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8 de abr. de 2013

PREVENÇÃO, TRADICIONALMENTE, INEXISTE NO BRASIL

Um dos ditados populares mais antigos no Brasil "é melhor prevenir do que remediar", é minimamente praticado entre nós, seja na área de saúde, onde a Medicina Preventiva não é priorizada, ou em diversas outras áreas. Inclua-se aqui a defesa civil. Os exemplos recentes das tragédias ocorridas na região sudeste, com as enchentes e desmoronamentos, confirmam plenamente esta afirmação.
O vídeo que gravei recentemente sobre o rio Jaguaribe, que atravessa vários bairros de João Pessoa, atesta que as autoridades preferem atuar no  "pós-tragédia".
Acessem:

4 de abr. de 2013

1649 ÁREAS DE PRESERVAÇÃO NO BRASIL


[Reproduzido de www.mma.org.br]

UCs completam 12 anos

    Martim Garcia/MMAGaetani: poucos países avançam tantoGaetani: poucos países avançam tanto
    Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) atinge o total de 1.649 áreas de preservação em todo o país.

    Lucas Tolentino

    O principal mecanismo de conservação da biodiversidade brasileira completou 12 anos. Ao longo da trajetória, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) atingiu o total de 1.649 áreas de preservação em todo o país. O dado representa 1,5 milhão de km quadrados de terrenos protegidos, o equivalente a 17,2% do território nacional continental e 1,5% do território marítimo.
    A comemoração dos 12 anos do SNUC contou com a participação do ministro interino do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, do secretário de Biodiversidade e Florestas, Roberto Cavalcanti, e de outros dirigentes do MMA em seminário realizado, nesta quarta-feira, na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    Os participantes do evento ressaltaram os resultados alcançados como um marco de sucesso da implantação do sistema, estabelecido pela Lei nº 9.985, de 2000. "Raríssimos países tiveram uma iniciativa tão ambiciosa e conseguiram executar o que o Brasil executou com o SNUC", avaliou Cavalcanti. "Será necessário, agora, levar esse conceito inovador para uma próxima etapa."

    DESAFIOS

    O ministro interino do Meio Ambiente alertou que o sistema enfrenta uma série de desafios. "A lei é um grande avanço". declarou. "Mas será preciso compatibilizar a vontade e a ciência com uma visão de longo prazo". Gaetani afirmou que o trabalho de criação de novas unidades de conservação seja feito com cautela para evitar impasses de ordem fundiária.

    Quatro linhas de ação devem ser consideradas nas iniciativas que darão continuidade à implantação do SNUC. De acordo com o ministro interino, o processo tem de contemplar a variedade de modelos de gestão das unidades de conservação, a compensação ambiental, o método de criação de novas áreas e a revisão das que já existem.

    PARTICIPAÇÃO

    A riqueza dos recursos naturais do país também foi lembrada no evento. A diretora de Áreas Protegidas do MMA, Ana Paula Prates, afirmou que áreas relevantes foram beneficiadas pelo SNUC. "O Brasil é considerado o principal país em termos de biodiversidade", explicou. "As principais paisagens brasileiras estão, hoje, dentro de uma unidade de conservação".

    O aumento na quantidade de áreas de preservação depende da participação popular, na opinião do presidente do ICMBio, Roberto Vinzentin. "Temos de atingir as organizações sociais e os movimentos populares. É essencial incentivar a mobilização e o engajamento da opinião pública para que ocorra uma tomada de consciência da população", acrescentou.

    2 de abr. de 2013

    ALERTA DE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA PODE NÃO IMPLICAR EM DEGRADAÇÃO!!!


    [Reproduzido de www.amazonia.org.br]

    Alertas de desmatamento na Amazônia Legal sobem 26% em seis meses

    Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal subiram 26%, entre 1º de agosto de 2012 e 28 fevereiro de 2013, em comparação ao mesmo período do ano passado, informou ontem (28) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
    Os dados foram registrados pelo Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real do Inpe, que usa imagens de satélite para analisar a perda da Floresta Amazônica em nove Estados. Eles incluem a degradação, referente ao desmatamento parcial da floresta, e o corte raso, quando há desmatamento total da área e o solo fica exposto. No total, foram registrados alertas de desmatamento ou degradação nos últimos seis meses em 1.695,27 quilômetros quadrados da floresta.
    Segundo o diretor de Proteção Ambiental do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Luciano de Menezes Evaristo, o índice divulgado hoje ainda não comprova o aumento de desmatamento na região.
    “Não se pode dizer que com o aumento de alertas houve o aumento de desmatamento. Isso porque o Deter, que tem um componente de degradação florestal que pode se tornar ou não em desmatamento. Temos que aguardar o período Prodes [Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia] em julho para ser definido se aquela degradação foi realmente corte raso [desmatamento]”, explicou.
    Os campeões da lista de alertas de desmatamento são os estados de Mato Grosso, do Pará e de Rondônia. O Acre teve uma redução de 84% nos alertas – no período analisado em 2012, foram 28, e este ano, apenas quatro.
    “Mato Grosso e Pará sempre foram os campeões do desmatamento. Esses alertas podem estar sendo impulsionados pelo boom das commodities, pelo aumento do preço da terra e pode ter havido uma pressão maior no mês de julho. Mas a administração ambiental reagiu, mudou as estratégias e trouxemos de novo sob o controle qualquer ameaça [de degradação da floresta]”, disse Evaristo.