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24 de mar. de 2026

A ANTIGA E FÉRTIL "TERRA PRETA DOS ÍNDIOS" DA AMAZÔNIA

REPRODUZIDO DE: https://agencia.fapesp.br/fertilizacao-do-solo-com-terra-preta-da-amazonia-aumenta-diametro-de-arvore-em-ate-88/57526
DESTAQUES: OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: a microbiota do solo em maior evidência! O estudo mostra que as TPAs abrigam um conjunto de bactérias, arqueas e fungos que ajudam as plantas a absorverem os nutrientes e ainda eliminam outros microrganismos oportunistas e patogênicos, tornando o ambiente muito mais favorável para seu crescimento. 1) André Julião | Agência FAPESP – Um estudo realizado no Amazonas com apoio da FAPESP demonstrou que pequenas quantidades da chamada “terra preta da Amazônia” (TPA), solo antropogênico criado por antigas populações amazônicas, são capazes de aumentar o crescimento em até 55% na altura e 88% em diâmetro do ipê-roxo (Handroanthus avellanedae), árvore que ocorre também na Mata Atlântica. 2) Em uma espécie amazônica, o paricá (Schizolobium amazonicum), o aumento foi de 20% na altura e 15% no diâmetro do tronco. Os resultados são referentes aos primeiros 180 dias de vida das plantas, em comparação com outras das mesmas espécies que não receberam a terra preta. A pesquisa, publicada na revista BMC Ecology and Evolution, foi conduzida por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP), em Piracicaba, da Embrapa Amazônia Ocidental e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ambos em Manaus. 3) “O determinante não foi a quantidade de nutrientes em si, que não muda muito, mas os microrganismos, que eram bem diferentes, especialmente os fungos. Nas plantas tratadas com terra preta há uma reorganização da microbiota em torno das raízes, com um recrutamento mais eficiente de microrganismos benéficos e uma redução de patógenos”, explica Anderson Santos de Freitas, primeiro autor do estudo, realizado durante doutorado no Cena-USP com bolsa da FAPESP.

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