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24 de set de 2011

APRENDENDO COM A NATUREZA – Capítulo I






Na verdade, este não deveria ser o primeiro capítulo de um título como esse, acima; pelo menos no que diz respeito ao que venho mostrando a certo tempo, que deveríamos ser mais atentos ao que a Natureza nos ensina. O primeiro dessa série eu diria que foi a divulgação que fiz de fotos e vídeos sobre a falésia do Cabo Branco, em que há evidências de recomposição protetora na base da barreira contra as ações das marés, graças à acumulação de areia, sustentada por rochas e posterior revegetação natural sobre ela (ver postagens anteriores).
Agora chamo a atenção dos leitores (e quem sabe, também, das autoridades da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa), para a situação ilustrada nas fotos anexadas nesta postagem. Na sequência de fotos vemos um funcionário, o bravo Josinaldo, em sua varrição diuturna da calçada da praia de Tambaú, no trecho próximo à estátua do Almirante Tamandaré. “Todo dia é essa penitência. E nestes meses de agosto e setembro (meses dos ventos, aqui em João Pessoa), ainda é pouco”!!! Confessa o dedicado trabalhador da varrição. Em outra foto é visto um dos bares situados nesse trecho, onde não há cobertura vegetal e que, segundo o Josinaldo, o proprietário e clientes sofrem com a areia deslocada facilmente pelos ventos. Na terceira foto, obtida de área ao lado, um trecho com abundante cobertura vegetal, com a placa avisando que é Área de Preservação, percebendo-se que nenhum problema ali ocorre com deslocamento de areia.
Obtive mais uma foto, desta feita na praia do Cabo Branco, um pouco mais adiante no sentido sul, em que, apesar da cobertura vegetal não ser densa como na Área de Preservação, é eficiente na retenção da areia. Chamo a atenção dos leitores (e quiçá das autoridades) que para aquele trecho da praia de Tambaú onde o Josinaldo labuta incessantemente para retirar a areia da calçada, é possível reconstituir a cobertura vegetal, sem impedir a passagem dos banhistas. É só uma questão de implantar cobertura vegetal adequada e traçar caminhos (oblíquos à direção predominante dos ventos) para permitir passagem de pessoas. Tudo em observância ao que a Natureza nos mostra.
Ah como seria bom se aprendêssemos!!!

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