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23 de ago. de 2026
ANIMAIS SILVESTRES versus VIDA URBANA
REPRODUZIDO DE:
https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/08/21/estiagem-e-queimadas-atraem-ouricos-a-areas-urbanas-no-interior-de-sp-saiba-evitar-acidentes.ghtml
O ouriço-cacheiro (Coendou prehensilis e outras espécies do mesmo gênero) é um mamífero roedor nativo das Américas, muito conhecido no Brasil por seu corpo coberto de espinhos defensivos.
Estiagem e queimadas atraem ouriços a áreas urbanas no interior de SP; saiba evitar acidentes.
Segundo o especialista, na cidade de Cerqueira César (SP) registra-se entre 20 e 30 resgates de ouriços-cacheiros nos meses de agosto e setembro. Confira as orientações do profissional para evitar acidentes com os animais.
[Por Pâmela Beker*, g1 Itapetininga e Região]
DESTAQUES:
1) Espinhos, focinho alongado e hábitos noturnos: essas são algumas das características do ouriço-cacheiro, também conhecido popularmente como porco-espinho. Apesar da aparência espinhenta, o mamífero roedor não oferece riscos à saúde humana. Nos meses de agosto e setembro, o animal costuma aparecer com mais frequência em áreas urbanas.
Entre os motivos que levam esses animais a deixar seus esconderijos estão fatores ambientais, como a estiagem, a busca por alimentos na zona urbana e as queimadas, segundo o biólogo Thiago Godoi, de Cerqueira César (SP).
2) “Normalmente, aqui na nossa região, essa é a época que eles mais aparecem. Por estarmos entrando na época de estiagem, eles tendem a sair mais em busca de alimentos e acabam entrando em áreas urbanas. A escassez de alimentos, queimadas e diminuição de áreas de mata forçam esse comportamento”, esclareceu o especialista.
3) "A cidade é rodeada de áreas verdes, por isso o aparecimento. Calculamos uma média de 20 a 30 resgates desse tipo por ano. É uma dos animais mais frequentes resgatados. Apesar da quantidade, na maioria das vezes, é um resgate bem simples de realizar”, apontou.
Os ouriços-cacheiros não têm uma época específica para se reproduzir e, geralmente, vivem de forma solitária. Segundo Thiago, o período de maior ocorrência de nascimentos da espécie vai de agosto a novembro, coincidindo com a transição entre a estação seca e o início da primavera.
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