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30 de dez de 2008

BRASILEIROS MAIS RICOS TÊM IDH MAIS ALTO DO MUNDO


PNUD - Brasil (Brasília, 22/12/2008)
Rico do Brasil supera o da Suécia em IDH. A elite brasileira lidera lista de 32 países analisados em estudo; os 20% mais pobres têm IDH pior do que os 20% mais pobres de Vietnã e Paraguai.
O IDH do Brasil cresceu e o país é septuagésimo no ranking mundial.

Os brasileiros mais pobres vivem em condições de desenvolvimento humano comparáveis às da Índia, enquanto os 20% mais ricos vivem em situação melhor que a fatia mais rica da população da Suécia, Alemanha, Canadá e França (informações do relatório do PNUD que analisa os números recentes do Índice de Desenvolvimento Humano - IDH) e cita um estudo europeu que conclui que países que atingiram alto desenvolvimento humano (IDH maior que 0,800) nos últimos anos, como o Brasil, ainda têm parte da população sofrendo privações comuns às de países do fim da lista.

No Brasil, a fatia mais rica tem um IDH de 0,997, próximo do máximo (1,000). O número é maior que o IDH do país que encabeça o último ranking obtido, a Islândia (IDH de 0,968); e supera o valor correspondente aos 20% mais ricos de todos os outros países calculados, incluindo o do Canadá (0,967) e o da Suécia (0,959), terceiro e sétimo lugar na lista, respectivamente.
O atual IDH do Brasil, uma média de todo o país, é de 0,807, mas os mais pobres estariam sujeitos a condições correspondentes a um IDH de 0,610, ficando abaixo do segmento dos mais pobres: Indonésia (0,613), Vietnã (0,626), Paraguai (0,644) e Colômbia (0,662). O IDH dos mais pobres brasileiros é comparável ao IDH da Índia (0,609).

"Os resultados mostram que a desigualdade no desenvolvimento humano foi bastante alta, e maior ainda em países em desenvolvimento”, afirma o relatório do PNUD. O texto acrescenta que a América Latina é o continente que apresenta as maiores desigualdades. No Brasil e em países como Guatemala e Peru, a diferença do IDH dos 20% mais pobres para o IDH dos 20% mais ricos só não é superior à de alguns países da África, como Madagascar e Guiné.
O relatório do PNUD ainda destaca outras formas de desigualdade. Segundo o documento, uma criança que nasce em algum dos 20 países do topo do ranking pode viver até os 80 anos, mas se ela nascer nos países de IDH mais baixo, sua expectativa de vida não é maior que 49 anos.
... NOSSAS DIFERENÇAS SOCIAIS ESTÃO SENDO MINIMIZADAS... NO TOPO DO RANKING !!!

6 de dez de 2008

DESLIZAMENTOS / ESCORREGAMENTOS: CONCEITOS

[Eis os conceitos, transcritos do GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS - 3a. edição, 5a. Impressão - em CD/PDF]:

DESLIZAMENTOS / ESCORREGAMENTOS
Em geologia, deslizamentos e escorregamentos são tidos como movimentos de massa, que são deslocamentos de solo, rochas, detritos diversos (incluindo materiais orgânicos) e cobertura vegetal geralmente existente em encosta com declive suficiente para permitir desmoronamento sob ação da gravidade. O conjunto “materiais inconsolidados (areia, silte, argila), ou seja, soltos e não-cimentados (nem compactados), existente em encosta, adicionados de quantidade de água tal que permita que a força da gravidade supere o atrito entre os componentes do solo”, proporciona as condições que conduzem a um deslizamento (ou escorregamento). Alguns autores usam o termo deslizamento para designar movimentos de massa lentos.
Vários fatores contribuem para desencadear esse movimento de massa numa encosta, quais sejam: a) existência de material inconsolidado; b) declive; c) vegetação que, por razão natural (sistema radicular pouco profundo) ou por ação antrópica (por desmatamento ou queima) não condicione estabilidade à massa de terra; d) possível existência de substrato (subjacente) impermeável que sob ação da água nas camadas sobrepostas faça-o atuar como “lubrificante” e conseqüentemente facilite o deslizamento; e) água retida em quantidade tal que permita que a força da gravidade supere a força de atrito atuante nos componentes da encosta; f) eventualmente, tremor de terra.
São inúmeros os registros de deslizamentos que ocorrem anualmente em várias partes do mundo, causando muitas mortes de pessoas e grandes prejuízos materiais. Em 1999, nas montanhas Ávila, na Venezuela, um gigantesco deslizamento de lama, rochas e árvores, causou a morte de 30 mil pessoas e destruição de mais de 20 mil casas. No Brasil, as chuvas de 500 mm que caíram no Vale do Itajaí em Santa Catarina, entre 21 e 23 de novembro/2008 causaram deslizamentos que mataram mais de 120 pessoas, desabrigaram e desalojaram 78 mil pessoas, com vultosos prejuízos materiais (40% da população vivem em encostas; portanto, ricos e pobres foram atingidos). Alguns países mantêm programa de prevenção de deslizamentos, com ações contínuas. Nos Estados Unidos há o “LHP ─ Landslide Hazard Program” (Programa de Riscos de Deslizamentos). Naquele país calculam-se os prejuízos anuais com deslizamentos entre U$1 e U$2 bilhões e mais de 25 mortes. Muitas cidades brasileiras enfrentam problema similar, que requer contínuo acompanhamento por estudos de Geologia, Engenharia Geotécnica, com confecção de cartas de riscos, tais como as cidades de: Rio de Janeiro, Petrópolis, Nova Friburgo, Belo Horizonte, Ouro Preto, São Paulo, Salvador, Recife, Campos do Jordão, Santos, Caraguatatuba, Guarujá e outras.
Em termos ecológicos os deslizamentos, escorregamentos, desmoronamentos, são considerados desastres ecológicos. Em geral, são computados os prejuízos materiais e as perdas de vida humana. Mas desastres ecológicos como esses implicam em prejuízos à vida ambiental como um todo, com resultados (negativos) geralmente imprevisíveis. No estado de Santa Catarina certamente, faz-se necessária atenção especial à legislação ambiental vigente, mormente as que se referem a licenças ambientais e criação de áreas de preservação.