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10 de mar. de 2016

ÍNDICE DE PERFORMANCE AMBIENTAL: FINLÂNDIA EM PRIMEIRO LUGAR; E BRASIL EM QUADRAGÉSIMO SEXTO

Reproduzido de http://www.oeco.org.br/noticias/ranking-mostra-quais-os-melhores-e-piores-paises-no-tratamento-da-natureza/

Ranking mostra quais os melhores e piores países no tratamento da Natureza


Para obter o relatório acima, acesse o link:

http://epi.yale.edu/sites/default/files/EPI2016_FINAL%20REPORT.pdf

O Índice de Performance Ambiental (do original em inglês Environmental Performance Index) de 2016, produzido pela universidade de Yale, nos EUA, e publicado a cada dois anos, analisou o desempenho de 180 países em políticas de proteção de ecossistemas e da saúde humana. A pesquisa qualificou as nações baseada em nove categorias: impactos na saúde; qualidade do ar; água e saneamento; recursos hídricos; agricultura;, florestas; pesca; biodiversidade e habitat; clima e energia.

O primeiro lugar ficou com a fria Finlândia, com população de 5,5 milhões de habitantes, metade da população da área metropolitana do Rio de Janeiro. Além de conquistar a 1ª posição em 2016, a Finlândia assumiu o compromisso de até 2050 se tornar uma sociedade neutra em emissões de carbono.

Os dois maiores gigantes econômicos do mundo não emplacaram os dez melhores: os EUA ficaram com a 26ª posição, e a China com a 109ª.

O desempenho do Brasil, na 46ª, foi superior a maioria dos países da América Latina, com as exceções da Argentina (43ª), Costa Rica (42ª) e Cuba (45ª). Na gestão brasileira, segundo o relatório de Yale, o destaque foi para a queda pela metade do desmatamento entre 2003 e 2011, que, entretanto, voltou a subir em 2014.

Na última década, o índice mede que o Brasil melhorou 16,94% seguindo a tendência de outros países em desenvolvimento, como a Índia, que apesar de ainda ocupar a 141ª posição no ranking evoluiu 20,87% desde 2006.

Os dez primeiros colocados do ranking são todos do continente europeu. Fecham com a Finlândia em ordem: Islândia, Suécia, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Portugal, Estônia, Malta e França. A hegemonia europeia foi conquistada com a queda de Singapura, país asiático que no relatório de 2014 estava na 4ª posição e agora está na 14ª.

Os últimos colocados são em geral países africanos e asiáticos. A Somália foi o lanterna da edição de 2016, repetindo o resultado de 2014. O país ficou com a 180ª posição, o que pode ser considerado em boa parte consequência de 25 anos de guerra civil. Uma das variáveis que mais pesou para a Somália foi a perda de biodiversidade. Por exemplo, o país não possui guarda costeira e é um paraíso para barcos pesqueiros ilegais de todo o mundo, o que gera sobre pesca e exaustão da fauna marinha local.

O site do índice de Performance Ambiental provê desde o relatório completo de 2016, que pode ser baixado em PDF, até informações segmentadas como o ranking geral dos países analisados.


9 de mar. de 2016

"ESL - ENGLISH: A SCIENTIFIC LANGUAGE"

Apostila, toda em inglês, como ajuda para quem deseja utilizar a língua inglêsa para comunicação científica.

Acesse o link:

https://www.dropbox.com/s/xqic1ho0s1tj6d9/ESL-March2016.pdf?dl=0

1 de mar. de 2016

ALTERA-SE UM AMBIENTE NATURAL RADICALMENTE E DEPOIS APARECEM PEIXES MORTOS. PARA "SURPRESA" DOS EMPREENDEDORES! OU SERIA APENAS UM PROBLEMA NO MANEJO?

Reproduzido de http://amazonia.org.br/2016/03/superintendente-do-ibama-diz-que-peixes-nao-se-adaptaram-a-barragem/

Superintendente do Ibama diz que peixes não se adaptaram à barragem

Milhares de peixes foram encontrados mortos próximo à usina de Lajeado. Órgão ambientais e empresa disseram que irão investigar o caso.

Após a denúncia do aparecimento de milhares de peixes mortos próximo à barragem da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães em Lajeado, a 50 km de Palmas, o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Joaquim Henrique Montelo Moura, disse que os peixes ainda não entenderam a lógica da geração de energia. “A natureza não se adaptou ao mecanismo de barramento do rio”, argumentou Moura.

A afirmação partiu de uma entrevista realizada na tarde desta terça-feira (18), na sede do órgão em Palmas, para a TV Anhanguera.

Um internauta flagrou a mortandade dos animais no domingo (16) e gravou um vídeo. As imagens mostram que os peixes ficaram presos entre as pedras, após o fechamento das comportas da usina.

O superintendente reconhece que o fechamento da barragem é uma agressão contra a vida dos animais, que estão em época de reprodução. Na piracema a pesca predatória é proibida e quem mais lamentou a morte dos peixes foram os próprios pescadores. Segundo eles, o nível do rio baixou 15 metros em menos de meia hora.

“Se tivesse feito direito não estaria morrendo peixe nenhum. Porque no tempo, se a água descesse devagarzinho, dava tempo dos peixes saírem”, observou o presidente da Colônia de Pescadores de Lajeado, Domingos Ferreira Lima.

Em agosto do ano passado, aconteceu a mesma coisa. A Investco, empresa que administra a usina, e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), prometeram investigar e resolver o problema, que se repete com frequência. “Dá prejuízo para os próprios ribeirinhos, próprio pescador. Acaba com os peixes tudo de uma vez”, lamentou o presidente da Colônia de Pescadores.

Sobre essa recente mortandade a Investco alegou que não houve abertura, nem fechamento de comportas e informou que apura o que aconteceu. Já o Naturatins, por meio da assessoria de comunicação, alegou que os técnicos estiveram na barragem e que, nos próximos dias, serão divulgadas as conclusões e possíveis punições à usina.