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27 de jan de 2013

POLÍTICA AMBIENTAL EM ENERGIA: HÁ QUEM LUCRE COM OS DESACERTOS


[Chamo a atenção para os destaques, em negrito e com marca-texto, nesta entrevista divulgada em www.amazonia.org.br]


“Belo Monte é um absurdo e termelétricas são desnecessárias”

O setor de energia ganhou as primeiras páginas dos jornais no início de 2013 com o baixo nível dos reservatórios e a possibilidade de manter as termelétricas ligadas ao longo de todo o ano para compensar a falta de chuvas. Célio Bermann, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, é um crítico severo dessa solução. Um dos mais respeitados especialistas na área energética do país, trabalhou como assessor da então Ministra Dilma Rousseff no Ministério de Minas e Energia, entre 2003 e 2004. “Saí quando verifiquei que o Ministério de Minas e Energia estava fazendo o contrário do que eu pensava que seria possível”, diz ele. Severo crítico da hidrelétrica de Belo Monte, fez parte do painel de especialistas que concluíram que o projeto da usina não deveria ter seguimento.
Bermann conversou com ((o))eco sobre os caminhos do setor energético e possíveis soluções para evitar o uso intensivo das termoelétricas como complementação das hidrelétricas.
((o))eco: O Ministério de Minas e Energia estuda usar as termelétricas de forma permanente, para poupar os reservatórios. O que o senhor acha disso?
Utilizar termelétricas para complementar o sistema hidrelétrico é uma solução equivocada. Em primeiro lugar, estamos falando de um sistema elétrico que prioriza a geração de energia a partir da água, o que o torna dependente do regime hidrológico. É preciso com urgência diversificar a matriz de eletricidade do Brasil, utilizando fontes que, ao mesmo tempo, possam complementar o regime da falta de água e que sejam viáveis do ponto de vista econômico e ambiental.
((o))eco: Por quê?
Primeiro, porque a termoeletricidade pode custar 4 vezes mais do que a hidroeletricidade. Além disso, utiliza três fontes fósseis derivados de petróleo: óleo combustível, carvão mineral e gás natural. O principal problema na utilização das fontes fósseis, ao meu entender, não são as emissões de gases de efeito estufa. No caso brasileiro, o problema maior das termoelétricas é serem emissoras de hidrocarbonetos, de dióxido de nitrogênio, de dióxido de enxofre, de material particulado e de fumaça.
((o))eco: Quais são as consequências?
O impacto ambiental dessas fontes é sobre a saúde pública. A vizinhança dessas usinas fica suscetível a doenças crônicas causadas por esse coquetel de poluição.
((o))eco: Há termelétricas que utilizam água na sua refrigeração. Isso causa impactos negativos?
Em geral, essas usinas utilizam água dos rios próximos. Existem regiões no Brasil em que o comprometimento hídrico impede a construção de termelétricas. No estado de São Paulo, no rio Piracicaba, por exemplo, não foi possível construir usinas a gás natural porque elas demandavam um volume de água além das possibilidades da bacia deste rio.
((o)) eco: Qual é o custo das termelétricas?
A energia das termelétricas pode custar até 4 vezes mais do que a hidroeletricidade. Ao mesmo tempo, com a Medida Provisória 579, o governo quer reduzir a tarifa de energia usando recursos do Tesouro Nacional. É um absurdo, pois esta medida afeta indiretamente o bolso dos consumidores. Somos nós que vamos pagar por essa redução da tarifa. É uma forma fictícia de fazer algo desejável: reduzir a tarifa. Temos uma das tarifas de energia elétrica mais cara do mundo, algo absurdo porque nossa matriz com ênfase em hidrelétricas produz energia que deveria ser barata.
((o))eco: E quais seriam essas alternativas?
São três: a conservação da energia, o uso da biomassa e da energia eólica. A primeira alternativa é pensar na conservação e no uso eficiente da energia. É preciso uma ampla campanha nas mídias para ensinar à população a reduzir o desperdício. O governo está fazendo o contrário, quando diz que não há risco de racionamento.
Quando o governo prefere a termoeletricidade como base, está dizendo: vamos usar a termoeletricidade de forma que não se tenha riscos durante o período em que a hidrologia é desfavorável, que é o período entre junho e outubro. Essa solução, como já pontuei antes, é completamente inadequada.
A campanha por redução do consumo de energia deve abranger também grandes consumidores industriais. Estou falando de 6 setores: cimento, siderurgia, alumínio, química, ferro-liga e papel/celulose. Em conjunto, eles respondem pelo consumo de 30% da energia no Brasil. Não estou falando em fechar essas fábricas, mas que um esforço desses setores na redução da sua escala de produção aumentaria a disponibilidade de energia para a economia e para a população. É uma questão de interesse público.
((o))eco: E a segunda alternativa?
A segunda alternativa é a utilização do potencial do setor sucroalcooleiro como fonte de complementação de energia. O Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP recentemente constatou que, a partir do bagaço da cana de açúcar, resíduo da produção sucroalcooleira, pode-se produzir 10 mil megawatts excedentes, o que equivale a mais de 2 vezes a energia média produzida por Belo Monte. Essa energia pode chegar ao sistema elétrico em 3 ou 4 meses e a custo baixo.
Hoje, o bagaço é utilizado para complementar a própria necessidade de eletricidade das usinas. Mas elas também poderiam comercializar o excedente que é dessa ordem que eu falei, de 10 mil megawatts. Elas já comercializam 1.230 megawatts de energia elétrica excedente.
((o))eco: Por que essa energia não está disponível?
Uma resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) determina que cabe à usina o investimento para construir as linhas de transmissão de energia que levem esse excedente da usina até uma subestação ou uma rede de distribuição de energia elétrica. Nosso levantamento, feito para algumas regiões, mostra que a distância entre as usinas e a rede varia de 10 a 30 km, percurso relativamente curto.
((o)) eco: E o que poderia ser feito para viabilizar estas pequenas linhas?
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) poderia financiar a construção dessas linhas. Com crédito, esse excedente poderia estar disponível já na próxima safra, em abril de 2013. Com investimento na troca de equipamentos de cogeração – caldeiras de maior pressão – esses 10 mil megawatts potenciais da biomassa podem dobrar para 20 mil megawatts. De novo, em nome do interesse público, o BNDES poderia ser o financiador.
Infelizmente, o BNDES está usando 22,5 bilhões de reais para financiar a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Quando ficar pronta, em 2019, ela acrescentará apenas 4.400 megawatts médios ao sistema elétrico. Veja o absurdo, a política do governo prioriza megaobras de hidrelétricas, quando existem soluções de energia complementar às hidros, que funcionam justamente na época das secas. A safra da cana de açúcar ocorre no período de menos chuvas, que vai de maio até novembro.
((o))eco: Belo Monte deveria ser descartado, então?
Belo Monte deveria ser descartada. O custo é enorme: 30 bilhões de reais para uma capacidade instalada de 11.233 megawatts. Essa capacidade estará disponível durante 3 ou 4 meses por ano, no período das chuvas. No mês de outubro, por causa do regime hidrológico, a capacidade de geração ficará reduzida a 1mil megawatts, ou seja, 10 % da capacidade instalada. A média ao longo do ano é de 4400 megawatts. A contribuição do rio Xingu e da Usina de Belo Monte é uma fração do que está sendo alegado para justificar a construção da usina. Eu afirmo, Belo Monte atende ao interesse das empreiteiras e empresas ligadas à sua construção, e não à população e a economia brasileira.
((o))eco: E a terceira alternativa?
A terceira alternativa é a energia eólica. No nordeste, o regime de ventos é maior justamente na época da estiagem. Os reservatórios do rio São Francisco podem acumular água durante o período mais crítico, enquanto a energia eólica abasteceria a região nordeste. Ouve-se a alegação de que a biomassa, a eólica, são fontes intermitentes. Ora, a hidroeletricidade também é intermitente, pois depende do regime hidrológico.
((o))eco: E quanto a eficiência, qual é o percentual de perda nas linhas de transmissão?
Conforme dados oficiais, o sistema de transmissão e distribuição nacional tem uma perda técnica (excluindo os gatos) da ordem de 15,4%. É impossível eliminar todas as perdas, mas cortar 5 pontos percentuais é tecnologicamente viável e traz grandes benefícios econômicos. Basta investir na manutenção do sistema: isolar melhor os fios de transmissão e trocar transformadores que já esgotaram sua vida útil. O número crescente de apagões é uma evidência de má manutenção. Por exemplo, parafusos velhos levam à queda de torres de transmissão.
Dessa forma, a perda poderia ser reduzida para cerca de 10% e acrescentariam ao sistema elétrico o equivalente a uma usina hidrelétrica de 6.100 megawatts – 150% mais da média de Belo Monte – de acordo com cálculo recente que fiz com estudantes da Pós-Graduação em Energia do IEE. Isso poderia ser alcançado a um terço do custo de produzir um novo megawatt.
A Aneel é leniente em relação às perdas. É fundamental que ela defina, em nome do interesse público, metas de redução de perdas técnicas nas empresas de distribuição e concessionárias de distribuição de energia. O alcance dessas metas deveria ser associado à redução tarifária.
((o))eco: É caro construir novas linhas de transmissão?
Sim, principalmente para levar energia distante dos centros de consumo, como é o caso dos projetos de hidrelétricas que estão sendo construídas na Amazônia.
((o))eco: E a energia nuclear? O Brasil deve pensar em investir nesta alternativa de energia?
A energia nuclear é uma fonte cara, desnecessária e com um risco de ocorrência de acidentes severos. Além das usinas de Angra 1 e 2, estamos construindo Angra 3. Todas elas numa região que é imprópria para a implantação de usinas nucleares. Angra dos Reis é uma região suscetível a grandes chuvas no verão. Não é impensável a possibilidade que uma chuva mais severa derrube as linhas que transmitem energia elétrica do sistema até as usinas.
O resultado da interrupção de fornecimento de energia elétrica pode fazer as bombas de refrigeração de água dos reatores pararem, provocando o superaquecimento e a explosão do reator, que foi o que aconteceu, em fevereiro de 2011, nos 4 reatores de Fukushima, no Japão. Com um agravante: a única via de escoamento da população é a Rio-Santos, absolutamente incapaz de evacuar toda a população local. A empresa Eletronuclear considera, hoje, uma população da ordem de 200 mil habitantes. Essa população dobra na época das férias, que coincide com a época das chuvas.
Por: Daniele Bragança
Fonte: O Eco

23 de jan de 2013

15 MINUTOS DE VISÃO ANGUSTIANTE !!!

De um jovem cidadão paraibano, brasileiro consciente, politizado, que compartilha comigo a concepção de que é a corrupção e o descaso com a vida os principais males que proliferam de maneira assustadora neste nosso país, recebi e-mail contendo este vídeo apresentado na TV Globo e que para mim se constituiu em "15 minutos de visão angustiante"! No Brasil onde competência e compromisso profissionais estão à margem  das preocupações governamentais atuais com futebol e politicagem!
O jovem a que me referi  acima, chama-se Diego Henrique Soares Queiroz Freire, que também compartilha comigo o sentimento de que não é professando religião que nos tornamos "mais humanos" !

Acessem
http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/t/edicoes/v/transposicao-do-rio-sao-francisco-esta-mais-cara-e-atrasada/2357169/

22 de jan de 2013

DESMATAMENTO REDUZ BIODIVERSIDADE "EM TODOS OS NÍVEIS TRÓFICOS"


[Reproduzido de www.amazonia.org.br]

Desmatamento reduz diversidade de bactérias na Amazônia, diz estudo

‘Homogeneização’ da vida microbiana no solo pode afetar ecossistema. Efeitos ainda são desconhecidos, ressalta professora da USP.
Um estudo realizado em conjunto por pesquisadores brasileiros e americanos aponta que a destruição da floresta amazônica e sua transformação em pasto reduz a diversidade das comunidades de bactérias no solo, o que pode trazer impactos ambientais negativos.
A pesquisa foi publicada no fim de dezembro pelo prestigiado periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”. Entre as instituições responsáveis pelo levantamento estão a Universidade de São Paulo (USP), a Embrapa e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura, além da Universidade do Texas, em Arlington, a Universidade do Oregon e a Universidade de Massachusetts, as três nos EUA.
Região da Amazônia devastada para criação de pasto, no Mato Grosso (Foto: Werner Rudhart/Arquivo/AFP)
Assim como as espécies de animais e plantas, as bactérias reagem ao desmatamento, mas de maneira diferente, apontam os pesquisadores. Em um primeiro momento ocorre um aumento no número de espécies, mas as comunidades microbianas se tornam mais semelhantes ao longo da área devastada.
Essa “homogeneização”, como é chamado o efeito, ocorre pela perda de micro-organismos endêmicos da floresta, entre outros fatores.
Vivian Pellizari, Professora da USP e uma das autoras da pesquisa, diz que o “crescimento taxonômico” das bactérias, isto é, o aumento no número de espécies, vem junto com uma “perda funcional”, ou seja, uma redução nas espécies nativas, que atuam, por exemplo, nos ciclos de nutrientes do solo e na reciclagem de matéria orgânica.
“O número das espécies no solo de pastagem encontrado foi até maior, mas as espécies são menos relacionadas umas às outras do que na floresta”, diz a professora. “A combinação da perda das espécies que havia inicialmente na mata e a homogeneização é um sinal que o sistema pode perder a capacidade de lidar com o estresse ambiental”.
Um dos exemplos são as acidobactérias, que representam 21% do total de micro-organismos encontrados pelos cientistas na floresta. Em áreas de pasto, o grupo foi reduzido e passou a representar 13,4% da vida microbiótica no solo.
Efeitos desconhecidos
Vivian diz que os efeitos da redução da biodiversidade microbiana ainda são desconhecidos. Eles vão ser levantados em uma nova pesquisa, a ser publicada em breve pelo grupo de cientistas.
Algumas hipóteses, afirma a professora, são alterações nos ciclos de nutrientes, como o ciclo do carbono e o do nitrogênio. Pode haver empobrecimento do solo e reflexos negativos no ecossistema. “Pode ser prejudicial até para o plantio e para a agricultura. A gente não sabe muito bem [os efeitos], ainda precisa ser estudado”, avalia.
As comunidades de bactérias são essenciais para a manutenção da floresta, avalia Vivian. “Os ciclos relacionados à saúde do solo têm nos micro-organismos os atores principais, para a conversão de substratos e manutenção do equilíbrio”.
Seis brasileiros
No total, 13 cientistas participaram da pesquisa, sendo seis deles brasileiros. As amostras foram coletadas de uma fazenda de Rondônia. É a primeira vez que são levantados dados sobre a vida microbiana na Amazônia em uma escala maior, ressalta a professora. Antes, apenas estudos com amostras limitadas haviam sido realizados.
Vivian aponta que a recuperação da floresta em áreas de pastagem pode trazer de volta a diversidade microbiana, mas ressalta a necessidade de mais pesquisas sobre o tema. “Os resultados têm mostrado que a parte funcional tem essa tendência de retornar com a floresta secundária, quando a floresta é recuperada”, pondera.
Por: Rafael Sampaio
Fonte: G1 

21 de jan de 2013

IMENSO POTENCIAL ECONÔMICO BRASILEIRO: PRESERVAR FLORESTAS E REVITALIZAR AS DEGRADADAS

Este tema também não pode ser "perdido de vista"!!!

Parece ser, para muitos brasileiros,  um pouco difícil entender que "explorar recurso natural" não é somente extrair minérios (ferro, alumínio, terras raras,  petróleo...), madeira, expandir a agropecuária, obter pescados... mas é também saber ganhar dinheiro com "florestas em pé", desenvolvendo ecoturismo e lucrando com créditos de carbono. E assim, PERPETUAR OS LUCROS!!!

  [Reproduzido de www.planetasustentavel.abril.com.br]

Créditos de Carbono

Como transformar ar em dinheiro

Cada vez mais empresas brasileiras estão participando do bilionário mercado mundial de créditos de carbono

-  A  A  +
Por José Alberto Gonçalves
Guia Exame de Sustentabilidade 2007
Em menos de uma década, uma atividade inexistente transformou-se num colosso que movimentou 30 bilhões de reais em 2007. Trata-se do mercado mundial de créditos de carbono, que consiste em um fenômeno ainda pouco compreendido: a transformação de ar em dinheiro. Parte dessa conversão se dá quando empresas de países emergentes diminuem suas emissões de gases de efeito estufa e obtêm créditos, aprovados segundo o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), uma das peças-chave do Protocolo de Kyoto.
Esses créditos são então vendidos a empresas de países ricos com metas de baixar níveis de poluição em 2006, essas negociações foram de 6 bilhões de dólares.
É justamente nesse mercado que atuam as companhias brasileiras. Em 2004, o Brasil registrou o primeiro projeto de créditos de carbono do mundo, o do aterro sanitário Nova Gerar, uma associação entre a inglesa EcoSecurities e a S.A. Paulista, no município fluminense de Nova Iguaçu.
Hoje, o país tem 240 iniciativas nas várias fases de aprovação pelo conselho do MDL, na Organização das Nações Unidas. Caso todas elas sejam aprovadas integralmente, a atividade pode gerar quase 2 bilhões de dólares em receitas para as empresas brasileiras. Esse volume coloca o Brasil na terceira posição mundial em participação nesse mercado, atrás de China e Índia.
O caminho até a venda de créditos de carbono pode ser longo, exaustivo e caro (veja o passo-a-passo abaixo). Um projeto leva de dois a quatro anos até ser concluído por uma grande empresa. Para que saia do papel e se torne realidade, as empresas desembolsam entre 40.000 e 200.000 dólares.
O esforço vale a pena. O valor da venda de créditos pode superar em até três vezes o investimento para sua realização. Além disso, a iniciativa em geral reduz custos como o reaproveitamento de gases antes lançados na atmosfera como combustível em fornos industriais.
A redução de emissões também representa uma vantagem de imagem. "Para essas empresas, projetos relacionados ao meio ambiente passam a ser vistos como investimento e oportunidade, e não apenas como custo", diz Marcos Fujihara, diretor da consultoria Totum, especializada em créditos de carbono.
O primeiro passo e também o mais crítico é demonstrar que o projeto resultará, de fato, na redução das emissões de gases de efeito estufa. Para isso, a empresa precisa de uma metodologia aceita pelo conselho do MDL. Existem duas maneiras de obter uma metodologia: desenvolver uma a partir do zero ou escolher alguma entre as já registradas.
Hoje há 85 metodologias publicadas, sendo que a maior parte envolve aterros sanitários e mudanças de matriz energética. Todas foram elaboradas pelas próprias empresas participantes do mercado (a partir do momento em que uma metodologia é aprovada, ela se torna pública e disponível na internet, mas a empresa não ganha um tostão com isso).
As companhias que se dispõem a criar uma nova metodologia precisam de uma boa dose de paciência e empenho. "Cada processo pode levar até dois anos e há sempre o risco de que seja reprovado", afirma Marcelo Theoto Rocha, pesquisador da Universidade de São Paulo e consultor na área de crédito de carbono.
A Aracruz, uma das maiores produtoras de celulose do mundo, sofreu o baque de gastar milhares de dólares num projeto rejeitado. Em outubro de 2005, a companhia submeteu uma metodologia para defender a redução de emissões causada pela mudança no sistema de transporte de matéria-prima (que deixaria de ser feito por caminhões e passaria para navios). O projeto levou um ano e meio de estudos e custou à companhia 100.000 dólares.
"Pagamos um preço pelo pioneirismo", diz Rosane Monteiro Borges, gerente corporativa de meio ambiente da Aracruz. Agora, a Aracruz está conversando com outras companhias interessadas em desenvolver uma metodologia semelhante e, assim, dividir o risco de uma nova tentativa.
MERCADO AQUECIDO
Definida a metodologia, é hora de detalhar o projeto que deverá ser validado por uma consultoria externa credenciada pelo conselho do MDL e encaminhado à instituição responsável no país por uma espécie de análise prévia, chamada de Autoridade Nacional Designada (AND).
Aqui começa uma das fases mais burocráticas de todo o processo. No caso do Brasil, a AND é uma comissão coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Hoje há sete profissionais para analisar centenas de projetos do MDL submetidos à aprovação da comissão nacional. Cada um deles leva até seis meses para ser avaliado.
Na China, por exemplo, o prazo de análise é de dois meses; na Índia, não ultrapassa três. Ao final, o parecer é enviado ao conselho do MDL, que pode aceitá-lo ou não.
"A comissão brasileira pede um sem-número de documentos para investigar qualquer deslize ambiental da companhia", diz Flávio Pinheiro, da consultoria Econergy, especializada no mercado de carbono. "A vantagem de tanto rigor é que dificilmente os projetos brasileiros são barrados pelo conselho do MDL."
A última etapa, antes da venda dos créditos, é monitorar a redução das emissões algo que deve ser acompanhado por uma auditoria (também reconhecida pelo MDL). O relatório é enviado ao conselho do MDL e só então são emitidas as chamadas reduções certificadas de emissões (RCEs), que podem ser vendidas no mercado internacional.
"O mercado está tão aquecido que há fundos comprando créditos antes mesmo da emissão oficial", diz o consultor Fujihara. Apesar do assédio, algumas empresas têm sido cautelosas.
Divulgação{txtalt}
Laboratório da Solvay: expectativa de que os preços subam ainda mais
É o caso da indústria química Solvay, que acaba de emitir seus primeiros créditos, pela substituição de óleo combustível por gás nas caldeiras de sua fábrica em Santo André, na Grande São Paulo. No total, o projeto eliminou a emissão de 64.642 toneladas de carbono e seus créditos valem cerca de 3 milhões de reais. "Não venderemos agora o total de créditos obtidos", diz Paulo Schirch, presidente da Solvay. "Vamos esperar que os preços subam ainda mais." Há duas opções para vender os créditos: bater à porta dos mais de 100 fundos compradores de créditos de carbono ou pedir ajuda a uma consultoria. Como são raras as negociações diretas entre empresas, esses "intermediários" ganham cada vez mais força.
No Brasil, o número de consultorias que ajudam a estruturar projetos e vender créditos de carbono está se multiplicando. Recentemente, o ex-ministro do Desenvolvimento Alcides Tápias, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e o ex-embaixador Rubens Barbosa montaram empresas especializadas em vender esses créditos.
A gigante francesa Rhodia montou uma parceria com o banco Société Générale, em julho de 2006, e criou um novo braço de negócios para vender os próprios créditos e também os de outras empresas. O Brasil desempenha um papel central nesse novo mercado.
Um dos maiores projetos da empresa no mundo nessa área, equivalente a cerca de 1 bilhão de reais em créditos, está em Paulínia, no interior de São Paulo. "A demanda aumentou tremendamente nos últimos meses", diz José Borges Matias, vice-presidente do grupo Rhodia para a América Latina. "E há sinais de que estamos apenas no começo."
O PASSO-A-PASSO DO CRÉDITO DE CARBONO
Como obter créditos de carbono pelas regras do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), do Protocolo de Kyoto
1. MetodologiaÉ necessário criar um novo método para calcular a redução de emissão de carbono (e submetê-lo à aprovação do MDL) ou utilizar um dos mais de 80 já existentes e disponíveis na internet. O projeto precisa da validação de uma auditoria independente
2. AprovaçãoUma equipe coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, em Brasília, avalia o relatório e o encaminha ou não ao conselho do MDL
3. RegistroO conselho do MDL analisa o projeto e pode rejeitar o pedido de registro, pedir uma revisão ou aceitá-lo
4. MonitoramentoA empresa monitora a redução das emissões de gases de efeito estufa após o registro, com o acompanhamento de uma auditoria externa
5. Emissão dos créditosO conselho do MDL emite os créditos de carbono, na quantidade equivalente às emissões informadas pela auditoria na fase de verificação
Fonte: especialistas
Uma rota alternativa
A entrada na bolsa de Chicago costuma ser mais simples - mas lá os créditos valem menos
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Floresta da Aracruz: uma das nove brasileiras associadas à bolsa
As empresas que não conseguem aprovar seus projetos pelas regras estabelecidas em Kyoto podem certificar e vender créditos de carbono nos mercados voluntários ou seja, em que os compradores não são signatários do protocolo, como os Estados Unidos.
O principal deles é a Bolsa de Clima de Chicago (CCX). O caminho para entrar nesse mercado costuma ser menos árduo do que as etapas de ingresso no MDL. Na CCX, o processo leva em média um ano metade do tempo consumido no mercado regido por Kyoto.
O custo de todo o projeto também tende a ser mais baixo, com um teto de 100.000 reais ante os 200.000 no caso do mercado europeu. "É uma boa opção para casos em que há mérito ambiental, mas sem aprovação em Kyoto em virtude de problemas com a comprovação da metodologia", diz Walfredo Schindler, diretor-superintendente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável.
Criada em 2003, a CCX tem a adesão de grandes empresas, como Ford, Motorola e Cargill.
O volume de compra e venda da CCX movimentou, porém, apenas 30 milhões de dólares no primeiro semestre de 2007. Como é um mercado de adesão voluntária, os preços em Chicago são muito mais baixos em comparação aos outros e essa é a principal desvantagem da bolsa.
No final de novembro, a tonelada de gás carbônico era negociada a 2 dólares, ante uma média de 32 dólares na Europa. Hoje, nove empresas brasileiras estão associadas à CCX.
A maioria delas atua nas áreas de papel e celulose, como Klabin e Aracruz, que tradicionalmente não conseguem aprovar seus projetos florestais segundo as regras de Kyoto. Ainda que os critérios para aceitar esse tipo de proposta sejam mais flexíveis em Chicago, a auditoria dos projetos florestais pelos órgãos credenciados pela bolsa demora mais do que no caso dos demais (de 12 a 15 meses), por causa da complexidade dos cálculos do estoque de carbono da floresta.
A Aracruz aguarda para o final de 2007 o relatório da auditoria iniciada em outubro de 2005 em suas fábricas e florestas de eucalipto plantadas na Bahia e no Espírito Santo. "Precisamos ter paciência", afirma Rosane Borges, gerente corporativa de meio ambiente da Aracruz.

BIBLIOGRAFIA (algumas publicações, em pdf, importantes): acessar
 https://dl.dropbox.com/u/43607288/REDD-desafios-oportunidades.pdf
https://dl.dropbox.com/u/43607288/REDD-suinocultura.pdf
https://dl.dropbox.com/u/43607288/MANAUS-Beneficios%20economicos%20de%20areas%20protegidas.pdf

20 de jan de 2013

TERRAS RARAS: NÃO PODEMOS "PERDER DE VISTA" ESTE TEMA

[Reproduzido do JORNAL DA CIÊNCIA, www.jornaldaciencia.org.br]

 
 

17 de jan de 2013

FLORESTA "EM PÉ" GERA LUCRO MUITO MAIOR DO QUE DESTRUÍDA


[Reproduzido de WWF Brasil]

Acre é primeiro estado a realizar transações com REDD+

Estado receberá € 16 milhões por não emitir 4 milhões de toneladas de dióxido de carbono

21 Dezembro 2012
Vista aére de trecho de floresta amazônica no estado do Acre
© WWF-Brasil/Bruno Taitson
O Estado do Acre, situado no norte do Brasil, tornou-se na última semana a primeira unidade da federação a realizar transações financeiras relacionadas à Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal, ou REDD+. 

Por meio de um contrato assinado na quarta-feira 12, entre o governo do Acre e o banco alemão KfW, o Estado vai receber, nos próximos quatro anos, 16 milhões de euros – cerca de R$ 50 milhões – por ter deixado de emitir 4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) nos últimos anos.
Este acordo é uma iniciativa inédita e pioneira, já que é a primeira vez que se tem notícia, no mundo inteiro, de um repasse de recursos baseado em resultados de REDD+ no nível subnacional, ou seja, que envolve estados ou províncias, e não países. 

Para efeito de comparação, é possível lembrar, por exemplo, das Conferências das Partes (COP’s) promovidas pelas Organização das Nações Unidas – em que os países não chegam a consensos sobre os valores das toneladas de dióxido de carbono e, assim, não avançam nas discussões relacionadas a este assunto (no acordo entre o Acre e o banco, cada tonelada não emitida foi estimada em US$ 5).

O Estado do Acre atingiu picos de desmatamento na década de 80, mas ainda detém 87% de sua cobertura florestal. Além disso, na última década, o Estado tem demonstrado liderança na construção de um modelo de desenvolvimento econômico que promove a proteção florestal e combate à pobreza – trabalho que foi tema de uma reportagem publicada no jornal britânico The Economist no início deste mês.

Parceria com o WWF

É importante lembrar também que o acordo só foi possível porque o Acre possui uma legislação específica, que subsidia este tipo de iniciativa: o Sistema de Incentivo aos Serviços Ambientais do Acre (Sisa).
O Sisa existe desde 2010 e sua criação e implementação contaram com o apoio do WWF-Brasil. Por meio deste sistema, o poder público é capaz de viabilizar diversas estratégias cujo objetivo maior é valorização dos ativos florestais.  

Além do Sisa, o WWF-Brasil tem apoiado no Acre, há mais de 10 anos, diversas iniciativas relacionadas à sustentabilidade e conservação de recursos naturais no território acreano. Algumas dessas ações incluem o fortalecimento de cadeias produtivas comunitárias, relacionadas ao óleo de copaíba, castanha do brasil [= castanha da amazônia], açaí, pirarucu e borracha; o manejo florestal madeireiro; e a estruturação de um sistema de políticas públicas que viabilize o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) naquele território.
Em 2012, o WWF-Brasil, em parceria com o governo acreano, realizou eventos durante a Conferência das Nações Unidades sobre Meio Ambiente, a Rio+20; estruturou e publicou o Plano Estadual de Recursos Hídricos daquele estado, o primeiro documento deste tipo a ser registrado no bioma Amazônico.

“Acre está na vanguarda”

Segundo o governo acreano, os 16 milhões de euros a serem recebidos pelo KfW serão investidos em projetos ambientais com foco em produção sustentável e conservação dos recursos naturais. Por força de contrato, 70% deste valor será destinado “à ponta” das cadeias produtivas acreanas – ou seja, beneficiando diretamente os provedores de serviços ambientais, como extrativistas, indígenas e produtores rurais familiares. Outra parte do recurso será destinado ao fortalecimento institucional dos órgãos que compõem e operacionalizam o Sisa.
“A parceria com o KfW é um belíssimo ato de reconhecimento, solidariedade e cooperação do banco alemão. Mesmo vivenciando uma crise financeira, ele prefere acreditar nas boas práticas de desenvolvimento, com a preservação dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população”, falou o governador do Acre, Tião Viana (PT-AC), durante a assinatura do convênio.
O representante do KfW, Hubert Eisele, crê que o Acre, daqui para frente, vai combater mais e mais o desmatamento. “Este é um projeto inovador, que terá muita repercussão dentro e fora do Brasil. O Acre é um estado que está na vanguarda deste tipo de projeto”, afirmou o Gerente de Florestas Tropicais do banco alemão. 

A secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Britto, afirmou que a iniciativa é importante e pode servir de referência. “Com ações desta natureza vão se formando exemplos concretos que, mais cedo ou mais tarde, vão ajudar na estruturação do conceito de REDD+. Também é possível, por meio desses exemplos, contabilizar, monitorar e avaliar esses tipos de projetos”, afirmou Maria Cecília.

16 de jan de 2013

JAPÃO, ENFIM COMEÇA A DAR ADEUS À ENERGIA NUCLEAR


[Reproduzido de NEW SCIENTIST]

BILINGUE 

ENGLISH: Japan to build world's largest offshore wind farm

PORTUGUÊS: Japão vai construir a maior geradora litorânea de energia eólica do mundo 

  • 15:19 16 January 2013 by Rob Gilhooly, Tokyo
  • For similar stories, visit the Energy and Fuels Topic Guide
Springing up in Japan <i>(Image: Slunger/CC BY-SA 2.0)</i>
Springing up in Japan (Image: Slunger/CC BY-SA 2.0)
English: It's goodbye nuclear, hello renewables as Japan prepares to build the world's largest offshore wind farm this July.
Português: É o adeus à [energia] nuclear e alô à renovável, uma vez que o Japão se prepara para construir o maior parque eólico  litorâneo do mundo, em julho.
Eng.: By 2020, the plan is to build a total of 143 wind turbines on platforms 16 kilometres off the coast of Fukushima, home to the stricken Daiichi nuclear reactor that hit the headlines in March 2011 when it was damaged by an earthquake and tsunami.
Port.: Até 2020 o plano é construir um total de 143 turbinas eólicas na plataforma [continental] a 16km da costa de Fukushima, local do arrasado reator nuclear Daiichi, divulgado  nas manchetes de 11 de março, quando foi danificado por um terremoto e tsunami.
Eng.: The wind farm, which will generate 1 gigawatt of power once completed, is part of a national plan to increase renewable energy resources following the post-tsunami shutdown of the nation's 54 nuclear reactors. Only two have since come back online.
Port.: O parque eólico, que vai gerar 1 gigawatt de potência quando estiver pronto , é parte de um plano nacional para aumentar os recursos energéticos renováveis, no pós-tsunami que aniquilou alguns dos 54 reatores nucleares do país. Somente dois deles, desde então, voltaram a funcionar.
Eng.: The project is part of Fukushima's plan to become completely energy self-sufficient by 2040, using renewable sources alone. The prefecture is also set to build the country's biggest solar park.
Port.: O projeto faz parte do plano de Fukushima para tornar-se completamente auto-suficiente em energia até 2040, usando somente fontes renováveis. A prefeitura está também disposta a construir o maior parque de energia  solar do país.

14 de jan de 2013

O VERDADEIRO PROGRESSO "EXPLOSIVO" DE BELO MONTE !!!


[Reproduzido de www.amazonia.org.br]


Canadense mantém plano de extrair ouro em Belo Monte

Está de pé o projeto bilionário que prevê a exploração de ouro no entorno da usina de Belo Monte, em construção no rio Xingu, em Altamira (PA). Ontem, uma audiência pública foi realizada no município vizinho de Senador José Porfírio, a 50 quilômetros de Altamira. Foi o segundo encontro sobre o assunto marcado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) do Pará e a empresa canadense Belo Sun Mining, que promete transformar o Xingu no “maior programa de exploração de ouro do Brasil”. A primeira audiência ocorreu em setembro do ano passado.
O objetivo do encontro foi debater com as populações e técnicos informações do relatório de impacto ambiental (Rima) elaborado pela Belo Sun e dar subsídios à Sema para definir a viabilidade do licenciamento ambiental do empreendimento.
A Belo Sun, que pertence ao grupo canadense Forbes & Manhattan Inc., um banco de capital fechado que desenvolve projetos internacionais de mineração, pretende investir US$ 1,076 bilhão na extração e beneficiamento de ouro. A produção média prevista para a unidade de beneficiamento, segundo o relatório de impacto ambiental da empresa, é de 4.684 quilos de ouro por ano, o que significa um faturamento anual de aproximadamente R$ 540 milhões.
Para lavrar o ouro do Xingu, a empresa pretende mexer com 37,80 milhões de toneladas de minério tratado nos 11 primeiros anos de exploração da mina. As previsões são de que a exploração avance por até 20 anos. Os estudos ambientais da empresa foram apresentados à Secretaria do Meio Ambiente em fevereiro do ano passado. Segundo a Belo Sun, seu projeto não terá nenhum impacto sobre as obras ou infraestrutura da hidrelétrica de Belo Monte, usina que está sendo erguida na Volta Grande do Xingu pelo consórcio Norte Energia. A mineração também não teria impacto direto no leito do rio.
A Norte Energia evita falar sobre o assunto, mas fontes ligadas ao consórcio garantem ao Valor que a empresa não quer nem ouvir falar em explosões de dinamites de mineração próximas à sua barragem. A avaliação é de que o projeto trará mais complicações socioambientais para a usina.
O cronograma inicialmente desenhado pela Belo Sun já está comprometido. A empresa canadense tinha a previsão de obter a licença prévia do empreendimento até o fim do ano passado, com a consequente licença de instalação do projeto emitida neste semestre e início das operações em junho.
O projeto passou a ser acompanhado de perto pelo Ministério Público Federal (MPF) no Pará, que apontou dúvidas sobre o assunto e solicitou informações à empresa. O MPF questiona se o licenciamento do projeto não deveria ser tratado pelo Ibama, dada a complexidade do empreendimento e sua relação direta com a usina de Belo Monte. A Belo Sun nega qualquer irregularidade e informa que está cumprindo o que determina a legislação ambiental do país.
Atualmente, quatro companhias canadenses estão entre os cinco maiores exploradores de ouro industrial no Brasil. Do Canadá, atuam no país a Kinross, Yamana, Jaguar Mining e Aura Gold. A lista inclui ainda a AngloGold Ashanti, da África do Sul. Juntas, essas empresas detêm cerca de 90% da extração industrial.
Por: André Borges
Fonte: Valor Econômico