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7 de nov. de 2026

"FEBRE EM ANFÍBIOS E RÉPTEIS" (?!)

REPRODUZIDO DE: https://jornal.usp.br/ciencias/anfibios-e-repteis-com-febre-cientistas-estudam-como-variacao-termica-do-ambiente-favorece-febre-comportamental/
DESTAQUES: 1) Animais ectotérmicos, como anfíbios e répteis, dependem de fontes externas de calor para regular a temperatura corporal. Quando enfrentam uma infecção, podem procurar ambientes mais quentes para elevar o calor do corpo e favorecer a resposta imunológica. Esse comportamento é conhecido como febre comportamental. Um estudo conduzido por pesquisadores da USP e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e publicado em importante revista científica investigou como a variação térmica do ambiente influencia essa estratégia de defesa. Os resultados apontaram que ambientes com maior variação de temperatura ao longo do dia estão associados a respostas de febre comportamental mais intensas. A análise também identificou diferenças entre anfíbios e répteis, e mostrou que a reação varia conforme o tipo de agente infeccioso. 2) Febre comportamental A febre é um mecanismo de defesa natural do organismo para combater infecções. Quando agentes infecciosos são identificados, o corpo eleva sua temperatura. Essa reação pode dificultar a multiplicação de alguns patógenos e facilitar os mecanismos de defesa. Os animais endotérmicos, como mamíferos e aves, produzem calor por meio do próprio metabolismo e conseguem conservar essa temperatura, mesmo diante de mudanças no ambiente. Durante uma infecção, o organismo consegue desenvolver a febre como parte da resposta imunológica. Já os animais ectotérmicos precisam recorrer a outra estratégia para desenvolver esse mecanismo de defesa. 3) Quando esses animais estão infectados por algum patógeno, eles podem alterar seu comportamento e procurar locais mais quentes para elevar a temperatura corporal. Essa reação é definida como febre comportamental e pode contribuir para a defesa contra ameaças. “Se um sapo está infectado por uma bactéria, para expressar essa resposta febril, ele precisa encontrar um canto mais quente do ambiente dele. Se está em uma poça d’água, ele precisa ir para uma rocha que está um pouquinho mais quente”, exemplifica Danilo Giacometti, professor no Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências (IB) da USP e um dos autores do artigo.

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