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7 de ago. de 2026

LIXO EM DESERTO. ATACAMA, CHILE

UM COMPLEXO DE GRANDE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE ROUPAS E OUTROS ACESSÓRIOS (PROVAVELMENTE MUITOS SUPERFLUOS!) NÃO UTILIZADOS E DIFÍCIL DE TER DESTINO ÚTIL REPRODUZIDO DE: "Lixo do mundo': o gigantesco cemitério de roupa usada no deserto do Atacama. REPRODUZIDO DE: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-60144656
DESTAQUES: 1) O calor é extenuante. Ao meu redor só há terra, areia e algumas aves de rapina que dão voltas pelo ar em busca de animais mortos. O silêncio é desolador. São 11 da manhã de uma segunda-feira de dezembro. Estou no imenso deserto do Atacama, no norte do Chile, na altura da cidade de Iquique - situada a 1.800 km da capital Santiago. Montanha de lixo com '18 andares de altura' garante sobrevivência de pobres na Índia. A solução inovadora contra a montanha de lixo plástico que produzimos. A alguns metros consigo avistar uma enorme montanha. Vamos nos aproximando pouco a pouco em um caminho improvisado e sem marcas de trilha. 2) A imagem vai ficando cada vez mais nítida. Sapatos, camisetas, casacos, vestidos, gorros, trajes de banho e até luvas para neve formam essa surpreendente montanha. São peças inexplicavelmente abandonadas em pleno deserto. É roupa descartada pelos Estados Unidos, pela Europa e Ásia, enviada ao Chile para ser revendida. 3) Das 59 mil toneladas importadas todos os anos, grande parte (algo como 40 mil toneladas) não é vendida - acaba no lixo. A maioria fica nas cercanias de Alto Hospicio, uma comunidade com altos níveis de pobreza e vulnerabilidade. Em novembro, imagens desse lixão deram a volta ao mundo. Quisemos ir até lá para averiguar com profundidade o que está acontecendo. 4) Como funciona o mercado de roupa usada? Caminhões carregados com fardos de roupa usada entram e saem da Zona Franca de Iquique, mais conhecida como Zofri. Este paraíso das compras abriga um imenso parque industrial onde operam mais de mil empresas que comercializam seus produtos isentos de impostos. Seu lugar estratégico no norte do Chile - a poucos quilômetros do porto do Iquique - transforma a área em um importante centro comercial para outros países latino-americanos como Argentina, Brasil, Peru e Bolívia.

6 de ago. de 2026

SE NA CIDADE DE SÃO PAULO, A MAIOR METRÓPOLE DA AMÉRICA DO SUL, TEM PRECIPITAÇÃO PLUVIAL ELEVADA... ESTARIA EM TEMPO DE FAZER COMO FOI FEITO EM CIDADE DO JAPÃO?!

CONTROLANDO INUNDAÇÕES EM MUITOS LOCAIS DA CIDADE!
TRANSCRITO DO GOOGLE-Gemini: A cidade do Japão famosa por abrigar o maior sistema subterrâneo de armazenamento e vazão de água de chuva do mundo é Kasukabe, localizada na província de Saitama, no entorno da Grande Tóquio.  O complexo é chamado de Canal de Escoamento Subterrâneo Externo da Área Metropolitana (Metropolitan Area Outer Underground Discharge Channel), popularmente conhecido como G-Cans. A principal câmara desse reservatório é chamada de "Templo Subterrâneo" devido aos seus 59 pilares gigantescos de concreto. Como funciona o sistema: Capacidade e estrutura: Fica a cerca de 50 metros abaixo do solo, composto por 5 poços verticais gigantescos conectados por 6,4 km de túneis.  Objetivo: Durante fortes tempestades e tufões, a água das cheias dos rios locais é desviada para esses reservatórios subterrâneos.  Escoamento: Bombas de altíssima potência drenam a água acumulada e a descarregam com segurança no rio Edogawa, protegendo a região metropolitana de Tóquio contra inundações graves. Outras cidades japonesas, como Osaka (com o reservatório de Hiranogawa) e a própria capital Tóquio (com a Bacia do Rio Kanda), também possuem reservatórios subterrâneos semelhantes para contenção de águas pluviais.

POR QUÊ NA CIDADE DE SÃO PAULO CHOVE MUITO MAS O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA CONTINUA BAIXO?

UMA ABORDAGEM DO PROBLEMA EM: https://oeco.org.br/noticias/a-contabilidade-da-agua/ EIS RESPOSTA DO GOOGLE-Gemini, uma explanação restrita ao problema em termos micro-regional. Destaco que em termos macroclimáticos certamente teríamos também que buscar respostas relacionadas aos "rios voadores". ABORDAGEM NO GOOGLE-Gemini: A aparente contradição entre temporais na cidade de São Paulo e os níveis baixos dos reservatórios (como o Sistema Cantareira) deve-se a fatores geográficos, hidrológicos e operacionais: 1. A chuva cai no lugar "errado" (Localização das Bacias). A água que abastece a Região Metropolitana de São Paulo vem de represas situadas a dezenas de quilômetros da capital. O Sistema Cantareira, por exemplo, fica na divisa entre o interior de São Paulo e o Sul de Minas Gerais (represas Jaguari e Jacareí).  Pancadas de chuva intensas na Zona Sul, na Avenida Paulista ou no Centro da capital caem dentro do perímetro urbano e não alimentam os rios e nascentes que enchem os grandes reservatórios do sistema. 2. Impermeabilização do solo urbano Na cidade de São Paulo, o asfalto, o concreto e a falta de áreas verdes impedem que a água infiltre no solo. O volume de água escoado vai para a rede de drenagem e deságua em rios urbanos (como o Pinheiros e o Tietê), gerando alagamentos e enxurradas em vez de recarregar aquíferos ou ser aproveitada para o abastecimento público. 3. Absorção do solo nas cabeceiras (A chuva precisa "encharcar" antes). Nas áreas onde ficam as represas, após longos períodos de estiagem, o solo fica extremamente seco. As primeiras chuvas são absorvidas pela terra para reidratar o solo e abastecer o lençol freático. Apenas quando o solo atinge o ponto de saturação é que a água começa a correr para os rios e, finalmente, chegar aos reservatórios. 4. Calor extremo e evaporação. Temperaturas elevadas aumentam o ritmo de evaporação das represas e elevam o consumo de água pela população. Níveis altos de evaporação diminuem os ganhos de dias de chuva pontuais. 5. Balanço entre Entrada e Retirada de Água. O volume dos reservatórios depende do saldo diário entre o que entra (vazão dos rios afluentes) e o que é retirado para tratar e distribuir para mais de 20 milhões de habitantes. Se a vazão de retirada for maior do que o volume que chega às represas, o nível do sistema continua em queda ou estagnado, mesmo em dias chuvosos.