Schmitt falou sobre a importância das reservas, que, juntas, equivalem a cerca de 1 milhão de hectares de Floresta Amazônica, no Maranhão. “Não existe mais floresta lá, esse é o último maciço, o último fragmento. Além da importância ecológica, nessa área vivem três etnias indígenas. Parte deles optaram por viver em isolamento, então proteger essas áreas é imprecindível para o meio ambiente e para manutenção dessas etnias.”, disse.
Desde o início da ação, o Ibama aplicou 10 multas por infrações ambientais que totalizam R$ 1,7 milhão. Também foram apreendidos quatro caminhões e uma empilhadeira. A PF prendeu 11 pessoas envolvidas em crimes ambientais, sendo 10 prisões em flagrante e uma preventiva, e apreendeu duas armas. A PRF apreendeu oito caminhões usados para transportar madeira ilegal. A organização está atuando na segurança da operação, com apoio da Polícia Civil de Goiás (GT3), da Polícia Civil do Distrito Federal (DOE) e da Polícia Militar Ambiental do Maranhão.
Exploração madeireira
A madeira extraída ilegalmente das áreas protegidas é transportada por estradas clandestinas até as serrarias em caminhões adaptados, chamados toreiros. Nas serrarias, a madeira é processada e comercializada no Maranhão e em outros estados.
O Ibama informou que a exploração legal de madeira na região pode ser feita por meio de planos de manejo florestal sustentável e do aproveitamento decorrente de autorização de supressão da vegetação para uso alternativo do solo. No entanto, durante a Operação Lignum o órgão verificou que algumas áreas autorizadas foram fraudadas para acobertar madeira ilegal. Novas ações estão programadas para ocorrer em toda a região.
Por: Maiana Diniz
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Maria Claudia
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