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29 de mai. de 2018

NASA: RIOS VOADORES TERÃO INTENSIDADES AUMENTADAS



São Paulo – Um novo estudo liderado pela Nasa mostra que a mudança climática provavelmente intensificará os chamados rios voadores, “cursos de água atmosféricos” formados por massas de ar carregadas de vapor de água, na maior parte do globo até o final deste século, ao mesmo tempo que reduzirá “ligeiramente” seu número.

Reproduzido de:

EXAME https://exame.abril.com.br/ciencia/mudanca-climatica-pode-intensificar-rios-voadores-indica-estudo-da-nasa/

Original (em inglês): https://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?feature=7141

Obs.: algumas postagens foram feitas neste blog sobre Rios Voadores.

25 de mai. de 2018

MOMENTO ECOLÓGICO - I

ALIMENTO

A  TERRA  PRODUZ  O  SUFICIENTE  PARA  SATISFAZER  A  NECESSIDADE  DE  TODO  SER  HUMANO,  MAS  NÃO  SUA  GULA

Mahatma Gandhi


A  MAIORIA  DOS  HUMANOS  TEM

 DIFICULDADE  EM  DETERMINAR

 QUANDO

       O  BASTANTE  É  SUFICIENTE

Odum & Barrett

21 de mai. de 2018

DEPUTADOS E SENADORES QUE APOIAM AUMENTO NO USO DE AGROTÓXICOS OU SÓ COMEM ALIMENTOS IMPORTADOS OU SÃO MENTALMENTE OBTUSOS!!!



Nesta quarta-feira passada (15)/junho) deputados se reuniram em Brasília para tentar votar o parecer sobre o Projeto de Lei 6299, conhecido como o PL do Veneno. Enquanto isso, em Porto Alegre, especialistas e autoridades de órgãos de fiscalização ambiental discutiam os impactos dos pesticidas no meio ambiente. Para os participantes, o I Seminário Internacional de Fiscalização Ambiental de Agrotóxicos não poderia acontecer em momento mais oportuno. A pressão de órgãos de pesquisa, de defesa do meio ambiente e da sociedade civil – reforçada por uma manifestação da modelo Gisele Bündchen – se fez sentir no Congresso. Após mais de três horas obstruindo os trabalhos, parlamentares da oposição conseguiram adiar a votação do parecer até o dia 29, quando acontece a próxima reunião da comissão.
O PL 6299 foi protocolado em 2002 pelo então senador e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), primo de Eraí Maggi, o maior produtor individual de soja do mundo. O objetivo é substituir a Lei de Agrotóxicos, que desde 1989 serve de base para o registro, controle e fiscalização dos pesticidas no Brasil. O principal argumento da bancada ruralista é de que a atual legislação é defasada e excessivamente burocrática, dificultando o registro de novos produtos junto aos órgãos reguladores.

18 de mai. de 2018

AGROTÓXICOS: EXTERMINADORES GENERALIZADOS, NÃO INTERESSA AOS SERES HUMANOS





Abelhas e bicho-da-seda
Um dos problemas do uso de agrotóxicos é o efeito que esses produtos químicos acarretam em outros organismos, além daqueles para os quais foram projetados.
"O crescente uso de agrotóxicos no mundo tem causado problemas ambientais, como a redução da população de organismos não alvo. Devido aos seus efeitos econômicos, a face mais notória desta história é a mortandade mundial de abelhas utilizadas comercialmente para a produção de mel e serviços de polinização," explica o professor Daniel Nicodemo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Mas as abelhas melíferas não são os únicos insetos economicamente benéficos que sofrem pelo uso intensivo dos agrotóxicos na lavoura. "Outro inseto explorado pelo homem que também teve seu desempenho comprometido possivelmente devido à intoxicação por agrotóxicos é o bicho-da-seda," disse Nicodemo.
Sericicultores brasileiros têm relatado a redução na produção de casulos tecidos pelas lagartas, a matéria-prima para a extração do fio da seda mesmo na ausência dos problemas tradicionalmente monitorados e responsáveis por perdas na criação, como doenças, má nutrição e manejo inapropriado.
Piraclostrobina
A equipe liderada por Nicodemo investigou especificamente o efeito do fungicida piraclostrobina, amplamente utilizado em culturas agrícolas, na bioenergética mitocondrial e na produção de casulos de bicho-da-seda.
A aplicação do fungicida nas amoreiras chega a triplicar a mortalidade das lagartas e reduz sensivelmente o tamanho dos casulos que são tecidos pelas lagartas que sobrevivem, causando quebra na produção de seda.
"Essa é uma das possíveis causas das quebras de safra dos sericicultores", disse Nicodemo. Quando aplicado sobre as monoculturas, o agrotóxico, seja ele um inseticida, herbicida ou fungicida, pode acabar sendo carregado pelo vento na direção das propriedades vizinhas ao campo de cultivo, onde podem existir plantações de amoreira, o único alimento do bicho-da-seda.
"A piraclostrobina é um fungicida utilizado para controlar fungos e ainda retarda a senescência vegetal, conferindo maior resistência ao estresse oxidativo em muitas culturas. Tais efeitos poderiam contribuir para a obtenção de folhas de amoreira de melhor qualidade e, sendo assim, os sericicultores maximizariam a produção qualitativa dessas folhas na hora da poda. O objetivo de nossa pesquisa foi verificar se o tratamento das folhas de amoreira com piraclostrobina contribuiria para melhorar a produção de casulos. Os resultados obtidos foram opostos ao esperado," disse Nicodemo.
Há diversos fungicidas comerciais com piraclostrobina em sua fórmula, em associação ou não com outros agrotóxicos.

17 de mai. de 2018

CÁPSULAS DAS (MODERNAS) CAFETEIRAS: AINDA NÃO EXTENSIVAMENTE RECICLADAS







Fala-se muito em “logística reversa”. No caso dessas cápsulas, tal logística começa no sudeste (Rio e São Paulo) e passa longo tempo para chegar por aqui, no nordeste!

Os principais fabricantes de café em cápsula criaram programas ou fecharam parcerias voltadas para a reciclagem nos últimos dois anos. O investimento está  em linha com o consumo crescente do produto. O país consumiu 9.000 toneladas de café em cápsulas em 2016. No ano seguinte, foram 10 mil toneladas e a previsão chegar a 14 mil toneladas em 2021.
Nespresso chegou ao país em 2006, mas começou a reciclagem timidamente em 2011. Com a criação de um centro de reciclagem em 2016, o porcentual de aproveitamento das cápsulas usadas começou a melhorar – saltou de 6% em 2016 para 13% em 2017. Nos quatro primeiros meses deste ano, o total foi de 17,6%.
Um dos desafios da empresa é facilitar o descarte dos produtos usados, já que hoje quem faz o recolhimento é o consumidor, que leva as cápsulas para lojas da Nespresso. O problema é que não existem tantas lojas para fazer esse recolhimento.
Paulo Roberto Leite, presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil, afirma que as empresas são responsáveis por seus produtos. “O que não pode são as empresas jogarem para o consumidor a responsabilidade da reciclagem. As empresas poderiam criar recompensas para motivar”, diz.
“Das pessoas que compram o café no Brasil, 68% têm acesso à reciclagem”, afirma Claudia Leite, gerente de cafés e sustentabilidade da Nespresso. “Mas 32% não têm acesso e vamos ter de encontrar uma solução para eles. Não temos como entrar na casa das pessoas para recolher as cápsulas, então oferecemos opções para que levem até as butiques e outros pontos em São Paulo e no Rio de Janeiro, por enquanto”, diz ela. A Nespresso diz que existem postos de coletas localizados em diversas cidades.

No centro de reciclagem, as cápsulas são separadas, o alumínio é levado para empresas parceiras (que depois será vendido novamente e transformado em algum outro objeto) e o pó de café é convertido em adubo. As cooperativas também estão sendo contatadas para que elas próprias comecem a separar as cápsulas de outros materiais recicláveis. “Tínhamos cinco parceiros no início, hoje são dez, mas vamos subir para 20 até o fim de 2018”, afirma Claudia. No Brasil, estão previstas 60 até 2020, ano que em eles precisam atingir a meta de reciclar 100% do material consumido.

AGRONEGÓCIO (MAIS UMA VEZ) ATROPELA O BOM SENSO


Os partidos de oposição prometem uma batalha histórica contra a aprovação do relatório ruralista do Projeto de Lei (PL) 6.299/2002, conhecido como “pacote do agrotóxico” e que flexibiliza a fiscalização, comercialização e uso de defensivos agrícolas. A votação pode acontecer numa comissão especial da Câmara, a partir de meio-dia desta quarta (16/5). Se aprovado, o parecer segue ao plenário da Câmara e, se lá ocorrer o mesmo, para o do Senado.Pesquisadores, instituições oficiais e sociedade civil afirmam que, se convertido em lei, o projeto vai desregular e provocar o aumento indiscriminado do uso dessas substâncias e dos seus danos ambientais e à saúde da população. E isso no país que já é um dos campeões mundiais da utilização de veneno na lavoura.
“Vamos trabalhar com um ‘kit de obstrução’, tentar protelar ao máximo, usar todos os instrumentos que temos à nossa disposição”, assegura o deputado Nilto Tatto (PT-SP). “Não há perspectiva nenhuma de negociar”, afirma o parlamentar. De acordo com ele, o que a oposição e organizações da sociedade civil defendem é a discussão da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos, prevista em outro PL, o 6.670/2016.Tatto lembra que a comissão especial é dominada pelos ruralistas e que será difícil impedir a aprovação do parecer do deputado Luiz Nishimori (PP-PR). O petista ressalva, no entanto, que a mobilização da sociedade contra a proposta cresceu muito nas últimas semanas e acredita que será possível impedir que ela seja votada no plenário da Câmara neste primeiro semestre.
Nos últimos dias, celebridades como a modelo Gisele Bündchen, a chef Paola Carosella e a apresentadora Bela Gil manifestaram-se contra o projeto pelas redes sociais.A tendência é que o quórum do Congresso e as votações diminuam muito com o início da Copa do Mundo, em 14/6. O recesso oficial do Congresso começa a partir da segunda semana de julho. No segundo semestre, até as eleições, os dias de votação serão muito poucos por causa da campanha eleitoral. Por isso, a bancada ruralista corre contra o relógio para tentar fazer o projeto avançar ao máximo.
Já se pronunciaram contra o projeto o Ministério Público Federal (MPF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre outras instituições. Um manifesto contra a proposta também foi assinado por 320 movimentos, redes e organizações sociais. Há uma petição no ar contra o projeto e favorável à Política Nacional de Redução dos Agrotóxicos.
Reproduzido de: http://amazonia.org.br/2018/05/oposicao-promete-batalha-contra-pacote-do-agrotoxico-ruralista/

15 de mai. de 2018

TRILHA ECOLÓGICA NA MATA ATLÂNTICA: 3 MIL km

Três mil quilômetros envoltos por cenários de floresta, tons azulados de mar e cachoeiras e por uma presença constante vida selvagem diversificada. Esse combo de natureza é a proposta do Caminho da Mata Atlântica, trilha de longo percurso que irá conectar os cânions do Parque Nacional dos Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, até a Serra do Mar no Parque Estadual do Desengano, no Rio de Janeiro – passando, inclusive, pelos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Organizado pelo movimento Borandá – iniciativa encabeçada pela WWF-Brasil que congrega diversos órgãos ambientais, instituições governamentais, federações de montanhismo e outros parceiros pela conservação da natureza – , o projeto ecológico cruzará 70 Unidades de Conservação e mais de 70 municípios entre as regiões Sul e Sudeste.

Acessar:

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2018/05/trilha-ecologica-de-3-mil-km-pela-mata-atlantica-liga-rs-ao-rj.html

12 de mai. de 2018

PRESERVAÇÃO DA FALÉSIA DO CABO BRANCO (EXTREMO ORIENTAL DO BRASIL, NA PARAÍBA): PROBLEMAS E SOLUÇÕES

BARREIRA DO CABO BRANCO.
“IMPACTO AMBIENTAL (Glossário de Ecologia): Refere-se, genericamente, à ação induzida pelo homem e seu efeito sobre os ecossistemas, ou ainda seu efeito e significância para a sociedade humana. “Ação, efeito e significância” são três conceitos distintos em avaliação de impacto, sendo preferível limitar o termo “impacto” ao efeito de ação induzida pelo ser humano”.
Exemplo na aula prática de Estudos de Impactos Ambientais (CINTEP), hoje (sábado, 12/maio): a falésia (barreira) do Cabo Branco.
Resumindo: sequência de fotos (3 fotos mostrando trechos sem desmoronamentos com densa cobertura vegetal no topo e proteção no sopé, com rochas arenítico-ferruginosas naturais ; e 3 fotos de trechos com desmoronamentos, com rala vegetação no topo e com via asfaltada passando próxima à borda).
Há trechos sem rochas no sopé e que embora tenham cobertura vegetal no topo, requerem enrocamento na base para assegurar maior proteção da barreira durante a preamar (maré alta). Sempre lembrando que: “ a melhor estratégia é defender-se do mar; e nunca atacá-lo”.
A obra de drenagem em cima da falésia (em execução), que conduzirá a água das chuvas de maneira adequada, evitando escorrer pela barreira, é importante. Mas não é tudo!
Parem de jogar a culpa no mar!!! A barreira está desmoronando de cima para baixo!