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24 de mar. de 2026

A ANTIGA E FÉRTIL "TERRA PRETA DOS ÍNDIOS" DA AMAZÔNIA

REPRODUZIDO DE: https://agencia.fapesp.br/fertilizacao-do-solo-com-terra-preta-da-amazonia-aumenta-diametro-de-arvore-em-ate-88/57526
DESTAQUES: OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: a microbiota do solo em maior evidência! O estudo mostra que as TPAs abrigam um conjunto de bactérias, arqueas e fungos que ajudam as plantas a absorverem os nutrientes e ainda eliminam outros microrganismos oportunistas e patogênicos, tornando o ambiente muito mais favorável para seu crescimento. 1) André Julião | Agência FAPESP – Um estudo realizado no Amazonas com apoio da FAPESP demonstrou que pequenas quantidades da chamada “terra preta da Amazônia” (TPA), solo antropogênico criado por antigas populações amazônicas, são capazes de aumentar o crescimento em até 55% na altura e 88% em diâmetro do ipê-roxo (Handroanthus avellanedae), árvore que ocorre também na Mata Atlântica. 2) Em uma espécie amazônica, o paricá (Schizolobium amazonicum), o aumento foi de 20% na altura e 15% no diâmetro do tronco. Os resultados são referentes aos primeiros 180 dias de vida das plantas, em comparação com outras das mesmas espécies que não receberam a terra preta. A pesquisa, publicada na revista BMC Ecology and Evolution, foi conduzida por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), em Piracicaba, da Embrapa Amazônia Ocidental e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ambos em Manaus. 3) “O determinante não foi a quantidade de nutrientes em si, que não muda muito, mas os microrganismos, que eram bem diferentes, especialmente os fungos. Nas plantas tratadas com terra preta há uma reorganização da microbiota em torno das raízes, com um recrutamento mais eficiente de microrganismos benéficos e uma redução de patógenos”, explica Anderson Santos de Freitas, primeiro autor do estudo, realizado durante doutorado no Cena-USP com bolsa da FAPESP.

21 de mar. de 2026

NANOPLÁSTICOS E METAIS TÓXICOS EM VEGETAIS COMESTÍVEIS

OBSERVAÇÃO: Muito importante ao se planejar utilização de água residuária na agricultura. Irrigação em plantios com finalidade, por exemplo de produção de celulose (eucalipto, pinus...) deve ser o foco mais relevante para aproveitamento dessa rica fonte de nutrientes. REPRODUZIDO DE:
https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2026/03/o-que-tem-na-sua-salada-nanoplasticos-geradores-de-metais-pesados-sao-detectados-em-alface.ghtml DESTAQUES: 1) Vegetais folhosos como a alface são frequentemente associados a uma alimentação saudável. No entanto, novas pesquisas indicam que contaminantes emergentes no ambiente podem alterar a forma como essas plantas absorvem substâncias potencialmente tóxicas. Um estudo conduzido por pesquisadores da Texas A&M University mostra que a presença de nanoplásticos pode aumentar significativamente a quantidade de cádmio, um metal pesado tóxico, acumulada nas folhas comestíveis da planta. 2) Divulgado no último dia 7 de março, o estudo foi publicado no periódico Journal of Agricultural and Food Chemistry, que investigou como a alface reage quando exposta simultaneamente a dois tipos de contaminantes: nanoplásticos e cádmio. Os experimentos foram realizados em sistemas hidropônicos controlados, permitindo aos cientistas observar com precisão como essas substâncias interagem dentro da planta. Os resultados chamaram a atenção dos pesquisadores, uma vez que as plantas foram submetidas a dois contaminantes e absorvem até 61% mais cádmio nas folhas em comparação com aquelas expostas apenas ao metal pesado. 3) Estresse nas plantas e absorção de contaminantes O estudo sugere que o aumento da absorção ocorre devido à resposta fisiológica da planta de alface ao estresse. Em condições normais, quando exposta ao cádmio, a verdura tende a intensificar a ramificação de suas raízes para buscar regiões menos contaminadas do solo. Nesse processo, o metal costuma ficar retido principalmente nesss raízes, reduzindo sua presença nas folhas consumidas. 4) A presença de nanoplásticos, porém, muda esse equilíbrio. Esses fragmentos microscópicos, gerados pela degradação de plásticos maiores, provocam estresse oxidativo nas plantas, um processo comparável à inflamação em organismos humanos. Quando esse tipo de estresse ocorre simultaneamente à resposta natural ao cádmio, os mecanismos de defesa da planta ficam comprometidos. Como resultado, o metal pesado consegue se deslocar com mais facilidade até os tecidos foliares. 5) Outro resultado inesperado foi observado. Nas plantas expostas ao cádmio e nanoplásticos, a concentração dessas partículas de plástico nas folhas foi 67% maior do que em plantas expostas apenas aos nanoplásticos. A explicação pode estar na forma como as raízes se desenvolvem sob a presença de cádmio.

19 de mar. de 2026

UIRAPURU: AVE DA AMAZÔNIA COM SEU RARÍSSIMO CANTO

REPRODUZIDO DE: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2026/03/15/video-fotografo-registra-em-rondonia-canto-de-ave-que-so-pode-ser-ouvido-15-dias-por-ano.ghtml Uirapuru (Cyphorhinus aradus) é um pequeno pássaro amazônico, famoso por seu canto melodioso e complexo, considerado um dos mais belos da floresta.
VÍDEO: fotógrafo registra em Rondônia canto de ave que só pode ser ouvido 15 dias por ano. Vídeo gravado em Porto Velho mostra o canto da ave considerada um dos maiores tesouros sonoros da floresta. A ave vive em matas maduras e fechadas, ambientes escuros e de difícil acesso. (Por g1 RO 15/03/2026). DESTAQUE: O uirapuru é uma das aves mais enigmáticas da Amazônia. Discreto, difícil de ser visto e ainda mais raro de ser ouvido, pois ele guarda uma característica única: canta para acasalar apenas por aproximadamente 15 dias por ano. No folclore amazônico, a ave é conhecida por ter sido um guerreiro que caminhava pela floresta tocando sua flauta de bambu. 📹 No vídeo exclusivo gravado em Porto Velho pelo pesquisador Luis Morais, é possível ouvir o canto do uirapuru, considerado um dos maiores tesouros sonoros da mata. (assista acima) Segundo o biólogo e professor Guilherme Marietto, especialista em aves, o som do uirapuru é melodioso e doce, lembrando uma flauta. Esse canto acontece apenas durante o período de reprodução, entre setembro e outubro. Assim que o macho encontra uma fêmea, ele se cala e só volta a cantar no ciclo seguinte. Outra curiosidade é que não existe diferença visível entre macho e fêmea.

18 de mar. de 2026

NO REINO DOS ANIMAIS TIDOS COMO PACÍFICOS...

...NEM TUDO SÃO FLORES!
REPRODUZIDO DE: https://www1.folha.uol.com.br/amp/ciencia/2026/03/bonobos-vistos-como-pacificos-empatam-com-chimpanzes-em-agressividade.shtml ONDE VIVEM: Os bonobos (Pan paniscus) vivem exclusivamente nas florestas tropicais de planície da República Democrática do Congo (RDC), na África Central. Seu habitat está restrito à bacia do Congo, especificamente ao sul do rio Congo e ao norte do rio Kasai/Sankuru. OBSERVAÇÕES ADICIONAIS (DE OUTRAS FONTES): 1) Frans de Waal, renomado primatólogo, destacou chimpanzés como seres altamente políticos, inteligentes e sociais, com 98,5% de DNA compartilhado conosco. Suas pesquisas demonstraram que eles formam alianças, utilizam reconciliação pós-conflito e exibem comportamentos complexos semelhantes aos humanos, como busca de poder, manipulação e empatia, desafiando a visão de que somos inerentemente agressivos. 2) Principais Pontos de Frans de Waal sobre Chimpanzés: Política e Poder: Chimpanzés machos, para se tornarem "alfa", precisam de apoio social e alianças, não apenas força física. Eles manipulam, fazem "subornos" com comida e cultivam relações para se manterem no topo. Reconciliação e Conflito: De Waal mostrou que, após lutas, chimpanzés recorrem à reconciliação para restaurar a harmonia do grupo, desmistificando que agressividade exclui cooperação. Semelhança Humana: Ele argumenta que muitas das nossas características "humanas" — como guerra, política, altruísmo e reconciliação — têm raízes profundas na biologia dos primatas. Contraste com Bonobos: Enquanto chimpanzés resolvem problemas com agressão (dominância masculina), De Waal frequentemente os compara aos bonobos, que são mais pacíficos, matriarcais e usam o sexo para mediar conflitos.

16 de mar. de 2026

A MAIS ANTIGA RESERVA BIOLÓGICA DO BRASIL 52 ANOS...

...NO RIO DE JANEIRO Reproduzido de https://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/noticia/2026/03/11/reserva-biologica-federal-mais-antiga-do-brasil-completa-52-anos-de-preservacao-ambiental.ghtml Reserva biológica federal mais antiga do Brasil completa 52 anos de preservação ambiental. Unidade de Conservação em Silva Jardim é habitat de oito espécies em extinção, incluindo o mico-leão-dourado, que em todo o planeta, só existe no Rio de Janeiro. Um dos principais motivos para a celebração é a preservação de oito espécies ameaçadas, conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por meio do Núcleo de Gestão Integrada Mico-leão-dourado.
Preservação do mico-leão-dourado.["GOLDEN LION TAMARIN"]. Com mais de 5 mil hectares, a reserva foi criada a partir do trabalho do primatólogo Adelmar Coimbra Filho e do ambientalista Alceo Magnanini, com o objetivo de salvar o mico-leão-dourado, espécie símbolo da Mata Atlântica que ainda está ameaçada de extinção e só existe no Rio de Janeiro. Em 1974, ano da criação da reserva, havia pouco mais de 200 micos-leões-dourados. Hoje, graças às ações do ICMBio e de parceiros, cerca de cinco mil animais vivem soltos na natureza. Além do mico-leão-dourado, a área abriga espécies como a preguiça-de-coleira e a borboleta-da-praia, entre outras ameaçadas de extinção. Segundo a instituição, o local é a maior área remanescente de Mata Atlântica na Baixada Fluminense, com mais de 365 espécies de flora catalogadas.

11 de mar. de 2026

NO BRASIL, CUSTOS DA ENERGIA ELÉTRICA NA DEPENDÊNCIA DA AMAZÔNIA ...

..."RIOS VOADORES" NÃO DEVEM SER ESQUECIDOS!
Acima: imagem aérea feita por drone mostra a represa de Marimbondo, no município de Guaraci, no interior de São Paulo, com nível de água drasticamente reduzido, em outubro de 2025. (Foto: Joel Silva/Fotoarena/Folhapress) DESTAQUES: 1) O debate sobre a Amazônia costuma girar em torno de biodiversidade, emissões de carbono e compromissos climáticos internacionais. Tudo isso é fundamental. Existe, contudo, uma dimensão menos evidente, apesar de afetar diretamente o bolso do brasileiro: a floresta interfere diretamente no preço da energia elétrica. Um estudo da Rede de Pesquisa e Produtividade (Rede PP&S) revelou que todo o desmatamento das últimas quatro décadas custou aos consumidores brasileiros mais de US$ 1 bilhão por ano na conta de luz. 2) A matriz elétrica brasileira é uma das mais renováveis do mundo, com mais de 80% da geração proveniente de fontes limpas. Boa parte dessa vantagem competitiva vem da hidreletricidade. O que nem sempre se destaca é que metade da energia produzida no país depende de chuvas influenciadas pela Amazônia. A floresta funciona como um vasto sistema de reciclagem de umidade. Pela evapotranspiração, libera vapor d’água que os “rios voadores” conduzem ao Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Ali estão as principais bacias hidrográficas e usinas do país. 3) Quando a floresta perde cobertura, esse mecanismo enfraquece. A redução da evapotranspiração altera os fluxos atmosféricos e diminui a precipitação em áreas-chave para a geração hidrelétrica. Não se trata de uma hipótese abstrata. O estudo “Energia das florestas: Os custos sociais do desmatamento para o setor energético brasileiro” estimou que, se o desmatamento acumulado desde 1985 tivesse sido evitado, a geração hidrelétrica brasileira poderia ser, hoje, cerca de 12,8 TWh maior por ano. Em termos percentuais, parece pouco, algo em torno de 2% da geração média. Mas, no sistema elétrico brasileiro, isso faz diferença. Quando a geração hidrelétrica cai, as usinas térmicas, que são mais caras, precisam ser acionadas para atender à demanda. Como elas costumam definir o preço da energia, esta entrada eleva o custo para todo o mercado. O resultado aparece no bolso do consumidor. RIOS VOADORES. É bom relembrar: http://ecologiaemfoco.blogspot.com/2021/09/sem-agua-sem-energia-nunca-e-demais.html

10 de mar. de 2026

EVOLUÇÃO: MUITAS VEZES MAL COMPREENDIDA!

DESTAQUES: 1) Nós humanos há muito nos consideramos o ápice da evolução. Pessoas rotulam outras espécies como “primitivas” ou “antigas” e usam termos como animais “superiores” e “inferiores”. Essa perspectiva antropocêntrica se consolidou em 1866, quando o cientista alemão Ernst Haeckel desenhou uma das primeiras árvores da vida. Ele colocou o “Homem”, claramente identificado, no topo. Essa ilustração ajudou a estabelecer a visão popular de que somos o objetivo final da evolução. 2) A biologia evolutiva moderna e a genômica desmentem essa perspectiva falha, mostrando que não há hierarquia na evolução. Todas as espécies vivas hoje, de chimpanzés a bactérias, são primas que têm linhagens igualmente longas, em vez de ancestrais ou descendentes. Infelizmente, essas noções ultrapassadas continuam prevalecendo em revistas científicas e no jornalismo científico. Em meu novo livro, Understanding the Tree of Life (Entendendo a Árvore da Vida, em tradução livre), exploro por que é fundamentalmente enganoso considerar qualquer espécie atual como primitiva, antiga ou simples. Como biólogo evolutivo, ofereço uma visão alternativa que enfatiza a história complexa, não hierárquica e interconectada da evolução. 3) Não primitivas, apenas diferentes. Os mamíferos ovíparos, os monotremados, são frequentemente rotulados como os mamíferos vivos mais “primitivos”. Essa categoria inclui o ornitorrinco e quatro espécies de equidnas. De fato, a oviparidade é uma característica antiga compartilhada com os répteis. Mas os ornitorrincos também têm muitas adaptações recentes únicas que os tornam bem adequados ao seu estilo de vida: eles têm pés palmados para nadar e um bico com eletrorreceptores especializados que detectam presas na lama. Os machos têm esporões com veneno que podem usar para se defender de rivais. Se você olhar pela perspectiva do ornitorrinco, eles são o auge da evolução para seu nicho ecológico específico. Os equidnas podem parecer primitivos, especialmente porque não têm uma capacidade que os humanos têm: dar à luz filhotes vivos. No entanto, eles possuem muitas características extraordinárias que os humanos não têm. Os equidnas são conhecidos por sua cobertura externa de espinhos protetores. Eles também têm garras poderosas para cavar, um bico sensível e uma língua longa e pegajosa, que usam para procurar formigas e cupins. Em uma competição direta para procurar presas em um cupinzeiro, um equidna facilmente superaria qualquer humano. 4) Outros mamíferos nativos da Austrália também aparecem nas listas de “mamíferos primitivos”, como muitas espécies de marsupiais – mamíferos com bolsa, incluindo cangurus, coalas e wombats. Essas espécies geralmente dão à luz filhotes pequenos e minimamente desenvolvidos, que então se mudam para a bolsa da mãe, onde completam o desenvolvimento. O desenvolvimento na bolsa pode parecer inferior ao modo humano, mas tem suas vantagens. Por exemplo, os cangurus podem criar filhotes em três estágios de desenvolvimento diferentes simultaneamente.

7 de mar. de 2026

ÁGUA DA ATMOSFERA DE DESERTO: INVENTOR PREMIADO

A quantidade de água potável no planeta representa uma fração minúscula do total - algo que coloca a existência da nossa espécie em risco. Menos de 1% da água doce é adequada e acessível para o consumo humano. Por isso, quanto maior o desperdício, mais curto é o caminho para a escassez. Uma invenção de um vencedor do Prêmio Nobel de Química, entretanto, tem potencial de virar o jogo quando o assunto é obtenção de água potável. Com o uso da chamada química reticular, o professor e químico Omar Yaghi, nascido na Jordânia, desenvolveu um equipamento capaz de extrair a umidade do ar – até mesmo de locais áridos – e transformar em água potável. Tecnologia MOF: O aparelho utiliza materiais avançados chamados Estruturas Metalorgânicas (MOFs - Metal-Organic Frameworks). Esses materiais funcionam como "esponjas moleculares" altamente porosas, projetadas para capturar moléculas de água presentes no ar. Capacidade e Eficiência: A máquina, desenvolvida pela empresa de Yaghi, a Atoco, é capaz de produzir até 1.000 litros de água limpa por dia. Funcionamento Solar: O processo é passivo e sustentável. Durante a noite, o material MOF absorve a umidade do ar. Durante o dia, o calor natural do sol (ou baixa energia térmica) libera a água capturada, que condensa e é coletada, sem necessidade de eletricidade da rede.

BIODIVERSIDADE NA AMAZÔNIA: SÍMBOLO MUNDIAL

REPRODUZIDO DE: https://umsoplaneta.globo.com/opiniao/colunas-e-blogs/virgilio-viana/post/2026/03/amazonia-como-simbolo-global-da-biodiversidade.ghtml
DESTAQUES: 1) Em 2026, o Brasil volta a estar no centro do debate ambiental global, não apenas pelo legado da COP30, em Belém, mas também por sediar, pela primeira vez, a COP da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), em Campo Grande (MS), tendo a região do Pantanal como referência simbólica e territorial desse encontro. Esse duplo contexto ajuda a lembrar uma ideia essencial: a biodiversidade não é estática — ela é rede, fluxo e interdependência. 2) Quando olhamos para a biodiversidade, os números impressionam. O Brasil detém cerca de 13% de toda a biodiversidade global. Na Amazônia, um relatório recente da Academia Brasileira de Ciências estima aproximadamente 40 mil espécies de plantas na região e aponta a presença de mais de 2,5 milhões de espécies de insetos. Já no Pantanal, uma síntese técnico-científica publicada pela Embrapa descreve uma diversidade igualmente notável, com mais de 2.000 espécies de plantas, além de centenas de espécies de aves, mamíferos e peixes, também com sub-registro em vários grupos. Em outras palavras: Amazônia e Pantanal são bibliotecas vivas. É importante observar que números são conservadores: muitas espécies nem foram ainda descritas. 3)SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS. A COP15 da CMS, mobiliza o Brasil e o mundo em torno de uma agenda que, no fundo, é a mesma: manter a conectividade dos ecossistemas e habitats, reduzindo pressões humanas que interrompem esses ciclos. Isso é essencial para manter serviços ecossistêmicos essenciais, incluindo o regime de chuvas, a polinização das frutas e o combate biológico a pragas e doenças.

5 de mar. de 2026

AMAZÔNIA: MUITO AINDA FALTA PARA CONHECERMOS SUA BIODIVERSIDADE

SARCOSAPRÓFAGO (Conceito): Um organismo sarcosaprófago é aquele que se alimenta de matéria orgânica animal em decomposição, especificamente cadáveres ou carniça. O termo deriva do grego sarx (carne) e sapros (podre, decomposto), descrevendo um hábito alimentar comum entre certos insetos, especialmente moscas e besouros.
DESTAQUES: 1) Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia ainda tem sua biodiversidade pouco conhecida do ponto de vista científico, especialmente em suas áreas mais remotas. Um novo estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra como essa lacuna de conhecimento afeta grupos de animais menos visíveis e igualmente essenciais. 2) A pesquisa identifica onde estão e quais fatores direcionam as lacunas sobre o conhecimento das moscas sarcosaprófagas, insetos que utilizam à matéria orgânica animal e que são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas. 3) Pequenos, mas imprescindíveis. As moscas sarcosaprófagas são insetos importantes para a decomposição da matéria orgânica, para a saúde pública e para a ciência forense. Embora importantes do ponto de vista da saúde e da natureza, o conhecimento sobre essas moscas ainda é muito limitado, principalmente na Amazônia. RELEMBRANDO CONCEITOS: 1) HABITAT. Refere-se este termo HABITAT a um determinado espaço ou ambiente onde os fatores físicos e biológicos se interagem, formando condições mínimas para a manutenção de um ou de muitos organismos. Este termo é utilizado tanto de maneira restrita (o habitat de um organismo) como de maneira muito ampla (o habitat de floresta). Muitos autores preferem reservar o termo ECOTOPO (ou BIOTOPO) para referir- se a “uma certa região” caracterizada por certas condições, habitada por uma biota típica. 2) NICHO ECOLÓGICO. Termo que inclui não somente o lugar restrito em que vive um organismo, mas também inclui sua função (posição trófica e posição com relação aos gradientes de vários fatores físicos, tais como temperatura, pH, umidade) na comunidade da qual faz parte. São muitas as definições de nicho (respeitados os aspectos da definição acima), sendo uma delas, bastante elucidativa, a de A.MacFadyen: “um conjunto de condições ecológicas sob as quais uma espécie pode explorar uma fonte de energia, que lhes seja suficiente para reproduzir e colonizar mais conjuntos com tais condições”.

4 de mar. de 2026

O LADO POSITIVO DO VENENO PARA OS SERES HUMANOS: PESQUISANDO...SE ENCONTRA!

O sapo-cururu (Rhinella marina) é um anfíbio altamente venenoso, mas não peçonhento, possuindo glândulas (parotóides) atrás dos olhos que liberam um veneno branco-leitoso quando pressionadas por ameaças. Ele libera toxinas (bufotoxina) que podem causar sérios problemas, incluindo complicações cardíacas, respiratórias e até a morte de animais de estimação, como cães e gatos, que costumam atacá-los.[Instituto Butantan]

2 de mar. de 2026

DNA E MÃE: AS DUAS MAIORES CRIAÇÕES DA NATUREZA!!!

ASSIM PENSO! REPORTADO POR: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/02/27/apos-7-anos-de-tentativas-bicudo-nasce-na-natureza-e-sera-criado-por-mae-solo.ghtml
DESTAQUES: 1) Após 7 anos de tentativas, bicudo nasce na natureza e será criado por 'mãe solo' Fêmea reintroduzida na natureza consegue chocar e alimentar filhote de ave visada pelo tráfico de animais sozinha; "É um marco no projeto", diz coordenador. Por Rodrigo Peronti, Terra da Gente. 2) O silêncio da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Porto Cajueiro, em Januária (MG), foi rompido por um som que o Brasil não ouvia há muito tempo em vida livre: o piado de um filhote de bicudo (Sporophila maximiliani) nascido da resistência. 3) O nascimento, ocorrido na última sexta-feira (20), não é apenas um registro biológico; é um feito histórico que coroa quase uma década de esforços para salvar uma das aves mais raras e visadas pelo tráfico no país. "Ou foi predado ou um outro macho brigou com ele e o expulsou do território", explica Gustavo Bernardino Malacco, biólogo e coordenador técnico do Projeto Bicudo.

27 de fev. de 2026

NEM COM TRAGÉDIAS HÁ APRENDIZAGEM E RECONHECIMENTO DE RISCOS À VIDA...

...NEM OBEDIÊNCIA À LEI. REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/reportagens/mesmo-com-seguidas-tragedias-ocupacao-de-encostas-cresce-no-litoral-de-sp/
DESTAQUES: 1) A forte chuva que cai nas cidades do litoral de São Paulo desde o último final de semana já deixou centenas de desabrigados, suspendeu aulas e bloqueou estradas. A situação é tão preocupante que a Defesa Civil do Estado emitiu alerta de perigo severo para deslizamento e enxurradas e a população vive em clima de tensão. As áreas mais preocupantes são as encostas que, apesar da proibição por lei, têm sido ocupadas irregularmente, mesmo após repetidas tragédias. 2) Segundo dados do MapBiomas, somente nas cidades que compõem o Litoral Norte Paulista – Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba – o avanço urbano sobre áreas altamente inclinadas aumentou 50,7% em uma década. Em 2014, 140 hectares de encostas com declividade superior a 30% estavam ocupados em tais cidades. Em 2024, esse número subiu para 211 hectares. Os dados mostram um crescimento médio de 4,2% de ocupação ao ano. 3) IMPORTANTE: O parcelamento do solo em terrenos com declividade superior a 30% é proibido por lei (Lei Federal 6.766/79), justamente pelo risco de deslizamentos. Na prática, não é bem isso que acontece.

24 de fev. de 2026

A HISTÓRIA "TRÁGICA" DA INTRODUÇÃO DE ÁRVORE EXÓTICA NA AMAZÔNIA

OBSERVAÇÃO DO RESPONSÁVEL POR ESTE blog: Faço este breve relato porque visitei área plantada com esta árvore, em Manaus (AM) em 1977,que me foi apresentada pelo diretor científico do CEPEC-Centro de Pesquisas do Cacau, Paulo Alvim.
O nome científico da Gmelina é Gmelina arborea Roxb. ex Sm.. Ela pertence à família Lamiaceae (anteriormente Verbenaceae). É uma árvore de crescimento rápido, nativa da Ásia (Índia), muito cultivada em regiões tropicais pela sua madeira, conhecida popularmente como Gmelina, Melina, Yamane ou Teca-branca. HISTÓRIA BASEADA EM RELATO DO GEMINI-IA. Essa é uma das histórias mais fascinantes (e caras) do mundo dos negócios e da silvicultura. Na verdade, o nome correto da espécie é Gmelina arborea e o protagonista é o bilionário norteamericano Daniel K. Ludwig. Prepare-se para um conto de ambição colossal que quase se transformou em um desastre ecológico e financeiro. O Visionário: Daniel K. Ludwig Nos anos 60, Daniel Ludwig era um dos homens mais ricos do mundo. Ele tinha uma visão: o mundo enfrentaria uma escassez desesperadora de papel. Para resolver isso, ele decidiu criar a maior fábrica de celulose do planeta no meio da Floresta Amazônica. O Projeto Jari. Em 1967, Ludwig comprou uma área de 1,6 milhão de hectares (maior que o estado de Sergipe) no Rio Jari, entre o Pará e o Amapá. O plano era audacioso: 1. Derrubar a floresta nativa. 2. Plantar monoculturas de crescimento rápido para alimentar uma fábrica de celulose. 3. Construir uma cidade inteira do zero (Monte Dourado). A Estrela do Show: Gmelina arborea A escolha de Ludwig foi a Gmelina, uma árvore nativa da Ásia. Ele acreditava que ela era a "árvore milagrosa" porque: • Tinha um crescimento extremamente rápido. • Poderia ser colhida em apenas 6 a 10 anos. • Produziria uma fibra de celulose de excelente qualidade. O Problema com a Gmelina A natureza, porém, não segue planos de negócios. A Gmelina arborea não se adaptou como o esperado ao solo da Amazônia: • Solo Inadequado: Em solos arenosos, ela crescia mal; em solos argilosos, tinha dificuldades. • Pragas e Doenças: Por ser uma monocultura exótica, tornou-se um banquete para formigas e fungos locais. • Logística: Ludwig chegou ao ponto de mandar construir uma fábrica flutuante no Japão e rebocá-la por dois oceanos até o rio Jari. O Desfecho O Projeto Jari consumiu cerca de 1 bilhão de dólares do bolso de Ludwig. Em 1982, já idoso e enfrentando problemas de saúde e pressão do governo brasileiro (que via o projeto com desconfiança nacionalista), ele desistiu e vendeu o empreendimento para um consórcio de empresas brasileiras por uma fração do que gastou.

PANTANAL. A MAIOR PLANÍCIE ALAGADA DO MUNDO COM SEU FELINO DE DESTAQUE: A ONÇA-PINTADA

A onça-pintada (português brasileiro) ou jaguar (português europeu) (nome científico: Panthera onca), também conhecida como onça-preta (no caso dos indivíduos melânicos), é uma espécie de mamífero carnívoro da família dos felídeos (Felidae) encontrada nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, sendo o maior do continente americano. Apesar da semelhança com o leopardo (Panthera pardus), a onça-pintada é evolutivamente mais próxima do leão (Panthera leo). Ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, mas está extinta em diversas partes dessa região atualmente. ACESSAR (vídeo) https://globoplay.globo.com/v/14367998/
DESTAQUE: Entre chuva e expectativa, a equipe vivencia um momento inesquecível: uma onça-pintada surge em meio à vegetação, caminhando, nadando e caçando com toda sua habilidade, afinal, o rio não é obstáculo para esse excelente nadador e dono da mordida mais potente entre os felinos. Para o repórter Paulo Augusto, foi um encontro extraordinário. Depois de 15 anos no Terra da Gente, ele encontrou pela primeira vez uma onça-pintada totalmente livre na natureza, em um espetáculo emocionante mesmo debaixo de chuva e trovões. Uma experiência única em meio à imensidão do Pantanal.

22 de fev. de 2026

ENDOGAMIA POR REDUÇÃO DE HABITAT CAUSANDO LEUCISMO EM MACACO-PREGO (?!)

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/salada-verde/pesquisadores-registram-caso-inedito-de-macaco-prego-leucistico-no-ceara/ "O leucismo é uma anomalia genética rara que causa a perda parcial ou total da pigmentação (melanina) na pelagem ou plumagem de animais, resultando em uma cor branca ou pálida, enquanto olhos, bico e patas mantêm a coloração normal (IA)". DESTAQUE: Pesquisadores documentaram pela primeira vez um macaco-prego com leucismo, alteração que deixa o animal com pelos brancos. O registro foi feito ao acaso no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará, enquanto os cientistas verificaram gravadores acústicos instalados na área protegida. O leucismo pode ser causado por mutações genéticas e gerou um alerta dos cientistas sobre possíveis impactos que populações pequenas podem sofrer com a fragmentação do habitat e a reprodução entre parentes próximos (endogamia, como chama a ciência). O animal leucístico trata-se de um filhote de macaco-prego (Sapajus libidinosus), primata de distribuição ampla no país, em especial nas regiões nordeste. O registro é o primeiro também para o gênero, Sapajus, composto por um total de sete espécies distintas de macaco-prego. O caso foi relatado em um artigo científico publicado no início de fevereiro no periódico Primates, com acesso aberto.

21 de fev. de 2026

IMPORTÂNCIA DAS ÁRVORES GIGANTES DA AMAZÔNIA

REPRODUZIDO DE: https://clickpetroleoegas.com.br/pesquisadores-alertam-para-um-risco-oculto-na-amazonia-dados-ineditos-indicam-que-poucas-arvores-gigantes-concentram-quase-todo-o-carbono-da-floresta-fpsv/
DESTAQUES: 1) Um estudo revela que poucas árvores concentram a maior parte do carbono da floresta amazônica, levantando alertas sobre impactos silenciosos no clima, na biodiversidade e nas políticas florestais do Peru A floresta amazônica é frequentemente descrita como um dos maiores aliados do planeta no combate às mudanças climáticas. No entanto, novas evidências científicas indicam que essa função vital pode estar mais ameaçada do que se imaginava. Um estudo recente mostra que as maiores árvores da Amazônia peruana armazenam uma quantidade desproporcionalmente maior de carbono, desempenhando um papel central na capacidade da floresta de atuar como sumidouro de carbono. A informação foi divulgada por Live Science, com base em um artigo científico publicado na revista Frontiers in Forests and Global Change. Segundo os pesquisadores, justamente essas árvores gigantes, fundamentais para o equilíbrio climático, são as que enfrentam maior risco de exploração madeireira no Peru.Política 2) Atualmente, cerca de 60% do território peruano é coberto por florestas, sendo a maior parte localizada na região amazônica. Essa área representa aproximadamente 11% de toda a floresta amazônica, o que torna o país um ator estratégico na conservação ambiental global. Ainda assim, a legislação florestal vigente permite a extração seletiva de árvores quando atingem um diâmetro mínimo, que varia entre 41 e 61 centímetros (16 a 24 polegadas), dependendo da espécie.

18 de fev. de 2026

SE FOSSEM INCENTIVADAS PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE O DESTAQUE DA RETENÇÃO DE CARBONO NO SOLO SERIA DIFERENTE...

..."Brasil perdeu 1,4 bilhão de toneladas de carbono do solo por conversão de áreas naturais à agricultura". REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/noticias/brasil-perdeu-14-bilhao-de-toneladas-de-carbono-do-solo-por-conversao-de-areas-naturais-a-agricultura/
DESTAQUE: A conversão dos biomas nativos brasileiros em áreas de agricultura resultou na perda estimada de 1,4 bilhão de toneladas de carbono do solo. Essa quantidade, calculada com base em dados coletados por estudos realizados nos últimos 30 anos, equivale à emissão de 5,2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente, unidade de medida usada para padronizar a emissão de diferentes gases de efeito estufa. A conclusão é de um estudo publicado na revista Nature Communications por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), da Embrapa Agricultura Digital e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). OBSERVAÇÃO (DO RESPONSÁVEL POR ESTE BLOG): Muito importante incentivar a prática do sistema LPF-Lavoura, Pecuária, Floresta. MUITAS POSTAGENS NESTE BLOG SOBRE ESTE TEMA: http://ecologiaemfoco.blogspot.com/2024/07/muitas-postagens-fiz-sobre-este-tema.html EM RESUMO: Impossível deixar de produzir alimento para se manter a floresta em pé. LPF já comprovou sua viabilidade no Brasil. http://ecologiaemfoco.blogspot.com/2024/07/muitas-postagens-fiz-sobre-este-tema.html

17 de fev. de 2026

FOTOGRAFIA DA NATUREZA +INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: BONS RESULTADOS? SEMPRE?!

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/colunas/a-fotografia-em-tempos-de-ia-transformacao-ou-extincao/ DESTAQUES: O simples pensamento: “vou pedir pra IA criar uma imagem com meus comandos”, pode à princípio ser inofensivo, mas o que acontecerá a longo prazo? Onde ficará o prazer de esperar a luz ideal, o tempo de se conectar com aquele momento vivido e todos os sentimentos e lembranças que se acumulam nas nossas memórias?
MAIS UMA FOTO - IA:

15 de fev. de 2026

CRIME NO KREMLIN: UMA "ILUSTRAÇÃO" DO PODER DA EPIBATIDINA, DE RÃS DA AMAZONIA

REPRODUZIDO DE: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c363el2l885o
DESTAQUES: 1) O CRIME DENUNCIADO. A morte do líder da oposição russa Alexei Navalny em uma prisão na Sibéria dois anos atrás foi causada por um veneno criado a partir da toxina de uma rã-flecha, de acordo com informações divulgadas neste sábado (14/2) pelo Reino Unido. A conclusão veio da análise de amostras de material extraído do corpo de Navalny que revelaram a presença da toxina epibatidina, encontrada em rãs-flecha venenosas que habitam a América do Sul. Para o Ministério das Relações Exteriores britânico, não há explicação "inocente" para a presença da toxina nas amostras, sinalizando a responsabilidade do Kremlin no episódio. "Somente o governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade de usar essa toxina letal contra Alexei Navalny durante seu encarceramento na Rússia", declarou Yvette Cooper, Secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, quando anunciava os achados na Conferência de Segurança de Munique. 2) EPIBATIDINA A epibatidina é um alcaloide neurotóxico extremamente potente, secretado pela pele de pequenas rãs venenosas nativas da América do Sul, da Amazônia e, especificamente, o Equador (gênero Epipedobates, como a Epipedobates anthonyi). E também a Phyllobates terribilis; foto abaixo. Esta substância ganhou destaque científico e noticiário recente devido à sua toxicidade, sendo mais de 100 a 200 vezes mais potente que a morfina como analgésico, mas com alta letalidade.
MAIS UMA FOTO OBTIDA PELA IA:

JARARACA versus GAMBÁ: UMA LUTA QUE FAVORECEU ESSE MARSUPIAL

GAMBÁ. Espécies Comuns: No Brasil, os mais comuns são o de orelha-branca (Didelphis albiventris) e o de orelha-preta (Didelphis aurita). O gambá (ou saruê/timbu) é um predador natural da cobra jararaca e possui imunidade natural à sua peçonha, suportando picadas de serpentes venenosas como jararacas, cascavéis e corais. Essa resistência é fruto de uma "corrida armamentista evolutiva" de milhões de anos.
JARARACA. A jararaca-da-mata (nome científico: Bothrops jararaca) é uma serpente de até 1,6 m, encontrada no Brasil (da Bahia ao Rio Grande do Sul) e em regiões adjacentes no Paraguai e Argentina. EMBATE: JARARACA e GAMBÁ. Muita gente acha que o gambá foge da jararaca, mas é justamente o contrário. O gambá (Didelphis) é um dos poucos animais que possuem resistência natural ao veneno das serpentes do gênero Bothrops (jararacas). • Imunidade: O sangue do gambá contém proteínas que neutralizam as toxinas hemorrágicas do veneno da jararaca. Para ele, uma picada pode causar um inchaço leve, mas raramente é fatal.

14 de fev. de 2026

MAIS UMA ESPÉCIE INVASORA. NO PANTANAL.

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/
DESTAQUES: O chital (Axis axis) é um cervídeo invasor que foi introduzido em uma fazenda de caça no Uruguai, no início do Século XX, e posteriormente na Argentina, com o mesmo objetivo, entre 1928 e 1930, invadindo vastas áreas do norte e noroeste do país. A partir destes dois países, o chital invadiu o Brasil pelo sul do país, sendo que o primeiro registro foi feito em 2009 no Rio Grande do Sul. Em 2019, foi registrado em Santa Catarina, em 2020 no Paraná e, em 2024, no estado de São Paulo, próximo à cidade de Monte Alto. Até o momento, o Brasil não implementou nenhuma ação efetiva e eficaz de controle da espécie. Isso é relevante para evitar o mesmo histórico de um outro ungulado invasor, o javali e seus cruzamentos com linhagens domésticas de porcos (Sus scrofa). No caso do javali, a política de controle desta espécie ficou concentrada apenas na ação dos CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores de armas de fogo), e tem sido absolutamente ineficaz. No entanto, para estabilizar seu crescimento são necessárias remoções acima de 60% dos indivíduos por ano.

12 de fev. de 2026

CHOVE MUITO! TEMPORAIS E ENCHENTES SE SUCEDEM! MAS VEM FALTANDO ÁGUA, PONTUALMENTE! ONDE ESTÃO OS ERROS?!

REPRODUZIDO DE: https://umsoplaneta.globo.com/opiniao/colunas-e-blogs/samuel-barreto/post/2026/02/falencia-das-aguas-o-novo-marco-global-da-crise-hidrica.ghtml#
DESTAQUES: 1) Em 20 de janeiro de 2026, o Instituto da ONU para Água, Meio Ambiente e Saúde (UNU-INWEH), lançou o relatório “Global Water Bankruptcy: Living Beyond Our Hydrological Means in the Post-Crisis Era” (Falência Global das Águas: Vivendo Além de Nossos Limites Hidrológicos na Era Pós-Crise), marcando um divisor de águas na forma como o mundo enxerga a crise hídrica. O documento alerta que a escassez deixou de ser um fenômeno pontual e passou a refletir um desequilíbrio estrutural entre a capacidade de reposição da natureza e o volume de água consumido pela economia global. Os cientistas da ONU chamam esse novo estágio de “falência global das águas”, um conceito que redefine a urgência e a escala da gestão dos recursos hídricos. 2) O relatório evidencia que rios, lagos, aquíferos, solos e geleiras estão sendo explorados além de seus limites seguros. Essa superexploração compromete a capacidade dos sistemas hídricos de se regenerar. Parte da água foi “retirada do sistema” em termos funcionais e de disponibilidade para ecossistemas e uso humano onde uma parcela tornou-se inutilizável devido à contaminação, enquanto outra se perdeu com o degelo acelerado das geleiras. Como consequência, os mecanismos naturais de regulação climática e hidrológica estão sendo desmontados, já que os estoques e fluxos de água mudam de estado e deixam de estar disponíveis nos lugares, tempos, qualidades e quantidades em que antes se encontravam. 3) Os números são alarmantes, 50% dos grandes lagos em todo o mundo perderam água desde o início da década de 1990 (25% da humanidade depende diretamente desses lagos); 50% do abastecimento doméstico global agora provém de águas subterrâneas; mais de 40% da água utilizada para irrigação é retirada dos aquíferos sendo drenada de forma constante; 70% dos principais aquíferos apresentam declínio a longo prazo. Cerca de 410 milhões de hectares de área de zonas úmidas naturais, quase equivalente em tamanho a toda a União Europeia, foi eliminada nas últimas cinco décadas; dezenas de grandes rios que agora não chegam ao mar em períodos do ano; 100 milhões de hectares de terras agrícolas estão salinizadas. 4) E os impactos e consequências desse processo de degradação para as pessoas gera grande preocupação uma vez que cerca de 75% da população mundial encontram-se em países classificados como de insegurança hídrica ou insegurança hídrica crítica. Cerca de 4 bilhões de pessoas enfrentando grave escassez de água por pelo menos um mês a cada ano; 170 milhões de hectares de terras agrícolas irrigadas sob estresse hídrico alto ou muito alto. Perda anual estimada em US$ 5,1 trilhões pelo comprometimento dos serviços ecossistêmicos decorrentes da destruição das áreas úmidas.

11 de fev. de 2026

QUEIMADAS NA AMAZÔNIA E OUTROS BIOMAS NO BRASIL

REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/noticias/amazonia-registra-maior-numero-de-queimadas-da-ultima-decada-em-janeiro/
DESTAQUE: A Amazônia registrou, em janeiro, o maior número de queimadas da última década. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foram computados no último mês 2058 focos no bioma, perdendo somente para janeiro de 2016, quando o órgão registrou 4657 focos. O número de queimadas na Amazônia no período também está cerca de 34% acima da média para o mês – 535 focos. As porções do bioma no Pará e Mato Grosso foram as mais afetadas, ainda segundo dados do INPE. OUTROS BIOMAS: A Caatinga também registrou aumento expressivo no número de queimadas. Em janeiro, foram registrados 980 focos, o maior número desde 2009, quando o INPE contabilizou 1164 focos no período. Para a Caatinga, o número de focos registrados em janeiro está 88,5% acima da média para o mês (520 focos). As porções do bioma no norte do Piauí e Ceará foram as mais afetadas pelo fogo No Cerrado, a quantidade de focos registrados chegou a 904, um aumento de 50% em relação à média para o mês (604 focos). As poções de Cerrado no norte do Maranhão foram as que registraram maior número de queimadas Na Mata Atlântica, foram registrados 538 focos em janeiro, o maior número desde 2019 (608 focos). O valor computado pelo INPE está 21% acima da média para o mês. (444 focos). Porções do bioma Mata Atlântica nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, ao norte, e Paraná e Santa Catarina ao sul, foram as mais afetadas pelas chamas. Pantanal e Pampa foram os únicos biomas com registros de queimadas abaixo da média em janeiro.

9 de fev. de 2026

MAIOR USINA NUCLEAR DO MUNDO EM FUNCIONAMENTO NUM DOS PAÍSES MAIS SUSCETÍVEIS A TERREMOTOS?!

SIM: NO JAPĀO!!!
DE ACORDO COM RELATO DO "GEMINI" (GOOGLE): Sim, exatamente. O Japão reativou hoje, 9 de fevereiro de 2026, a usina de Kashiwazaki-Kariwa, considerada a maior central nuclear do mundo em capacidade instalada. Esta é uma notícia histórica para o setor energético japonês por marcar a primeira vez que a TEPCO (operadora da usina e da fatídica usina de Fukushima) volta a operar um reator desde o desastre de 2011. Aqui estão os pontos principais sobre essa retomada: 1. O que aconteceu agora? • Reativação bem-sucedida: Após uma tentativa frustrada em janeiro de 2026 (que foi interrompida devido a um alarme falso no sistema de barras de controle), o reator Unidade 6 foi finalmente reiniciado às 14h (horário local). • Fim do hiato: A usina estava parada há cerca de 15 anos. Embora não tenha sido danificada pelo tsunami de 2011, ela foi desligada para revisões de segurança e enfrentou anos de barreiras regulatórias e técnicas. 2. Por que reativar agora? • Demanda por IA: O Japão enfrenta um aumento drástico no consumo de eletricidade, impulsionado principalmente pela expansão de data centers e pelo desenvolvimento de tecnologias de Inteligência Artificial. • Metas Climáticas: O governo vê a energia nuclear como peça-chave para atingir a neutralidade de carbono e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. • Cenário Político: A reativação ocorre logo após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi, que defende abertamente o uso da energia nuclear para fortalecer a economia nacional. IMPORTANTE: Apesar do avanço técnico, a usina ainda enfrenta resistência de parte da população local, preocupada com a segurança sísmica da região e com o histórico da TEPCO. DAÍ ALGUMAS PERGUNTAS INEVITÁVEIS: 1) Governo japonês não teria opçāo menos arriscada para substituir energia de combustíveis fósseis? 2) Outras fontes de energia, solar, eólica, maremotriz combinadas com limitaçōes no uso de combustíveis fósseis. 3) Elaborar eficiente e eficaz plano de contingência caso ocorra tragédia semelhante a da usina de Fukushima.

8 de fev. de 2026

LENTAMENTE ESPANHA E PORTUGAL APROXIMANDO-SE DA ÁFRICA

REPRODUZIDO DE: https://clickpetroleoegas.com.br/espanha-e-portugal-tem-suas-praias-lentamente-se-deslocando-em-direcao-a-africa-em-um-movimento-geologico-btl96/ DESTAQUES: 1) Espanha e Portugal estão girando no sentido horário por causa da convergência entre placas Eurasiática e Africana, com aproximação de 4 a 6 milímetros por ano. GNSS e dados sísmicos ajudam a mapear limites difusos, apontar falhas ocultas e entender por que o Mediterrâneo tende a fechar em milhões de anos. 2) Espanha e Portugal estão se deslocando em direção à África em um ritmo tão lento que não altera o mapa na vida de ninguém hoje, mas suficiente para reescrever o Mediterrâneo em escala geológica. O movimento acontece em milímetros por ano, e o que parece “só teoria” já é medido com precisão milimétrica.
3) O ponto central é que Espanha e Portugal não acompanham exatamente o mesmo padrão de rotação do restante da Europa. A Península Ibérica gira no sentido horário, e isso é interpretado como efeito de uma convergência tectônica que empurra o sudoeste europeu para um futuro de colisão continental.

7 de fev. de 2026

JÁ SABEMOS SOBRE AS TENDÊNCIAS AOS EXTREMOS CLIMÁTICOS…

...EM EXCESSO: CHUVAS, NEVASCAS, SECAS, TORNADOS, TEMPERATURAS ELEVADAS!!! REPRODUZIDO DE: https://oeco.org.br/colunas/janeiro-de-2026-e-os-sinais-inegaveis-do-colapso-da-natureza/
DESTAQUES: 1) Todo começo de ano as notícias sobre eventos climáticos extremos tomam as mídias e o início de 2026 não foi diferente. Dá pra dizer que foi mais um mês comum no calendário do colapso climático mundial, mas para quem está lendo os sinais foi um alerta urgente. Em diferentes continentes, eventos extremos revelaram, mais uma vez, que estamos vivendo a crise climática em tempo real e que a resposta global precisa ser real, imediata e justa. Na África Austral, inundações devastadoras atingiram países como Moçambique, África do Sul, Zimbábue e Essuatíni, deixando centenas de vidas perdidas e incontáveis outras pessoas desabrigadas. Em alguns lugares do continente, regiões inteiras foram submersas após chuvas intensas em poucos dias, um fenômeno amplificado pelo aquecimento dos oceanos e pela presença do padrão climático La Niña, que intensifica extremos. Especialistas indicam que eventos de chuva extrema como esses se tornaram muito mais prováveis e mais intensos devido ao aquecimento global causado pelas emissões de gases do efeito estufa ampliadas pelo modo de vida humano. Aqui no Brasil tivemos fortes chuvas também, mas chuva por aqui já virou notícia velha, então ninguém fala mais como antes, a não ser que seja uma catástrofe como foi o Rio Grande do Sul. 2) Ao mesmo tempo, tempestades severas e chuvas torrenciais castigaram partes da Europa, incluindo França, Portugal, Espanha e Grécia, com inundações e deslizamentos de terra. A tempestade Kristin matou pelo menos três pessoas e deixou mais de 800.000 moradores do ‍centro e norte de Portugal ‌sem eletricidade. No outro lado do mundo, tempestades na Nova Zelândia causaram deslizamentos de terra após precipitações recordes em diversas localidades da Ilha Norte, até esse momento com 6 pessoas desaparecidas. E não foi apenas chuva. Na América do Norte, a forte tempestade de inverno de janeiro de 2026 trouxe neve recorde, ventos fortes e gelo pesado em grande parte dos Estados Unidos e Canadá, interrompendo voos e deixando milhões sem energia. Ao vivo víamos árvores colapsar pelo frio extremo. Na América do Sul, ainda em janeiro, incêndios florestais no centro-sul do Chile consumiram dezenas de milhares de hectares, forçando mais de 50 mil pessoas a evacuarem e matando dezenas de outras. 3) O diagnóstico é claro, e o prazo para resposta é curto: medidas drásticas de mitigação, redução rápida das emissões de carbono e políticas robustas de adaptação são urgentes, não opcionais. Ações climáticas que considerem justiça social, apoio às populações vulneráveis e resiliência de ecossistemas devem estar no centro das políticas públicas e privadas. DE CRUCIAL IMPORTÂNCIA: Esses eventos intensos acontecem em lugares geograficamente distantes, mas suas causas são profundamente interdependentes. O planeta não respeita fronteiras políticas: a queima de combustíveis fósseis em um país influencia padrões climáticos no outro; as emissões acumuladas em décadas afetam a circulação atmosférica global; as decisões de política energética em um continente reverberam em vidas e ecossistemas do outro lado do mundo. Essa interdependência planetária exige que pensemos a crise climática como um desafio coletivo e integrado. Uma onda de calor ou um evento de chuva extrema em um país é parte de um mesmo sistema climático global desequilibrado e, portanto, parte de uma responsabilidade compartilhada.

5 de fev. de 2026

NOVAMENTE INICIATIVA CHINESA EM EVIDÊNCIA!

REPRODUZIDO DE: https://clickpetroleoegas.com.br/para-mover-agua-em-escala-continental-a-china-construiu-um-sistema-de-mais-de-2-700-km-de-canais-tuneis-e-aquedutos-fez-a-rota-central-fluir-por-1-400-km-apenas-pela-gravidade-vml97/
DESTAQUES: 1) Para mover água em escala continental, a China construiu um sistema de mais de 2.700 km de canais, túneis e aquedutos, fez a rota central fluir por 1.400 km, cruzou rios gigantes por baixo do leito e passou a transferir bilhões de metros cúbicos de água por ano do sul úmido para o norte árido do país. 2) Segundo documentos técnicos do Ministério dos Recursos Hídricos da China, relatórios de engenharia hidráulica publicados por universidades chinesas e balanços oficiais do próprio projeto, a Transposição Sul–Norte não é apenas a maior obra hídrica do século XXI, mas uma das maiores intervenções territoriais contínuas já realizadas pela engenharia moderna. Diferente de barragens isoladas ou canais regionais, trata-se de um sistema nacional permanente, concebido para redistribuir água em um país onde a geografia hídrica e a distribuição populacional nunca estiveram em equilíbrio. 3) Desde a concepção, o projeto foi pensado como infraestrutura estrutural, não emergencial. Ele parte do princípio de que o norte chinês, onde se concentram megacidades, polos industriais e grande parte da produção agrícola intensiva — simplesmente não possui água suficiente para sustentar seu próprio crescimento sem uma transferência massiva e contínua.

3 de fev. de 2026

SE REDUZIR USO DE PLÁSTICOS TEM SIDO INÚTIL...

...SÓ NOS RESTA COLETAR E RECICLAR! REPRODUZIDO DE: https://clickpetroleoegas.com.br/ambicao-dos-estados-unidos-de-limpar-os-oceanos-ganha-forca-afch/
DESTAQUES: 1) Pressão do lixo plástico em rios e mares impulsiona tecnologias de captura e reciclagem em escala industrial, com foco em barreiras flutuantes, triagem e reaproveitamento. A poluição plástica que chega a rios e mares segue em alta no mundo, impulsionada por falhas estruturais na gestão de resíduos. 2) Mesmo diante desse cenário, iniciativas de engenharia ambiental tentam ganhar escala para reduzir o fluxo contínuo de lixo e retirar parte do material já acumulado nos ecossistemas aquáticos. Entre essas iniciativas está a The Ocean Cleanup, fundação criada em 2013 e sediada na Holanda, que ganhou projeção internacional ao apostar em soluções tecnológicas de grande porte. 3) Por meio de sistemas específicos, a organização atua tanto na interceptação de resíduos em rios quanto na remoção de plástico flutuante em áreas de acúmulo no oceano, como o Giro do Pacífico Norte. Dados divulgados pela própria entidade indicam que mais de 45 milhões de quilos de lixo já foram retirados de ambientes aquáticos em diferentes regiões do planeta. 4) Esse volume reúne operações realizadas em rios, zonas costeiras e missões em alto-mar, ao longo de mais de uma década. Em um balanço divulgado no fim de 2025, a organização informou que mais de 25 milhões de quilos foram removidos apenas naquele ano, ampliando significativamente o total acumulado. Embora não seja uma organização americana, os Estados Unidos aparecem com destaque no mapa de parcerias, testes operacionais e projetos em larga escala. 5) Poluição plástica e o caminho até o oceano. Relatórios de organismos internacionais mostram que a maior parte da poluição plástica tem origem em atividades realizadas em terra firme. Antes de chegar ao mar, esse material percorre rios, córregos e sistemas de drenagem urbana, acumulando-se ao longo do trajeto. Estimativas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente apontam que, todos os anos, entre 19 milhões e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos vazam para ecossistemas aquáticos. Como consequência direta, rios, lagos e mares passam a conviver com um fluxo permanente de detritos de difícil degradação.

CERRADO. BIOMA BRASILEIRO DE IMPORTÂNCIA VITAL, EM SEGUNDO PLANO NACIONAL NA CONSERVAÇÃO

REPRODUZIDO DE: https://theconversation.com/mais-de-55-da-vegetacao-nativa-do-cerrado-um-dos-ecodominios-mais-ricos-e-ameacados-do-mundo-ja-foi-perdida-274257
DESTAQUES: 1) Uma revisão detalhada, que sintetiza décadas de pesquisas, alerta que o Cerrado brasileiro, conhecido por suas vastas “florestas invertidas” e considerado um dos Ecodomínios mais ricos da Terra, está sob ameaça intensa. Publicada na Nature Conservation, a revisão mostra que, apesar de o Cerrado sustentar as principais bacias hidrográficas do Brasil, mais de 55% de sua vegetação nativa já foi convertida, principalmente ao longo das últimas cinco décadas. 2) Frequentemente ofuscado pela Amazônia, o Cerrado é o segundo maior Ecodomínio da América do Sul, cobrindo 24% do território nacional e sustentando grande parte das principais bacias hidrográficas do país, mas historicamente tem sido deixado de lado nos diálogos globais sobre conservação. Nossa revisão alerta que esse hotspot de biodiversidade enfrenta atualmente uma crise ecológica massiva e multifacetada. Apesar de sua importância, a região já teve mais de 55% de sua vegetação nativa convertida, uma área que excede 1 milhão de km², sendo que a grande maioria dessa destruição ocorreu nos últimos 50 anos. 3) Floresta invertida e carbono oculto. Uma das características que tornam o Cerrado verdadeiramente único é sua “floresta invertida”. Diferentemente das florestas tropicais úmidas, que armazenam a maior parte de sua biomassa em copas elevadas, o Cerrado alcançou um feito ecológico de sobrevivência ao armazenar aproximadamente 90% de seu carbono abaixo do solo, por meio de sistemas radiculares profundos e maciços. Essa rede subterrânea torna o Ecodomínio um sumidouro de carbono crítico e um regulador fundamental da água.

31 de jan. de 2026

VÍRUS NIPAH. DANDO CONTINUIDADE NA “DÉCADA DOS (NOVOS) VÍRUS”

REPRODUZIDO EM (com opção de versão em português): https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/nipah-virus
DESTAQUES: 1) O vírus Nipah é um vírus encontrado em animais, mas que também pode afetar seres humanos. Pessoas infectadas podem desenvolver febre e sintomas que afetam o cérebro (como dor de cabeça ou confusão mental) e/ou os pulmões (como dificuldade para respirar ou tosse). Os primeiros casos de infecção pelo vírus Nipah foram relatados em 1998 e, desde então, foram registrados em Bangladesh, Índia, Malásia, Filipinas e Singapura. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%. Morcegos frugívoros da família Pteropodidae são os hospedeiros naturais do vírus Nipah. O vírus Nipah geralmente é transmitido de morcegos e outros animais infectados para humanos e também pode ser transmitido diretamente entre pessoas. Atualmente, não existe tratamento ou vacina disponível para o vírus Nipah, porém diversos produtos candidatos estão em desenvolvimento. O tratamento intensivo precoce pode aumentar as chances de sobrevivência. 2) Para algumas pessoas, a infecção pelo vírus Nipah pode ser assintomática. No entanto, a maioria desenvolve febre e sintomas que afetam o cérebro (como dor de cabeça ou confusão mental) e/ou os pulmões (como dificuldade para respirar ou tosse). Outros órgãos também podem ser afetados. Sintomas frequentes incluem calafrios, fadiga, sonolência, tontura, vômitos e diarreia. O período de incubação – ou seja, o tempo entre a infecção e o início dos sintomas – varia de 3 a 14 dias. Em alguns casos raros, foram relatados períodos de incubação de até 45 dias. A doença grave pode ocorrer em qualquer paciente, mas está particularmente associada a pessoas que apresentam sintomas neurológicos, com progressão para edema cerebral (encefalite) e, frequentemente, óbito. Cuidados de suporte e monitoramento cuidadosos durante esse período são essenciais. A maioria das pessoas que sobrevivem se recupera completamente, mas sequelas neurológicas de longo prazo foram relatadas em aproximadamente 1 em cada 5 pessoas que se recuperaram da doença. A taxa de letalidade da infecção pelo vírus Nipah é estimada entre 40 e 75%, mas pode variar de acordo com o surto, dependendo da vigilância e do manejo clínico nas áreas afetadas.

30 de jan. de 2026

ESPÉCIE INVASORA : MAIS UMA HISTÓRIA COM CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS

REPRODUZIDO DE: https://wilder.pt/naturalistas/lagostim-vermelho-da-luisiana-este-invasor-ja-anda-por-portugal-ha-mais-de-40-anos No âmbito de uma série sobre espécies aquáticas invasoras, Pedro Anastácio, investigador do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente na Universidade de Évora, ligado ao projecto LIFE Invasaqua, esclarece todas as dúvidas sobre este lagostim que é um grande problema para a biodiversidade, a economia e mesmo a saúde humana. DESTAQUE: O lagostim-vermelho-da-luisiana (Procambarus clarkii) é um lagostim de água doce originário do sudeste da América do Norte, incluindo o estado da Luisiana, nos EUA. Foi esse antigo território francês, batizado em honra do rei Luís XIV, que inspirou o nome comum deste crustáceo. Em Portugal, a espécie está presente praticamente por todo o território. É mais frequente nos braços de rios, em pauis – ou seja, pântanos de água doce – e em arrozais, podendo aí atingir densidades muito elevadas. Esta adaptação a ambientes com seca temporária está particularmente ligada à sua capacidade de construir tocas profundas, onde este crustáceo consegue sobreviver durante semanas no período seco, saindo na altura das primeiras chuvas, geralmente em outubro. É muitas vezes neste período que se podem observar migrações de grandes números destes lagostins através de terra, em zonas de produção de arroz.

29 de jan. de 2026

JÁ FORAM POMBOS-CORREIO. AGORA SURGEM OS "POMBOS-DRONE ESPIÕES"!!!

REPRODUZIDO DE: https://clickpetroleoegas.com.br/asaf04-asaf04-23/ DESTAQUES: Projeto de neurotecnologia na Rússia propõe uso de pombos com implantes cerebrais para executar tarefas de monitoramento e vigilância, em alternativa aos drones convencionais, segundo informações divulgadas pela própria empresa responsável pelo desenvolvimento da tecnologia. Uma empresa russa do setor de neurotecnologia afirma estar desenvolvendo um sistema que utiliza pombos com implantes cerebrais para executar tarefas semelhantes às de drones.
A iniciativa é da Neiry, que divulgou o projeto no fim de 2025 e sustenta que as aves podem ser orientadas à distância por meio de estímulos neurais, carregando um pequeno conjunto eletrônico acoplado ao corpo e monitorado por GPS. De acordo com a empresa, eletrodos foram implantados no cérebro dos pombos e conectados a um dispositivo de dimensões reduzidas fixado nas costas das aves. Nesse equipamento estariam concentrados os componentes eletrônicos responsáveis por receber comandos, registrar dados de localização e manter comunicação com uma central de controle. A Neiry afirma ainda que o sistema pode ser alimentado por painéis solares instalados no próprio conjunto. DESTAQUE IMPORTANTE: Não foram localizados, nas fontes consultadas, estudos independentes ou relatórios técnicos detalhando metodologia, número de animais testados ou indicadores de bem-estar animal.

28 de jan. de 2026

PENSAVA-SE QUE ESTAVA EXTINTA! A TOUPEIRA APARECE PARA NOS MOSTRAR QUE SABEMOS POUCO SOBRE A VIDA NO NOSSO PLANETA

REPRODUZIDO DE: https://clickpetroleoegas.com.br/toupeira-dourada-dada-como-extinta-ressurge-apos-87-anos-na-africa-do-sul-reaparece-em-dunas-costeiras-engana-cientistas-por-decadas-btl96/
DESTAQUES: 1) Toupeira dourada dada como extinta ressurge após 87 anos na África do Sul, reaparece em dunas costeiras, engana cientistas por décadas, é confirmada por DNA ambiental e reacende esperança, alerta e corrida para salvar espécie perdida à beira do desaparecimento. 2) No caso de espécies que vivem em areia fofa, como a toupeira dourada de De Winton (Cryptochloris wintoni), até esse sinal pode desaparecer. Os túneis desmoronam na areia, apagando vestígios e transformando a busca em uma tarefa de alta incerteza, especialmente ao longo de dunas extensas e instáveis. 3) A confirmação veio em novembro de 2023, quando uma equipe de conservacionistas e geneticistas do Endangered Wildlife Trust, da Universidade de Stellenbosch e da Universidade de Pretória rastreou DNA ambiental nas dunas costeiras, encontrou evidências genéticas no solo e, além disso, capturou um animal vivo para sequenciar o DNA e confirmar a identidade da espécie.

26 de jan. de 2026

CACHORRO-DO-MATO-VINAGRE

Transcrito da IA: Salvem o cachorro-vinagre! | CHC O cachorro-vinagre (Speothos venaticus) tem esse nome devido ao cheiro forte de vinagre que sua urina exala, usado para marcar território, e também pode ser pela cor avermelhada/alaranjada de seu pelo, que lembra o vinagre de vinho. É um canídeo selvagem, pequeno, social e raro nas florestas da América do Sul, conhecido por caçar em matilhas e por suas patas com membranas que o ajudam a nadar. REPRODUZIDO DE: https://clickpetroleoegas.com.br/descoberto-primeiro-como-fossil-e-dado-como-extinto-o-misterioso-cachorro-vinagre-reapareceu-vivo-nada-como-lontra-mhbb01/
DESTAQUES: 1) Descoberto primeiro como fóssil e dado como extinto, o misterioso cachorro-vinagre reapareceu vivo, nada como lontra, caça dentro da água, vive em matilhas secretas na América Latina e virou um dos canídeos mais estranhos e enigmáticos já registrados pela ciência. 2) O cachorro-vinagre foi descoberto primeiro por fósseis em cavernas e chegou a ser tratado como extinto, mas reapareceu vivo com hábitos semiaquáticos únicos entre canídeos. Pequeno e recluso, vive em matilhas, usa tocas e troncos como abrigo, caça roedores e até antas, e depende de florestas próximas à água. 3) O cachorro-vinagre é um dos canídeos mais estranhos e enigmáticos já registrados pela ciência, porque reúne duas raridades ao mesmo tempo: uma história de “fóssil-vivo” e um modo de vida semiaquático praticamente exclusivo entre os canídeos. Ele foi descrito primeiro como fóssil, chegou a ser considerado extinto por anos, e só depois reapareceu vivo, revelando que nada com eficiência e pode caçar dentro da água, como se tivesse um pedaço de lontra escondido no corpo de um cão selvagem. 4) A origem do mistério do cachorro-vinagre está ligada a cavernas brasileiras e a um nome central da paleontologia. Em 1842, o paleontólogo Peter Wilhelm Lund descreveu restos mortais de um canídeo encontrados em cavernas no Brasil. 5) O ponto mais intrigante é que esses primeiros registros não eram de um animal vivo, mas de fósseis, o que levou durante anos à interpretação de que se tratava de uma espécie extinta. Esse detalhe muda completamente a narrativa porque, no imaginário científico, o cachorro-vinagre nasceu como um animal do passado, um canídeo “desaparecido”, conhecido só por ossos.

25 de jan. de 2026

SALVANDO O SALMÃO!

REPRODUZIDO DE: https://clickpetroleoegas.com.br/remocao-barragens-rios-mais-importantes-para-o-salmao-no-oeste-dos-eua-mobiliza-us-500-milhoes-reabre-a-migracao-apos-mais-de-100-anos-e-usa-sonar-para-medir-sinais-do-renascimento-nmb91/
DESTAQUES: 1) Remoção de quatro barragens em um dos rios mais importantes para o salmão no oeste dos EUA mobiliza US$ 500 milhões, reabre a migração após mais de 100 anos e usa sonar para medir sinais do renascimento. 2) Um dos rios mais importantes para o salmão no oeste dos EUA voltou a ter um caminho livre para a espécie em trechos que ficaram inacessíveis por mais de um século. A mudança aconteceu após a remoção de quatro grandes barragens no sistema. 3) A remoção das estruturas devolveu a conectividade do fluxo e reabriu rotas que ficaram interrompidas por décadas. O principal efeito é prático: o salmão volta a avançar para áreas importantes do ciclo de reprodução. 4) O marco de “mais de 100 anos” está ligado ao tempo de bloqueio do corredor migratório, não à idade das barragens. O resultado é a retomada de um trajeto histórico que ficou limitado por muito tempo. Com o caminho reaberto, um dos rios mais importantes para o salmão no oeste dos EUA volta a funcionar como corredor ecológico em uma escala que não se via há gerações.

CRISE HÍDRICA À VISTA (?!)

REPRODUZIDO DE: https://ecoa.org.br/mundo-entrou-em-uma-nova-era-de-falencia-hidrica-mostra-a-onu/
DESTAQUES: 1) Cerca de 4,4 bilhões de pessoas enfrentam escassez de água por pelo menos um mês ao ano; as consequências socioeconômicas e políticas já são sentidas. Os sinais dessa emergência são abundantes: aproximadamente 70% dos aquíferos subterrâneos estão em declínio de longo prazo; metade dos grandes lagos do mundo está encolhendo; secas em grande escala estão se tornando mais frequentes; cerca de 4,4 bilhões de pessoas enfrentam escassez de água durante pelo menos um mês por ano. 2) Metrópoles como Teerã, São Paulo, Cidade do Cabo e Chennai enfrentam crises hídricas do tipo “dia zero” – quando suprimentos de água caem a ponto de secar as torneiras de milhões de pessoas. Ao todo, 75% da população mundial vive em países com insegurança hídrica ou insegurança hídrica crítica, destacam CNN e Reuters. 3) O relatório também mostra que a falência hídrica já está causando estragos econômicos e políticos, como o aumento da migração ilegal do México para os Estados Unidos em meio às secas. Como a Folha destaca, os conflitos por água aumentaram de 20 em 2010 para mais de 400 em 2024.

24 de jan. de 2026

...E SE OCORRER O DERRETIMENTO DO GELO DA GROENLÂNDIA?!

Para Peter Thomson, enviado especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas para os oceanos, é importante lembrar que isso tem relação direta com as nações insulares do Pacífico. “O derretimento da Groenlândia significa, na prática, o desaparecimento de uma nação do outro lado do mundo”, afirma ele.
DESTAQUE: "Quando alguns países e empresas veem um Ártico livre de gelo, pensam imediatamente na exploração de petróleo, rotas de navegação transpolares e mineração em águas profundas. Minha proposta é simples: uma pausa preventiva nessas atividades”, explica em entrevista à Folha de S.Paulo por videochamada, diretamente dos Alpes Suíços. ACESSAR (para a entrevista completa): https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/mundo/derretimento-da-groenlandia-fara-nacao-do-outro-lado-do-mundo-sumir-diz-enviado-da-onu/