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3 de jul. de 2026
AVE RARA DA MATA ATLÂNTICA COM ESPERANÇAS DE RESGATE COM AUXÍLIO DE DRONES
REPRODUZIDO DE:
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/06/30/drone-termico-ajuda-cientistas-a-localizar-uma-das-aves-mais-raras-da-mata-atlantica.ghtml
DESTAQUES:
1) Encontrar uma ave que vive escondida no alto das árvores, se desloca discretamente entre as copas e quase não emite vocalizações sempre foi um dos maiores desafios para quem estuda a fauna da Mata Atlântica. Agora, pesquisadores brasileiros testaram uma tecnologia que pode mudar esse cenário.
Uma expedição realizada na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, no sul da Bahia, utilizou um drone equipado com câmera térmica para localizar o crejoá (Cotinga maculata), uma das aves mais raras e ameaçadas do país.
2) O equipamento detecta pequenas diferenças de temperatura entre os animais e a vegetação, permitindo identificar indivíduos praticamente invisíveis em meio ao dossel da floresta.
Ao longo de cinco dias de trabalho, foram realizados 19 voos experimentais sobre a mata. Além de registrar diferentes espécies, a equipe conseguiu localizar e filmar um indivíduo de crejoá — resultado considerado bastante promissor pelos pesquisadores para o desenvolvimento de uma nova metodologia de monitoramento.
A expedição foi coordenada pela SAVE Brasil em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e contou ainda com apoio da RPPN Estação Veracel.
3) O crejoá ocorre exclusivamente na Mata Atlântica e está classificado como Criticamente em Perigo de Extinção em nível global. A espécie sofreu um forte declínio nas últimas décadas, principalmente em razão da perda e fragmentação do habitat.
Além das ameaças ambientais, existe outra dificuldade: localizar a ave.
Ao contrário de muitas espécies florestais, o crejoá passa a maior parte do tempo nas copas mais altas das árvores, movimenta-se silenciosamente e não possui cantos intensos que facilitem sua identificação durante levantamentos em campo. Essas características tornam os métodos tradicionais de monitoramento muito mais complexos.
Segundo estimativas utilizadas nas avaliações das listas vermelhas nacional e internacional, a população da espécie pode estar entre 50 e 249 indivíduos maduros.
A SAVE Brasil ressalta, porém, que esse número representa uma estimativa baseada nas avaliações de risco e não resulta de uma contagem populacional direta — justamente uma das lacunas que a nova metodologia poderá ajudar a preencher.
2 de jul. de 2026
PRIMATA EM RISCO DE EXTINÇÃO SALVO NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, SUDESTE DO BRASIL...
...ASSIM TODOS ESPERAM!
DESTAQUES:
1) Segundo o supervisor do programa, Victor Vale, o animal aparentava ser uma fêmea grávida, o que torna o registro ainda mais relevante para a conservação da espécie.
O muriqui-do-norte está classificado como "Criticamente em Perigo (CR)" pela The International Union for Conservation of Nature (IUCN), ategoria que indica risco extremamente elevado de extinção na natureza.
A bióloga Andressa Hartuiq, que participou da expedição, afirmou que o encontro foi surpreendente, principalmente por ter ocorrido em um fragmento florestal de pequenas dimensões.
2) "Me chamou a atenção perceber que um animal daquelas dimensões consegue viver em um fragmento florestal e encontrar recursos. Isso é uma prova da beleza da adaptação evolutiva", avaliou.
1 de jul. de 2026
“CUICA” Gracilinanus microtarsus. PEQUENO JARDINEIRO DA MATA ATLÂNTICA
REPRODUZIDO DE:
https://www.agenciasp.sp.gov.br/estudo-unesp-paisagens-pequenos-mamiferos/
DESTAQUES:
1) Pequenos jardineiros da Mata Atlântica.
As espécies observadas no estudo têm, em média, 100 gramas, e as maiores não ultrapassam os dois quilos. Isso é, são animais extremamente dependentes dos recursos que estão no seu entorno, uma vez que eles não têm a capacidade de uma ave de voar para outras áreas ou se deslocar longas distâncias como mamíferos de grande porte. “Esses roedores que nós capturamos são na sua maioria terrestres ou escansoriais, vivem entre o solo e os dossel de árvores. Eles dependem da estrutura de uma camada intermediária, da serrapilheira, onde comem insetos e se camuflam para proteção. Se a paisagem muda muito, isso afeta imediatamente essas espécies”, explica.
2) Além de serem indicadores da qualidade dos habitats e da integridade das paisagens ecológicas, os pequenos roedores desempenham uma função importante na cadeia trófica ao servirem de alimento para diferentes espécies de carnívoros e, ao mesmo tempo, possuírem frutos e sementes entre os principais elementos da sua dieta. Segundo a pesquisadora, essa atividade de predação das sementes é essencial para o recrutamento de algumas plantas, mantendo o equilíbrio da floresta ao impedir o domínio de certas espécies.
3) "É claro que o ideal é que as espécies tivessem à disposição toda a área que eles necessitam para sobreviver, mas não podemos ser ingênuos. O ser humano também precisa produzir alimentos e vai usar essas áreas”, argumenta Dias. “Esse trabalho busca colaborar para que a gente (=nós) consiga (consigamos) encontrar formas de equilibrar a necessidade de produção humana com a persistência das espécies, que também nos prestam serviços ecossistêmicos”, diz.
30 de jun. de 2026
PRIMATAS ALBINOS: LEUCISMO AUMENTANDO NA MATA ATLÂNTICA (??)
REPRODUZIDO DE:https://www.gov.br/inma/pt-br/pesquisadores-identificam-aumento-nos-registros-de-primatas-sul-americanos-com-ausencia-total-ou-parcial-de-pigmentacao-no-corpo
LEUCISMO EM PRIMATAS
Pesquisadores identificam aumento nos registros de primatas sul-americanos com ausência total ou parcial de pigmentação no corpo.
Um estudo divulgado neste mês pela revista internacional Studies on Neotropical Fauna and Environment revela crescimento no número de registros de primatas com leucismo nas florestas sul-americanas.
DESTAQUES:
1) "O leucismo é uma característica genética hereditária que é caracterizada pela ausência total ou parcial de pigmentação corporal, uma condição raramente observada em mamíferos. Como resultado, os indivíduos apresentam coloração total ou parcialmente branca, pálida ou amarelada. Essa característica é controlada por genes recessivos de baixa frequência na natureza e pode indicar endogamia em populações pequenas ou isoladas”, explica o pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica, Lucas Gonçalves, coordenador do estudo.
2) Ao todo, o estudo identificou 23 indivíduos de oito espécies distintas de primatas com casos de leucismo entre os anos de 2008 e 2024. Desses, 12 registros são inéditos para a ciência. Entre os registros inéditos, destaca-se um sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicillata), espécie introduzida na Mata Atlântica, observado em Petrópolis (RJ), e vivendo em um grupo composto por outros indivíduos de coloração normal. Outro indivíduo da mesma espécie, encontrado em Minas Gerais, foi fotografado carregando filhotes, indicando sucesso reprodutivo apesar da alteração de coloração. Outro caso inédito é de um macaco-aranha (Ateles hybridus) da Amazônia.
3) O estudo - desenvolvido em colaboração com pesquisadores de várias instituições do Brasil e parcerias internacionais com instituições da Colômbia e Estados Unidos - destaca que os fatores ambientais associados à essas alterações ainda são pouco compreendidos. A fragmentação de habitats, a poluição ambiental, a alimentação dos animais e os eventos de hibridação entre espécies são algumas hipóteses. Mais da metade dos indivíduos com leucismo foi encontrada em ambientes urbanos ou periurbanos, o que pode sugerir possíveis relações entre a frequência dessa condição genética nas populações de áreas com maior influência humana.
28 de jun. de 2026
CUPINS: OS BONS INSETOS DA BIOGEOCICLAGEM NOS TRÓPICOS
REPRODUZIDO DE:
https://jornal.usp.br/ciencias/como-cupins-que-comem-terra-viraram-os-decompositores-nao-microbianos-mais-importantes-dos-tropicos/
Como cupins que “comem terra” viraram os decompositores não-microbianos mais importantes dos trópicos.
DESTAQUES:
1) Por consumirem matéria vegetal em vários estágios de decomposição no solo, representam os principais decompositores não microbianos nos trópicos e são a linhagem mais antiga de insetos sociais. Hoje, os cupins que se alimentam de solo representam mais da metade de todas as espécies de cupins. Aqueles considerados pragas são uma pequena fração dos demais cupins que se alimentam de madeira.
2) Tiago Carrijo, autor do estudo e docente da Universidade Federal do ABC (UFABC), explica que a mudança da dieta de madeira para solo provavelmente ocorreu de forma gradual. “Algumas populações passaram a explorar materiais cada vez mais decompostos até que determinadas linhagens se especializaram nesse novo recurso”, conta. Segundo Carrijo, a alimentação baseada em terra parece ter algumas vantagens. “O solo oferece uma enorme quantidade de recursos e relativamente pouca competição. Quando algumas linhagens conseguiram explorar esse ambiente, abriram-se novas oportunidades evolutivas que favoreceram a diversificação”.
Foto: Tiago Carrijo/Arquivo pessoal
OBSERVAÇÃO (foto acima):
MURUNDUM (ou MURUNDU)
Monte de terra, comum em certos campos, com altura que pode alcançar os 3 m, contendo um ou mais termiteiros.
25 de jun. de 2026
NA AGRICULTURA NÃO DEVERIA EXISTIR PERDAS! EXEMPLO NA CHINA
"NA NATUREZA NADA SE OERDE. NADA SE CRIA. TUDO SE TRANSFORMA"
Lei da Conservação da Massa, formulada pelo químico francês Antoine Lavoisier.
OBSERVAÇÕES:
1) O primeiro destaque é economia de água.
2) Segue-se a utilização dos resíduos gerados pós-colheita do produto principal.Conhecidos como "restolhos".
3) Utilização de processos microbiológicos para aproveitamento dos elementos mineralógicos (nitrogênio, fósforo e outros) disponíveis naturalmente ou manipulados biotecnologicamente.
4) Aproveitamento de componentes dos produtos cultivados e que eram descartados como desprezíves; como é mostrado a seguir...
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/alem-do-ouro-e-das-terras-raras-a-china-tem-um-trunfo-na-manga-para-impulsionar-sua-economia-cascas-de-laranja-velhas/
DESTAQUES:
1) Quando se fala em riqueza na China, logo se pensa em ouro, terras raras e outros recursos naturais valiosos. Mas o que poucos sabem é que o país encontrou um verdadeiro “ouro” em algo improvável: cascas de laranja envelhecidas, conhecidas como chenpi. Essa tradição milenar, originária de Xinhui, transformou-se em uma indústria bilionária, impactando a economia local de forma surpreendente.
2) O distrito de Xinhui, na cidade de Jiangmen, província de Guangdong na China, tornou-se o epicentro da produção desse produto peculiar. Hoje, as cascas de laranja podem ser vendidas por preços astronômicos, chegando a US$ 9.650 por apenas 500 gramas. A indústria movimentou aproximadamente US$ 3,2 bilhões em 2023, representando um quarto do PIB de Jiangmen e gerando milhares de empregos. O que antes era um simples resíduo, agora é um dos elementos mais cobiçados da medicina tradicional chinesa e da gastronomia de luxo.
3) O segredo do sucesso na China
O chenpi não é apenas uma moda passageira. Sua origem remonta à Dinastia Song (1127-1279), quando suas propriedades medicinais começaram a ser documentadas. Rico em antioxidantes e flavonoides, esse ingrediente fortalece o baço, melhora a digestão e beneficia o sistema respiratório. Além disso, estudos indicam que pode estabilizar a pressão arterial e ajudar na prevenção da obesidade.
O diferencial do chenpi produzido em Xinhui, na China, está nas condições naturais da região. A confluência dos rios Xijiang e Tanjiang cria um solo único, enriquecendo as cascas com nutrientes que não são encontrados em outras localidades. Para garantir sua qualidade, as cascas precisam passar por um rigoroso processo de secagem ao sol durante pelo menos três anos, sendo cuidadosamente armazenadas ao longo do tempo.
4) O impacto econômico e o crescimento da indústria
O crescimento da indústria do chenpi em Xinhui é impressionante. Em 2023, a comercialização das cascas de laranja movimentou cerca de 23 bilhões de yuans (US$ 3,2 bilhões), representando um quarto do PIB de Jiangmen. O setor não apenas aqueceu a economia local, mas também gerou milhares de empregos e oportunidades de negócio para empreendedores.
5) Um dos grandes responsáveis por essa ascensão foi Zhou Zhiwei, um empresário que deixou Hong Kong na década de 1990 para investir na produção de chenpi em sua cidade natal. Hoje, ele ocupa um cargo de destaque na Associação Industrial Xinhui Chenpi e movimenta anualmente mais de 163 toneladas desse ingrediente, consolidando Xinhui como a maior produtora mundial.
24 de jun. de 2026
MAIOR REGIÃO PANTANOSA DO MUNDO EM CRISE!
MapBiomas reforça colapso hídrico no Pantanal, com pior cenário em 40 anos.
REPRODUZIDO DE:
https://share.google/ka3cs4CHrg7d5u6fw
23 de jun. de 2026
MAIS UM HABITANTE SEVAGEM ESQUIVO DA AMAZÔNIA REVELADO
REPRODUZIDO DE:
https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/pesquisa-cachorro-fantasma-amazonia.phtml
DESTAQUES:
1) O cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas (Atelocynus microtis), popularmente apelidado de cachorro fantasma devido ao seu comportamento esquivo, teve sua ecologia detalhada em um levantamento científico sem precedentes.
Após 23 anos de monitoramento contínuo na Amazônia, pesquisadores consolidaram um acervo de 4.635 imagens capturadas por armadilhas fotográficas escondidas na selva. O estudo, que representa a maior coleção de registros já reunida para a espécie, revela hábitos diurnos e a dependência absoluta de matas virgens para a sobrevivência deste que é um dos canídeos mais raros do planeta.
2) Registros de décadas.
Conforme o estudo publicado na revista científica Neotropical Biology and Conservation, a análise foi liderada pelo biólogo Robert Wallace, da Wildlife Conservation Society. Entre os anos de 2001 e 2024, a equipe realizou 34 levantamentos intensivos que resultaram em 594 aparições independentes do animal em áreas remotas da Bolívia e do Peru.
Robert Wallace explica que o uso de tecnologia remota foi essencial para coletar dados substanciais sobre uma espécie que até então era cercada por mitos e avistamentos esporádicos, permitindo mapear sua distribuição com precisão inédita.
3) Adaptações na selva.
As fotografias confirmam características físicas singulares, como as patas parcialmente palmadas, uma adaptação única entre canídeos amazônicos que facilita o deslocamento em áreas úmidas e margens de rios. Outra revelação importante diz respeito ao padrão de atividade, pois os dados mostram que o animal é predominantemente diurno, com 72% dos registros ocorrendo durante o dia.
22 de jun. de 2026
MAIS OBSERVADORES...MAIOR É O REGISTRO DA BIODIVERSIDADE
REPRODUZIDO DE:
https://jornal.usp.br/atualidades/mais-observadores-participacao-da-populacao-aumenta-registros-da-biodiversidade-no-brasil/
DESTAQUE:
Luís Fábio Silveira, diretor do Museu de Zoologia da USP, explica que esse registro do IBGE dos dados coletados pela população traz diversos benefícios à preservação da natureza. “Há mais pessoas interessadas na observação da natureza, isso é um fato. Essas pessoas que são, muitas vezes, não especialistas, mas que têm um bom conhecimento sobre a identificação das espécies e têm a própria observação da vida silvestre como um hobby ou hábito, acabam respondendo por uma parcela significativa, porque são pessoas que durante o seu tempo livre estão registrando as espécies. O registro que o IBGE faz retrata bem este momento que a gente está vivendo, onde a gente tem uma série de pessoas bastante interessadas na observação da vida silvestre, o que é muito importante e é muito benéfico para a conservação.”
20 de jun. de 2026
IA-INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DE GRANDE UTILIDADE PARA A PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE MUNDIAL
REPRODUZIDO DE:
https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/tecnologia-promete-combater-extincao-de-plantas-e-proteger-biodiversidade-do-planeta-17062026/
Por meio de inteligência artificial e da digitalização em massa, os pesquisadores conseguem acessar um banco global com cerca de 145 milhões de registros históricos de maneira remota — o próprio Jardim Botânico britânico já digitalizou mais de 7 milhões de espécimes.
DESTAQUE:
A pesquisa envolveu mais de 400 cientistas oriundos de 40 países. Entre as descobertas da IA está a mudança nos períodos de floração das plantas devido às alterações climáticas. A variação pode impactar interações ecológicas entre plantas e polinizadores, como abelhas.
19 de jun. de 2026
MERCÚRIO EM PENA DE URUBU NA AMAZÔNIA
REPRODUZIDO DE:
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/06/18/mercurio-e-encontrado-em-penas-de-urubu-de-cabeca-vermelha-na-amazonia.ghtml
DESTAQUES:
1) Um dos contaminantes mais preocupantes para a saúde ambiental e humana, o mercúrio foi detectado em todas as amostras de penas de urubus-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura) analisadas por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal do Pará (UFPA) e de outras instituições associadas.
2) O estudo avaliou 38 aves capturadas na região do Aeroporto Internacional de Belém (PA). O manejo e a captura da fauna no local ocorrem originalmente com o objetivo de translocar os animais para evitar colisões com aeronaves. As análises revelaram que 100% dos indivíduos apresentaram diferentes níveis de contaminação pelo metal.
Embora ainda não seja possível determinar exatamente onde ocorreu a exposição, o fato de todos os indivíduos apresentarem mercúrio indica que a contaminação está amplamente distribuída no ambiente.
3) "Por estarmos em uma área com intensa pressão humana, fez sentido realizarmos essa investigação, mas a princípio não sabíamos se iríamos ou o quanto iríamos encontrar desse contaminante", diz o médico veterinário Nailson de Andrade Neri Júnior, um dos responsáveis pela pesquisa.
4) Por serem aves necrófagas — que se alimentam de animais mortos —, os urubus-de-cabeça-vermelha ocupam uma posição estratégica para esse tipo de monitoramento. Eles consomem organismos de diferentes ambientes e acumulam contaminantes presentes na cadeia alimentar por meio de um fenômeno natural chamado bioacumulação.
5) Nas aves, os impactos são diversos. Segundo o médico-veterinário, a exposição ao metal está associada à redução do sucesso reprodutivo, alterações neurológicas, comprometimento do sistema imunológico, danos hepáticos e problemas na gestação.
18 de jun. de 2026
17 de jun. de 2026
NOSSAS ABELHAS E AS AMEAÇAS A SUA EXISTÊNCIA
REPRODUZIDO DE:
https://jornal.usp.br/ciencias/consequencias-de-pesticidas-sao-mais-dramaticas-para-as-abelhas-tropicais/
DESTAQUES:
1) A polinização é um processo fundamental para a reprodução das plantas, influenciando diretamente no equilíbrio ambiental e na produção agrícola. Mesmo assim, o Brasil ainda tem pouco conhecimento do efeito de agrotóxicos sobre seus principais agentes polinizadores – organismos responsáveis por levar o grão de pólen até o local onde está o gameta feminino, o que resulta na formação de frutos e sementes. É o caso de espécies nativas de abelhas sem ferrão que, segundo recente publicação na revista Science of The Total Environment, sofrem mais que as abelhas europeias quando expostas a pesticidas.
2) A informação vem de estudo inédito no Brasil em que foram testadas as habilidades inatas desses polinizadores para encontrar alimentos. Responsável pela pesquisa, o cientista João Marcelo Robazzi Bignelli Valente Aguiar, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, avaliou o comportamento de abelhas sem ferrão e de africanizadas, após exposição ao imidacloprido, o agrotóxico mais utilizado no mundo. Como resultado, verificou-se que o produto prejudica a capacidade de aprendizagem e memória das duas espécies, mas com consequências “mais dramáticas para as sem ferrão”.
3) Para o estudo, Aguiar escolheu a Melipona quadrifasciata, mais comum em regiões da Mata Atlântica. Além da importância para os ecossistemas em que está presente, a Melipona é responsável pela polinização de várias culturas, como a do café. Com fins de comparação, o pesquisador testou também os efeitos do imidacloprido sobre a abelha africanizada Apis mellifera, híbrida de europeias com africanas, muito importante para toda a produção agrícola nacional. As africanizadas foram a escolha de base para comparação também por pertencerem à mesma espécie das abelhas europeias, para as quais existem vários estudos mostrando os efeitos deste agrotóxico.
4) Quanto maior a dosagem, maiores são os danos cognitivos.
Imidacloprido tem uso indiscriminado no Brasil.
O desaparecimento de abelhas virou preocupação global há alguns anos e tem como potencial vilão os agrotóxicos. O imidacloprido pertence a um grupo de pesticidas chamado neonicotinoides, que, segundo João Marcelo Aguiar, são considerados muito agressivos e já estão praticamente banidos dos países europeus de clima temperado. E são agressivos “não só com as pragas que querem eliminar, mas com os insetos em geral: as abelhas e borboletas que ocorrem naturalmente na área”.
15 de jun. de 2026
AGRICULTURA EM LARGA ESCALA SEM RESPONSABILIDADE NA PRESERVAÇÃO DAS ABELHAS?!
REPRODUZIDO DE:
https://www.theguardian.com/commentisfree/2026/jun/10/agriculture-bees-environment
A agricultura em larga escala está matando nossas abelhas. Todos nós pagaremos o preço.
DESTAQUES:
1) No inverno passado, os apicultores comerciais perderam mais de 60% de suas colônias – as piores perdas já registradas. Tendemos a atribuir as perdas de abelhas a ameaças isoladas: pragas, pesticidas, perda de habitat ou condições climáticas extremas. Mas temos encarado as perdas de abelhas de forma equivocada.
2) As abelhas melíferas criadas em cativeiro são, na prática, trabalhadoras autônomas, as menores trabalhadoras contratadas na agricultura. Elas contribuem com mais de US$ 15 bilhões para o sistema alimentar dos EUA e, juntamente com as abelhas nativas e outros polinizadores, ajudam a polinizar mais de 130 tipos de frutas, nozes e vegetais nos EUA. Para realizar esse feito a cada ano, as abelhas são transportadas de caminhão pelo país de uma plantação para outra, alimentadas constantemente com suplementos, criadas para produtividade, expostas a pesticidas e forçadas a polinizar seguindo um cronograma. Esse tipo de manejo é exaustivo para os apicultores e, enquanto celebramos a Semana Nacional dos Polinizadores, está levando as abelhas à beira da extinção.
OBSERVAÇÃO: esse é um exemplo relatado nos Estados Unidos. Certamente válido para várias outras regiões do mundo.
MANGUEZAIS EM RECUPERAÇÃO
REPRODUZIDO DE:
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2020g92xk4o
DESTAQUES:
1) Os manguezais presentes nas zonas litorâneas do planeta protegem milhões de pessoas contra tempestades e absorvem imensos volumes de gases do efeito estufa. E, agora, eles estão revertendo seu declínio de forma inesperada, segundo os cientistas.
As árvores dos mangues vinham sofrendo rápido declínio há décadas. Elas foram cortadas para a construção de casas e a instalação de fazendas de criação de peixes.
Mas um novo estudo demonstra que, desde 2010, o crescimento dos mangues pelo mundo vem superando as perdas anuais. Isso se deve ao fortalecimento das proteções legais em diversos países e ao aumento da consciência das pessoas sobre a sua importância, especialmente após desastres como o tsunami de 2004 no Oceano Índico.
2) Mas o principal fator, segundo os pesquisadores, é a notável capacidade natural de regeneração desses ambientes, quando os seres humanos deixam de destruí-los.
3) Eles armazenam até cinco vezes mais dióxido de carbono por área que as florestas terrestres. E suas raízes emaranhadas também podem reduzir a velocidade das ondas e proteger comunidades litorâneas contra marés de tempestade e tsunamis.
As mesmas raízes oferecem um berçário perfeito para muitas espécies de peixes e outros animais marinhos, protegendo-os contra os predadores e fornecendo enormes quantidades de alimento.
Mas todos estes benefícios ficaram seriamente ameaçados no século passado. O aumento da criação de peixes, da agricultura e a expansão das cidades litorâneas levaram muitos manguezais a serem derrubados e rapidamente removidos.
14 de jun. de 2026
INDICADOR DE POLUIÇÃO POR "CARBONO NEGRO" EM MICROCRUSTÁCEO
REPRODUZIDO DE:
http://www.saocarlosagora.com.br/noticia/amp/195996/pesquisadores-brasileiros-e-franceses-desenvolvem-tecnica-inedita-para/
DESTAQUES:
1) Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), entre eles cientistas do IFSC/USP, e de instituições francesas revelou, pela primeira vez, como partículas de carbono negro — um dos principais poluentes gerados pela queima incompleta de combustíveis fósseis — são ingeridas e transformadas dentro de organismos marinhos microscópicos.
2) Publicado na revista científica Environmental Science & Technology, o trabalho utilizou uma avançada técnica de microscopia de dois fótons para acompanhar, em tempo real e sem o uso de marcadores químicos, o comportamento do chamado “black carbon” em copépodes do gênero Acartia, pequenos crustáceos que compõem grande parte do zooplâncton oceânico.
O carbono negro é considerado um importante agente de aquecimento climático e um contaminante amplamente presente nos oceanos. Apesar disso, pouco se sabia sobre a forma como ele interage biologicamente com organismos marinhos.
3) A pesquisa mostrou que os copépodes ingerem partículas provenientes da fuligem de motores a diesel e que essas partículas sofrem alterações estruturais ao longo do trato digestivo. Segundo os cientistas, o ambiente intestinal dos animais modifica o arranjo molecular do material poluente, transformando agregados sólidos em estruturas mais dispersas e potencialmente mais reativas.
13 de jun. de 2026
12 de jun. de 2026
PEQUENOS FRAGMENTOS FLORESTAIS PODEM SER ÚTEIS À CONSERVAÇÃO (?!)
OBSERVAÇÃO PRELIMINAR (EFEITO DE BORDA E O FORMATO DE FRAGMENTO FLORESTAL):
Fragmento florestal (tamanho adequado). O efeito de borda é objeto de estudo importante sobre fragmentos florestais ou relitos. Há evidências experimentais de que os efeitos de borda estendem-se até cerca de 100 m no interior da reserva, a partir da borda. Há diferenças de umidade relativa do ar de 5% (de manhã) a 20% (ao meio-dia) entre as bordas e no interior da ilha a 100 m da borda. A temperatura do ar (na sombra) difere de até 4,5°C entre a borda e o interior a 100 m da borda. Estas reações indicam que reservas naturais pequenas estarão mais sujeitas aos efeitos de borda de maneira comprometedora à sua preservação.
A forma do fragmento é relevante quando se considera o efeito de borda. Nas figuras que se seguem, observam-se as diferenças entre os fragmentos florestais com as formas quadrada, retangular e circular.
REPRODUZIDO DE:
https://theconversation.com/pequenos-fragmentos-florestais-podem-conservar-mais-aves-quando-o-entorno-e-favoravel-283861
DESTAQUES:
1) "Áreas maiores possuem mais espécies”. Essa é uma das leis mais inquestionáveis da ecologia, que justifica por que grandes áreas naturais costumam receber maior prioridade em estratégias de conservação. Em paisagens fragmentadas, essa lógica também levou os pequenos fragmentos florestais a serem vistos como ambientes de menor valor para a biodiversidade.
Mas seria possível aumentar o número de espécies em um fragmento florestal sem aumentar o seu tamanho?
Nosso estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que sim. Quando o entorno é favorável, pequenos fragmentos florestais podem abrigar muito mais espécies de aves do que seria esperado com base apenas no seu tamanho.
2) Paisagens florestais fragmentadas
As paisagens florestais modificadas por atividades humanas são formadas por fragmentos florestais de diferentes tamanhos cercados por outros tipos de ambientes, coletivamente chamados de matriz. Essa matriz pode ser terrestre, como pastagens para gado, lavouras e áreas urbanas, ou aquática, como os reservatórios de usinas hidrelétricas.
Além da matriz, o entorno dos fragmentos também pode incluir vegetação arbórea, como árvores espalhadas, mata ciliar e outros fragmentos próximos. Juntos, a matriz e a vegetação arbórea formam o entorno dos fragmentos florestais.
3) A contribuição do entorno
Para entender o papel do entorno, reunimos dados de quase 2 mil espécies de aves registradas em mais de mil remanescentes florestais tropicais e subtropicais, distribuídos por 50 paisagens em 17 países nas Américas, África e Ásia. O estudo comparou fragmentos florestais cercados por matrizes terrestres modificadas pela pecuária, agricultura e urbanização com ilhas florestais formadas por reservatórios de hidrelétricas.
10 de jun. de 2026
AQUECIMENTO GLOBAL: POLVOS COMO INDICADORES?!
REPRODUZIDO DE:
https://umsoplaneta.globo.com/clima/noticia/2026/06/08/explosao-populacional-de-polvos-no-reino-unido-transforma-ecossistemas-e-pode-estar-associada-ao-aquecimento-dos-mares.ghtml
DESTAQUES:
1) Uma explosão populacional de polvos registrada inicialmente no sudoeste da Inglaterra se espalhou por diferentes regiões do Reino Unido e já está provocando mudanças na pesca e nos ecossistemas marinhos. É o que conta uma reportagem publicada no site inglês The Guardian. Segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Marine Biological Association (Associação de Biologia Marinha), o fenômeno pode estar relacionado ao aumento da temperatura das águas e a alterações mais amplas no ambiente marinho.
2) Os primeiros registros do aumento expressivo da população ocorreram em 2025, na costa sul dos condados de Devon e Cornualha. Agora, observações científicas e relatos de mergulhadores e praticantes de snorkel indicam que os animais avançaram também para o norte dessas regiões, além de serem avistados no País de Gales, Dorset, East Sussex e até na Escócia.
O estudo analisou levantamentos científicos, monitoramento subaquático e contribuições de cidadãos que ajudam a registrar a presença dos animais no litoral britânico.
7 de jun. de 2026
ALIMENTAÇÃO PERIGOSA! ANTIBIÓTICOS EM USO PARA AUMENTAR PRODUÇÃO DE CARNE
Há anos que a prática para engordar e não somente "prevenir" doenças no gado bovino principalmente, vem sendo utilizada no Brasil e agora a União Europeia faz restrições à importação de carne brasileira! E nós aqui, consumidores brasileiros, devemos acreditar que está havendo substituição de antibióticos por probióticos para engordar o gado?!
INFORMAÇÕES GERAIS (GEMINI-GOOGLE):
https://g.co/gemini/share/3e5b1b0c8869
DESTAQUES:
1) Pressão Externa: O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo. Mercados exigentes, como a União Europeia, impõem restrições severas a resíduos de medicamentos e carne produzida com promotores de crescimento.
2) A grande preocupação por trás dessas restrições não é apenas a presença de resíduos do medicamento na carne que chega ao prato, mas sim o risco global da resistência bacteriana (superbactérias).
3) A tendência clara da pecuária moderna é a substituição desses produtos por aditivos biológicos, probióticos e melhorias de manejo e bem-estar animal, focando em produtividade sustentável.
4) Probióticos: São microrganismos vivos (bactérias benéficas e leveduras, como as do gênero Saccharomyces) adicionados à ração. Eles colonizam o trato digestivo do gado, competindo por espaço e alimento com as bactérias causadoras de doenças (como a Salmonella e a E. coli).
5) Prebióticos: Não são vivos, mas sim fibras e carboidratos complexos (como os Mananoligossacarídeos - MOS) que servem de "alimento exclusivo" para as bactérias boas que já moram no intestino do animal. Eles ajudam a multiplicar a microbiota saudável.
6 de jun. de 2026
"EL NIÑO" APRONTANDO SURPRESA (?)
REPRODUZIDO DE:
https://www.bbc.com/portuguese/resources/idt-54f4e985-a7fb-48b2-8246-f3be0d699402
A ONU alertou que um novo evento do padrão climático natural El Niño poderá começar em questão de semanas, aumentando as temperaturas em um planeta que já está sob pressão, devido às mudanças climáticas.
O El Niño se forma quando uma mudança dos padrões do vento permite que águas mais quentes se espalhem pela região tropical do oceano Pacífico.
O evento El Niño já estava previsto, mas muitos cientistas acreditam que este poderá ser mais forte que o normal.
"Temos bastante certeza de que um grande evento está por vir", segundo o professor Adam Scaife, chefe de previsões de médio e longo prazo do Serviço Nacional de Meteorologia do Reino Unido. "Pode até ser um evento recorde."
5 de jun. de 2026
5 DE JUNHO: DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
RESUMO SOBRE ESTA DATA:
https://g.co/gemini/share/de06265d0376
TEMAS EM EVIDÊNCIA (VARIANDO ENTRE OS PAÍSES, DESENVOLVIDOS E EM DESENVOLVIMENTO):
Aquecimento global e mudanças climáticas
Escassez de água
Saneamento insuficiente
Fome
Desmatamento
Poluição ambiental
Agrotóxicos
Conhecido como a "Terra do Fogo", destaca-se por sua rica reserva de petróleo e gás natural.
4 de jun. de 2026
...E DESCOBERTAS DE NOVAS ESPÉCIES CONTINUA...
...AGORA UMA ARANHA NA ÁFRICA!
REPRODUZIDO DE:
https://conexaoplaneta.com.br/blog/aranha-fluorescente-esta-entre-dezenas-de-novas-especies-descobertas-em-hotspot-de-biodiversidade-da-africa/
DESTAQUES:
1) Um grilo-predador-encouraçado, uma lagarta-cobre e uma incrível aranha-caranguejo-coroada fluorescente são algumas das novas espécies encontradas durante uma expedição científica ao Planalto de Lisima, em Angola, região que abriga nascentes de quatro dos maiores sistemas fluviais da África: o Congo, o Okavango, o Zambeze e o Cuanza – e considerada um hotspot mundial de biodiversidade, até agora, pouquíssimo estudado.
Além das espécies acimas, foram descobertas ainda oito de libélulas, três de gafanhotos e aproximadamente 60 de mariposas e borboletas que eram desconhecidas para a ciência.
2) Embora seja tão importante em termos de conservação, durante décadas conflitos armados e minas terrestres fizeram com que pesquisadores se mantivessem distantes dessa área remota. Mas em fevereiro de 2026, um grupo de 16 especialistas angolanos e de outros países iniciaram um levantamento da fauna e flora da região – o Cassai Life Atlas, promovido pelo The Wilderness Project.
3) A espetacular biodiversidade de Lisima.
O foco principal do levantamento eram animais de pequeno porte, como insetos, répteis, anfíbios e mamíferos, como morcegos, além de plantas.
“O planalto arenoso de Lisima libera algumas das águas doces mais límpidas da África, o que se reflete nas libélulas e donzelinhas da região, com várias espécies altamente especializadas que não são encontradas em nenhum outro lugar”, revela Klaas-Douwe Dijkstra, especialista em libélulas e pesquisador do Centro de Biodiversidade Naturalis, da Holanda.
3 de jun. de 2026
MAIS UMA ESPÉCIE INVASORA NAS ÁGUAS FLÚVIO-MARINHAS TROPICAIS...
DESTAQUES:
1) Apresenta uma coloração acastanhada ou por vezes esverdeada na parte de cima da carapaça e branca por baixo e nas pinças. Na carapaça ostenta quatro saliências laterais. A largura da carapaça é ligeiramente maior do que o seu comprimento e as pernas são quase duas vezes a largura da carapaça, podendo atingir os 10 cm. Os juvenis são muito pequenos e não apresentam praticamente nenhuns pelos nas patas dianteiras.
2) Espécie invasora em território nacional. É nativa do leste asiático e tem causado um enorme impacto em diversos países onde foi introduzida, sendo por isso considerada invasora. Atualmente, a distribuição da espécie inclui o Mar do Norte, o Mar Báltico e, na Península Ibérica, nomeadamente nas bacias hidrográficas do Tejo e do Minho, em Portugal, e na bacia do rio Guadalquivir em Espanha. Apresenta um ciclo de vida catádromo, reproduz-se em águas salobras, mas passam a maior parte do seu ciclo de vida em ambiente dulciaquícola.
3) Alimenta-se de uma grande variedade de alimentos, é uma espécie oportunista com hábitos omnívoros. Geralmente, conforme a disponibilidade alimentar do habitat, a sua dieta poderá incorporar tanto plantas como animais.
2 de jun. de 2026
IMPOR LIMITES AO DESERTO DO SAARA: ANTES TARDE DO QUE NUNCA!!!
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/11-paises-africanos-correm-contra-o-avanco-do-saara-com-uma-muralha-verde-de-8-mil-km-bilhoes-de-dolares-em-apoio-internacional-e-a-missao-quase-impossivel-de-restaurar-100-milhoes-de-asaf04/
DESTAQUES:
1) Iniciativa africana de restauração ecológica reúne países do Sahel, recursos internacionais e técnicas adaptadas ao clima seco em uma tentativa de recuperar terras degradadas e reduzir impactos da desertificação sobre comunidades rurais.
A Grande Muralha Verde é uma iniciativa de restauração ambiental em andamento na faixa do Sahel, região semiárida situada ao sul do deserto do Saara.
2) SAHEL. Visão geral criada por IA. O Sahel é uma vasta faixa semiárida de aproximadamente (5.400km) que se estende de leste a oeste na África, servindo como uma zona de transição ecológica entre o deserto do Saara, ao norte, e as savanas da África subsaariana, ao sul. Atualmente, a região é considerada um dos epicentros mundiais de crises geopolíticas e humanitárias.
3) Criado pela União Africana em 2007, o projeto busca recuperar áreas degradadas, fortalecer comunidades rurais e reduzir os efeitos da desertificação em uma zona que se estende do Senegal, no Atlântico, até Djibuti, no Chifre da África.
Embora tenha ficado conhecida pela imagem de uma barreira de árvores, a iniciativa passou a reunir ações mais amplas de recuperação do solo, manejo da água, agricultura sustentável e geração de renda.
4) A estrutura oficial da Agência Pan-Africana da Grande Muralha Verde reúne 11 países: Burkina Faso, Chade, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal e Sudão.
5) Hoje, segundo organismos ligados à ONU, a Grande Muralha Verde funciona como um conjunto de paisagens restauradas, adaptadas às condições de cada território e às necessidades das comunidades locais.
Na prática, as ações combinam árvores nativas, arbustos resistentes à seca, áreas de pastagem, sistemas agroflorestais, recuperação de nascentes e técnicas de retenção de água no solo.
31 de mai. de 2026
HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA: SE BEM PLANEJADAS OS BENEFÍCIOS SERIAM AMPLOS!!!
REPRODUZIDO DE:
https://share.google/t4tGX0SBnTfo34ZVu
DESTAQUES:
1) No centro-leste do Amapá, onde funcionam as usinas hidrelétricas Coaracy Nunes, Ferreira Gomes e Cachoeira Caldeirão, a transformação do Rio Araguari se espalha ao longo da bacia e alcança propriedades rurais, sítios, áreas de uso tradicional e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) atingidas pela expansão dos reservatórios e pelas mudanças no comportamento do rio. Mais do que alterar a paisagem, as barragens modificaram a própria dinâmica das águas: o Araguari deixou de responder apenas aos ciclos naturais e passou a ser condicionado pela operação das usinas e pelo controle artificial das vazões.
2) Entre os efeitos dessa mudança está também a alteração de fenômenos naturais associados ao rio. A pororoca, que durante décadas avançou pelo Araguari,teve sua intensidade reduzida até praticamente desaparecer, em um processo que estudos relacionam às mudanças no fluxo e na dinâmica das águas após a implantação das barragens. Mais do que um fenômeno isolado, esse desaparecimento funciona como um indicador das transformações mais amplas em curso no rio.
3) Rosane Souza, pescadora e moradora da região, relata que a chegada das hidrelétricas significou uma ruptura profunda no território e na vida das famílias atingidas, uma mudança que, segundo ela, não foi gradual, mas abrupta, alterando de uma vez só o lugar, o trabalho e a forma de viver. “A empresa chegou e tirou tudo da gente. Nossa casa, nosso sítio, nosso barco. A gente perdeu tudo. Não teve indenização. Meus filhos ainda eram pequenos e tiveram que ir morar com parentes”, lamenta. Ela conta que o deslocamento forçado desorganizou a estrutura da família e impôs um período de instabilidade prolongada, marcado por perdas materiais e ausência de apoio institucional. “A gente ficou sem estrutura. Enfrentamos o inverno sem casa, com as crianças doentes. Não tinha apoio. A ajuda que prometeram nunca chegou”.
4) O impacto da alteração do Araguari não se limitou ao espelho d’água, estendendo-se também ao solo. Rosane explica que a mudança no microclima local inviabilizou até mesmo a agricultura de subsistência, que antes complementava a alimentação da comunidade. “A terra, devido ao calor, não permitia o cultivo de plantas da forma que necessitamos para gerar renda e sustentar a nossa família”, detalha. Sem peixe e sem colheita, o colapso financeiro atingiu diretamente a juventude ribeirinha. “Perdemos tudo, e as crianças sofreram muito com a falta de recursos. Elas não tinham como estudar em boas condições”, lamenta a pescadora.
29 de mai. de 2026
SALVAM VIDAS HUMANAS E OS EXTERMINAMOS...
Limulus polyphemus
https://www.instagram.com/reel/DY8CivDiIsA/?igsh=MWNjdzhtbnV0cThs
Áreas de sua ocorrência já deveriam estar isoladas pra sua proteção. Técnicas de extração poderiam ser utilizadas preservando sua sobrevivência. Esse é um dos nossos problemas: uso imediato, sem complacência. Sem ética!
Vejam acima o que disseram Albert Schweitzer e Albert Einstein!!!
28 de mai. de 2026
ARARINHA-AZUL: MAIS UMA NOTÍCIA ANIMADORA!
REPRODUZIDO DE:
https://conexaoplaneta.com.br/blog/operacao-do-icmbio-transfere-ararinhas-azuis-de-criadouro-em-curaca-para-centro-de-conservacao-em-petrolina/
DESTAQUES:
1) Uma operação coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na manhã desta quarta-feira (27/05), realizou a apreensão de 69 ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs do Criadouro Ararinha-azul, em Curaçá, na Bahia. O objetivo da ação, respaldada por ação judicial e que contou com a participação das Polícias Federal e Militar, e do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia, foi isolar as aves das demais contaminadas com o circovírus.
2) As ararinhas-azuis e as maracanãs foram levadas para o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UFSV), instituição especializada em manejo de fauna, localizada em Petrolina (PE). Lá elas passarão por um período de quarentena e por novos testes.
Segundo nota divulgada pelo ICMBio, “a medida foi adotada após a confirmação de casos de circovírus entre as ararinhas-azuis e o descumprimento de medidas de biossegurança no criadouro, parceiro da organização alemã Associação para a Conservação dos Papagaios Ameaçados (ACTP, na sigla em inglês).”
IMPORTANTE: no "link" acima disponibilizado são apresentados dados e informações sobre o vírus detectado nessas aves e as medidas tomadas para seu controle e salvaguarda da ararinha-azul.
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