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27 de nov de 2007

Termo do GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS


AMBIENTALISMO DA EMANCIPAÇÃO
Talvez seja esta expressão a mais adequada para traduzir a expressão norte-americana
“emancipatory environmentalism” ou ecologia do bem-estar humano; é uma aproximação de caráter mais
ambientalista, holística, para o planejamento econômico, professado pelo ecólogo norte-americano Barry
Commoner e pelo economista alemão Ernst Friedrich Schumacher. Estes, enfatizaram a necessidade de se
introduzir processos produtivos que trabalhassem com a Natureza e não contra ela, priorizando o uso de
produtos orgânicos e os recicláveis.

18 de nov de 2007

iPhone da Apple: "mais marrom do que verde" (segundo o Greenpeace)

Scientific American, outubro/2007
Segundo o Greenpeace, a Apple não fez nenhum progresso quando afirmou que iria abolir o uso de substâncias tóxicas no seu "campeão de vendas": 1 milhão de aparelhos iPhones já vendidos nos E.U.A. Esses aparelhos, segundo o Greenpeace, não são "ecofriendly" (amigos do ambiente), pois neles são usados BFRs ("Brominated Flame Retardants"), retardadores de chamas (contra possível incêndio causado por corrente elétrica, no aparelho) e PVC ("Polyvinyl Chlolride"). O BFR produz dioxinas brominadas e furanas (irritantes da pele e trato respiratório, se aquecidas em alta temperatura) e o PVC contém plastificante de ftalato tóxico, que se suspeita ser carcinogênico. A maior preocupação surge a partir do momento em que o aparelho seja descartado.

21 de out de 2007

"HOTSPOT" [termo do Glossário]

“HOTSPOT”
Literalmente significa, em inglês, “uma mancha (lugar, ponto, local) que é quente”. São muito diversos os usos desta expressão em ciência e tecnologia. Em biologia molecular, por exemplo, o “hotspot” é uma região de um polinucleotídeo que sofre uma alta freqüência de mutação ou transposição. Em ciências ambientais usa-se esta expressão quando se deseja se referir a uma área ou situação (ou condição) que se apresenta com determinadas características “acentuadas ou elevadas”, de maneira que as façam distintas das demais, similares. Fala-se então, por exemplo, em: “hotspot” de biodiversidade (os reservatórios mais ricos e mais ameaçados de plantas e animais do nosso planeta; ver site www.biodiversityhotspot.org, da “Conservation International”) (no Brasil, os biomas do cerrado e da mata atlântica estão entre os mais importantes “hotspots” do “Center for Applied Biodiversity Science” da “Conservation International”); “hotspot” de espécies em risco de extinção (áreas em condição tal que certas espécies que ali vivem estão em situação mais de risco do que a de outras áreas) “hotspot” biogeoquímico (locais onde processos biogeoquímicos, com taxas de armazenamento e biogeociclagem, ocorrem de modo mais acentuado do que em outras áreas similares).

... E AINDA ACHAMOS QUE CONHECEMOS TUDO... E POR ISSO, HAJA DESTRUIÇÃO!!!

BIODIVERSITY HOTSPOT - CONSERVATION INTERNATIONAL

[BILINGÜE]

INGLÊS New lizard species discovered in Brazilian Cerrado
PORTUGUÊS Novas espécies de lagartos descobertos no cerrado brasileiro.

INGLÊS A recent herpetological survey in Brazil has yielded two reptile species new to science. The lizard species Stenocercus quinarius and Stenocercus squarrosus were described last December in the latest issue of the South American Journal of Herpetology.
PORTUGUÊS Um recente levantamento no Brasil produziu duas espécies de répteis, novas para a ciência. As espécies de lagarto Stenocercus quinarius e Stenocercus squarrosus foram descritas em dezembro passado, no último número da South American Journal of Herpetology.
INGLÊS Measuring no more than fourteen centimeters from head to tail, these small creatures resemble miniature dragons. They live mostly near the ground, on tree trunks and in small cavities, and they use their disruptive colors and cryptic behavior as camouflage in the dense and dry savannas.
PORTUGUÊS Medindo não mais do que 14 cm da cabeça à cauda, estas pequenas criaturas lembram dragões em miniatura. Vivem principalmente próximos ao solo, sobre troncos de árvores e em pequenas cavidades; e eles usam suas cores em disrupção [=em descontinuidade] e comportamento de se esconder, como camuflagem nas savanas sêcas e densas.
INGLÊS The two new species have relatively restricted ranges separated by at least 500 km, found in scattered localities in the eastern portion of the Cerrado Hotspot.
PORTUGUÊS As duas novas espécies têm relativamente, alcances restritos, separadas por pelo menos 500 km, sendo encontradas em localidades dispersas na porção leste do "Cerrado hotspot". [VER TERMO "HOTSPOT" EXTRAÍDO DO GLOSSÁRIO]

20 de out de 2007

PEIXE DE PÂNTANO QUE ADORA VIVER EM ÁRVORES

New Scientist, 19/out/2007
[BILINGÜE]
INGLÊS Something fishy is happening in the mangrove forests of the western Atlantic. A fish is living in the trees.
PORTUGUÊS Algo suspeito está acontecendo nas florestas de mangues no atlântico ocidental. Um peixe vivendo em árvores.
INGLÊS The mangrove killifish (Kryptolebias marmoratus) is a tiny fish that lives in ephemeral pools of water around the roots of mangroves. When these dry up the 100-milligram fish can survive for months in moist spots on land. Being stranded high and dry makes it hard to find a mate, but fortunately the killifish doesn't need a partner to reproduce. It is the only known hermaphrodite vertebrate that is self-fertilising.
PORTUGUÊS O "killifish" de manguezal (Kryptolebias marmoratus) é um peixe minúsculo que vive em poças efêmeras de água ao redor de raízes de mangue. Quando elas secam, o peixe de 100 mg pode sobreviver por meses em locais úmidos na terra. Ficando retidos no sêco torna-se difícil encontrar um par para cruzar, mas felizmente o "killifish" não precisa de um par para reproduzir-se. Ele é o único vertebrado hermafrodita conhecido que é auto-fertilizador.
ENGLISH Now biologists wading through muddy mangrove swamps in Belize and Florida have discovered another exceptional adaptation. Near dried-up pools, they found hundreds of killifish lined up end to end, like peas in a pod, inside the tracks carved out by insects in rotting logs.
PORTUGUÊS Agora, biólogos vagando pelos pântanos lamacentos de manguezais de Belize e da Flórida, descobriram uma outra excepcional adaptação. Próximo a poças sêcas, eles encontraram centenas de "killifish" alinhados extremidades a extremidades, como ervilhas numa vagem, dentro de sulcos escavados por insetos em madeira em apodrecimento.
INGLÊS "They really don't meet standard behavioural criteria for fish," says Scott Taylor.
PORTUGUÊS "Eles realmente não sastifazem os critérios padrões de peixes", afirma Scott Taylor.

13 de out de 2007

TERMO EXTRAÍDO DO GLOSSÁRIO

BIODIESEL
O biodiesel é um combustível alternativo ao diesel (este último obtido do petróleo), a ser usado em veículos com motores do tipo diesel. É considerado como recurso natural renovável e biodegradável, uma vez que é obtido de reação química de óleos (vegetais) ou gorduras (de animais) com um álcool e na presença de um catalisador; sendo esta reação denominada de “transesterificação”. Os óleos de girassol, soja e mamona vêm sendo apontados como as principais fontes de biodiesel.
Conforme revelado em New Scientist (13/07/06), pesquisadores da Universidade de Minnesota (E.U.A.) observaram que o etanol reduziria em 12% a emissão de gases do efeito estufa, em comparação com o petróleo; enquanto o biodiesel reduziria as emissões em até 41% em relação ao diesel comum. Mas eles estimam que nos E.U.A. o biodiesel obtido de todo o milho e soja que lá são produzidos, cobriria menos de 5% da demanda atual por combustível naquele país.

ENERGIA NUCLEAR: TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (???)

NEW SCIENTIST
13 October 2007
[BILINGÜE]
INGLÊS -Go nuclear for a third industrial revolution, says EC.
PORTUGUÊS -Energia nuclear: terceira revolução industrial, afirma a CE-Comissão Européia
INGL. -We are on the brink of the "third industrial revolution", according to José Manuel Barroso, president of the European Commission - who believes it means nations may have to embrace nuclear power.
PORT. -Estamos prestes a entrar na "terceira revolução industrial", de acordo com José Manuel Barroso, presidente da Comissão Européia - o qual acredita que isso significa que as nações tenham que aceitar a energia nuclear.
INGL. -Europe's "low-carbon age" is the revolution Barroso spoke of last week at an energy conference in Madrid, Spain. "Member states cannot avoid the question of nuclear energy," he said, following the commission's announcement last month of a new research initiative for nuclear energy. The European Union should contribute to research, Barroso said.
PORT. -A "idade do baixo-nível-de-carbono da Europa" é a revolução de que Barroso falou na semana passada, numa conferência sobre energia, em Madrid, Espanha. "Os Estados membros não podem evitar a questão da energia nuclear", disse ele, após o anúncio da comissão no mes passado sobre a iniciativa de nova pesquisa sobre energia nuclear. A União Européia deveria contribuir para tal pesquisa, disse Barroso.
INGL. -However, not all of Europe shares his view. At a separate nuclear energy conference in Vienna last week, environment ministers from Austria, Germany, Ireland, Latvia, Norway and Italy declared that global growth in nuclear power would severely increase the risks of nuclear proliferation. "Some European countries are almost religiously opposed to nuclear power," says Hans-Holger Rogner of the International Atomic Energy Agency in Vienna.
PORT. -Entretanto, nem toda a Europa compartilha do seu ponto de vista. Numa distinta conferência sobre energia nuclear em Viena na semana passada, ministros do meio ambiente da Austria, Alemanha, Irlanda, Letônia, Noruega e Itália declararam que o crescimento global em energia nuclear aumentaria seriamente os riscos de proliferação nuclear. "Alguns países europeus estão quase que devotadamente opostos à energia nuclear", disse Hans-Holger Rogner da Agência Internacional de Energia Atômica, em Viena.

23 de ago de 2007

VIRUS MARBURG TRANSMITIDO POR MORCÊGOS, NA ÁFRICA

SCIENTIFIC AMERICAN – 22 de agosto de 2007
WASHINGTON (Reuters) [BILINGÜE]
(INGLÊS) Fruit bats that roost in caves are apparently the source of Marburg virus, which causes a deadly hemorrhagic fever related to Ebola virus.
(PORTUGUÊS) Morcêgos frugívoros que se abrigam em cavernas são claras fontes do virus Marburg, que causa febre hemorrágica mortal, aparentado do virus Ebola.
(INGL.) Tests of 1,100 bats of various species turned up the virus in only one common species of fruit bats, Rousettus aegyptiacus, the team at the U.S. Centers for Disease Control and Prevention, at the Medical Research Institute in Franceville, Gabon, and elsewhere reported. "These Marburg virus-positive bats represent the first naturally infected non-primate animals identified," they wrote.
(PORT.) Testes com 1.100 morcêgos de várias espécies revelaram o virus em somente uma espécie comum de morcêgos frugívoros, segundo reportado pela equipe dos Centros dos EE.UU. para Contrôle e Prevenção de Doenças, do Instituto de Pesquisa Médica, em Franceville, Gabão. “EsteS morcêgos "virus-Marburg positivos" representam os primeiros animais identificados não-primatas, infectados”, disseram os pesquisadores.
(INGL.) The study, published in the Public Library of Science journal PLoS ONE, suggests that Marburg may be more common than previously thought. "Furthermore, this is the first report of Marburg virus being present in this area of Africa, thus extending the known range of the virus," the researchers wrote.
(PORT.) O estudo, publicado no periódico PLoS ONE da Biblioteca Pública de Ciência, sugere que Marburg possa ser mais comum do que antes se pensava. “Além disso, este é o primeiro relato do virus Marburg estando presente nesta área da África, portanto estendendo o alcance conhecido do virus”, afirmaram os pesquisadores.
(INGL.) The World Health Organization said last week that Uganda had contained an outbreak of Marburg fever among gold miners there after two men became infected and one died.
(PORT) A Organização Mundial de Saúde disse na semana passada, que em Uganda tinha ocorrido um surto de febre de Marburg entre mineiros, após dois mineiros da mineração do ouro, terem se infectado e um deles ter morrido.
(INGL.) A major outbreak of Marburg occurred among gold miners in the Democratic Republic of Congo between 1998 and 2000, killing 128 of 154 people infected. An outbreak that started in Uige, Angola, in 2004-05 killed 348 people out of 386 cases.
(PORT.) Um surto maior de Marburg ocorreu entre mineiros da mineração do ouro na República Democrática do Congo, entre 1998 e 2000, matando 128 das 154 pessoas infectadas. Um surto que começou em Uige, Angola, em 2004-05, matou 348 pessoas entre 386 casos.
(INGL.) There is no vaccine or specific treatment for either disease, which cause a severe headache and fever followed by rapid debilitation. Death can follow within eight to nine days. The study suggests that controlling these bats may help reduce the threat.
(PORT.) Não há vacina nem tratamento específico para qualquer dessas doenças [Marburg e Ebola], que causam uma dor de cabeça violenta e febre, seguido de rápida debilitação. Morte pode vir em seguida, dentre de oito ou nove dias. O estudo sugere que controlando-se estes morcêgos poderá ajudar a reduzir essa ameaça.

22 de ago de 2007

GEOENGENHARIA: REDUÇÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL (SOLUÇÃO OU PROBLEMA)

'Sunshade' for global warming could cause drought [BILINGÜE]
“Sombra do sol” para aquecimento global pode causar sêca
[NewScientist, 2 de agosto de 2007]

(INGLÊS) Pumping sulphur particles into the atmosphere to mimic the cooling effect of a large volcanic eruption has been proposed as a last-ditch solution to combating climate change – but doing so would cause problems of its own, including potentially catastrophic drought, say researchers.
(PORTUGUÊS) Bombear partículas de enxofre para a atmosfera para imitar o efeito de resfriamento de uma grande erupção vulcânica tem sido proposto como último recurso para combater a mudança climática — mas assim fazendo-se, causaria problemas em si, incluindo uma potencialmente catastrófica sêca, dizem os pesquisadores.
(INGL.) Sulphur "sunshades" are just one example of a "geo-engineering" solution to climate change. Such solutions involve artificially modifying our climate to counteract the effects of human greenhouse gas emission. Other examples include space mirrors and iron fertilisation of the ocean.
(PORT.) “Sombras do sol” de enxofre são apenas um exemplo de uma solução de “geoengenharia” para contrabalançar os efeitos da emissão do gás estufa pelos seres humanos. Outros exemplos incluem espelhos solares e fertilização dos oceanos com ferro.
(INGL.) However, a study, led by Ken Caldeira of the Carnegie Institution of Washington in the US, warned that failing to correctly deploy or maintain such a scheme would result in sudden warming – which would be worse than the long-term warming that had been avoided because of its swiftness.
(PORT.) No entanto, um estudo liderado por Ken Caldeira, do Carnegie Institution of Washington, nos EE.UU., advertem que uma falha para corrigir efetivamente ou manter-se tal esquema, resultaria em aquecimento repentino — que seria pior do que o aquecimento de longo-termo que tinha se evitado, por causa de sua rapidez.
(INGL.) Cooling cloud
(PORT.) Nuvem de resfriamento
(INGL.) Sulphur sunshades are inspired by the cooling effects of large volcanic eruptions, which blast sulphate particles into the stratosphere. The particles reflect part of the Sun's radiation back into space, reducing the amount of heat that reaches the Earth. In 1991, the eruption of Mount Pinatubo in the Philippines cooled Earth by a few tenths of a degree for several years.
(PORT.) Sombras do sol, de enxofre, inspiram-se nos efeitos de resfriamento de grandes erupções vulcânicas que lançam partículas de sulfato na estratosfera. As partículas refletem parte da radiação solar de volta ao espaço, reduzindo a quantidade de calor que atinge a Terra. Em 1991 a erupção do Monte Pinatubo nas Filipinas, resfriou a Terra por uns poucos décimos de grau por vários anos.
(INGL.) To study the effects that sulphur sunshades might have on rainfall, Trenberth and Dai [National Center for Atmospheric Research in Colorado, US] looked at trends in precipitation and continental run-off from 1950 to 2004 to try to detect the impact of the eruptions of Mount Agung in Indonesia 1963, El Chichón in Mexico in 1982, and Pinatubo in 1991. After this, a marked decrease in rainfall and run-off in the year after the Pinatubo eruption was clear.
(PORT.) Para estudar os efeitos que as sombras de sol de enxofre poderiam exercer sobre a chuva, Trenberth and Daí [National Center for Atmospheric Research, EE.UU.] observaram as tendências na precipitação e escorrimento de água continental, de 1950 a 2004, para tentar detectar o impacto das erupção do Monte Agung na Indonésia em 1963, do El Chichón no México em 1982 e o Pinatubo em 1991. Após isso, um decréscimo marcante foi observado na chuva e água de escorrimento, no ano após a erupção do Pinatubo.
(INGL.) Dai and Trenberth say their results suggest that artificially putting large amounts of sulphate particles into the atmosphere in order to decrease solar radiation could have catastrophic effects on the planet's water cycle. "Creating a risk of widespread drought and reduced freshwater resources does not seem like an appropriate fix," they say.
(PORT.) Dai e Trenberth dizem que seus resultados sugerem que colocar artificialmente grandes quantidades de partículas de sulfato na atmosfera para reduzir a radiação solar, poderia ter efeitos catastróficos sobre o ciclo da água do planeta. “Criar-se um risco de disseminar sêca e reduzir os recursos hídricos de água doce não parece um conserto apropriado”, afirmam eles.
(INGL.) They note that the negative effects experienced after Pinatubo erupted were harshest in the tropics.
(PORT.) Eles notaram que os efeitos negativos vividos após a erupção do Pinatubo foram mais severos nos trópicos.

2 de ago de 2007

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS




Está disponível, através do e-mail do autor, www.brenogrisi@yahoo.com.br, a terceira edição em CD/PDF do Glossário de Ecologia e Ciências Ambientais.Veja a seguir, material de divulgação.
Obra
Não há nenhuma pretensão aqui de apresentar uma enciclopédia ou dicionário tecnológico com todos os termos da ecologia; ou como é dito no “The New Fowler’s Modern English Usage” (um clássico da língua inglesa): GLOSSÁRIO, “é uma lista alfabética de palavras difíceis que são usadas num assunto ou texto específico; é usualmente de comprimento modesto; nele é selecionado o que se julga ser obscuro” (num “Vocabulário”, tudo é julgado como obscuro, e um “Dicionário” é um trabalho mais ambicioso”). O objetivo maior da presente publicação, é definir claramente alguns dos termos mais comuns de ecologia e ciências ambientais, quase chegando a ser um “Vocabulário”. São também focalizados termos que, embora de emprego comum em outras ciências (geologia, botânica, oceanografia etc), estão relacionados direta ou indiretamente com as características ambientais do ser vivo, ou melhor dizendo, relacionados com as “ciências ambientais”.

AutorBreno M. Grisi, paraibano de João Pessoa, biólogo (Universidade Federal da Bahia), Mestre em Botânica (Universidade de São Paulo), Ph.D. em Biologia (Universidade de Essex, Inglaterra) e Pós-doutor (Rothamsted Experimental Station, Inglaterra). Foi professor do Instituto de Biologia da UFBA, Pesquisador Adjunto do Centro de Pesquisas do Cacau, da CEPLAC (BA) e Professor Adjunto da UFPB. Nas Instituições onde estudou e trabalhou, teve a oportunidade de realizar pesquisas em ecologia vegetal e de microrganismos de solo em diversos ecossistemas brasileiros, como por exemplo: cerrado, caatinga, floresta amazônica, mata atlântica e tabuleiros, e nos agrossistemas de cacau e cana-de-açúcar. Sua tese de Ph.D. versou sobre biomassa de microrganismos de solo de diversos eco e agrossistemas da Inglaterra; e no pós-doutorado comparou solos do Brasil e da Inglaterra com respeito às suas reações à elevação da temperatura (simulando um aumento do aquecimento global). Tem publicações em periódicos científicos no Brasil e no exterior na área de ecologia de ecossistemas terrestres; e livros publicados no Brasil, incluindo a terceira edição deste glossário.

25 de jul de 2007

MATA ATLÂNTICA: ALGUNS FLAGRANTES DO SEU DIA-A-DIA



Vejam as fotos ao lado, da mata atlântica em João Pessoa, PB.
Primeira foto: espécime de munguba (Bombax gracilipes; fam. Bombacaceae); o figurante mede 1,65m e a raiz tabular tem o dobro de sua altura; a árvore mede uns 35m.
Segunda foto: o processo de decomposição, fundamental à biogeociclagem (base da produtividade na mata atlântica), se inicia com o ataque de fungos à necromassa edáfica.

7 de jun de 2007

GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS





Termo ou verbete extraído do Glossário (contato para adquirí-lo: brenogrisi@yahoo.com.br)

POÇA DE MARÉ
Pequena depressão, nas rochas ou na areia, no litoral (zona entremarés) onde se acumula água durante a maré baixa. As poças de maré criam ambientes apropriados (quando ocorrem sobre rochas) para a permanência de larvas de animais aquáticos, pequenos peixes, crustáceos, que se protegem dos predadores nas suas reentrâncias.
Na foto ao lado (de Breno Grisi) vêem-se algumas POÇAS DE MARÉ formadas entre as rochas areno-ferruginosas no pontal dos Seixas, João Pessoa, PB).

3 de jun de 2007

Warming will bring more rain, study claims (New Scientist, 01/06/07)

AQUECIMENTO TRARÁ MAIS CHUVA, ESTUDO ALEGA [BILINGÜE]
(INGLÊS)Climate experts have cast doubt on the conclusions of a new study predicting that a warmer world would lead to more rainfall - a contradiction of the prediction of most climate change models - which was based on just 20 years of data. (PORTUGUÊS)Especialistas em clima lançam dúvida sobre conclusões de novo estudo prevendo que um mundo mais quente levará a mais chuva – uma contradição da previsão da maioria dos modelos de mudança climática – a qual se baseia em apenas 20 anos de dados.
(INGL.)Climate models predict that as the planet warms, more water will be suspended in the atmosphere, because hotter air can retain more humidity.(PORT.) Modelos de clima prevêem que à medida que o planeta se aquece, mais água será suspensa na atmosfera porque o ar mais quente pode reter mais umidade.
(INGL.)However, this will not be accompanied by an equal increase in rainfall, according to the same models: for every degree of warming, atmospheric humidity will increase by about 7%, while precipitation will only go up by between 1% and 3%. (PORT.)Entretanto, isto não será acompanhado por igual aumento na precipitação, de acordo com esses mesmos modelos: para cada grau de aquecimento, a umidade atmosférica aumentará cerca de 7%, enquanto a precipitação irá subir até entre 1% e 3%.
(INGL.)Frank Wentz and colleagues at Remote Sensing Systems in California, US, looked at satellite records from between 1986 and 2005 […] During that time, average temperatures increased by 0.4°C. […] They found that over the two decades, both factors increased by between 1.1% and 1.2% - or roughly 6.5% for each degree of warming.(PORT.)Franz Wentz e colegas do Remote Sensing Systems da California, E.U.A., observaram registros de satélite entre 1986 e 2005 [...] Durante esse tempo, temperaturas médias aumentaram em 0,4oC. [...] Eles encontraram que ao longo das duas décadas, ambos os fatores aumentaram entre 1,1% e 1,2% – ou aproximadamente 6,5% para cada grau de aquecimento.
(INGL.)"The satellite data for the last 20 years shows an increase in rainfall that is three times what the models predicted," says Wentz. "This represents one of the first tests of the models used for the predictions of the Intergovernmental Panel on Climate Change. The results show a significant discrepancy between model and observations." (PORT.)“Os dados do satélite dos últimos 20 anos mostraram um aumento na precipitação que é três vezes aquele previsto nos modelos”, disse Wentz. “Isto representa um dos primeiros testes dos modelos usados para as previsões do Intergovernmental Panel on Climate Change. Os resultados mostram uma discrepância significativa entre modelo e observações”. [...]
(INGL.)Roy Spencer of the University of Alabama in Huntsville, US, who was not involved in the study, is familiar with the satellite instruments used by Wentz. "It is not clear that the trend they are measuring is rainfall," he says. The instrument measures the total amount of liquid water in the atmosphere, but does not give an indication of its altitude. If you don't know if it is falling, how do you know it is rain, asks Spencer. […] "I think this is probably the most accurate measurement of liquid water ever made," says Spencer, "but I question the physical interpretation" that there has been more precipitation.(PORT.)Roy Spencer da Universidade do Alabama em Huntsville, E.U.A., que não estava envolvido no estudo, está familiarizado com os instrumentos do satélite usado por Wentz. “Não está claro que o que eles estejam medindo seja chuva”, ele diz. "O instrumento mede a quantidade total de água líquida na atmosfera, mas não dá uma indicação de sua altitude. Se você não sabe se ela está caindo, como você sabe que é chuva"? [...] “Eu acho que esta é provavelmente a medição mais exata da água líquida jamais feita”, diz Spencer, “mas eu questiono a interpretação física” de que tenha sido mais precipitação”.

1 de jun de 2007

Pegada ecológica

AVALIE SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O AQUECIMENTO GLOGAL: faça sua pegada ecológica, a partir de 2 sites na internet:
http://ecofoot.org (com acesso ao "earthdaynetwork")e
www.bp.com (bp="beyond petroleum", a antiga "british petroleum"); neste último site você deve inserir no "search" (=busca) a expressão "carbon footprint calculator" e daí selecione um país com certas semelhanças climáticas com o Brasil (Austrália ou África do Sul darão o mesmo resultado). Você verá então qual a sua contribuição em termos de CO2 para o aquecimento global. No cálculo para quilometragem percorrida, veja que 1 milha = 1,6 km (ou precisamente 1.609 m).
RESULTADOS: eu, Prof. Breno Grisi, vivendo numa casa com o total de 5 pessoas, obtive os seguintes resultados: no primeiro site,obtive que seriam necessários mais de 2 planetas Terra para que eu continue mantendo o meu atual padrão de vida; no site da "beyond petroleum" obtive como resultado 5 toneladas (ou 5 Mg*) de CO2/ano; bem abaixo das médias da Austrália e África do Sul.Ainda para você ter uma idéia comparativa, a média do cidadão dos E.U.A. é de 18,58 toneladas de CO2/ano.
*Obs.: no SI ou sistema métrico internacional, a tonelada métrica é chamada hoje de MEGAGRAMA; portanto, 1 t = 1 Mg = 1.000 kg = 1.000.000 de gramas.

27 de mai de 2007

Amazônia-Linda Amazônia





Victoria amazonica, sem flor, no rio Negro. Canais navegáveis durante a cheia do rio Negro. Encontro das águas dos rios Negro e Solimões, formando o rio Amazonas. Belezas incríveis! Há até quem não se sensibilize com estas fotos, de Rose (artista plástica Rosângela Mendes, radicada em São Paulo).