Contribuindo para entendermos a Natureza, respeitá-la e continuarmos vivendo!
Total de visualizações de página
17 de jul. de 2026
FURAR, PERFURAR, ATACAR, PROTEGER-SE: FUNÇÕES QUE EVOLUÍRAM NA NATUREZA COM GRANDE EFICIÊNCIA
FURAR E PERFURAR: Ambos os verbos significam fazer um orifício, mas furar é o ato genérico (e geralmente mais simples) de abrir uma passagem. Perfurar, por outro lado, indica uma ação mais profunda, técnica ou contínua.
REPRODUZIDO DE:
https://theconversation.com/do-espinho-ao-ferrao-as-ferramentas-de-perfuracao-da-natureza-287282
DESTAQUES:
1) A maioria das pessoas provavelmente não pensa na complexidade da natureza quando leva uma picada de abelha ou espeta o dedo em uma rosa. O ato perfurar algo com uma ferramenta afiada é incrivelmente comum no mundo natural. Exemplos de ferramentas de perfuração podem ser encontrados em toda parte: em mamíferos, cobras, pássaros, peixes, insetos, caracóis, águas-vivas, plantas, fungos, bactérias e até em vírus. Sua proliferação leva a uma contradição: se todas essas ferramentas de perfuração fazem essencialmente a mesma coisa, por que elas têm aparências, e às vezes comportamentos, tão diferentes?
2)É essa contradição que despertou minha curiosidade como cientista que estuda biomecânica, um campo que utiliza a física para compreender a diversidade biológica. Nos últimos 10 anos, os integrantes do meu laboratório e eu examinamos a física da perfuração na tentativa de compreender a ampla diversidade de ferramentas de perfuração que aparecem no mundo natural.
Em um artigo recente, analisamos 143 espécies e descobrimos uma relação maravilhosamente complexa entre a forma de uma ferramenta de perfuração e a finalidade para a qual ela é utilizada.
3) Nem todas as ferramentas de perfuração, no entanto, querem ser removidas.
O cholla saltador (Cylindropuntia fulgida) é um cacto que se reproduz por meio da disseminação de clones. Quando os animais roçam no cacto, parte dele fica presa neles, se desprende da planta principal e pega carona. Por fim, o cacto “passageiro” eventualmente cai e se torna um novo indivíduo. A razão pela qual o cholla consegue se agarrar tão bem é que seus espinhos são cobertos por farpas voltadas para trás, que garantem que eles fiquem presos na pele de quem os carrega.
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário