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30 de set. de 2015

CALCULE SUA PEGADA ECOLÓGICA

Pegada Ecológica


Acesse o link:

http://www.pegadaecologica.eco.br/

A Pegada Ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental que permite avaliar a demanda humana por recursos naturais, com a capacidade regenerativa do planeta. A Pegada Ecológica de uma pessoa, cidade, país ou região corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e mar necessárias para gerar produtos, bens e serviços que utilizamos.

Ela mede a quantidade de recursos naturais biológicos renováveis (grãos, vegetais, carne, peixes, madeira e fibra, energia renovável entre outros) que estamos utilizando para manter o nosso estilo de vida. É utilizada uma unidade de medida, o hectare global (gha), que é a média mundial para terras e águas produtivas em um ano.

De acordo com dados da Global Footprint Network (GFN), se continuarmos consumindo como hoje, em 2050, serão necessários quase três planetas para sustentar a população mundial. Já no Brasil, para manter o estilo de vida, é preciso 1,5 planeta, ou seja, consumimos mais de 50% do que as Terra é capaz de produzir.

O WWF-Brasil atua com a Pegada Ecológica, buscando mobilizar e incentivar as pessoas a repensar hábitos de consumo e a adotar práticas mais sustentáveis. Além de utilizá-la como uma ferramenta de mobilização e de conscientização.
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28 de set. de 2015

POR MAIS IMPACTANTES QUE AS HIDROELÉTRICAS POSSAM SER...

... Dilma admite falhas em Belo Monte, mas diz NÃO ABRIR MÃO de hidroelétricas


NÃO EXISTE NENHUMA DECISÃO POLÍTICA BRASILEIRA PARA FORMAS ALTERNATIVAS NO SETOR DE ENERGIA




A presidente Dilma Rousseff reconheceu neste domingo em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, que houve falhas na construção da hidrelétrica de Belo Monte, principal obra de seu governo e uma das vitrines de sua campanha à reeleição.A presidente Dilma Rousseff reconheceu neste domingo em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, que houve falhas na construção da hidrelétrica de Belo Monte, principal obra de seu governo e uma das vitrines de sua campanha à reeleição.
“Tem falha?  Ah, não tenha dúvida que tem.  Mas fato de ter falhas não significa que a gente vá destruir esse processo.  Pelo contrário, temos de reconhecê-las e melhorar”, disse a presidente em entrevista a jornalistas após anunciar as propostas que o Brasil levará à próxima conferência climática da ONU, em dezembro.
Dilma foi questionada pela BBC Brasil sobre denúncias de irregularidades na usina, que recentemente teve sua licença de operação negada, e sobre críticas ao impacto de Belo Monte e da hidrelétrica de São Luiz dos Tapajós (ainda não licitada) em comunidades indígenas.

É a primeira vez que a presidente admite falhas em Belo Monte, maior hidrelétrica em construção do mundo, no Pará. Em sua campanha à reeleição, Dilma gravou um programa no canteiro de obras da usina e exaltou seu porte.

Na última quinta-feira, o Ibama (Instituto Brasileiro dos Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) condicionou a concessão da licença de operação de Belo Monte ao cumprimento de 12 requisitos. A cargo da concessionária Norte Energia, as ações incluem obras de saneamento e a conclusão do remanejamento de pessoas desalojadas pelo lago da usina.

A Norte Energia disse que comprovaria a realização das ações nos próximos dias. Sem a licença de operação, a usina fica impedida de encher seu reservatório e gerar energia.

O empreendimento enfrenta ainda uma série de críticas por seus efeitos em comunidades indígenas. Em entrevista à BBC Brasil em 2013, a então presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio, órgão ligado ao Ministério da Justiça), Maria Augusta Assirati, disse que Belo Monte “causou impactos enormes, alguns deles irreversíveis” em índios que vivem perto da construção.

Maior hidrelétrica brasileira em fase de planejamento, a de São Luiz do Tapajós, no sul do Pará, também é criticada por efeitos que poderá ter em comunidades indígenas. Estudos apontam que o lago da usina inundaria parte do território de índios munduruku.

‘Menor impacto possível’

Segundo a presidente, o Brasil tem de fazer todo o esforço para que as empresas que erguem hidrelétricas e outros tipos de usina “cumpram suas condicionalidades”.

“E se o governo não fizer cumprir, está errado o governo”, afirmou.

Dilma disse ainda que “temos de querer que as populações que cercam esses ambientes sejam o menos impactadas possível, inclusive a população indígena”.

“Agora, vamos lembrar, nós temos no Brasil acho que uma França de reserva indígena”, afirmou.

Leia também: Sete gráficos para entender a impressionante transformação econômica da China Segundo a Funai, o Brasil tem 545 terras indígenas regularizadas ou em fase final de regularização, que ocupam 112,4 milhões de hectares. A organização diz que há 125 territórios em fases de estudo que podem vir a se tornar áreas indígenas.

Segundo Dilma, apesar dos problemas na instalação de barragens na Amazônia, “o Brasil não pode abrir mão da hidreletricidade ainda”.

“Ele abrirá quando ocupar o potencial que tem para ocupar”, disse a presidente. A maior parte do potencial hidrelétrico do Brasil se encontra em rios da Amazônia.

Segundo Dilma, após esgotar seu potencial nessa área, o Brasil viverá o mesmo dilemma enfrentado hoje por países desenvolvidos.

“Colocar o que no lugar? Tem gente que coloca as fontes físseis (nuclear). Eu espero que até lá tenham se desenvolvido mais tanto a solar quanto a eólica, e a combinação desse parque imenso que nós temos, o ‘grid’ inteligente de energia elétrica, permitam que a eólica e a solar ocupem crescentemente esse espaço.”

Por: João Fellet
Fonte: BBC Brasil

23 de set. de 2015

SITUAÇÃO NADA DESEJÁVEL DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO MARINHAS BRASILEIRAS

Situação das unidades de conservação marinhas é preocupante, diz navegador


    Reportado por agenciabrasil.ebc.com.br

Em um ano de viagem, o navegador e conservacionista João Lara Mesquita já conseguiu visitar 52 das 59 unidades de conservação (UCs) federais marinhas brasileiras. O retrato que ele apresentou hoje (22) no 8º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, em Curitiba (PR), “é o pior possível”, conforme informou à Agência Brasil

Iniciada pela Estação Ecológica (Esac) do Taim (RS), a viagem será encerrada nos próximos meses no Parque Nacional (Parna) do Cabo Orange, na divisa do Amapá com a Guiana Francesa. O material coletado servirá de base para um livro que revelará o diagnóstico das UCs federais.

Segundo Mesquita, são raras as UCs da costa nacional com barco para fiscalizar as áreas. “Como você pode fiscalizar e conhecer sua área se não tem sequer um barco?” “Quando você encontra uma unidade federal da costa com barco é uma grande exceção."

Conforme o navegador, no caso do Parque Nacional (Parna) Marinho dos Abrolhos (BA), que é o mais importante conjunto de corais do Atlântico Sul, existe um barco, mas a verba para gasolina permite fazer somente três viagens mensais, para fiscalizar não só a pesca ilegal dentro da unidade, mas a sobrepesca fora da área. Localizada a 30 milhas da costa sul baiana, Abrolhos é ameaçada pela presença de cerca de 2 mil barcos de pesca.

“Estou chocado com o que vi”. Para Mesquita, por essa razão as UCs não podem cumprir o papel de proteger a biodiversidade. O navegador sugeriu que as UCs com atrativos e os parques nacionais passem para a iniciativa privada, ficando com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a supervisão ambiental.

VIII CBUC Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação

Para João Lara Mesquita, é preciso maior conscientização e engajamento da população na causa ambientalCongresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC)/Adalberto Rodrigues

De acordo com Mesquita, o ideal seria o governo estabelecer parcerias público-privadas (PPPs), tal como faz na área de rodovias, "para a coisa andar para a frente. Não vejo condições de o ICMBio continuar tocando as UCs, porque não tem dinheiro e a atual crise tornou isso mais complicado."

Ele também propôs que se estimule a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), que são unidades de conservação geridas pela iniciativa privada. Uma dessas unidades é a RPPN Salto Morato (PR).

Conscientização

Para João Lara Mesquita, é preciso maior conscientização e engajamento da população na causa ambiental. Acrescentou que os gestores precisam ter metas e ser cobrados por elas, além de ter um período máximo de permanência na função. “O rodízio é positivo. Um elemento novo na unidade pode trabalhar áreas que ainda não foram pesquisadas, além de somar esforços ao olhar do gestor anterior."

Entre as unidades federais marinhas que fazem um bom trabalho, Mesquita citou a Esac do Taim e a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) Ilha Queimada Grande (SP), habitat da cobra venenosa jararaca, onde é proibido desembarcar. No estado do Rio de Janeiro, destacou o Monumento Natural (Mona) Ilhas Cagarras, criado em 2004, que conseguiu efetuar avanços graças a parcerias com organizações não governamentais (ONGs), e a Área de Proteção (Apa) de Guapimirim, “último pedaço de mangue que margeia a Baía de Guanabara”, onde os gestores conseguiram replantar manguezais e estão tendo bons resultados.

Ainda em território fluminense, lembrou o Parque Nacional (Parna) da Restinga de Jurubatiba, aberto à visitação pública em dezembro do ano passado, após 20 anos de criação. Mesquita disse que o gestor conseguiu superar problemas de fiscalização por meio de acordo com as polícias municipais, que fazem a fiscalização da área em rodízio. “Foi uma ideia criativa. Sem gastar, ele conseguiu que a UC seja constantemente vigiada. E o trabalho para receber turistas é um primor de bem feito.”

No litoral do Ceará, os exemplos positivos de proteção à biodiversidade são, segundo Mesquita, a Reserva Extrativista (Resex) do Batoque e a Resex Prainha de Canto Verde, que “tiveram o mérito de conter a especulação imobiliária que destruía a beleza cênica das praias”. No Pará, selecionou duas reservas extrativistas que também estão cumprindo o seu papel: a Resex Chocoaré-Mato Grosso e a Resex Gurupi-Piriá, compostas de lâmina d'água e manguezal. “As duas Resex não têm barco e, apesar de apenas um gestor cada, conseguem fazer bem o trabalho”.

Entre as UCs marinhas deficitárias, citou a Área de Preservação Ambiental (Apa) do Cairuçu, localizada em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, que tem 63 ilhas sob sua jurisprudência e o gestor “não tem um barco sequer”.

Limitações

O diretor de Criação e Manejo do ICMBio, Sergio Brant, informou que não se pode esperar condições ideais para criar as unidades. Para o ICMBio, a prática demonstra que a existência de uma unidade já garante uma melhoria na qualidade da proteção dos recursos da biodiversidade. Segundo Brant, isso tem um fator positivo para toda a região, porque, ao ter uma área protegida, ocorre melhoria da pesca no entorno, o que acaba favorecendo a atividade econômica pesqueira, em especial a artesanal, que é mais próxima do litoral.

Sergio Brant afirmou que o ICMBio está trabalhando, apesar das dificuldades e limitações. Destacou que, mesmo em unidades onde existe apenas uma pessoa, a situação é muito mais positiva do que onde não tem ninguém ou onde não existe área protegida nenhuma.

“Efetivamente, estamos ganhando. É o ideal? De jeito nenhum. Não estamos contente nem onde funciona melhor, como Fernando de Noronha, que tem uma estrutura melhor. Mesmo assim, vamos melhorar em todos os sentidos, não só na proteção da biodiversidade, mas também oferecendo oportunidade para uso público.”

De acordo com o diretor, a estratégia é melhorar a infraestrutura ao longo do tempo, principalmente nas áreas mais pressionadas ou que tiveram uma situação mais emergencial, de modo a conseguir superar as dificuldades.

Edição: Armando Cardoso