmentadas
As paisagens florestais modificadas por atividades humanas são formadas por fragmentos florestais de diferentes tamanhos cercados por outros tipos de ambientes, coletivamente chamados de matriz. Essa matriz pode ser terrestre, como pastagens para gado, lavouras e áreas urbanas, ou aquática, como os reservatórios de usinas hidrelétricas.
Além da matriz, o entorno dos fragmentos também pode incluir vegetação arbórea, como árvores espalhadas, mata ciliar e outros fragmentos próximos. Juntos, a matriz e a vegetação arbórea formam o entorno dos fragmentos florestais.
3) A contribuição do entorno
Para entender o papel do entorno, reunimos dados de quase 2 mil espécies de aves registradas em mais de mil remanescentes florestais tropicais e subtropicais, distribuídos por 50 paisagens em 17 países nas Américas, África e Ásia. O estudo comparou fragmentos florestais cercados por matrizes terrestres modificadas pela pecuária, agricultura e urbanização com ilhas florestais formadas por reservatórios de hidrelétricas.
10 de jun. de 2026
AQUECIMENTO GLOBAL: POLVOS COMO INDICADORES?!
REPRODUZIDO DE:
https://umsoplaneta.globo.com/clima/noticia/2026/06/08/explosao-populacional-de-polvos-no-reino-unido-transforma-ecossistemas-e-pode-estar-associada-ao-aquecimento-dos-mares.ghtml
DESTAQUES:
1) Uma explosão populacional de polvos registrada inicialmente no sudoeste da Inglaterra se espalhou por diferentes regiões do Reino Unido e já está provocando mudanças na pesca e nos ecossistemas marinhos. É o que conta uma reportagem publicada no site inglês The Guardian. Segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Marine Biological Association (Associação de Biologia Marinha), o fenômeno pode estar relacionado ao aumento da temperatura das águas e a alterações mais amplas no ambiente marinho.
2) Os primeiros registros do aumento expressivo da população ocorreram em 2025, na costa sul dos condados de Devon e Cornualha. Agora, observações científicas e relatos de mergulhadores e praticantes de snorkel indicam que os animais avançaram também para o norte dessas regiões, além de serem avistados no País de Gales, Dorset, East Sussex e até na Escócia.
O estudo analisou levantamentos científicos, monitoramento subaquático e contribuições de cidadãos que ajudam a registrar a presença dos animais no litoral britânico.
7 de jun. de 2026
ALIMENTAÇÃO PERIGOSA! ANTIBIÓTICOS EM USO PARA AUMENTAR PRODUÇÃO DE CARNE
Há anos que a prática para engordar e não somente "prevenir" doenças no gado bovino principalmente, vem sendo utilizada no Brasil e agora a União Europeia faz restrições à importação de carne brasileira! E nós aqui, consumidores brasileiros, devemos acreditar que está havendo substituição de antibióticos por probióticos para engordar o gado?!
INFORMAÇÕES GERAIS (GEMINI-GOOGLE):
https://g.co/gemini/share/3e5b1b0c8869
DESTAQUES:
1) Pressão Externa: O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo. Mercados exigentes, como a União Europeia, impõem restrições severas a resíduos de medicamentos e carne produzida com promotores de crescimento.
2) A grande preocupação por trás dessas restrições não é apenas a presença de resíduos do medicamento na carne que chega ao prato, mas sim o risco global da resistência bacteriana (superbactérias).
3) A tendência clara da pecuária moderna é a substituição desses produtos por aditivos biológicos, probióticos e melhorias de manejo e bem-estar animal, focando em produtividade sustentável.
4) Probióticos: São microrganismos vivos (bactérias benéficas e leveduras, como as do gênero Saccharomyces) adicionados à ração. Eles colonizam o trato digestivo do gado, competindo por espaço e alimento com as bactérias causadoras de doenças (como a Salmonella e a E. coli).
5) Prebióticos: Não são vivos, mas sim fibras e carboidratos complexos (como os Mananoligossacarídeos - MOS) que servem de "alimento exclusivo" para as bactérias boas que já moram no intestino do animal. Eles ajudam a multiplicar a microbiota saudável.
6 de jun. de 2026
"EL NIÑO" APRONTANDO SURPRESA (?)
REPRODUZIDO DE:
https://www.bbc.com/portuguese/resources/idt-54f4e985-a7fb-48b2-8246-f3be0d699402
A ONU alertou que um novo evento do padrão climático natural El Niño poderá começar em questão de semanas, aumentando as temperaturas em um planeta que já está sob pressão, devido às mudanças climáticas.
O El Niño se forma quando uma mudança dos padrões do vento permite que águas mais quentes se espalhem pela região tropical do oceano Pacífico.
O evento El Niño já estava previsto, mas muitos cientistas acreditam que este poderá ser mais forte que o normal.
"Temos bastante certeza de que um grande evento está por vir", segundo o professor Adam Scaife, chefe de previsões de médio e longo prazo do Serviço Nacional de Meteorologia do Reino Unido. "Pode até ser um evento recorde."
5 de jun. de 2026
5 DE JUNHO: DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
RESUMO SOBRE ESTA DATA:
https://g.co/gemini/share/de06265d0376
TEMAS EM EVIDÊNCIA (VARIANDO ENTRE OS PAÍSES, DESENVOLVIDOS E EM DESENVOLVIMENTO):
Aquecimento global e mudanças climáticas
Escassez de água
Saneamento insuficiente
Fome
Desmatamento
Poluição ambiental
Agrotóxicos
Conhecido como a "Terra do Fogo", destaca-se por sua rica reserva de petróleo e gás natural.
4 de jun. de 2026
...E DESCOBERTAS DE NOVAS ESPÉCIES CONTINUA...
...AGORA UMA ARANHA NA ÁFRICA!
REPRODUZIDO DE:
https://conexaoplaneta.com.br/blog/aranha-fluorescente-esta-entre-dezenas-de-novas-especies-descobertas-em-hotspot-de-biodiversidade-da-africa/
DESTAQUES:
1) Um grilo-predador-encouraçado, uma lagarta-cobre e uma incrível aranha-caranguejo-coroada fluorescente são algumas das novas espécies encontradas durante uma expedição científica ao Planalto de Lisima, em Angola, região que abriga nascentes de quatro dos maiores sistemas fluviais da África: o Congo, o Okavango, o Zambeze e o Cuanza – e considerada um hotspot mundial de biodiversidade, até agora, pouquíssimo estudado.
Além das espécies acimas, foram descobertas ainda oito de libélulas, três de gafanhotos e aproximadamente 60 de mariposas e borboletas que eram desconhecidas para a ciência.
2) Embora seja tão importante em termos de conservação, durante décadas conflitos armados e minas terrestres fizeram com que pesquisadores se mantivessem distantes dessa área remota. Mas em fevereiro de 2026, um grupo de 16 especialistas angolanos e de outros países iniciaram um levantamento da fauna e flora da região – o Cassai Life Atlas, promovido pelo The Wilderness Project.
3) A espetacular biodiversidade de Lisima.
O foco principal do levantamento eram animais de pequeno porte, como insetos, répteis, anfíbios e mamíferos, como morcegos, além de plantas.
“O planalto arenoso de Lisima libera algumas das águas doces mais límpidas da África, o que se reflete nas libélulas e donzelinhas da região, com várias espécies altamente especializadas que não são encontradas em nenhum outro lugar”, revela Klaas-Douwe Dijkstra, especialista em libélulas e pesquisador do Centro de Biodiversidade Naturalis, da Holanda.
3 de jun. de 2026
MAIS UMA ESPÉCIE INVASORA NAS ÁGUAS FLÚVIO-MARINHAS TROPICAIS...
DESTAQUES:
1) Apresenta uma coloração acastanhada ou por vezes esverdeada na parte de cima da carapaça e branca por baixo e nas pinças. Na carapaça ostenta quatro saliências laterais. A largura da carapaça é ligeiramente maior do que o seu comprimento e as pernas são quase duas vezes a largura da carapaça, podendo atingir os 10 cm. Os juvenis são muito pequenos e não apresentam praticamente nenhuns pelos nas patas dianteiras.
2) Espécie invasora em território nacional. É nativa do leste asiático e tem causado um enorme impacto em diversos países onde foi introduzida, sendo por isso considerada invasora. Atualmente, a distribuição da espécie inclui o Mar do Norte, o Mar Báltico e, na Península Ibérica, nomeadamente nas bacias hidrográficas do Tejo e do Minho, em Portugal, e na bacia do rio Guadalquivir em Espanha. Apresenta um ciclo de vida catádromo, reproduz-se em águas salobras, mas passam a maior parte do seu ciclo de vida em ambiente dulciaquícola.
3) Alimenta-se de uma grande variedade de alimentos, é uma espécie oportunista com hábitos omnívoros. Geralmente, conforme a disponibilidade alimentar do habitat, a sua dieta poderá incorporar tanto plantas como animais.
2 de jun. de 2026
IMPOR LIMITES AO DESERTO DO SAARA: ANTES TARDE DO QUE NUNCA!!!
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/11-paises-africanos-correm-contra-o-avanco-do-saara-com-uma-muralha-verde-de-8-mil-km-bilhoes-de-dolares-em-apoio-internacional-e-a-missao-quase-impossivel-de-restaurar-100-milhoes-de-asaf04/
DESTAQUES:
1) Iniciativa africana de restauração ecológica reúne países do Sahel, recursos internacionais e técnicas adaptadas ao clima seco em uma tentativa de recuperar terras degradadas e reduzir impactos da desertificação sobre comunidades rurais.
A Grande Muralha Verde é uma iniciativa de restauração ambiental em andamento na faixa do Sahel, região semiárida situada ao sul do deserto do Saara.
2) SAHEL. Visão geral criada por IA. O Sahel é uma vasta faixa semiárida de aproximadamente (5.400km) que se estende de leste a oeste na África, servindo como uma zona de transição ecológica entre o deserto do Saara, ao norte, e as savanas da África subsaariana, ao sul. Atualmente, a região é considerada um dos epicentros mundiais de crises geopolíticas e humanitárias.
3) Criado pela União Africana em 2007, o projeto busca recuperar áreas degradadas, fortalecer comunidades rurais e reduzir os efeitos da desertificação em uma zona que se estende do Senegal, no Atlântico, até Djibuti, no Chifre da África.
Embora tenha ficado conhecida pela imagem de uma barreira de árvores, a iniciativa passou a reunir ações mais amplas de recuperação do solo, manejo da água, agricultura sustentável e geração de renda.
4) A estrutura oficial da Agência Pan-Africana da Grande Muralha Verde reúne 11 países: Burkina Faso, Chade, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal e Sudão.
5) Hoje, segundo organismos ligados à ONU, a Grande Muralha Verde funciona como um conjunto de paisagens restauradas, adaptadas às condições de cada território e às necessidades das comunidades locais.
Na prática, as ações combinam árvores nativas, arbustos resistentes à seca, áreas de pastagem, sistemas agroflorestais, recuperação de nascentes e técnicas de retenção de água no solo.
31 de mai. de 2026
HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA: SE BEM PLANEJADAS OS BENEFÍCIOS SERIAM AMPLOS!!!
REPRODUZIDO DE:
https://share.google/t4tGX0SBnTfo34ZVu
DESTAQUES:
1) No centro-leste do Amapá, onde funcionam as usinas hidrelétricas Coaracy Nunes, Ferreira Gomes e Cachoeira Caldeirão, a transformação do Rio Araguari se espalha ao longo da bacia e alcança propriedades rurais, sítios, áreas de uso tradicional e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) atingidas pela expansão dos reservatórios e pelas mudanças no comportamento do rio. Mais do que alterar a paisagem, as barragens modificaram a própria dinâmica das águas: o Araguari deixou de responder apenas aos ciclos naturais e passou a ser condicionado pela operação das usinas e pelo controle artificial das vazões.
2) Entre os efeitos dessa mudança está também a alteração de fenômenos naturais associados ao rio. A pororoca, que durante décadas avançou pelo Araguari,teve sua intensidade reduzida até praticamente desaparecer, em um processo que estudos relacionam às mudanças no fluxo e na dinâmica das águas após a implantação das barragens. Mais do que um fenômeno isolado, esse desaparecimento funciona como um indicador das transformações mais amplas em curso no rio.
3) Rosane Souza, pescadora e moradora da região, relata que a chegada das hidrelétricas significou uma ruptura profunda no território e na vida das famílias atingidas, uma mudança que, segundo ela, não foi gradual, mas abrupta, alterando de uma vez só o lugar, o trabalho e a forma de viver. “A empresa chegou e tirou tudo da gente. Nossa casa, nosso sítio, nosso barco. A gente perdeu tudo. Não teve indenização. Meus filhos ainda eram pequenos e tiveram que ir morar com parentes”, lamenta. Ela conta que o deslocamento forçado desorganizou a estrutura da família e impôs um período de instabilidade prolongada, marcado por perdas materiais e ausência de apoio institucional. “A gente ficou sem estrutura. Enfrentamos o inverno sem casa, com as crianças doentes. Não tinha apoio. A ajuda que prometeram nunca chegou”.
4) O impacto da alteração do Araguari não se limitou ao espelho d’água, estendendo-se também ao solo. Rosane explica que a mudança no microclima local inviabilizou até mesmo a agricultura de subsistência, que antes complementava a alimentação da comunidade. “A terra, devido ao calor, não permitia o cultivo de plantas da forma que necessitamos para gerar renda e sustentar a nossa família”, detalha. Sem peixe e sem colheita, o colapso financeiro atingiu diretamente a juventude ribeirinha. “Perdemos tudo, e as crianças sofreram muito com a falta de recursos. Elas não tinham como estudar em boas condições”, lamenta a pescadora.
29 de mai. de 2026
SALVAM VIDAS HUMANAS E OS EXTERMINAMOS...
Limulus polyphemus
https://www.instagram.com/reel/DY8CivDiIsA/?igsh=MWNjdzhtbnV0cThs
Áreas de sua ocorrência já deveriam estar isoladas pra sua proteção. Técnicas de extração poderiam ser utilizadas preservando sua sobrevivência. Esse é um dos nossos problemas: uso imediato, sem complacência. Sem ética!
Vejam acima o que disseram Albert Schweitzer e Albert Einstein!!!
28 de mai. de 2026
ARARINHA-AZUL: MAIS UMA NOTÍCIA ANIMADORA!
REPRODUZIDO DE:
https://conexaoplaneta.com.br/blog/operacao-do-icmbio-transfere-ararinhas-azuis-de-criadouro-em-curaca-para-centro-de-conservacao-em-petrolina/
DESTAQUES:
1) Uma operação coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na manhã desta quarta-feira (27/05), realizou a apreensão de 69 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs do Criadouro Ararinha-azul, em Curaçá, na Bahia. O objetivo da ação, respaldada por ação judicial e que contou com a participação das Polícias Federal e Militar, e do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia, foi isolar as aves das demais contaminadas com o circovírus.
2) As ararinhas-azuis e as maracanãs foram levadas para o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UFSV), instituição especializada em manejo de fauna, localizada em Petrolina (PE). Lá elas passarão por um período de quarentena e por novos testes.
Segundo nota divulgada pelo ICMBio, “a medida foi adotada após a confirmação de casos de circovírus entre as ararinhas-azuis e o descumprimento de medidas de biossegurança no criadouro, parceiro da organização alemã Associação para a Conservação dos Papagaios Ameaçados (ACTP, na sigla em inglês).”
IMPORTANTE: no "link" acima disponibilizado são apresentados dados e informações sobre o vírus detectado nessas aves e as medidas tomadas para seu controle e salvaguarda da ararinha-azul.
SERÁ QUE ESSA ESPÉCIE DE AQUICULTURA AMEAÇA NOSSA BIODIVERSIDADE?!
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/116610727/embrapa-se-posiciona-sobre-especies-aquicolas-que-constam-em-lista-de-exoticas-invasoras-da-comissao-nacional-de-biodiversidade
DESTAQUES
1) A Embrapa Pesca e Aquicultura redigiu nota técnica se posicionando com relação ao enquadramento de espécies aquícolas na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, no âmbito da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio). A instituição é contrária ao enquadramento automático e generalizado, sem estudos e critérios técnicos específicos e detalhados. A nota (que pode ser lida aqui) objetiva colaborar, do ponto de vista técnico, para que decisões sejam tomadas com equilíbrio, segurança científica e coerência com o atual contexto da aquicultura brasileira.
2) Assinada por seis pesquisadores, de diferentes áreas de atuação e funções na Embrapa, mostra a relevância crescente da aquicultura como atividade econômica no país. Com relação ao foco da lista da Conabio, a nota afirma que “no caso da aquicultura, o cultivo de organismos aquáticos em áreas distintas de sua distribuição natural envolve questões ambientais e legais complexas. Avaliações regulatórias envolvendo espécies aquícolas demandam rigor científico e análises proporcionais, considerando aspectos como histórico de cultivo, distribuição regional, grau de estabelecimento em vida livre e impactos efetivamente documentados”.
3) A nota foca em algumas espécies, considerando aspectos como relevância econômica, social e estratégica. O tambaqui é a principal espécie nativa brasileira, tendo alcançado mais de 120 mil toneladas produzidas e mais de R$ 1,5 bilhão em vendas em 2024. A Embrapa considera, em seu posicionamento, que “o tambaqui deve ser tratado como uma espécie estratégica para a aquicultura brasileira, não apenas por sua produção atual, mas também pelo potencial de agregação de valor, inovação tecnológica e fortalecimento da piscicultura de peixes nativos”. A importância da espécie é particularmente expressiva no Norte do país.
4) Com relação à tilápia, principal espécie da aquicultura nacional, a nota lembra que “além da elevada relevância econômica, a atividade possui importante papel social, envolvendo pequenos produtores, produção familiar, frigoríficos, fábricas de ração, alevinagem, transporte, processamento e comércio de pescado”. Em números, foram produzidas mais de 700 mil toneladas no ano passado, registrando um crescimento de quase 7% em relação a 2024. A tilápia hoje responde por cerca de 70% do peixe de cultivo brasileiro. O Brasil é o quarto maior produtor mundial da espécie.
27 de mai. de 2026
NA CIDADE DE NATAL, ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, MORRE MULHER COM SUSPEITA DE INTOXICAÇÃO POR COMER PEIXE...
...POSSIVELMENTE A BARRACUDA:
existem várias espécies de barracudas (gênero Sphyraena) no Brasil. Elas habitam principalmente as águas costeiras, recifes de coral e áreas oceânicas das regiões Nordeste, Sudeste e Sul.
A barracuda é um predador marinho voraz conhecido como o "torpedo dos mares". Ela caça de emboscada, usando sua camuflagem prateada e velocidade explosiva de até 40 km/h para surpreender e devorar peixes menores. Possui mandíbulas poderosas e duas fileiras de dentes afiados para dilacerar suas presas.
Embora as barracudas sejam predadores vorazes e possam ocasionalmente comer o peixe-leão, elas não os caçam rotineiramente, principalmente por causa dos espinhos venenosos do peixe-leão.
Wikipedia:
Em áreas de mergulho, é comum observar barracudas esperando por mergulhadores para que capturem e ofereçam o peixe-leão como presa.
GEMINI-GOOGLE (IA)- INFORMAÇÕES:
Consumo Humano e o Perigo da Ciguatera.
Embora a carne da barracuda seja apreciada em algumas regiões, comer espécimes grandes (especialmente a Grande Barracuda) oferece um risco sério de Ciguatera.
A ciguatera é uma toxina acumulada na carne do peixe através da cadeia alimentar (proveniente de microalgas dos recifes de corais). Essa toxina não é destruída pelo cozimento, congelamento ou fritura e pode causar uma intoxicação alimentar grave em humanos.
SINTOMAS DA INTOXICAÇÃO
https://g.co/gemini/share/032f98649a4a
26 de mai. de 2026
SOLOS SALINOS NO NORDESTE BRASILEIRO SEMPRE INVIABILIZARAM PLANTIOS. MAS...
...NÃO MAIS SERÃO!
REPRODUZIDO DE:
https://movimentoeconomico.com.br/ciencia/2026/05/22/pesquisa-abre-caminho-para-producao-agricola-em-solo-salobro-do-semiarido/
DESTAQUES:
1) Pesquisa abre caminho para produção agrícola em solo salobro do semiárido.
2) Arqueias extremófilas isoladas da erva-sal aumentam tolerância do milho ao sal e abrem caminho para bioinoculantes em solos salinizados do semiárido nordestino.
3) Milho, feijão e hortaliças podem manter o desempenho produtivo em áreas irrigadas com água salobra no semiárido nordestino com a aplicação de arqueias extremófilas, microrganismos isolados das raízes da erva-sal (Atriplex nummularia), planta naturalmente adaptada à salinidade e utilizada na fitorremediação de solos salinos, capazes de aumentar a tolerância das plantas ao excesso de sal.
A descoberta é de uma pesquisa conduzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Brandeis University, dos Estados Unidos, publicada no periódico Environmental Microbiome. As arqueias pertencem a um domínio próprio de seres vivos, distinto das bactérias, com elevada resistência a condições químicas severas, e colonizam a rizosfera, a região do solo junto às raízes marcada por intensas trocas químicas e biológicas.
4) O Brasil possui cerca de 16 milhões de hectares de solos afetados por sais, com mais da metade concentrada no Semiárido nordestino, segundo levantamentos da Embrapa. Entre 20% e 25% das áreas irrigadas da região já apresentam problemas de salinidade ou drenagem, impactando culturas como milho, feijão, algodão e sorgo.
Para o pesquisador Itamar Melo, da Embrapa Meio Ambiente, que coordenou o estudo, solos salinizados acabam excluídos da produção agrícola por falta de tecnologias eficazes de recuperação. “O problema não se restringe ao Semiárido, onde cerca de 30% das áreas irrigadas são atingidas pela salinização. Está presente em várias regiões do Brasil e do mundo”, afirmou.
5) Tolerância do milho ao ambiente salobro.
Nos experimentos conduzidos em ambiente controlado, as arqueias reduziram os efeitos tóxicos do sal, permitindo que o milho mantivesse crescimento mais vigoroso e maior tolerância fisiológica em comparação com plantas não tratadas. A análise por qPCR confirmou a colonização bem-sucedida, e a abundância desses microrganismos na rizosfera do milho aumentou proporcionalmente ao avanço da salinidade no solo. O sequenciamento do genoma completo identificou genes associados à produção de fitormônios, como auxinas, e de osmoprotetores, substâncias que auxiliam no equilíbrio hídrico celular em ambientes salinos.
6)IMPORTANTE! Salinidade do solo: um problema global.
Relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que 1,38 bilhão de hectares apresentam algum grau de salinidade e outro 1 bilhão está sob risco. Entre 20% e 50% das áreas irrigadas do planeta sofrem perdas de fertilidade e produtividade.
Estimativas mais conservadoras indicam que cerca de 833 milhões de hectares já são afetados de forma moderada a severa. Um mapeamento da ONU associa a salinização do solo a impactos diretos sobre a segurança alimentar, estimando que cerca de 1,5 bilhão de pessoas vivem em regiões onde o fenômeno ameaça a estabilidade da produção de alimentos.
25 de mai. de 2026
AMAZÔNIA: DESMATAMENTOS DE ÁREAS IMPORTANTES PARA CONSERVAÇÃO DE AVES
REPRODUZIDO DE:
https://portalamazonia.com/meio-ambiente/desmatamento-areas-aves-amazonia/
DESTAQUE:
As chamadas Áreas Importantes para a Conservação das Aves (IBAs), identificadas como essenciais para a preservação da biodiversidade, perderam mais de 1,8 mil km² de florestas no bioma amazônico entre 2023 e 2025, segundo análise da InfoAmazonia. A perda de vegetação ameaça espécies raras e compromete funções fundamentais da floresta, como a dispersão de sementes e o equilíbrio da cadeia alimentar.
O gavião-real é uma águia rara, uma das maiores aves de rapina das Américas, e gosta de fazer o ninho no topo das árvores. Conhecido cientificamente como Harpia harpyja, pode ter asas com mais de dois metros de envergadura. As garras são comparadas às de um urso, podendo ser ainda maiores e mais grossas. Para sobreviver, alimenta-se principalmente de mamíferos como preguiças e macacos, além de outros vertebrados de médio porte. Caçando no alto das copas, ele depende de grandes árvores e extensas áreas intactas de floresta para encontrar alimento. ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/meio-ambiente/desmatamento-areas-aves-amazonia/
24 de mai. de 2026
EL NIÑO "APRONTANDO UMA BREVE TRAGÉDIA"?!
O oceano costuma esconder suas mudanças nas profundezas e em silêncio. Mas, desta vez, o Pacífico dá sinais visíveis de que algo extraordinário pode estar a caminho. Novos dados divulgados pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e pelo observatório climático europeu Copernicus acenderam o alerta entre cientistas: o El Niño que começa a se formar pode evoluir para um dos episódios mais intensos já registrados em mais de um século.
As projeções mostram que as águas de uma região estratégica do Pacífico Equatorial poderão atingir até 3°C acima da média até o fim do ano — um desvio considerado extremo pelos padrões climáticos. Se confirmado, o fenômeno poderá se aproximar — ou até superar — os recordes históricos de 1877 e 2015, entrando na categoria dos chamados “super El Niño”.
O temor cresce justamente porque os oceanos já atravessam um período anormal de aquecimento. Segundo relatório divulgado nesta sexta-feira 8, pelo Copernicus, as temperaturas da superfície dos mares,para um mês de maio”, afirmou à AFP Samantha Burgess, estrategista climática do ECMWF, órgão responsável pelo Copernicus.
Leia mais em: https://veja.abril.com.br/agenda-verde/maior-de-todos-os-tempos-cresce-o-temor-de-um-super-el-nino-historico/
23 de mai. de 2026
JOÃO-DE-BARRO: PÁSSARO "PROFESSOR DE ARQUITETURA"
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/como-a-engenharia-natural-do-joao-de-barro-utiliza-arquitetura-inteligente-e-ventilacao-termica-para-proteger-sua-ninhada-nas-savanas-brasileiras/
DESTAQUES:
1) O joão-de-barro (Furnarius rufus) é mundialmente reconhecido por sua impressionante capacidade arquitetônica, mas os segredos físicos de sua construção vão muito além da simples moldagem da lama. Esta pequena ave desenvolveu uma técnica de engenharia que rivaliza com as construções humanas no que diz respeito ao isolamento térmico e à resistência estrutural. Utilizando uma mistura precisa de argila, esterco fresco e fibras vegetais secas, o casal de aves constrói uma estrutura esférica maciça que, após secar sob o sol, adquire a consistência e a durabilidade do tijolo cozido. O fato biológico mais surpreendente é que o ninho é projetado para suportar tempestades severas e ventos intensos sem sofrer rachaduras estruturais catastróficas. A proporção exata de fibras vegetais funciona como uma armadura de concreto armado primitiva, distribuindo as tensões mecânicas uniformemente por toda a superfície da abóbada e garantindo a sobrevivência dos filhotes mesmo diante das maiores intempéries.
2) A genialidade da porta lateral e o labirinto anti-predadores
A característica externa mais marcante do ninho do joão-de-barro é a sua abertura de acesso, estrategicamente posicionada de forma lateral e nunca centralizada. Essa escolha de design arquitetônico não é aleatória; ela cumpre uma função crucial de segurança biológica contra predadores vorazes, como tucanos, gaviões, cobras e pequenos mamíferos arborícolas. A entrada estreita e em formato de arco dá acesso a um corredor curvado que funciona como uma parede interna divisória, uma espécie de antecâmara. Essa barreira impede o acesso visual direto ao fundo do ninho, onde os ovos e os filhotes ficam alojados. Um predador que tenta introduzir a pata ou o bico pela abertura externa encontra um obstáculo físico intransponível na curva interna, o que impossibilita o alcance da ninhada. Esse labirinto defensivo garante uma taxa de sucesso reprodutivo extraordinariamente alta para a espécie em ambientes abertos.
3) Um sistema de climatização passiva contra os extremos do clima
Além do impressionante mecanismo de segurança contra invasores, o interior do ninho do joão-de-barro abriga um verdadeiro sistema de climatização passiva. As paredes espessas de barro possuem uma alta inércia térmica, o que significa que elas demoram muito tempo para absorver e transmitir o calor externo para o interior. Durante os dias mais quentes nas savanas e campos brasileiros, o calor escaldante do sol atinge a parte externa, mas a temperatura interna permanece surpreendentemente amena e constante. À noite, quando a temperatura externa despenca drasticamente, o processo se inverte: o barro acumulou calor ao longo do dia e o libera lentamente para o interior da câmara de incubação. Estudos indicam que esse microclima estável reduz drasticamente o gasto energético dos pais e dos filhotes, que não precisam queimar reservas calóricas excessivas para manter a homeostase corporal, otimizando o crescimento dos filhotes.
22 de mai. de 2026
GATO-ANDINO REAPARECE NA ARGENTINA
REPRODUZIDO DE:
https://oglobo.globo.com/blogs/clima-extremo/post/2026/05/fantasma-dos-andes-reaparece-na-argentina-gato-andino-e-considerado-um-dos-felinos-mais-ameacados-de-extincao-das-americas.ghtml
DESTAQUES:
1) O gato-andino (Leopardus jacobita) é considerado uma das espécies mais ameaçadas do continente e o único felino das Américas listado como "em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Uma descoberta que despertou entusiasmo entre especialistas e amantes da vida selvagem destacou mais uma vez a riqueza natural de Mendoza, na Argentina. O gato-andino, considerado um dos felinos mais esquivos e ameaçados de extinção das Américas, foi avistado novamente na Área Natural Protegida de La Payunia, localizada em Malargüe, no oeste do país.
2) Pelo terceiro ano consecutivo, a Sociedade Argentina de Conservação da Vida Selvagem (WCS Argentina) registrou a presença do gato-andino na região, uma descoberta muito importante para a conservação da biodiversidade. Popularmente conhecido como o "fantasma dos Andes", este felino foi flagrado por câmeras de monitoramento instaladas no departamento de Malargüe, a poucos quilômetros da divisa da Área Natural Protegida de La Payunia.
21 de mai. de 2026
PANTANAL: BIOMA EM CRISE CLIMÁTICA?!
REPRODUZIDO DE:
https://ecoa.org.br/pantanal-e-o-bioma-brasileiro-que-mais-aqueceu-e-perdeu-chuvas-em-40-anostemperatura-media-subiu-quase-19-oc-e-pluviosidade-diminui-10-milimetro-por-decada/
DESTAQUES:
1) A maior planície alagável do mundo está secando e ficando mais quente a um ritmo acelerado. Em quatro décadas, o Pantanal, o menor bioma brasileiro, foi o que mais aqueceu e teve a maior redução na quantidade de chuvas. Essa dupla tendência, de mais calor e de menos pluviosidade, é visível em todos os ecossistemas nacionais – da Amazônia, no Norte, que engloba quase metade da área do país, ao Pampa, no Rio Grande do Sul, ainda que nesse bioma de forma bem menos perceptível. Mas ela é mais acentuada no Pantanal, que se estende por aproximadamente 150 mil quilômetros quadrados (km²), 1,8% do território nacional.
2) Entre 1985 e 2024, a temperatura média no bioma subiu 0,47 grau Celsius (ºC) por década, segundo dados da primeira edição do “MapBiomas atmosfera”, levantamento lançado em novembro do ano passado por uma plataforma colaborativa de mais de 70 organizações não governamentais (ONG), universidades e startups de tecnologia. Em quatro décadas, o aumento acumulado no Pantanal chega a quase 1,9 ºC. Não é por acaso que os dois estados que mais esquentaram durante o período de 40 anos coberto pelo trabalho foram Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A temperatura média anual subiu 0,40 ºC por década no primeiro e 0,35 ºC no segundo.
3) O ritmo de crescimento do aquecimento no Pantanal é 60% superior ao calculado no mesmo período para o Brasil como um todo (de 0,29 ºC por década) e os biomas Amazônia (0,29 ºC) e Cerrado (0,31 ºC), que abrangem quase três quartos da área nacional. A velocidade de subida dos termômetros no Pantanal é ainda cerca do dobro da apresentada na Caatinga e na Mata Atlântica e mais do que o triplo da do Pampa nos 40 anos analisados (ver quadro abaixo). O Pantanal abrange 25% das áreas sul-mato-grossenses e 7% das mato-grossenses. A principal atividade econômica em suas terras é a pecuária, presente na região há 200 anos. As pastagens ocupam aproximadamente 15% de seu território.
4) "Os biomas próximos do centro do continente, como o Pantanal e o Cerrado, estão longe da influência moderadora do oceano e aquecem mais rapidamente do que os ecossistemas mais perto da costa atlântica”, comenta Luciana Rizzo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e coordenadora do “MapBiomas atmosfera”. De acordo com o relatório, a temperatura média no Pantanal foi de 26,2 ºC entre 1985 e 2024, maior do que a do Brasil (24,6ºC) e a dos demais biomas. Os dados de temperatura usados no trabalho derivaram da base europeia ERA5, do Serviço de Mudança Climática Copernicus. O sistema reúne e valida uma série de informações meteorológicas monitoradas na superfície e na atmosfera por diferentes fontes (satélites, balões, aeronaves, sensores) e gera uma reanálise da evolução histórica do clima. O Copernicus é um dos serviços internacionais que acompanham a evolução do aquecimento global e divulgou em janeiro de 2026 que o ano passado foi o terceiro mais quente da história recente.
5) Um artigo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), publicado no final de novembro de 2025 na revista científica Atmosphere, chegou a resultados muito parecidos com os divulgados pelo MapBiomas. Feito também a partir de dados da ERA5, o estudo abrangeu um período ligeiramente maior, de 1979 a 2024, e apontou igualmente o Pantanal como o bioma brasileiro que mais sofre os efeitos da elevação de temperatura e da redução de precipitação.
19 de mai. de 2026
NOSSO CONHECIMENTO SOBRE FLORESTAS, ESTRUTURAS BIOLÓGICAS BÁSICAS, ÁGUA (DISPONIBILIDADE E MANEJO) SÃO VITAIS À VIDA NO NOSSO PLANETA
RESUMO OBTIDO DO GEMINI-GOOGLE:
https://g.co/gemini/share/68c4d6eda2b6
DESTAQUES:
1) A relação entre florestas e água é um dos pilares mais fundamentais da vida na Terra. Longe de serem apenas consumidoras de água, as florestas funcionam como verdadeiras "fábricas" e reguladoras dos recursos hídricos globais.
2) As florestas têm a capacidade de bombear água do solo para a atmosfera em volumes astronômicos. Uma única árvore de grande porte na Amazônia pode transpirar até mil litros de água em um único dia.
• Esse vapor d'água forma nuvens que são transportadas pelos ventos, criando os chamados rios voadores.
3) Infiltração: Em vez de a água da chuva correr rapidamente pela superfície, a vegetação desacelera as gotas e faz com que a água penetre lentamente no solo.
• Abastecimento de lençóis freáticos: Essa infiltração alimenta os aquíferos subterrâneos, garantindo que as nascentes e os rios continuem correndo mesmo durante as estações mais secas.
OBSERVAÇÃO:
No Capítulo 10 da publicação abaixo indicada (livro impresso) é destacado o papel de uma floresta nos "serviços ambientais" proporcionados a uma cidade em acelerado cresimento:
https://www.amazon.com/%C3%81gua-DNA-Mol%C3%A9culas-Sustentam-Portuguese/dp/B0H1RLV7Z7
COMPRA: diretamente da Amazon nos Estados Unidos.
18 de mai. de 2026
SALVANDO IMPORTANTE COMPONENTE VEGETAL HISTÓRICO, DE NOSSA FLORESTA NO SUL
REPRODUZIDO DE:
https://ndmais.com.br/meio-ambiente/corrida-para-salvar-dna-centenario-de-araucaria-gigante-entra-em-fase-decisiva-em-sc/
Corrida para salvar DNA centenário de araucária gigante entra em fase decisiva em SC.
DESTAQUES:
1) Cerca de 20 enxertos foram realizados com brotações da araucária gigante, em uma tentativa de preservar características genéticas raras da árvore histórica.
2) O DNA da quarta maior araucária do Brasil já está em laboratório e pode dar origem a novas mudas geneticamente idênticas à árvore original. Os pesquisadores iniciaram cerca de 20 enxertos com brotações retiradas da copa e aguardam os próximos 100 dias para descobrir se o material genético ainda está vivo.
3) Como funciona a clonagem da araucária gigante.
As brotações coletadas foram preparadas e enxertadas em mudas já existentes de araucária.
Segundo a Embrapa Florestas, se o procedimento tiver sucesso, essas brotações vão “dominar” a muda utilizada no enxerto e dar origem a uma nova planta clonada a partir da árvore centenária.
15 de mai. de 2026
JACUTINGA: MAIS UMA DE NOSSAS AVES EM RECUPERAÇÃO
REPRODUZIDO DE:
https://dcmais.com.br/campos-gerais/jacutinga-volta-a-se-reproduzir-na-natureza-apos-reintroducao-nos-campos-gerais/
DESTAQUES:
1) O esforço contínuo da Klabin na conservação da biodiversidade alcançou um marco importante com a identificação do primeiro ovo de Jacutinga (Aburria jacutinga) em vida livre, após a reintrodução da espécie na região dos Campos Gerais, no Paraná. O registro, feito pelo Parque Ecológico Klabin (PEK), reforça a efetividade das ações da Companhia para restaurar populações de aves ameaçadas e contribuir com a saúde dos ecossistemas da Mata Atlântica.
2) Em 2022, o PEK liderou uma ação de reintrodução de Jacutingas, espécie considerada em perigo de extinção na região, com a soltura de 30 indivíduos em áreas protegidas da Klabin. “A postura do ovo por uma fêmea reintroduzida aponta que as aves estão retomando seu ciclo reprodutivo na natureza, etapa essencial para a recuperação populacional da espécie”, afirma Paulo Henrique Schmidlin, Coordenador de Biodiversidade da Klabin. A Jacutinga desempenha papel essencial na saúde da Mata Atlântica por atuar como importante dispersora de sementes, contribuindo para a manutenção e regeneração do ecossistema.
3) Compromisso com a sustentabilidade
O Parque Ecológico Klabin tem histórico relevante na recuperação de espécies ameaçadas. Em 2018, o Parque apoiou a reintrodução de Antas (Tapirus terrestris) no Rio de Janeiro, iniciativa que resultou no nascimento do primeiro filhote da espécie na região em mais de 100 anos. Em ação recente, o PEK também realizou a soltura de Papagaios-do-peito-roxo (Amazona vinacea) na região, espécie igualmente ameaçada nos Campos Gerais.
14 de mai. de 2026
PRESERVANDO ESPÉCIE DE URSO DOS ANDES
REPRODUZIDO DE:
https://jornal.usp.br/ciencias/estudo-reprodutivo-em-ursos-andinos-pode-colaborar-com-a-conservacao-da-especie/
DESTAQUES
Um estudo de mestrado defendido na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP avaliou a qualidade do sêmen do urso andino (Tremarctos ornatus), com a intenção de criopreservar o material através do congelamento de células. O trabalho é inédito em relação à técnica, realizada por meio de colheita farmacológica, e por analisar o sêmen de um animal em vida livre. As avaliações espermáticas sugeriram que fatores ambientais, comportamentais e biológicos podem alterar a qualidade seminal. Viver em isolamento e sem contato com fêmeas foram avaliados como condicionamentos prejudiciais para o material.
O urso andino é o único urso nativo da América do Sul e, apesar de não ocorrer fora de cativeiro no Brasil, pode ser encontrado na natureza em cinco países: Peru, Venezuela, Equador, Colômbia e Bolívia. Atualmente, a espécie é classificada como vulnerável à extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que aponta que ela pode entrar em extinção caso as condições atuais não sejam alteradas.
12 de mai. de 2026
GUERRA DE "FACÇÕES OU GUERRA CIVIL" COM CHIMPANZÉS...
...SEMELHANÇAS COM HUMANOS. NADA ESTRANHO COM MAIS DE 98% DE DNA COMPARTILHADOS ENTRE ELES E NÓS SERES HUMANOS!
ACESSO AO VÍDRO (BBC):
https://youtu.be/9weN_eD8ebs?si=aWY0F1IMILn13nEO
9 de mai. de 2026
SOBERANO NA BIODIVERSIDADE E ÚTIL NA PRESERVAÇÃO DA FLORESTA...
...GAVIÃO-REAL
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/o-gaviao-real-e-a-soberania-das-aves-de-rapina-na-manutencao-do-equilibrio-biologico-das-florestas-tropicais-brasileiras/
DESTAQUES:
1) O gavião-real (Harpia harpyja), também conhecido como harpia, ostenta uma das armas biológicas mais impressionantes de todo o reino animal: suas garras podem atingir até 13 centímetros de comprimento, superando em tamanho as garras de um urso-pardo. Esta adaptação evolutiva não é meramente estética, mas sim uma ferramenta de precisão e força bruta necessária para a sobrevivência no estrato mais alto da floresta. Com uma pressão de aperto capaz de exercer centenas de quilos, a harpia consegue perfurar e esmagar instantaneamente os ossos de suas presas principais, como preguiças e primatas, garantindo uma caçada eficiente no densamente povoado dossel amazônico.
2) Anatomia da força e precisão aérea.
A biologia do gavião-real é um exemplo de especialização máxima para a vida na floresta tropical. Diferente de águias de campos abertos, que possuem asas longas e estreitas para planeio, a harpia possui asas mais curtas e largas, além de uma cauda longa. Essa configuração permite uma manobrabilidade excepcional entre o emaranhado de galhos e cipós das árvores gigantes. Ela é capaz de realizar manobras evasivas e ataques surpresa com uma agilidade que contradiz sua envergadura, que pode chegar a dois metros.
3) O sistema visual desta ave de rapina é outra maravilha da engenharia natural. Seus olhos conseguem detectar movimentos mínimos a centenas de metros de distância, mesmo sob as condições de luz filtrada pelas copas das árvores. Além disso, o gavião-real possui um disco facial de penas que pode ser levantado ou abaixado para direcionar ondas sonoras para seus ouvidos, permitindo que localize presas apenas pelo som, uma característica comum em corujas, mas raramente vista em aves de rapina diurnas com tal eficácia.
8 de mai. de 2026
CONTINUAMOS NA DÉCADA DOS VIRUS: AGORA É O HANTAVIRUS
REPRODUZIDO DE:
https://share.google/26h045VkdaQ03Zc36
DESTAQUE:
Entre dezembro do ano passado e o último sábado, a Argentina contabilizou dez mortes relacionadas à hantavirose, doença grave causada pelo hantavírus e transmitida por roedores silvestres.
Segundo a BBC, registros de contágio por hantavírus são comuns na América Latina, inclusive no Brasil, onde foram notificados 13.181 casos (apenas 8% foram confirmados) e 410 mortes entre 2007 e 2015.
O motivo da preocupação na Argentina é o número de vítimas fatais em um curto período de tempo e a suspeita de que todos os infectados possam ter contraído a doença de outras pessoas.
DAVID ATTENBOROUGH: NATURALISTA GRANDE DEFENSOR DA NATUREZA...
...COMPLETANDO 100 ANOS!
Hoje, 8 de maio de 2026, o renomado naturalista e documentarista britânico Sir David Attenborough completa 100 anos. Com mais de sete décadas de dedicação à divulgação científica e ao meio ambiente, ele continua sendo a voz mais influente na proteção do planeta.
Atualmente, Attenborough foca seus esforços em conscientizar sobre a necessidade de proteger a biodiversidade e combater as mudanças climáticas, sendo um dos maiores defensores do planeta.
Um de seus interessantes documentários, sobre o pássaro-lira. Que imita sons emitidos oor outros pássaros e até sons alheios à florsta, como o ruído produzido por câmeras fotográficas antigas (passando o filme sem ou com o "motor-drive", o alarme de um carro e o barulho de uma motoserra.
https://youtu.be/mSB71jNq-yQ?si=d2VbBmF5XVG7ONYW
AMAZÔNIA E SUAS CURIOSIDADES
REPRODUZIDO DE:
https://revistaoeste.com/oestegeral/2026/05/08/o-peixe-gigante-que-atinge-200-kg-e-salta-da-agua-para-capturar-aves-e-primatas-na-amazonia/
DESTAQUES:
Navegar pelas águas tranquilas da bacia amazônica revela maravilhas biológicas únicas da nossa natureza. O imponente peixe protagonista deste cenário de cheias é o pirarucu, um predador aquático ancestral que fascina biólogos e ribeirinhos pelo porte colossal. Essa criatura formidável esconde um conjunto impecável de estratégias táticas.
O animal encontra nas águas quentes e repletas de abrigos da região norte um ambiente favorável para o seu crescimento acelerado. A abundância de recursos em lagos e canais garante os nutrientes necessários para os adultos alcançarem impressionantes 3 metros e pesarem até 200 kg.
Uma característica vital para sustentar essa massa corporal é a capacidade pulmonar de emergir periodicamente para captar ar atmosférico. Os detalhes desse sistema respiratório e do comportamento biológico em áreas hipóxicas estão detalhados em um estudo focado na espécie, publicado na base científica SciELO.
6 de mai. de 2026
GAMBÁ: EXEMPLO DO IMPORTANTE PAPEL DA FAUNA URBANA
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/o-papel-ecologico-do-gamba-no-controle-de-carrapatos-e-como-a-preservacao-da-fauna-urbana-previne-doencas-graves-de-forma-natural/
DESTAQUES:
1) Um único gambá (Didelphis aurita ou Didelphis albiventris) pode consumir até 4000 carrapatos em uma única semana, tornando-se o principal agente natural de contenção contra a proliferação da febre maculosa em áreas de transição entre a floresta e a cidade. Ao contrário da crença popular, esses marsupiais brasileiros são extremamente limpos e possuem um hábito de limpeza (grooming) tão rigoroso que detectam e ingerem quase todos os ectoparasitas que tentam se alojar em sua pelagem. Esse comportamento transforma o gambá em um “aspirador biológico”, reduzindo drasticamente a carga parasitária nos ambientes onde transita.
2) A ciência por trás da resistência do marsupial.
Os gambás não são apenas eficientes na caça passiva de carrapatos; eles são verdadeiros milagres da evolução biológica. Além da dieta insetívora e onívora, esses animais possuem uma resistência natural extraordinária a diversos tipos de venenos de serpentes e toxinas bacterianas. No caso do carrapato-estrela (Amblyomma sculptum), que é o principal vetor da bactéria Rickettsia rickettsii, o gambá atua como um hospedeiro “beco sem saída” (dead-end host). Isso significa que, além de comer os vetores, eles não amplificam a doença com a mesma facilidade que outros mamíferos, como as capivaras ou cavalos em certas condições.
3) Essa função ecológica é vital para o equilíbrio do ecossistema urbano e periurbano. Quando um gambá ocupa um quintal ou um parque linear, ele está prestando um serviço ambiental gratuito e de alta eficiência. Para aprofundar o conhecimento sobre a herpetofauna e os pequenos mamíferos brasileiros, o Instituto Butantan realiza pesquisas contínuas sobre a imunidade desses animais e sua importância para a saúde pública, desmistificando a imagem negativa que muitas vezes os persegue.
5 de mai. de 2026
ÁGUA: UM BEM DA NATUREZA QUE VALE MUITO MAIS DO QUE ENERGIA LIMPA
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/mulheres-ocupam-ponte-por-mais-de-500-dias-para-impedir-que-hidreletrica-seja-vendida-como-energia-limpa-enfrentam-frio-ameacas-e-policia-e-transformam-vila-da-bosnia-em-simbolo-mundi-fcmo87/
Em Kruščica, na Bósnia e Herzegovina, mulheres fizeram vigília dia e noite sobre uma ponte para barrar máquinas, proteger o rio usado pela comunidade, defender a água potável e levantar uma dúvida que incomoda projetos verdes no mundo inteiro.
A obra envolvia pequenas hidrelétricas apresentadas como energia limpa, mas os moradores temiam perder a principal fonte de água potável e ver o ecossistema da região ser destruído.
Assinar:
Postagens (Atom)

















































