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10 de ago de 2016

ESTE PROJETO FOI "ENTERRADO". MAS ENQUANTO NÃO HOUVER UMA POLÍTICA SÓLIDA PARA ENERGIA ALTERNATIVA, RISCOS DE PROJETOS INSANOS CONTINUARÃO EXISTINDO

Lava-Jato, recessão e índios enterraram o projeto insano da usina de São Luiz

Por Claudio Angelo, do OChttp://www.oeco.org.br/reportagens/lava-jato-recessao-e-indios-enterraram-o-projeto-insano-da-usina-de-sao-luiz/


O prego no caixão de uma das maiores sandices da história do planejamento elétrico no Brasil foi batido às 15h37 desta quinta-feira, 4 de agosto, pelas mãos da presidente do Ibama, Suely Vaz de Araújo. Num despacho de quatro parágrafos, ela determina o arquivamento do processo de licenciamento da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, em Itaituba, Pará. O arquivamento havia sido antecipado na véspera pelo repórter Dimmi Amora, da Folha de S.Paulo.São Luiz era um desses projetos que fazem lembrar a frase que o físico austríaco Wolfgang Pauli dizia toda vez que lia um trabalho científico muito ruim: “Isto aqui não está certo. Não está nem sequer errado”. A usina, projetada para gerar 8.040 megawatts de eletricidade, entregaria na prática metade disso como energia “firme”. Seu reservatório alagaria 722 quilômetros quadrados de floresta (meia cidade de São Paulo) numa das regiões mais preservadas da Amazônia, inclusive parte do Parque Nacional da Amazônia e três aldeias da terra indígena Sawré Muybu, dos índios munduruku. Custaria R$ 30 bilhões, o mesmo que Belo Monte. Serviria de cabeça-de-ponte para a instalação de mais oito ou nove usinas, que consolidariam a grande expansão para o Norte do sistema hidrelétrico brasileiro.

O “complexo Tapajós” fez a então presidente Dilma Rousseff determinar por Medida Provisória a redução de sete unidades de conservação federais. Áreas protegidas só podem ser reduzidas por lei, e a manobra de Dilma foi contestada no STF pelo Ministério Público. O complexo de barragens tem o potencial de ampliar em 25% o desmatamento na bacia do Tapajós – o último grande afluente do Amazonas ainda sem hidrelétricas.

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[A reportagem completa pode ser vista no link apresentado no topo]



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