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4 de jul. de 2012

CLIMA FAZ FOLHAS FICAREM MAIS ESTREITAS

Hoje, 4 de julho, dia da independência da poderosa nação norte-americana, propositadamente ou não, os físicos europeus (parece que descobriram e) revelaram ter obtido a "partícula de Deus" ou o bóson de Higgs.

OBSERVAÇÃO (um tanto quanto irreverente): ao ver essa denominação (despretensiosa, de partícula de Deus) me veio à mente algo que sempre achei que alguns físicos pensam que "o universo foi inventado por causa deles".

Mas enquanto isso não se confirma com repetições do experimento, continuo mais preocupado em tomar conhecimento sobre o que vem ocorrendo em nosso planeta. Sei que as pesquisas sobre o Universo são importantes para o conhecimento humano, mas o aquecimento global além de também fazer parte dessa busca incessante pelo conhecimento, diz respeito especialmente à sobrevivência humana aqui, no nosso "sofrido planetinha"!!!




[Reproduzido de: BBC News, 04/julho/2012]

BILINGUE

INGLÊS: Herbarium samples helped the researchers compare leaf widths over more than a century.
PORTUGUÊS: Amostras de herbário ajudaram os pesquisadores a comparar largura de folhas de mais de um século.

ING.: Leaves are getting narrower on some plant species as a result of changes to the climate, a study has suggested.
PORT.: As folhas estão ficando mais estreitas em algumas espécies de plantas como resultado de mudanças no clima, sugeriu esse estudo.

ING.: A team of Australian researchers studies specimens from the wild and from herbarium collections stretching back more than 120 years.
PORT.: Uma equipe de pesquisadores australianos estuda espécimes no ambiente selvagem e de coleções de herbários retrocedendo a mais de 120 anos.

ING.: Analysis of the herbarium samples found that leaf width had decreased by two millimetres.
PORT.: Análise das amostras do herbário encontraram que a largura da folha tem diminuído em dois milímetros.

ING.: Lead author, Greg Guerin, from the University of Adelaide, said the team chose narrow-leaf hopbush (Dodonaea viscosa subsp. angustissima) as it appeared to display different leaf characteristics in different climates.
PORT.: O autor principal, Greg Guerin, da Universidade de Adelaide, disse que a equipe escolheu a "hopbush" de folha-estreita (Dodonaea viscosa subsp. angustissima) por parecer ostentar diferentes características foliares em climas diferentes.

ING.: The researchers looked at more than 250 herbarium specimens collected from one region: Flinders Ranges, southern Australia's largest mountain range.
PORT.: Os pesquisadores examinaram mais de 250 espécimes de herbário coletadas de uma região: Flinders Ranges, a maior cadeia de montanhas do Sul da Austrália.

ING.: Dr Guerin observed: "Historical herbarium collections provide immediate access to wide sampling throughout a geographic region and through time.
"You just can't replicate that kind of sampling, covering hundreds of kilometres... from one region over 130 years."
PORT.: O Dr. Guerin observou: "Coleções históricas de herbário fornecem acesso imediato a ampla amostragem através de região geográfica e do tempo. Você não pode simplesmente replicar esse tipo de amostragem, cobrindo centenas de quilômetros... de uma região ao longo de 130 anos".

ING.: To support this data, the team gathered 274 field samples from a mountain, collecting specimens at every 50m drop in altitude.
PORT.: Para substanciar esses dados, a equipe juntou 274 amostras de campo de uma montanha, coletando espécimes a cada redução de 50 m de altitude.

ING.: Between 1950 and 2005, the team added, there had been a 1.5C (2.7F) increase in the maximum temperatures in the region but there had been little change in rainfall patterns.
PORT.: Entre 1950 e 2005, acrescentou a equipe, houve aumento de 1,5C (2,7F) nas temperaturas máximas na região, mas tem havido pouca mudança nos padrões de chuva.

ING.: Next steps
Dr Guerin said: "The next step is to test whether similar patterns are emerging in other species and in other regions."
PORT.: Próximos passos
PORT.: Dr. Guerin disse: "O próximo passo é testar se padrões similares estão emergindo em outras espécies e em outra região".

ING.: Dr Guerin said that the shift in leaf shapes could, in some cases, have wider ecological consequences. "We now know that every degree of warming is ecologically significant and generating ecological disequilibrium".
PORT.: O Dr.. Guerin disse que mudança nas formas de folhas poderiam, em alguns casos, ter consequências mais amplas. "Nós agora sabemos que cada grau de aquecimento é ecologicamente significante, gerando desequilíbrio ecológico".




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MAMÍFEROS DO BRASIL: LISTA ANOTADA DA CONSERVAÇÃO INTERNACIONAL


Lista Anotada de Mamíferos do Brasil - 2ª Edição

A primeira versão da “Lista Anotada dos Mamíferos do Brasil” foi publicada pela Conservação Internacional em 1996, no volume 4 da série Occasional Papers in Conservation Biology. Por muitos anos foi a principal referência sobre a fauna de mamíferos do Brasil. Ao longo desse tempo a descoberta de novas espécies, o acúmulo de novos registros, as revisões taxonômicas e as compilações mais recentes elevaram significativamente o número conhecido de espécies de mamíferos no país. Nessa segunda edição da “Lista Anotada de Mamíferos do Brasil” os autores indicam não apenas quais são essas espécies, mas também fornecem informações sobre suas características biológicas e ecológicas e reforçam a posição do país como uma das nações mais Megadiversas do planeta. A obra publicada em 2012, com texto em português e em inglês, contém 76 páginas e está disponível no formato eletrônico.

Acesse o site e baixe o documento em pdf:

http://www.conservation.org.br/publicacoes/

DESMATAMENTO NOS TRÓPICOS: CONTRIBUI COM 10 POR CENTO DAS EMISSÕES GLOBAIS DE GASES

[Reproduzido de www.amazonia.org, 03/07/2012]










Uma nova análise publicada recentemente no periódico Science revela que as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) provenientes do
desmatamento tropical são menores do que se pensava. De acordo com
o estudo, essas emissões representam cerca de 10% da liberação total
de carbono, e não entre 20% e 30% como afirmavam pesquisas
anteriores. Os resultados do trabalho, financiado pelo Banco Mundial e desenvolvido pela Winrock International, Applied GeoSolutions, Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e Universidade da Califórnia, mostram uma
estimativa média de emissões brutas de 0,81 bilhões de toneladas
métricas de carbono por ano, com um intervalo entre 0,57 e 1,22
bilhões de toneladas métricas entre 2000 e 2005, o que equivale a entre 7% e 14%% das emissões mundiais. Já a maioria das análises anteriores se fundamentava nos dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que calculam as emissões líquidas de mudança no uso da terra tropical entre 0,6 e 1,6 bilhões de toneladas métricas, o equivalente a cerca de 20% das emissões de GEEs da atividade humana com base em informações da década de 1990.

A grande diferença do método do novo trabalho e do da FAO é que o primeiro leva em consideração o desmatamento bruto, enquanto o outro considera o desmatamento líquido, que inclui já reflorestamentos. Isso pode parecer uma vantagem, mas um dos problemas com a metodologia da FAO é que ela inclui plantações
industriais de árvores (monoculturas) como florestas, e não inclui a derrubada de árvores para lenha como desmatamento, considerando essa prática como “áreas temporariamente sem estoque”.


Uma das principais descobertas do trabalho é que florestas tropicais úmidas emitem muito mais carbono do que outros tipos de vegetação. Para se ter uma ideia, dois países com florestas tropicais úmidas, o Brasil e a Indonésia, foram responsáveis por 55% das emissões totais do desmatamento tropical.

No entanto, eles enfatizaram que, apesar de as emissões do desmatamento serem menores do que o esperado e seus valores continuarem a cair percentualmente devido ao aumento das emissões de outros setores, a derrubada de árvores ainda é grande, e deve ser controlada. “A contribuição relativa do desmatamento para as emissões totais de gases do efeito estufa provavelmente continuará a decair ao longo do tempo já que as emissões de outros setores aumentam, mas a perda de milhões de hectares de floresta por ano continua considerável”, alertou Alexander Lotsch, do Banco Mundial.


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