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29 de jul. de 2026
DECOMPOR ISOPOR?!?!
REPRODUZIDO DE:
https://ods.fapesp.br/lagarta-que-ataca-soja-e-algodao-abriga-fungos-capazes-de-degradar-isopor/13866
DESTAQUES:
1) Frances Jones | Agência FAPESP – Uma lagarta de mariposa apontada pelo agronegócio como uma das pragas mais agressivas a atingir plantações de soja, algodão e milho pode abrigar em seu intestino fungos e bactérias capazes de degradar isopor. Artigo publicado em maio na revista BMC Microbiology por pesquisadores de duas universidades públicas paulistas apresentou os resultados do estudo que investigou a microbiota intestinal da lagarta-helicoverpa (Helicoverpa armigera), popularmente conhecida como lagarta-do-algodão, lagarta-da-espiga-do-milho ou lagarta-da-vagem, e o seu papel na degradação desse tipo de plástico.
2) O estudo foi liderado por cientistas do Laboratório de Biologia Molecular da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que tem uma linha de pesquisa já bem consolidada sobre bactérias presentes nos intestinos de insetos, em colaboração com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro. Eles identificaram quatro fungos presentes no intestino de lagartas da espécie Helicoverpa armigera e demonstraram o potencial de cada um deles de degradar o poliestireno expandido (nome técnico do isopor), um polímero derivado do petróleo, que não se degrada naturalmente no ambiente – e por isso é uma fonte de poluição plástica.
3) “Os estudos publicados por nosso grupo são provavelmente os primeiros do Brasil sobre fungos da microbiota intestinal de insetos envolvidos na degradação de poliestireno”, afirma o biólogo Flavio Henrique Silva, professor do Departamento de Genética e Evolução da UFSCar, autor correspondente do artigo e orientador do trabalho de iniciação científica de Gabrieli Seiscentos Cardenas, apoiado pela FAPESP, que deu origem à publicação. A pesquisa foi realizada no âmbito do projeto de Auxílio à Pesquisa Regular “Sphenophorus levis e Helicoverpa armigera como fontes de microrganismos degradadores de poliestireno”.
4) Os pesquisadores isolaram quatro fungos da microbiota intestinal das lagartas: Aspergillus sp., Talaromyces sp. e duas espécies de Penicillium. Os cientistas então colocaram os esporos desses fungos sobre uma película superfina de poliestireno por 60 dias. Análise por microscopia eletrônica de varredura revelou que os fungos cresceram, interagiram e alteraram a superfície do polímero. “Se o fungo foi capaz de crescer sobre esse filme, é porque ele usou essa película como fonte de carbono, ou seja, fonte de alimento. Dois deles são mais eficientes [Aspergillus e Talaromyces], enquanto os outros dois realizam modificações mais sutis nos filmes”, comenta Silva.
5) O artigo Helicoverpa armigera (Lepidoptera, Noctuidae) as a reservoir of potential polystyrene-degrading fungi pode ser lido em link.springer.com/article/10.1186/s12866-026-05021-8
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