Total de visualizações de página

30 de out de 2012

BIODIVERSIDADE E SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS

A EXPERIÊNCIA DAS EMPRESAS BRASILEIRAS.

Documento do CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

Acesso:
http://db.tt/nPOEipvB

28 de out de 2012

NOVA FRONTEIRA DE PRODUÇÃO NA AMAZÔNIA: DENDÊ


[Reproduzido de www.amazonia.org.br]

Agropalma vai investir pesado para expandir suas operações


Plantio de palma no Pará: investimento da Agropalma consolida expansão da cultura, mas o Brasil deverá continuar a importar o óleo para atender sua demanda
Cravada na Amazônia, a Agropalma, maior produtora de óleo de palma do país, planeja investir R$ 300 milhões para construir sua sexta usina de extração no Pará e erguer uma nova fábrica de beneficiamento do produto – a segunda da empresa e a primeira no Sudeste, na tentativa de facilitar a logística de distribuição tendo em vista seus maiores clientes.
O aporte consolida a expansão do cultivo de palma no Norte do país, num movimento que já atraiu “forasteiros” como Vale, Petrobras e a americana Archer Daniels Midland (ADM) e que promete ser uma alternativa econômica sustentável para a região. Até 2015, essas quatro empresas elevarão para 137 mil hectares o plantio de palma em áreas hoje degradadas da floresta.
Segundo Marcello Brito, diretor comercial da Agropalma, a intenção é alavancar a capacidade de produção para atender à demanda nacional e internacional. Desde 2005, a palma ultrapassou a soja como o óleo vegetal mais comercializado no mundo. Utilizado sobretudo em alimentos e cosméticos e com forte tradição na Ásia, o óleo de palma (conhecido como dendê no Brasil) foi responsável por quase 30% de todos os óleos vegetais comercializados no ano passado. Na última década, ganhou um impulso extra à medida que a produção de biocombustível tirou mais soja do mercado global.

Da palma é extraído o óleo vegetal mais comercializado do mundo atualmente
Com o investimento, que contará com um aporte de R$ 38 milhões do BNDES para financiamento de equipamentos para a usina, a Agropalma deverá elevar sua produção das atuais 200 toneladas de cachos processados por hora para 260 toneladas por hora. Desse volume sairão cerca de 165 mil toneladas de óleo de palma – obtido através do esmagamento da polpa, da cor alaranjada característica do dendê. E outras 16 mil toneladas do chamado óleo de palmiste, resultado do esmagamento do caroço branco da palma, muito consumido na indústria de cosméticos. Metade de tudo será vendido no país; a outra seguirá para o exterior, como manda a lei de mercado do melhor pagador.
Temos certificações ambientais, sociais e orgânicas valorizadas por clientes europeus”, afirma Brito. Cada tonelada certificada recebe um prêmio médio sobre o preço de US$ 15 por tonelada para o óleo de palma e de US$ 45 por tonelada para o óleo de palmiste.
O aumento na produção da empresa, no entanto, é uma gota no oceano se confrontado com as necessidades do país. Mundialmente, a conta entre o que se produz e se consome chega próximo a zero – praticamente não sobram estoques das 52 milhões de toneladas de óleo de palma colocadas no mercado anualmente. O Brasil é um deficitário histórico. Importa metade do que necessita para o consumo interno, e nem o aumento de área plantada nos próximos anos deverá alterar essa balança ou transformar o país em um “player” de fato.
E os números mostram essa discrepância: 230 mil toneladas de óleo foram produzidas em 2011 por 14 empresas nacionais (a Agropalma é responsável pela maior fatia), ante 25,6 milhões de toneladas da Indonésia e 18,9 milhões de toneladas da Malásia.
“Somos vistos como a última fronteira para a palma devido às leis trabalhistas e ambientais, consideradas duras pelos investidores externos. Os investimentos estão indo todos para a África”, diz Brito, referindo-se ao processo de consolidação em curso no setor. “Especialmente Libéria, Gana e Gabão”.[ OBSERVAÇÃO DESTE BLOG: mas nem por isso devemos afrouxar nossas leis; minhas perguntas são: 1. Dispomos das variedades mais produtivas? 2. As práticas de manejo e tratos do cultivo são os mais apropriados? 3. A mão de obra atende às necessidades do cultivo?]
Mas o que está em debate não é a liderança de mercado, algo que nem o governo paraense aparenta ter pretensões de alcançar. É justamente a forma como a monocultura da palma deve crescer no país, sendo o epicentro da sua produção na Amazônia. “As melhores condições climáticas para a palma estão a 10 graus acima e abaixo da linha do Equador. Isso quer dizer em toda a faixa de floresta tropical do planeta: Malásia, Indonésia, bacia do Congo e, aqui, o Pará. Além disso, o Pará também tem a maior área desmatada disponível para dar escala ao plantio”, explica Valmir Ortega, diretor-sênior de política da Conservação Internacional.
Os desafios, como tudo na Amazônia, são enormes. As empresas que já estão na região e as que chegam agora relatam a dificuldade em encontrar terras com titularidade. A ADM teve de atrasar a construção de sua primeira usina de palma no mundo porque demorou a encontrar áreas legais para o plantio no Pará. “Não adiantava a usina estar pronta e não ter palma para processar”, diz Diego Di Martino, gerente de desenvolvimento de projetos da ADM no Brasil. Outro problema é a falta de mão de obra. “O setor precisará, do tamanho que é hoje, de cerca de 9.250 trabalhadores diretos nos próximos dois anos, o que envolverá um fluxo de aproximadamente 37 mil pessoas”, calcula Brito.
Casos em que agricultores familiares parceiros dessas companhias contratam outros agricultores para substitui-los também preocupam. “Eles passam a ganhar mais e param de trabalhar. Chamam qualquer um para trabalhar por eles, sem os mesmos cuidados trabalhistas que podem corresponsabilizar a empresa”, diz Brito.
Há outras questões em aberto, acrescenta Maurício Voivodic, da certificadora Imaflora. Um exemplo: o que é uma floresta secundária? O que caracteriza “limpeza” e “desmatamento”? Questões que assolaram a madeira e a pecuária continuam a pairar sobre a palma.
Mas, ao contrário de culturas passadas, que derrubaram a floresta diante dos olhos da lei, a palma é tida como mais amigável ao ambiente. Sua produtividade é superior a da soja – para cada hectare plantado, a soja rende 1,8 mil litros de óleo para 6 mil de palma. A rentabilidade tampouco é desprezível: cerca de R$ 3 mil por tonelada.
“A palma é uma oportunidade em conciliar o econômico, com o social e ambiental”, diz Beto Veríssimo, do Imazon, um instituto de pesquisa de Belém que é referência na área ambiental. O governo, que tem interesse em ver o segmento expandir, vai na mesma linha. “O dendê ainda não está na agenda do TAC [Termo de Ajustamento de Conduta]. É um momento de a gente aplicar as vacinas necessárias para não ter de dar o antibiótico depois”, diz Justiniano de Queiroz Neto, secretário extraordinário do Programa de Municípios Verdes do Pará. Para ambientalistas, a questão é manter os plantios restritos apenas às áreas degradadas.
Esses fatos, diz Brito, só reforçam a importância da certificação. “É o diferencial para o mercado”.
Com faturamento de R$ 686,7 milhões em 2011 e “sem dívidas” no caixa, a empresa criada nos anos 80 por Aloysio Faria, ex-dono do banco Real, é a única no país com 100% de sua produção certificada pelos padrões da Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável (RSPO, na sigla em inglês). “Temos 40 mil hectares plantados e 67 mil hectares de florestas intactas. Se quisermos expandir a produção, teremos de comprar novas áreas degradadas, porque nessas florestas não mexemos”, diz Brito.

25 de out de 2012

PEGADA ECOLÓGICA DE SÃO PAULO : CONSOME MAIS DE100 VEZES O QUE REPÕE


Represa - SP[Reproduzido do "Portal do Meio Ambiente"]
A conclusão é de um estudo divulgado na Rio+20A cidade de São Paulo é uma enorme importadora de ar puro, área verde e água limpa. Ela drena 100 vezes mais recursos naturais do que consegue produzir. É como se os paulistanos consumissem a capacidade de renovação da natureza de mais da metade do Estado e partes significativas dos Estados vizinhos, habitantes de uma área 390 vezes maior que a capital paulista.
A conclusão é de um estudo divulgado na Rio+20, Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. O projeto da ONG WWF, feito em parceria com o Estado e o município de São Paulo, mediu a pegada ecológica do paulistano e paulista médios.
"Para ser autossuficiente em hectares ecológicos, a cidade precisaria abarcar metade do Estado, mais pedaços do Rio de Janeiro, do sul de Minas e parte do Paraná", afirma Michael Becker, coordenador do programa Cerrado-Pantanal da WWF Brasil, que apresentou o estudo.O objetivo da WWF com o estudo é incorporar às estatísticas de governo um indicador econômico consistente que leve em consideração o impacto ambiental. "A gente precisa inserir os recursos naturais em uma lógica econômica, que oriente o consumo e as cadeias produtivas", diz Becker.
Segundo ele, as 21 cidades brasileiras que firmaram compromisso com a Carta Rio para Sustentabilidade, a ser lançada também durante a Rio+20, estão conscientes da importância da pegada ecológica como instrumento para a formulação de políticas públicas. "As cidades precisam abrir o olho para isso; você só valoriza o que mede."
A composição da pegada
A pegada ecológica, medida em "hectares globais", corresponde ao volume de recursos renováveis necessários para sustentar os hábitos de consumo e estilo de vida de uma pessoa. Um hectare global corresponde à produtividade média de um hectare de terra e água no mundo.

MAPA VERDE-ICMBIO


Plano de regularização das unidades de conservação brasileiras. Divulgação do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade.

22 de out de 2012

DITADO POPULAR NEFASTO, QUE POR AQUI SE ETERNIZA

Warren Dean foi um historiador americano especializado em transições, da sociedade agrária para a industrial , do trabalho escravo para a mão-de-obra livre , da explosão econômica para a falência...
E assim, deixou-nos um livro sobre a destruição da Mata Atlântica que repercutirá nas nossas mentes de brasileiros conscientes, pelo tempo que esta pátria amada, idolatrada salve-salve existir. Título original : "With broadax and firebrand". Tradução: "A  ferro e fogo".
A capa é ilustrada, no exemplar original que li, por uma pintura de Félix-Emile Taunay intitulada  Floresta Reduzida a Carvão, de 1830.

Além do preciso conteúdo histórico desse livro, com um grande número de citações bibliográficas, incluindo muitos autores brasileiros, impressionou-me uma frase escrita em português, no frontispício da obra, cujo efeito considero ser "funesto" :
QUEM VIER DEPOIS, QUE SE ARRANJE. O autor nem se arriscou a traduzí-la para o inglês. Talvez com receio de não encontrar a expressão em inglês que pudesse ser perfeitamente entendida por seus patrícios e co-patrícios de língua. Ou mesmo, quem sabe!? por achar que somente por aqui tal expressão tenha algum sentido. E realmente tem um sentido histórico que afirmo ser "perverso"! E que, quando praticado intencionalmente pelos gananciosos que detêm o poder econômico, como são os casos daqueles que esgotaram o manganês do Amapá e estão a caminho de fazer o mesmo com o nióbio (ver as últimas postagens neste blog), o adjetivo mais brando que ora encontro para denominá-los é IRRESPONSÁVEIS.

Warren Dean faleceu, num desastre de automóvel no Chile, pouco antes de ver seu livro publicado . Se estivesse vivo, certamente teria mais informações de destruição da Mata Atlântica, desta vez relativa às margens dos rios. Por iniciativa de algo ainda não instalado no Congresso Nacional da sua época, o "lobby" dos ruralistas, os rios sofrem dupla ameaça: poderão ter suas vegetações ribeirinhas reduzidas e as restantes poderão ser substituídas por "fruteiras"; ou , pra ser honesto , por quê não usar a palavra certa? "Cultivos".

Corremos o risco de nos distrairmos com a condenação da quadrilha dos "mensaleiros" e a bancada ruralista aproveitar-se dessa distração   e conseguir angariar adeptos de seus intentos no Congresso.

Fiquemos alertas então!

18 de out de 2012

POR ENQUANTO ...PARECE QUE PREVALECERÃO A CIÊNCIA E O BOM SENSO


[Reproduzido de www.amazonia.org.br]

Dilma faz nove vetos à MP do Código e edita decreto

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quarta-feira a medida provisória que trata do Código Florestal com nove vetos ao texto aprovado no Congresso, entre eles a parte que flexibilizava a fórmula de recuperação das matas ciliares.
Dilma também assinou um decreto que regulamenta o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa da Recuperação Ambiental (PRA).
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o decreto e os vetos serão publicados na edição do Diário Oficial de quinta-feira e levam em conta os princípios adotados pelo governo desde o início das discussões do tema.
“Todos (os vetos foram) fundamentados pelo princípio da edição da MP, que significa não anistiar (desmatadores), não estimular desmatamentos ilegais e assegurar a inclusão social no campo”, disse a ministra a jornalistas.
O veto mais importante ao texto aprovado no Congresso é na parte que cria uma regra para a recuperação de áreas devastadas na beira dos rios, dispositivo que ficou conhecido como “escadinha” e causou um grande embate com a bancada ruralista.
Os parlamentares tinham diminuído para 15 metros a faixa mínima de vegetação exigida ao longo de margens de rios desmatadas para propriedades com tamanho entre 4 e 15 módulos fiscais (o módulo fiscal varia entre 5 e 110 hectares, dependendo da região).
A MP original, editada em maio pela presidente, previa que propriedades com tamanho entre 4 e 10 módulos fiscais deveriam recompor a vegetação numa área de 20 metros ao longo de cursos d’água com menos de 10 metros de largura.
“A gente resgata via decreto que ela está editando hoje a escadinha (original)”, disse Izabella. “Não entende o governo que nós devemos reduzir a proteção ambiental para médios e grandes proprietários”, acrescentou a ministra.

16 de out de 2012

FOI O MANGANÊS. AGORA É O NIÓBIO. E DEPOIS... ???


[Transcrito de "Conspiração Global" - www.dihitt.com.br ]

(Obs. No Youtube há muitos vídeos esclarecendo mais um absurdo que o povo brasileiro vem aceitando em sua "profunda ignorância silenciosa").

Não é à toa que brasileiros esclarecidos, conscientes de suas responsabilidades sociais, estejam depositando todas suas esperanças no julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, dessa quadrilha que ora se instalou no poder.



Leiam com atenção essa curta nota de Conspiração Global:
A cada vez mais no dia-a-dia, o tema é abordado em reportagens nas mídias escrita e televisiva, chegando a já ser alarmante. Como é possível que metade da produção brasileira de nióbio seja subfaturada “oficialmente” e enviada ao exterior, configurando assim o crime de descaminho, com todas as investigações apontando de longa data, para o gabinete presidencial?
Como é possível o fato do Brasil ser o único fornecedor mundial de nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), [e só 2 por cento no Canadá] sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?
EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saíndo extra-oficialmente, não sendo assim computados.
Estamos perdendo cerca de 14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo ser uma outra moeda nossa. Não é uma descalabro alarmante?
O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, uma mina de nióbio na Amazônia”.

15 de out de 2012

14 de out de 2012

GÊNIO DOS NEGÓCIOS: "NOSSO MIDAS", QUE, EM TUDO QUE TOCA... VIRA OURO!!!

MEIO AMBIENTE, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E POLÍTICAS PÚBLICAS.
Este é o título do livro organizado por Clóvis Cavalcanti (Edit. Cortez e Fundação Joaquim Nabuco, 2002) em que este respeitável economista ambiental descreve, no capítulo inicial (Política de governo para o desenvolvimento sustentável...), um caso ilustrativo de exploração de recursos naturais até a exaustão. Foi o manganês do Amapá: 42 milhões de toneladas desse minério, extraídas entre 1957 e meados dos anos de 1990, tendo sido sua reserva, completamente esgotada. Foram gerados ganhos anuais de 40 milhões de dólares para quem as extraiu, destinando "royalties" de 4 por cento (1,6 milhões de dólares) para o país.

A  trajetória da família Batista começou com o Sr. Eliezer Batista (pai do "nosso midas"). Seu brevíssimo currículo: Ministro das Minas e Energia (1961-64, governo João Goulart);   presidente da CAEMI, mineradora privada que influenciava a política de minas e energia do país (tendo recebido tal cargo do Presidente Castelo Branco, em 1964); diretor-presidente da Minerações Brasileiras Reunidas S.A., resultante da fusão da CAEMI com a Bethlehem Steel (1964-68); vice-presidente da Itabira International Company (New York, USA); diretor da Itabira Eisenerz GmbH (1968-74, Düsseldorf, Alemanha); em 1979 foi investido pelo General Presidente João Figueiredo, no cargo de presidente da Companhia Vale do Rio Doce, cargo em que permaneceu até 1986. O sucesso continuou, tendo sido coroado com o Projeto Grande Carajás, uma área de mineração do ouro de uns 900 mil quilômetros quadrados, em terras no sudoeste do Pará e oeste do Maranhão, cortadas pelos rios Xingu, Tocantins e Araguaia.

E o seu filho, "nosso Midas", o Sr. Eike Batista, entra em cena, herdando tudo que o pai obteve, estendendo agora suas "estupendas habilidades para o negócio", ao petróleo, incluindo o do pré-sal. A Tribuna da Internet reproduz a entrevista com professor da USP intitulada: "Ildo Sauer denuncia como José Dirceu entregou o Pré-Sal para Eike Batista".

Sempre desconfiei de todas as "genialidades para o negócio", principalmente dos nossos milionários e bilionários. Finalizo com observações do economista ambiental Clóvis Cavalcanti, na obra acima mencionada:
"Claramente, uma estratégia de desenvolvimento não pode se basear em tal forma predatória de uso da Natureza, sem ponderável compensação pela perda de capital natural em que se incorreu". E ainda: "A perda irreversível de capital natural, como no caso do manganês do Amapá, configura um custo repassado às futuras gerações, que se agrava pela maneira com que o consumo de ativos físicos é considerado como renda no sistema de contas nacionais vigente. Durante 40 anos o Brasil foi se despojando para sempre de um minério (o manganês) que não se encontra facilmente no mundo, e isto foi contabilizado positivamente como um ganho, em termos do PIB".

E esse "mestre do empreendedorismo"; o "Midas", Eike Batista, cada vez mais rico!!!

E agora, além do petróleo, é a vez do nióbio (minério estratégico), cujas maiores reservas do mundo, mais de 90 por cento, estão em  Minas Gerais (municípios de Araxá e Tabira), Goiás (municípios de Catalão e Ouvidor) e no Amazonas (município de São Gabriel da Cachoeira)... Mas essa é outra história.





13 de out de 2012

UNIVERSIDADE: NEM TUDO QUE É LÁ ENSINADO ...

... é lá  praticado!!!
Estou sempre dizendo a meus alunos que  "para mostrar erros  na nossa convivência com o mundo tropical, eu não preciso sair do campus da UFPB, em João Pessoa".
Grande número dos prédios dessa Universidade foi construído próximo à borda da mata e não houve a preocupação com possíveis problemas que  a mata "poderia causar a tais prédios", como por exemplo, infiltrações de água da chuva devido ao acúmulo de folhas no telhado feito no sistema de lajes.
As folhas caídas sobre as telhas  de amianto, são  levadas pela água para as canaletas e daí para os tubos de escoamento, dificultando a saída da água, causando sérios problemas de infiltrações no interior dos prédios.
Vejam a sequência de fotos:





As duas primeiras fotos referem-se ao prédio do Diretório Central dos Estudantes, concluído neste ano de2012. E a terceira foto mostra o Centro de Vivência desse campus, que durante a época das chuvas é"castigado " por intensas infiltrações.
O conhecido "efeito de borda" já foi enfatizado em postagem anterior, neste blog.
Outro problema, também já abordado em postagem  anterior, diz respeito à prevenção de combate aos cupins. Os cupinzeiros precisam ser removidos das árvores isoladas da mata, próximas dos prédios (ver foto que se segue). Algumas árvores isoladas quando são infestadas por cupins, pode ser um indício de que estão em condições precárias de sustentação.

O desperdício de recursos, do tempo envolvido no ensino sobre o por quê  e como deveria ser praticada a convivência saudável e segura com a Mata Atlântica... são indicadores de que "por aqui, no nosso querido país tropical, educação, pesquisa científica , conhecimento e cultura, enfim", pouco nos interessam!!!

10 de out de 2012

PROTESTOS DE CIENTISTAS CONTRA MUTILAÇÕES NO CÓDIGO FLORESTAL

SBPC e Academia Brasileira de Ciências mais uma vez tentam defender nosso patrimônio natural da ganância ruralista irresponsável.

Acessar
http://db.tt/RF86c23M

9 de out de 2012

DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA AFETA PAÍSES DISTANTES DA FLORESTA

Deem  uma olhadinha. Se possível, enviem para os incrédulos!
Acessem:

http://glo.bo/TATlsR

8 de out de 2012

AQUECIMENTO GLOBAL

Retornando às aulas, reaparecem as postagens com esse assunto já um tanto quanto enfadonho!
Sugiro a leitura de entrevista com quem realmente entende do assunto .

http://db.tt/3zgSzttQ