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29 de ago. de 2025

PLÁSTICOS NOS OCEANOS. PAÍSES QUE MAIS CONTRIBUEM

Leia mais em: https://www.gazetasp.com.br/cotidiano/descubra-4-paises-poluem-oceanos-plastico/1162140/ https://www.gazetasp.com.br/
DESTAQUES: 1) Um levantamento global mostra que mais de 1.000 rios em todo o planeta respondem por cerca de 80% do plástico que chega aos oceanos a cada ano. 2) A estimativa inclui 1 milhão de toneladas métricas de resíduos plásticos, de um total de 67,5 milhões geradas globalmente, segundo estudo publicado em 2021 na revista “Science Advances”, por Lourens J. J. Meijer e colaboradores. 3) Entre os países que mais contribuem para o lançamento de plásticos nos oceanos estão Filipinas, Índia, Malásia e China. Juntos, esses países são responsáveis por centenas de milhares de toneladas métricas de plástico despejadas nos mares anualmente. 4) FILIPINAS: Com 4.820 rios identificados como fontes de poluição, estima-se que o país despeje 356.371 toneladas métricas de plástico por ano nos oceanos. ÍNDIA: Contribui com aproximadamente 126.513 toneladas métricas de plástico por ano, provenientes de diversos rios em todo o país. MALÁSIA: Estima-se que 1.070 rios sejam responsáveis pela emissão de cerca de 73.098 toneladas métricas de plástico anualmente. CHINA: Com 1.309 rios contribuindo para o problema, o país despeja aproximadamente 70.707 toneladas métricas de plástico por ano nos oceanos.

26 de ago. de 2025

ESPÉCIES ALÓCTONES NO BRASIL

CONCEITOS (do Glossário de Ecologia-Breno M. Grisi) AUTÓCTONE AUTÓCTONE = INDÍGENO = ENDÊMICO Organismo originado em determinado local e que em certo estádio de desenvolvimento da comunidade ele cresce, multiplica-se, contribuindo assim para o metabolismo da comunidade. (Ver ALÓCTONE; e ESPÉCIE EXÓTICA) ALÓCTONE ALÓCTONE = INVASOR Organismo alóctone, também chamado de “invasor”, é aquele que se origina em outro local e é transportado para determinado ambiente na forma vegetativa ou de esporo. Animais que foram inadvertidamente introduzidos pelo ser humano em ambientes que lhes são estranhos, são também alcunhados de “invasores”. As “plantas invasoras” de cultivos, assim chamadas pelos ecólogos e conhecidas na linguagem agronômica como “ervas daninhas”, são em muitos casos, organismos alóctones. ESPÉCIES ALÓCTONES NO BRASIL (reproduzido da IA): No Brasil, espécies alóctones, como o javali, o mexilhão-dourado, o coral-sol, a abelha africana (Apis mellifera scuttelata) e o peixe-leão, causam sérios problemas como a perda de biodiversidade, a competição por recursos e a alteração de ecossistemas. Essas espécies, introduzidas pelo homem, proliferam sem predadores naturais, causando desequilíbrios que afetam a fauna, a flora e a estrutura dos habitats. Exemplos de espécies alóctones e seus problemas: Javali (Sus scrofa): Causa prejuízos à biodiversidade, ao setor agrícola e a processos ecológicos ao destruir vegetação e áreas naturais. Mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei): Alastra-se rapidamente e forma aglomerados, dificultando o controle e a análise. Coral-sol (Tubastraea spp.): Afeta a zona costeira, ocupando o espaço de espécies nativas. Peixe-leão (Pterois volitans): É um predador agressivo de espécies nativas, que se alimenta de uma grande variedade de peixes e desloca as espécies locais. Abelha africana (Apis mellifera): É agressiva, causando impactos nas florestas ao espalhar-se e interferir no ambiente. Cipó-chumbo e braquiária: A braquiária é uma planta que predomina em diversas áreas do Brasil, incluindo parques, e interfere no crescimento de outras espécies. Mosquito-da-dengue (Aedes aegypti): É um vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya, representando um problema de saúde pública. Principais problemas causados por espécies alóctones: Perda de biodiversidade: A chegada de espécies exóticas pode levar à extinção de espécies nativas, que não conseguem competir por recursos. Desequilíbrio ecológico: As invasões biológicas alteram os balanços de predadores, presas e recursos em um ecossistema, que levou gerações para atingir um estado estável. Alteração de habitats: Algumas espécies alóctones modificam os ambientes, prejudicando as condições de vida das espécies nativas. Impactos econômicos: Espécies invasoras podem causar danos econômicos, como a redução na produção agrícola ou a necessidade de grandes investimentos em controle e erradicação, aponta G1. Problemas de saúde pública: Vetores de doenças, como o mosquito da dengue, também são espécies invasoras que impactam diretamente a saúde humana, segundo o Terra. VER TAMBÉM EM: https://ndmais.com.br/meio-ambiente/de-pinus-a-javalis-especies-invasoras-dao-prejuizo-economico-bilionario-diz-estudo-com-a-ufsc/

25 de ago. de 2025

JAVALIS E JAVAPORCOS: PROBLEMAS PARA A AGRICULTURA E ZOONOSES!

VISÃO GERAL CRIADA POR IA: A situação atual dos javalis e javaporcos no Brasil é de uma praga em expansão, que causa danos significativos à agricultura (devastando lavouras), ao meio ambiente (competindo com fauna nativa) e à saúde pública (transmissão de doenças). A espécie, introduzida no país e resultante do cruzamento entre javalis selvagens e porcos domésticos, está presente em todos os estados, sendo o controle realizado através de abate, autorizado pelo IBAMA e executado por caçadores cadastrados, embora a eficácia e o método do controle sejam alvo de debate. ACESSAR VÍDEO: https://youtu.be/ySgU2z7WxXg?si=BIQQXWzxifBB3PqJ

24 de ago. de 2025

BICOS DE AVES: NO PROCESSO EVOLUTIVO FORAM APARECENDO! E OS QUE DERAM CERTO FORAM SE PERPETUANDO

ACESSAR: https://youtu.be/ca2Ya3tupQI?si=CrxlVoS2ebI6A2c5

COMBUSTÍVEIS: FÓSSEIS versus HIDROGÊNIO VERDE

SOBRE O HIDROGÊNIO VERDE - ACESSAR: https://www.google.com/search?apps=ma,yt&bih=798&biw=393&channel=iss&client=mobilesearchapp&cs=0&ctzn=America/Fortaleza&gsawvi=1&hl=pt&ie=UTF-8&inm=vs&ioshw=iPhone17,3&ntyp=1&q=vantagens%20e%20desvantagens%20do%20hidrog%C3%AAnio%20Verde&rlz=1MDAPLA_ptBR847BR847&source=ios.gsa.default&spknlang=pt-br&v=382.0.794785026&vpa=2&vse=1#:~:text=verde%2C%20produzido%20pela%20eletr%C3%B3lise%20da%20%C3%A1gua COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS: Acessar: https://jornal.usp.br/articulistas/paulo-feldmann/a-petrobras-os-investimentos-em-combustiveis-fosseis-o-brasil-e-mesmo-um-pais-sustentavel/ DESTAQUES: 1) Outra constatação recente é a de que as catástrofes vão acontecer principalmente no Hemisfério Sul e menos no Norte. Esse fato deveria ser suficiente para motivar lideranças brasileiras a exigirem que as nações do Norte sejam mais vigorosas na adoção de medidas contra as emissões de CO2. Inclusive porque o Brasil é um dos países mais bem-dotados do mundo em termos de fontes renováveis e deveria ser um líder brigando pela redução das emissões de CO2. Mas, infelizmente, não vemos a Petrobras empenhada nessa questão. Pelo contrário, pois agora pretende pesquisar e explorar a Margem Equatorial, o que pode levar a empresa a ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo. É provável que venha a ser uma vitória de Pirro, pois a maioria dos especialistas acha que, em torno de 2035, a oferta de petróleo será muito maior que a demanda e, com isso, os preços do petróleo começarão a despencar de forma irreversível. P.S. Vitória de Pirro: Uma "vitória de Pirro" ou "vitória pírrica" é uma vitória que custa tão caro ao vencedor que equivale a uma derrota. A expressão surgiu após o rei Pirro do Épiro, durante a guerra contra Roma, ter conquistado uma vitória na batalha de Ásculo, mas com perdas tão grandes que ele mesmo comentou que outra vitória como aquela o levaria à ruína.

20 de ago. de 2025

REFORÇANDO O QUE JÁ FOI POSTADO VÁRIAS VEZES NESTE "BLOG"...

ESTA COP 30 SERÁ APENAS PREPAPARATÓRIA PARA A PRÓXIMA!!! REPRODUZIDO DE: https://oglobo.globo.com/brasil/cop-30-amazonia/noticia/2025/08/19/em-nova-carta-presidente-da-cop30-diz-que-80percent-dos-paises-membros-do-acordo-de-paris-nao-tem-novas-metas-para-reduzir-emissoes.ghtml
DESTAQUES 1) O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, publicou, nesta terça-feira, sua sexta carta à comunidade internacional, focada nos preparativos para a conferência. No documento, ele cobra a busca pela eliminação gradual dos combustíveis fósseis e a implementação de esforços para zerar o desmatamento e a degradação florestal até 2030, além de lembrar que 80% dos países membros do Acordo de Paris ainda não apresentaram novas metas para reduzir as respectivas emissões nacionais (NDCs). 2) "Ao cruzarmos a marca dos 100 dias antes da COP30, cerca de quatro quintos (4/5) dos membros do Acordo de Paris ainda não apresentaram novas NDCs para 2035. As Partes sabem como é importante que a UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) receba as NDCs a tempo de serem refletidas no relatório de síntese (apresentado em outubro)", cobra Lago. Na carta, o embaixador afirma que, em conjunto, a redução das emissões dos países "prometem efetivamente à humanidade um futuro seguro, próspero e sustentável". Para solucionar as divergências, o embaixador ressalta que está "determinado a oferecer todas as condições para um diálogo franco, aberto e criativo". 3) "Se a imagem apresentada pelo conjunto de nossas NDCs se revelar decepcionante, é nossa responsabilidade coletiva convertê-la em um quadro que assegure um planeta habitável, proteja todas as economias e melhore os padrões de vida e as oportunidades para todos os povos e para todas as gerações – uma imagem que deixe nossos filhos orgulhosos, aliviados e esperançosos quanto ao seu próprio futuro", diz outro trecho. 4) Participantes tem ameaçado não comparecer à conferência e pedido a mudança da sede da cúpula para outra cidade brasileira. “A presidência da COP30 convida a comunidade internacional a fazer de Belém um ritual de passagem para marcar e celebrar com sobriedade a nossa transição para um futuro mais promissor e próspero”, diz a carta, a quinta do tipo a ser publicada. Como mostrou o GLOBO, a três meses do início da cúpula, o valor cobrado por quartos simples na capital paraense chega até mesmo a ultrapassar a diária de unidades de luxo em capitais como Rio, São Paulo e Brasília. Além disso, as plataformas de reserva criadas pelo Governo Federal indicam que os participantes podem precisar dividir as mesmas camas enquanto permanecerem na conferência.

19 de ago. de 2025

REGENERAÇÃO EM MANGUEZAL: É PERFEITAMENTE POSSÍVEL

REPRODUZIDO DE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-08/reflorestamento-permite-volta-de-animais-mangue-na-baia-de-guanabara DESTAQUES: 1)A Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim, na região metropolitana do Rio de Janeiro, voltou a receber moradores que há tempos não frequentavam mais a região, que abrange manguezais na Baía da Guanabara. São aves, caranguejos, aranhas e borboletas que se sentem novamente acolhidos em um ecossistema que, depois de anos de degradação, dá sinais de regeneração. 2) Quem descreve e confirma esse novo cenário são os responsáveis pelo Projeto Uçá, da ONG Guardiões do Mar em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. O projeto trabalha na restauração dos manguezais e monitora dados da biodiversidade, solo e água da APA de Guapi-Mirim desde 2022. Segundo os organizadores, o retorno dos animais indica aumento de biodiversidade e de reequilíbrio ambiental. No caso do caranguejo marinheiro, o reflorestamento foi decisivo, já que precisam das árvores para locomoção. As borboletas também reapareceram assim que os mangues apresentaram um crescimento significativo. E as aranhas são responsáveis por controlar as pragas que podem prejudicar o ecossistema. 3) Outros animais que tem aparecido com mais frequência são capivaras, tamanduás-mirins, quatis, garças e o caranguejo-uçá. Até o momento, foram registradas 62 espécies de aves, mamíferos e crustáceos nas áreas reflorestadas. São destacadas aquelas que estão no topo da cadeia alimentar, como garça-azul, garça-grande-branca e o mamífero mão-pelada.
4) Monitoramento de aves O acompanhamento das aves pelo Projeto Uçá é tido como um dos pilares técnicos para medir a recuperação ambiental. São feitos registros fotográficos e auditivos, com o auxílio de aplicativos como Merlin e WikiAves, além do uso de câmeras com lentes teleobjetivas para registros mais precisos de espécies. O cálculo é de que as aves só voltaram a aparecer depois que a vegetação dos mangues alcançou altura a partir de 3 metros. Um dos exemplos foi o registro raro da figuinha-do-mangue, que está na lista de espécies em extinção. 5) Monitoramento de aves O acompanhamento das aves pelo Projeto Uçá é tido como um dos pilares técnicos para medir a recuperação ambiental. São feitos registros fotográficos e auditivos, com o auxílio de aplicativos como Merlin e WikiAves, além do uso de câmeras com lentes teleobjetivas para registros mais precisos de espécies. O cálculo é de que as aves só voltaram a aparecer depois que a vegetação dos mangues alcançou altura a partir de 3 metros. Um dos exemplos foi o registro raro da figuinha-do-mangue, que está na lista de espécies em extinção.

15 de ago. de 2025

COP 30. EM BELÉM DO PARÁ. VAI DAR CERTO (?) EM QUE SENTIDO?!

REPRODUZIDO DE: https://www.infomoney.com.br/politica/plano-de-lula-para-a-cop30-na-amazonia-corre-risco-de-se-tornar-um-caos-logistico/
DESTAQUES: 1) A cúpula climática das Nações Unidas deste ano, marcada para novembro no Brasil, foi planejada para fazer história ao reunir líderes mundiais, diplomatas e cerca de 50 mil outros participantes no coração da floresta amazônica. Agora, o evento corre cada vez mais o risco de ser definido por um iminente fiasco logístico. Com menos de 100 dias para o evento, o Brasil está sob críticas de países preocupados com a escassez de quartos de hotel e os altos custos de acomodação em Belém, a cidade-sede escolhida por sua proximidade com a floresta, e não por sua infraestrutura turística. A secretaria brasileira da COP30, como a cúpula é conhecida, adiou uma reunião marcada para quarta-feira para tratar das questões de hospedagem; nova data ainda não foi anunciada. 2) Em uma carta de 19 páginas, revisada pela Bloomberg News, enviada do Brasil a vários países membros da ONU participantes da COP30, os organizadores rejeitaram a ideia de mudar a sede da cúpula. “Não haverá local alternativo, pois a COP30 não será transferida de Belém”, afirmou a carta, porque a cidade-sede “já possui um número suficiente de leitos para acomodar todos os participantes esperados". A carta incluía respostas a 48 perguntas de várias delegações nacionais participantes da cúpula, e quase metade delas tratava de preocupações sobre o alto custo e a baixa disponibilidade de acomodações. Um porta-voz da COP30 recusou-se a confirmar a carta. 3) Até 8 de agosto, os organizadores disseram ter mapeado 53 mil leitos em Belém e áreas próximas: 14.547 em hotéis, 6.000 em dois navios de cruzeiro, 10.004 em aluguel de temporada por meio de imobiliárias e 22.452 pelo Airbnb. O governo afirma que mais opções serão adicionadas às plataformas oficiais de reserva BNetwork e Qualitours. 4) Os preços das acomodações dispararam, superando os de hotéis de luxo no Rio de Janeiro. Reservar o apartamento de um quarto “Doce Lar” em Belém, recentemente listado no Booking.com para os 11 dias da cúpula climática, custaria impressionantes 1,4 milhão de reais (US$ 267.380). Um quarto com cama king-size e vista para o mar no icônico Copacabana Palace, no Rio, custaria 96.223 reais. Crescem os temores de que esses preços excluam nações mais pobres. Pacotes especiais com tarifas reduzidas foram garantidos para delegações de pequenas ilhas e dos países mais pobres, categorias que incluem mais de um terço dos membros da ONU. O governo brasileiro afirmou que essas delegações receberão 15 quartos individuais com preços entre US$ 100 e US$ 200 por noite. Os demais países têm garantidos 10 quartos individuais por delegação, com preços entre US$ 200 e US$ 600. 5) "Uma crise logística como essa é a antítese de uma COP do povo, uma COP inclusiva”, disse Claudio Angelo, coordenador de políticas internacionais do Observatório do Clima, uma coalizão da sociedade civil sobre o clima. “Esta COP corre o risco de ser a mais excludente da história da convenção climática da ONU".

13 de ago. de 2025

RETORNANDO ÀS JUSTIFICATIVAS PARA LIMITAR A ALTURA DE PRÉDIOS NA ORLA MARÍTIMA DE JOÃO PESSOA, PARAÍBA

A PARTIR DE ENTREVISTA DA DRª PAULA FRASSINETE (ASPAN-Associação Paraibana dos Amigos da Natureza) https://www.instagram.com/reel/DNRg9GtvvrD/?igsh=dDlvenhmbzJkdnVh Estou republicando: EDIFICAÇÕES NA ORLA MARÍTIMA DE JOÃO PESSOA: ABORDAGEM ECOLÓGICA DO PROBLEMA (reproduzido, em parte, de artigo publicado no jornal CORREIO DA PARAÍBA, de 04 de maio de 2004: “ESPIGÕES: PROBLEMINHA E PROBLEMÕES”) “Os maiores problemas ambientais residem na diferença entre a maneira como a Natureza trabalha e a maneira como o homem pensa” (Gregory Bateson, ecólogo). Toda vez que algum movimento, política e economicamente bem articulado, é lançado na mídia, visando “melhorar” nosso ambiente urbano, “incrementar” o turismo, “trazer” o progresso (e outros jargões da moda usados por tais articulistas), eu me lembro da observação feita pelo ecólogo acima mencionado. Um desses movimentos é o da construção de espigões na orla marítima de João Pessoa. Passa-se o tempo e as idéias de “desenvolvimento”, baseadas na especulação do espaço e o lucro por elas gerado, continuam predominando. É fácil compreender que profissionais da engenharia civil, arquitetura e técnicos de áreas afins, sejam capazes de propor medidas com a pretensão de amenizar o simples e único aspecto desvantajoso, na visão deles, gerado pelos famosos espigões: a ventilação. Fundamentam-se tais profissionais no desenho arquitetônico, uso de materiais especiais e no conhecimento sobre a “dinâmica dos ventos”, para justificarem a construção de edifícios. Este é o probleminha. Por outro lado, geógrafos, biólogos e ecólogos, e outros profissionais que pesquisam sobre o meio ambiente, fundamentados nos estudos dos fatores que influenciam sobre a vida humana (numa visão antropocêntrica) e sobre a vida vegetal e animal, como um todo (numa visão ecocêntrica), compreendem que o conceito de condições ambientais adequadas a uma boa qualidade de vida, implica num conjunto de fatores ou componentes abióticos, ou seja, que não têm vida (energia solar, água, oxigênio, vento, topogrtafia, espaço etc.) e bióticos, ou seja, que têm vida (plantas, animais e microrganismos). A combinação, inter-relação, interdependência e ação equilibrada desses fatores, constituem as condições ambientais que permeiam a boa qualidade de vida, tais como a precipitação pluvial, o calor, a umidade do ar, a luminosidade, as correntes de vento, as variações estacionais, assim como a vegetação, o solo, o espaço, a topografia etc. A problemática da construção de espigões não pode centrar-se única e exclusivamente na questão da dinâmica dos ventos. A literatura científica mostra que um ambiente sofre degradação quando nele ocorre um dos seguintes processos: distúrbio ou estresse. Um ambiente, natural ou urbano, pode estar apto a resistir a um distúrbio ou perturbação fortuita, como por exemplo um vento forte, uma tempestade violenta ou forte insolação. Mas o estresse, diferentemente do distúrbio, é uma pressão contínua, com tendência a ser prolongada. Agora surgem os problemões. Um ambiente urbano, com alta densidade de espigões, proporciona uma ilha de calor permanente (a água da chuva flui rapidamente pelas galerias pluviais, sem dar tempo para resfriar o ambiente, pois não há evaporação lenta, pelo fato de que o solo que desempenhava essa função foi recoberto pela pavimentação de ruas, calçadas e pátios dos edifícios). Há maior intensidade de tráfego, resultando em maiores poluições atmosférica e sonora. As ruas, há longo tempo planejadas, continuarão estreitas, sem espaço para árvores, que abafariam o ruído e absorveriam poluentes. Crianças e idosos, os extremos da faixa etária humana, sempre esquecidos nos nossos planejamentos urbanos, são os que mais sofrem. A água da chuva, que cai nos pátios dos edifícios, é na sua maioria, conduzida para a rede de esgotos, que terá esta sobrecarga, além da carga resultante do aumento da densidade de residências. A manutenção da rede de esgotos não é satisfatória. Neste ponto é bom lembrar a observação: o desenvolvimento de um povo é medido a partir da sua capacidade de manutenção dos seus serviços. A nossa capacidade continua precária. O aumento da densidade populacional humana, elevando a freqüência diária à praia, gera maior carga de resíduos orgânicos. Os micro-organismos, responsáveis pela decomposição e reciclagem da matéria orgânica no solo, certamente não terão o tempo necessário para realizar esse processo, que se agravará pela possível ocorrência de sombras, à tarde, causadas por edifícios próximos à praia. A probabilidade de se contrair doenças em contato com a areia e a água do mar aumenta. Crianças são as mais vulneráveis. E depois de tantos problemas, quais as soluções? No caso da orla marítima de João Pessoa, o princípio da verticalização para crescer, não é solução. Administrar a situação presente, para manter uma boa qualidade de vida, já demanda recursos e esforços limitantes. O incentivo à pesquisa científica, à criatividade, às inovações não-degradadoras, precisa ser estimulado e financiado. Às vezes me pergunto: afinal, por que e para que nossa sociedeade precisa de Universidade, se o que prevalece sempre é o interesse político e econômico? (Breno Grisi (professor aposentado da UFPB).

12 de ago. de 2025

RESTAURAÇÃO...EXIGE BIODIVERSIDADE

SUSTENTABILIDADE REQUER QUATRO "PILARES": PRODUÇÃO, BIOGEOCICLAGEM, BIODIVERSIDADE E CONTROLE POPULACIONAL. Tais componentes essenciais já foram contemplados em postagens neste "blog". http://ecologiaemfoco.blogspot.com/2024/10/os-quatro-pilares-de-sustentacao-da_29.html Na postagem de hoje, está squi reproduzido divulgação realizada por: https://oeco.org.br/salada-verde/restauracao-nao-se-sustenta-sem-biodiversidade-dizem-cientistas/
DESTAQUES: 1) A restauração de ambientes naturais no Brasil precisa priorizar a biodiversidade, pois focar só na captura de carbono ou no plantio massivo de árvores seria um erro técnico, um retrocesso institucional e ambiental que pode trazer grandes prejuízos ao país. 2) Segundo os autores, estratégias que ignoram a variedade de vida podem criar paisagens apenas estéticas – as “pinturas de verde” – que não sustentam a complexidade dos ecossistemas, a estabilidade ecológica ou os benefícios da restauração para as pessoas. Nesse sentido, ignorar a biodiversidade pode comprometer serviços ecossistêmicos essenciais. Entre os impactos, estão a perda genética, maior exposição a eventos climáticos extremos, aumento dos incêndios, riscos sanitários e ao abastecimento de água e alimentos, sobretudo para povos indígenas e tradicionais. 3) Para driblar esses erros, o documento recomenda incluir mais especialistas e comunidades locais no planejamento e na tomada de decisões sobre restauração. Também sugere que os projetos – públicos ou privados – priorizem as espécies nativas de cada local e a conexão entre fragmentos de vegetação.

"TERRAS RARAS" NO BRASIL: PROVAVELMENTE MUITOS "BURACOS" VÃO SER EXECUTADOS...

... RESTARIA SABER SE SOLOS ESBURACADOS SERÃO RECONSTITUÍDOS CONFORME MANDA NOSSA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL REPRODUZIDO DE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2025/08/11/pesquisadores-identificam-alta-concentracao-de-terras-raras-na-regiao-central-do-rs.ghtml
RESUMO: Pesquisadores da UFSM, UFRGS e Unipampa identificaram rochas com alta concentração de elementos de terras raras em Caçapava do Sul, na Região Central do RS. As "terras raras" são minerais que compõem um grupo de 17 elementos químicos encontrados na natureza, normalmente misturados a outros minérios de difícil extração e com alto valor comercial. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras — cerca de 21 milhões de toneladas, o equivalente a 23% do total global — mas ainda não realiza a produção e o refino desses elementos em escala industrial. A pesquisa liderada pelo professor Marcelo Barcellos da Rosa, do Departamento de Química da UFSM, aponta que os carbonatitos — rochas ígneas raras — presentes em Caçapava do Sul são ricos em elementos de terras raras (ETRs), além de nióbio e tântalo. Os corpos carbonatíticos identificados, como os de Passo Feio e Picadas dos Tocos, contêm minerais como apatita, pirocloro, monazita-(Ce) e aeschynita-(Ce), fundamentais para tecnologias modernas como motores elétricos, turbinas eólicas e satélites.

6 de ago. de 2025

SEM NOÇÃO DAS PROPORÇÕES, OU DESRESPEITO À LEGISLAÇÃO (?!)

REPRODUZIDO DE: https://ndmais.com.br/meio-ambiente/foto-desmatamento-para-plantar-pinus-ultrapassa-tamanho-de-ilha-de-sc-denunciam-pesquisadores/
Desmatamento em campos de altitude ocorre, principalmente, para plantação de pinus – Foto: Science/Divulgação/ND. DESTAQUES: 1) Pesquisadores denunciaram o desmatamento de aproximadamente 50 mil hectares da Mata Atlântica em Santa Catarina para a plantação de pinus no estado. A área ultrapassa o tamanho da Ilha de Santa Catarina, onde fica parte de Florianópolis. 2) O artigo “Lei estadual ameaça campos de altitude do Brasil” foi publicado em 10 de julho na revista científica Science — prestigiada no meio acadêmico pela publicação de pesquisas em diversas áreas do conhecimento. No estudo, os autores trazem dados do MapBiomas que apontam o desmatamento ocorrido em 15 anos — entre 2008 e 2023 — e alertam que uma lei catarinense, aprovada em 2022, ameaça os campos de altitude do estado. 3) A legislação estadual mencionada no artigo é a Lei nº 14.675/2009, do Código Ambiental de Santa Catarina, que estabelece que a proteção da mata nativa em campos de altitude, vale apenas quando esses campos estão localizados em áreas acima de 1.500 metros. A lei catarinense conflita com a legislação federal, que determina a proteção em áreas acima de 1.000 metros de altitude.

2 de ago. de 2025

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA E MORTE DE CRIANÇAS NO RIO DE JANEIRO: FORTES INDÍCIOS!

REPRODUZIDO DE: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2025/07/poluicao-do-ar-contribui-para-morte-de-criancas-na-zona-oeste-do-rio-de-janeiro-diz-estudo.shtml
[31.jul.2025 Gabriel Gama SÃO PAULO] DESTAQUES: 1) Poluição do ar contribui para morte de crianças na zona oeste do Rio de Janeiro, diz estudo Pesquisa estima que 8,5% dos óbitos infantis em Bangu e Santa Cruz poderiam ser evitados caso limite da OMS fosse respeitado. 2) Em O material particulado fino tem alta capacidade de penetração nos pulmões e pode alcançar a corrente sanguínea, causando inflamações e o agravamento de doenças respiratórias. As crianças são mais vulneráveis, por terem um sistema imunológico ainda em desenvolvimento. A poluição do ar na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro contribui para mortes e internações de crianças com até cinco anos de idade. É o que aponta um estudo conduzido por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da UVA (Universidade Veiga de Almeida). O trabalho analisou a concentração de material particulado fino, o chamado PM 2.5, de abril a novembro de 2023 nos distritos de Bangu e Santa Cruz. A região tem grande atividade industrial, especialmente de siderúrgicas, além de emissões provocadas por veículos. 3) O estudo considerou dados do sistema EpiRio, da Prefeitura do Rio. Em todo o ano de 2023, a mortalidade de crianças menores de um ano por 1.000 nascidos vivos foi de 11,3 em Bangu e 13,8 em Santa Cruz. De 8% a 11% dos óbitos foram relacionados a doenças respiratórias. 4) O período seco, de junho a setembro de 2023, teve a pior qualidade do ar. Em mais da metade dos dias analisados, a medição de material particulado fino ultrapassou o limite considerado seguro pela OMS, de 15 microgramas por metro cúbico (μg/m³).