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18 de fev. de 2023
…. E EM JOÃO PESSOA, NA PARAÍBA, SAI DA CABEÇA DE UMA AUTORIDADE MUNICIPAL, AÇÕES PARA “ENGORDAR AS PRAIAS”!!!
Especialista recomenda estudos antes de engorda das praias de João Pessoa
Para professor da UFPB, a Prefeitura sugere obras mirabolantes, mas não resolve os problemas mais elementares da área.
Por Phelipe Caldas
Reproduzido de (reportagem completa):
https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2023/02/08/especialista-recomenda-estudos-antes-de-engorda-das-praias-de-joao-pessoa.ghtml#
Observação do responsável por este blog:
1) Há alguns anos, em aulas de Ecologia na UFPB, preparei curtos vídeos para meus alunos e na esperança de que pudessem ser úteis para as autoridades municipais, destacando a maneira como a Natureza se protege das ações do mar, graças ao acúmulo natural das grandes rochas arenitoferruginosas na base da falésia. Esta proteção da falésia é uma preocupação à parte! Distinta da tal "engorda das praias".
Acesso ao vídeo:
https://youtu.be/q_RgMUUTSs0
2) "Engorda das praias" é questão distinta, como bem afirma o professor autor da publicação aqui reproduzida, Saulo Vital, do Departamento de Geociência da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que defende estudos mais aprofundados antes de qualquer tipo de intervenção.
DESTAQUE: Ele comenta que diferentes praias da cidade exigem estratégias diferentes e que nada deveria ser feito de forma tão rápida, sem se ouvir especialistas de todas as áreas do conhecimento. Por exemplo, Saulo destaca que ninguém da área ambiental da UFPB foi ouvido até agora.
A COMPLEXIDADE DESSE TEMA é ilustrada na seguinte publicação:
https://issuu.com/justicaeco/docs/ojc_jornal_6_online/s/11507556
NO ESTADO DE ALAGOAS: ORLA MARÍTIMA SOB AMEAÇA! DOS SERES HUMANOS!!!
A REVOLTA DO MAR
Luiz Ferreira da Silva, 86
luizferreira1937@gmail.com
O mar sofre a influência de movimentos eustáticos em razão da fusão ou acúmulo de gelo, além de forças astrais, ora avançando de um lado, ora recuando no outro, equilibrando as águas.
Daí as regressões e transgressões marinhas. Isso é normal. No entanto, o homem pode alterar a linha da costa com construções de espigões, como o aconteceu em Ilhéus, provocando a invasão das águas na Barra de Itaípe ou barrar o processo de formação das praias (diques, dunas, terraços), como está acontecendo na Barra de São Miguel, AL e tantas outras orlas por este Brasil afora.
Nesta, foram implantadas mansões (Fig.1) no território praiano, num desafio ao mar, a poucos metros da linha d'água, impedindo a geogênese marinha, provocando acumulação de areias, inclusive mar adentro.
Isso porque o mar deixou de alimentar a sua planície marinha construída anteriormente. Ele bate a cara contra o muro, provocando um movimento helicoidal cuja energia produzida causa erosão aumentando cada vez mais a deposição inversa do material, com acúmulo anormal de areias, inclusive – repito- mar adentro, ao invés de depositar alhures toda esta sedimentação.
Daí área restrita da praia, com espessa camada de areia fofa e certa inclinação, tornando-a desconfortável ao se caminhar, mesmo nas baixas marés.
Por enquanto os arrecifes, que não são de alta resistência, pois são arenitos consolidados, estão segurando a revolta do mar.
Entretanto, a energia de retorno explicitada anteriormente pode abalar a sua estrutura e, com o tempo, possibilitar o avanço do mar, botando o homem para correr.
Um outro caso, a praia da Ponta Verde, Maceió/AL. A ganância imobiliária tomou parte da praia, reduzindo a pista de rolamento com a edificação de prédios a uma distância mínima do mar.
Essa primeira faixa urbana começaria mais adiante, na atual segunda quadra. Assim, a planície arenosa seria alargada e o mar continuaria seu trabalho constante de levar e trazer, de subir e descer, num processo normal ecológico.
Da mesma forma, ao invés da atual avenida litorânea, estreita e já com tráfego complicado (Figura 2), seria bem espaçosa, com duas pistas de cada lado e um canteiro central arborizado com espécies das restingas. Uma beleza cênica sem igual.
Mais cedo ou mais tarde o mar resgata tudo aquilo que lhe pertence, não por mandado judicial, mas por decisão da Mãe Natureza. Esta não perdoa àqueles que infringiram as suas leis (Figura 3).
E o castigo demanda custos. É só o prezado leitor, em sua caminhada pela bela orla, observar o trabalho da prefeitura de Maceió para conter a força erosiva no mar, usando imensos blocos de cimento, há meses e meses numa luta desigual! (Figura 4).
Aproveitando, vale a pena o alerta. Cuidar da Natureza é servir a Deus, é se garantir a si mesmo. É uma obrigação da cartilha humana. Desobedecê-la, corre-se o risco de se pagar caro mais adiante, pois ela não tem complacência. Daí as catástrofes climáticas, os desbarrancamentos ceifando vítimas, a queda de árvores nas cidades, os rios secando, as águas contaminadas por mercúrio e por vinhoto. O solo se degradando e a erosão roubando a sua produtividade. A floresta perdendo seus componentes e seus parceiros de vida.
No epicentro da catástrofe, o Homem, chamado de animal racional.
15 de fev. de 2023
VÍRUS MARBURG: EM PAÍS AFRICANO, MORCEGOS E POBREZA
O que é o vírus Marburg, doença com alta taxa de letalidade que causou surto em Guiné Equatorial
Até agora, nove mortes e 16 casos suspeitos com sintomas como febre, fadiga, vômito com sangue e diarreia foram relatados no país, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
(Vírus Marburg, "primo" do Ebola
CNN, São Paulo).
15/02/2023
A Guiné Equatorial registrou nesta semana o primeiro surto da doença causada pelo vírus Marburg. Testes preliminares realizados após a morte de pelo menos nove pessoas na província de Kie Ntem, no Oeste do país, confirmaram a febre hemorrágica viral.
As autoridades de saúde da Guiné Equatorial enviaram amostras ao laboratório de referência do Institut Pasteur no Senegal com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) para determinar a causa da doença após um alerta de um funcionário distrital de saúde no dia 7 de fevereiro.
Das oito amostras testadas no Institut Pasteur, uma foi positiva para o vírus. Até agora, nove mortes e 16 casos suspeitos com sintomas como febre, fadiga, vômito com sangue e diarreia foram relatados, de acordo com a OMS.
Marburg é uma febre hemorrágica, causada por um vírus altamente infeccioso da mesma família do vírus Ebola. O vírus é transmitido às pessoas por morcegos que se alimentam de frutos e se espalha entre humanos através do contato direto com os fluidos corporais, superfícies e materiais contaminados.
A doença, que começa de maneira abrupta, apresenta febre alta, dor de cabeça intensa e mal-estar. O período de incubação da doença varia de 2 a 21 dias. Os pacientes desenvolvem sinais hemorrágicos graves dentro de sete dias.
Criança infectada com vírus Marburg morre em Gana, na África
Gana tem primeiro surto do vírus Marburg; saiba mais sobre o “primo” do Ebola
De acordo com a OMS, as taxas de mortalidade de casos variaram de 24% a 88% em surtos anteriores, dependendo da cepa do vírus e da capacidade para o gerenciamento de casos.
Embora não existam vacinas ou tratamentos antivirais aprovados para tratar o vírus, os cuidados de suporte – como reidratação com fluidos orais ou intravenosos – e o tratamento de sintomas específicos reduzem os riscos de morte.
Diversos tratamentos potenciais, incluindo produtos sanguíneos, terapias imunológicas e medicamentosas, bem como candidatas a vacinas com dados de fase 1 estão sendo avaliados.
Contexto histórico
O reconhecimento inicial da doença aconteceu após dois grandes surtos que ocorreram simultaneamente em Marburg e Frankfurt, na Alemanha, e em Belgrado, na Sérvia, em 1967.
O episódio foi associado ao trabalho de laboratório com macacos verdes africanos (Cercopithecus aethiops) importados de Uganda. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, 31 pessoas ficaram doentes, inicialmente profissionais de laboratório, seguidos por vários médicos e familiares. Sete mortes foram registradas.
Posteriormente, surtos e casos esporádicos foram relatados em Angola, República Democrática do Congo, Quênia, África do Sul (em uma pessoa com histórico de viagem recente ao Zimbábue), Uganda e Gana. Em 2008, dois casos independentes foram relatados em viajantes que visitaram uma caverna habitada por colônias de morcegos Rousettus em Uganda.
Casos da doença fora da África são raros.
Como acontece a transmissão
O hospedeiro reservatório do vírus Marburg é o morcego da espécie Rousettus aegyptiacus, que habita em cavernas e é amplamente distribuída pela África. Morcegos infectados não apresentam sinais característicos da doença. Primatas, como humanos e macacos, podem ser infectados e desenvolver doença grave com alta mortalidade.
A infecção humana acontece a partir do contato com morcegos infectados.
Uma vez que um indivíduo é infectado, o vírus pode se espalhar através da transmissão entre pessoas por contato direto (através de lesões na pele ou pelas membranas das mucosas) com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de infectados.
Objetos contaminados com fluidos corporais de uma pessoa que está doente ou morreu da doença, como roupas de cama, agulhas e equipamentos médicos, também são fontes de transmissão.
As pessoas em maior risco são familiares e profissionais de saúde que cuidam de pacientes infectados sem o uso de medidas adequadas de prevenção. Veterinários e especialistas de laboratórios ou pesquisadores que atuam com primatas não humanos da África também podem ter maior risco de exposição ao vírus.
Sinais e sintomas
Após um período de incubação de 2 a 21 dias, o início dos sintomas é repentino e marcado por febre, calafrios, dor de cabeça e no corpo. Por volta do quinto dia após o início dos sintomas, pode ocorrer erupção na pele, principalmente no peito, costas região do estômago.
Os pacientes podem apresentar náuseas, vômitos, dor no peito, dor de garganta, dor abdominal e diarreia. O agravamento da doença leva a sintomas como icterícia (cor amarelada dos olhos e da pele), inflamação do pâncreas, perda de peso significativa, delírios, choque, insuficiência hepática, hemorragia e disfunção de múltiplos órgãos.
Diagnóstico
Como os sinais e sintomas da doença causada pelo vírus Marburg são semelhantes aos quadros clínicos de outras doenças infecciosas, o diagnóstico pode acontecer de maneira tardia.
A identificação de sintomas precoces característicos da doença e dados que relacionem a uma possível exposição ao vírus indicam a necessidade de isolamento do paciente e notificação das autoridades sanitárias.
O diagnóstico pode ser realizado em laboratório a partir de amostras do paciente. As técnicas incluem o diagnóstico molecular (RT PCR), que permite a identificação do material genético do vírus, e testes de antígeno.
Tratamento
Não existem tratamentos específicos para a doença causada pelo vírus Marburg.
Pacientes internados em hospitais podem receber terapia de suporte, com o objetivo de controlar os impactos da infecção para o organismo. As medidas incluem a manutenção do status de oxigênio, controle da pressão arterial, substituição de sangue perdido e o tratamento de possíveis complicações.
Prevenção
As medidas preventivas contra a infecção pelo vírus Marburg incluem evitar áreas com a presença de morcegos que se alimentam de frutos e o contato com primatas não humanos doentes.
Diante da suspeita ou confirmação da doença, devem ser adotadas medidas de prevenção e controle de infecção para evitar o contato físico direto com o paciente.
Além do isolamento, os cuidados incluem o uso de aventais, luvas e máscaras de proteção, esterilização e descarte adequado de agulhas, equipamentos e dejetos do paciente.
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