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16 de out de 2018

INCÊNDIOS NA FLORESTA AMAZÔNICA SÃO OS QUE MAIS GERAM CO2

Incêndios na Amazônia são piores para o clima que em outras florestas
https://revistagalileu.globo.com/galileu-e-o-clima/noticia/2018/10/incendios-na-amazonia-sao-piores-para-o-clima-que-em-outras-florestas.html





Entre os anos de 2015 e 2016, o El Niño, fenômeno em que mudanças de temperatura do Oceano Pacífico embaralham todo o clima, provocou uma seca na Amazônia que, como consequência, pegou fogo, destruindo uma área de quase 1 milhão de hectares. Uma pesquisa recentemostra que a catástrofe, além de dizimar a biodiversidade, causou impactos maiores do que o previsto inicialmente.

De acordo com um artigo publicado na revista Philosophical Transactions da Royal Society B, em florestas tropicais úmidas, como a Amazônia, quando estão muito secas, o fogo não fica somente na copa das árvores, e chega ao solo, o que acaba provocando a emissão de muito mais CO² do que à média dos incêndios florestais pelo mundo.

27 de set de 2018

A MATA ATLÂNTICA ESTÁ EM PROCESSO DE DEGRADAÇÃO PELA REDUÇÃO DE SUA FAUNA

Reproduzido de

Os pesquisadores analisaram informações sobre fauna encontrada em quase 500 remanescentes da floresta, publicadas desde a década de 1980 para comparar com dados históricos sobre a fauna. Depois, mapearam as informações com base nas regiões, delimitadas pelas bacias hidrográficas e em sete grupos funcionais das espécies (que vão desde folívoros à hipercarnívoros – que possuem mais de 70% da dieta composta por carne).
Blocos de Mata Atlântica que se estendem desde o sul de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul ainda possuem maior quantidade de médios e grandes mamíferos. “A gente imagina, embora não tenha medido, que nesses corredores das escarpas das Serras Geral e do Mar ainda existem condições da fauna se manter viável e servir de fonte para locais próximos”, afirma o biólogo Juliano André Bogoni, um dos autores do artigo.
Os mapas mostram que nas regiões mais ao sul e ao norte da Mata Atlântica, a defaunação é mais grave. Embora, indiquem a presença herbívoros em florestas ao sul, nestas regiões os dados indicam pouca presença de predadores de topo, onças-pintadas e onças-pardas. Entre os fatores que podem contribuir para essa diferença, segundo Bogoni, estão o histórico de ocupação, população original de animais e tamanho dos fragmentos florestais.
O biólogo, que pesquisador de pós-doutorado na Universidade de São Paulo em colaboração a University of East Anglia, Reino Unido, explica que as análises indicaram que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a renda per capita e tamanho dos fragmentos interferem na presença da fauna. Mas segundo ele, embora haja uma tendência de regiões mais pobres manterem menos animais nas matas, esse fator não é determinante, pois existem áreas com IDH mais elevados com florestas vazias. De acordo com ele, não é possível isolar cada um desses favores, mas a cobertura de vegetação é o que mais contribui para manter a fauna.
“Essas florestas vazias, onde a defaunação não é por perda de habitat, mas por outro fator, provavelmente a caça”, avalia Bogoni. “ A caça é histórica, em 500 anos nunca cessou”, completa. De acordo com ele, o estudo permite mapear áreas mais críticas para a conservação e também para políticas públicas mais robustas. “A gente mostrou entre os grupos funcionais aqueles que mais sucumbem à defaunação, onde mais sucumbem. Isto dá um embasamento para políticas públicas de conservação, onde agir melhor, em que grupos e de que forma”, destaca.
O ARTIGO ORIGINAL PODE SER ACESSADO EM:

23 de set de 2018

ÚLTIMAS ÁRVORES GIGANTES DA MATA ATLÂNTICA (PROVAVELMENTE)

https://www1.folha.uol.com.br/




Transcrito de:  FOLHA DE SÃO PAULO 
A exuberância das árvores gigantes chama a atenção do botânico Ricardo Cardim desde que ele era criança. “Sempre as achei fascinantes e pensava como é que podiam crescer tanto”, conta. “Mas elas foram sumindo. São uma sombra da floresta original. Hoje temos árvores jovens que não tiveram tempo de crescer.”
Nos últimos três meses, Cardim e o fotógrafo Cássio Vasconcellos viajaram para Santa Catarina, Paraná, São Paulo (litoral e interior do estado), Espírito Santo, Bahia e Alagoas em busca das árvores gigantes remanescentes da mata atlântica
Para achá-las, a dupla contou com a ajuda de acervos históricos, botânicos com grande experiência de campo, funcionários de parques e reservas e dicas via redes sociais. O botânico Luciano Zandoná esteve em todas as expedições.
A menina dos olhos do botânico é uma figueira, a maior de que se tem conhecimento na mata atlântica, com mais de 40 m de altura e 21,40 m de circunferência, localizada na reserva Legado das Águas, da Votorantim, no estado de São Paulo. Cardim descreve como surreal encontrá-la a apenas cerca de 90 km da capital paulista, após percorrer 11 km de caminhada dentro da reserva.
Outro grande achado —literalmente— foi a segunda maior árvore do estado de São Paulo, um jequitibá-rosa com mais de 40 m de altura batizado de Matriarca, por ficar próximo do jequitibá-rosa conhecido como Patriarca. Esse último, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), é considerado a árvore mais antiga do Brasil, com idade estimada de 3.000 anos.
A  descoberta do Matriarca foi feita em conjunto com Waldonésio Nascimento, agente do parque estadual do Vassununga, e Fabrício Cunha, gestor do parque da Fundação Florestal.
Completa o top 3 a maior árvore conhecida de pau-brasil do país, com cerca de 25 metros de altura. A árvore que deu nome ao país começou a ser explorada com a chegada dos portugueses e chegou a ser considerada extinta. 
Para Cardim, as árvores remanescentes contam uma história da mata atlântica. “Muita gente hoje acha que a mata é só um fragmento perto da casa de praia”, diz ele.
No ano passado, Cardim foi o curador da exposição “Remanescentes da Mata Atlântica & Acervo MCB” no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. A ideia era conectar os móveis antigos com as árvores que deram origem a eles. Fotos antigas da mata contam a história dela e de seu desmatamento.
A própria localização do museu, às margens da antiga várzea do rio Pinheiros, abrigava formações florestais de matas ciliares em diques úmidos e secos que foram suprimidas e aterradas.
“Na exposição, muita gente me perguntava se ainda existiam muitas das árvores centenárias retratadas nas imagens. E não se sabia. Faltava preencher essa lacuna.”
A expedição foi possível graças a quatro patrocinadores: Fibria Celulose, Reservas Votorantim, Viveiros Fábricas de Árvores e Café Orfeu. O retrato das árvores centenárias remanescentes virará um livro, a ser lançado em novembro pela editora Olhares.