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20 de jul. de 2026
PLANTIO EXTENSIVO DE EUCALIPTOS E SEUS MALEFÍCIOS SOCIO-AMBIENTAIS
REPRODUZIDO DE:
https://www.campograndenews.com.br/economia/exodo-rural-fauna-e-abelhas-sentem-avanco-dos-eucaliptais-em-mato-grosso-do-sul
DESTAQUES:
1) Êxodo rural, fauna e abelhas sentem avanço dos eucaliptais em Mato Grosso do Sul.
O fenômeno aparece de forma recorrente nas entrevistas de campo realizadas desde 2019.
2) A expansão dos eucaliptais também provocou uma mudança silenciosa no campo. Segundo Marine Dubos-Raoul, trabalhadores rurais perderam espaço à medida que fazendas de pecuária foram arrendadas para o cultivo de eucalipto, impulsionando um fluxo de famílias para as cidades da região e, em alguns casos, para Campo Grande. Embora a pesquisadora afirme não haver um levantamento estatístico capaz de dimensionar esse êxodo, ela diz que o fenômeno aparece de forma recorrente nas entrevistas de campo realizadas desde 2019. Além dos assentamentos, a equipe identificou ex-moradores de fazendas vivendo nas periferias urbanas, muitos deles expulsos pela mudança no uso da terra e em busca de novas oportunidades de trabalho.
3) É um êxodo muito visível", afirma a pesquisadora, citando casos de famílias que deixaram propriedades rurais depois que fazendas foram arrendadas para o eucalipto, enquanto outras migraram para ocupações urbanas ou permaneceram nas cidades à espera de trabalho em áreas onde a pecuária ainda resiste.
4) A preocupação com a disponibilidade de água também aparece dentro da própria cadeia da celulose. Durante reuniões e debates acompanhados pela pesquisadora, representantes do setor mencionaram investimentos em programas de melhoramento genético para desenvolver clones de eucalipto com menor demanda hídrica, iniciativa interpretada por pesquisadores como um indicativo de que, ainda que com um atraso, o tema passou a integrar as preocupações técnicas da atividade.
5) Outro mérito da pesquisa é ampliar o olhar para além da água. O estudo identifica impactos em cadeia sobre o funcionamento do ecossistema. O primeiro sinal é a fauna silvestre: animais passaram a buscar alimento em quintais, lavouras familiares e áreas urbanas, indicando perda de habitat e escassez de recursos naturais.
A degradação também se manifesta no aumento dos atropelamentos de animais nas rodovias cercadas por maciços de eucalipto, na redução de frutos típicos do Cerrado, como guavira e marolo, e na alteração do comportamento de diversas espécies observadas durante o trabalho de campo.
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