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21 de mar. de 2026

NANOPLÁSTICOS E METAIS TÓXICOS EM VEGETAIS COMESTÍVEIS

OBSERVAÇÃO: Muito importante ao se planejar utilização de água residuária na agricultura. Irrigação em plantios com finalidade, por exemplo de produção de celulose (eucalipto, pinus...) deve ser o foco mais relevante para aproveitamento dessa rica fonte de nutrientes. REPRODUZIDO DE:
https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2026/03/o-que-tem-na-sua-salada-nanoplasticos-geradores-de-metais-pesados-sao-detectados-em-alface.ghtml DESTAQUES: 1) Vegetais folhosos como a alface são frequentemente associados a uma alimentação saudável. No entanto, novas pesquisas indicam que contaminantes emergentes no ambiente podem alterar a forma como essas plantas absorvem substâncias potencialmente tóxicas. Um estudo conduzido por pesquisadores da Texas A&M University mostra que a presença de nanoplásticos pode aumentar significativamente a quantidade de cádmio, um metal pesado tóxico, acumulada nas folhas comestíveis da planta. 2) Divulgado no último dia 7 de março, o estudo foi publicado no periódico Journal of Agricultural and Food Chemistry, que investigou como a alface reage quando exposta simultaneamente a dois tipos de contaminantes: nanoplásticos e cádmio. Os experimentos foram realizados em sistemas hidropônicos controlados, permitindo aos cientistas observar com precisão como essas substâncias interagem dentro da planta. Os resultados chamaram a atenção dos pesquisadores, uma vez que as plantas foram submetidas a dois contaminantes e absorvem até 61% mais cádmio nas folhas em comparação com aquelas expostas apenas ao metal pesado. 3) Estresse nas plantas e absorção de contaminantes O estudo sugere que o aumento da absorção ocorre devido à resposta fisiológica da planta de alface ao estresse. Em condições normais, quando exposta ao cádmio, a verdura tende a intensificar a ramificação de suas raízes para buscar regiões menos contaminadas do solo. Nesse processo, o metal costuma ficar retido principalmente nesss raízes, reduzindo sua presença nas folhas consumidas. 4) A presença de nanoplásticos, porém, muda esse equilíbrio. Esses fragmentos microscópicos, gerados pela degradação de plásticos maiores, provocam estresse oxidativo nas plantas, um processo comparável à inflamação em organismos humanos. Quando esse tipo de estresse ocorre simultaneamente à resposta natural ao cádmio, os mecanismos de defesa da planta ficam comprometidos. Como resultado, o metal pesado consegue se deslocar com mais facilidade até os tecidos foliares. 5) Outro resultado inesperado foi observado. Nas plantas expostas ao cádmio e nanoplásticos, a concentração dessas partículas de plástico nas folhas foi 67% maior do que em plantas expostas apenas aos nanoplásticos. A explicação pode estar na forma como as raízes se desenvolvem sob a presença de cádmio.

19 de mar. de 2026

UIRAPURU: AVE DA AMAZÔNIA COM SEU RARÍSSIMO CANTO

REPRODUZIDO DE: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2026/03/15/video-fotografo-registra-em-rondonia-canto-de-ave-que-so-pode-ser-ouvido-15-dias-por-ano.ghtml Uirapuru (Cyphorhinus aradus) é um pequeno pássaro amazônico, famoso por seu canto melodioso e complexo, considerado um dos mais belos da floresta.
VÍDEO: fotógrafo registra em Rondônia canto de ave que só pode ser ouvido 15 dias por ano. Vídeo gravado em Porto Velho mostra o canto da ave considerada um dos maiores tesouros sonoros da floresta. A ave vive em matas maduras e fechadas, ambientes escuros e de difícil acesso. (Por g1 RO 15/03/2026). DESTAQUE: O uirapuru é uma das aves mais enigmáticas da Amazônia. Discreto, difícil de ser visto e ainda mais raro de ser ouvido, pois ele guarda uma característica única: canta para acasalar apenas por aproximadamente 15 dias por ano. No folclore amazônico, a ave é conhecida por ter sido um guerreiro que caminhava pela floresta tocando sua flauta de bambu. 📹 No vídeo exclusivo gravado em Porto Velho pelo pesquisador Luis Morais, é possível ouvir o canto do uirapuru, considerado um dos maiores tesouros sonoros da mata. (assista acima) Segundo o biólogo e professor Guilherme Marietto, especialista em aves, o som do uirapuru é melodioso e doce, lembrando uma flauta. Esse canto acontece apenas durante o período de reprodução, entre setembro e outubro. Assim que o macho encontra uma fêmea, ele se cala e só volta a cantar no ciclo seguinte. Outra curiosidade é que não existe diferença visível entre macho e fêmea.

18 de mar. de 2026

NO REINO DOS ANIMAIS TIDOS COMO PACÍFICOS...

...NEM TUDO SÃO FLORES!
REPRODUZIDO DE: https://www1.folha.uol.com.br/amp/ciencia/2026/03/bonobos-vistos-como-pacificos-empatam-com-chimpanzes-em-agressividade.shtml ONDE VIVEM: Os bonobos (Pan paniscus) vivem exclusivamente nas florestas tropicais de planície da República Democrática do Congo (RDC), na África Central. Seu habitat está restrito à bacia do Congo, especificamente ao sul do rio Congo e ao norte do rio Kasai/Sankuru. OBSERVAÇÕES ADICIONAIS (DE OUTRAS FONTES): 1) Frans de Waal, renomado primatólogo, destacou chimpanzés como seres altamente políticos, inteligentes e sociais, com 98,5% de DNA compartilhado conosco. Suas pesquisas demonstraram que eles formam alianças, utilizam reconciliação pós-conflito e exibem comportamentos complexos semelhantes aos humanos, como busca de poder, manipulação e empatia, desafiando a visão de que somos inerentemente agressivos. 2) Principais Pontos de Frans de Waal sobre Chimpanzés: Política e Poder: Chimpanzés machos, para se tornarem "alfa", precisam de apoio social e alianças, não apenas força física. Eles manipulam, fazem "subornos" com comida e cultivam relações para se manterem no topo. Reconciliação e Conflito: De Waal mostrou que, após lutas, chimpanzés recorrem à reconciliação para restaurar a harmonia do grupo, desmistificando que agressividade exclui cooperação. Semelhança Humana: Ele argumenta que muitas das nossas características "humanas" — como guerra, política, altruísmo e reconciliação — têm raízes profundas na biologia dos primatas. Contraste com Bonobos: Enquanto chimpanzés resolvem problemas com agressão (dominância masculina), De Waal frequentemente os compara aos bonobos, que são mais pacíficos, matriarcais e usam o sexo para mediar conflitos.

16 de mar. de 2026

A MAIS ANTIGA RESERVA BIOLÓGICA DO BRASIL 52 ANOS...

...NO RIO DE JANEIRO Reproduzido de https://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/noticia/2026/03/11/reserva-biologica-federal-mais-antiga-do-brasil-completa-52-anos-de-preservacao-ambiental.ghtml Reserva biológica federal mais antiga do Brasil completa 52 anos de preservação ambiental. Unidade de Conservação em Silva Jardim é habitat de oito espécies em extinção, incluindo o mico-leão-dourado, que em todo o planeta, só existe no Rio de Janeiro. Um dos principais motivos para a celebração é a preservação de oito espécies ameaçadas, conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por meio do Núcleo de Gestão Integrada Mico-leão-dourado.
Preservação do mico-leão-dourado.["GOLDEN LION TAMARIN"]. Com mais de 5 mil hectares, a reserva foi criada a partir do trabalho do primatólogo Adelmar Coimbra Filho e do ambientalista Alceo Magnanini, com o objetivo de salvar o mico-leão-dourado, espécie símbolo da Mata Atlântica que ainda está ameaçada de extinção e só existe no Rio de Janeiro. Em 1974, ano da criação da reserva, havia pouco mais de 200 micos-leões-dourados. Hoje, graças às ações do ICMBio e de parceiros, cerca de cinco mil animais vivem soltos na natureza. Além do mico-leão-dourado, a área abriga espécies como a preguiça-de-coleira e a borboleta-da-praia, entre outras ameaçadas de extinção. Segundo a instituição, o local é a maior área remanescente de Mata Atlântica na Baixada Fluminense, com mais de 365 espécies de flora catalogadas.

11 de mar. de 2026

NO BRASIL, CUSTOS DA ENERGIA ELÉTRICA NA DEPENDÊNCIA DA AMAZÔNIA ...

..."RIOS VOADORES" NÃO DEVEM SER ESQUECIDOS!
Acima: imagem aérea feita por drone mostra a represa de Marimbondo, no município de Guaraci, no interior de São Paulo, com nível de água drasticamente reduzido, em outubro de 2025. (Foto: Joel Silva/Fotoarena/Folhapress) DESTAQUES: 1) O debate sobre a Amazônia costuma girar em torno de biodiversidade, emissões de carbono e compromissos climáticos internacionais. Tudo isso é fundamental. Existe, contudo, uma dimensão menos evidente, apesar de afetar diretamente o bolso do brasileiro: a floresta interfere diretamente no preço da energia elétrica. Um estudo da Rede de Pesquisa e Produtividade (Rede PP&S) revelou que todo o desmatamento das últimas quatro décadas custou aos consumidores brasileiros mais de US$ 1 bilhão por ano na conta de luz. 2) A matriz elétrica brasileira é uma das mais renováveis do mundo, com mais de 80% da geração proveniente de fontes limpas. Boa parte dessa vantagem competitiva vem da hidreletricidade. O que nem sempre se destaca é que metade da energia produzida no país depende de chuvas influenciadas pela Amazônia. A floresta funciona como um vasto sistema de reciclagem de umidade. Pela evapotranspiração, libera vapor d’água que os “rios voadores” conduzem ao Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Ali estão as principais bacias hidrográficas e usinas do país. 3) Quando a floresta perde cobertura, esse mecanismo enfraquece. A redução da evapotranspiração altera os fluxos atmosféricos e diminui a precipitação em áreas-chave para a geração hidrelétrica. Não se trata de uma hipótese abstrata. O estudo “Energia das florestas: Os custos sociais do desmatamento para o setor energético brasileiro” estimou que, se o desmatamento acumulado desde 1985 tivesse sido evitado, a geração hidrelétrica brasileira poderia ser, hoje, cerca de 12,8 TWh maior por ano. Em termos percentuais, parece pouco, algo em torno de 2% da geração média. Mas, no sistema elétrico brasileiro, isso faz diferença. Quando a geração hidrelétrica cai, as usinas térmicas, que são mais caras, precisam ser acionadas para atender à demanda. Como elas costumam definir o preço da energia, esta entrada eleva o custo para todo o mercado. O resultado aparece no bolso do consumidor. RIOS VOADORES. É bom relembrar: http://ecologiaemfoco.blogspot.com/2021/09/sem-agua-sem-energia-nunca-e-demais.html

10 de mar. de 2026

EVOLUÇÃO: MUITAS VEZES MAL COMPREENDIDA!

DESTAQUES: 1) Nós humanos há muito nos consideramos o ápice da evolução. Pessoas rotulam outras espécies como “primitivas” ou “antigas” e usam termos como animais “superiores” e “inferiores”. Essa perspectiva antropocêntrica se consolidou em 1866, quando o cientista alemão Ernst Haeckel desenhou uma das primeiras árvores da vida. Ele colocou o “Homem”, claramente identificado, no topo. Essa ilustração ajudou a estabelecer a visão popular de que somos o objetivo final da evolução. 2) A biologia evolutiva moderna e a genômica desmentem essa perspectiva falha, mostrando que não há hierarquia na evolução. Todas as espécies vivas hoje, de chimpanzés a bactérias, são primas que têm linhagens igualmente longas, em vez de ancestrais ou descendentes. Infelizmente, essas noções ultrapassadas continuam prevalecendo em revistas científicas e no jornalismo científico. Em meu novo livro, Understanding the Tree of Life (Entendendo a Árvore da Vida, em tradução livre), exploro por que é fundamentalmente enganoso considerar qualquer espécie atual como primitiva, antiga ou simples. Como biólogo evolutivo, ofereço uma visão alternativa que enfatiza a história complexa, não hierárquica e interconectada da evolução. 3) Não primitivas, apenas diferentes. Os mamíferos ovíparos, os monotremados, são frequentemente rotulados como os mamíferos vivos mais “primitivos”. Essa categoria inclui o ornitorrinco e quatro espécies de equidnas. De fato, a oviparidade é uma característica antiga compartilhada com os répteis. Mas os ornitorrincos também têm muitas adaptações recentes únicas que os tornam bem adequados ao seu estilo de vida: eles têm pés palmados para nadar e um bico com eletrorreceptores especializados que detectam presas na lama. Os machos têm esporões com veneno que podem usar para se defender de rivais. Se você olhar pela perspectiva do ornitorrinco, eles são o auge da evolução para seu nicho ecológico específico. Os equidnas podem parecer primitivos, especialmente porque não têm uma capacidade que os humanos têm: dar à luz filhotes vivos. No entanto, eles possuem muitas características extraordinárias que os humanos não têm. Os equidnas são conhecidos por sua cobertura externa de espinhos protetores. Eles também têm garras poderosas para cavar, um bico sensível e uma língua longa e pegajosa, que usam para procurar formigas e cupins. Em uma competição direta para procurar presas em um cupinzeiro, um equidna facilmente superaria qualquer humano. 4) Outros mamíferos nativos da Austrália também aparecem nas listas de “mamíferos primitivos”, como muitas espécies de marsupiais – mamíferos com bolsa, incluindo cangurus, coalas e wombats. Essas espécies geralmente dão à luz filhotes pequenos e minimamente desenvolvidos, que então se mudam para a bolsa da mãe, onde completam o desenvolvimento. O desenvolvimento na bolsa pode parecer inferior ao modo humano, mas tem suas vantagens. Por exemplo, os cangurus podem criar filhotes em três estágios de desenvolvimento diferentes simultaneamente.

7 de mar. de 2026

ÁGUA DA ATMOSFERA DE DESERTO: INVENTOR PREMIADO

A quantidade de água potável no planeta representa uma fração minúscula do total - algo que coloca a existência da nossa espécie em risco. Menos de 1% da água doce é adequada e acessível para o consumo humano. Por isso, quanto maior o desperdício, mais curto é o caminho para a escassez. Uma invenção de um vencedor do Prêmio Nobel de Química, entretanto, tem potencial de virar o jogo quando o assunto é obtenção de água potável. Com o uso da chamada química reticular, o professor e químico Omar Yaghi, nascido na Jordânia, desenvolveu um equipamento capaz de extrair a umidade do ar – até mesmo de locais áridos – e transformar em água potável. Tecnologia MOF: O aparelho utiliza materiais avançados chamados Estruturas Metalorgânicas (MOFs - Metal-Organic Frameworks). Esses materiais funcionam como "esponjas moleculares" altamente porosas, projetadas para capturar moléculas de água presentes no ar. Capacidade e Eficiência: A máquina, desenvolvida pela empresa de Yaghi, a Atoco, é capaz de produzir até 1.000 litros de água limpa por dia. Funcionamento Solar: O processo é passivo e sustentável. Durante a noite, o material MOF absorve a umidade do ar. Durante o dia, o calor natural do sol (ou baixa energia térmica) libera a água capturada, que condensa e é coletada, sem necessidade de eletricidade da rede.

BIODIVERSIDADE NA AMAZÔNIA: SÍMBOLO MUNDIAL

REPRODUZIDO DE: https://umsoplaneta.globo.com/opiniao/colunas-e-blogs/virgilio-viana/post/2026/03/amazonia-como-simbolo-global-da-biodiversidade.ghtml
DESTAQUES: 1) Em 2026, o Brasil volta a estar no centro do debate ambiental global, não apenas pelo legado da COP30, em Belém, mas também por sediar, pela primeira vez, a COP da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), em Campo Grande (MS), tendo a região do Pantanal como referência simbólica e territorial desse encontro. Esse duplo contexto ajuda a lembrar uma ideia essencial: a biodiversidade não é estática — ela é rede, fluxo e interdependência. 2) Quando olhamos para a biodiversidade, os números impressionam. O Brasil detém cerca de 13% de toda a biodiversidade global. Na Amazônia, um relatório recente da Academia Brasileira de Ciências estima aproximadamente 40 mil espécies de plantas na região e aponta a presença de mais de 2,5 milhões de espécies de insetos. Já no Pantanal, uma síntese técnico-científica publicada pela Embrapa descreve uma diversidade igualmente notável, com mais de 2.000 espécies de plantas, além de centenas de espécies de aves, mamíferos e peixes, também com sub-registro em vários grupos. Em outras palavras: Amazônia e Pantanal são bibliotecas vivas. É importante observar que números são conservadores: muitas espécies nem foram ainda descritas. 3)SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS. A COP15 da CMS, mobiliza o Brasil e o mundo em torno de uma agenda que, no fundo, é a mesma: manter a conectividade dos ecossistemas e habitats, reduzindo pressões humanas que interrompem esses ciclos. Isso é essencial para manter serviços ecossistêmicos essenciais, incluindo o regime de chuvas, a polinização das frutas e o combate biológico a pragas e doenças.

5 de mar. de 2026

AMAZÔNIA: MUITO AINDA FALTA PARA CONHECERMOS SUA BIODIVERSIDADE

SARCOSAPRÓFAGO (Conceito): Um organismo sarcosaprófago é aquele que se alimenta de matéria orgânica animal em decomposição, especificamente cadáveres ou carniça. O termo deriva do grego sarx (carne) e sapros (podre, decomposto), descrevendo um hábito alimentar comum entre certos insetos, especialmente moscas e besouros.
DESTAQUES: 1) Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia ainda tem sua biodiversidade pouco conhecida do ponto de vista científico, especialmente em suas áreas mais remotas. Um novo estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra como essa lacuna de conhecimento afeta grupos de animais menos visíveis e igualmente essenciais. 2) A pesquisa identifica onde estão e quais fatores direcionam as lacunas sobre o conhecimento das moscas sarcosaprófagas, insetos que utilizam à matéria orgânica animal e que são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas. 3) Pequenos, mas imprescindíveis. As moscas sarcosaprófagas são insetos importantes para a decomposição da matéria orgânica, para a saúde pública e para a ciência forense. Embora importantes do ponto de vista da saúde e da natureza, o conhecimento sobre essas moscas ainda é muito limitado, principalmente na Amazônia. RELEMBRANDO CONCEITOS: 1) HABITAT. Refere-se este termo HABITAT a um determinado espaço ou ambiente onde os fatores físicos e biológicos se interagem, formando condições mínimas para a manutenção de um ou de muitos organismos. Este termo é utilizado tanto de maneira restrita (o habitat de um organismo) como de maneira muito ampla (o habitat de floresta). Muitos autores preferem reservar o termo ECOTOPO (ou BIOTOPO) para referir- se a “uma certa região” caracterizada por certas condições, habitada por uma biota típica. 2) NICHO ECOLÓGICO. Termo que inclui não somente o lugar restrito em que vive um organismo, mas também inclui sua função (posição trófica e posição com relação aos gradientes de vários fatores físicos, tais como temperatura, pH, umidade) na comunidade da qual faz parte. São muitas as definições de nicho (respeitados os aspectos da definição acima), sendo uma delas, bastante elucidativa, a de A.MacFadyen: “um conjunto de condições ecológicas sob as quais uma espécie pode explorar uma fonte de energia, que lhes seja suficiente para reproduzir e colonizar mais conjuntos com tais condições”.

4 de mar. de 2026

O LADO POSITIVO DO VENENO PARA OS SERES HUMANOS: PESQUISANDO...SE ENCONTRA!

O sapo-cururu (Rhinella marina) é um anfíbio altamente venenoso, mas não peçonhento, possuindo glândulas (parotóides) atrás dos olhos que liberam um veneno branco-leitoso quando pressionadas por ameaças. Ele libera toxinas (bufotoxina) que podem causar sérios problemas, incluindo complicações cardíacas, respiratórias e até a morte de animais de estimação, como cães e gatos, que costumam atacá-los.[Instituto Butantan]

2 de mar. de 2026

DNA E MÃE: AS DUAS MAIORES CRIAÇÕES DA NATUREZA!!!

ASSIM PENSO! REPORTADO POR: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2026/02/27/apos-7-anos-de-tentativas-bicudo-nasce-na-natureza-e-sera-criado-por-mae-solo.ghtml
DESTAQUES: 1) Após 7 anos de tentativas, bicudo nasce na natureza e será criado por 'mãe solo' Fêmea reintroduzida na natureza consegue chocar e alimentar filhote de ave visada pelo tráfico de animais sozinha; "É um marco no projeto", diz coordenador. Por Rodrigo Peronti, Terra da Gente. 2) O silêncio da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Porto Cajueiro, em Januária (MG), foi rompido por um som que o Brasil não ouvia há muito tempo em vida livre: o piado de um filhote de bicudo (Sporophila maximiliani) nascido da resistência. 3) O nascimento, ocorrido na última sexta-feira (20), não é apenas um registro biológico; é um feito histórico que coroa quase uma década de esforços para salvar uma das aves mais raras e visadas pelo tráfico no país. "Ou foi predado ou um outro macho brigou com ele e o expulsou do território", explica Gustavo Bernardino Malacco, biólogo e coordenador técnico do Projeto Bicudo.