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11 de set. de 2024
SERES HUMANOS NÃO SOMENTE DESTROEM ECOSSISTEMAS: SÃO BÁRBAROS QUE MATAM CRIANÇAS!
"Os gastos militares globais cresceram 7%, chegando a 2,43 trilhões de dólares em 2023".
Muito difícil ignorar um dado como esse e esperar que problemas relacionados à degradação de ecossistemas sejam interrompidos. Incluindo também a redução do aquecimento global.
É também difícil entender como nós seres humanos desejamos ter futuro promissor se a base de nosso futuro, as crianças, são trucidadas impiedosamente!!!
BARBARISMO
"GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE"
Sou do tempo em que esta era a mensagem do Dia da Confraternização Universal - 1º de janeiro!
"Eu vou sugerir que o barbarismo seja considerado como uma característica humana permanente e universal, a qual se torna mais ou menos pronunciada de acordo com o jogo das circunstâncias."
— Simone Weil (filósofa francesa).
Eis alguns exemplos de tal barbarismo com mortes de crianças!
1. UCRÂNIA. Segundo dados oficiais da ONU, pelo menos 600 crianças foram mortas em ataques desde a escalada da guerra em 2022 e mais de 1,3 mil crianças ficaram feridas (29 de abr. de 2024).
2. GAZA. Mais de 13.800 crianças foram mortas na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Israel e Hamas, segundo a Diretora Executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Catherine Russell (18 de abr. de 2024).
3. Todos os dados acima são de abril/2024.
4. Um novo estudo do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, revela que entre 2005 e 2020 foram verificadas mais de 266 mil violações graves cometidas contra crianças em mais de 30 situações de conflito na África, Ásia, Oriente Médio e América Latina.
5. Embora alto, o Unicef acredita que esse número seja apenas uma fração das violações que tenham de fato ocorrido, pois restrições de acesso e segurança, vergonha, dor e medo, que as crianças e familiares sofrem muitas vezes dificultam a denúncia, dos crimes contra crianças em áreas de conflito armado.
7 de set. de 2024
A MAIOR ÁREA ALAGADA DO MUNDO! POR QUANTO TEMPO MAIS?!
REPRODUZIDO DE:
https://jornal.usp.br/radio-usp/avanco-da-degradacao-mostra-que-fim-do-pantanal-como-bioma-se-aproxima/
DESTAQUES
1) Esta semana, a ministra Marina Silva, em audiência no Senado, disse que poderemos perder o Pantanal até o final do século, segundo pesquisas científicas. Ela afirmou que, a cada ano, a cobertura vegetal da região diminui devido ao desmatamento e às queimadas, o que prejudica seriamente a bacia hidrográfica. Durante a audiência, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima disse ainda que é preciso aumentar cada vez mais os esforços e recursos para lidar com as consequências das mudanças climáticas.
Pedro Luiz Côrtes, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, comenta: ”Os indicadores são cada vez mais evidentes de que uma crise muito séria já se estabeleceu no Pantanal. Nós estamos perdendo realmente o Pantanal a olhos vistos”.
2) Pior do que o esperado!
Côrtes, na verdade, discorda da ministra. Mas não para aliviar a situação: o professor acredita que Marina Silva foi otimista e que, na sua visão, o Pantanal poderia acabar muito antes. “Baseado em um levantamento do MapBiomas, que mostra a redução da superfície de água no Pantanal, desde 1985 até o ano passado, eu digo que a ministra foi comedida nas suas observações. Porque, pelo avanço da degradação, da redução da quantidade de água no Pantanal, eu digo que na metade deste século ou por volta de 2060, já não tenhamos mais o Pantanal como um bioma.”
A característica marcante do Pantanal, de ser uma planície alagável, intercalando períodos de cheia com de seca, está em risco de acabar. Mesmo na seca, o bioma ainda mantém seus espelhos d’água, mas que diminuem de maneira acelerada. “A redução da quantidade de água é muito significativa nos últimos 40 anos e se acentuou neste século”, diz Côrtes.
3) Causas.
Essa redução é causada por motivos como o desmatamento da Amazônia, que tem reduzido as chuvas que ajudam a irrigar o Pantanal, e do Cerrado, o que compromete o abastecimento de rios e nascentes importantes. O caso da Amazônia é o fenômeno dos rios voadores, em que a umidade da floresta atravessa o Brasil de Norte a Sul e precipita ao longo do caminho. Com menos área florestada, porém, diminui também o potencial desse ciclo hídrico.
2 de set. de 2024
DESRTIFICAÇÃO DA CAATINGA: ALGUNS FATOS E FATORES
OBS.: há alguns anos realizamos trabalho em caatinga no cariri paraibano, mostrando a relação do pastejo na caatinga e a preservação da microbiota do solo:
LUNA, R.G. de; COUTINHO, H.D.M. & GRISI, B.M. (2008) Evaluation of pasture soil productivity in the
semi-arid zone of Brazil by microbial analyses. Brazilian Journal of Microbiology, 39:409-413.
Destaco agora este seguinte trabalho de pesquisa, com enfoque similar.
https://www.poder360.com.br/meio-ambiente/desertificacao-da-caatinga-reduz-funcionalidade-do-solo/
DESTAQUES:
1) Foram analisadas 54 amostras de terra obtidas em temporadas de seca e de chuva, em 3 diferentes territórios do Núcleo de Desertificação de Irauçuba, no norte do Ceará, sendo que cada um deles conta com áreas de vegetação nativa, degradada e restaurada. A redução de mais de 50% na funcionalidade do solo foi calculada por meio de diversas análises físicas, biológicas e químicas em áreas degradadas pela ação humana. Do ponto de vista físico, observou-se um solo bastante comprometido, principalmente pela compactação causada pelo pisoteio dos animais.
2) "Esse fenômeno reduz a porosidade, impedindo a infiltração de água e, consequentemente, acaba acelerando o processo de erosão do solo”, afirma Antonio Yan Viana Lima, doutorando na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP, pesquisador do RCGI e 1º autor do artigo.
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