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30 de dez de 2012

CÉLULAS TRONCO: A NATUREZA EM SUA EFICIENTE SIMPLICIDADE

"Assunto puxa assunto ". Não resisti e "catei" este vídeo esclarecedor sobre células tronco. Como trata sobre qualidade de vida humana, diz respeito naturalmente, a meio ambiente. Vale a pena assistir, onde se vê que pesquisadores brasileiros têm papel de destaque internacional nessa área do conhecimento biológico.
Um deles é a geneticista Dra. Mayana Zatz, colega dos tempos de Mestrado no Instituto de Biociências da USP (1969-71), de quem tive o prazer de desfrutar de sua amizade, enquanto fiz meu Mestrado na  Botânica. Ela foi orientada pelo Dr. Osvaldo Frota-Pessoa, renomado especialista em Genética Humana.
Eis o Link:

https://www.youtube.com/watch?v=5MSLPpAEKK0&feature=youtube_gdata_player

26 de dez de 2012

NUNCA É TARDE PARA (RE)COMEÇAR A VIDA

Reproduzo aqui trecho (bilingue) de artigo de NEW SCIENTIST, de 21/12/2012, cuja notícia há muito tempo eu me perguntava quando isso seria possível.



INGLÊS: Cadaver stem cells offer new hope of life after death

PORTUGUÊS: CÉLULAS TRONCO DE CADÁVER DÃO NOVA ESPERANÇA DE VIDA APÓS A MORTE



Ingl.: Dead bodies can provide organs for transplants, now they might become a source of stem cells too. Huge numbers of stem cells can still be mined from bone marrow five days after death to be potentially used in a variety of life-saving treatments.
Port.: Cadáveres podem fornecer órgãos para transplantes e agora eles podem também tornar-se uma fonte de células tronco. Números gigantescos de células tronco podem ainda ser retiradas da medula óssea (até) 5 dias após a morte para ser potencialmente utilizadas em vários tratamentos que salvarão vidas.

Ingl.: Human bone marrow contains mesenchymal stem cells, which can develop into bone, cartilage, fat and other cell types. MSCs can be transplanted and the type of cell they form depends on where they are injected. Cells injected into the heart, for example, can form healthy new tissue, a useful therapy for people with chronic heart conditions.
Port.: Medula óssea humana contém células tronco mesenquimáticas, que podem se desenvolver em osso, cartilagem, gordura e outros tipos de células. Células mesenquimáticas podem ser transplantadas e o (novo)  tipo de células que formarão dependerá de onde elas são injetadas. Células injetadas no coração, por exemplo, podem formar novo tecido saudável, uma terapia útil em condições cardíacas crônicas.

Ingl.: Unlike other tissue transplants, MSCs taken from one person tend not to be rejected by another's immune system. In fact, MSCs appear to pacify immune cells. It is this feature which has made MSC treatments invaluable for children with graft-versus-host disease, in which transplants aimed at treating diseases such as leukaemia attack the child instead?
Port.: Diferente de outros transplantes de tecidos, células tronco mesenquimáticas de uma pessoa tendem a não serem rejeitadas pelo sistema imunológico de outra pessoa. De fato as células tronco mesenquimáticas parecem pacificar as células imunológicas (do hospedeiro). É esta característica que tem feito dos tratamentos com células tronco mesenquimáticas inestimáveis para crianças com doença do "enxerto-versus-hospedeiro" (GVHD, em inglês) (problema que ocorre após transplante) nos quais transplantes objetivando tratamento de doenças como a leucemia, atacam a criança (ao invés de atacar a leucemia).

[Obs.: artigo reproduzido integralmente no www.ecologyintofocus.blogspot.com]

25 de dez de 2012


Wanderlei Pignati: Até 13 metais pesados, 13 solventes, 22 agrotóxicos e 6 desinfetantes na água que você bebe

[Reproduzido do site: www.viomundo.com.br; por indicação do Eng.Sanitarista MSc Sergio Rolim Mendonça, Professor Emérito da UFPB, ex-consultor da OPS -Organização Panamericana de Saúde]



Destaco os 3  parágrafos seguintes, da entrevista com o  médico especialista em toxicologia (foto acima).


Diferentemente da União Européia, aqui a legislação não acompanha a produção de conhecimento científico acerca do tema. Segundo Pignati, a legislação nacional, permissiva demais, limita a poluição das indústrias urbanas e rurais, enquanto paralelamente a legaliza.
As portarias de potabilidade da água, por exemplo, ampliaram cada vez mais o limite de resíduos tóxicos na água que bebemos. E na revisão da portaria que está prestes a acontecer, pretende-se ampliar ainda mais.
Pignati condena a campanha nacional em prol do álcool e do biodiesel, energias que considera altamente prejudiciais e poluentes para o país que as produz: “Se engendrou toda uma campanha para dizer que o biodiesel viria da mamona, do girassol, de produtos que incentivariam a agricultura familiar, mas é mentira, vem quase tudo do óleo de soja”.

Há cinco anos, Lucas do Rio Verde, município de Mato Grosso, foi vítima de um acidente ampliado de contaminação tóxica por pulverização aérea. Wanderlei Pignati, médico e doutor na área de toxicologia, fez parte da equipe de perícia no local. Apesar de inconclusiva, ela revelava índices preocupantes de contaminação.
Em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Pignati passou então a dirigir suas pesquisas à região Centro-Oeste.  Professor na Universidade Federal do Mato Grosso,  há dez anos ele estuda os impactos do agronegócio na saúde coletiva. É o estado onde mais se aplica agrotóxicos e fertilizantes químicos no Brasil, país campeão no consumo mundial dessas substâncias. Pignati alerta que três grandes bacias hidrográficas se localizam no Mato Grosso,  portanto quando se mexe com agrotóxico no estado, a contaminação da água produz impacto enorme.
O projeto de pesquisa coordenado por Pignati tem o compromisso de  levar  às populações afetadas os dados  levantados e os diagnósticos. Para ele, é fundamental promover um movimento social de vigilância sanitária e ambiental que envolva não só entidades do governo, mas a sociedade civil organizada e participativa.

[Quando perguntado sobre a pesquisa, o entrevistado, Dr. W.Pignati destaca:]
Na safra de 2009 pra 2010, Mato Grosso usou 105 milhões de litros de agrotóxico. O Brasil usou 900 milhões, quase 1 bilhão de litros de agrotóxicos. É o maior consumidor do mundo. E Lucas do Rio Verde usou 5 milhões em 2009. Aonde vai parar esse volume todo? É isso o que temos pesquisado.

[Nessa entrevista o entrevistado revela dados, no mínimo preocupantes, em termos não somente da região centro-oeste, mas também de Brasil]


23 de dez de 2012

AVE LÍRICA: UM MARAVILHOSO PRESENTE DA NATUREZA



SÁBADO, 22 DE DEZEMBRO DE 2012


A foto mostra uma das duas espécies da ave australiana (Menura alberti é uma delas) que imita sons que escuta na floresta.



No vídeo apresentado  pelo biólogo britânico David Attenborough (indicado abaixo), ele diz que essa ave ("lyre bird", em inglês) imita sons de 20 diferentes espécies de aves . Inicialmente ela aparece imitando o chamado de outra espécie de ave , que responde ao chamado imediatamente. Em seguida ela imita o som do disparador de uma câmera (do tipo de câmera com filme); seguindo-se a imitação do "motordrive"   desse mesmo tipo de câmera (usado para tirar várias fotos em 1 segundo). Depois imita o alarme de um carro. E imita até o som emitido pelos equipamentos usados pelos madeireiros, como a motoserra.
"Um gênio da floresta"!!!
Assistam ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=VjE0Kdfos4Y&feature=youtube_gdata_player

19 de dez de 2012

GOVERNO LIBERA R$3,2 BILHÕES PARA MUNICÍPIOS ...


...QUE TENHAM PROJETOS DE PREVENÇÃO DE  ENXURRADAS

MAS TANTO DINHEIRO ASSIM, RESISTIRÁ À CORRUPÇÃO???

[Reproduzido da revista eletrônica ÉPOCA]

O Ministério das Cidades publicou nesta terça-feira (18), no Diário Oficial da União, a portaria que aprova a liberação de recursos a municípios de regiões metropolitanas ou com mais de 50 mil habitantes que tenham enviado projetos de prevenção de enchentes, enxurradas e alagamentos. Cidades menores puderam inscrever projetos de contenção de encostas.

Estão na lista as capitais Manaus, Salvador, Vitória, São Luís, Recife, Teresina, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre, além de outros municípios do Espírito Santo, do Maranhão, de Pernambuco, do Piauí, do Paraná e do Rio Grande do Sul. Juntos, os projetos somam mais de R$ 3,2 bilhões.

Segundo o cronograma, estados e municípios têm até esta terça-feira para apresentar a documentação para a contratação das operações, que ocorrerá nesta quarta-feira (19). A documentação técnica deve ser enviada à Caixa Econômica Federal até 28 de março do ano que vem. A partir da contratação da operação, estados e municípios têm 12 meses, prorrogáveis por igual período, para cumprir as exigências necessárias para liberação da primeira parte do dinheiro.

Uma outra notícia, dessa mesma revista eletrônica:


DESASTRES NATURAIS - 15/12/2011 15h54 - Atualizado em 16/12/2011 22h03
TAMANHO DO TEXTO

Governo identifica 178,5 mil pessoas em áreas de risco

Essas pessoas estão em apenas 28 municípios, mas número deve crescer pois há 251 cidades consideradas como área de risco. A maior parte dos municípios ainda não foi mapeada.


Um mapeamento inédito feito pelo governo federal encontrou 178,5 mil pessoas residentes em áreas classificadas como de risco alto ou muito alto de serem atingidas por desabamentos ou enchentes em 28 municípios brasileiros. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (15) em evento do Ministério da Integração Nacional para a divulgação da estratégia da Defesa Civil para os períodos das chuvas. Este número ainda pode crescer, uma vez que, segundo o ministro Fernando Bezerra, esses municípíos são apenas parte dos 251 que podem ter risco elevado de desastres.

EM TERMOS DE DESMATAMENTOS SERÁ QUE A JUSTIÇA TARDA MAS NÃO FALHA!?

Copie, acesse e veja o que o novo código florestal propiciará ao  maior desmatador da Amazônia, conforme divulgação de:

amazonia.org.br/2012/12/o-crime-compensou/

17 de dez de 2012

CORRAM ... CORRAM ... BICHOS DA FLORESTA NACIONAL CARAJÁS! A VALE S/A VEM AÍ !!!

E vem com pressa e muito apetite !!!

Copiem, acessem e leiam.

amazonia.org.br/2012/12/dentro-da-floresta-a-vale-tem-pressa/#comment-1293

14 de dez de 2012

DESCOBERTA NOVA ESPÉCIE DE PRIMATA

E muitos pensam que já sabemos TUDO sobre nosso planeta.
Nycticebus kayan, é o nome desse primata de Bornéu. 

Bornéu é uma grande ilha localizada na Ásia. A ilha é dividida em três partes. A maior parte (a parte meridional) pertence à Indonésia. A segunda maior (a parte setentrional) pertence à Malásia e a menor parte (encravada na parte da Malásia) pertence ao Brunei, Os indonésios chamam a ilha de Kalimantan.

[Nota reproduzida de BBC NATURE. Artigo original no  American Journal of Primatology. Postagem mais completa no www.ecologyintofocus.blogspot.com]




Este primata, mais parecido com lêmur do que com macaco, produz uma toxina que torna sua mordida potencializadora de choque anafilático em pessoas. Essa toxina é misturada à saliva e assim, a fêmea lambe o filhote, provavelmente para protegê-lo dos predadores.


DESMATAMENTOS NA AMAZÔNIA GERAM MAIS CO2 DO QUE CARROS

[Reproduzido de www.amazonia.org.br]

Desmate da Amazônia gera mais CO2 que total de carros do país, diz Imazon

Pesquisador fez estimativa com dados deste ano, divulgados pelo governo. Mesmo com queda recorde no desmate, emissões preocupam, diz Imazon.
Mesmo com o registro de queda recorde no desmatamento da Amazônia Legal deste ano, os efeitos da destruição da mata persistem, como a emissão de CO2, afirma Paulo Barreto, pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Em uma estimativa apresentada ao G1, o pesquisador avalia que o desmate entre 2011 e 2012 tenha levado à liberação de 245,3 milhões de toneladas de CO2 no ar, mais que o dobro de todas as emissões do gás por carros e veículos de passeio leves (121,6 milhões de toneladas) no Brasil no mesmo período.
Barreto fez o cálculo com base no monitoramento anual feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que indica que de agosto de 2011 a julho de 2012 houve o desmatamento de 4.656 km² de floresta, área equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente no fim de novembro.
O tamanho do desmatamento é 27% menor que o registrado anteriormente, no período entre agosto de 2010 e julho de 2011 (6.418 km²). Foi a menor taxa desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a fazer a medição, em 1988.
Além do Prodes, Barreto levou em conta previsões do Imazon sobre a emissão de CO2 por km² de floresta destruída e dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), de outubro de 2012, que apontam a existência de 41,9 milhões de carros e veículos leves no país.
O levantamento foi apresentado no 6º Encontro do Fórum Amazônia Sustentável, realizado na última semana em Belém (PA).
O pesquisador afirma que o cálculo das emissões por veículos desconsiderou que existem carros movidos a álcool e outros combustíveis que não gasolina, o que indica que o valor relativo aos veículos está superestimado. Foram desconsiderados caminhões e motos. “Se você incluir o etanol, a comparação seria ainda pior para o lado do desmatamento”, pondera.
Barreto diz ter feito a conta “considerando, em média, que eles [os veículos] rodam 30 mil km por ano”. Em média, cada veículo emite 2,9 toneladas de CO2 equivalente, levando em conta apenas os movidos a gasolina, de acordo com os cálculos do pesquisador.
Milhões de árvores
Barreto estima ainda que, no período avaliado (de agosto de 2011 a julho de 2012), foram derrubadas 232,8 milhões de árvores na Amazônia – o que equivale a cortar mais de uma árvore por habitante do país.
Além disso, foram afetados pelo desmatamento cerca de 8,3 milhões de aves e 270 mil macacos, segundo Barreto. Para chegar ao número de animais atingidos, o pesquisador disse ter usado previsões que constam em um estudo do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Comemorar, mas nem tanto
“Acho que tem que comemorar que o desmatamento caiu 27%, mas o número restante ainda é muito alto”, afirmou o pesquisador. Para ele, a destruição da floresta amazônica não está contida.
Para o pesquisador, é essencial ampliar medidas bem-sucedidas para proteger a floresta amazônica, como “melhorar a eficácia da fiscalização” e “demarcar e vigiar as unidades de conservação e as terras indígenas”. A fiscalização deve agir principalmente “por meio do confisco de bens e equipamentos envolvidos em atividades ilegais”, ponderou Barreto no levantamento.


Segundo o governo federal, a estimativa de 4.656 km² de desmatamento indicada pelo Prodes possui margem de erro de 10%, e os dados finais do levantamento devem ser divulgados no próximo ano.
As informações do Prodes consolidam dados coletados ao longo de um ano por satélites capazes de detectar regiões desmatadas a partir de 6,25 hectares. São computadas apenas áreas onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – característica denominada corte raso.
Desmatamento por estados
Dados do Inpe apontam que, no período avaliado, o Pará foi o estado que mais desmatou a Amazônia. Em um ano, foi responsável por devastar mais de um terço da área desmatada registrada pelo sistema Prodes (1.699 km²).
Mato Grosso foi o segundo estado que mais devastou a floresta (777 km²), seguido de Rondônia (761 km²), Amazonas (646 km²), Acre (308 km²) e Maranhão (267 km²). Completam a lista Roraima (114 km²), Tocantins (53 km²) e Amapá (31 km²).
De acordo com o Ibama, entre agosto de 2011 e julho de 2012 foram registrados 3.456 autos de infração na região da Amazônia Legal.
Por: Rafael Sampaio
Fonte: Globo Amazônia 

13 de dez de 2012

ITAIPU: A SECA SÓ TRARÁ MUDANÇA DA PAISAGEM ???


Edição do dia 11/12/2012
11/12/2012 08h13 - Atualizado em 11/12/2012 08h13


Estiagem causa baixa no 






lago de Itaipu e 





muda paisagem na 





fronteira


As águas do Rio Paraná movem as turbinas da usina que mais gera 

energia elétrica no mundo. Com a seca, o nível do lago baixou 

bastante.


[Reproduzido de "Bom Dia Brasil" TV Globo]

Em Foz do Iguaçu, o problema é a seca. A estiagem mudou a paisagem na fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai.
São as águas do Rio Paraná que movem as turbinas da usina que mais gera energia elétrica no mundo. A estiagem ainda não é considerada uma ameaça à geração de energia, mas preocupa.
“Nós estamos esperançosos que não teremos o pior - que seria um rebaixamento muito grande”, afirma Pedro Tonelli, coordenador do Programa de Aquicultura e Pesca de Itaipu.
Outro rio que sofre com a falta de chuvas é o Iguaçu, que deságua nas famosas cataratas. As enormes cachoeiras diminuíram, deixando à mostra os paredões de pedra.
Copiar e colar no navegador:
g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/12/estiagem-causa-baixa-no-lago-de-itaipu-e-muda-paisagem-na-fronteira.html

11 de dez de 2012

NOVA ESTIMATIVA DE SEQUESTRO DE CARBONO NOS ESTADOS UNIDOS


O USGS-United States Geological Survey  (Levantamento Geológico dos Estados Unidos) realizou novas estimativas sobre o papel dos ecossistemas da costa oeste norte-americana no sequestro do carbono atmosférico. Eis alguns resultados:
Florestas, pastagens e vegetação arbustiva na região Oeste sequestram 91 milhões  de toneladas de carbono, anualmente; uma quantidade equivalente para contrabalançar a quantidade de carbono emitida pelos 83 milhões de veículos de passageiros que por lá circulam. A maior parte desse sequestro, 90 por cento, é feita por plantas dos ecossistemas terrestres e 10% pelo ecossistema aquático.




Pesquisadores do USGS estimaram que as florestas são responsáveis pela absorção de  70 por cento do carbono emitido, embora elas só cubram 28 por cento da área total. As pastagens e vegetação arbustiva, cobrem 60 por cento da área total e absorvem 23 por cento do carbono. As terras agricultáveis cobrem  6 por cento da área total e absorvem 4,5 por cento, e as "wetlands" (brejos) cobrem menos de 1 por cento e absorvem quantidade relativamente insignificante.
Outros dados são apresentados sobre queima de vegetação nativa e emissão de CO2 por ecossistemas aquáticos  no "site" www.usgs.gov, sendo evidenciada nesse estudo a grande importância das florestas no sequestro de carbono atmosférico.
Ainda afirmam os pesquisadores que o fogo na vegetação nativa contrabalança com 13 por cento do sequestro anual do carbono , mas que tal quantidade poderá aumentar para 31 por cento futuramente.


7 de dez de 2012

A TRANSPOSIÇÃO ABANDONADA EM PERNAMBUCO

[Reproduzido da edição de 09/11/2012 do Jornal Nacional , da rede Globo]

Em seguimento à postagem anterior neste www.ecologiaemfoco.blogspot.com (A TRANSPOSIÇÃO EXPLICADA), acesse abaixo (copie e cole no seu navegador) e veja o vídeo sobre a tão decantada "transposição":

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/11/obras-de-transposicao-do-rio-sao-francisco-estao-abandonadas-em-pe.html


Canteiros de uma obra bilionária, iniciada há cinco anos para levar água ao semi-árido nordestino, estão abandonados ["coincidindo com a aceleração das obras dos estádios para a copa"]. A repórter Mônica Silveira mostra que o atraso na transposição do Rio São Francisco é visto com tristeza por quem enfrenta a pior seca dos últimos anos na região.
Outro dia de sol implacável. Os sertanejos quase não conseguem sustentar a esperança que invadiu o coração deles cinco anos atrás.
“Eu não tenho esperança dessa água chegar aqui não, viu?”, diz a agricultora Maria da Paixão Souza Marques.
A obra para salvar 12 milhões de nordestinos da falta de chuva começou em agosto de 2007. Pela previsão inicial, até o fim de 2012 a transposição estaria concluída. Ela levaria água do São Francisco a municípios de quatro estados por dois canais de concreto, chamados de Eixo Norte e Eixo Leste. Mas hoje, trechos de canal que já tinham sido concluídos estão rachados e precisam ser refeitos.
No caminho da transposição fica Sertânia, 34 mil habitantes com sede. O nível da água do reservatório da cidade está reduzido a 4,5%. Ele fica bem ao lado dos canteiros que as construtoras abandonaram, alguns ainda cheios de máquinas encaixotadas. As empresas também deixaram para trás quilômetros de buracos escavados na terra, onde o mato já cresceu.
O Ministério da Integração alega que as obras são muito mais complexas do que o imaginado no projeto inicial e que, até agora, na média, avançaram 43%.

A "TRANSPOSIÇÃO" DO S. FRANCISCO EXPLICADA


[Reproduzido de "velhochico.net"]
Bacias da integração

A Região Nordeste que possui apenas 3% da disponibilidade de água e 28% da população brasileiras, apresenta internamente uma grande irregularidade na distribuição dos seus recursos hídricos, uma vez que o rio São Francisco representa 70% de toda a oferta regional.
Esta irregularidade na distribuição interna dos recursos hídricos, associada a uma discrepância nas densidades demográficas (cerca de 10 hab/km2 na maior parte da bacia do rio São Francisco e aproximadamente 50 hab/km2 no Nordeste Setentrional) faz com que, do ponto de vista da sua oferta hídrica, o Semi-árido Brasileiro seja dividido em dois: o Semi-árido da Bacia do São Francisco, com 2.000 a 10.000 m3/hab/ano de água disponível em rio permanente, e o Semi-árido do Nordeste Setentrional, compreendendo parte do estado de Pernambuco e os estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, com pouco mais de 400m3/hab/ano disponibilizados através de açudes construídos em rios intermitentes e em aqüíferos com limitações quanto à qualidade e/ou quanto à quantidade de suas águas.

Diante desta realidade, tendo por base a disponibilidade hídrica de 1500 m3/hab/ano, estabelecida pela ONU como sendo a mínima necessária para garantir a uma sociedade o suprimento de água para os seus diversos usos, o Projeto de Integração estabelece a interligação da bacia hidrográfica do rio São Francisco, que apresenta relativa abundância de água (1850 m³/s de vazão garantida pelo reservatório de Sobradinho), com bacias inseridas no Nordeste Setentrional com quantidades de água disponível que estabelecem limitações ao desenvolvimento sócio-econômico da região.
As bacias que receberão a água do rio São Francisco são: Brígida, Terra Nova, Pajeú, Moxotó e Bacias do Agreste em Pernambuco; Jaguaribe e Metropolitanas no Ceará; Apodi e Piranhas-Açu no Rio Grande do Norte; Paraíba e Piranhas na Paraíba.
Eixos do projeto
O Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional prevê a construção de dois canais: o Eixo Norte que levará água para os sertões de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e o Eixo Leste que beneficiará parte do sertão e as regiões agreste de Pernambuco e da Paraíba.
O Eixo Norte, a partir da captação no rio São Francisco próximo à cidade de Cabrobó – PE, percorrerá cerca de 400 km, conduzindo água aos rios Salgado e Jaguaribe, no Ceará; Apodi, no Rio Grande do Norte; e Piranhas-Açu, na Paraíba e Rio Grande do Norte. Ao cruzar o estado de Pernambuco este eixo disponibilizará água para atender as demandas de municípios inseridos em 3 sub-bacias do rio São Francisco: Brígida, Terra Nova e Pajeú. Para atender a região do Brígida, no oeste de Pernambuco, foi concebido um ramal de 110km de comprimento que derivará parte da vazão do Eixo Norte para os açudes Entre Montes e Chapéu.
Projetado para uma capacidade máxima de 99 m³/s, o Eixo Norte operará com uma vazão contínua de 16,4 m³/s, destinados ao consumo humano. Em períodos recorrentes de escassez de água nas bacias receptoras e de abundância na bacia do São Francisco (Sobradinho vertendo), as vazões transferidas poderão atingir a capacidade máxima estabelecida. Os volumes excedentes transferidos serão armazenados em reservatórios estratégicos existentes nas bacias receptoras: Atalho e Castanhão, no Ceará; Armando Ribeiro Gonçalves, Santa Cruz e Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte; Engenheiro Ávidos e São Gonçalo, na Paraíba; e Chapéu e Entre Montes, em Pernambuco.
O Eixo Leste que terá sua captação no lago da barragem de Itaparica, no município de Floresta – PE, se desenvolverá por um caminhamento de 220 km até o rio Paraíba – PB, após deixar parte da vazão transferida nas bacias do Pajeú, do Moxotó e da região agreste de Pernambuco. Para o atendimento das demandas da região agreste de Pernambuco, o projeto prevê a construção de um ramal de 70 km que interligará o Eixo Leste à bacia do rio Ipojuca.
Previsto para uma capacidade máxima de 28 m³/s, o Eixo Leste funcionará com uma vazão contínua de 10 m³/s, disponibilizados para consumo humano. Periodicamente, em caso de sobras de água em Sobradinho e de necessidade nas regiões beneficiadas, o canal poderá funcionar com a vazão máxima, transferindo este excedente hídrico para reservatórios existentes nas bacias receptoras: Poço da Cruz, em Pernambuco, e Epitácio Pessoa (Boqueirão), na Paraíba.
Os eixos de integração foram concebidos na forma de canais de terra, com seção trapezoidal, revestidos internamente por membrana plástica impermeável, com recobrimento de concreto. Nos trechos de travessia de rios e riachos serão construídos aquedutos, sendo previstos túneis para a ultrapassagem de áreas com altitude mais elevada. Para vencer o desnível do terreno entre os pontos mais altos do relevo, ao longo dos percursos dos canais, e os locais de captação no rio São Francisco, serão implantadas 9 estações de bombeamento: 3 no Eixo Norte, com elevação total de 180m, e 6 no Eixo Leste, elevando a uma altura total de 300m. Ao longo dos eixos principais e de seus ramais, serão construídas 30 barragens para desempenharem a função de reservatórios de compensação, permitindo o fluxo de água nos canais mesmo durante as horas do dia em que as estações de bombeamento estejam desligadas (as bombas ficarão de 3 a 4 horas por dia desligadas para reduzir os custos com energia).
Distribuição de Água
Com o Projeto de Integração do Rio São Francisco, os grandes açudes (Castanhão – CE, Armando Ribeiro Gonçalves – RN, Epitácio Pessoa – PB, Poço da Cruz – PE e outros) do Nordeste Setentrional passarão a oferecer uma maior garantia para o fornecimento de água aos diversos usos das populações. Nos estados beneficiados com o projeto, vários sistemas de distribuição estão operando, encontram-se em obras ou estão em fase de estudos, com o objetivo de levar água destes reservatórios estratégicos para suprir cidades e perímetros de irrigação.
No estado do Ceará, o sistema de reservatórios que abastece a Região Metropolitana de Fortaleza – RMF (açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião) já está interligado ao rio Jaguaribe através do Canal do Trabalhador (capacidade de 5 m³/s). Em função da necessidade de se levar mais água da bacia do Jaguaribe para a RMF, o Governo do Estado está construindo o Canal da Integração (capacidade de 22 m³/s), interligando o açude Castanhão às bacias do Banabuiú (maior afluente do rio Jaguaribe) e Metropolitanas.
No estado do Rio Grande do Norte, o açude Armando Ribeiro Gonçalves é responsável pelo abastecimento de uma grande quantidade de municípios das bacias do Piranhas-Açu, Apodi e Ceará-Mirim através de 4 grandes sistemas adutores que estão em operação: Adutora de Mossoró, Adutora Sertão Central / Cabugi, Adutora Serra de Santana, Adutora do Médio Oeste. Encontra-se em fase de projeto, a Adutora do Alto Oeste que atenderá a maior parte dos municípios da bacia do Apodi, captando água no açude Santa Cruz, outro reservatório de recepção das transferências hídricas do Projeto São Francisco.
No estado da Paraíba, o Eixo Leste do Projeto São Francisco permitirá o aumento da garantia da oferta de água para os vários municípios da bacia do Paraíba, atendidos pelas adutoras do Congo, do Cariri, Boqueirão e Acauã. O Eixo Norte possibilitará o abastecimento seguro de diversos municípios da bacia do Piranhas, atendidos por sistemas adutores tais como Adutora Coremas / Sabugi e Canal Coremas / Souza.
No estado de Pernambuco, os Eixos Norte e Leste, ao atravessarem o seu território, servirão de fonte hídrica para sistemas adutores existentes ou em projeto, responsáveis pelo abastecimento de populações do Sertão e do Agreste: Adutora do Oeste, Adutora do Pajeú, Adutora Frei Damião e Adutora de Salgueiro.
Benefícios
O Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional é a mais importante ação estruturante, no âmbito da política nacional de recursos hídricos, tendo por objetivo a garantia de água para o desenvolvimento sócio-econômico dos estados mais vulneráveis às secas ( Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco). Neste sentido, ao mesmo tempo em que garante o abastecimento por longo prazo de grandes centros urbanos da região (Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Mossoró, Campina Grande, Caruaru, João Pessoa) e de centenas de pequenas e médias cidades inseridas no Semi-árido, o projeto beneficia áreas do interior do Nordeste com razoável potencial econômico, estratégicas no âmbito de uma política de desconcentração do desenvolvimento, polarizado até hoje, quase exclusivamente, pelas capitais dos estados.
Ao interligar os açudes estratégicos do Nordeste Setentrional com o rio São Francisco, o projeto irá permitir:

No Estado do Ceará;
• o aumento da garantia da oferta hídrica proporcionada pelos maiores reservatórios estaduais (Castanhão, Orós e Banabuiú) que operados de forma integrada com os açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião fornecem água para os diversos usos da maior parte da população das bacias do Jaguaribe e Metropolitanas (5 milhões de habitantes de 56 municípios, em 2025);
• a redução do conflito existente entre a bacia do Jaguaribe e as bacias Metropolitanas, em função do progressivo aumento das transferências de água para o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza que possui uma disponibilidade hídrica per capita de apenas 90 m3/hab/ano;
• uma melhor e mais justa distribuição espacial da água ofertada pelos açudes Orós e Banabuiú, beneficiando populações do Sertão Cearense, uma vez que com o Projeto de Integração do São Francisco estes reservatórios estariam aliviados do atendimento de parte das demandas do Médio e Baixo Jaguaribe e da Região Metropolitana de Fortaleza;
• a perenização do rio Salgado, estabelecendo uma fonte hídrica permanente para o abastecimento da segunda região mais povoada do Estado, o Cariri Cearense (cerca de 500 mil habitantes).

No Estado do Rio Grande do Norte;
• o aumento da garantia da oferta hídrica proporcionada pelos dois maiores reservatórios estaduais (Santa Cruz e Armando Ribeiro Gonçalves) responsáveis pelo suprimento de água para os diversos usos da maior parte da população das bacias do Apodi, Piranhas-Açu, Ceará-Mirim e Faixa Litorânea Norte;
• a redução dos conflitos existentes na Bacia do Piranhas-Açu, entre usuários de água deste estado e do estado da Paraíba e entre os usos internos do próprio estado;
• a perenização dos maiores trechos dos rios Apodi e Piranhas-Açu, situados a montante dos açudes Santa Cruz e Armando Ribeiro Gonçalves, estabelecendo uma fonte hídrica permanente para as populações de mais de 60 municípios localizados nestas duas bacias hidrográficas;
• o abastecimento seguro para 95 municípios (1,2 milhões de habitantes em 2025), através do aumento da garantia da oferta de água dos açudes Santa Cruz e Armando Ribeiro Gonçalves, da perenização permanente de todos os trechos dos rios Apodi e Piranhas-Açu, em associação com uma rede de adutoras que vem sendo implantada há alguns anos (mais de 1000 km implantados).
No Estado da Paraíba; 
• o aumento da garantia da oferta hídrica proporcionada pelos maiores reservatórios estaduais (Epitácio Pessoa, Acauã, Egº Ávidos, Coremas e Mãe D’água) responsáveis pelo suprimento de água para os diversos usos da maior parte da população das bacias do Paraíba e Piranhas;
• a redução dos conflitos existentes na Bacia do Piranhas-Açu, entre usuários de água deste estado e do estado do Rio Grande do Norte e entre os usos internos do próprio estado;
• a redução dos conflitos existentes na Bacia do Paraíba, fundamentalmente sobre as águas do Açude Epitácio Pessoa, insuficientes para os seus diversos usos e tendo como umas das conseqüências o estrangulamento do desenvolvimento sócio-ecnômico de Campina Grande, um dos maiores centros urbanos do interior do Nordeste (cerca de 400 mil habitantes);
• uma melhor e mais justa distribuição espacial da água ofertada pelos açudes Coremas e Mãe D’Água, beneficiando populações da região do Piancó, uma vez que com o Projeto de Integração do São Francisco estes reservatórios estariam aliviados do atendimento de demandas dos trechos do rio Piranhas, situados a jusante destes reservatórios;
• o abastecimento seguro para 127 municípios (2,5 milhões de pessoas em 2025), através do aumento da garantia da oferta de água dos açudes Epitácio Pessoa, Acauã, Egº Ávidos, Coremas e Mãe D’água, da perenização permanente de todos os trechos dos rios Paraíba e Piranhas, em associação com uma rede de adutoras que vem sendo implantada há alguns anos (mais de 600 km implantados).
No Estado de Pernambuco;
• uma melhor distribuição espacial dos seus recursos hídricos, pois além da disponibilidade de água do rio São Francisco em cerca de metade da sua fronteira sul, o Estado contará com dois grandes canais (Eixo Norte e Eixo Leste), cortando transversalmente o seu território, a partir dos quais uma rede de adutoras e/ou canais irá, de forma sustentável, garantir o abastecimento das regiões do Agreste e do Sertão, situadas em cotas elevadas e distantes daquele rio;
• a divisão, com os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, de parte dos custos de oferta hídrica para as regiões do Agreste e do Sertão, tornando a água, distribuída a partir dos canais do Projeto de Integração, mais barata do que aquela captada diretamente do rio São Francisco por meio de adutoras isoladas (os custos de operação e manutenção da infra-estrutura dos Eixos Norte e Leste serão rateados entre os estados beneficiados, gerando uma economia de escala);
• o aumento da garantia da oferta hídrica proporcionada por dois dos maiores reservatórios do Estado (Entre Montes e Poço da Cruz), estrategicamente situados para permitir o atendimento de demandas atuais e futuras das bacias dos rios Brígida e Moxotó;
• o abastecimento seguro para 113 municípios (2,9 milhões de pessoas em 2025) do Sertão (bacias do Brígida, Terra Nova, Pajeú e Moxotó) e do Agreste, através da disponibilidade hídrica proporcionada diretamente pelos Eixos Norte e Leste, pelos seus ramais (Ramal de Entre Montes e Ramal do Agreste), pelos Açudes Entre Montes e Poço da Cruz, pelos leitos de rios perenizados, em associação com uma rede de adutoras que poderá ser conectada aos canais do Projeto de Integração.
O Projeto de Integração, também, terá um grande alcance no abastecimento da população rural, quer seja através de centenas de quilômetros de canais e de leitos de rios perenizados, quer seja por intermédio de adutoras para o atendimento de um conjunto de localidades.
Números do Rio
Extensão: 2.700 quilômetros – desde a Serra da Canastra, no município mineiro de São Roque de Minas, onde nasce, até a sua foz, entre os estados de Sergipe e Alagoas.

Área da Bacia: 634 mil km2
Está dividido em quatro trechos:
Alto São Francisco – das nascentes até a cidade de Pirapora (MG), com 100.076 km2, ou 16% da área da Bacia, e 702 km de extensão. Sua população é de 6,247 milhões de habitantes
Médio São Francisco – de Pirapora (MG) até Remanso (BA) com 402.531 km2, ou 53% da área da Bacia, e 1.230 km de extensão. Sua população é de 3,232 milhões de habitantes
Submédio São Francisco – de Remanso (BA) até Paulo Afonso (BA), com 110.446 km2, ou 17% da área da Bacia, e 440 km de extensão. Sua população é de 1,944 miulhões de habitantes
Baixo São Francisco – de Paulo Afonso (BA) até a foz, entre Sergipe e Alagoas, com 25.523 km2, ou 4% da área da Bacia, e 214 km de extensão. Sua população é de 1,373 milhões de habitanbtes
O Rio S. Francisco banha 5 estados: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, mas sua Bacia alcança também Goiás e o Distrito Federal
A Bacia do rio abrange 504 de municípios, ou 9% do total de municípios do país. Desse total, 48,2% estão na Bahia, 36,8% em Minas Gerais, 10,9% em Pernambuco, 2,2% em Alagoas, 1,2% em Sergipe, 0,5% em Goiás e 0,2% no Distrito Federal
Cerca de 13 milhões de pessoas (Censo de 2000) habitam a área da Bacia do São Francisco
Consumo atual de água da Bacia do rio São Francisco: 91 m³/s
Vazão firme na foz (garantia de 100%): 1.850 m³/s
Vazão média na foz: 2.700 m3/s
Vazão disponibilizada para consumos variados: 360 m³/s
Vazão mínima fixada após Sobradinho: 1.300 m³/s
Vazão firme para a integração das bacias: 26 m³/s (1,4% de 1.850 m³/s)

Um rio que une climas e regiões diferentes
Rio da integração nacional, o São Francisco, descoberto em 1502, tem esse título por ser o caminho de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste. Desde as suas nascentes, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até sua foz, na divisa de Sergipe e Alagoas, ele percorre 2.700 km. Ao longo desse percurso, que banha cinco Estados, o rio se divide em quatro trechos: o Alto São Francisco, que vai de suas cabeceiras até Pirapora, em Minas Gerais; o Médio, de Pirapora, onde começa o trecho navegável, até Remanso, na Bahia; o Submédio, de Remanso até Paulo Afonso, também na Bahia; e o Baixo, de Paulo Afonso até a foz.
O rio São Francisco recebe água de 168 afluentes, dos quais 99 são perenes, 90 estão na sua margem direita e 78 na esquerda. A produção de água de sua Bacia concentra-se nos cerrados do Brasil Central e em Minas Gerais e a grande variação do porte dos seus afluentes é consequência das diferenças climáticas entre as regiões drenadas. O Velho Chico – como carinhosamente o rio também é chamado – banha os Estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Sua Bacia hidrográafica também envolve parte do Estado de Goiás e o Distrito Federal.
Os índices pluviais da Bacia do São Francisco variam entre sua nascente e sua foz. A poluviometria média vai de 1.900 milímetros na área da Serra da Canastra a 350 milímetros no semi-árido nordestino. Por sua vez, os índices relativos à evaporação mudam inversamente e crescem de acordo com a distância das nascentes: vão de 500 milímetros anuais, na cabeceira, a 2.200 milímetros anuais em Petrolina (PE).
Embora o maior volume de água do rio seja ofertado pelos cerrados do Brasil Central e pelo Estado de Minas Gerais, é a represa de Sobradinho que garante a regularidade de vazão do São Francisco, mesmo durante a estação seca, de maio a outubro. Essa barragem, que é citada como o pulmão do rio, foi planejada para garantir o fluxo de água regular e contínuo à geração de energia elétrica da cascata de usinas operadas pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) – Paulo Afonso, Itaparica, Moxotó, Xingó e Sobradinho. É é assim que ela opera.
Depois de movimentarem os gigantescos geradores daquelas cinco hidrelétricas, as águas do São Francisco correm para o mar. Atualmente, 95% do volume médio liberado pela barragem de Sobradinho – 1.850 metros cúbicos por segundo – são despejados na foz e apenas 5% são consumidos no Vale. Nos anos chuvosos, a vazão de Sobradinho chega a ultrapassar 15 mil metros cúbicos por segundo, e todo esse excedente também vai para o mar.
A irrigação no Vale do São Francisco, especialmente no semi-árido, é uma atividade social e econômica dinâmica, geradora de emprego e renda na região e de divisas para o País – suas frutas são exportadas para os EUA e Europa. A área irrigada poderá ser expandida para até 800 mil hectares, nos próximos anos, o que será possível pela participação crescente da iniciativa privada.
O Programa de Revitalização do São Francisco, cujas ações já se iniciaram, contempla, no curto prazo, a melhoria da navegação no rio, providência que permitirá a otimização do transporte de grãos (soja, algodão e milho, essencialmente) do Oeste da Bahia para o porto de Juazeiro (BA) e daí, por ferrovia, para os principais portos nordestinos