Total de visualizações de página

8 de jul. de 2026

BIOMA “PANTANAL” MAIOR PLANÍCIE ALAGADA DO MUNDO EM RISCO!

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/noticias/pantanal-brasileiro-perdeu-cerca-de-80-da-agua-superficial-em-40-anos-aponta-pesquisa/
DESTAQUES: 1) O Pantanal, a maior planície alagada do planeta com aproximadamente 150 mil km² distribuídos entre Brasil, Paraguai e Bolívia, perdeu cerca de 80% de sua água superficial entre 1985 e 2023. É o que revela um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com outras instituições brasileiras, publicado na revista "Advances in Space Research". A pesquisa analisou 38 anos de imagens de satélite e dados de precipitação para mapear a variação espaço-temporal dos corpos d’água na porção brasileira do bioma. A área ocupada por água superficial encolheu de 19.781,34 km² em 1985 para 3.817,65 km² em 2023, uma redução de 80,7% segundo dados do MapBiomas. 2) Os pesquisadores analisaram imagens dos anos de 1985, 1990, 1995, 2000, 2005, 2010, 2015, 2020 e 2023, gerando 36 mapas que revelaram as variações espaço-temporais no Pantanal brasileiro. A redução da área superficial da água variou entre 69,6% e 81,4%, confirmando a tendência. 3) "As chuvas no Pantanal estão muito irregulares. Às vezes chove bem, mas está diminuindo o período de chuvas. Em uma semana chove 300 mm, o que era para chover em um mês. Estão diminuindo os dias de chuva e aumentando os dias de estiagem”, afirma o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, doutor pela FCA/Unesp e um dos autores do artigo. 4) Impactos sobre a biodiversidade e populações. O Pantanal abriga cerca de 650 espécies de aves, 150 de mamíferos, 325 de peixes e mais de 2.200 espécies de plantas. A redução da água superficial afeta a cadeia alimentar do bioma. “A perda de água superficial compromete o equilíbrio ecológico do Pantanal. Os animais de grande porte, que dependem das áreas alagadas para caçar e encontrar alimento, são diretamente afetados. Com menos água, o habitat deles encolhe e a cadeia alimentar se desestabiliza”, explicou Justino. “Os animais aquáticos provavelmente vão migrar para outra região, isso é algo natural quando há estresse. Mas o impacto é gigantesco em toda a biodiversidade”, completou. 5) O pesquisador também destacou os impactos sociais. “Os ribeirinhos e a população não indígena que vivem dos rios, da pesca, com agricultura sustentável, não vão ter renda suficiente para se manter naquele ambiente.” Sem alternativas, essas populações podem migrar para as cidades ou recorrer a atividades ilegais, como desmatamento.

Nenhum comentário: