Contribuindo para entendermos a Natureza, respeitá-la e continuarmos vivendo!
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4 de mai. de 2026
MAIS UMA AVE DA CAATINGA RESGATADA!
DESTAQUES:
1) A natureza brasileira acaba de registrar um capítulo histórico de superação e resiliência. Após mais de cem anos de silêncio na região, o periquito-cara-suja (Pyrrhura griseipectus), considerado uma das aves mais raras e ameaçadas do país, voltou a nascer em liberdade na Reserva Natural Serra das Almas, localizada na divisa entre o Ceará e o Piauí.
2) O registro, ocorrido em março de 2026, marca o sucesso de um ambicioso projeto de reintrodução que devolve à Caatinga uma de suas espécies símbolo.
https://www.terra.com.br/noticias/milagre-na-caatinga-ave-extinta-ha-um-seculo-volta-a-nascer-em-liberdade-no-nordeste,3f7f254fd9af50fd5075d7ef0c4c3d1eqxqj5npe.html?utm_source=clipboard
ACESSO:
https://www.terra.com.br/noticias/milagre-na-caatinga-ave-extinta-ha-um-seculo-volta-a-nascer-em-liberdade-no-nordeste,3f7f254fd9af50fd5075d7ef0c4c3d1eqxqj5npe.html?utm_source=clipboard
3 de mai. de 2026
VESPAS: AS HEROÍNAS (QUASE) ESQUECIDAS NO COMBATE ÀS PRAGAS NA AGRICULTURA
RESUMO OBTIDO DO GEMINI-GOOGLE
https://g.co/gemini/share/fb2ca25a7b9a
DESTAQUES:
1) O uso desses insetos faz parte do Manejo Integrado de Pragas (MIP), especificamente no pilar do Controle Biológico.
2) Vespas Predadoras (As "Caçadoras")
Espécies como a Polistes spp. (conhecida como vespa-cabocla ou de papel) caçam lagartas ativamente para alimentar suas larvas.
• Ação: Elas patrulham as folhas, capturam a lagarta, "mastigam" o alvo e levam a proteína para o ninho.
• Vantagem: São generalistas e ajudam a manter a população de lagartas sob controle em diversas culturas.
3) Vespas Parasitoides (As "Especialistas")
Estas são as estrelas do controle biológico industrial. Elas não comem a praga diretamente, mas depositam seus ovos dentro (ou sobre) o corpo ou ovos do hospedeiro.
ACESSO:
https://www.canalrural.com.br/agricultura/ia-identifica-vespas-que-podem-substituir-inseticidas-no-combate-as-pragas/
JORNAL DA USP:
Inteligência Artificial na Agricultura (2026): Pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP desenvolveram uma técnica de visão computacional e deep learning para identificar automaticamente vespas parasitoides. Essa tecnologia facilita o uso desses insetos como controle biológico, substituindo o uso de inseticidas.
30 de abr. de 2026
eDNA- "environmental DNA"- INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES OBTIDAS DO Gemini.Google
DESTAQUE:
O que é o eDNA?
O DNA ambiental é o material genético que os organismos liberam no ambiente através de fezes, muco, gametas, pele descamada ou carcaças em decomposição. É como uma "pegada genética" invisível deixada por qualquer ser vivo que passou por ali.
Como funciona o processo?
O monitoramento via eDNA geralmente segue quatro etapas principais:
Coleta da Amostra: Coleta-se água de um rio, solo de uma floresta ou até ar filtrado.
Extração e Amplificação: O DNA é extraído da amostra no laboratório. Como o material costuma estar degradado ou em pouca quantidade, utiliza-se a técnica de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) para replicar os fragmentos.
Metabarcoding: Sequencia-se o DNA usando marcadores genéticos específicos que funcionam como "códigos de barras" para diferentes grupos taxonômicos (peixes, anfíbios, insetos, etc.).
Bioinformática: As sequências obtidas são comparadas com bancos de dados globais para identificar a quais espécies elas pertencem.
INFORMAÇÕES MAIS COMPLETAS EM:
https://gemini.google.com/share/f97e3097d4d4?hl=pt
TECNOLOGIA AUXILIANDO NA IDENTIFICAÇÃO E PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE
REPRODUZIDO DE;
https://revistaamazonia.com.br/a-ciencia-do-monitoramento-da-fauna-selvagem-como-investimento-estrategico-para-a-preservacao-global-da-biodiversidade-e-a-sustentabilidade-do-planeta-terra/
DESTAQUES:
1) O monitoramento acústico passivo em tempo real permitiu que cientistas na Amazônia identificassem a presença de espécies de aves raras e indescritíveis que não eram avistadas há décadas, simplesmente analisando gigabytes de dados sonoros da floresta. Este avanço demonstra que o investimento em monitoramento de longo prazo não é apenas um custo operacional, mas uma ferramenta de inteligência ecológica que antecipa crises e fornece dados cruciais para a criação de políticas públicas de conservação eficazes e baseadas em evidências científicas sólidas.
2) De custos a ativos biológicos estratégicos.
A visão tradicional da conservação como uma atividade puramente filantrópica está sendo rapidamente substituída por uma abordagem de investimento estratégico. Monitorar a fauna não é apenas contar animais; é medir a saúde dos ecossistemas que sustentam a vida humana. Populações de animais saudáveis são indicadoras de água limpa, ar puro, polinização eficiente e solo fértil. Portanto, os dados gerados por programas de monitoramento de longo prazo devem ser vistos como ativos biológicos que informam investidores, governos e a sociedade sobre os riscos e oportunidades em um mundo em rápida transformação climática.
3) A revolução tecnológica no campo e nos dados.
O futuro da conservação é indissociável da tecnologia. A era dos pesquisadores solitários anotando dados em cadernos de campo está evoluindo para a era da inteligência artificial aplicada à ecologia. Câmeras traps equipadas com algoritmos de reconhecimento de imagem podem identificar espécies e até indivíduos específicos em segundos. Drones e satélites monitoram vastas áreas de habitat, alertando para desmatamento ou caça ilegal. A telemetria por satélite permite acompanhar as migrações continentais de aves e mamíferos com precisão de metros, revelando corredores ecológicos que antes eram desconhecidos.
4) A ciência do DNA ambiental no monitoramento | Uma das fronteiras mais promissoras do monitoramento de fauna é o uso do DNA ambiental (eDNA). Esta técnica permite que pesquisadores identifiquem a presença de espécies aquáticas ou terrestres simplesmente coletando e analisando amostras de água do rio ou de solo da floresta. Os animais liberam traços de DNA (através de pele, fezes, urina) no ambiente, e as tecnologias modernas de sequenciamento genético conseguem detectar essas assinaturas com alta sensibilidade. Na Amazônia, o eDNA está sendo usado para monitorar espécies de peixes migradores e quelônios em áreas de difícil acesso, sem a necessidade de capturar ou avistar os animais, transformando a forma como inventariamos a biodiversidade em ecossistemas complexos.
NINHO DE AVE EM ÁRVORE PESANDO MIL Kg (?!)
REPRODUZIDO DE: https://revistaamazonia.com.br/como-o-gaviao-real-desafia-as-leis-da-fisica-com-ninhos-de-uma-tonelada-no-topo-das-arvores-amazonicas/
DESTAQUES:
1) O gavião-real, ou harpia (Harpia harpyja), não ostenta apenas o título de ave de rapina mais forte do planeta, mas também o de uma das arquitetas mais ambiciosas da natureza, construindo ninhos que podem atingir 1,5 metro de diâmetro e pesar quase uma tonelada ao longo de anos de uso. Esse peso colossal, sustentado a mais de 40 metros de altura em árvores emergentes como a sumaúma ou a castanheira, representa um desafio estrutural que desafia a engenharia convencional e ilustra a incrível adaptação da espécie ao ecossistema amazônico.
2) A construção de uma fortaleza aérea.
A engenharia por trás desses ninhos é um processo contínuo e colaborativo entre o macho e a fêmea. Diferente de muitas aves que constroem lares temporários, as harpias são extremamente fiéis aos seus ninhos, retornando ao mesmo local por décadas. A cada ciclo reprodutivo, elas adicionam novos galhos grossos e pesados, reforçando a base e aumentando o volume da estrutura.
3) Essa deposição acumulada de material orgânico cria uma plataforma tão densa que se torna um micro-habitat. Com o tempo, a decomposição de restos de presas e gravetos no fundo do ninho gera uma camada de húmus onde pequenas plantas e até epífitas podem crescer, aumentando ainda mais o peso total. Para suportar essa carga equivalente a um carro popular, a harpia seleciona criteriosamente a arquitetura da árvore hospedeira, buscando bifurcações em formato de “U” ou “V” que distribuam o peso uniformemente pelo tronco principal, evitando o colapso do galho.
29 de abr. de 2026
ÁGUA E DNA. AS DUAS MOLÉCULAS QUE SUSTENTAM A VIDA
ONDE ADQUIRIR:
https://www.amazon.com.br/dp/B0GYVH8H7D
DESTAQUES:
1) Água e DNA: As Duas Moléculas que Sustentam a Vida é uma obra científica escrita por três pesquisadores brasileiros com trajetórias publicadas nas áreas de genética, engenharia ambiental e saúde pública. Em 17 capítulos organizados em cinco partes, o livro percorre a origem da água no cosmos, a biologia molecular das células humanas, a epigenética, as doenças ligadas à água contaminada, a crise hídrica global e o futuro da gestão da água no planeta.
2) Escrito para ser lido por qualquer pessoa, independentemente de formação acadêmica, sem abrir mão do rigor científico que o tema exige. Uma obra para quem quer entender a ciência que sustenta a vida, a saúde e o futuro do planeta.
3) Água e DNA: As Duas Moléculas que Sustentam a Vida é uma obra científica escrita por três pesquisadores brasileiros com trajetórias publicadas nas áreas de genética, engenharia ambiental e saúde pública. Em 17 capítulos organizados em cinco partes, o livro percorre a origem da água no cosmos, a biologia molecular das células humanas, a epigenética, as doenças ligadas à água contaminada, a crise hídrica global e o futuro da gestão da água no planeta.
4) O que você vai encontrar neste livro:
• A origem cósmica da água e do DNA e como eles tornaram possível a vida na Terra
• Como a água age diretamente no funcionamento do genoma humano
• Epigenética: como a água e o ambiente ligam e desligam genes
• Doenças causadas por água contaminada e o que a ciência diz sobre prevenção
• Saneamento básico como direito humano e questão de saúde pública
• A crise hídrica global: geopolítica, escassez e o papel de cada cidadão
• Tecnologias de tratamento e reuso de água
• Florestas, aquíferos e serviços ambientais: o elo entre ecossistemas e água limpa
• O futuro da água: inovação, governança e sobrevivência da espécie.
26 de abr. de 2026
RESGATANDO O "ESTOQUE" DE UMA DAS AVES MAIS TRAFICADAS DO BRASIL
REPRODUZIDO DE:
https://theconversation.com/de-volta-a-floresta-resgate-reabilitacao-e-reintroducao-de-animais-silvestres-tambem-e-estrategia-de-conservacao-280694
DESTAQUES:
1) Todos os anos, milhões de animais silvestres são retirados de seus habitats naturais no Brasil, seja por tráfico ilegal, maus-tratos, acidentes ou captura para criação como animal de estimação. Segundo dados da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), esse número pode chegar a 38 milhões de indivíduos por ano.
Esse fenômeno, muitas vezes invisível no cotidiano urbano, tem impactos profundos. A retirada contínua de espécies compromete cadeias ecológicas, altera dinâmicas populacionais e contribui para processos de extinção. Especialmente em um país que abriga uma das maiores biodiversidades do planeta.
2) Depois do resgate.
Quando um animal silvestre é resgatado de uma situação de risco, o retorno à natureza não é imediato e nem simples. No caso das aves, por exemplo, um dos grupos mais afetados pelo tráfico no Brasil, o processo envolve uma série de etapas que vão além do cuidado clínico. Isso porque elas frequentemente apresentam comprometimentos físicos e comportamentais decorrentes do confinamento, da alimentação inadequada e da perda de estímulos naturais.
3) Já a reintrodução é reconhecida como uma estratégia importante dentro das políticas de conservação da biodiversidade. Quando bem conduzida, contribui para a recomposição de populações locais, restaurações de funções ecológicas e manutenção da diversidade biológica.
22 de abr. de 2026
AMAZÔNIA: NOSSO CALCANHAR DE AQUILES ?!
REPRODUZIDO DE:
https://agencia.fapesp.br/incendios-secas-e-tempestades-de-vento-tornam-vegetacao-da-amazonia-menos-diversa/57819
DESTAQUES:
1) Luciana Constantino | Agência FAPESP – Mesmo após incêndios, secas severas e tempestades de ventos, a vegetação de florestas degradadas na Amazônia demonstra alta capacidade de regeneração, incluindo espécies arbóreas. A recuperação, no entanto, ocorre sob novas condições ecológicas, com perda de diversidade e aumento de vulnerabilidade a novos distúrbios.
Pesquisa publicada na segunda-feira (20/04) na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma das revistas científicas mais citadas no mundo, mostra que há substituição de espécies vulneráveis por outras generalistas, mais resistentes. Indica, assim, segundo os autores, a formação de florestas homogêneas, mas não uma tendência à savanização, como parte da literatura científica vinha apontando. Esse processo reforça a resiliência do bioma.
2) Por outro lado, o estudo, realizado com base em 20 anos de monitoramento de campo e liderado por brasileiros, destaca que as áreas recuperadas são mais vulneráveis a eventos extremos cada vez mais frequentes no bioma e aos impactos do desmatamento e das mudanças climáticas. Além de intensificar secas e incêndios, o aquecimento global prejudica os serviços ecossistêmicos, como a regulação de água e a captura de carbono.
3) A principal mensagem do nosso estudo é que, mesmo altamente degradadas, as florestas conseguem se recuperar. No entanto, estão muito vulneráveis a novos distúrbios. Elas são resilientes, mas, mesmo assim, é preciso preservar. No sítio experimental, temos o controle e o fogo não ocorre mais na área, o que não é possível fazer na Amazônia toda”, pondera à Agência FAPESP o biólogo Leandro Maracahipes, primeiro autor do artigo juntamente com o engenheiro florestal Paulo Brando.
21 de abr. de 2026
CAATINGA: ÚNICO BIOMA INTEIRAMENTE BRASILEIRO COMO EXEMPLO DE ESTUDO PARA O FUTURO DO POVO QUE NELA/DELA VIVE!
REPRODUZIDO DE:
https://pp.nexojornal.com.br/opiniao/2026/04/20/caatinga-de-bioma-empobrecido-a-laboratorio-de-resiliencia/
DESTAQUES:
1) Há experiência acumulada no semiárido sobre como melhorar a vida da população, experiência essa que será decisiva para fazer frente ao esforço hercúleo de adaptação que as mudanças climáticas exigirão da sociedade e do governo.
2) A Caatinga é o bioma mais seco do Brasil, com precipitação anual média de 500 a 1.500 mm e chuvas mal distribuídas, concentradas em dois ou três meses no ano.
Ocupando 862 mil km² (10% do território nacional), o único bioma exclusivamente brasileiro tem alta biodiversidade (5 mil espécies de plantas, por exemplo). A região Nordeste, da qual 70% são Caatinga, abriga 27 milhões de habitantes, 39% abaixo da linha de pobreza – cerca de metade da população pobre do país.
3) A grande questão, hoje, é saber se essa experiência acumulada em promover resiliência da população oferece base sólida para políticas de adaptação que se impõem na emergência do clima e quais características dos casos de sucesso poderiam robustecer iniciativas institucionais nessa direção.
4) Seria equivocado considerar que a tragédia social resulta só de um evento climático. Como assinalou Washington Franca Rocha, ela decorre de uma forma de ocupação com base na pecuária, uma vez que o semiárido não se prestava à cana-de-açúcar prevalente na zona da mata ao longo do litoral. A predominância do gado e do desmatamento parecem ter transformado a fisionomia vegetal do bioma, que teria sido mais florestado nos primeiros séculos da colonização, do que se conhece hoje, quando mais de 70% se compõe de vegetação secundária. A substituição dessa que nem é mais a original “mata branca” (caa-tinga, na língua tupi) prossegue: em 1985, aponta o MapBiomas, 28% do bioma estava antropizado; nos 40 anos seguintes, outros 15% pereceriam. A área de pastagens mais que dobrou de tamanho, e a minoria de áreas de mata nativa remanescente exibe o dobro da taxa de destruição observada nas de vegetação secundária.
PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO DE ORIGEM INDÍGENA DESPROTEGIDO
SAMBAQUIS
Termo, de origem indígena (“tambá” = concha e “ki” = depósito), designando as “pequenas elevações constituídas sobretudo de restos animais (carapaças de moluscos, pinças de crustáceos e fragmentos ósseos de peixes, mamíferos, aves e répteis), esqueletos humanos, artefatos (de pedra, osso, concha e cerâmica), vestígios de fogueiras e outras evidências da atividade humana”. Têm formas e dimensões variáveis (cerca de 400 m de extensão e excepcionalmente, 30 m de altura), podendo ocorrer próximos a margens de rios ou de lagoas, mas geralmente no litoral, sendo comum encontrá-los em restingas.
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/reportagens/mais-antigos-que-as-piramides-sambaquis-do-litoral-sul-de-sc-sofrem-com-falta-de-preservacao/
DESTAQUE:
Do alto do sambaqui Garopaba do Sul, em uma altura de quase 30 metros, é possível contemplar a imensidão do mar e as paisagens de Jaguaruna, no litoral sul de Santa Catarina. Mas é sob nossos pés que se concentra uma das maiores riquezas patrimoniais da região: um sítio arqueológico construído há 4.380 anos e que ajuda a contar a história dos nossos antepassados.
Presentes em quase todo o litoral brasileiro, os sambaquis são particularmente numerosos em Santa Catarina e impressionam pelo tamanho – alguns chegaram a atingir, originalmente, 70 metros de altura e 500 metros de comprimento. As maiores formações conhecidas no estado se situam em Jaguaruna e Laguna, cidades que abrigam ao menos 100 sambaquis, segundo pesquisas recentes.
PESQUISANDO...CONSEGUE-SE DESCOBRIR O QUE A NATUREZA TEM A NOS OFERECER ...
...RELACIONANDO MUDANÇAS CLIMÁTICAS COM PLANTAS
REPRODUZIDO DE:
https://revistapesquisa.fapesp.br/genetica-da-orquidea-da-praia-favorece-tolerancia-a-mudancas-climaticas/
DESTAQUES:
1) A orquídea-da-praia (Epidendrum fulgens) não é como a maioria das orquídeas, que vive sobre galhos e troncos de árvores em florestas úmidas. Na forma de touceira com 1 metro (m) de altura e cachos de flores amarelas, laranja e vermelhas, ela cresce em restingas e dunas, onde o sol é intenso e a areia seca é pobre em nutrientes. Uma equipe de pesquisadores brasileiros e norte-americanos sequenciou o genoma completo da planta e identificou mais de mil grupos de genes exclusivos dessa espécie relacionados a características fisiológicas que podem contribuir para respostas a uma variedade de estressores ambientais, segundo artigo publicado em março na revista científica Genome Biology and Evolution.
2) O que torna a planta mais resistente a condições extremas é o grande número de cópias de cada um desses genes”, observa o biólogo Fábio Pinheiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coautor do artigo e orientador da bióloga Jacqueline Mattos, que elaborou o trabalho como parte de seu doutorado. Cada conjunto de cópias forma o que os pesquisadores chamam de família de genes.
3) Cada gene pode sofrer pequenas modificações no processo de cópia, aumentando a variabilidade genética”, ressalta Pinheiro. “Isso torna a resposta ao estresse ainda mais eficaz do que se fossem cópias idênticas.” Segundo ele, como os mesmos genes aparecem em diversas espécies de orquídeas, os dados poderiam servir de referência para avaliar o grau de vulnerabilidade de plantas desse grupo às mudanças climáticas. “Outros estudos poderiam viabilizar essa análise em tipos de plantas diferentes”, frisa.
FONTE:
Artigos científicos
MATTOS J. S. et al. Unraveling the genome of Epidendrum fulgens: Demographic history and gene family dynamics in a resilient Neotropical orchid. Genome Biology and Evolution. 5 mar. 2026.
20 de abr. de 2026
NOVA ESPÉCIE DE PLANTA DESCRITA NA CAATINGA: E ASSIM...
...CONTINUAMOS DESCOBRINDO ALGO NOVO EM BIOMA QUE PENSÁVAMOS CONHECER TUDO!!!
A Machaerium guidone pode ser encontrada predominantemente na Caatinga. Além do Piauí, ela ocorre nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Minas Gerais. De acordo com os pesquisadores, a ampla ocorrência da planta sugere que ela esteja distante do risco de extinção.
Identificação: Descrita no Kew Bulletin por Valner Jordão, Daniela Sampaio e Fabiana Filardi, a espécie foi coletada na região do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.
16 de abr. de 2026
INDICAÇÕES/SUPOSIÇÕES DE FUTURO NADA PROMISSOR NA AMAZÔNIA
REPRODUZIDO DE:
https://agencia.fapesp.br/secas-mais-longas-e-mudancas-nas-chuvas-ja-ocorrem-na-amazonia-apontam-pesquisas/57792
DESTAQUES:
1) Luciana Constantino | Agência FAPESP – A Amazônia brasileira já começa a registrar cenários até então projetados para as próximas décadas, com estações secas mais longas e alteração no padrão de chuvas, apontam dois estudos recém-publicados liderados por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O quadro pode se intensificar rapidamente, elevando riscos à biodiversidade, ao reabastecimento de reservatórios naturais de água e ao funcionamento da floresta se não houver políticas integradas e iniciativas de combate às mudanças climáticas.
2) Os trabalhos, baseados em modelos climáticos que incorporam a dinâmica regional, também funcionam como um alerta para este ano e o próximo, quando há a possibilidade de um “super El Niño”. Caracterizado pelo aquecimento do oceano Pacífico na faixa equatorial, o fenômeno pode, em sua versão mais intensa, elevar a temperatura em mais de 2 °C acima da média, provocando grandes alterações na circulação atmosférica e no regime de chuvas em escala global.
3) O resultado de uma das pesquisas indica prolongamento da estação seca na Amazônia de quatro para até seis meses, com aumento de déficit hídrico superando -150 milímetros (mm) no período. Publicado no International Journal of Climatology, o artigo aponta maior instabilidade climática e mais eventos extremos fora do padrão sazonal, além de crescimento da degradação da floresta associada ao fogo.
4) O outro trabalho, que está na edição de março da Perspectives in Ecology and Conservation, analisa a seca registrada entre 2023 e 2024 na Amazônia, período em que o Brasil também foi fortemente afetado pelo El Niño. Os achados mostram um crescimento médio de 9% nas áreas queimadas e 19% nos alertas de degradação florestal, com até 4,2 milhões de hectares impactados por fogo no pico da seca. Evidenciam, assim, que o ciclo seca-fogo-degradação está se fortalecendo, reduzindo a capacidade do ecossistema de se restabelecer.
5) "Há alguns anos, quando começamos a discutir cenários climáticos para a Amazônia, muitas vezes esse futuro era visto como algo distante nas conjunturas mais pessimistas. Porém, estamos observando que os extremos de anomalia mais pessimistas estão acontecendo no presente. Quando comparamos os dados de hoje com as projeções, vemos o quão crítica vai ficando essa situação à medida que incluímos cenários pessimistas na análise climática”, resume a engenheira ambiental e sanitarista Débora Dutra, doutoranda em sensoriamento remoto no Inpe e primeira autora dos dois artigos.
15 de abr. de 2026
LEUCENA: NO COMEÇO DE SUA INTRODUÇÃO NO NORDESTE BRASILEIRO, DIZIA-SE QUE SERIA A SALVAÇÃO COMO ALIMENTO DO GADO...
...HOJE, UMA PRAGA INVASORA QUE DEVE SER EXTINTA!!!
Quando a leucena (Leucaena leucocephala) foi introduzida no Brasil, nos anos 70 – especialmente no Mato Grosso do Sul -, para servir de forragem para animais e ajudar na fixação de nitrogênio no solo, não se imaginava que ela se adaptaria tão bem e se transformaria num dos piores pesadelos para a vegetação nativa, em todos os biomas do país.
A leucena vem substituindo a flora sub-arbórea e arbórea no nordeste do Brasil, semelhante a outra espécie alienígena: a algaroba, Prosopis juliflora, árvore de uso múltiplo para a região semiárida brasileira.
Mas a leucena libera um composto químico, a mimosina, que inibe a germinação e impede o crescimento de outras espécies ao redor.
Como a árvore chegou no Brasil? - O especialista em ecologia e em árvores Milton Longo, explica que a planta chegou ao Brasil na década de 1970. Nativa do México, a espécie foi introduzida em Mato Grosso do Sul e outros estados como uma alternativa para alimentar o gado. E em Campo Grande, capital do estado do Mato Grosso do Sul, em 2025 uma lei estabelece multa de R$ 1000 para quem descumprir a lei que proíbe seu plantio.
13 de abr. de 2026
...EM CONTINUIDADE SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS MANGUEZAIS NA VIDA FLÚVIO-MARINHA...
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/manguezal-para-bercario-peixes-amazonia/
DESTAQUES:
1) Estudos oceanográficos recentes revelam que mais de setenta por cento dos peixes com valor comercial capturados no Atlântico Sul dependem, em algum estágio da vida, da proteção oferecida pelas florestas de lama. No litoral do Pará, essa estatística ganha contornos ainda mais impressionantes com a confirmação de que quarenta espécies distintas utilizam o emaranhado de raízes para garantir a sobrevivência de suas proles. Este ecossistema funciona como um útero biológico onde a salinidade controlada e a abundância de nutrientes criam o ambiente perfeito para o crescimento de larvas e juvenis que, no futuro, alimentarão milhões de pessoas.
2) O manguezal litoral paraense é uma das maiores e mais preservadas faixas desse bioma no planeta, estendendo-se por centenas de quilômetros de costa recortada. Diferente de outras regiões do mundo, onde o avanço urbano devastou as zonas costeiras, o Pará mantém santuários quase intocados que ditam o ritmo da economia pesqueira regional. A arquitetura das árvores, como o mangue-vermelho e o mangue-branco, atua como uma barreira física impenetrável para grandes predadores marinhos, permitindo que os alevinos se desenvolvam com segurança entre as estruturas vegetais que filtram os sedimentos trazidos pelos rios amazônicos.
3) A dinâmica biológica nessas áreas é regida pelas marés que trazem oxigênio e renovam a matéria orgânica em decomposição. Esse processo transforma o manguezal Pará berçário peixes em uma verdadeira fábrica de biomassa, onde o ciclo de vida se inicia em meio ao sedimento rico e escuro. Espécies como o robalo, a pescada e o xaréu não existiriam em abundância sem esse refúgio inicial. A ciência agora compreende que o vigor dessas espécies no mar aberto é diretamente proporcional à saúde das águas salobras que banham as comunidades ribeirinhas e extrativistas da região.
4) Aves migratórias também se beneficiam...
Além da fauna aquática, o manguezal paraense sustenta o ciclo de vida de caranguejos e aves migratórias que viajam milhares de quilômetros para se alimentar e descansar nestas áreas de transição únicas, reforçando a importância estratégica do Pará para a biodiversidade de todo o hemisfério ocidental.
12 de abr. de 2026
MATA ATLÂNTICA, UMA FLORESTA URBANA EM JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA: SUA ESTRUTURA, BIODIVERSIDADE E FUNÇÕES
PUBLICAÇÕES RELEVANTES
SERVIÇOS AMBIENTAIS PROVIDOS PELA MATA:
Publicação de palestra do autor deste "blog", conforme divulgado pelo GEMINI:
https://gemini.google.com/share/810e385d1ee5?hl=pt
DESTAQUES:
1) O texto aborda a Mata do Buraquinho (oficialmente o Jardim Botânico Benjamin Maranhão, em João Pessoa) sob a ótica dos serviços ecossistêmicos, defendendo que a preservação ambiental não é apenas uma questão ética, mas um pilar econômico para o estado.
2) Valor Econômico da Natureza.
A tese principal é a valoração econômica. O autor argumenta que, se a mata fosse destruída, o governo e a sociedade teriam custos astronômicos para substituir seus serviços naturais por soluções artificiais (ex: gastos com saúde pública devido ao calor/poluição ou sistemas mais caros de tratamento de água).
3) Sustentabilidade e Conservação.
Breno Grisi utiliza este estudo para criticar a visão míope de que o desenvolvimento econômico deve ocorrer à custa da natureza. Ele propõe que a manutenção da integridade biológica da Mata do Buraquinho é, na verdade, uma estratégia de segurança econômica para a Paraíba a longo prazo.
10 de abr. de 2026
LIXO FORMANDO ILHAS NO OCEANO...
...IRREVERSÍVEL?!
REPRODUZIDO DE:
https://catracalivre.com.br/noticias/a-grande-mancha-de-lixo-do-pacifico-esta-se-tornando-um-continente-flutuante-habitado-por-criaturas-marinhas/
DESTAQUES:
1) A interação entre os materiais sintéticos e os elementos orgânicos resulta na formação de comunidades neopelágicas que se adaptam rapidamente às condições extremas do mar. Esse fenômeno demonstra uma resiliência biológica adaptada ao descarte que altera completamente a dinâmica trófica da região oceânica. O surgimento dessas zonas de vida artificial exige uma reavaliação das métricas de conservação, pois os limites entre as espécies litorâneas e oceânicas estão se tornando cada vez mais difusos.
2) Quais são os impactos da colonização costeira em alto mar?
Espécies que tradicionalmente habitavam apenas as regiões litorâneas estão agora prosperando a milhares de quilômetros de distância de seus habitats originais. Esse deslocamento geográfico é facilitado pela resistência dos polímeros que servem como balsas permanentes para esses colonizadores em busca de novos espaços. O fluxo migratório forçado por detritos humanos cria corredores biológicos artificiais que podem transportar patógenos e organismos invasores para áreas anteriormente isoladas e preservadas.
9 de abr. de 2026
RIQUEZA EM BIODIVERSIDADE “QUE RASTEJA”! PERIGO DA NATUREZA E SALVAÇÃO PELA CIÊNCIA!!!
ILUSTRAÇÕES REPRODUZIDAS DE:
https://revistapesquisa.fapesp.br/
GEMINI: O uso medicinal de venenos de cobras é um dos campos mais fascinantes da biotecnologia moderna. Embora a ideia de injetar "toxinas" pareça contraditória, a ciência transformou essas substâncias letais em ferramentas de precisão para salvar vidas.
MAIS INFORMAÇÕES EM: https://g.co/gemini/share/c3bca5650dc6
7 de abr. de 2026
AMAZÔNIA: DEVEMOS SEMPRE ACREDITAR EM NOVAS ESTRATÉGIAS ECOLÓGICAS ECONÔMICAS E SOCIAIS PARA SUA PRESERVAÇÃO
REPRODUZIDO DE:
https://revistaamazonia.com.br/floresta-conservacao-renda-familias/
DESTAQUES:
1) A preservação da maior floresta tropical do planeta deixou de ser apenas um discurso diplomático para se converter em uma engrenagem econômica viva e pulsante no chão da mata. Em um movimento que consolida a aliança entre Brasília e as comunidades tradicionais, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima celebrou a expansão de uma estratégia que inverte a lógica da ocupação predatória: agora, manter a árvore em pé gera renda direta para quem vive sob sua sombra. A iniciativa, batizada como Floresta+ Amazônia, torna-se o braço operacional de um pacto federativo que coloca 70 municípios prioritários no centro da integridade climática global.
2) DE IMPORTÂNCIA VITAL:
A economia do cuidado e o valor do serviço ambiental.
O conceito de Pagamento por Serviços Ambientais deixou as prateleiras acadêmicas para transformar a realidade de quase cinco mil famílias. O que está em jogo não é um subsídio assistencialista, mas o reconhecimento financeiro de uma atividade fundamental: a conservação da biodiversidade. Ao tratar o agricultor familiar como um provedor de serviços essenciais, o projeto, executado em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, cria uma barreira econômica contra o desmatamento ilegal.
4 de abr. de 2026
MANGUEZAIS: BERÇÁRIO FLÚVIO-MARINHO DE VIDA
"O Brasil abriga cerca de 7% dos manguezais do mundo, estendendo-se por quase toda a costa, do Amapá até Santa Catarina.
• Amapá, Pará e Maranhão: Concentram as maiores áreas contínuas de manguezal do mundo, devido às grandes variações de maré e à foz do Rio Amazonas.
• Limite Sul: O ecossistema encontra seu limite em Santa Catarina (Laguna), onde o clima mais frio impede o desenvolvimento das espécies típicas" [conforme informações do Gemini].
SEGUEM-SE ILUSTRAÇŐES SOBRE IMPORTANTES CARACTERÍSTICAS ECOLÓGICAS (BIODIVERSIDADE, PRINCIPALMENTE).
OBS.: Guaxinin. Alimentação: Onívoro, alimenta-se de caranguejos, peixes, frutos, pequenos mamíferos e anfíbios.
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