Total de visualizações de página

17 de fev de 2019

TENDÊNCIA DE DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA CONTINUA!!!

Reproduzido de:  
https://imazon.org.br/imprensa/desmatamento-na-amazonia-segue-com-tendencia-de-aumento/



O desmatamento segue com tendência de aumento, segundo dados do Boletim do Desmatamento (SAD) dezembro 2018 divulgados em janeiro pelo Imazon. No acumulado dos cinco primeiros meses do calendário, agosto a dezembro de 2018, foram detectados 1.706 km2de desmatamento, um aumento de 79% em relação ao mesmo período do ano anterior. A tendência de desmatamento é validada também pelos dados do DETER, sistema de monitoramento do INPE, conforme gráfico abaixo.
No ranking dos estados que mais destruíram a floresta, o Estado do Pará contribuiu com 45% dos alertas de desmatamento registrados em dezembro de 2018. Dos dez municípios que mais desmataram no referido mês, sete encontram-se no Pará. Mato Grosso ocupa o 2º lugar do ranking com 35% do desmatamento.

Terras Indígenas
Terra Indígena (TI) foi a categoria de Áreas Protegidas mais desmatada em dezembro de 2018. O Pará concentra a maioria das TIs mais pressionadas pelo desmatamento. A TI Cachoeira Seca do Iriri, localizada ao longo da Rodovia Transamazônica, perdeu 8km2 e ocupa a 1ª posição do ranking. Outro ponto de atenção é a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, que vem sendo ameaçada com casos de invasão e conflitos de terra e ocupa a 7ª posição.
 Unidades de Conservação
O Boletim apresenta, ainda, o ranking das 10 Unidades de Conservação com maior número de alertas de desmatamento em dezembro de 2018. A Floresta Extrativista Rio Preto-Jacundá e a Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá, ambas em Rondônia, estão no topo da lista.

11 de fev de 2019

MINERAÇÃO SEM BARRAGENS

“No caso do minério de ferro, existiria a possibilidade de abrir mão de construir barragens”, afirma Bruno Milanez


Chamo a atenção dos leitores deste blog, ecologiaemfoco, para o detalhe desta foto abaixo, mostrando que coluna da ponte ferroviária foi destruída pela força do fluxo da lama da barragem rompida.



Logo após rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, uma tragédia que deixou 19 mortos e danos ambientais incalculáveis, ((o))eco ouviu o engenheiro de Produção Bruno Milanez, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora. Ele chamava a atenção para os critérios de avaliação na segurança de barragens em Minas Gerais. Na época, entre 450 barragens cadastradas voltadas à mineração no estado, havia 27 delas classificadas com ‘Estabilidade Não Garantida”, ou seja, os auditores não podiam garantir que estivessem seguras.
Desde então, dois graves acidentes envolvendo barragens de mineração ocorreram no país. Em fevereiro do ano passado, uma lagoa de rejeitos de bauxita da Hydro Alunorte, em Barcarena, no Pará, transbordou afetando comunidades do entorno. E agora, o rompimento da barragem em Brumadinho, da Vale, ainda mais grave do que de Mariana, apesar da previsão de um impacto ambiental menor.
Para o engenheiro Bruno Milanez, a mineração é necessária e não deve ser encarada como um mal, mas é preciso que a atividade se torne mais segura. Bruno Milanez possui doutorado em Política Ambiental na Lincoln University (Nova Zelândia) e atuou como pesquisador no Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz, e também como técnico de planejamento e pesquisa no IPEA. Desde 2010 é professor na Universidade Federal de Juiz de Fora e coordena o Grupo de Pesquisa Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (Poemas).
O Eco voltou a conversar com ele esta semana. Milanez, que está de férias, conversou conosco por telefone, e reafirmou as críticas que faz ao sistema de avaliação de riscos, entre elas, sobre a relação das auditorias contratadas para a avaliação e as mineradoras. Para ele, falta também a participação da sociedade no sistema. “No caso de minério de ferro, existiria a possibilidade de se abrir mão de construir barragem”, afirmou durante a entrevista.
*

18 de jan de 2019

RECOMENDAÇÕES PARA PRESERVAR NOSSOS MANANCIAIS: UM PROCESSO EDUCATIVO! TOMARA QUE FUNCIONE!







Três usinas receberam uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, para preservarem os recursos ambientais das bacias dos rios Gramame e Abiaí, que abastecem João Pessoa e a Região Metropolitana. As recomendações foram entregues na terça-feira (15) e divulgadas nesta quarta-feira (16).
As recomendações foram feitas no âmbito de inquéritos civis que apuram a poluição dos rios e os danos causados ao meio ambiente e comunidades ribeirinhas. O rio Gramame é responsável por fornecer água para 70% da Região Metropolitana de João Pessoa. 
O objetivo é que as usinas Tabu, Olho d’Água e Biosev-Giasa (segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo) apresentem, em quatro meses, Projeto e Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) para todas as áreas de preservação permanente (APP) nas respectivas propriedades e nas áreas de onde adquiram cana-de-açúcar, nas quais estão localizados centenas de pontos de nascentes e olhos d’água perenes. 
As usinas também devem apresentar informações, diagnósticos, levantamentos e estudos que permitam a avaliação da degradação ou alteração das APPs e custear a realização de estudos e levantamentos periódicos que demonstrem a situação das áreas degradadas e sua gradativa recuperação.
Ainda conforme as recomendações, a execução dos planos de recuperação de áreas degradadas deve ser iniciada em seis meses e os dados da execução devem ser encaminhados ao MPF e ao Ministério Público da Paraíba (MPPB). As usinas também devem comprovar, em 90 dias, a averbação das áreas de reserva legal nos registros de imóveis ou no Cadastro Ambiental Rural, de todos os imóveis explorados diretamente por elas ou por seus fornecedores de cana-de-açúcar ou outros produtos agroflorestais.
Fica a cargo da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) o acompanhamento da execução das recomendações, inclusive com visitas às áreas, avaliações e sugestões de alterações nos planos de recuperação de áreas degradadas elaborados pelas usinas.
O promotor de Justiça José Farias de Souza Filho explicou que a mata ciliar tem a função de defender o curso d’água contra poluentes externos, como metais pesados, excesso de pulverização de defensivos agrícolas. “ quando a nascente não tem cobertura florestal, quando a cobertura está desmatada, ela seca e morre. Então, vai chegar um ponto em que o rio vai morrer porque as suas nascentes morreram. Quando a gente preserva a reserva legal, a cobertura florestal das fontes, a gente garante que daqui a 100 anos o rio Gramame ainda estará fluindo”, explica Farias.