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29 de mai de 2015

DESMATAMENTO ZERO!? MUITO DIFÍCIL!!!

Desmate na Amazônia entre fevereiro e abril aumentou 62,7%, aponta Inpe

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou nesta quinta-feira (28/maio)  que,
durante o trimestre de fevereiro, março e abril deste ano, os alertas de alteração na cobertura florestal da Amazônia, incluindo corte raso (destruição total) e degradação (destruição parcial) somaram 550 km². Esse número é 62,7% maior que os 338 km² registrados no mesmo período do ano passado.

Do total identificado pelo Inpe entre fevereiro e abril deste ano, estima-se que 362 km² (65,8%) são de áreas de desmatamento por corte raso e 180 km² correspondem a áreas de degradação florestal. Mato Grosso é o estado que teve maior área de alertas –264,4 dos 550 km².

As informações são do Sistema de Detecção em Tempo Real, o Deter.

Segundo o Inpe, o Deter serve para orientar a fiscalização em campo e coibir o desmatamento ilegal. O sistema não é utilizado para a medição precisa de área, já que é feito com imagens de satélite de resolução moderada e tem sempre uma margem de falsos positivos.

Além disso, leva-se em conta a cobertura de nuvens, que pode atrapalhar a visualização por satélite do território.

As informações do sistema Prodes são os que representam o índice oficial de desmatamento da Amazônia do governo federal. Ele avalia os meses que integram o chamado “calendário do desmatamento”, relacionado com as chuvas e atividades agrícolas.

O último dado divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente é de queda de 18% no desmate entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação ao período anterior. (Fonte: G1)

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28 de mai de 2015

DESENVOLVIMENTO NA AMAZÔNIA COM PROTEÇÃO DA FLORESTA. EXTRATIVISMO, AGROFLORESTA, ECOTURISMO

Seringueiros do Acre participam de intercâmbio sobre empreendedorismo na floresta

27 Maio 2015  |  reportagem completa em:
[Imagens do Google]

Entre os dias 25 e 31 de maio um grupo de 35 seringueiros participarão de um intercâmbio organizado pelo WWF-Brasil, com o apoio do WWF-Bolívia e WWF-Peru, que tem como objetivo apresentar experiências bem sucedidas de uso sustentável dos produtos da floresta. 
 
Os participantes são seringueiros originários dos municípios acreanos de Feijó, Tarauacá e Manoel Urbano; assim como das cidades de Cobija, na Bolívia; e de Iberia, no Peru.
 
O foco do intercâmbio será na produção sustentável de borracha, mas também serão contemplados nas atividades a produção agrícola de pequena escala na Amazônia (as chamadas “agroflorestas”) e o turismo de base comunitária.
[...]

Um bilhão de árvores
O intercâmbio que o WWF-Brasil realiza esta semana é fruto da iniciativa Protegendo Florestas - uma parceria do WWF-Brasil, do Governo do Acre, da rede de televisão britânica Sky e do WWF Reino Unido.
 
Iniciada em 2009, esta ação conjunta promove ações que ajudam famílias de produtores e extrativistas a gerar renda de forma sustentável com a venda de produtos como açaí, borracha e copaíba. Assim, é possível combater o desmatamento dentro das propriedades rurais.
 
O objetivo do projeto é garantir a conservação de 164 mil quilômetros quadrados de floresta no Estado do Acre – além de manter um bilhão de árvores em pé naquele território.
 
Em 2013 o projeto ganhou o prêmio de “Melhor Parceria de Organização Social” no Business Charity Awards, em Londres.

25 de mai de 2015

TRANSGÊNICOS E NOSSA LEGISLAÇÃO: "UM PASSO PARA A FRENTE E DOIS PARA TRÁS"!!!

Senado faz enquete sobre rotulagem de transgênicos
Reproduzido de: ((o))eco - 25/05/15


O site do Senado iniciou uma enquete para saber a opinião dos eleitores sobre o Projeto de Lei que exclui o símbolo de transgênico das embalagens -- aquele famoso T em preto dentro de um triângulo amarelo. O que está em discussão é a forma como informar na embalagem se o produto contêm transgênico. O novo projeto revoga o Decreto 4.680/03, que regulamenta o assunto e afrouxa a legislação, criando exceções para regras que hoje são abrangentes.

Um exemplo: apenas produtos que apresentam mais de 1% de composição final transgênica deverão ter um alerta explícito na embalagem no formato “(nome do produto) transgênico” ou “contém (nome do ingrediente) transgênico”. Hoje, não importa o percentual, qualquer produto que contenha substância transgênica precisa deixar isto claro na embalagem.

Outra modificação será a retirada do nome da espécie transgênica detalhada na lista de ingredientes do produto. Ficará um alerta, mas sem a definição de qual espécie foi usada. Esse alerta, por sua vez, será escrito em letras de 1 milímetro de altura no rótulo com a informação padrão “contém (nome do ingrediente) transgênico” ou “(nome do produto) transgênico”. Este é o tamanho mínimo definido pelo Regulamento Técnico de Rotulagem Geral de Alimentos Embalados.

O autor do projeto, deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), argumenta que o símbolo que alerta sobre a presença de transgênico é uma jabuticaba brasileira que não foi estabelecida pelas regras de rotulagem estabelecidas pelo Mercosul ou pela Organização das Nações Unidas (ONU), e que a anomalia prejudica o comércio brasileiro.

“O transgênico é um produto seguro”, afirmou Heinze.

Na Câmara, o argumento de que o símbolo criminaliza os produtos derivados de substâncias transgênicas convenceu os deputados que aprovaram a proposta.

Agora, o Senado aprecia o projeto através da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS). E a discussão mal começou. Mas os primeiros resultados da enquete online criada no portal do Senado e-Cidadania já dão a dimensão de quão impopular é a proposta: até o fechamento dessa matéria, 5.288 participantes votaram contra a proposta. Apenas 309 pessoas apóiam o fim do alerta transgênico nas embalagens dos produtos.

Para dar seu voto:

http://www12.senado.gov.br/ecidadania/visualizacaotexto?id=164869

22 de mai de 2015

NOVE EM CADA 10 BRASILEIROS ACREDITAM QUE FALTA DE ÁGUA E ENERGIA ESTÁ RELACIONADA À MUDANÇA CLIMÁTICA, MAS QUE O GOVERNO NÃO COMPARTILHA!!!

Reproduzido de www.oeco.com.br

Uma nova pesquisa do Datafolha mostra que o brasileiro está muito preocupado com as mudanças climáticas e acha que o governo não compartilha dessa preocupação.

Segundo o levantamento, encomendado pelo Observatório do Clima e pelo Greenpeace Brasil, 95% dos cidadãos acham que as mudanças climáticas já estão afetando o Brasil. Para nove em cada dez entrevistados, as crises da água e energia têm relação direta com o tema, sendo que para 74% há muita relação entre a falta de água e luz e as mudanças climáticas. No entanto, para 84% dos entrevistados, o governo não faz nada ou faz muito pouco para enfrentar o problema. O Datafolha ouviu 2.100 pessoas em todas as regiões do país.

"O cidadão médio tem um ótimo nível de entendimento das causas da mudança climática e de seu impacto sobre o cotidiano da população e mostra que está insatisfeito com o baixo grau de prioridade dado pelo governo a esse tema, crucial para o desenvolvimento do país", destaca Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Os entrevistados também demonstraram vislumbrar as formas de resolver o problema. Entre as soluções apontadas estão a redução do desmatamento, melhorias no transporte coletivo e investimentos em energias renováveis. Mais de 80% dos brasileiros acham que essas ações inclusive trarão benefícios para a economia do país.

A pesquisa mostrou, ainda, que o brasileiro se enxerga como parte da solução: 62% dos entrevistados estão dispostos a instalar um sistema de microgeração de energia solar em casa – equipamentos conhecidos por 74% da amostra. Diante da hipótese de ter acesso a uma linha de crédito com juros baixos e a possibilidade de vender o excesso de energia para a rede elétrica, o percentual de interessados sobe para 71%.

"Há uma percepção bastante clara de que a microgeração de energia solar beneficia o cidadão e o país", explica Ricardo Baitelo, coordenador de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. Entre as principais vantagens citadas pelos entrevistados estão a redução nas despesas com eletricidade (82%), a redução dos impactos de secas prolongadas (77%), a segurança e confiabilidade dessa fonte (70%) e o fato de que se trata de uma alternativa às hidrelétricas (69%). Os moradores das regiões Sudeste e Nordeste foram os que demonstraram maior entusiasmo com o tema.

Atualmente, a microgeração de energia enfrenta vários entraves como, por exemplo, a forma como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incide sobre a geração de eletricidade do cidadão que escolhe produzir sua própria energia. Outras questões, como a criação de linhas de financiamento com baixos juros, também precisam ser resolvidas."Trata-se de uma excelente oportunidade para o governo agir em sintonia com a vontade da sociedade brasileira", completa Baitelo.

Para pressionar os governadores a assinarem o convênio nº 16 do CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária), que permite aos Estados eliminar o imposto ICMS que incide na geração de eletricidade por meio de painéis solares, tornando essa energia mais barata e contribuindo para sua popularização, um abaixo-assinadoestá no ar desde 6 de maio.

Sobre a atuação do governo, a pesquisa Datafolha mostra que o brasileiro tem uma percepção bastante crítica: para 48%, o governo federal está fazendo menos do que deveria em relação às mudanças climáticas; para 36%, ele simplesmente não está fazendo nada. Os mais críticos são os brasileiros das regiões Nordeste e Sudeste. Mas, para dois terços da amostra (66%), o Brasil deveria assumir uma posição de liderança no enfrentamento do problema em nível internacional. No Nordeste, esse índice chega a 74%.

A pesquisa também confirma que existe um bom entendimento das causas das mudanças do clima. Apresentados a nove possíveis causas, os entrevistados apontaram com mais frequência desmatamento (95%), queima de petróleo (93%), atividades industriais (92%), queima de carvão mineral (90%) e tratamento de lixo (87%). Para efeito de teste, a pesquisa incluía dois fatores que não têm relação com as mudanças climáticas - ambos ficaram entre os menos apontados pelos entrevistados (El Niño, com 64%, e mudanças no comportamento do Sol, com 83%). "Considerando a forte oposição patrocinada por setores que têm interesse em negar que as mudanças climáticas sejam causadas pela ação humana, este resultado é extremamente significativo, pois mostra que o negacionismo do clima não colou no Brasil", analisa Rittl.

A pesquisa foi realizada entre 11 e 13 de março de 2015. O Datafolha utilizou metodologia quantitativa, realizando entrevistas pessoais e individuais em pontos de fluxo populacional de 143 municípios de pequeno, médio e grande porte com pessoas com mais de 16 anos de idade. A margem de erro para o total da amostra é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos.

*Este artigo foi publicado originalmente no site do Observatório do Clima, republicado em O Eco através de um acordo de conteúdo.

20 de mai de 2015

SEM FLORESTAS...NÃO HÁ CHUVA

Veja o vídeo do Greenpeace:

O drama do desmatamento em três escalas

Notícia - 20 - mai - 2015
Como a destruição de matas ciliares, bacias hidrográficas e da Amazônia compromete a quantidade e qualidade da água que precisamos para viver

“Nossas preciosas matas vão desaparecendo, vítimas do fogo e do machado destruidor, da ignorância e do egoísmo. Com o andar do tempo faltarão as chuvas fecundantes que favorecem a vegetação e alimentam nossas fontes e rios”.

Essas palavras podem soar atuais, dada a situação vivida por muitos brasileiros neste momento, mas foram ditadas há quase 200 anos por José Bonifácio de Andrada e Silva, em 1825.

Veja o restante da reportagem do GREENPEACE no link acima.


19 de mai de 2015

UMA ATROCIDADE QUE É DIFÍCIL ACREDITAR QUE AINDA SEJA COMUM!!!

Ibama e Polícia Federal procuram homens que mataram onça-preta com remo
Fabio Pellegrini - 19/05/15

MATAR ONÇA COM UM REMO, DE MANEIRA IMPIEDOSA:  VÍDEO MOSTRA HORROR PRATICADO POR UMA "BESTA HUMANA"!!!
 Reproduzido de 

Eu, particularmente, me sinto deprimido ao observar tamanha atrocidade!


Um vídeo amador que circula recentemente na Internet mostra três homens em uma embarcação agredindo cruelmente duas onças-pretas com remos enquanto os animais atravessavam um rio. Uma delas consegue escapar, enquanto a outra é perseguida incessantemente até a morte.

Não há informações oficiais sobre onde ocorreu o fato e quem seriam os agressores. A gravação "viralizou" na Internet e foi exibida em vários programas de tevê. As imagens são perturbadoras e revoltam seus espectadores, o que fica claro em comentários nas redes sociais.

Há rumores de que o vídeo teria sido gravado por pescadores no Pantanal, porém a informação é incerta, segundo o diretor executivo do Instituto SOS Pantanal, Felipe Augusto Dias.

[acessar link acima, para ver o restante da reportagem]

18 de mai de 2015

REDUZIR OS TESTES COM ANIMAIS: ESTE É O CAMINHO

Pesquisadores brasileiros discutem redução de uso de animais em testes

A busca por alternativas ao uso de animais em ensaios clínicos e testes de produtos intensificou-se na última década. Um dos casos mais representativos é o programa Tox 21 (Toxicologia do Século 21), criado com a colaboração de agências federais norte-americanas como os National Institutes of Health (NIH) e a Environmental Protection Agency (EPA). Lançado em 2008, utiliza modelos matemáticos e computacionais, aliados à genômica e à tecnologia robótica, para estudar a estrutura e a toxicidade de uma vasta coleção de compostos químicos. O objetivo é conhecer as vias pelas quais as toxinas agem no organismo e criar métodos capazes de predizer se um candidato a fármaco merece ser submetido a ensaio clínico. Ao descartar moléculas prejudiciais à saúde, evita-se a utilização de animais em testes de compostos previamente classificados como tóxicos. Em dois anos, foram estudadas mais de 10 mil substâncias. Os resultados estão disponíveis em plataformas virtuais.

“O sucesso das próximas etapas do programa depende de colaborações mais, robustas, envolvendo companhias farmacêuticas”, diz Raymond Tice, do National Institute of Environmental Health Science dos Estados Unidos, instituição envolvida no Tox 21. Tice participou do workshop Challenges and Perspectives in Research on Alternatives to Animal Testing, realizado na FAPESP em março. Segundo ele, o paradigma dos testes em animais não incorpora avanços para tornar o processo mais seguro e preciso.

Eduardo Pagani, gerente de desenvolvimento de fármacos do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), mostrou no workshop como modelos computacionais são capazes de comparar a estrutura de uma molécula candidata com a de outras já testadas e definir se vale a pena seguir com seu desenvolvimento. O LNBio, que trabalha nessa frente, busca parcerias. No caso, com grupos que dominam a tecnologia de organs-on-a-chip. Trata-se de uma técnica em estudo nos Estados Unidos e na Alemanha que usa células para desenvolver tecidos humanos integrados a microchips, capazes de reproduzir o funcionamento de órgãos vivos. “Queremos atuar no campo de mimetização de tecidos”, ressalta Pagani.

Pesquisadores que participaram do workshop trouxeram novas discussões sobre o uso de modelos animais em pesquisa. Tais modelos apresentam semelhança com o ser humano de apenas 60%, disse Thomas Hartung, do Center for Alternatives to Animal Testing do Johns Hopkins University Hospital, nos Estados Unidos. Hartung citou o exemplo da aspirina, comprovadamente segura aos seres humanos, mas que seria reprovada em testes em animais por promover malformações fetais em certos modelos. “Procuramos apresentar aos pesquisadores brasileiros a importância do uso dos métodos alternativos e suas limitações, além da necessidade de um delineamento experimental criterioso”, diz Lorena Gaspar Cordeiro, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), uma das organizadoras do evento.

Alguns métodos apresentados no workshop buscam alternativas ao uso de mamíferos, como o zebrafish, conhecido no país como peixe paulistinha, e a larva do inseto Galleria mellonella. “Cerca de 75% dos 26 mil genes do zebrafish são semelhantes aos humanos”, diz a geneticista Cláudia Maurer-Morelli, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Já as larvas têm mecanismos imunológicos similares aos dos mamíferos. “A cutícula da larva funciona como uma pele. Quando se injeta uma substância tóxica, ela reage e escurece”, explica Maria José Giannini, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “O Brasil caminha para acompanhar o que acontece em países como os Estados Unidos e os da Europa”, diz Giannini, coordenadora do workshop. (Fonte: Revista Pesquisa Fapesp)

14 de mai de 2015

12 de mai de 2015

MADEIRA: UTILIZAR O MÍNIMO NECESSÁRIO E POSSÍVEL

Embora possamos aplaudir iniciativas como esta " PROGRAMA MADEIRA É LEGAL", descrito abaixo, penso ser necessário observar limites na utilização de madeira para variadas finalidades. Afinal, continua se intensificando a extração de petróleo e outros combustíveis fósseis e consequentemente, é intensa também a produção na indústria química. Com isso, muitos produtos plásticos poderão ainda surgir, como alternativa ao uso da madeira.
Mesmo assim, vejamos alguns trechos desta divulgação do http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?45622

Momento inédito para o setor florestal brasileiro

06 Maio 2015 
Cerca de 60 pessoas, entre autoridades civis, pesquisadores, ambientalistas,  representantes do setor florestal e da cadeia produtiva da madeira, acompanharam, no último dia 30 de abril, um momento histórico para o setor madeireiro brasileiro: o lançamento do Comitê de Salvaguardas do Programa Madeira é Legal, que reúne pela primeira vez empresários do setor produtivo, da indústria de transformação da madeira, do governo, da sociedade civil, pesquisadores e consumidores finais. A oficialização do Comitê ocorreu na sede do WWF-Brasil, em Brasília, no Espaço Angatu, local que foi reinaugurado e, a partir de agora, terá uma biblioteca socioambiental disponível para visitação pública, por meio de agendamento prévio.
 
Esse Grupo, resultado da parceria do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) e do WWF-Brasil, com apoio da União Europeia no Brasil, terá o papel primordial de trazer boas práticas para o setor florestal e recomendações em áreas como produção, mercado, competitividade, entre outros. Ao todo foram quatro anos de planejamento e preparação com debates, mesas-redondas e workshops, envolvendo cadeia produtiva, governo, pesquisadores, ambientalistas e empresários.
“É a primeira vez no Brasil que todos os envolvidos do setor madeireiro conseguem se unir para combater a madeira ilegal no país e ao mesmo tempo propor soluções. O Comitê terá o papel de trazer inovação, além de atuar como conselho consultivo do Fórum”, explica Marco Lentini, coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil.
 
O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) / Rede de Amigos da Amazônia, Rafael Murta, também presente no evento, disse que não há registro de algo semelhante no Brasil ou no mundo. “O Comitê é formado por um grupo de pessoas de relevância e conhecimento do setor para indicar e contribuir com o andamento dos processos”.
 
O presidente do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), Geraldo Bento, ficou muito honrado de fazer parte deste momento único para o setor. “Nós estamos trabalhando para que o setor tenha cada vez mais credibilidade e competitividade. Temos certeza que a floresta que tem um plano de manejo em andamento está protegida, e a que não tem está ameaçada”, argumentou.
 
São membros do Comitê de Salvaguardas: João Baldasso (empresário do setor produtivo em MT); George Dobré (empresário de transformação do produto – Estado do Acre); Antônio Carlos Hummel (representante técnico e político); Marcos Vinicius Gomes (FGV); Lilian Sarrouf (Sinduscon-SP); Raimundo Deusdará (Serviço Florestal Brasileiro – Governo); Mauro Armelin (superintendente do WWF-Brasil).

Foto: biblioteca; um espaço bonito e agradável, construído inteiramente com madeira rastreada, doada pelos oito Sindicatos do setor de base florestal de Mato Grosso, a Biblioteca Conselheiro Sidnei Basile, instalada no Espaço Angatu, na sede do WWF-Brasil, se tornou um marco para estimular o uso responsável da madeira de boa origem na construção civil.

9 de mai de 2015

RIO SÃO FRANCISCO: A AFLIÇÃO DE VÊ-LO PASSAR DE SOLUÇÃO A PROBLEMA

Reproduzido de CPTBA-Comissão Pastoral da Terra - BA

Roberto Malvezzi (Gogó)

O óbvio se confirma. As principais atividades econômicas do rio São Francisco começam a entrar em decadência, em razão da diminuição do volume de água do Velho Chico. Hoje o ponto com mais água está aqui entre Juazeiro e Petrolina, com 1.000 m3/s. Vale lembrar que a vazão média do São Francisco até alguns anos atrás era de 2.800 m3/s. Sobradinho está com apenas 17% de sua capacidade ocupada por água.

Não estamos falando da pesca, da agricultura de vazante, nenhuma dessas economias das populações tradicionais. Essas estão extintas ou fragilizadas há muitos anos. Falamos da economia do capital.

A geração de energia começa declinar. Nesse momento apenas uma de seis turbinas está gerando energia em Sobradinho. Construído mais para servir de caixa d’água para as barragens à jusante que para gerar energia, foi aproveitada de última hora no regime militar para também gerar. Num debate na Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF) na semana da água, os técnicos avisaram que a única turbina em funcionamento vai parar até final de junho ou início de julho.

Segundo, foi avisado que em final de julho e começo de agosto vários projetos de irrigação da região poderão ter seu acesso à água cortado. Os dois mais ameaçados são o Nilo Coelho – margem esquerda, Petrolina – e o Maniçoba na margem direita, em Juazeiro. Em ambos a distância da água será tão grande que sua captação será inviabilizada.

Acontece que Juazeiro/Petrolina montaram sua economia baseada na irrigação. São as fazendas irrigadas, que demandam água, insumos, implementos, mão de obra, que por sua vez movimentam o comércio de alimentos, eletrodomésticos, construção civil, carros, bares, restaurantes, assim toda cadeia produtiva.

Em breve pode acontecer com Juazeiro/Petrolina o que Monteiro Lobato chamou de “Cidades Mortas” no Vale do Paraíba depois que o ciclo do café se encerrou e deixou para trás cidades fantasmas economicamente mortas. Toda economia baseada em um único ramo produtivo acaba por ter esse final trágico.

Por fim, o que era para ser uma hidrovia – vocação natural do Velho Chico entre Juazeiro e Pirapora – hoje não passa de um filete de água com a população atravessando à pé seu leito, como é o caso entre comunidades de Pilão Arcado e Xique-Xique. Nem barcos menores conseguem mais navegar com facilidade. A ideia de transportar a soja do Oeste Baiano para Juazeiro ou Petrolina via rio hoje não passa de um delírio.

Mesmo assim vários projetos de expansão da água do São Francisco continuam na agenda, como a Transposição de Águas para outros estados no Nordeste, o Canal do Sertão em Petrolina, o Baixio do Irecê na Bahia, assim por diante.

Que a equação não fecha todos sabem. Enquanto isso, o Velho Chico definha a olhos vistos. Agora os que se beneficiam do rio – setor elétrico, irrigação, agro e hidro negócios, etc. – começam sentir na pele o resultado do processo destrutivo. O futuro dessas atividades econômicas está atrelado inexoravelmente ao futuro do rio. Aliás, como de toda população do Vale.

Essa decadência não é pontual. Há mais de dez anos, desde o apagão, o São Francisco não mais recuperou grandes volumes de água. Portanto, o raciocínio correto é que essa é a nova realidade, a exceção será alguma cheia.

Aqui em Juazeiro/Petrolina os irrigantes estão apavorados e não é sem razão. Porém, nada indica que se queira rever a fundo o modelo econômico predador imposto ao velho rio.



6 de mai de 2015

ARARA-AZUL-DE-LEAR (Anodorhynchus leari): DO CATIVEIRO PARA A CAATINGA, UMA ESPERANÇA

Reproduzido de www.oeco.org.br

Vandré Fonseca - 03/05/15

Foto: passaros.com (Google imagens)

Filhote de arara (paulistana, nascido em cativeiro) "quer" voltar para a Caatinga 

 Quando chegaram ao Zoológico de São Paulo, em 2006, após serem apreendidos pela Polícia Federal, Francisco e Maria Clara ainda eram jovens demais, mas já estavam juntos, ou pareados, como se costuma falar quando se trata de aves. Mas há pouco mais de duas semanas, em meados do mês de abril, essa relação deu o primeiro fruto. E hoje eles são os pais do primeiro filhote de arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) nascido em cativeiro no Brasil.

A espécie é uma das três araras do gênero Anodorhynchus, caracterizado pela plumagem azul. Todas encontradas em território brasileiro. Atinge 75 centímetros de comprimento e é endêmica de uma área restrita do nordeste da Bahia. É maior do que a ararinha-azul -- que mede adulta entre 55 e 60 centímetros --, extinta na natureza e que pertence a outro gênero. A arara-azul-de-lear vive em bandos e usa paredões rochosos para se reproduzir. O seu principal alimento é o coco do licuri, uma palmeira encontrada na região. Cada ave se alimenta em média de 350 frutos de licuri por dia.

O filhote do Zoológico de São Paulo nasceu com 7 centímetros e 22 gramas. Já dobrou de tamanho e alcançou 145 gramas: está seis vezes e meia mais pesado do que quando nasceu. Ainda não tem penas. Embora alguns insistam em achá-lo bonito, outros preferem deixar de lado questões estéticas e destacar a importância deste nascimento para os planos de conservação da espécie.

Existe um programa para a reprodução da ave em cativeiro, e para repovoar o habitat natural dela: a Caatinga no nordeste do estado da Bahia. Ela é considerada em Perigo de Extinção, pela lista da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). As principais ameaças são a degradação do ambiente, falta de alimentos e o tráfico de animais.

Um censo populacional realizado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação das Aves (Cemave), realizado em novembro do ano passado, indicou a existência de 1.294 araras-azuis-de-lear em ambiente natural. Doze indivíduos vivem em cativeiro, no Zoológico de São Paulo, 8 fêmeas e 4 machos.
O programa de cativeiro busca  a reprodução emergencial do maior número de indivíduos, para assegurar no futuro a variabilidade genética da espécie. Mesmo a reprodução em outros países (Catar e Espanha) ocorre em velocidade preocupante. Poucos animais nasceram em 2013. Além disso, os casais estão atingindo idade elevada, o que dificulta a reprodução.

Para aperfeiçoar o manejo em cativeiro, a Fundação Parque Zoológico construiu o Centro de Conservação de Fauna (Cecfau). O centro oferece melhores condições para os casais se reproduzirem. Neste local, mantenedores da espécie pretendem fazer um agrupamento de araras-azuis-de-lear em idade reprodutiva, para permitir a livre formação de casais.

O filhote ainda não teve o sexo identificado. Ele recebe cuidados especiais e é mantido em uma incubadora com temperatura e umidade controladas. A cada três horas, recebe uma papinha, feita com ração, algumas gotas de azeite extra virgem e água morna. O crescimento é registrado em fotografias. No futuro, vai para um recinto de adaptação, onde vai treinar vôo e se integrar a outros da espécie. E quem sabe, um dia, bater asas, livre, na caatinga nordestina.

5 de mai de 2015

ESGOTAMENTO SANITÁRIO PARA TODOS!? DAQUI A UNS 45 ANOS (NO RITMO ATUAL EM QUE SEGUE)

Reproduzido de www.oeco.org.br

Coleta de esgoto para todos, só daqui a 45 anos 

Andam a passos de tartaruga as obras para a ampliação das redes de coleta de esgoto. Nesse lento ritmo, a universalização do acesso à coleta de esgoto no Brasil só ocorrerá em 2060, e o da água em 2036, concluiu um relatório apresentado no final de abril (25) pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O relatório é derivado da auditoria feita pelo TCU em convênios celebrados entre o Ministério das Cidades e municípios com mais de 50 mil habitantes para a execução física e financeira de obras de saneamento. O trabalho verificou os investimentos feitos em 2011 e, com esta base, fez a estimativa.

Ao todo, 35,5 milhões de residências não têm acesso a coleta de esgoto e 3,1 milhões de residência não têm acesso a água tratada. De acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico, o custo estimado para universalizar o saneamento até 2033 é de 500 bilhões.

Ao todo, o TCU avaliou 491 contratos, num total de R$ 10,4 bilhões, do programa de governo “Serviços Urbanos de Água e Esgoto”. Somente 43 dos 262 contratos de repasse firmados em 2007, ano de início do programa, tiveram as obras concluídas, o que representa menos de 17% do total.

Dos 491 contratos fiscalizados, 283 foram considerados não adequados (atrasados, paralisados ou não iniciados).  O TCU também considerou como baixo desempenho problemas relacionados às licitações, execução dos contratos e a indisponibilidade das áreas necessárias para as obras.

“Os problemas não têm causa preponderante na insuficiência de recursos alocados às ações do programa, mas em outras áreas que têm dificultado a aplicação dos recursos destinados à área de saneamento”, afirma o ministro-substituto Weder de Oliveira, relator da auditoria, em nota publicada na página oficial do Tribunal na internet.

Os frequentes atrasos nas obras são falhas decorrentes no processo de contratação de empresas para execução dos empreendimentos. Segundo o TCU, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um dos responsáveis pela falha, ao incentivar que estados e municípios apresentassem propostas de obras às pressas, o que leva a projetos sujeitos a múltiplas revisões durante o período das construções.

O tribunal determinou ao Ministério das Cidades que produza um plano e cronograma de ação para mitigar as causas de atrasos e paralisações das obras de saneamento básico custeadas com recursos já repassados pelo governo federal.

A falta de saneamento básico é um dos principais problemas ambientais do país. A ausência de coleta e tratamento do esgoto faz com que o esgoto seja dispersado em rios e mares, que viram esgotos a céu aberto.

Na América do Sul, o Equador está no topo dos países com maior rede de coleta e tratamento de água e esgoto, seguido do Chile e da Argentina. O Brasil, por sua vez, apresenta um Índice de Desenvolvimento de Saneamento do Brasil pior que o do Paraguai e abaixo da média dos países da América do Sul.

Milhares de imagens (do Google Imagens) como estas que se seguem, podem ser colhidas diariamente, em inúmeras cidades brasileiras.


...E A "NOVELA" DO CAR-CADASTRO AMBIENTAL RURAL VAI SE ARRASTAR POR MAIS UM ANO (ATÉ 5/MAIO/2016)

Reproduzido de www.oeco.org.br

Já se passaram três anos desde a entrada em vigor do atual Código Florestal brasileiro, mas um dos dispositivos considerados indispensáveis para sua concreta aplicação, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), insiste em não se tornar realidade. Na véspera da data estipulada pelo governo como limite para a conclusão do CAR, procedimento que deve ser obrigatoriamente cumprido por proprietários rurais de todo o Brasil, os ministros Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário) se reuniram para anunciar a prorrogação do prazo de cadastramento por mais um ano, até o dia 5 de maio de 2016.

A decisão pelo adiamento do prazo atende a inúmeros apelos de setores diversos, passando por 48 secretarias estaduais ou municipais de Meio Ambiente e Agricultura, pela Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), entidade representativa dos grandes produtores e do agronegócio, e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que representa a agricultura familiar. Mas reflete, sobretudo, o próprio fracasso do cadastramento, já que, segundo os dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), apenas 25% de um universo de 5,6 milhões de propriedades rurais cumpriu o CAR até o início de maio. Após um ano de cadastramento aberto, somente 52,8% dos quase 372 milhões de hectares passíveis de regulamentação no país foram cadastrados.

Uma vez definida a prorrogação por mais um ano do prazo para a realização do CAR, a preocupação maior do governo passa a ser acelerar o cadastramento, sobretudo, entre os pequenos produtores, donos de propriedades com até quatro módulos fiscais (cuja medida varia de região para região do país). Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), cerca de 90% das propriedades rurais no Brasil têm essa medida máxima, mas estas representam pouco mais de 10% dos 25% de cadastros efetuados até o momento: “Vamos avançar mais rapidamente daqui pra gente”, disse o ministro Patrus Ananias.

Em fevereiro, a ministra Izabella Teixeira se reuniu com representantes da direção da Contag, em discussão que teve a necessidade de cumprimento do CAR como principal ponto de pauta: “Nos comprometemos com o MMA a fazer o CAR acontecer. Agora, mesmo com mais tempo, a ideia é inserir de vez o CAR na pauta da agricultura familiar”, diz o presidente da entidade, Alberto Broch.

A disposição do governo em avançar com o CAR em meio aos agricultores familiares se revelou também na nomeação, confirmada na semana passada, do ex-presidente do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Guedes, para a Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA. A presença de Guedes, que tem experiência sobre os meandros burocráticos da relação com os pequenos produtores rurais e, ainda por cima, bom trânsito político com organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), promete dar celeridade ao processo de cadastramento.

O ministro do Desenvolvimento Agrário afirmou ainda que os assentamentos da reforma agrária também fazem parte da base de dados do CAR. De um total de 6.996 assentamentos com unidades agrícolas em todo o país, já estão cadastrados 4.425, no equivalente a uma área de 28,1 milhões de hectares: “O cadastramento é uma forma de promover a agricultura familiar e irá beneficiar 722 mil famílias assentadas”, disse Patrus.

Parcerias

Para acelerar o CAR e auxiliar os pequenos produtores no preenchimento do cadastro, o governo contará com parcerias firmadas com órgãos do governo, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), além de entidades da sociedade civil. Em abril, na sede da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro, nove entidades firmaram com o MMA um Termo de Cooperação Técnica para o planejamento da recuperação, controle e investimento socioambiental nas pequenas propriedades cadastradas.

No que diz respeito a parecerias, Izabella Teixeira fez uma crítica aos governadores dos estados brasileiros: “A baixa adesão ao CAR mostra que possivelmente alguns estados não estão trabalhando na gestão, do ponto de vista de incluir e viabilizar o cadastro, porque R$ 400 milhões é muito dinheiro e tem estado que não tem essa execução orçamentária. Os governadores têm que vir dar conta do CAR. Aquilo que era responsabilidade do governo federal, nós fizemos”, disse a ministra, fazendo referência ao montante disponibilizado pelo Fundo Amazônia para a realização do cadastramento.

Regiões

Os números mostram que neste último ano a realização do CAR aconteceu de forma muito desigual entre as regiões do país. De acordo com o balanço divulgado pelo MMA, o cadastramento avançou muito mais nos estados que fazem parte da Amazônia Legal. Já nas regiões com mais terras agrícolas, sobretudo da agricultura familiar, o resultado foi muito aquém do esperado pelo governo.

Na Região Norte, os melhores desempenhos foram obtidos no Amazonas (com 93,77%da área cadastrável do estado registrada), Acre (93,67%), Amapá (79,64%) e Pará (76,51%). Em seguida, aparecem Rondônia (69,24%), Roraima (53,69%)e Tocantins (22,97%). Na média, a Região Norte teve 69,26% de suas terras já cadastradas.

Também parte da Amazônia Legal, o estado do Mato Grosso, considerado um dos berços do agronegócio brasileiro, é o vice-campeão do CAR, com 99,3% de suas terras registradas, atrás somente de Brasília, única unidade da federação com a ter completado o cadastramento. Já Goiás teve apenas 28,14%. A média da Região Centro-Oeste foi de 54,23%.

Símbolo de que o CAR caminhou mais lentamente nos estados com maior produção em um maior número de propriedades rurais, o Rio Grande do Sul, com apenas 0,84% de suas terras cadastradas, teve o pior desempenho nacional. Paraná (22,33%) e Santa Catarina (34,91%) tiveram desempenho melhor, e a média da Região Sul ficou em 13,7%.

No Sudeste, que teve média de 27,36%, o estado com mais terras registradas foi o Rio de Janeiro (43,05%), seguido por São Paulo (31,97%), Minas Gerais (25,09%) e Espírito Santo (15%). Já na Região Nordeste, a média de terras registradas no fim de março foi de 15,38%, com destaque para o Maranhão, que também faz parte da Amazônia Legal, com 52,33%.