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22 de jul. de 2026

NOVA FERRAMENTA, TECNOLÓGICA, PARA FISCALIZAR EXTRAÇÃO DE MADEIRA NA AMAZÔNIA

OBSERVAÇÃO INICIAL: A (heterogênea) diversificação de ecossistemas florestais do bioma Amazônia!
REPRODUZIDO DE: https://ods.fapesp.br/analise-isotopica-pode-auxiliar-a-policia-no-combate-ao-comercio-ilegal-de-madeira-da-amazonia/13852
DESTAQUES: 1) O grupo do professor Luiz Antonio Martinelli, professor titular no Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), em Piracicaba, está aperfeiçoando um novo instrumento que pode auxiliar nessa tarefa. Ele se baseia no uso dos isótopos – átomos de um mesmo elemento químico que possuem o mesmo número de prótons, mas um número diferente de nêutrons – para restringir a área de onde a madeira foi extraída. O grupo está criando um mapa da distribuição desses diferentes isótopos na madeira das árvores da floresta amazônica com o qual a polícia possa comparar a composição da madeira investigada. 2) A principal vantagem da abordagem é que não existe uma forma de falsificar a composição da madeira. “Pensamos em prover a PF com um método que seja inviolável. Não tem como falsificar isótopos estáveis”, explica Martinelli. Além disso, a partir do momento em que o mapa, chamado de isoscape, estiver pronto, a metodologia é facilmente aplicável por peritos fora dos laboratórios de pesquisa. O grupo de Martinelli já possui parcerias com peritos da PF para empregar a metodologia nas investigações. 3) A base da metodologia está no cálculo da razão entre dois pesos diferentes de um mesmo átomo, como o oxigênio-18 e o oxigênio-16, na celulose que compõe a madeira (os números se referem à quantidade de nêutrons em cada átomo). Em artigo publicado em maio no periódico Molecules, a equipe demonstra que existe um gradiente sudoeste-noroeste da razão das duas formas – sendo que a forma mais leve predomina no oeste. Ou seja, na madeira proveniente do oeste da floresta existe mais oxigênio-16 e menos oxigênio-18 em comparação com a madeira proveniente do leste. 4) No estágio atual do projeto, a ferramenta ainda apresenta algumas limitações. “O nosso melhor modelo consegue excluir 80% da área florestal da Amazônia, que são 3,2 milhões de quilômetros quadrados. O problema é que 20% ainda é muito. Para se ter uma ideia, dá mais ou menos 640 mil quilômetros quadrados [uma área equivalente a duas vezes e meia o Estado de São Paulo]”, diz Martinelli. 5) Outra dificuldade enfrentada é o fato de que existe uma variabilidade maior nos resultados de árvores provenientes do arco do desmatamento, a faixa geográfica que demarca a fronteira do avanço da destruição do bioma. Isso acontece porque a retirada ilegal de madeira acaba por reduzir o número de amostras disponíveis para coleta pelos pesquisadores, dificultando a aplicação do método na madeira proveniente justamente da região onde ocorre mais extração.

20 de jul. de 2026

PLANTIO EXTENSIVO DE EUCALIPTOS E SEUS MALEFÍCIOS SOCIO-AMBIENTAIS

REPRODUZIDO DE: https://www.campograndenews.com.br/economia/exodo-rural-fauna-e-abelhas-sentem-avanco-dos-eucaliptais-em-mato-grosso-do-sul
DESTAQUES: 1) Êxodo rural, fauna e abelhas sentem avanço dos eucaliptais em Mato Grosso do Sul. O fenômeno aparece de forma recorrente nas entrevistas de campo realizadas desde 2019. 2) A expansão dos eucaliptais também provocou uma mudança silenciosa no campo. Segundo Marine Dubos-Raoul, trabalhadores rurais perderam espaço à medida que fazendas de pecuária foram arrendadas para o cultivo de eucalipto, impulsionando um fluxo de famílias para as cidades da região e, em alguns casos, para Campo Grande. Embora a pesquisadora afirme não haver um levantamento estatístico capaz de dimensionar esse êxodo, ela diz que o fenômeno aparece de forma recorrente nas entrevistas de campo realizadas desde 2019. Além dos assentamentos, a equipe identificou ex-moradores de fazendas vivendo nas periferias urbanas, muitos deles expulsos pela mudança no uso da terra e em busca de novas oportunidades de trabalho. 3) É um êxodo muito visível", afirma a pesquisadora, citando casos de famílias que deixaram propriedades rurais depois que fazendas foram arrendadas para o eucalipto, enquanto outras migraram para ocupações urbanas ou permaneceram nas cidades à espera de trabalho em áreas onde a pecuária ainda resiste. 4) A preocupação com a disponibilidade de água também aparece dentro da própria cadeia da celulose. Durante reuniões e debates acompanhados pela pesquisadora, representantes do setor mencionaram investimentos em programas de melhoramento genético para desenvolver clones de eucalipto com menor demanda hídrica, iniciativa interpretada por pesquisadores como um indicativo de que, ainda que com um atraso, o tema passou a integrar as preocupações técnicas da atividade. 5) Outro mérito da pesquisa é ampliar o olhar para além da água. O estudo identifica impactos em cadeia sobre o funcionamento do ecossistema. O primeiro sinal é a fauna silvestre: animais passaram a buscar alimento em quintais, lavouras familiares e áreas urbanas, indicando perda de habitat e escassez de recursos naturais. A degradação também se manifesta no aumento dos atropelamentos de animais nas rodovias cercadas por maciços de eucalipto, na redução de frutos típicos do Cerrado, como guavira e marolo, e na alteração do comportamento de diversas espécies observadas durante o trabalho de campo.

19 de jul. de 2026

AMAZÔNIA COM REDUÇÃO DE SUA CAPACIDADE DE ABSORVER CO2

REPRODUZIDO DE: https://theconversation.com/florestas-tropicais-podem-deixar-de-atuar-como-sumidouros-de-carbono-durante-o-el-nino-287453
DESTAQUES: 1) As florestas tropicais absorvem e armazenam grandes quantidades de CO₂ da atmosfera. A Floresta Amazônica, por exemplo, armazena aproximadamente 123 bilhões de toneladas de carbono — mais do que qualquer outro ecossistema terrestre do mundo. Mas essas florestas enfrentam um desafio crítico. Uma pesquisa de 2023, realizada por mim e mais de 100 colegas, constatou que as florestas tropicais da América do Sul são vulneráveis a extremos climáticos. Descobrimos que, durante um evento de El Niño — a fase quente de uma flutuação natural no sistema climático da Terra —, as florestas tropicais da América do Sul podem deixar de atuar como sumidouros de carbono. 2) Essa constatação se torna ainda mais alarmante quando consideramos a crescente frequência e intensidade dos eventos de El Niño. Houve o dobro de El Niños “muito fortes” nos últimos 60 anos do que nos 60 anos anteriores. E a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) confirmou recentemente que um El Niño desse tipo está em curso. As florestas tropicais absorvem CO₂ por meio do processo de fotossíntese e o convertem em biomassa. Mas o equilíbrio entre fotossíntese e respiração é delicado e depende de dois fatores: temperatura e disponibilidade de água. 3) Em condições mais quentes e secas, as plantas fecham os poros de suas folhas para evitar a perda de água. Mas fechá-los efetivamente corta o suprimento de combustível da planta, pois é por meio desses poros que elas absorvem CO₂. Isso priva as plantas do carbono necessário para a fotossíntese e para o crescimento. Durante os anos do El Niño, caracterizados por anomalias de alta temperatura, o estresse climático prolongado leva à redução do crescimento florestal e ao aumento da mortalidade das árvores. Os efeitos disso são sentidos por décadas, pois o carbono é liberado de volta à atmosfera quando as árvores mortas se decompõem. 4) Nossas descobertas revelaram que, durante o El Niño de 2015-2016, quando as temperaturas terrestres estavam, em média, pelo menos um grau acima das condições habituais, algumas florestas tropicais da América do Sul efetivamente deixaram de absorver carbono. Isso suscita preocupações sobre o possível impacto do atual El Niño na Amazônia e no clima global.

18 de jul. de 2026

BESOUROS COPRÓFAGOS (OS NOSSOS ROLA-BOSTA) E SEU IMPORTANTE PAPEL ECOSSISTÊMICO...

...EM DESTAQUE COM NOVAS PESQUISAS. OBS.: INTRODODUÇÃO, POR INFORMAÇÃO DO GOOGLE-GEMINI: https://gemini.google.com/share/b1e991e82e04?hl=pt PUBLICAÇÃO DE: https://www.ecycle.com.br/besouros-rola-bosta-consomem-grandes-quantidades-de-metano-e-reforcam-o-papel-da-biodiversidade-na-pecuaria/ A pesquisa concentrou-se em quatro espécies introduzidas na Austrália: Euoniticellus intermedius, Euoniticellus africanus, Euoniticellus fulvus e Onthophagus granulatus.
DESTAQUES: 1) Os besouros rola-bosta, conhecidos por reciclar matéria orgânica e melhorar a fertilidade do solo, acabam de ganhar destaque por outro serviço ecossistêmico de grande relevância. Um estudo conduzido por pesquisadores da Southern Cross University e da University of New England, na Austrália, constatou que esses insetos podem reduzir em até 85% as emissões de metano liberadas pelo esterco bovino, além de diminuir em 18% a pegada de carbono associada ao processo de decomposição. Os resultados ampliam a compreensão sobre a contribuição da biodiversidade para o enfrentamento das mudanças climáticas na agropecuária. 2) O experimento acompanhou, durante 90 dias, a decomposição de fezes bovinas em câmaras experimentais conhecidas como mesocosmos. Os pesquisadores compararam amostras colonizadas por quatro espécies de besouros coprófagos introduzidas no país com amostras mantidas livres desses insetos. Foram avaliadas as emissões de metano (CH₄), dióxido de carbono (CO₂) e óxido nitroso (N₂O), principais gases relacionados ao aquecimento global na atividade pecuária. 3) As análises revelaram que o esterco sem besouros apresentou picos significativos de emissão de metano nos dias 6 e 16 do experimento. Já as amostras ocupadas pelos insetos mantiveram fluxos próximos de zero durante praticamente todo o período de observação. 4)

17 de jul. de 2026

TUBARÕES NO LITORAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO, NORDESTE DO BRASIL

OBSERVAÇÕES: 1) Foi criado pelo governo do estado de Pernambuco o CEMIT- Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões. 2) Tubarão-cabeça-chata: Cacharhinus leucas. 3) Tubarão-tigre: Galeocerdo cuvier. Vídeo: https://youtu.be/ZOdqc2aZL4E?is=otXHN6Rke7eQDMYn Nesse vídeo são importantes os registros de todos os fatos ocorridos, no tempo e no espaço. Quanto às causas reais das ocorrências (incidentes, muitas com mortes) recomenda-se que se acompanhe os estudos que estão sendo realizados pelo CEMIT. Possíveis depoimentos de especialistas também são importantes para se ter uma avaliação segura sobre as ocorrências.

FURAR, PERFURAR, ATACAR, PROTEGER-SE: FUNÇÕES QUE EVOLUÍRAM NA NATUREZA COM GRANDE EFICIÊNCIA

FURAR E PERFURAR: Ambos os verbos significam fazer um orifício, mas furar é o ato genérico (e geralmente mais simples) de abrir uma passagem. Perfurar, por outro lado, indica uma ação mais profunda, técnica ou contínua. REPRODUZIDO DE: https://theconversation.com/do-espinho-ao-ferrao-as-ferramentas-de-perfuracao-da-natureza-287282
DESTAQUES: 1) A maioria das pessoas provavelmente não pensa na complexidade da natureza quando leva uma picada de abelha ou espeta o dedo em uma rosa. O ato perfurar algo com uma ferramenta afiada é incrivelmente comum no mundo natural. Exemplos de ferramentas de perfuração podem ser encontrados em toda parte: em mamíferos, cobras, pássaros, peixes, insetos, caracóis, águas-vivas, plantas, fungos, bactérias e até em vírus. Sua proliferação leva a uma contradição: se todas essas ferramentas de perfuração fazem essencialmente a mesma coisa, por que elas têm aparências, e às vezes comportamentos, tão diferentes? 2)É essa contradição que despertou minha curiosidade como cientista que estuda biomecânica, um campo que utiliza a física para compreender a diversidade biológica. Nos últimos 10 anos, os integrantes do meu laboratório e eu examinamos a física da perfuração na tentativa de compreender a ampla diversidade de ferramentas de perfuração que aparecem no mundo natural. Em um artigo recente, analisamos 143 espécies e descobrimos uma relação maravilhosamente complexa entre a forma de uma ferramenta de perfuração e a finalidade para a qual ela é utilizada.
3) Nem todas as ferramentas de perfuração, no entanto, querem ser removidas. O cholla saltador (Cylindropuntia fulgida) é um cacto que se reproduz por meio da disseminação de clones. Quando os animais roçam no cacto, parte dele fica presa neles, se desprende da planta principal e pega carona. Por fim, o cacto “passageiro” eventualmente cai e se torna um novo indivíduo. A razão pela qual o cholla consegue se agarrar tão bem é que seus espinhos são cobertos por farpas voltadas para trás, que garantem que eles fiquem presos na pele de quem os carrega.

16 de jul. de 2026

REGISTROS DE MAMÍFEROS: DESIGUALDADES DE ORIGEM GEOPOLÍTICA...SÓ PREJUDICA A CIÊNCIA!

REPRODUZIDO DE : https://agencia.fapesp.br/maioria-das-especies-de-mamiferos-descobertas-no-sul-desde-1990-esta-depositada-no-norte/58688 DESTAQUES: 1) André Julião | Agência FAPESP – A maioria das novas espécies de mamíferos que foram descritas nos últimos 35 anos está depositada em instituições de países do chamado Norte Global, apesar de a imensa maioria delas ter sido descoberta em países pobres ou em desenvolvimento do hemisfério Sul, segundo um levantamento realizado por cientistas brasileiros e publicado na revista NPJ Biodiversity. 2) A pesquisa analisou 1.116 novas espécies de mamíferos descritas entre 1990 e 2025 e concluiu que 95% delas eram nativas de países do chamado Sul Global – conjunto de países emergentes da América Latina, África, Ásia e Caribe, com características socioeconômicas semelhantes, incluindo o Brasil –, apesar de 60% dos seus holótipos (nome dado aos exemplares que servem de referência para a descrição científica da espécie) estarem depositados em países ricos da Europa e da América do Norte, principalmente. Por outro lado, apenas 22% das espécies nativas do Norte descritas nesse mesmo período têm seus holótipos guardados fora do país de origem – ainda assim em instituições desse mesmo domínio geopolítico, que pode englobar países como Austrália e Nova Zelândia. Segundo os autores, os resultados mostram como desigualdades geopolíticas e socioeconômicas impactam a atividade científica e o conhecimento da biodiversidade. 3) Mais de 90% de todos os holótipos de mamíferos armazenados no Norte Global são de espécimes coletados em um país diferente daquele onde está atualmente depositado. No Sul Global, por sua vez, menos de 8% dos holótipos de mamíferos estão depositados em países diferentes de onde foram coletados. 4) "Os números para mamíferos nos surpreenderam. Mesmo que antigos colonizadores tivessem o costume de extrair material biológico de suas ex-colônias, nós não esperávamos observar valores tão altos nas décadas recentes. O problema do "neocolonialismo científico" [ASPAS DO REPONSÁVEL POR ESTE BLOG] é mais acentuado nos mamíferos do que em outros grupos de animais”, avalia Mario Moura, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e primeiro autor do estudo. OBS.: ESSE TAL "NEOCOLONIALISMO CIENTÍFICO" EU INTERPRETO COMO RESULTADO DE UM MAIOR DESENVOLVIMENTO DAS INSTITUIÇÕES DE PESQUISA NOS PAÍSES DO HEMISFÉRIO NORTE.

15 de jul. de 2026

"EL NIÑO" COM MAIOR INTENSIDADE GERANDO ATITUDES PREVENTIVAS. TEORIA E PRÁTICA (?!)

NO BRASIL É ASSIM: NO ANO DE ELEIÇÕES, PLANOS GRANDIOSOS E BENÉFICOS A TODOS E EM TUDO... SÃO PROMETIDOS!
REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/salada-verde/coalizao-brasil-aponta-adaptacao-e-uso-sustentavel-da-terra-como-resposta-ao-super-el-nino/ DESTAQUES: 1) Com a previsão da chegada de um novo el niño forte, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura publicou um documento direcionado aos candidatos às eleições de 2026 defendendo o uso sustentável da terra, com a adoção, pelo agronegócio brasileiro, de boas práticas produtivas, ampliação da recuperação de áreas degradadas e o fortalecimento da adaptação climática. 2) De acordo com a Coalizão, o cenário crítico reforçado com a nova análise da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) – que indica que há 81% de chances de o El Niño se tornar muito forte entre outubro e dezembro –, deve impulsionar a agenda a adaptação climática, focando em uma direção estratégica que reduza as vulnerabilidades do setor produtivo.

14 de jul. de 2026

DIFERENTES TRAGÉDIAS COM UMA MESMA ORIGEM: FALTA DE AÇÕES PREVENTIVAS

EUROPA: Onda de calor extremo no oeste da Europa causou mais de 10 mil mortes adicionais entre os dias 22 e 28 de junho. A EuroMOMO, rede europeia de monitoramento de mortalidade, relata que mais de 90% das vítimas tinham 65 anos ou mais, com óbitos concentrados em países como França, Espanha, Alemanha e Reino Unido. Mais de 90% das vítimas tinham 65 anos ou mais, idosos vulneráveis à insolação e ao agravamento de doenças respiratórias ou cardiovasculares. Somente a Alemanha registrou pelo menos 5.120 óbitos relacionados. VENEZUELA: Número de mortos por terremotos na Venezuela chega a 4.490.
INCENDIOS FLORESTAIS:

13 de jul. de 2026

ANTA:MAIOR MAMÍFERO DO BRASIL, EM DESTAQUE!

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/reportagens/anta-o-filme-leva-as-telas-o-maior-mamifero-terrestre-da-america-do-sul/
O documentário de 80 minutos nos leva por uma verdadeira expedição por cinco biomas brasileiros no rastro do maior mamífero terrestre da América do Sul, na qual nos deparamos com diferentes contextos e desafios de conservação, acompanhando de perto o trabalho hercúleo dos pesquisadores em campo, que tentam garantir sua sobrevivência. Na frente desse esforço está a bióloga Patrícia Médici, que há 30 anos lidera a pesquisa e o maior banco de dados sobre anta do mundo. "Vivemos num país e num mundo que ainda sabe muito pouco sobre esse animal. Muita gente ainda se confunde, acha que a anta é uma capivara, um tamanduá, um porco. Existe um desconhecimento. É o maior mamífero terrestre da América do Sul, a jardineira da floresta. As pessoas têm que saber o que é esse animal antes de a gente poder avançar nessa conversa com eles. (…) qual é a importância desse animal para a criação e manutenção de biodiversidade é chave. A gente precisa que as pessoas saibam disso”, destaca Patrícia, coordenadora da INCAB (Iniciativa Nacional para Conservação das Antas no Brasil). O trabalho da bióloga com a anta (Tapirus terrestris) começou em 1996 e resultou na criação da INCAB, iniciativa voltada para pesquisa de longo prazo e conservação do animal em cinco biomas – Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado, Amazônia e, mais recentemente, Caatinga, onde a espécie foi redescoberta em 2025 – com o objetivo de garantir sua sobrevivência em todos eles. O filme, dirigido por João Marcos Rosa e produzido pela NITRO Histórias Visuais, estreou na semana do Meio Ambiente, em junho, e ((o))eco acompanhou a pré-estreia no Rio de Janeiro.

12 de jul. de 2026

CHOCOLATE PRODUZIDO COM BIOTECNOLOGIA EM LABORATÓRIO...

...ALGUNS ASPECTOS A CONSIDERAR. ACESSAR O VÍDEO: https://youtu.be/tqqdE-ZKfQ4?is=JAcNRFKdw7Ggm9TV IMPORTANTE: tem que conter os componentes nutricionais do autêntico chocolate. Principalmente este: "O cacau presente no chocolate é uma fonte natural de triptofano, um aminoácido essencial que o corpo utiliza para produzir serotonina (o neurotransmissor do bem-estar e relaxamento)". Falar que evita desmatamento é não considerar que o cacaueiro é árvore de reflorestamento. Em outras palavras: ganho financeiro a partir dessa inovação biotecnológica, que poderá socorrer o mercado na falta ou alta do produto gerado no campo.

INCÊNDIOS FLORESTAIS NA EUROPA: CONTINUAM GRAVES, MESMO COM ALEGADO PLANO PREVENTIVO

REPRODUZIDO DE: https://share.gemini.google/RMtCGZlcvKPS SELECIONEI ALGUNS POUCOS DESTAQUES: 1) A Europa tem enfrentado temporadas de incêndios florestais históricas e severas. Para lidar com essa realidade, o continente vem mudando o foco: em vez de apenas focar na supressão (apagar o fogo), a prioridade máxima agora é a gestão integrada do risco e a prevenção. 2) A abordagem europeia divide-se em três pilares principais: tecnologia de monitoramento espacial, gestão inteligente do território (paisagens resilientes) e cooperação transfronteiriça. 3) PONTOS ESTRATÉGICOS BÁSICOS: 1. Monitoramento Espacial e Inteligência Artificial. 2. Gestão de Ecossistemas e Paisagens Resilientes. 3. Estratégia de Prontidão e Resposta: rescEU. RESUMINDO: A Virada de Chave: A Comissão Europeia adotou uma abordagem integrada que une prevenção ecológica, conscientização pública e tecnologia de ponta. O entendimento atual é claro: não se trata apenas de ter mais aviões para apagar incêndios, mas de preparar o território para que os mega-incêndios não ganhem escala.

11 de jul. de 2026

GELEIRAS DERRETENDO: AGORA A ÚLTIMA DA INDONÉSIA

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/externo/ultima-geleira-da-indonesia-pode-desaparecer-ainda-em-2026/
DESTAQUES: 1) A última geleira remanescente da Indonésia pode desaparecer até o fim de 2026 ou no início de 2027, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (7) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). Em 2025, a cobertura de gelo em Puncak Jaya, conhecida como Pirâmide Carstensz, na ilha indonésia de Papua, correspondia a apenas 2% da área registrada em 1988. O desaparecimento é mais um sinal da pressão que o aquecimento global exerce sobre as massas de gelo do planeta. Um artigo publicado no ano passado na revista Nature mostrou que cerca de 73% da perda de gelo nas montanhas ao redor do mundo ocorreu somente entre 2000 e 2023. 2) A geleira tropical de Papua faz parte do Pacífico Sudoeste, região que também abriga as geleiras da Nova Zelândia. Segundo a OMM, a Nova Zelândia registrou uma redução de 42% no volume de geleiras do país entre 2005 e 2023, sendo que apenas entre abril de 2022 e março de 2023 houve uma diminuição de 6,5%. O derretimento de geleiras reduz a disponibilidade de água doce para as populações que dependem do degelo, contribui para o aumento do nível do mar e reduz a área da superfície terrestre que reflete grande parte da radiação solar, processo essencial para manutenção do equilíbrio climático do planeta. 3) O ano de 2025 foi o segundo mais quente já registrado na região, com temperatura média 0,37°C acima da média de 1991-2020. Na comparação com o período de 1961-1990, a anomalia chegou a 0,75°C. A temperatura média da superfície do mar também foi a segunda mais alta já registrada, ligeiramente abaixo do recorde de 2024. Esse aquecimento favorece ondas de calor marinhas, que, segundo o relatório, estão se tornando mais frequentes, mais duradouras e mais intensas em todo o sudoeste do Pacífico.

9 de jul. de 2026

PLANETA COM BIODIVERSIDADE INTERCONTINENTAL: AVE MIGRATÓRIA EM AÇÃO!

REPRODUZIDO DE: https://conexaoplaneta.com.br/blog/ave-migratoria-do-hemisferio-norte-sanhaco-vermelho-e-avistado-pela-primeira-vez-no-ceara/
DESTAQUES: 1) Quando chega o inverno no Hemisfério Norte, uma pequena ave, de plumagem avermelhada, voa milhares e milhares de quilômetros, em busca de clima mais quente, em terras da América Central e do Sul. Ela é o sanhaço-vermelho (Piranga rubra), um visitante sazonal, que no Brasil, já foi documentado algumas vezes, mas apenas em áreas da Amazônia. Todavia, para surpresa de pesquisadores, um sanhaço-vermelho foi observado – fotografado e filmado – no município de Guaramiranga, na Serra do Baturité, no Ceará. “Este registro é importante porque é o primeiro fora da Amazônia brasileira, e o primeiro para a região Nordeste, e consequentemente para o estado do Ceará”, diz Marco Aurélio Crozariol, pesquisador e especialista em aves do Museu de História Natural do Ceará (UECE), em entrevista ao Conexão Planeta. 2) Ao lado de outros pesquisadores da ONG Aquasis, Marco Aurélio é um dos coautores do artigo científico, que descreve o encontro com o sanhaço-vermelho, publicado na revista internacional Cotinga. “O registro amplia muito a área de distribuição da espécie, e nos traz maior conhecimento sobre o trajeto que essa ave faz durante o período de migração.” 3) Milhares de quilômetros até a chegada ao Brasil. Não há como saber a origem exata do sanhaço-vermelho avistado em Guaramiranga. Mas ele deve ter voado aproximadamente uns 8 mil km, entre os Estados Unidos e o Ceará. 4) O gênero Piranga tem nove espécies conhecidas pela ciência, e cinco delas são documentadas no Brasil. Uma delas é o sanhaço-escarlate (Piranga olivacea), que foi flagrado, pela primeira vez em Fernando de Noronha, em 2025.

BUGIO: ALGUNS ASPECTOS DE SUA VIDA DINÂMICA COM RISCOS À SUA SOBREVIVÊNCIA

REPRODUZIDO DE: https://agencia.fapesp.br/calor-e-dieta-pesada-fazem-o-bugio-ruivo-descansar-mas-vizinhos-indesejados-aceleram-o-passo-do-primata/58606
DESTAQUES: Calor e dieta pesada fazem o bugio-ruivo descansar, mas vizinhos indesejados aceleram o passo do primata. 08 de julho de 2026 Monitoramento inédito em área contínua de Mata Atlântica ajuda a compreender o uso do hábitat pela espécie, vulnerável à extinção. André Julião | Agência FAPESP – Quando a temperatura sobe na Mata Atlântica, os bugios-ruivos (Alouatta guariba) preferem a sombra e o descanso. O mesmo ocorre quando se alimentam de folhas bastante fibrosas, que demandam muito tempo de digestão. Já quando encontram primatas maiores e barulhentos, como o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) e o macaco-prego (Sapajus cucullatus), os bugios apertam o passo para procurar novos pontos de alimentação ou descanso, além de evitar conflitos. Essas são algumas das conclusões de um estudo publicado em abril no International Journal of Primatology. Segundo os autores, os achados podem orientar ações de conservação da espécie. “O muriqui é maior e sua simples presença já espanta os bugios, que preferem deixar o local onde estão a ter de enfrentá-los. Os macacos-prego são menores, mas andam em bandos de até 30 indivíduos, e podem pular em cima dos bugios, puxar o rabo; fazem de tudo para tirá-los de onde estão descansando”, conta Erika Alejandra Chaves-Diaz, primeira autora do estudo, realizado durante mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e no Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (IB-Unesp), em Rio Claro, com apoio da FAPESP. RISCOS: FEBRE AMARELA

8 de jul. de 2026

BIOMA “PANTANAL” MAIOR PLANÍCIE ALAGADA DO MUNDO EM RISCO!

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/noticias/pantanal-brasileiro-perdeu-cerca-de-80-da-agua-superficial-em-40-anos-aponta-pesquisa/
DESTAQUES: 1) O Pantanal, a maior planície alagada do planeta com aproximadamente 150 mil km² distribuídos entre Brasil, Paraguai e Bolívia, perdeu cerca de 80% de sua água superficial entre 1985 e 2023. É o que revela um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com outras instituições brasileiras, publicado na revista "Advances in Space Research". A pesquisa analisou 38 anos de imagens de satélite e dados de precipitação para mapear a variação espaço-temporal dos corpos d’água na porção brasileira do bioma. A área ocupada por água superficial encolheu de 19.781,34 km² em 1985 para 3.817,65 km² em 2023, uma redução de 80,7% segundo dados do MapBiomas. 2) Os pesquisadores analisaram imagens dos anos de 1985, 1990, 1995, 2000, 2005, 2010, 2015, 2020 e 2023, gerando 36 mapas que revelaram as variações espaço-temporais no Pantanal brasileiro. A redução da área superficial da água variou entre 69,6% e 81,4%, confirmando a tendência. 3) "As chuvas no Pantanal estão muito irregulares. Às vezes chove bem, mas está diminuindo o período de chuvas. Em uma semana chove 300 mm, o que era para chover em um mês. Estão diminuindo os dias de chuva e aumentando os dias de estiagem”, afirma o engenheiro florestal Sérvio Túlio Pereira Justino, doutor pela FCA/Unesp e um dos autores do artigo. 4) Impactos sobre a biodiversidade e populações. O Pantanal abriga cerca de 650 espécies de aves, 150 de mamíferos, 325 de peixes e mais de 2.200 espécies de plantas. A redução da água superficial afeta a cadeia alimentar do bioma. “A perda de água superficial compromete o equilíbrio ecológico do Pantanal. Os animais de grande porte, que dependem das áreas alagadas para caçar e encontrar alimento, são diretamente afetados. Com menos água, o habitat deles encolhe e a cadeia alimentar se desestabiliza”, explicou Justino. “Os animais aquáticos provavelmente vão migrar para outra região, isso é algo natural quando há estresse. Mas o impacto é gigantesco em toda a biodiversidade”, completou. 5) O pesquisador também destacou os impactos sociais. “Os ribeirinhos e a população não indígena que vivem dos rios, da pesca, com agricultura sustentável, não vão ter renda suficiente para se manter naquele ambiente.” Sem alternativas, essas populações podem migrar para as cidades ou recorrer a atividades ilegais, como desmatamento.

DESTACADO (MAS POUCO RESPEITADO) ENGENHEIRO SANITARISTA BRASILEIRO E SEU INTELIGENTE PROJETO...

...IGNORADO, COM CONSEQUÊNCIAS DESASTROSAS EM SÃO PAULO (CAPITAL) ACESSAR: https://youtu.be/aBJtOJVyVI0?is=XcuE9VSwBDPwW6GL
Saturnino Brito na Paraíba. (Informações obtidas do Gemini-Google): As obras históricas de saneamento e urbanismo projetadas pelo engenheiro sanitarista Saturnino de Brito na Paraíba concentram-se em João Pessoa. Convidado em 1913 pelo então presidente do estado, Castro Pinto, ele projetou o primeiro sistema de esgotamento sanitário local e o plano de drenagem que transformou a paisagem da capital.Principais Obras e Projetos de Saturnino de Brito na Paraíba:Saneamento da Lagoa dos Irerês: O projeto solucionou o escoamento da bacia da lagoa e a eliminação de áreas alagadas. A obra permitiu o escoamento das águas, viabilizando o fim de focos de doenças e abrindo caminho para a expansão de João Pessoa em direção à zona leste e ao litoral. Plano de Saneamento e Esgoto: Conhecido pelo seu relatório "Saneamento de Parahyba do Norte", o projeto concebeu o traçado sanitário da cidade e a coleta de efluentes, cujas execuções físicas se iniciaram em 1922. DESTAQUES: Preservação Ambiental: Suas diretrizes técnicas incluíam a proteção e preservação das matas ciliares do Rio Jaguaribe, uma advertência feita já em 1924 para resguardar a qualidade do abastecimento de água do município. Na publicação onde fui um dos co-autores, descrevi no Capítulo 10, uma importante obra do Saturnino Brito na "Mata do Buraquinho".

7 de jul. de 2026

ABELHAS! A SERVIÇO DA HUMANIDADE! NOVAS NOTÍCIAS.

REPRODUZIDO DE: https://share.google/ZdqYzol52vx4khbdI
DESTAQUES: 1) Uma abelha nativa do Brasil pode ser responsável por um aumento de até 67% na produtividade de plantios de café arábica, do qual o Brasil é o maior produtor e exportador mundial. Segundo um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente em parceria com universidades e instituições nacionais e internacionais, publicado no periódico Frontiers in Bee Science, a abelha mandaguari (Scaptotrigona depilis) contribui para as safras de café, melhora o pegamento dos frutos e pode elevar a produtividade. 2) As mandaguaris são abelhas sem ferrão, e suas duas espécies mais conhecidas são a mandaguari-preta (S. postica) e a mandaguari-amarela (S. depilis). Elas costumam medir entre 6 mm e 7 mm e são conhecidas pela produção de própolis medicinal, utilizado no tratamento de doenças e no fortalecimento da imunidade. Elas são polinizadoras essenciais nos ecossistemas tropicais e, segundo descoberta da Embrapa, representam o primeiro registro conhecido de abelhas capazes de cultivar fungos dentro do próprio ninho, utilizados na alimentação de suas larvas. 3) A visita de abelhas aumenta a quantidade de flores efetivamente fecundadas, e as mandaguaris intensificam a transferência de pólen entre as flores do café durante o período de floração. Isso aumenta a fecundação das plantas antes da autopolinização, uma característica da espécie arábica. Segundo a pesquisa, a polinização suplementar manejada, técnica agrícola que consiste em utilizar agentes biológicos, como as abelhas, para garantir a fecundação das flores, pode ser empregada no caso da mandaguari para aumentar a produção da cafeicultura brasileira em ramos localizados próximos às colônias.

6 de jul. de 2026

TEMPORADA DOS INCÊNDIOS NA EUROPA. HÁ AÇÕES PREVENTIVAS?!

REPRODUZIDO DE: https://g1.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2026/07/05/incendios-florestais-se-multiplicam-pelo-sul-da-europa-as-vesperas-de-nova-onda-de-calor.ghtml Cerca de 13 mil hectares destruídos pelo fogo no norte de Portugal, 2.200 hectares no nordeste da Espanha, 1.500 hectares no sul da França e chamas em torno de duas fábricas na Grécia. O sul da Europa sofre com incêndios florestais. PORTUGAL. Em Portugal, há três dias a cidade de Vouzela, no distrito de Viseu, sofre com o fogo. No total, as chamas já devastaram ao menos 13 mil hectares de vegetação. Mas "a situação evolui de forma favorável" neste domingo (5), segundo as autoridades locais, que estimam que cerca de 80% do fogo está controlado. Atingido por uma onda de calor desde quarta‑feira (1°), o país registrou seus primeiros grandes incêndios deste verão, que deixaram ao menos nove feridos – dois deles civis, em estado grave. A situação levou Portugal a acionar o mecanismo europeu de proteção civil para receber reforços para o combate do fogo. ESPANHA. Na vizinha Espanha, um incêndio começou na sexta‑feira (3) perto da turística região da Costa Brava, no nordeste, queimando 2.200 hectares. Segundo os bombeiros, as chamas estão "controladas", embora esperem "um dia complicado devido às altas temperaturas e à fumaça". Na tarde deste domingo (5), as autoridades suspenderam o perímetro de proteção imposto a cerca de dez municípios ao redor de La Bisbal d’Empordà, a cerca de 20 quilômetros da costa mediterrânea, permitindo que moradores retornassem às suas casas. O foco provavelmente se deve à "negligência", e uma pessoa foi detida. Segundo a imprensa espanhola, o suspeito seria um trabalhador que teria usado uma serra elétrica em uma área proibida. GRÉCIA. gregas Os bombeiros gregos continuam neste domingo combatendo as chamas ao redor de duas fábricas perto de Tessalônica, no norte do país, após um incêndio florestal que pôde ser controlado. Espessas nuvens de fumaça negra, vindas de uma fábrica de reciclagem e outra de tratamento de óleos, se espalharam até o centro da segunda maior cidade da Grécia, com mais de 700 mil habitantes em sua área metropolitana. Um idoso, apontado como o suposto responsável pelo incêndio, foi apresentado à polícia neste domingo. Segundo as autoridades gregas, 60 incêndios foram registrados nas últimas 24 horas em todo o país, mas a maioria foi rapidamente controlada. As operações de combate mobilizam 154 bombeiros, apoiados por 52 veículos, dois aviões de combate a incêndio e dois helicópteros. FRANÇA. Fogo e nova onda de calor na França Na França, na região dos Pireneus Orientais, no sul do país, cerca de 1.500 hectares já foram atingidos por um incêndio que começou na noite de sábado (4), em uma área montanhosa de difícil acesso. Aviões e helicópteros foram mobilizados para auxiliar os trabalhos de cerca de 700 bombeiros. Segundo as autoridades locais, as condições se agravam com a intensificação de ventos. Esse início súbito de fogo ocorreu justamente quando sete regiões da França voltaram ao nível de vigilância laranja devido à previsão de altas temperaturas, uma semana após uma onda de calor histórica. Outros incêndios já haviam sido registrados no sul do país nos últimos dias. O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, declarou estar "muito preocupado" diante de uma temporada de queimadas que está "um mês adiantada".

5 de jul. de 2026

"TRADE-OFF" EM PLANTAS: UMA ESTRATÉGIA ALÉM DE SIMPLES SOBREVIVÊNCIA...

...UM EXEMPLO DE EQUILÍBRIO NO PROCESSO EVOLUTIVO OBS.: INFORMAÇÕES DO "GEMINI" No universo das plantas, o termo "trade-off" (que podemos traduzir como uma "troca compensatória" ou "balanço de perdas e ganhos") é um dos conceitos mais fundamentais da ecologia e da evolução. Como as plantas têm uma quantidade limitada de energia e recursos (como água, luz, nitrogênio e carbono), elas não podem ser perfeitas em tudo. Se a planta gasta muita energia em uma função, obrigatoriamente sobra menos energia para outra. É a regra máxima da economia da natureza: para ganhar de um lado, é preciso ceder do outro. Aqui estão os principais exemplos de trade-offs no reino vegetal: 1. Crescimento vs. Defesa Este é o clássico dilema da sobrevivência vegetal. O dilema: Se uma planta investe tudo em crescer rápido (produzir folhas grandes, caules altos) para ganhar a corrida pela luz, ela economiza na produção de defesas químicas (como taninos e toxinas) ou físicas (como espinhos). A consequência: Ela cresce rápido, mas vira um banquete fácil para herbívoros e insetos. Por outro lado, plantas que investem pesado em proteção costumam crescer de forma muito lenta. 2. Tamanho vs. Quantidade de Sementes Na hora da reprodução, as plantas adotam estratégias opostas: Muitas sementes pequenas: A planta gasta pouca energia por semente, mas produz milhares delas (como as orquídeas ou dentes-de-leão). A chance de sobrevivência de cada uma é baixa, mas a estratégia foca na quantidade e na dispersão pelo vento. Poucas sementes grandes: A planta coloca muita energia e nutrientes em pouquíssimas sementes (como o coco ou a castanha). Elas não vão longe, mas a semente já nasce com um "tanque de combustível" robusto para garantir que a plântula sobreviva nos primeiros meses. 3. Eficiência no Uso da Água vs. Crescimento (Fotossíntese) Para fazer fotossíntese, a planta precisa abrir os estômatos (pequenos poros nas folhas) para absorver gás carbônico (CO_2). Só que, ao abrir os estômatos, ela perde água por transpiração. Em ambientes secos (como a Caatinga): As plantas aprenderam a fechar os estômatos nas horas mais quentes ou desenvolveram mecanismos rígidos para economizar água (como o metabolismo CAM dos cactos). O trade-off? Ao economizar água e fechar os poros, elas absorvem menos CO_2 e, portanto, crescem muito mais devagar do que uma planta de clima úmido. 4. Investimento em Raiz vs. Investimento em Folhas A planta divide sua biomassa dependendo do que está mais escasso no ambiente: Se o solo é pobre em nutrientes ou muito seco, ela desvia sua energia para expandir o sistema radicular (raízes), sacrificando o desenvolvimento da copa. Se ela está em uma floresta densa onde falta luz, o investimento vai todo para o caule e folhas para alcançar o topo, deixando as raízes em segundo plano. Em resumo: Os trade-offs são os moldes que definem a enorme diversidade de estratégias de vida na Terra. Não existe uma "planta perfeita" para todos os cenários; o que existem são combinações brilhantes de perdas e ganhos que funcionam para nichos específicos.

SOCIEDADES DESPREZANDO A NOVA TRAGÉDIA QUE AFLIGE A TODOS SERES VIVOS...

...AQUECIMENTO GLOBAL!!! REPRODUZIDO DE: https://share.google/MYbpZNfQwvEDIzetf
DESTAQUES: OBSERVAÇÃO: O número divulgado, de acordo com as autoridades, pode ser menor que o de fato registrado, por conta de subnotificações. 1) De acordo com estimativas divulgadas por pesquisadores, milhares de mortes adicionais foram associadas ao calor intenso, que elevou os termômetros a níveis históricos e colocou milhões de pessoas em risco, especialmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A situação levou autoridades a emitirem alertas de saúde, ampliarem os serviços de emergência e reforçarem orientações para que a população evite exposição ao sol nos horários mais quentes, mantenha a hidratação e procure locais climatizados. 2) Especialistas alertam que eventos de calor extremo estão se tornando cada vez mais frequentes e intensos devido às mudanças climáticas, aumentando os impactos sobre a saúde pública e a infraestrutura dos países europeus.

4 de jul. de 2026

AGROTÓXICOS E SEU LADO NEGATIVO DA PRODUÇÃO

OBS.: caso específico do "metil paration". REPRODUZIDO DE: https://revistacultivar.com.br/noticias/abelhas-rainhas-transferem-methyl-parathion-para-ovos
DESTAQUES: 1) IMPORTANTE: O produto está proibido no Brasil desde 2016. Qualquer uso atual da substância no país é considerado ilegal e enquadrado como crime ambiental e de saúde pública. 2) Abelhas operárias de Apis mellifera reduzem a entrada de pesticida na dieta da colônia, mas essa proteção perde eficiência sob exposição crônica. Quando esse mecanismo social entra em colapso, rainhas acumulam o composto nos ovários e transferem parte da carga química para ovos em desenvolvimento. O resultado aparece em estudo liderado por pesquisadores da Universidade da California, Davis com methyl parathion (DOI 10.1016/j.cub.2026.06.022). 3) A pesquisa avaliou o fluxo do organofosforado entre alimento, operárias, cera, rainhas, ovários e ovos. O methyl parathion entrou como composto modelo. O pesticida apresenta ação neurotóxica conhecida em abelhas e características físico-químicas próximas às de outros organofosforados.

3 de jul. de 2026

AVE RARA DA MATA ATLÂNTICA COM ESPERANÇAS DE RESGATE COM AUXÍLIO DE DRONES

REPRODUZIDO DE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/06/30/drone-termico-ajuda-cientistas-a-localizar-uma-das-aves-mais-raras-da-mata-atlantica.ghtml
DESTAQUES: 1) Encontrar uma ave que vive escondida no alto das árvores, se desloca discretamente entre as copas e quase não emite vocalizações sempre foi um dos maiores desafios para quem estuda a fauna da Mata Atlântica. Agora, pesquisadores brasileiros testaram uma tecnologia que pode mudar esse cenário. Uma expedição realizada na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, no sul da Bahia, utilizou um drone equipado com câmera térmica para localizar o crejoá (Cotinga maculata), uma das aves mais raras e ameaçadas do país. 2) O equipamento detecta pequenas diferenças de temperatura entre os animais e a vegetação, permitindo identificar indivíduos praticamente invisíveis em meio ao dossel da floresta. Ao longo de cinco dias de trabalho, foram realizados 19 voos experimentais sobre a mata. Além de registrar diferentes espécies, a equipe conseguiu localizar e filmar um indivíduo de crejoá — resultado considerado bastante promissor pelos pesquisadores para o desenvolvimento de uma nova metodologia de monitoramento. A expedição foi coordenada pela SAVE Brasil em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e contou ainda com apoio da RPPN Estação Veracel. 3) O crejoá ocorre exclusivamente na Mata Atlântica e está classificado como Criticamente em Perigo de Extinção em nível global. A espécie sofreu um forte declínio nas últimas décadas, principalmente em razão da perda e fragmentação do habitat. Além das ameaças ambientais, existe outra dificuldade: localizar a ave. Ao contrário de muitas espécies florestais, o crejoá passa a maior parte do tempo nas copas mais altas das árvores, movimenta-se silenciosamente e não possui cantos intensos que facilitem sua identificação durante levantamentos em campo. Essas características tornam os métodos tradicionais de monitoramento muito mais complexos. Segundo estimativas utilizadas nas avaliações das listas vermelhas nacional e internacional, a população da espécie pode estar entre 50 e 249 indivíduos maduros. A SAVE Brasil ressalta, porém, que esse número representa uma estimativa baseada nas avaliações de risco e não resulta de uma contagem populacional direta — justamente uma das lacunas que a nova metodologia poderá ajudar a preencher.

2 de jul. de 2026

PRIMATA EM RISCO DE EXTINÇÃO SALVO NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, SUDESTE DO BRASIL...

...ASSIM TODOS ESPERAM!
DESTAQUES: 1) Segundo o supervisor do programa, Victor Vale, o animal aparentava ser uma fêmea grávida, o que torna o registro ainda mais relevante para a conservação da espécie. O muriqui-do-norte está classificado como "Criticamente em Perigo (CR)" pela The International Union for Conservation of Nature (IUCN), ategoria que indica risco extremamente elevado de extinção na natureza. A bióloga Andressa Hartuiq, que participou da expedição, afirmou que o encontro foi surpreendente, principalmente por ter ocorrido em um fragmento florestal de pequenas dimensões. 2) "Me chamou a atenção perceber que um animal daquelas dimensões consegue viver em um fragmento florestal e encontrar recursos. Isso é uma prova da beleza da adaptação evolutiva", avaliou.

1 de jul. de 2026

“CUICA” Gracilinanus microtarsus. PEQUENO JARDINEIRO DA MATA ATLÂNTICA

REPRODUZIDO DE: https://www.agenciasp.sp.gov.br/estudo-unesp-paisagens-pequenos-mamiferos/
DESTAQUES: 1) Pequenos jardineiros da Mata Atlântica. As espécies observadas no estudo têm, em média, 100 gramas, e as maiores não ultrapassam os dois quilos. Isso é, são animais extremamente dependentes dos recursos que estão no seu entorno, uma vez que eles não têm a capacidade de uma ave de voar para outras áreas ou se deslocar longas distâncias como mamíferos de grande porte. “Esses roedores que nós capturamos são na sua maioria terrestres ou escansoriais, vivem entre o solo e os dossel de árvores. Eles dependem da estrutura de uma camada intermediária, da serrapilheira, onde comem insetos e se camuflam para proteção. Se a paisagem muda muito, isso afeta imediatamente essas espécies”, explica. 2) Além de serem indicadores da qualidade dos habitats e da integridade das paisagens ecológicas, os pequenos roedores desempenham uma função importante na cadeia trófica ao servirem de alimento para diferentes espécies de carnívoros e, ao mesmo tempo, possuírem frutos e sementes entre os principais elementos da sua dieta. Segundo a pesquisadora, essa atividade de predação das sementes é essencial para o recrutamento de algumas plantas, mantendo o equilíbrio da floresta ao impedir o domínio de certas espécies. 3) "É claro que o ideal é que as espécies tivessem à disposição toda a área que eles necessitam para sobreviver, mas não podemos ser ingênuos. O ser humano também precisa produzir alimentos e vai usar essas áreas”, argumenta Dias. “Esse trabalho busca colaborar para que a gente (=nós) consiga (consigamos) encontrar formas de equilibrar a necessidade de produção humana com a persistência das espécies, que também nos prestam serviços ecossistêmicos”, diz.