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8 de dez de 2014

SOBRE REPRESAS E RACIONAMENTO: O TEMA "ÁGUA" CONTINUARÁ SEMPRE EM EVIDÊNCIA, A NÃO SER QUE...

Dois destaques na divulgação sobre esta problemática que certamente vai requerer, antes de tudo, mudança de atitudes.

1) Represa em parque de São Bernardo do Campo está secando
Paulo André Vieira - 13/10/14

O Parque Natural Municipal Estoril Virgílio Simionato, localizado no município de São Bernardo do Campo (SP), foi criado em 1953 para resolver um problema da cidade: além da Praça da Matriz não existiam outras praças, parques ou jardins na cidade. Além de se tornar um agradável destino de lazer na região, o parque é importante para a preservação da fauna e da flora da Mata Atlântica, sendo um importante refúgio da avifauna brasileira, além da prestar um papel importante na preservação do manancial da Represa Billings.

Fotos recentes enviadas ao WikiParques mostram que os níveis da represa estão cada vez mais baixos. A causa apontada é a captação de água para ajudar a suprir as demandas da cidade de São Paulo. O problema é que a vazão da Billings não tem condições de atender esta demanda, levando ao cenário retratado nas fotos abaixo, da represa Jaguari-Jacareí.


2) São Paulo deve economizar água
Reproduzido da Folha de S. Paulo (http://app.folha.com/)


Comentários do autor deste blog

Acredito que muitos de nós estamos conscientes de que abastecimento de água requer bom planejamento e manutenção permanente dos serviços de abastecimento.
Parece que tanto as autoridades, como nós usuários em geral, tememos a expressão "racionamento". Os políticos a temem porque implica em incompetência de gerenciamento. E nós, usuários, por acharmos absurdo que isso aconteça em região com tanta abundância de água. Vou me ater aqui ao tema "racionamento". Especialistas chamam a atenção para o perigo do comprometimento à saúde, que pode ser gerado pelo racionamento. Verdade; ver "falta de água no mundo mata uma criança a cada15 segundos":

Mas eu prefiro, como essencial à economia de água, usar o termo EDUCAÇÃO. Já faz tempo que se fala no Brasil e pouco se pratica, a educação ambiental. Vejamos alguns aspectos de boas atitudes no uso da água e que provavelmente são do conhecimento de muitos de nós, usuários:
1) Reuso de águas cinzas, principalmente em condomínios; destaco aqui um exemplo, neste artigo: 


assim como: acoplamento de águas de pias às bacias sanitárias; lavagem de pisos com água proveniente de máquina de lavar roupa...
2) Otimizar uso de água tratada: bacia sanitária com dois acionamentos para utilização de baixo e alto volume de água; sempre utilizar baldes com água para irrigar plantas em vasos e jardins, dar banho em animais,  e para lavar carro (jamais utilizar mangueira); banhos pessoais  com uso consciente; não permitir brincadeiras de crianças com mangueiras. E outros usos racionais.
3) Em algumas regiões, como na  Nordeste e em algumas situações específicas, coletar e armazenar de maneira apropriada, água de chuva.
4) Procurar orientação profissional competente, quando for preciso irrigar plantios, como por exemplo optar por técnicas eficientes (gotejamento é uma delas) e dosagem de água, frequência e estação do ano para irrigação, fase de desenvolvimento da planta...
Outras atitudes são apontadas na área da educação ambiental. Nossas escolas precisam ter professores preparados para esta nova ordem mundial, que alguns denominam de "governança", que pode ser conceituada pura e simplesmente de acordo com o Banco Mundial:  “governança é a maneira pela qual o poder é exercido na administração dos recursos sociais e econômicos de um país visando o desenvolvimento, e a capacidade dos governos de planejar, formular e programar políticas e cumprir funções".

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