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6 de ago. de 2026
POR QUÊ NA CIDADE DE SÃO PAULO CHOVE MUITO MAS O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA CONTINUA BAIXO?
UMA ABORDAGEM DO PROBLEMA EM:
https://oeco.org.br/noticias/a-contabilidade-da-agua/
EIS RESPOSTA DO GOOGLE-Gemini, uma explanação restrita ao problema em termos micro-regional.
Destaco que em termos macroclimáticos certamente teríamos também que buscar respostas relacionadas aos "rios voadores".
ABORDAGEM NO GOOGLE-Gemini:
A aparente contradição entre temporais na cidade de São Paulo e os níveis baixos dos reservatórios (como o Sistema Cantareira) deve-se a fatores geográficos, hidrológicos e operacionais:
1. A chuva cai no lugar "errado" (Localização das Bacias).
A água que abastece a Região Metropolitana de São Paulo vem de represas situadas a dezenas de quilômetros da capital.
O Sistema Cantareira, por exemplo, fica na divisa entre o interior de São Paulo e o Sul de Minas Gerais (represas Jaguari e Jacareí).
Pancadas de chuva intensas na Zona Sul, na Avenida Paulista ou no Centro da capital caem dentro do perímetro urbano e não alimentam os rios e nascentes que enchem os grandes reservatórios do sistema.
2. Impermeabilização do solo urbano
Na cidade de São Paulo, o asfalto, o concreto e a falta de áreas verdes impedem que a água infiltre no solo. O volume de água escoado vai para a rede de drenagem e deságua em rios urbanos (como o Pinheiros e o Tietê), gerando alagamentos e enxurradas em vez de recarregar aquíferos ou ser aproveitada para o abastecimento público.
3. Absorção do solo nas cabeceiras (A chuva precisa "encharcar" antes).
Nas áreas onde ficam as represas, após longos períodos de estiagem, o solo fica extremamente seco. As primeiras chuvas são absorvidas pela terra para reidratar o solo e abastecer o lençol freático. Apenas quando o solo atinge o ponto de saturação é que a água começa a correr para os rios e, finalmente, chegar aos reservatórios.
4. Calor extremo e evaporação.
Temperaturas elevadas aumentam o ritmo de evaporação das represas e elevam o consumo de água pela população. Níveis altos de evaporação diminuem os ganhos de dias de chuva pontuais.
5. Balanço entre Entrada e Retirada de Água.
O volume dos reservatórios depende do saldo diário entre o que entra (vazão dos rios afluentes) e o que é retirado para tratar e distribuir para mais de 20 milhões de habitantes. Se a vazão de retirada for maior do que o volume que chega às represas, o nível do sistema continua em queda ou estagnado, mesmo em dias chuvosos.
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