Contribuindo para entendermos a Natureza, respeitá-la e continuarmos vivendo!
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29 de nov. de 2025
“FÁBRICA” DE CAMARÃO?! NÃO (?), APENAS INDÚSTRIA DA CARCINICULTURA!
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/com-viveiros-aerados-24-horas-por-dia-e-alimentacao-reforcada-para-acelerar-o-ciclo-de-engorda-a-criacao-industrial-de-camarao-mostra-uma-rotina-que-funciona-como-linha-de-montagem-da-proteina-vml97/
DESTAQUES:
1) A criação industrial de camarão opera como uma linha de produção contínua com viveiros superdensos, aeração 24h e ciclos acelerados de engorda.
A carcinicultura brasileira e asiática vive uma expansão silenciosa, porém extremamente intensa. Em regiões do Nordeste, no Equador, no Vietnã e na Tailândia, vastas áreas litorâneas foram convertidas em fazendas de camarão que operam como sistemas industriais cronometricamente ajustados. Nada lembra as imagens litorâneas românticas ou o camarão pescado de forma artesanal. O produto barato que chega aos restaurantes e supermercados nasce em um ambiente mecânico, monitorado e impulsionado por tecnologia que não desconecta nem por um minuto.
2) A lógica é simples: quanto maior a densidade de camarões por metro quadrado, maior a produção por ciclo. E é aí que a engorda intensiva se torna um processo que poucos consumidores imaginam. Viveiros que poderiam comportar poucos milhares de animais passam a abrigar centenas de milhares. Para sustentar essa densidade extrema, turbinas de oxigênio trabalham dia e noite, criando turbulência constante na água.
Aeração artificial, bombas submersas e misturadores mecânicos garantem que o oxigênio dissolvido nunca caia a níveis críticos. Cada equipamento tem função vital, porque um apagão de algumas horas pode significar a perda de toneladas de animais em um único viveiro.
3) A superprodução de camarão impulsionada por tecnologia e ciclos acelerados.
A espécie dominante, Litopenaeus vannamei, conhecida como camarão-branco, tornou-se a queridinha do setor devido ao seu crescimento rápido e à alta tolerância a densidades elevadas. Em condições controladas, essa espécie pode atingir o tamanho comercial em poucas semanas, encurtando drasticamente o tempo entre um ciclo e outro.
Em vez de uma produção anual, fazendas de engorda conseguem até quatro ciclos completos no mesmo viveiro ao longo do ano, criando um fluxo de proteína constante e previsível.
26 de nov. de 2025
ARARINHA-AZUL: SOBREVIVÊNCIA DIFÍCIL...
...OU SERIA...IMPOSSÍVEL?!
REPRODUZIDO DE:
https://conexaoplaneta.com.br/blog/todas-as-ararinhas-azuis-de-vida-livre-de-projeto-de-reintroducao-em-curaca-testam-positivo-para-o-circovirus/
DESTAQUE:
1) A notícia não poderia ser mais desoladora. Mas infelizmente, testes realizados após a captura de ararinhas-azuis que estavam em vida livre em Curaçá, na Bahia, confirmaram que todas as onze aves estão contaminadas com o circovírus, causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD, na sigla em inglês) – altamente contagioso e sem cura.
As ararinhas fazem parte do programa de reintrodução da espécie, administrado pela empresa brasileira Criadouro Conservacionista Ararinha Azul (anteriormente identificada como BlueSky), em parceria com a organização alemã Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP, na sigla em inglês).
2) A notícia não poderia ser mais desoladora. Mas infelizmente, testes realizados após a captura de ararinhas-azuis que estavam em vida livre em Curaçá, na Bahia, confirmaram que todas as onze aves estão contaminadas com o circovírus, causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD, na sigla em inglês) – altamente contagioso e sem cura.
As ararinhas fazem parte do programa de reintrodução da espécie, administrado pela empresa brasileira Criadouro Conservacionista Ararinha Azul (anteriormente identificada como BlueSky), em parceria com a organização alemã Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP, na sigla em inglês).
3) No total, entre as aves de vida livre e as que ainda estavam em cativeiro (mantidas nas dependências internas do criadouro), 31 testaram positivo para o circovírus.
“Se as medidas de biossegurança tivessem sido atendidas com o rigor necessário em que foram cobradas do criadouro, e implementadas da forma correta, talvez a gente não tivesse saído de apenas um animal positivo para 31 indivíduos positivos para circovírus”, diz Cláudia Sacramento, coordenadora da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias do ICMBio que esteve à frente da emergência. “É lamentável. E toda essa demora para capturar essas ararinhas de vida livre colaborou para a disseminação do vírus. O que a gente espera é que o ambiente não tenha sido comprometido, ameaçando a saúde de outras espécies de psitacídeos da nossa fauna.”
24 de nov. de 2025
REFORÇANDO A DESCRENÇA NAS COPs...
DESTAQUES:
1) Por Herton Escobar, enviado especial do Jornal da USP a Belém (PA).
A COP 30 chegou ao fim na noite de sábado com uma série de textos importantes aprovados, mas sem avançar em soluções para as duas principais causas do aquecimento global: a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.
2) A declaração principal da conferência, chamada de Decisão Mutirão, não menciona os combustíveis fósseis em nenhum momento, nem mesmo no sentido de reafirmar um compromisso que já havia sido acordado dois anos atrás, de que é necessário “transitar para longe” dessas fontes poluentes de energia.
3) O tema não estava na agenda oficial da conferência, mas havia uma forte pressão política por parte do Brasil, da Colômbia e outros países, para que a COP apresentasse um “mapa do caminho” para a eliminação gradual do uso desses combustíveis e do desmatamento em escala global. Ainda assim, não foi possível chegar a um consenso para incluir esses planos de ação na declaração final da conferência.
4) A solução encontrada pela presidência brasileira da COP foi anunciar a criação de uma iniciativa paralela, em que um grupo de países discutirá a construção desses mapas fora do âmbito das Nações Unidas, a começar por uma nova conferência, específica sobre isso, a ser realizada na Colômbia em abril do ano que vem. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, reconheceu as limitações do que foi acordado, mas disse que foram obtidos avanços, ainda que modestos.
5) Na avaliação do professor Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, os interesses econômicos e geopolíticos, associados à indústria do petróleo, acabaram levando a melhor na conferência.
6) DESTAQUE ESPECIAL: “Observou-se nessa COP30 que o lobby da indústria do petróleo acabou vencendo o interesse dos 7,7 bilhões de pessoas em nosso planeta que vão sofrer impacto significativo das mudanças climáticas".
COP 30: ALGUM LEGADO POSITIVO?!
DESTAQUE:
As dúvidas sobre o argumento do governo que sediou esse encontro: "a exploração do petróleo na margem equatorial do litoral brasileiro financiará a transição energética brasileira para uma economia de baixo carbono" tornou-se o ponto de destaque dessa reunião.
TEORIA:
Investimento em tecnologias verdes: Direcionar investimentos significativos para energias renováveis (solar, eólica, biomassa, hidrogênio verde) e tecnologias de captura e armazenamento de carbono pode demonstrar um compromisso prático com a descarbonização, apesar da exploração contínua de petróleo.
PRÁTICA:
Nova exploração de petróleo é compatível com a meta global de limitar o aquecimento a 1,5°C ?!
CONCLUSÃO (AINDA PARCIAL) DE RESPONSABILIDADE DESTE BLOG:
Vamos acreditar que na COP 31 que será sediada na Turquia e que a Austrália comandará as negociações, tudo seja finalmente solucionado.
E assim... "tudo continua como dantes no quartel de Abrantes".
P.S. Relembrando a história para exlicar essa expressão acima (segundo a IA, Google):
A expressão "tudo continua como dantes no quartel de Abrantes" significa que nada mudou e as coisas permanecem na mesma, sem alteração. A frase tem origem em Portugal, durante a primeira invasão francesa em 1807, quando o general francês Junot instalou seu quartel em Abrantes, enquanto o governo português, em Lisboa, não tomou medidas para impedir o avanço. O ditado reflete a inação e o conformismo diante de uma situação de mudança.
22 de nov. de 2025
PANPSIQUISMO: CAPÍTULO II - CIÊNCIA E FILOSOFIA (?!)
A Ciência é a busca sistemática por conhecimento sobre o mundo natural (e social), limitada a fenômenos regulares que podem ser observados, medidos e, idealmente, reproduzidos.
A Filosofia é uma atividade de reflexão e questionamento mais ampla, que lida com problemas gerais e fundamentais sobre a existência, o conhecimento, os valores, a razão e a linguagem.
ACESSAR ESTE link COM VÍDEO SOBRE ESTE TEMA, QUE CERTAMENTE GERA MUITOS QUESTIONAMENTOS, MAS TAMBÉM REFLEXÕES, PARTICULARMENTE A QUEM TRABALHA COM EDUCAÇÃO AMBIENTAL:
https://youtu.be/CdOmYbbE2vw?si=lx6_RxbgbLJup6bF
PANPSIQUISMO: CAPÍTULO I - BREVE ABORDAGEM COM UM EXEMPLO, OS CRISTAIS
PANPSIQUISMO
Trata-se da ideia de que a mente, ou algo semelhante à mente/consciência, é uma característica onipresente e fundamental da realidade, presente em todas as coisas existentes, e não apenas em organismos complexos como os seres humanos.
No aplicativo Gemini fiz a seguinte pergunta : os cristais crescem como se fossem seres vivos?
Resposta (segundo o App Gemini, obtida pela IA):
Essa é uma observação muito interessante! Embora os cristais não sejam considerados seres vivos no sentido biológico (pois não possuem metabolismo, não se reproduzem nem mantêm homeostase, por exemplo), eles, de fato, crescem de uma maneira que pode ser comparada superficialmente ao crescimento de organismos.
🔍 O Crescimento dos Cristais
O crescimento dos cristais é um processo de agregação de matéria e não de replicação biológica.
• Mecanismo de Crescimento: O crescimento de um cristal ocorre quando seus átomos ou moléculas constituintes se organizam em uma estrutura cristalina (uma rede atômica tridimensional repetitiva e ordenada) a partir de uma solução, magma ou gás.
• Este processo é impulsionado pelas forças interatômicas, que fazem com que as partículas se liguem à superfície de uma "semente" de cristal já existente, seguindo a geometria básica do seu sistema cristalino (cúbico, tetragonal, hexagonal, etc.).
• Semelhança com o Crescimento Biológico: A analogia com os seres vivos surge porque, assim como os organismos, os cristais:
• Aumentam de Tamanho: Aumentam continuamente de tamanho enquanto houver material disponível no ambiente.
• Mantêm a Forma: O crescimento segue padrões geométricos definidos, mantendo a forma característica (ou hábito cristalino) da sua estrutura interna, como um ser vivo mantém sua forma corporal.
• Diferença Crucial: Ao contrário dos seres vivos, que precisam de energia externa para o metabolismo e crescimento e contêm um sistema de armazenamento de informações (como o DNA) para se replicar, os cristais:
Não Precisam de Energia para o Crescimento: O crescimento é um processo de redução de energia (termodinamicamente favorável) que ocorre espontaneamente quando as condições ambientais (temperatura, pressão e concentração) são adequadas. Eles simplesmente atraem e adicionam as moléculas que lhes interessam [ou melhor: que se assemelham à sua estrutura ; complemento meu].
• Não se Replicam: A formação de um novo cristal não é a produção de um "descendente" por um "progenitor". A replicação é uma característica-chave da vida.
✨ Cristais com Comportamento Semelhante à Vida
Existem experimentos científicos que criaram cristais ou estruturas inorgânicas que exibem comportamentos ainda mais semelhantes à vida, como o movimento ou a autopropulsão em condições controladas, mas eles ainda não são considerados vida, pois não preenchem todos os critérios biológicos.
O canal "Você Bonita" tem um vídeo sobre as funções e benefícios de diferentes tipos de cristais, o que pode dar mais contexto sobre esses minerais.
Conheça os tipos de cristais e suas funções e benefícios - Você Bonita (05/10/2022)
Este vídeo explora diferentes tipos de cristais e pode fornecer um contexto mais amplo sobre as características e uso desses minerais.
Acesso:
https://youtu.be/sCUwdz9BFdE?si=2Wh0qzXEmexBEdPC
SUGUE-SE O CAPÍTULO II...
19 de nov. de 2025
ECOLOGIA EM DISTINÇÃO DE ECOLOGISMO
DIFERENÇA ENTRE SER TEÓRICO E SER PRÁTICO?
NÃO É NADA DISSO!!!
COMEÇANDO COM OS CONCEITOS:
ECOLOGIA = BIOLOGIA AMBIENTAL = BIONOMIA
Estudo da relação de um organismo ou de grupos de organismos, com o ambiente em que vivem, ou estudo das relações que os organismos mantêm entre si. A ecologia pode ser sucintamente definida como o estudo da estrutura e função da Natureza. O ecólogo é o cientista que estuda tais relações dos seres vivos. O termo ecologia (do grego “oikos” = casa e “logos” = estudo) foi proposto pelo zoólogo alemão Ernst Haeckel, em 1869 e não deve ser confundido com ecologismo.
ECOLOGISMO = AMBIENTALISMO = MOVIMENTO ECOLOGISTA
Termo introduzido por Dominique Simonnet, em 1979, significando sumariamente, um movimento ideológico aparelhado com dupla visão, composta de um elemento político autônomo e de um movimento social que conduz a sociedade a valorizar seus desejos culturais e a Natureza e não somente a propriedade e os meios de produção do “Homo economicus” moderno, ou simplesmente, trabalhador- consumidor. É uma doutrina que enfatiza características comportamentais humanas.
O adepto do ecologismo, ou seja, o ecologista ou ambientalista, distingue-se claramente do ecólogo, cientista que estuda ecologia.
QUEM É ECÓLOGO E QUEM É ECOLOGISTA ?!
Sem a intenção de polemizar, mas é importante esclarecer, que quem optar por praticar o ecologismo, é de crucial importância que procure sempre agir conforme preceituado em estudos, pesquisas, observações realizadas por profissionais capacitados nos campos ou várias especializações da ecologia.
O ecólogo que vai a campo realizar pesquisas, tem a responsabilidade de obter dados que possam ser analisados e interpretados pelos seus pares em publicações de cunho científico que possam ser verificados e alguns reproduzidos e que assim, mereçam confiança de crédito por qualquer pessoa interessada em seu conhecimento.Pode a partir daí o/a ecologista exercer seu papel; aliás, de importância para a sociedade. Ecologistas: denunciam atos agressivos contra a Natureza, insalubres para a biota (conjunto de todos seres vivos), inadequados para a conservação e/ou preservação de ecossistemas, sempre fundamentados nos princípios e estudos ecológicos. No diálogo entre ecólogos e ecologistas deve prevalecer harmonia para bom entendimento e melhor ainda: resultado positivo em prol da Natureza!
16 de nov. de 2025
RODOVIAS NA AMAZÔNIA: MAIOR POTENCIAL PARA DESMATAMENTOS DO QUE FERROVIAS!
POR QUÊ?
Minha opinião. A possibilidade de estradas vicinais (estradas secundárias) conduzindo madeiras do desmatamento para a rodovia principal é ilimitada! E por isso também, difícil de ser fiscalizada e impedida.
No caso de ferrovias, os únicos pontos de acesso para a prática de tal ilegalidade, seriam as estações ferroviárias. O que significaria, maior facilidade de fiscalização.
A opção brasileira por desenvolver o transporte rodoviário (e fatalmente abandonar o transporte ferroviário) tem história que remonta aos anos do Plano de Metas do governo de Juscelino Kubitschek (JK), na segunda metade da década de 1950.
Essa política transformou o ABC Paulista (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) no principal polo automotivo do Brasil.
PROBLEMAS COM A MALHA FERROVIÁRIA. Infraestrutura Defasada: Grande parte da malha é antiga, construída no século XIX e XX, resultando em trechos degradados e com problemas de capacidade.
• Baixa Integração Intermodal: Há falta de conectividade entre as ferrovias e outros modais (portos e rodovias), o que eleva os custos logísticos e limita a eficiência do transporte intermodal.
Em resumo, a rede ferroviária brasileira é vital para o escoamento de riquezas, mas enfrenta o desafio de modernizar sua infraestrutura e expandir sua malha para o interior do país, superando a dependência histórica do modal rodoviário.
15 de nov. de 2025
A COP30 COM MANIFESTAÇÃO DIFERENTE DAS COPs ANTERIORES
REPRODUZIDO (e traduzido) DE:
https://www.theguardian.com/environment/2025/nov/15/thousands-hit-streets-of-belem-to-call-for-action-during-crucial-cop30-summit
Milhares de pessoas foram às ruas de Belém para exigir ações concretas durante a crucial cúpula da COP30.
Um funeral para os combustíveis fósseis foi realizado como parte da "Grande Marcha Popular", que pressionou os governos a intensificarem os esforços contra as mudanças climáticas.
DESTAQUES:
1) As ruas de Belém ecoaram com cantos indígenas, canções clássicas brasileiras e clamores por justiça ambiental no sábado, enquanto dezenas de milhares de pessoas marchavam para exigir ações urgentes contra a crise climática e ambiental.
Ativistas de todo o mundo convergiram para a cidade amazônica anfitriã da COP30, instando os negociadores a aumentarem suas ambições.
2) A manifestação alegre e desafiadora foi o primeiro grande protesto fora das negociações climáticas anuais desde a COP26, há quatro anos, em Glasgow, já que os três encontros anteriores ocorreram em locais com pouca tolerância a manifestações – Egito, Dubai e Azerbaijão.
A “Grande Marcha Popular” acontece na metade das negociações controversas e sucede dois protestos realizados no início da semana, liderados por ativistas indígenas da região do Tapajós.
10 de nov. de 2025
COP30 MUITAS ESPERANÇAS, CAPTAÇÃO DE MUITOS DÓLARES E...FRUTOS A COLHER... NÃO SE SABE QUAIS NEM QUANDO!
REPRODUZIDO (traduzido por Google) DE:
https://www.theguardian.com/environment/2025/nov/10/it-will-never-be-forgiven-un-climate-chief-warns-world-to-act-or-face-disaster
'Jamais será perdoado': chefe do clima da ONU alerta o mundo para agir ou enfrentar o desastre.
DESTAQUES:
1) Governos ineficientes serão responsabilizados pela fome e pelos conflitos no exterior, e enfrentarão estagnação e inflação em seus próprios países, afirma chefe do clima no início da COP30.
2) “Nenhuma nação entre vocês pode arcar com isso, já que os desastres climáticos reduzem o PIB em dois dígitos”, alertou ele. “Recuar enquanto mega secas destroem as colheitas nacionais, fazendo os preços dos alimentos dispararem, não faz o menor sentido, nem econômica nem politicamente. Disputar enquanto a fome se alastra, forçando milhões a fugir de suas terras natais, isso jamais será esquecido, à medida que os conflitos se espalham.”
3) Nos últimos dois anos, as temperaturas já ultrapassaram o limite de 1,5°C acordado no âmbito do Tratado de Paris de 2015, mas somente se essa tendência persistir por mais alguns anos é que o aumento será considerado permanente e uma violação do tratado. Alguns cientistas argumentam que ainda seria possível reduzir as temperaturas novamente ao limite estabelecido, ou próximo a ele, por meio de medidas como a redução das emissões do potente gás de efeito estufa metano e uma rápida transição para tecnologias de baixo carbono.
OBSERVAÇÕES ADICIONAIS DO RESPONSÁVEL POR ESTE "blog":
1- Decorridos 10 dez anos desde o acordo de Paris, e o limite de 1,5 °C não foi alcançado, torna-se muito difícil acreditar que os novos campos de petróleo prestes a serem explorados (como por exemplo no Brasil o petróleo da "margem equatorial) servirão para financiar a mudança da fonte energética (de combustíveis fósseis para energia renovável, sustentável)! Como almeja o governo brasileiro.
2- O mundo já está testemunhando os impactos de eventos climáticos extremos, como tufões e furacões mais intensos, secas e inundações. No Brasil nesta semana de 2 a 8 de novembro, formou-se um tornado devido a um ciclone extratropical que atingiu o estado do Paraná e também provocou chuva forte e estragos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No Sudeste, rajadas de vento causaram a queda de árvores nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Os efeitos são globais, causando também inflação em produtos básicos como alimentos.
É URGENTE QUE SE TOMEM MEDIDAS RESTRITIVAS AOS AGENTES CAUSADORES DO AQUECIMENTO GLOBAL!!!
8 de nov. de 2025
NOVOS TEMPOS...CLIMÁTICOS-ATMOSFÉRICOS
ACESSAR:
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2025/11/07/ciclone-extratopical.htm
DESTAQUES:
No início da noite, a Defesa Civil de SP emitiu um alerta sobre a passagem do ciclone. O comunicado diz que o estado deve ser atingido por chuva e rajadas de vento forte nas próximas horas e amanhã.
Aviso foi enviado para moradores da faixa leste paulista, abrangendo as seguintes regiões: Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, Itapeva, Sorocaba, Litoral Norte, Litoral Sul, Baixada Santista e Campinas.
Ciclone coloca São Paulo e outros estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta. "O processo de formação do ciclone e da frente fria gera muitas áreas de instabilidade que vão espalhar nuvens carregadas, com potencial para provocar chuva forte em pouco tempo, muitos raios e ventania", informou a Climatempo.
Todas as áreas dos Estados do Sul sentirão o impacto dos ventos, com maior ou menor intensidade. A maioria das rajadas mais fortes deve variar entre 60 km/h e 85 km/h - com exceção das regiões mais altas da serra, que podem registrar ventos superiores a 100 km/h. As rajadas também podem alcançar essa velocidade no decorrer do sábado desde o litoral central do Rio Grande do Sul até o litoral do Paraná.
7 de nov. de 2025
AINDA OS JAVALIS E SEUS PROBLEMAS NO BRASIL
REPRODUZIDO DE:
https://www.comprerural.com/populacao-de-javalis-explode-e-prejuizos-ja-passam-de-r-1-bilhao/
DESTAQUES:
1) Espécie exótica invasora, javalis avançam sobre áreas agrícolas, destrói lavouras inteiras, transmite doenças e desafia produtores rurais. Falta de políticas coordenadas e manejo eficiente agravam o problema, enquanto o campo pede soluções urgente.
2)A presença dos javalis e javaporcos no Brasil deixou de ser um alerta e se tornou uma crise consolidada. A expansão acelerada dessa espécie, introduzida originalmente sem controle adequado, atinge diretamente a produtividade agrícola, o manejo sanitário de rebanhos e a segurança das famílias que vivem no campo. Os prejuízos, que já ultrapassam R$ 1 bilhão ao ano, têm se acumulado principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde os animais encontram alimento fácil, ausência de predadores naturais e áreas de mata com abrigo amplo.
3) No exterior, casos como o registrado na Quinta do Albergue, em Portugal, onde um agricultor perdeu grande parte de seus 30 hectares de milho após sucessivas invasões de javalis, ilustram uma realidade que se repete com intensidade ainda maior no Brasil.
4) Aqui, a dimensão territorial amplia o problema: populações inteiras se deslocam atravessando plantações de milho, sorgo, mandioca e pastagens destinadas ao gado, deixando rastros de destruição em poucas horas de atividade noturna. Além de derrubarem e consumirem plantas, os animais revolvem o solo com o focinho, causando erosão, desagregação da estrutura do terreno e danos permanentes ao perfil produtivo das áreas agrícolas.
5) O javali se tornou um invasor extremamente eficiente. Fêmeas podem parir duas vezes por ano, com ninhadas numerosas, o que faz a população crescer mesmo em regiões que já adotam abate controlado. A espécie apresenta inteligência elevada, capacidade de deslocamento silencioso, força física e adaptabilidade a diversos biomas. Em resumo, o javali aprende rápido e reage a qualquer mudança no ambiente, tornando o controle um desafio constante para quem está no campo.
5 de nov. de 2025
OS RISCOS E INCONVENIÊNCIAS DA INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES VEGETAIS ALÓCTONES
Do GLOSSÁRIO DE ECOLOGIA:
ALÓCTONE
ALÓCTONE = INVASOR
Organismo alóctone, também chamado de “invasor”, é aquele que se origina em outro local e é transportado para determinado ambiente na forma vegetativa ou de esporo. Animais que foram inadvertidamente introduzidos pelo ser humano em ambientes que lhes são estranhos, são também
alcunhados de “invasores”.
As “plantas invasoras” de cultivos, assim chamadas pelos ecólogos e conhecidas na linguagem agronômica como “ervas daninhas”, são em muitos casos, organismos alóctones.
REPRODUZIDO DE:
https://revistapesquisa.fapesp.br/as-estrategias-de-uma-invasora/
DESTAQUE:
Botânicos do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo descobriram que alianças com pequenos insetos permitiram a uma espécie invasora, o tojo (Ulex europaeus), espalhar-se em meio aos campos de altitude, a vegetação baixa típica de serras, na região Sul do Brasil. Originária da Europa Ocidental, essa planta – um arbusto com espinhos, vistosas flores amarelas e até 2 metros – floresce de maio a novembro, principalmente em agosto. Nos meses mais frios, a abelha Apis mellifera poliniza apenas essa espécie, já que nenhuma outra floresce nessa época. Formigas nativas, como a quem-quem-preto-brilhante (Acromyrmex ambiguus), carregam sementes e contribuem para a dispersão da espécie. Introduzida na Nova Zelândia como cerca viva, logo se tornou uma praga. Já encontrada em 15 países da Europa, Ásia, África e Américas, é considerada uma erva daninha e disputa espaço com as espécies nativas (Acta Botanica Brasilica, maio). Um relatório da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) registrou 476 espécies exóticas invasoras no país, das quais 268 são de animais e 208 de plantas e algas (ver Pesquisa FAPESP n° 338).
1 de nov. de 2025
DECOMPOSIÇÃO (POR AÇÃO DA MICROBIOTA) DE PLÁSTICO (POLIURETANO): UMA SEMPRE DESEJADA ALTERNATIVA
REPRODUZIDO DE:
https://oantagonista.com.br/ladooa/entretenimento/pesquisadores-descobrem-fungo-na-amazonia-capaz-de-se-alimentar-de-plastico/
DESTAQUES:
1) Descoberto por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Yale durante uma expedição ao Parque Nacional de Yasuni na Floresta Amazônica, Equador, este fungo demonstrou uma capacidade única de degradar poliuretano, um tipo de plástico notoriamente resistente à decomposição.
2) A descoberta, publicada na revista Applied and Environmental Microbiology, destacou o uso do plástico como única fonte de carbono por meio da ação de enzimas poderosas.
3) O poliuretano é um material amplamente utilizado por sua durabilidade e versatilidade, presente em produtos que vão desde espumas e isolantes até peças de vestuário e calçados.
No entanto, sua resistência à degradação natural o torna um desafio ambiental significativo, acumulando-se em aterros sanitários e contribuindo para a poluição do solo e da água.
Nesse contexto, a habilidade do Pestalotiopsis microspora de degradar este material, mesmo em condições anaeróbicas, ou seja, na ausência de oxigênio, abre novas perspectivas para a gestão de resíduos plásticos.
31 de out. de 2025
OS OCEANOS E SUAS BELAS, ENIGMÁTICAS E PERIGOSAS CRIATURAS!
REPRODUZIDO DE:
https://conexaoplaneta.com.br/blog/bola-da-morte-carnivora-esta-entre-novas-especies-descobertas-pelo-censo-dos-oceanos/
DESTAQUES (somente este; dou crédito à divulgação, com o acesso acima, mas há exigência de autorização especial).
Vermes escamosos blindados e iridescentes (Eulagisca sp.), estrelas-do-mar (Brisingidae, Benthopectinidae e Paxillosidae), crustáceos, corais negros e uma esponja carnívora (Chondrocladia sp.), apelidada de “bola da morte” – na imagem abaixo -, estão entre as 30 novas espécies marinhas reveladas ao mundo pelo projeto global Censo dos Oceanos, que reúne pesquisadores do mundo inteiro com a meta de descrever 100 mil novas espécies em dez anos.
MAIS INFORMAÇÕES OBTIDAS DO "GEMINI":
A "Chondrocladia bolha da morte" é o nome popular dado a uma esponja carnívora de profundidade recém-descoberta (ou formalmente descrita) que pertence ao género Chondrocladia.
• O que é: É uma nova espécie de esponja carnívora, diferente da maioria das esponjas que são filtradoras passivas. Esta esponja alimenta-se ativamente de pequenos organismos no fundo do oceano.
• Onde foi descoberta: Foi encontrada nas profundezas do Oceano Antártico durante uma expedição recente do Censo dos Oceanos Nippon Foundation-Nekton.
• Onde reside o nome "Bola da Morte": O apelido "bola da morte" (ou "Death Star" em inglês, em referência a Star Wars) deve-se à sua aparência esférica e à sua natureza carnívora, que a torna uma predadora nas profundezas do mar.
29 de out. de 2025
CONSTRUINDO COM BAMBU COMO SEGURANÇA CONTRA TERREMOTOS
REPRODUZIDO DE:
https://www.bbc.com/future/article/20251028-the-bamboo-buildings-that-sway-in-earthquakes
Tradutor Google
'A natureza projetou para que se curvasse': As construções de bambu que balançam em terremotos.
DESTAQUES:
1) Além de ser barato, o bambu parece ter qualidades notáveis de resistência sísmica. Agora, ele está sendo usado para tentar proteger as pessoas de terremotos.
Quando um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o Equador em abril de 2016, a cidade costeira de Manta foi gravemente danificada. Seu vibrante distrito comercial central, Tarqui, foi completamente arrasado. As ruas da cidade ficaram marcadas por profundas fissuras que engoliram os escombros de tijolo e concreto dos edifícios.
2) Hoje, Manta está em grande parte reconstruída, mas um legado inesperado daquele terremoto ainda é visível. Na área que foi o epicentro do terremoto, um mercado de peixe se ergue sob um pavilhão de bambu à beira-mar. Ali também ficam o centro de informações turísticas, um restaurante e um quartel de bombeiros, todos construídos com bambu. Aliás, por toda a cidade e na província vizinha de Manabí, centenas de casas tradicionais de bambu ainda permanecem de pé.
3) O bambu tem sido usado como material de construção há milênios na América do Sul, África e Ásia, e cresce em abundância em muitos países dessas regiões. Mas somente recentemente sua resistência sísmica começou a ser mais amplamente reconhecida por meio de um crescente número de pesquisas e testes de choque em laboratório, que indicam que suas notáveis propriedades naturais podem torná-lo ideal para suportar terremotos. Hoje, projetos de construção em todo o mundo, das Filipinas ao Paquistão e ao Equador, buscam utilizar esse material natural que engenheiros e arquitetos comparam favoravelmente ao aço.
4) O quartel dos bombeiros em Manabí foi uma das muitas estruturas de bambu que sobreviveram ao terremoto de 2016 (Crédito: Nick Aspinwall).
5) Uma casa em Manabí, Equador, feita de bambu (Crédito: Nick Aspinwall).
27 de out. de 2025
O MINÚSCULO CAMARÃO KRILL EM DISPUTA DIPLOMÁTICA
REPRODUZIDO E TRADUZIDO (GOOGLE TRADUTOR) De "THE GUARDIAN"
DESTAQUES:
1) Krill antártico: como um crustáceo do tamanho de um clipe de papel causou uma discussão diplomática – e por que eles são tão importantes?
A prisão de um cientista ucraniano pela Rússia esta semana por seu apoio às restrições à pesca de krill colocou o papel vital desta pequena espécie marinha em evidência.
2) O krill antártico é um pequeno crustáceo marinho semelhante ao camarão (Euphausia superba). Alimenta-se de plâncton e é a principal fonte de alimento para animais marinhos maiores. A palavra "krill" vem do norueguês "kril", que significa pequenos alevinos de peixe.
3) Por que são tão importantes na Antártida?
Na Antártida, são as espécies-chave das quais depende todo o ecossistema do Oceano Antártico. Embora tenham apenas o tamanho de um clipe de papel, pinguins, baleias e focas os utilizam como sua principal fonte de alimento. Eles também desempenham um papel crucial na regulação do clima, armazenando carbono. Um estudo descobriu que o krill pode remover até 12 bilhões de toneladas de carbono da atmosfera por ano.
Eles são pescados em grandes quantidades por arrastões industriais no Oceano Antártico e transformados em alimento para animais de estimação e peixes de cativeiro, além de suplementos alimentares com ômega-3.
4) No ano passado, cerca de 500.000 toneladas de krill foram pescadas na Antártida. A Noruega capturou 67,2% do total da captura de krill em 2023; seguida pela China, com 17,1%; Coreia do Sul, com 8,4%; Chile, com 4,4%; e Ucrânia, com 2,8%.
5) Estão ameaçados?
Conservacionistas e cientistas alertam há muito tempo que o krill está sob crescente ameaça devido à sobrepesca e às mudanças climáticas.
Um estudo recente realizado por cientistas noruegueses e alemães, utilizando gravações acústicas para identificar áreas de sobreposição, descobriu que navios de krill e predadores antárticos seguem os mesmos enxames de krill. Não houve um momento do ano em que a pesca não afetasse a alimentação da vida marinha, disseram eles.
26 de out. de 2025
ÁGUA DO RIO AMAZONAS TORNANDO-SE SALGADA PRÓXIMO À FOZ ...
...CONSEQUÊNCIA DO AQUECIMENTO GLOBAL (?!)
REPRODUZIDO DE:
https://www.gazetasp.com.br/#
DESTAQUES:
1) A água está ficando salgada e já está sendo sentida por comunidades ribeirinhas no estado do Amapá.
2) A pesquisa, realizada por cientistas do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), mostra que o avanço do Oceano Atlântico está provocando salinização na região do arquipélago do Bailique, onde a água potável se tornou escassa.
3) Por que isso ocorre?
Segundo os pesquisadores, o aquecimento global acelera a expansão térmica dos oceanos e o derretimento de geleiras e calotas polares, aumentando o nível do mar.
Isso altera as correntes, intensifica ressacas e compromete a estabilidade das praias.
24 de out. de 2025
EM CONTINUIDADE ÀS AMEAÇAS (TALVEZ AINDA INFUNDADAS) DE LISTAR (E TALVEZ LIMITAR) CULTIVOS/CRIAÇÃO DE PLANTAS/ANIMAIS EXÓTICOS...
... SUGIRO RELER ESTA POSTAGEM SOBRE BIODIVERSIDADE:
http://ecologiaemfoco.blogspot.com/2024/10/os-quatro-pilares-de-sustentacao-da_27.html
DESTAQUES:
1) BIODIVERSIDADE A biodiversidade refere-se à diversidade de espécies em determinado ecossistema. Este termo “diversidade” aplica-se melhor do que “variação ou variabilidade” que pode implicar em mudanças no número de espécies. Este é um importante componente funcional dos ecossistemas. Alguns autores falam de três tipos de diversidade: alfa ou local (variedade de números de espécies em área pequena, com habitat uniforme), gama ou regional (a variedade observada em todos os habitats numa região) e beta (a diferença entre um habitat e o próximo).
2) Há diferença entre os termos RIQUEZA DE ESPÉCIES e BIODIVERSIDADE de uma comunidade ou ecossistema. A “riqueza de espécies” refere-se à variedade de espécies que existe em certa comunidade (ou ecossistema). Significa, portanto, as diferentes espécies que ali existem. O termo “biodiversidade” tem implicação mais ampla, qual seja a inclusão de diversidade genética que possa existir dentro das espécies, sendo aqui os casos das subespécies e subpopulações. No entanto, como é pouco comum ter-se conhecimento sobre a existência de diversidade genética numa comunidade ou ecossistema, é preferível usar como denominação genérica o termo BIODIVERSIDADE.
3) BIODIVERSIDADE E CLIMA. Alguns autores admitem que ocorre na biosfera um aumento significativo na biodiversidade em função da variação climática, ou seja, a riqueza em espécies vai aumentando dos polos para os trópicos. Tal “força extrínseca” geraria um efeito cascata, ou seja, ocorreria gradiente de riqueza em que a biodiversidade dos herbívoros aumentaria e sobre eles aumentaria a pressão dos predadores, que por sua vez teria sua biodiversidade aumentada e assim por diante, na cadeia alimentar. Seria difícil este efeito cascata ser explicado no caso dos desertos tropicais e nas regiões de altitude elevada (ambos com baixa biodiversidade).
4) BIODIVERSIDADE E PRODUTIVIDADE. Segundo alguns autores, esta é “uma via de dois sentidos”. Em ambientes com baixo teor de nutrientes um aumento na biodiversidade acarretaria uma melhoria na produtividade. E num ambiente com alto teor em nutrientes um aumento na produtividade elevaria a dominância e reduziria a biodiversidade. Ou, resumindo segundo esses autores: a biodiversidade aumentando pode elevar a produtividade, mas se esta aumenta, quase sempre reduz a biodiversidade.
23 de out. de 2025
ALGUNS PONTOS IMPORTANTES SOBRE ESPÉCIES EXÓTICAS NO BRASIL
Além da tilápia, a inclusão de outra espécie de animal aquático o camarão-vannamei e das espécies vegetais pínus, eucalipto, goiabeira, mangueira e jaca numa "lista de espécies invasoras" — embora ainda não tenha sido confirmada pelo MMA-Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, vem gerando discussões e preocupações no setor produtivo.
O órgão estatal brasileiro responsável por conduzir discussões e ações relacionadas a esse tema é o CONABIO - Comissão Nacional de Biodiversidade, entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
O tema ganhou projeção após entidades do setor criticarem a inclusão da tilápia, espécie que responde por 80% dos peixes consumidos no País. Em nota encaminhada ao "Agro Estadão", o Ministério reconheceu que a tilápia figura na listagem de espécies invasoras aprovada pela Conabio. Ainda conforme a pasta, “a inclusão de uma espécie na lista tem caráter técnico e preventivo e não implica em qualquer ação automática de banimento e de proibição de uso ou cultivo”.
A inclusão das outras espécies — camarão-vannamei, pínus, eucalipto, goiabeira, mangueira e jaca — ainda não foi confirmada pelo MMA.
Segundo a FPA-Frente Parlamentar de Inquérito (Congresso Nacional) o texto elaborado pela Conabio confunde espécies produtivas e manejadas com organismos efetivamente invasores, como o javali
[acessar: http://ecologiaemfoco.blogspot.com/2024/06/javali-e-java-porco-mais-uma-tentativa.html]
[Fonte: https://agro.estadao.com.br/agropolitica/lista-de-especies-invasoras-do-mma-pode-incluir-eucalipto-pinus-jaca-e-manga]
22 de out. de 2025
COMO OS PAÍSES QUE EXPLORAM E EXPORTAM COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS VÃO CONCORDAR E RESPEITAR DECISÕES...
...DAS COPs?!?!?!
EIS OS MAIORES DO "RANK":
Os principais países que exploram e exportam petróleo incluem a Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos, que consistentemente lideram as listas de maior produção e exportação. Outros exportadores significativos são o Iraque, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
Arábia Saudita: Um dos maiores produtores e exportadores, sendo membro da OPEP e possuindo vastas reservas de petróleo.
Rússia: Um grande produtor e exportador, com uma produção significativa e um papel importante no mercado de energia.
Estados Unidos: É o maior produtor de petróleo do mundo, com grande parte da produção voltada para exportação.
Iraque: Membro da OPEP e um dos maiores exportadores de petróleo.
Canadá: Um dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo.
Emirados Árabes Unidos: Outro membro-chave da OPEP, é um importante produtor e exportador de petróleo.
Kuwait: Um dos membros fundadores da OPEP e um grande exportador de petróleo.
Nigéria: Membro da OPEP e um dos maiores produtores de petróleo da África.
Noruega: Importante produtor de petróleo da Europa.
OBS.: NÃO DEVEMOS ESQUECER QUE AGORA, A PETROBRAS (DO BRASIL) RECEBEU AUTORIZAÇÃO DO GOVERNO (RESPONSÁVEL PELA COP30, SEDE NA REGIÃO NORTE, EM BELÉM, ESTADO DO PARÁ) PARA
INICIAR EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NA "MARGEM EQUATORIAL" NO BRASIL.
Acessando o "site" abaixo, é fácil concluir que terá grande importância econômica e consequentemente social, que petróleo continuará sendo explorado e utilizado como vem acontecendo! Até seu esgotamento e/ou inviabilidade de vida segura e saudável no nosso planeta!
https://petrobras.com.br/quem-somos/novas-fronteiras?
21 de out. de 2025
"TO BE OR NOT TO BE" = CONTINUAR EXPLORANDO PETRÓLEO OU NÃO!
Um dos mais respeitados cientistas climáticos do mundo, Carlos Nobre dedica-se há décadas ao estudo da Amazônia e das mudanças climáticas. Pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da USP e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, ele foi o primeiro a alertar para o risco de a Floresta Amazônica se tornar uma savana. Nesta entrevista, Nobre alerta que a humanidade vive uma corrida contra o tempo: com a temperatura global já tendo ultrapassado 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, o cientista traça cenários sombrios — e aponta a bioeconomia como um camininho que pode salvar a Amazônia e o planeta.
ENTREVISTA COM CARLOS NOBRE SOBRE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO OU GERAÇÃO DE ENERGIA NÃO POLUENTE:
https://share.google/6R3H26zxAbglwfRYz
19 de out. de 2025
BOMBEIROS versus INCÊNDIOS FLORESTAIS: PROFISSIONAIS EM GRANDE DESVANTAGEM
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/noticias/brasil-tinha-disponivel-menos-de-1-bombeiro-para-cada-1-000-km%C2%B2-queimados-em-2024/
DESTAQUES:
1) A área queimada no Brasil em 2024 ultrapassou 200 mil km², cifra equivalente ao estado do Paraná. Para combater estes incêndios, os país tinha disponíveis no período 71.846 bombeiros militares, o que significa uma média de 0,36 bombeiros por 1.000 km², ou seja, menos de um bombeiro para uma área equivalente a toda cidade de Belém, sede da COP30. Os números são de um relatório divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em parceria com o Corpo de Bombeiros de diferentes estados e outras instituições de pesquisa.
2) O relatório, intitulado “Fogo em Foco – 2024-2025”, mostrou que o número de bombeiros militares disponíveis para o combate foi ainda menor em alguns estados brasileiros. Este é o caso do Mato Grosso, cuja média foi 0,11, e do Pará, que teve, em média, 0,09 bombeiro para cada 1.000 km².
De acordo com a análise, entre março de 2024 e fevereiro de 2025, o Pará registrou a maior extensão de área queimada desde 2002 e Mato Grosso a quarta maior extensão no mesmo período.
3) Ainda em relação ao número de bombeiros militares disponíveis para combate ao fogo, o relatório indica que, em 2024, o Brasil teve 1,9 bombeiros para cada foco registrado, reduzido para 0,4 nos meses de pico de registros na maior parte do território nacional, entre agosto e setembro. No último ano, o INPE registrou 359 mil focos de calor, de dimensões variadas, podendo chegar a milhares de quilômetros quadrados.
4) Além dos Bombeiros, o enfrentamento a incêndios no Brasil é feito também por brigadistas, quando o fogo atinge áreas florestais. Nos últimos anos, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima tem implementado uma série de medidas de enfrentamento a este tipo de queimada.
Em 2025, foram contratados 4.385 profissionais – 2.600 do Ibama e 1.785 do iCMBio. A lista de ações também contempla o estabelecimento de uma Sala de Situação, que avalia periodicamente o risco de fogo nos diferentes biomas, e a contratação de equipamentos e aeronaves. A lista completa de ações pode ser conferida aqui.
18 de out. de 2025
O MESMO CAMINHO DE MUITOS COMPONENTES VIVOS...
...EXTINÇÃO!!!
REPRODUZIDO DE:
https://conexaoplaneta.com.br/blog/dez-especies-sao-declaradas-extintas-em-nova-atualizacao-da-lista-vermelha-da-iucn-e-60-das-aves-estao-em-declinio/
DESTAQUES:
1) A mais recente atualização da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) foi divulgada nesta sexta-feira (10/10), durante um congresso da organização que acontece em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
Infelizmente, as notícias não são boas. A lista agora inclui 172.620 espécies de animais e plantas, das quais 48.646 estão ameaçadas de extinção.
2) Dez espécies foram declaradas oficialmente extintas, entre elas, o maçarico-de-bico-fino (Numenius tenuirostris), o musaranho-da-ilha-natal (Crocidura trichura) e um caracol-cone (Conus lugubris). Fazem parte ainda dessa categoria, de animais que nunca mais serão observados na natureza, mas apenas em coleções de museus ou livros de biologia, três mamíferos australianos, a marga (Perameles myosuros), o bandicoot-listrado-do-sudeste (Perameles notina) e o bandicoot-barrado-de-nullarbor (Perameles papillon) – que não tinham sido analisados antes pela IUCN, mas agora foram e já estão extintos.
3) Os especialistas da organização também alertam que o desmatamento está levando centenas de espécies de aves à extinção. 61% delas têm populações em declínio, em comparação a 44% em 2016. As regiões onde elas enfrentam as maiores ameaças são África Oriental, América Central e Madagascar, onde pássaros como o belíssimo e endêmico pardal-de-schlegel, em destaque acima, apresentam quedas em seus números.
15 de out. de 2025
NOSSA PRECIOSA E RARA REPRESENTANTE DA BIODIVERSIDADE DE AVES AMEAÇADA ...
...POR PLANEJAMENTO PRECÁRIO DE SUA PRESERVAÇÃO FRENTE AO PROGRESSO!
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/reportagens/atraso-em-acordo-segue-matando-araras-em-redes-eletricas-na-bahia/
DESTAQUES:
1) Um acordo em aberto entre o MP da Bahia e a Neoenergia-Coelba prolonga as perdas de araras-azuis-de-lear na Caatinga baiana, sua única morada na natureza. Pesquisadores apontam alternativas para reduzir os choques mortais, que podem retardar a recuperação das populações da ameaçada espécie.
As descargas ocorrem quando a ave toca fios e outros equipamentos com suas grandes asas. Por isso, o aperto de mãos entre as entidades mudará mais postes e fiação para reduzir a matança no Raso da Catarina, região árida e semiárida entre municípios como Jeremoabo, Paulo Afonso e Euclides da Cunha.
2) Denúncias de cientistas e ongs sobre os choques vêm desde 2020. O acerto entre MP e concessionária que era esperado para o fim do ano passado pode ser selado ainda em 2025. A principal pedra no caminho é o tamanho da área alvo das medidas conservacionistas, diz a promotora Luciana Khoury.
Como estão em tratativas, os números não foram detalhados, mas ela resume a situação. “Nós propusemos uma área maior e a empresa entendeu que a área era grande demais”.
3) Diante do impasse, a presidente da Associação Jardins da Arara de Lear, Marlene Reis, afirma que uma solução definitiva é trocar equipamentos na região toda onde vive a espécie. “Precisamos de uma lei que obrigue padrões para as redes elétricas que protejam a biodiversidade”, avalia.
14 de out. de 2025
RELEMBRANDO UMA TENTATIVA DE EVITAR UM MAL PLANEJAMENTO URBANO ...
...ELIMINANDO UMA LEI...EM ATO TÍPICO DE OBTENÇÃO DE GANHOS FINANCEIROS POR QUEM EXPLORA CONSTRUÇÕES DE "ESPIGÕES"
EDIFICAÇÕES NA ORLA MARÍTIMA DE JOÃO PESSOA: ABORDAGEM ECOLÓGICA DO PROBLEMA (reproduzido, em parte, de artigo publicado no jornal CORREIO DA PARAÍBA, de 04 de maio de 2004: “ESPIGÕES: PROBLEMINHA E PROBLEMÕES”)
“Os maiores problemas ambientais residem na diferença entre a maneira como a Natureza trabalha e a maneira como o homem pensa” (Gregory Benson, ecólogo). Toda vez que algum movimento, política e economicamente bem articulado, é lançado na mídia, visando “melhorar” nosso ambiente urbano, “incrementar” o turismo, “trazer” o progresso (e outros jargões da moda usados por tais articulistas), eu me lembro da observação feita pelo ecólogo acima mencionado. Um desses movimentos é o da construção de espigões na orla marítima de João Pessoa. Passa-se o tempo e as idéias de “desenvolvimento”, baseadas na especulação do espaço e o lucro por elas gerado, continuam predominando.
É fácil compreender que profissionais da engenharia civil, arquitetura e técnicos de áreas afins, sejam capazes de propor medidas com a pretensão de amenizar o simples e único aspecto desvantajoso, na visão deles, gerado pelos famosos espigões: a ventilação. Fundamentam-se tais profissionais no desenho arquitetônico, uso de materiais especiais e no conhecimento sobre a “dinâmica dos ventos”, para justificarem a construção de edifícios. Este é o probleminha. Por outro lado, geógrafos, biólogos e ecólogos, e outros profissionais que pesquisam sobre o meio ambiente, fundamentados nos estudos dos fatores que influenciam sobre a vida humana (numa visão antropocêntrica) e sobre a vida vegetal e animal, como um todo (numa visão ecocêntrica), compreendem que o conceito de condições ambientais adequadas a uma boa qualidade de vida, implica num conjunto de fatores ou componentes abióticos, ou seja, que não têm vida (energia solar, água, oxigênio, vento, topogrtafia, espaço etc.) e bióticos, ou seja, que têm vida (plantas, animais e micro-organismos). A combinação, inter-relação, interdependência e ação equilibrada desses fatores, constituem as condições ambientais que permeiam a boa qualidade de vida, tais como a precipitação pluvial, o calor, a umidade do ar, a luminosidade, as correntes de vento, as variações estacionais, assim como a vegetação, o solo, o espaço, a topografia etc. A problemática da construção de espigões não pode centrar-se única e exclusivamente na questão da dinâmica dos ventos.
A literatura científica mostra que um ambiente sofre degradação quando nele ocorre um dos seguintes processos: distúrbio ou estresse. Um ambiente, natural ou urbano, pode estar apto a resistir a um distúrbio ou perturbação fortuita, como por exemplo um vento forte, uma tempestade violenta ou forte insolação. Mas o estresse, diferentemente do distúrbio, é uma pressão contínua, com tendência a ser prolongada. Agora surgem os problemões. Um ambiente urbano, com alta densidade de espigões, proporciona uma ilha de calor permanente (a água da chuva flui rapidamente pelas galerias pluviais, sem dar tempo para resfriar o ambiente, pois não há evaporação lenta, pelo fato de que o solo que desempenhava essa função foi recoberto pela pavimentação de ruas, calçadas e pátios dos edifícios). Há maior intensidade de tráfego, resultando em maiores poluições atmosférica e sonora. As ruas, há longo tempo planejadas, continuarão estreitas, sem espaço para árvores, que abafariam o ruído e absorveriam poluentes. Crianças e idosos, os extremos da faixa etária humana, sempre esquecidos nos nossos planejamentos urbanos, são os que mais sofrem. A água da chuva, que cai nos pátios dos edifícios, é na sua maioria, conduzida para a rede de esgotos, que terá esta sobrecarga, além da carga resultante do aumento da densidade de residências. A manutenção da rede de esgotos não é satisfatória. Neste ponto é bom lembrar a observação: o desenvolvimento de um povo é medido a partir da sua capacidade de manutenção dos seus serviços. A nossa capacidade continua precária. O aumento da densidade populacional humana, elevando a freqüência diária à praia, gera maior carga de resíduos orgânicos. Os micro-organismos, responsáveis pela decomposição e reciclagem da matéria orgânica no solo, cetamente não terão o tempo necessário para realizar esse processo, que se agravará pela possível ocorrência de sombras, à tarde, causadas por edifícios próximos à praia. A probabilidade de se contrair doenças em contato com a areia e a água do mar aumenta. Crianças são as mais vulneráveis.
E depois de tantos problemas, quais as soluções? No caso da orla marítima de João Pessoa, o princípio da verticalização para crescer, não é solução. Administrar a situação presente, para manter uma boa qualidade de vida, já demanda recursos e esforçoes limitantes. O incentivo à pesquisa científica, à criatividade, às inovações não-degradadoras, precisa ser estimulado e financiado. Às vezes me pergunto: afinal, por que e para que nossa sociedeade precisa de Universidade, se o que prevalece sempre é o interesse político e econômico?
Breno Grisi (professor aposentado da UFPB)
O esquema que segue mostra como duas condições de construções afetam diferentemente o ambiente urbano:
a) Em ruas estreitas, os edifícios altos aumentam sensivelmente a radiação infravermelha, responsável pela elevação da temperatura, uma vez que as estruturas verticais refletem a radiação solar na direção do pavimento das ruas, ao invés de refleti-la para o céu (os edifícios e o pavimento das ruas armazenam calor) ao contrário do que acontece numa rua ampla e arborizada.
b) Em tais ruas estreitas com edifícios altos, há dificuldade para a dispersão dos gases poluentes (óxidos de nitrogênio e carbono, que são tóxicos) e partículas sólidas; a maior parte desses poluentes provém da queima de combustíveis pelos veículos.
c) É imprescindível à amenização do impacto da radiação solar intensa e à absorção dos gases tóxicos e dos ruídos excessivos, prever espaço para árvores, sem causar problemas à rede elétrica ou à pavimentação das ruas, calçadas e muros. Esta arborização surte melhor efeito em ruas com construções com baixa altura.
11 de out. de 2025
O DIREITO DE IR E VIR. ESTÁ NA NOSSA CONSTITUIÇÃO!
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/reportagens/macaco-aranha-e-registrado-pela-primeira-vez-em-ponte-artificial-no-brasil/
DESTAQUES:
1) A realidade na Amazônia do Arco do Desmatamento é bem diferente daquela imagem de florestas a perder de vista. Encurralada pelo ritmo acelerado da destruição, a floresta, quando ainda existe, é comumente reduzida a fragmentos isolados por pastos, plantações ou cidades. Esse é o contexto do município de Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso, onde uma iniciativa tem aberto passagem – literalmente – para macacos e outros animais transitarem entre as áreas remanescentes de mata, sem o risco de acabarem atropelados em alguma das ruas da cidade. O sucesso das passagens de fauna instaladas foi coroado com a travessia inédita dos macacos-aranhas – no primeiro registro do tipo para a espécie no país.
2) "É a primeira vez que um macaco-aranha é documentado usando uma ponte artificial no Brasil”, comemora a coordenadora do Projeto Reconecta, Fernanda Abra, responsável pelo Programa Alta Floresta Não Atropela ao lado da Secretaria de Meio Ambiente do município. A iniciativa, que teve início no ano passado, já instalou sete passagens de fauna em diferentes pontos da zona urbana de Alta Floresta.
A travessia inédita do macaco-aranha-da-cara-preta (Ateles chamek) foi documentada em junho e, desde então, a espécie se tornou usuária frequente das pontes artificiais. A imagem de um dos maiores macacos amazônicos, com seus braços e pernas compridos, acompanhados de uma enorme cauda preênsil, passando tranquilo pela passarela tem emocionado não apenas a equipe do projeto, mas toda a cidade.
3) A espécie, que recentemente teve seu grau de ameaça elevado de Vulnerável para Em Perigo de Extinção na mais recente avaliação nacional, sofre principalmente com a perda e desconexão de habitat, caça e expansão da malha viária.
O macaco-aranha é apenas uma das espécies que têm se beneficiado das pontes instaladas pelo programa no município. Entre outubro de 2024 e maio deste ano já foram quase 4 mil travessias.
4) Os usuários incluem outro primata ameaçado de extinção: o zogue-zogue-de-Alta-Floresta (Plectorocebus grovesi), também conhecido como zogue-zogue-de-Mato-Grosso – que já esteve listado entre os 25 primatas mais ameaçados do mundo –, cuja travessia foi registrada pela primeira vez em fevereiro deste ano. Outro ilustre frequentador das pontes é o pequeno sagui-de-schneider (Mico schneideri), descrito formalmente pela ciência apenas em 2021 e que ocorre apenas na Amazônia mato-grossense.
4) Os usuários incluem outro primata ameaçado de extinção: o zogue-zogue-de-Alta-Floresta (Plectorocebus grovesi), também conhecido como zogue-zogue-de-Mato-Grosso – que já esteve listado entre os 25 primatas mais ameaçados do mundo –, cuja travessia foi registrada pela primeira vez em fevereiro deste ano. Outro ilustre frequentador das pontes é o pequeno sagui-de-schneider (Mico schneideri), descrito formalmente pela ciência apenas em 2021 e que ocorre apenas na Amazônia mato-grossense.
9 de out. de 2025
COMO FELINOS NO BRASIL REAGEM ÀS ROTAS DO "PROGRESSO"
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/noticias/estudo-revela-como-felinos-brasileiros-reagem-as-mudancas-humanas-no-meio-ambiente/
DESTAQUES:
1) Um novo estudo guiado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) mostrou que os felinos selvagens brasileiros não se comportam da mesma maneira diante das transformações impostas pelo ser humano no meio ambiente. A equipe analisou mais de 14 mil registros de nove espécies e descobriu que enquanto onças-pardas e jaguarundis conseguem se adaptar melhor a áreas agrícolas e estradas, espécies como o gato-maracajá e o gato-do-mato-pequeno dependem quase exclusivamente de florestas preservadas.
2) "Descobrimos que não podemos tratar todos os felinos da mesma forma. Cada espécie tem uma estratégia diferente para lidar com as mudanças na paisagem”, explicou Vanessa Bejarano Alegre, primeira autora do estudo e pesquisadora do Laboratório de Ecologia Espacial e Conservação (LEEC) da UNESP.
3) O artigo, publicado na revista Biological Conservation, combinou dados abertos de plataformas como GBIF e iNaturalist com mapas de cobertura do solo e redes rodoviárias. A abordagem revelou que o impacto humano é altamente variável entre as espécies.
Segundo o estudo, o gato-de-geoffroy (Leopardus geoffroyi), classificado como espécie generalista – um grupo que também abrange as onças-pardas (Puma concolor) e o jaguarundi (Herpailurus yagouaroundi) –, mostrou-se avesso a áreas modificadas, comportamento típico de um especialista florestal. Já todas as três espécies (gato-maracajá, gato-do-mato-pequeno e gato-do-mato-grande) consideradas dependentes de floresta foram encontradas próximas a áreas agrícolas, o que pode indicar que seus últimos refúgios estão isolados por plantações.
4) Outro ponto apresentado foi a diferença na relação com as áreas de estradas. Dados apontaram que 35,8% dos registros de gato de-geoffroy foram encontrados a menos de 10 metros de rodovias – quase um terço dos casos – e apenas 0,001% dos gatos-do-mato-pequeno toleram essa proximidade – uma diferença de mais de 3.500 vezes. Já as onças pintadas, por sua vez, mesmo sendo grandes predadores e possuindo uma capacidade de percorrer longas distâncias, evitam ao máximo as estradas – um padrão analisado pelos pesquisadores que avaliaram a presença delas apenas em horários de baixo tráfego.
7 de out. de 2025
METANOL: UM EXEMPLO DE COMO OS SERES HUMANOS TORNARAM A VIDA COMPLICADA! COM A TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO DE BENS DE CONSUMO...
...INDISPENSÁVEIS À VIDA?!
Este problema vem se revelando ser muito grave no Brasil; com muitos registros também em outros países: O levantamento do Médicos Sem Fronteiras aponta que, nos últimos 6 anos, entre 2019 e 2025, Indonésia, Índia e Rússia lideram o numero de ocorrências.
INFORMAÇÕES OBTIDAS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A importância do metanol reside em sua ampla utilização como matéria-prima e solvente na indústria química, para a fabricação de produtos como plásticos, tintas, solventes, adesivos e biocombustíveis, como o biodiesel. Sua produção é essencial para diversas cadeias produtivas, mas, por ser altamente tóxico, seu manuseio e comercialização são rigidamente regulados, especialmente devido ao risco de contaminação de bebidas.
Aplicações Industriais.
Matéria-prima: É um insumo fundamental para a produção de formaldeído (que por sua vez é usado em resinas e plásticos), ácido acético, e outros produtos.
Solvente: Serve como solvente industrial, dissolvendo alguns sais e sendo utilizado em reações farmacológicas e na extração de produtos animais e vegetais.
Combustível: É usado como aditivo em alguns combustíveis para melhorar a octanagem e eficiência de combustão, além de ser um precursor para o metanol verde, um combustível com menor impacto ambiental.
Produção de biodiesel: O metanol é usado na transesterificação de óleos vegetais para gerar biodiesel.
Outras aplicações: É encontrado em anticongelantes, limpa-vidros e removedores de tinta, além de ter um papel na produção de vitaminas e hormônios.
Produção e Fontes
O metanol é produzido a partir de fontes fósseis, como gás natural e petróleo, mas também pode ser feito a partir da biomassa ou por eletrólise da água.
Riscos e Regulamentação.
Toxidade: O metanol é altamente tóxico e seu consumo por humanos pode levar a sintomas graves, como problemas de visão, coma, falência renal e morte.
Contaminação de bebidas: Casos recentes de intoxicação e morte em São Paulo estão sendo investigados e relacionam-se à adição de metanol a bebidas alcoólicas, possivelmente para baratear a produção ilegal ou higienizar garrafas.
Regulamentação: Devido à sua periculosidade, a fabricação, venda e uso do metanol são controlados por regulamentações estritas para prevenir o uso indevido.
6 de out. de 2025
JUSTIÇA DECIDINDO: ESPERO QUE SE BASEIEM EM AVALIAÇÃO FEITA POR QUEM ENTENDA O PROBLEMA!
REPRODUZIDO DE:
https://www.conjur.com.br/2025-out-04/stf-julgara-se-estados-podem-autorizar-caca-de-especies-exoticas-invasoras/
DESTAQUES:
1) Entre as espécies exóticas consideradas invasoras estão o búfalo, javali, javaporcos, tilápia, saguis e tambaquis. É possível conferi-las no Relatório Temático Sobre Espécies Exóticas Invasoras,
Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES).
2) OBS.: eis aqui um exemplo de como no Brasil prevalece o que chamo de "retórica jurídica" ou ainda "filigranas jurídicas" [Figuradamente, o termo descreve detalhes sem importância ou minúcias que não alteram o sentido principal de uma questão, ou uma descrição excessivamente detalhada, mas vazia].
"Ao julgar ação movida pelo partido Avante, o Tribunal de Justiça de São Paulo declarou inconstitucional a expressão “invasoras”, presente em diversos trechos da norma, por entender que houve extrapolação da competência estadual e violação ao princípio da separação de Poderes".
Na minha avaliação por aqui no Brasil, "poderes" estão sempre acima de "saberes".
EM RESUMO: nosso histórico de problemas causados pela introdução de espécies alienígenas, é antigo. Plantas e animais que causaram impactos indesejáveis. O preventivo teria evitado que o entusiasmo em introduzir espécies de ecossistemas de outros biomas com intenções econômicas surtisse efeitos danosos, ecológicos e econômicos.
4 de out. de 2025
ARCO DO DESMATAMENTO NOVO OU AMPLIADO: AMACRO (AMazonas ACre ROndônia)
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/amacro-o-novo-arco-do-desmatamento-tem-454-mil-km%C2%B2-e-concentrou-76-de-toda-a-devastacao-no-am-ac-e-ro-2018-2022-ctl01/
DESTAQUES:
1) Região de 454 mil km² na divisa de AM, AC e RO, a AMACRO; concentrou 76% da derrubada nos três estados entre 2018 e 2022, aponta estudo.
Um novo e alarmante epicentro do desmatamento se consolidou na Amazônia brasileira. Conhecida como AMACRO, uma vasta área de 454 mil km² que abrange 32 municípios na fronteira entre Amazonas, Acre e Rondônia, tornou-se o principal foco de destruição da floresta. De acordo com um estudo detalhado divulgado pela Agência FAPESP em março de 2024, essa região foi responsável por impressionantes 76% de todo o desmatamento registrado nos três estados entre 2018 e 2022, sendo agora considerada o “novo arco do desmatamento”.
2) O que define o “novo arco do desmatamento”?
O termo AMACRO refere-se a uma zona de planejamento estratégico que, embora proposta com a ideia de desenvolvimento, acabou por sinalizar ao mercado uma nova fronteira para a expansão de commodities. Segundo o estudo da Agência FAPESP, a pressão sobre a região intensificou-se a partir de 2018, coincidindo com o planejamento da Zona de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) Abunã-Madeira. Essa iniciativa, apelidada de “Matopiba do Norte”, funcionou como um gatilho para a corrida por terras, atraindo grileiros e pecuaristas que vislumbraram uma oportunidade de alta valorização imobiliária e expansão de seus negócios.
3) A escalada da devastação na AMACRO não é um fenômeno isolado, mas sim o resultado de uma pressão coordenada para a expansão da fronteira agropecuária. O avanço é impulsionado principalmente pela pecuária extensiva, pela especulação de terras e pela grilagem. A dinâmica revela um processo sistêmico que transforma rapidamente a paisagem florestal em pastagens, intensificando conflitos socioambientais e colocando em xeque a capacidade do Estado de proteger territórios e garantir a legalidade na região mais cobiçada do bioma.
4) A análise geoespacial confirma que essa área não foi escolhida ao acaso. Ela representa a vanguarda da conversão de floresta para uso agropecuário, um processo histórico na Amazônia. Dados do MapBiomas mostram que, entre 1985 e 2020, 99% dos 44,5 milhões de hectares desmatados no bioma foram destinados à agropecuária. Deste total, 86,3% viraram pastagens, evidenciando o papel central da pecuária. A AMACRO é, portanto, o capítulo mais recente e agressivo dessa longa história de substituição da floresta por pasto, consolidando um modelo de ocupação que avança sobre terras públicas e áreas protegidas.
5) O paradoxo econômico: um investimento de alto custo e baixo retorno?
A consolidação da AMACRO como fronteira agrícola levanta uma questão econômica fundamental: vale a pena? O modelo baseado na pecuária extensiva exige investimentos vultosos em infraestrutura, como a construção de milhares de quilômetros de cercas, para um retorno produtivo relativamente baixo. Ao mesmo tempo, destrói-se um ativo de valor incalculável. O Banco Mundial avalia a riqueza da floresta em pé em US$ 317 bilhões, enquanto o potencial econômico da bioeconomia amazônica, o uso sustentável da biodiversidade, é estimado em R$ 1,3 trilhão por ano até 2050
ARARA CANINDÉ: UM POUCO DE SUA HISTÓRIA NA CAATINGA E ALGUMAS DE SUAS PECULIARIDADES
HISTÓRIA NA CAATINGA:
https://oeco.org.br/analises/sermao-das-araras/
PECULIARIDADES:
https://www.wikiaves.com.br/wiki/arara-caninde
DESTAQUES:
1) Arara-canindé
A arara-canindé é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.
Conhecida também como arara-de-barriga-amarela, arara-azul (Amazônia), canindé, arara-amarela e ara-arauna. É um dos psitacídeos mais espertos.
Não é considerada como sendo ameaçada, embora seja apreciada como ave de gaiola. Suas populações estão diminuindo e algumas delas já estão extintas. Em Trinidad foi realizado um processo de reintrodução bem sucedido.
2) Nome Científico.
Seu nome científico significa: do (tupi) ara = nome indígena tupi para designar várias espécies de papagaio; e do (tupi) ara = papagaio; e una = preto, escuro. ⇒ Papagaio escuro.
Características.
Mede cerca de 80 centímetros de comprimento. Grande e de cauda longa. Inconfundível e vistosa coloração azul ultramarino no dorso, e amarelo-dourado na parte inferior desde a face, ventre até o rabo, garganta com linha negra e área nua na cabeça com linha de penas negras. Os jovens têm as asas e o rabo café-acinzentado e os olhos pardos.
3) Lutinismo
3 de out. de 2025
CURIOSIDADE DO "ecologiaemfoco"...
... pensei que fosse atrair mais acessos a partir do Brasil, objetivando atrair atenção de muitos de meus ex-alunos, por abordar assuntos sobre nossos ecossistemas e temas relacionados à preservação de nossos recursos naturais, nossa rica biodiversidade, aquecimento global, poluição, educação ambiental...
Eis o quadro atual dos acessos (hoje 603.454):
30 de set. de 2025
MOSTRE-ME UM LUGAR NO PLANETA TERRA E TE DIREI EM QUAL ANIMAL ENCONTRARÁS MICROPLÁSTICOS!
REPRODUZIDO DE:
https://oeco.org.br/noticias/
DESTAQUES:
1) Pesquisadores descobriram resíduos de microplástico no estômago de macacos em uma das regiões mais bem preservadas da Amazônia brasileira. É a primeira vez que este tipo de registro é feito em um primata arborícola, ou seja, que passa sua vida na copa das árvores. A descoberta soou o alarme – mais um – sobre a necessidade urgente de conter a poluição plástica no planeta.
As vítimas do plástico foram dois guaribas-vermelhos (Aloautta juara), também chamados de bugio, nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá e Amanã, ambas no Amazonas. O achado foi feito ao acaso durante uma pesquisa liderada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá que buscava estudar a dieta dos macacos e a presença de parasitas.
2) O alerta foi feito em uma nota científica publicada no periódico EcoHealth no dia 22 de setembro, assinado por sete pesquisadores.
A pesquisa foi feita em parceria com caçadores locais – atividade permitida para a subsistência das comunidades que vivem nas duas RDS – que, entre 2002 e 2017, doaram ao Instituto as vísceras dos animais abatidos e que seriam normalmente descartadas. Os estômagos foram então analisados em laboratório. Ao todo foram examinados os conteúdos estomacais de 47 guaribas.
3) Em dois deles, caçados durante a cheia nas florestas alagadas, foram encontrados microplásticos – resíduos menores, de 1 a 5 milímetros. A ingestão de plástico por um animal que passou sua vida inteira em cima das árvores, comendo folhas e frutos, causou surpresa nos pesquisadores.
“Termos encontrado essas partículas plásticas no estômago de guaribas é preocupante. Nós já sabemos que a poluição plástica é algo muito difícil de controlar e encontrá-la na fauna silvestre, em um ambiente conservado, como o das reservas, acaba sendo mais um alerta. Especialmente quando a gente encontra essas partículas num animal arborícola, que não vai ter tantas oportunidades de contato com qualquer resíduo que possa ficar no solo da floresta”, comenta a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Anamélia Jesus, que liderou o estudo.
4) Historicamente, os animais aquáticos – como peixes, aves marinhas e tartarugas – são as vítimas mais comuns da ingestão de plástico. Os pesquisadores acreditam que o regime de cheia e vazante dos rios amazônicos, que variam em média 10,6 metros na região, pode ter sido o caminho pelo qual o plástico chegou aos macacos.
“Toda essa dinâmica da água pode movimentar esses resíduos que podem ter sido jogados na própria água ou se acumulado na beira de rios, e com o nível da água subindo, isso pode chegar em animais que nem imaginávamos que poderiam ser afetados pelo plástico”, aponta Anamélia.
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