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25 de jul de 2012

SUSPENSAS "SINE DIE" AS POSTAGENS

Este bloguinho entra em "recesso". O blogueiro anda meio desanimado. Talvez seja necessário para retomar o fôlego, que algo de extraordinário... bem melhor do que Copa do Mundo/2014 e Jogos Olímpicos/2016... ocorra neste nosso belo país.

Alguns exemplos:
1. Educação se transforme em prioridade.Podendo ensinar o povo a votar (pelo menos assim a democracia valeria a pena ser tida como o melhor regime disponível aos seres humanos civilizados).
2. Ciência e Tecnologia conquistem mais espaço na mentalidade do povo brasileiro. Ou que pelo menos sejam respeitadas pela elite governamental.
3. Que o Brasil, em termos de "benesses várias", deixe de ser o "país dos advogados".
4. Que legisladores reconheçam que há necessidade URGENTE de modificações do código penal, adotando penalizações efetivas e eficientes para combater a corrupção. Não é demais acrescentar: até o inferno pós-vida terrena (se existe) seria pouco para quem rouba dinheiro de merenda escolar, remédios, verbas de hospitais, obras públicas essencias à vida como um todo!!!
5.Que entremos definitivamento para a lista dos países desenvolvidos, sem muita preocupação com o PIB.

22 de jul de 2012

PAUSA PARA MEDITAÇÃO

É também necessária para quem vive se preocupando com a Natureza. Especialmente num domingo.

A música, Serenata, é de Franz Schubert (31/01/1797 - 19/11/1828), austríaco, viveu apenas 31 anos.

Com um estilo marcante, inovador e poético do romanticismo. Escreveu cerca de seiscentas canções, bem como óperas, sinfonias, sonatas entre outros trabalhos. Não houve grande reconhecimento público da sua obra durante sua curta vida; teve sempre dificuldade em assegurar um emprego permanente, vivendo muitas vezes à custa de amigos e do trabalho que o pai lhe dava. Morreu sem quaisquer recursos financeiros. Hoje, o seu estilo considerado por muitos como imaginativo, lírico e melódico, fá-lo ser considerado um dos maiores compositores do século XIX, marcando a passagem do estilo clássico para o romântico. Podemos defini-lo como "mais um artista incompreendido pelos seus contemporâneos".

Agora, a pergunta que não cala: "por que um construtor da grandeza do espírito humano, como Schubert, vive tão pouco tempo, enquanto opostos, espíritos denigridores parecem se eternizar"!?

http://www.youtube.com/watch?v=ZpA0l2WB86E&feature=youtube_gdata_player

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21 de jul de 2012

"GREEN BUILDINGS": EDIFÍCIOS COM SELO VERDE

Com atrativo ambiental e econômico, sobe busca de 'selo verde' em prédios
'Green buildings'; nos quais reduzem-se os custos operacionais, colaborando com a Natureza.

Busca por selo quase dobrou em 2011 e previsão é crescer mais neste ano [Reportagem do sistema Globo, divulgado em:
http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/com-atrativo-ambiental-e-economico-sobe-busca-de-selo-verde-em-predios.html]

Entre 2010 e 2011, a procura pela certificação "verde" de edifícios quase dobrou no Brasil, e a expectativa é continuar crescendo em 2012. A busca é por colaborar com o meio ambiente e, de quebra, reduzir custos operacionais e melhorar a imagem das empresas – o "carimbo" garante que um empreendimento adota medidas sustentáveis e ecologicamente corretas tanto na obra como no dia a dia.

O cenário aponta para um comportamento raro, quando os interesses econômicos se unem aos ambientais. Isso porque, apesar de o custo da construção ser de 1% a 7% mais caro, em média, a valorização estimada na revenda é de 10% a 20%, além de o investimento proporcionar até 30% de redução no valor do condomínio e diminuição média de 9% no custo de operação durante toda a vida útil, de acordo o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), que orienta a respeito do selo Leed (sigla em inglês para liderança em design em energia e meio ambiente) no país.

Criado nos Estados Unidos há 15 anos, o Leed é apontado pelo mercado como o "precursor" do setor no Brasil – o primeiro pedido para certificação em território nacional ocorreu em 2004 e o primeiro certificado foi emitido em 2007.
Dados do conselho apontam que o número de empreendimentos na fila para conseguir o certificado passou de 237 ao fim de 2010 para 434 em 2011. Até a terceira semana de fevereiro deste ano, já eram 475. A expectativa é fechar 2012 com aproximadamente 650.

O que são edifícios verdes:




Sugiro aos caros leitores acessar o ensaio que postei neste blog sobre um incentivo que as prefeituras precisam introduzir, uma vez que tanto se fala em desenvolvimento sustentável e que na prática, pouco se faz:

19/08/2009 IPTU ECOLOGICAMENTE CORRETO


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20 de jul de 2012

WWF - RELATÓRIO 2012 (RESUMIDO): PLANETA VIVO

Com dados importantes, incluindo Pegada Ecológica mundial.

Copiar, acessar e efetuar download:

http://db.tt/Kemr5Aoj


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19 de jul de 2012

PERMACULTURA: NÃO SERIA IMPORTANTE QUE NOSSAS ESCOLAS A INTRODUZISSEM!?

No meu tempo de aluno de "ginásio" (era assim chamado o ensino médio em meados dos anos de 1950), o colégio em que estudávamos mantinha atividades extra-classes; e uma delas, à qual me senti atraído a participar foi um "clube de fotografia". Lá aprendi o suficiente para obter e processar fotografias que me foram úteis ao longo de minha carreira profissional: professor e pesquisador em ecologia.

Isso me veio à lembrança quando vi, na internet, muitas iniciativas numa atividade que penso poder ser introduzida no nosso sistema de ensino, como uma atividade extra-classe: a PERMACULTURA.

Conceito, dado na Wikipédia:
"A permacultura é um método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis".
.
Foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 70. O termo, cunhado na Austrália, veio de permanent agriculture (agricultura permanente), e mais tarde se estendeu para significar permanent culture (cultura permanente).

Em termos práticos, a permacultura é o que podemos ver nas fotos que se seguem:




Acima, um esquema teórico.


As famosas garrafas "pet" são muito úteis na re-utilização para a permacultura.


As caixas plásticas têm a vantagem da durabilidade.


Talvez a foto acima represente um "exagero"!



Aprendizado e "terapia", na interação com a Natureza. Nossos jovens precisam disso!!!



Cantinhos aparentemente "sem utilidade" provam o contrário!


EDUCAÇÃO AMBIENTAL é isso aí!!!

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18 de jul de 2012

MATA ATLÂNTICA: INFORMAÇÕES PARA UMA AULA PRÁTICA SOBRE ESTE BIOMA

Conhecimento básico, necessário para se entender a estrutura e função de importantes componentes da Mata Atlântica, este genuíno e rico bioma brasileiro.

Copie, acesse e efetue o download:

http://db.tt/qTL7WyK4
















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17 de jul de 2012

A ENGENHARIA GENÉTICA NO COMBATE À MALÁRIA

BILINGUE

[Reproduzido de PNAS -Proceedings of the National Academy of Sciences of the USA]
[Published online before print July 16, 2012, doi: 10.1073/pnas.1204158109
PNAS July 16, 2012]


INGLÊS: Fighting malaria with engineered symbiotic bacteria from vector mosquitoes.
PORTUGUÊS: Combatendo malária com engenharia genética de bactérias simbiontes do mosquito vetor.

INGL.: The most vulnerable stages of Plasmodium development occur in the lumen of the mosquito midgut, a compartment shared with symbiotic bacteria.
PORT.: Os mais vulneráveis estádios [ou estágios] do desenvolvimento do Plasmodium ocorrem no intestino médio do mosquito, um compartimento compartilhado com bactérias simbiontes.

INGL.: Here, we describe a strategy that uses symbiotic bacteria to deliver antimalaria effector molecules to the midgut lumen, thus rendering host mosquitoes refractory to malaria infection.
PORT.: Aqui, descrevemos uma estratégia que utiliza bactéria de simbiose para despachar moléculas de efeito anti-malária ao lúmen do intestino médio, tornando os mosquitos refratários à infecção pela malária.

INGL.: The Escherichia coli hemolysin A secretion system was used to promote the secretion of a variety of anti-Plasmodium effector proteins by Pantoea agglomerans, a common mosquito symbiotic bacterium.
PORT.: O sistema de secreção da hemolisina A [= exotoxina que destroi eritrócitos] da Escherichia coli foi utilizado para promover secreção de uma variedade de proteínas com efeito anti-Plasmodium por uma bactéria comum em simbiose com o mosquito, a Pantoea agglomerans.

INGL.: These engineered P. agglomerans strains inhibited development of the human malaria parasite Plasmodium falciparum and rodent malaria parasite Plasmodium berghei by up to 98%.
PORT.: Estas linhagens de P. agglomerans obtidas de engenharia genética inibiram o desenvolvimento do parasita da malária em humanos, o Plasmodium falciparum e o parasita da malária em roedores, o Plasmodium berghei, em até 98%.

INGL.: [...] We demonstrate the use of an engineered symbiotic bacterium to interfere with the development of P. falciparum in the mosquito. These findings provide the foundation for the use of genetically modified symbiotic bacteria as a powerful tool to combat malaria.
PORT.: [...] Demonstramos o uso de uma bactéria de simbiose modificada pela engenharia genética para interferir no desenvolvimento de P. falciparum no mosquito. Estes achados fornecem o fundamento para o uso de bactérias de simbiose geneticamente modificadas como uma poderosa ferramenta para combater a malária.


[Ver assunto similar em "postagens antigas":

30/08/2011
SERÁ QUE NOSSA SALVAÇÃO DA DENGUE VIRÁ PELA BIOLOGIA MOLECULAR? BREVEMENTE?!
]


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16 de jul de 2012

BIODIVERSIDADE E CONSERVAÇÃO DAS PLANTAS NO BRASIL

Biodiversidade e conservação das plantas no Brasil. Publicado em MEGADIVERSIDADE, revista da Conservação Internacional - Brasil.

Com este título, a Dra. Ana Maria Giulieti Harley e colaboradores fizeram um "apanhado" sobre o conhecimento atual que a ciência botânica tem a nos revelar sobre o nosso valioso patrimônio natural.

Para obter esta publicação, copie, acesse e efetue o download:

http://db.tt/r3oDth1c

Assista a um vídeo em que a Dra. Ana Maria fala sobre este assunto, relacionado ao conhecimento que temos sobre nossas plantas e a importância deste nosso invejável patrimônio.

Copiar e acessar:

http://www.youtube.com/watch?v=7he463b4OzU&feature=youtube_gdata_player

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SERVIÇOS AMBIENTAIS: JÁ É UMA PRÁTICA NO BRASIL (CAPÍTULO III)


CAPÍTULO III: A MATA DO BURAQUINHO NA ECONOMIA DA PARAÍBA

Um exemplo de um ecossistema existente no perímetro urbano de João Pessoa, oferecendo inúmeros "serviços ambientais" a uma boa qualidade de vida.

Palestra proferida no IBAMA, aqui disponibilizada em pdf. Copiar, acessar e efetuar o download:

http://db.tt/6FGL299Q


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15 de jul de 2012

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM PROJETO QUE DESENVOLVI COM MEUS ALUNOS DE MESTRADO

Estou aqui disponibilizando um relatório final de projeto que desenvolvemos numa escola pública situada no município de Santa Rita (PB), na "grande João Pessoa". É uma escola, como tantas outras, com mais de 1700 alunos, em condições precárias de infra-estrutura, equipamento, material didático, corpo docente mal remunerado e outros problemas... situada num bairro daquela cidade, com problemas sociais graves.

Este projeto fez parte da disciplina Educação Ambiental, no curso de mestrado, na UFPB, do PRODEMA - PROGRAMA REGIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE.

Título do relatório:
PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO MARIA HONORINA SANTIAGO (SANTA RITA – PB)

Copiar e acessar, para fazer o download:

http://db.tt/LrHhGJD2


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ÁGUAS CINZAS: COMO PODEM SER UTILIZADAS

Águas provenientes de uso doméstico, geral, como de banheiro, lavatório, lavanderia e cozinha, e que podem ser reutilizadas em algumas finalidades.
Um estudo feito pela Dra. Luciana C. Mendonça e colaboradores, da Universidade Federal de Sergipe, é aqui disponibilizado; é só copiar, acessar e fazer o download:

http://db.tt/IFsQCoLo

Esse ré-uso de água está também sendo utilizado na agricultura familiar, no semi-árido do Rio Grande do Norte, conforme foi mostrado no programa deste domingo (15/07/2012) no Globo Rural. Esse sistema, batizado de bioágua, reutiliza toda a água da casa, exceto a do vaso sanitário, após passar por um filtro, no cultivo de fruteiras e, com alguns cuidados de acompanhamento, em cultivo de hortaliças.
Copiar e acessar:

http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-rural/t/edicoes/v/projeto-ajuda-a-reaproveitar-agua-em-pequenas-propriedades-do-rn/2040838/


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12 de jul de 2012

ESTA NOTÍCIA ESTÁ EM TODOS OS BLOGS: BRASIL JÁ DEVASTOU O EQUIVALENTE A "DUAS FRANÇAS"

[Segundo o Ministério do Meio Ambiente, postado em www.amazonia.org.br e outros sites]

Vejam estas afirmações:

Se o Brasil recuperasse suas áreas degradadas – terras abandonadas, em processo de erosão ou mal utilizadas – não seria preciso derrubar mais nenhum hectare de floresta para a agropecuária. A avaliação é de técnicos e pesquisadores reunidos ontem (11), durante o 9º Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas (9º Sinrad), que ocorre no Rio até dia 13.

O diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernando Tatagiba, estimou em até 140 milhões de hectares o total de terras nessa situação no país, área superior a duas vezes o tamanho da França. O ministério está finalizando seu novo plano plurianual, que dará grande importância à recuperação da terra como forma de evitar o empobrecimento das populações e prevenir a derrubada de mais áreas de florestas.

MAS, COMO MUITOS RURALISTAS PARECEM QUE NÃO SABEM LER... OU QUEREM QUE A NATUREZA BRASILEIRA VÁ PROS QUINTOS DOS INFERNOS... eles continuam "lutando para alterar o Código Florestal, tornando-o CÓDIGO DOS RURALISTAS".

Segundo o diretor, existem áreas degradadas em todos os biomas e regiões do país. “Obviamente, onde a ocupação humana é mais antiga, existem áreas mais extensas, como é o caso da Mata Atlântica. Mais recentemente, temos o Cerrado. Na Amazônia, as áreas degradadas estão localizadas em locais de mineração e no chamado Arco do Desmatamento [faixa de terra de pressão agrícola marcada por queimadas e derrubadas, ao sul da Amazônia, do Maranhão ao Acre - ver figura]”, explicou.




“Para reduzir a pressão sobre florestas, há necessidade de se recuperar pastagens degradadas, que são em torno de 15 milhões de hectares. Se você recupera a capacidade produtiva dessa pastagem, elimina a necessidade de suprimir uma área equivalente em florestas. Além disso, é preciso aumentar a produtividade da pecuária, pois não tem cabimento um boi por Maracanã [equivalente a um hectare]”, comparou Tatagiba.

Postei neste blog, em 30/06/2012 um vídeo mostrando como é possível conciliar agronegócio com preservação:

SISTEMA INTENSIVO E PECUÁRIA SUSTENTÁVEL = GADO + LAVOURA + FLORESTA


E o vídeo inserido pode ser revisto em:

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/05/integracao-com-lavoura-e-floresta-e-o-caminho-da-pecuaria-sustentavel.html

AUMENTAR SEUS LUCROS A QUALQUER CUSTO, DE DEGRADAÇÃO DO POTENCIAL DA NATUREZA, É O LEMA DOS RURALISTAS.

11 de jul de 2012

ATOS CONTÍNUOS: CRIMES AMBIENTAIS E IMPUNIDADE PERMANENTE (?)

MPF/PA denuncia responsáveis pela maior quantidade de
madeira já apreendida no Brasil
[www.amazonia.org.br, 10/07/2012]

[As imagens vistas no final, são uma pequena amostra de apreensões feitas somente no estado do Pará]

"Além dessas acusações, o administrador da madeireira Jauru, Adriano Dandolini, também foi acusado de cometer 1.189 vezes falsidade ideológica com documento público, crime punido com reclusão de um ano a cinco anos e multa".

Parece uma brincadeira, ao lermos esse trecho da notícia que se segue, sobre a apreensão feita pelo Ministério Público Federal no Pará.

Madeireira e cinco pessoas foram acusadas pelo corte ilegal de mais de 23 mil toras de madeira na reserva extrativista Renascer, o Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) denunciou à Justiça uma madeireira e cinco pessoas como
responsáveis pela extração ilegal, na Reserva Extrativista (Resex) Renascer, no noroeste do Estado, de 64,5 mil metros cúbicos de madeira – mais de 23 mil toras, volume suficiente para carregar 2,5 mil caminhões. Segundo
coordenadores da operação Arco de Fogo, a apreensão, realizada em 2010, foi a maior apreensão de madeira ilegal já feita no Brasil pela Polícia Federal. A denúncia foi encaminhada à Justiça Federal em Santarém e, caso condenados, os denunciados estão sujeitos a penas que variam de um a seis anos de reclusão e multa, de acordo com cada um dos crimes dos quais foram acusados (crimes ambientais e formação de quadrilha).

Segundo o procurador da República Marcel Brugnera Mesquita, autor da denúncia, para acobertar a retirada ilegal de madeira os denunciados fraudaram o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora). O desmatamento ilegal ocorreu de maio de 2009 a março de 2010, quando ocorreu a fiscalização da operação Arco de Fogo, realizada pela Polícia Federal, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Força Nacional de Segurança e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Recursos
Ainda em 2010 o procurador da República Marcel Brugnera Mesquita solicitou à Justiça que o ICMBio fosse impedido de doar ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) a madeira apreendida, que tem valor calculado em R$ 16 milhões. A legislação impede que a administração pública faça distribuição gratuita de bens em ano de eleições. O MPF/PA alegou que, além de violar as leis eleitorais, a doação violava diversos princípios da administração pública e de convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para proteção dos direitos das comunidades tradicionais. “Todas as decisões relativas a uma reserva extrativista devem necessariamente passar por deliberação prévia do seu conselho, no qual a participação das comunidades tradicionais apresenta-se imprescindível”, argumentou Mesquita em ação judicial. O juiz federal José Airton de Aguiar Portela acatou o pedido do MPF/PA, que propôs ao governo federal e à comunidade da resex um termo de ajustamento de conduta (TAC) pelo qual metade dos recursos arrecadados com o leilão da madeira seriam repassados ao governo e o restante seria investido no desenvolvimento sustentável da comunidade. A assinatura do TAC está em negociação pelos envolvidos.

[Se os leitores deste blog colocarem no Google "Madeira apreendida no Pará" verão quanta Madeira tem sido apreendida somente naquele Estado. São autuações contínuas e talvez, nas condições de impunidade em que vivemos, PERMANENTES]






10 de jul de 2012

ECOLOGIA: ESTRUTURA TRÓFICA NUM ECOSSISTEMA

Um breve exemplo endereçado em especial para meus alunos (...não "enferrujarem" durante as férias) e para demais interessados!
1) Por que num ecossistema terrestre é importante a existência de uma cadeia alimentar longa? 2) Por que a existência de carnívoros é importante? 3) E por que existem os herbívoros?

Observem a figura abaixo (reproduzida de Odum & Barrett, 2005, Fundamentals of Ecology, 5th ed., Belmont, Thomson/Brooks Cole, 598p) em que estão representados quatro principais níveis tróficos: comedores de folhas, comedores de frutas com sementes, omnívoros (que comem tudo) e comedores de carne. Quanto mais baixo for o nível trófico, maior é a biomassa dos componentes desse nível. Portanto, os comedores de folhas são os que têm maior biomassa; depois são os comedores de frutas com sementes; depois são os omnívoros; e finalmente os comedores de carne.




Há uma lógica muito simples nesse sistema: essa (maior) biomassa no nível trófico "básico" impõe limites à biomassa dos níveis tróficos subsequentes.

Respostas às perguntas formuladas no início. 1) Uma cadeia alimentar longa proporciona uma maior biodiversidade a um ecossistema, possibilitando maior chance de sucesso dos seus componentes, tendo esse ecossistema provavelmente, uma grande produtividade. 2) Se não existissem os carnívoros, certamente os herbívoros dizimariam a vegetação, ou seja, a "base" de tudo! 3) Os herbívoros "controlam" a densidade e biomassa dos vegetais.

Uma curiosidade na relação entre biodiversidade e produtividade: num ecossistema pobre em nutrientes, um aumento na biodiversidade acarretaria uma melhoria na produtividade (= mais alternativas à produção); e num ecossistema rico em nutrientes um aumento na produtividade reduziria a biodiversidade (porque ocorreria dominância de alguns indivíduos)!

Ilustrações dos animais mencionados na estrutura trófica acima representada (começando pelo veado, até a doninha).








































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9 de jul de 2012

PROTEGER NOSSAS FLORESTAS NÃO É NADA FÁCIL




Inimigos das florestas querem ampliar anistia a desmatadores - Reproduzido de
http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31862
(site do World Wildlife Fund, WWF-Brasil)




"Cartão vermelho" para o ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes.

Brasília (DF) - Ainda insatisfeita com os retrocessos já impostos à proteção das florestas brasileiras, a bancada ruralista pretende ampliar a anistia a quem degradou o patrimônio natural do país.

Parlamentares se mobilizam junto à comissão mista que avalia a conversão em lei da medida provisória 571/2012 para diminuir as exigências de recuperação de florestas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) também em médias propriedades.

A articulação foi confirmada pelo deputado federal e ex-ministro da Agricultura do governo Lula, Reinhold Stephanes (PSD-PR). “Acho que é uma questão de racionalidade e deve ser aceita pelo próprio Ministério do Meio Ambiente”, afirmou Stephanes à reportagem do Instituto Socioambiental.


Na prática, os inimigos das florestas querem reduzir a faixa de recuperação da vegetação no entorno de cursos d´água para propriedades com até 10 módulos fiscais. Essa medida amplia a anistia na recuperação de APPs para quase 40% do território nacional ocupado por propriedades privadas, beneficiando imóveis com mais de 1.500 hectares na Amazônia e até 1.000 hectares na Mata Atlântica, por exemplo.

OBS.: a coloração das águas nas duas condições mostradas abaixo, são suficientes para evidenciar a importância da preservação da mata ciliar







A bancada ruralista também pretende impôr alterações ao primeiro artigo do novo Código Florestal, postergar a aplicação de multas vinculadas a não implantação de um cadastro de propriedades previsto no novo Código Florestal, entre outros pontos.

Para o especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil Kenzo Jucá Ferreira, a sociedade não pode aceitar a série de retrocessos à legislação que sempre protegeu as matas ciliares e os rios brasileiros. Para ele, a medida comprometerá ainda mais a sustentabilidade do desenvolvimento brasileiro, inclusive no meio rural.

Conforme Ferreira, o teor das quase 700 emendas apresentadas à MP 571/2012 e os novos movimentos ruralistas são extremamente preocupantes e provam que o Governo Federal errou ao não vetar integralmente o projeto aprovado no Congresso e não regulamentar o Código Florestal que estava em vigor.

CONCLUSÃO: os ruralistas, financiadores de campanhas políticas, "irão até as últimas" para conseguirem "retorno aos seus investimentos".





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8 de jul de 2012

O GRANDE DESAFIO DA AGRICULTURA ORGÂNICA: MUDAR RADICALMENTE





Empresa do Paraná oferece suporte a famílias do sertão da Paraíba.
Parceria alia tecnologia ao conhecimento tradicional dos agricultores.

Antes, vejamos estes dados:





http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2012/07/mudar-radicalmente-forma-de-produzir-e-o-desafio-da-agricultura-organica.html

Acesse o site acima e assista a um vídeo do Globo Rural mostrando as vantagens do cultivo orgânico, que começou no Paraná com um empreendimento que veio para a Paraíba.

O mercado dos orgânicos cresce perto de 20% ao ano no Brasil. Por isso, a Rio de Una, que já trabalha no sul do país há 15 anos, decidiu produzir no nordeste também. Para isso, teve que encontrar agricultores da região dispostos a enfrentar esse desafio.


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7 de jul de 2012





[Recebido, com agradecimentos, da Dra. Rosa Leonel]

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FLORESTA FAZ A DIFERENÇA ALERTA A SOCIEDADE PARA A VOTAÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA DO CÓDIGO FLORESTAL

[Reproduzido, com modificações, de http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?31802]

Manifestantes durante a Rio+20


Deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do código na Câmara, primeiro parlamentar a receber "cartão vermelho" por agir contra as florestas.



Se várias das 696 emendas forem aprovadas, do relatório da Medida Provisória 571/2012, que altera o Código Florestal em vigor, as condições do nosso maior patrimônio natural, os ecossistemas florestais, ficarão críticas. Isto sem contar o preço, com suas vidas, que muitas pessoas certamente pagarão com as enchentes e desmoronamentos, além de comprometimento dos Serviços Ambientais providos por elas (ver as duas postagens anteriores).

Nessa nova fase da campanha, que está no ar no site www.florestafazadiferenca.org.br, será informada a lista de parlamentares que apresentaram as piores emendas, bem como os internautas serão estimulados a enviar e-mails para os integrantes da Comissão Mista que vota a MP, lembrando a eles que podem receber “cartão vermelho”. O mote desta nova fase da campanha é “O Jogo Não Acabou, Vamos Apitar Esta Partida”. Com bom humor, a sociedade pode deixar seu recado para os parlamentares, afirmando que está de olho no trabalho do Congresso.

Veto parcial e insuficiente - Depois de a presidente Dilma Rousseff ignorar os apelos da sociedade e vetar apenas parcialmente o novo Código Florestal, a segunda fase da campanha alerta a sociedade brasileira e a opinião pública para o fato de que o texto em vigor desde o dia 28 de maio aumenta o desmatamento e anistia quem cometeu crimes ambientais. O material da campanha diz que a “bola” voltou ao Congresso.

Para o analista de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Kenzo Jucá Ferreira, o teor das emendas apresentadas à MP é altamente preocupante, prova de que o Governo Federal errou ao não vetar integralmente o projeto aprovado no Congresso e não regulamentar o Código Florestal que estava em vigor.

A tendência é de que a MP seja piorada pelos ruralistas, representando um retrocesso ainda maior frente ao já péssimo texto aprovado no Congresso e parcialmente sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Tudo se encaminha para que a campanha do Código Florestal chegue aos ‘pênaltis’, pois vários setores da sociedade já preparam ações diretas de inconstitucionalidade contra a legislação que ameaça o futuro dos brasileiros”, ressaltou Ferreira.

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6 de jul de 2012

SERVIÇOS AMBIENTAIS: JÁ É UMA PRÁTICA NO BRASIL (CAPÍTULO II)

CAPÍTULO II: Serviços Ambientais na Prática


Marco Regulatório sobre Pagamento por Serviços Ambientais no Brasil
[O documento completo, em pdf, pode ser obtido em:
http://amazonia.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Marco-Regulatorio-PSA.pdf]
Documento produzido por:
Imazon
O Imazon é um instituto de pesquisa cuja missão é promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia por meio de estudos, apoio à formulação de políticas públicas, disseminação ampla de informações e formação profissional. O instituto é uma associação sem fins lucrativos e qualificada pelo Ministério da Justiça do Brasil como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip);
GVces
O Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) é um espaço aberto de estudo, aprendizado, reflexão, inovação e de produção de conhecimento. É composto por pessoas de formação multidisciplinar, engajadas e comprometidas e com genuína vontade de transformar a sociedade;
e
Observatório do Clima
O Observatório do Clima é uma rede que reúne 30 organizações da sociedade civil com o objetivo de discutir a questão das mudanças climáticas no contexto brasileiro.

Diante da crescente pressão sobre os ecossistemas, várias instituições e governos têm buscado criar incentivos para melhoria da gestão do patrimônio ambiental. Nesse sentido, políticas de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) têm sido apontadas ao redor do mundo como uma opção viável para alcançar esse objetivo, complementando ações de comando e controle.

No Brasil, vários estados têm adotado leis de PSA e há uma progressiva discussão para adoção de uma lei nacional sobre o tema. Diante disso, o Imazon e o GVces conduziram este estudo com o objetivo de mapear e analisar leis sobre PSA em âmbito federal e estadual no Brasil, enfocando em serviços ambientais ligados a florestas. Foram analisados também os principais Projetos de Lei (PL) em trâmite no Congresso Nacional sobre PSA e sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal e o papel da conservação, manejo e aumento de estoque florestal (REDD+).



Estados que possuem leis que instituem PSA.

A maioria dos instrumentos analisados prevê apoio a serviços ambientais de forma ampla, com algumas exceções mais direcionadas a sequestro ou conservação de estoque de carbono. Os beneficiários mais frequentemente citados nas leis são proprietários e possuidores de terra, agricultores familiares e assentados, bem como comunidades tradicionais e povos indígenas. Mesmo assim, poucas leis indicam quais as categorias fundiárias elegíveis para projetos e ações apoiáveis de PSA.

As fontes de recursos previstas nas leis são bem variadas, mas há predominância de orçamento público e de fundos estaduais. Há também previsão de doações, acordos e instrumentos similares, provenientes de fontes nacionais ou internacionais.

O citado documento, completo, apresenta nas suas 78 páginas, uma análise da situação atual referente ao PSA nos estados, interface entre leis sobre mudança do clima com PSA e REDD+ (ver figura abaixo), regime legal (estadual e federal) e recomendações de especialistas em PSA.



Estados que possuem leis sobre mudança do clima e sua relação com pagamento por serviços ambientais e REDD+.



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SERVIÇOS AMBIENTAIS: JÁ É UMA PRÁTICA NO BRASIL (CAPÍTULO I)

Em 2 capítulos vamos ver um pouco sobre conceito e prática de Serviços Ambientais.

CAPÍTULO I: Conceito

SERVIÇOS AMBIENTAIS
Atividades ou funções executadas pela Natureza e que têm sido vistas recentemente, como de benefícios imprescindíveis à vida e que podem ser submetidas a avaliações econômicas. Como sejam: o ar que todos respiram, a regulação hídrica (o ciclo da água), o ciclo de nutrientes, produção de alimentos, recursos genéticos (e recursos naturais em geral), regulação da temperatura atmosférica e das águas, absorção e degradação natural de poluentes gerados pela humanidade etc. Este é um dos importantes aspectos tratados em economia ambiental ou da Natureza. A valoração ou estimativa econômica desses “serviços” pode ser vista em ODUM (1996), denominando esta área de estudo como contabilidade ambiental.
[ODUM, H. (1996) Environmental accounting. Emergy and environmental decision making. New York, John Wiley & Sons, 370p.]

CATEGORIAS DE SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS. Três principais categorias.

SERVIÇOS DE SUPRIMENTO
Produtos obtidos dos ecossistemas [Recursos disponibilizados pela Natureza]
Alimento (1)
Água (1)
Madeira/lenha (2)
Fibra (2)
Compostos químicos/bioquímicos (1)
Recursos genéticos (biodiversidade) (1)
...

SERVIÇOS REGULADORES Benefícios obtidos da regulação dos processos dos ecossistemas [Condições circunstanciais]
Regulação climática (1)
Regulação de doenças/pragas (1)
Regulação de água (1)
Purificação de água (1)
Polinização (1)
...

SERVIÇOS CULTURAIS Benefícios não-materiais obtidos dos ecossistemas [Potencial “adicional” da Natureza, a ser explorado pelo ser humano]
Espiritual/Religioso (1)
Recreação e Ecoturismo (1)
Estético (1)
De inspiração (1)
Educacional (1)
Senso de localização (1)
Herança cultural (1)

OBS.:
(1) EXISTENTE NA MATA ─ ESTANDO EM UTILIZAÇÃO E/OU COM POTENCIAL A SER UTILIZADO
(2) EXISTENTE NA MATA E NÃO DEVE SER UTILIZADO

[E ainda devemos considerar: SERVIÇOS DE SUPORTE, necessários ao funcionamento dos demais serviços:
Formação do solo ― Ciclagem dos nutrientes ― Produtividade primária]

O SIGNIFICADO DE UTILIZAÇÃO:
A visão de utilização tem aqui a conotação ECOCÊNTRICA e não antropocêntrica. Portanto, citando como exemplo alimento: este é um recurso ou “serviço de suprimento” utilizado por inúmeros animais, incluindo-se o HOMEM, que se beneficia do mel produzido por abelhas que visitam as flores da mata.

COMO OS ECOSSISTEMAS GERAM SERVIÇOS AMBIENTAIS
Condições ecológicas específicas geram serviços ambientais tanto específicos como globais. Uma floresta bem preservada gera benefícios globais na sua função de dreno de carbono, ou seja, de captor de dióxido de carbono. Uma floresta numa encosta gera benefícios locais, evitando erosão. Este último caso, sendo numa zona agricultável, limitará a produção agrícola mecanizada; mas a prioridade será o papel que ela exerce na proteção ambiental e na vida humana.

Em resumo:
Os quatro grandes pilares dos benefícios recebidos pelos seres humanos através dos Serviços Ambientais providos pela Natureza preservada são: o clima, a água, a biodiversidade e a cultura.




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4 de jul de 2012

CLIMA FAZ FOLHAS FICAREM MAIS ESTREITAS

Hoje, 4 de julho, dia da independência da poderosa nação norte-americana, propositadamente ou não, os físicos europeus (parece que descobriram e) revelaram ter obtido a "partícula de Deus" ou o bóson de Higgs.

OBSERVAÇÃO (um tanto quanto irreverente): ao ver essa denominação (despretensiosa, de partícula de Deus) me veio à mente algo que sempre achei que alguns físicos pensam que "o universo foi inventado por causa deles".

Mas enquanto isso não se confirma com repetições do experimento, continuo mais preocupado em tomar conhecimento sobre o que vem ocorrendo em nosso planeta. Sei que as pesquisas sobre o Universo são importantes para o conhecimento humano, mas o aquecimento global além de também fazer parte dessa busca incessante pelo conhecimento, diz respeito especialmente à sobrevivência humana aqui, no nosso "sofrido planetinha"!!!




[Reproduzido de: BBC News, 04/julho/2012]

BILINGUE

INGLÊS: Herbarium samples helped the researchers compare leaf widths over more than a century.
PORTUGUÊS: Amostras de herbário ajudaram os pesquisadores a comparar largura de folhas de mais de um século.

ING.: Leaves are getting narrower on some plant species as a result of changes to the climate, a study has suggested.
PORT.: As folhas estão ficando mais estreitas em algumas espécies de plantas como resultado de mudanças no clima, sugeriu esse estudo.

ING.: A team of Australian researchers studies specimens from the wild and from herbarium collections stretching back more than 120 years.
PORT.: Uma equipe de pesquisadores australianos estuda espécimes no ambiente selvagem e de coleções de herbários retrocedendo a mais de 120 anos.

ING.: Analysis of the herbarium samples found that leaf width had decreased by two millimetres.
PORT.: Análise das amostras do herbário encontraram que a largura da folha tem diminuído em dois milímetros.

ING.: Lead author, Greg Guerin, from the University of Adelaide, said the team chose narrow-leaf hopbush (Dodonaea viscosa subsp. angustissima) as it appeared to display different leaf characteristics in different climates.
PORT.: O autor principal, Greg Guerin, da Universidade de Adelaide, disse que a equipe escolheu a "hopbush" de folha-estreita (Dodonaea viscosa subsp. angustissima) por parecer ostentar diferentes características foliares em climas diferentes.

ING.: The researchers looked at more than 250 herbarium specimens collected from one region: Flinders Ranges, southern Australia's largest mountain range.
PORT.: Os pesquisadores examinaram mais de 250 espécimes de herbário coletadas de uma região: Flinders Ranges, a maior cadeia de montanhas do Sul da Austrália.

ING.: Dr Guerin observed: "Historical herbarium collections provide immediate access to wide sampling throughout a geographic region and through time.
"You just can't replicate that kind of sampling, covering hundreds of kilometres... from one region over 130 years."
PORT.: O Dr. Guerin observou: "Coleções históricas de herbário fornecem acesso imediato a ampla amostragem através de região geográfica e do tempo. Você não pode simplesmente replicar esse tipo de amostragem, cobrindo centenas de quilômetros... de uma região ao longo de 130 anos".

ING.: To support this data, the team gathered 274 field samples from a mountain, collecting specimens at every 50m drop in altitude.
PORT.: Para substanciar esses dados, a equipe juntou 274 amostras de campo de uma montanha, coletando espécimes a cada redução de 50 m de altitude.

ING.: Between 1950 and 2005, the team added, there had been a 1.5C (2.7F) increase in the maximum temperatures in the region but there had been little change in rainfall patterns.
PORT.: Entre 1950 e 2005, acrescentou a equipe, houve aumento de 1,5C (2,7F) nas temperaturas máximas na região, mas tem havido pouca mudança nos padrões de chuva.

ING.: Next steps
Dr Guerin said: "The next step is to test whether similar patterns are emerging in other species and in other regions."
PORT.: Próximos passos
PORT.: Dr. Guerin disse: "O próximo passo é testar se padrões similares estão emergindo em outras espécies e em outra região".

ING.: Dr Guerin said that the shift in leaf shapes could, in some cases, have wider ecological consequences. "We now know that every degree of warming is ecologically significant and generating ecological disequilibrium".
PORT.: O Dr.. Guerin disse que mudança nas formas de folhas poderiam, em alguns casos, ter consequências mais amplas. "Nós agora sabemos que cada grau de aquecimento é ecologicamente significante, gerando desequilíbrio ecológico".




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MAMÍFEROS DO BRASIL: LISTA ANOTADA DA CONSERVAÇÃO INTERNACIONAL


Lista Anotada de Mamíferos do Brasil - 2ª Edição

A primeira versão da “Lista Anotada dos Mamíferos do Brasil” foi publicada pela Conservação Internacional em 1996, no volume 4 da série Occasional Papers in Conservation Biology. Por muitos anos foi a principal referência sobre a fauna de mamíferos do Brasil. Ao longo desse tempo a descoberta de novas espécies, o acúmulo de novos registros, as revisões taxonômicas e as compilações mais recentes elevaram significativamente o número conhecido de espécies de mamíferos no país. Nessa segunda edição da “Lista Anotada de Mamíferos do Brasil” os autores indicam não apenas quais são essas espécies, mas também fornecem informações sobre suas características biológicas e ecológicas e reforçam a posição do país como uma das nações mais Megadiversas do planeta. A obra publicada em 2012, com texto em português e em inglês, contém 76 páginas e está disponível no formato eletrônico.

Acesse o site e baixe o documento em pdf:

http://www.conservation.org.br/publicacoes/

DESMATAMENTO NOS TRÓPICOS: CONTRIBUI COM 10 POR CENTO DAS EMISSÕES GLOBAIS DE GASES

[Reproduzido de www.amazonia.org, 03/07/2012]










Uma nova análise publicada recentemente no periódico Science revela que as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) provenientes do
desmatamento tropical são menores do que se pensava. De acordo com
o estudo, essas emissões representam cerca de 10% da liberação total
de carbono, e não entre 20% e 30% como afirmavam pesquisas
anteriores. Os resultados do trabalho, financiado pelo Banco Mundial e desenvolvido pela Winrock International, Applied GeoSolutions, Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e Universidade da Califórnia, mostram uma
estimativa média de emissões brutas de 0,81 bilhões de toneladas
métricas de carbono por ano, com um intervalo entre 0,57 e 1,22
bilhões de toneladas métricas entre 2000 e 2005, o que equivale a entre 7% e 14%% das emissões mundiais. Já a maioria das análises anteriores se fundamentava nos dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que calculam as emissões líquidas de mudança no uso da terra tropical entre 0,6 e 1,6 bilhões de toneladas métricas, o equivalente a cerca de 20% das emissões de GEEs da atividade humana com base em informações da década de 1990.

A grande diferença do método do novo trabalho e do da FAO é que o primeiro leva em consideração o desmatamento bruto, enquanto o outro considera o desmatamento líquido, que inclui já reflorestamentos. Isso pode parecer uma vantagem, mas um dos problemas com a metodologia da FAO é que ela inclui plantações
industriais de árvores (monoculturas) como florestas, e não inclui a derrubada de árvores para lenha como desmatamento, considerando essa prática como “áreas temporariamente sem estoque”.


Uma das principais descobertas do trabalho é que florestas tropicais úmidas emitem muito mais carbono do que outros tipos de vegetação. Para se ter uma ideia, dois países com florestas tropicais úmidas, o Brasil e a Indonésia, foram responsáveis por 55% das emissões totais do desmatamento tropical.

No entanto, eles enfatizaram que, apesar de as emissões do desmatamento serem menores do que o esperado e seus valores continuarem a cair percentualmente devido ao aumento das emissões de outros setores, a derrubada de árvores ainda é grande, e deve ser controlada. “A contribuição relativa do desmatamento para as emissões totais de gases do efeito estufa provavelmente continuará a decair ao longo do tempo já que as emissões de outros setores aumentam, mas a perda de milhões de hectares de floresta por ano continua considerável”, alertou Alexander Lotsch, do Banco Mundial.


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