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3 de jul. de 2026

AVE RARA DA MATA ATLÂNTICA COM ESPERANÇAS DE RESGATE COM AUXÍLIO DE DRONES

REPRODUZIDO DE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/06/30/drone-termico-ajuda-cientistas-a-localizar-uma-das-aves-mais-raras-da-mata-atlantica.ghtml
DESTAQUES: 1) Encontrar uma ave que vive escondida no alto das árvores, se desloca discretamente entre as copas e quase não emite vocalizações sempre foi um dos maiores desafios para quem estuda a fauna da Mata Atlântica. Agora, pesquisadores brasileiros testaram uma tecnologia que pode mudar esse cenário. Uma expedição realizada na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, no sul da Bahia, utilizou um drone equipado com câmera térmica para localizar o crejoá (Cotinga maculata), uma das aves mais raras e ameaçadas do país. 2) O equipamento detecta pequenas diferenças de temperatura entre os animais e a vegetação, permitindo identificar indivíduos praticamente invisíveis em meio ao dossel da floresta. Ao longo de cinco dias de trabalho, foram realizados 19 voos experimentais sobre a mata. Além de registrar diferentes espécies, a equipe conseguiu localizar e filmar um indivíduo de crejoá — resultado considerado bastante promissor pelos pesquisadores para o desenvolvimento de uma nova metodologia de monitoramento. A expedição foi coordenada pela SAVE Brasil em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e contou ainda com apoio da RPPN Estação Veracel. 3) O crejoá ocorre exclusivamente na Mata Atlântica e está classificado como Criticamente em Perigo de Extinção em nível global. A espécie sofreu um forte declínio nas últimas décadas, principalmente em razão da perda e fragmentação do habitat. Além das ameaças ambientais, existe outra dificuldade: localizar a ave. Ao contrário de muitas espécies florestais, o crejoá passa a maior parte do tempo nas copas mais altas das árvores, movimenta-se silenciosamente e não possui cantos intensos que facilitem sua identificação durante levantamentos em campo. Essas características tornam os métodos tradicionais de monitoramento muito mais complexos. Segundo estimativas utilizadas nas avaliações das listas vermelhas nacional e internacional, a população da espécie pode estar entre 50 e 249 indivíduos maduros. A SAVE Brasil ressalta, porém, que esse número representa uma estimativa baseada nas avaliações de risco e não resulta de uma contagem populacional direta — justamente uma das lacunas que a nova metodologia poderá ajudar a preencher.

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