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29 de nov. de 2025
“FÁBRICA” DE CAMARÃO?! NÃO (?), APENAS INDÚSTRIA DA CARCINICULTURA!
REPRODUZIDO DE:
https://clickpetroleoegas.com.br/com-viveiros-aerados-24-horas-por-dia-e-alimentacao-reforcada-para-acelerar-o-ciclo-de-engorda-a-criacao-industrial-de-camarao-mostra-uma-rotina-que-funciona-como-linha-de-montagem-da-proteina-vml97/
DESTAQUES:
1) A criação industrial de camarão opera como uma linha de produção contínua com viveiros superdensos, aeração 24h e ciclos acelerados de engorda.
A carcinicultura brasileira e asiática vive uma expansão silenciosa, porém extremamente intensa. Em regiões do Nordeste, no Equador, no Vietnã e na Tailândia, vastas áreas litorâneas foram convertidas em fazendas de camarão que operam como sistemas industriais cronometricamente ajustados. Nada lembra as imagens litorâneas românticas ou o camarão pescado de forma artesanal. O produto barato que chega aos restaurantes e supermercados nasce em um ambiente mecânico, monitorado e impulsionado por tecnologia que não desconecta nem por um minuto.
2) A lógica é simples: quanto maior a densidade de camarões por metro quadrado, maior a produção por ciclo. E é aí que a engorda intensiva se torna um processo que poucos consumidores imaginam. Viveiros que poderiam comportar poucos milhares de animais passam a abrigar centenas de milhares. Para sustentar essa densidade extrema, turbinas de oxigênio trabalham dia e noite, criando turbulência constante na água.
Aeração artificial, bombas submersas e misturadores mecânicos garantem que o oxigênio dissolvido nunca caia a níveis críticos. Cada equipamento tem função vital, porque um apagão de algumas horas pode significar a perda de toneladas de animais em um único viveiro.
3) A superprodução de camarão impulsionada por tecnologia e ciclos acelerados.
A espécie dominante, Litopenaeus vannamei, conhecida como camarão-branco, tornou-se a queridinha do setor devido ao seu crescimento rápido e à alta tolerância a densidades elevadas. Em condições controladas, essa espécie pode atingir o tamanho comercial em poucas semanas, encurtando drasticamente o tempo entre um ciclo e outro.
Em vez de uma produção anual, fazendas de engorda conseguem até quatro ciclos completos no mesmo viveiro ao longo do ano, criando um fluxo de proteína constante e previsível.
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