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26 de dez. de 2014

ICMBIO DIVULGA NOVA LISTA - 2014 - DE ESPÉCIES DA FAUNA BRASILEIRA AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

ESPÉCIES AMEAÇADAS - LISTA 2014

As Listas das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção vigentes contam com 1.173 espécies. Para cada espécie são apresentadas informações sobre: a classificação taxonômica, categoria do risco de extinção, critérios, referências bibliográficas e resumo da justificativa que indicaram o risco de extinção além de outras informações.


http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/fauna-brasileira/lista-de-especies.html

altO ICMBIO - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade é uma autarquia em regime especial. Criado dia 28 de agosto de 2007, pela Lei 11.516, o ICMBio é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).

Cabe ao Instituto executar as ações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, podendo propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as UCs instituídas pela União.

Cabe a ele ainda fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e exercer o poder de polícia ambiental para a proteção das Unidades de Conservação federais.

25 de dez. de 2014

UMA DATA TRISTE PARA RELEMBRAR: 26 DE DEZEMBRO DE 2004

Ou...o que significa viver à beira mar em região altamente suscetível a abalos sísmicos.




Como a onda se espalhou: 26 de dezembro de 2004.

Após o terremoto, a tsunami resultante irradiou através do oceano Índico, da Indonésia ao Sri Lanka e além.
O abalo rompeu o comprimento maior da falha, espalhando-se por uma distância estimada em 1500 km.
A ruptura iniciou-se abaixo do epicentro e progrediu na direção norte, ao longo da falha, numa velocidade de 2 km/ seg., durando cerca de 10 min., de acordo com o Observatório de Tectônica do "California Institute of Technology".
...
As ondas se deslocaram a uma velocidade de 800 km/h.

Alguns registros fotográficos 10 anos depois do ocorrido, em locais mais afetados:









23 de dez. de 2014

NO BRASIL, DE 2003 A 2014 O NÚMERO DE ESPÉCIES DE ANIMAIS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO AUMENTOU 75%. EXCETUANDO O PAPAGAIO-DA-CARA ROXA

Reproduzido de http://www.oeco.org.br/maria-tereza-jorge-padua/28844-papagaio-da-cara-roxa-uma-especie-resgatada

Papagaio da cara roxa, uma espécie resgatada
Maria Tereza Jorge Pádua - 22/12/14

Que notícia excelente, o papagaio de cara roxa, Amazona brasiliensis, saiu da lista de espécies ameaçadas de extinção! Como tantos outros animais, ele estava nesta lista principalmente pela destruição de seus habitats em sua área de ocorrência e a retirada de filhotes para o tráfico de animais silvestres. Esta boa notícia contrasta com aquela outra, triste, que mostra que o número de animais ameaçados de extinção no Brasil aumentou 75% entre 2003 e 2014.

A destruição de habitats ou o desmatamento onde ocorre o guanandi, Calophyllum brasiliense -- árvore por eles utilizada como dormitório e para fazer seus ninhos -- foram os grandes responsáveis pelo seu quase desaparecimento no passado. Como acaba de ser demonstrado, o desmatamento da Mata Atlântica continua com muita intensidade, e alcançou 9% entre 2012-2013. De outra parte, até os dias de hoje, principalmente no estado de São Paulo, muita gente quer um papagaio desses para manter em casa, como animal de estimação. Por mais belos que sejam, esta prática condena espécies.

O papagaio de cara roxa é endêmico da mata atlântica, mas ocorre somente nos estados de São Paulo e Paraná. Ele mereceu o olhar cientifico e sério da ONG Sociedade de Pesquisa da Vida Selvagem (SPVS). Em 1998 começaram as pesquisas e o monitoramento. E em 2003 eles iniciaram a colocação de ninhos artificiais para facilitar a reprodução segura de filhotes. Ninhos feitos com madeira e PVC. De 872 ninhos, 520 tiveram sucesso.

Este trabalho por tantos anos está restrito principalmente ao estado do Paraná, mas, também, em menor escala, ao estado de São Paulo. A população atingiu 6.500 indivíduos e ocorre em uma área de quase 50 unidades de conservação decretadas ou reconhecidas, no caso de RPPNs. Por isso, os fazedores da lista vermelha de espécies ameaçadas já não os veem como ameaçados. Alguns cientistas duvidam de que o resultado seja duradouro. Entretanto, o logro é alentador, embora seja fato que a espécie não voltará a ter o status anterior.

O sucesso se deve ao esforço duro de instituições e pessoas. Cabe ressaltar que nunca teria ocorrido sem o prévio estabelecimento de numerosas unidades de conservação na região, ou seja, nas costas do Paraná e São Paulo, principalmente as insulares, como o Parque Nacional do Superagui, a Ilha do Mel e do Pinheiro, a Estação Ecológica de Guaraqueçaba, o Parque Estadual da Ilha do Cardoso e a APA de Guaraqueçaba. Isso é mérito do governo federal e em especial do estadual. Assim mesmo, é preciso destacar o esforço dos particulares em criar RPPNs, que estão fazendo um papel importante como corredores entre as áreas protegidas públicas.

Os governos estaduais e o federal também colaboraram facilitando o esforço de entidades privadas, como a mencionada SPVS e das que financiaram essas pesquisas e operações de resgate da população, principalmente a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a Loro Parque e o FUNBIO. Para os financiadores, o que se quer é isto: salvar as espécies que pretendem ajudar. Se não, porque financiar? E, às vezes, fazem isso por décadas.

O sucesso se deve assim mesmo ao esforço e sacrifício de muitas pessoas, dentre elas, a seriedade e o comprometimento de Guadalupe Vivekananda, diretora do Parque Nacional de Superaguì, para quem a defesa do papagaio é uma parte da sua luta incansável para conservar o Parque. E, como sempre, o êxito também se deve aos guarda-parques, aos trabalhadores e à crescente participação e consciência ambiental de muitos – embora ainda não de todos os vizinhos das áreas protegidas onde o papagaio vive.

Viva! Salvou-se uma das 700 espécies de aves da região. Com tantas notícias tristes na área ambiental, este sucesso nos anima, nos faz sonhar com um futuro mais bonito.