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19 de out. de 2021

BRASIL 2021: ALIMENTAÇÃO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19

 

Trecho reproduzido de GLOBORURAL:

Além da fome, consequência da insegurança alimentar grave que atingiu 19 milhões de brasileiros no último ano, a crise econômica agravada pela pandemia de Covid-19 também tem impactado a qualidade da alimentação de uma parcela da população que viu a sua renda diminuir em meio ao aumento expressivo no preço dos alimentos básicos. “Quando a gente olha os índices de preços, a carne de frango, a carne congelada, o pescado, o ovo, essas fontes de proteínas primárias subiram muito de preço. Já para os ultraprocessados, como nuggets e hambúrguer, essa a variação de preços foi bem menor”, destaca o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor calculado pela FGV-IBRE, André Braz.  

Observações do livro do:

Dr. David Servan-Schreiber: “Anticâncer: prevenir e vencer usando nossas defesas naturais” (2009). 2ª. Ed. Rio de Janeiro, Fontanar/Edit. Objetiva, 312p.

Meio ambiente e adaptações. O autor faz a seguinte observação (p. 85): “Nossos genes se constituíram há muitas centenas de milhares de anos, na época em que éramos caçadores e colhedores. Eles se adaptaram ao meio ambiente de nossos ancestrais, e especialmente às suas fontes de alimentos. Só que nossos genes evoluíram muito pouco. Hoje, como ontem, nossa fisiologia espera uma alimentação semelhante à que tínhamos quando comíamos os produtos da caça e da colheita: muitos legumes e frutas, de tempos em tempos algumas carnes ou ovos de animais selvagens, um equilíbrio perfeito entre os ácidos graxos essenciais (ômega-6 e ômega-3) e muito pouco açúcar e farinha nenhuma (a única fonte de açúcar refinado para os nossos ancestrais era o mel, sendo que eles não consumiam cereais)”.
O primeiro ser humano, a revolução agrícola e os novos alimentos. Algo “muito importante” é apontado como de consequências imprevisíveis, pelo autor: hoje, 56 por cento de nossas calorias provêm de três fontes que NÃO EXISTIAM quando nossos genes se desenvolveram: açúcares refinados (cana-de-açúcar, beterraba, xarope de milho, de frutose etc.), farinhas brancas (de trigo principalmente) e óleos vegetais (soja, girassol, milho e agora a já famigerada gordura trans). Todos de aparecimento muito recente [Nota: presume-se que a revolução agrícola tenha ocorrido há uns 10 mil anos; e um dos primeiros seres humanos, o Homo ergaster (erectus) já existia há cerca de 1 milhão de anos; ver Richard Dawkins, “A grande história da evolução”, 2009, São Paulo, Cia. das Letras, 759p. Preço: R$67,00].

Os brasileiros estão consumindo mais alimentos ultraprocessados durante a pandemia. Conforme estudo realizado pelo Datafolha, sob encomenda do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, o consumo de ultraprocessados na faixa-etária dos 45 a 55 anos saltou de 9% em 2019 para 16% durante a pandemia, neste ano. Já o estudo NutriNet Brasil aponta que o consumo desse tipo de alimento aumentou nas regiões Norte e Nordeste e no estrato de menor escolaridade da pesquisa. O consumo de alimentos ultraprocessados entre a faixa etária dos 45 a 55 anos é preocupante, porque é justamente nessas idades que há prevalência de sobrepeso e obesidade, que podem propiciar o surgimento de doenças crônicas e influenciar o grau de manifestação da covid-19 em caso de infecção, informa Renata Bertazzi Levy, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e integrante do estudo NutriNet Brasil.

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