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16 de mar. de 2012

FAZENDA TAMANDUÁ: SUSTENTABILIDADE É ISSO AÍ

Não me canso de assistir este e outros vídeos sobre a Fazenda Tamanduá, próxima a Patos, no sertão paraibano. Um exemplo de sustentabilidade praticada desde o tempo que ainda nem se pensava em falar neste termo. Acesse o site abaixo e "dê um pulinho até lá"!

http://youtu.be/0JES4F5qbSs

11 de mar. de 2012

GOLFINHOS SALVOS POR BANHISTAS EM PRAIA DO RIO DE JANEIRO

A sensibilidade humana para a Natureza, em ação no BRASIL.

São várias as hipóteses do encalhamento dos cerca de 30 golfinhos (Delphinus delphis). Fala-se em ação danosa de rede de pesca,ou de sonar, ou desorientação devido à topografia da costa. Sendo esse mamífero cetáceo um animal social, "um segue o outro".
No texto que acompanha o vídeo, um especialista afirma que puxar o golfinho pela nadadeira poderia deslocar ossos. Por isso, segundo ele, "deveriam os banhistas ter chamado um especialista". Fico eu a imaginar se esse especialista pensa que aqui é muito fácil e rápido encontrar um especialista em golfinho, levá-lo até a praia e salvar 30 golfinhos que se debatiam fora d'água! Esta última alternativa não ofereceria mais riscos ao grupo que foi salvo pelos banhistas!?

[Assistam o vídeo, do site da revista inglesa New Scientist. Esta postagem de New Scientist foi a mais acessada]

What made 30 dolphins come ashore in Brazil? - environment - 09 March 2012 - New Scientist

10 de mar. de 2012

JAPÃO REVELA QUE PREVIU DERRETIMENTO DA USINA DE FUKUSHIMA DESDE O INÍCIO

[Reproduzido do site ambientebrasil]

Em um dos três ensaios publicados neste blog (17/03/2011, 04/04/2011 e 28/04/2011)sobre a tragédia nuclear de FUKUSHIMA, fiz uma observação sobre o procedimento mentiroso das autoridades japonesas que negavam sobre o conhecimento que tinham sobre os riscos de uma tragédia e as evasivas que vociferavam para se livrarem de culpa. Uma lástima tal atitude. Principalmente quando vinda de representantes de um bravo povo, que é o povo japonês. Alguns leitores até acharam coragem de minha parte fazer tal afirmativa.
Leiam o que foi divulgado no "ambientebrasil" e constatem se eu "exagerei na dose".

O governo do Japão anteviu a possibilidade de derretimento nos reatores da usina nuclear de Fukushima desde as primeiras horas após um tsunami ter atingido o local, segundo minutas ministeriais divulgadas nesta sexta-feira (9), embora as autoridades tenham levado mais de um mês para admitir isso.

O terremoto e o tsunami de 11 de março de 2011 destruíram os sistemas de refrigeração da usina Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power (Tepco), causando o pior desastre nuclear do mundo desde o acidente de Chernobyl, em 1986.

“Os sistemas de refrigeração ainda em atividade são os mantidos por baterias. Elas vão durar oito horas”, diz o sumário da primeira reunião emergencial do gabinete japonês, quatro horas depois do terremoto, citando um participante não-identificado.

“Se as temperaturas do núcleo dos reatores continuarem subindo por mais de oito horas, há a possibilidade de que um derretimento ocorra.”

No dia seguinte, um funcionário do Ministério do Comércio que atuara como porta-voz do governo após o desastre foi substituído por citar o risco de fusão do reator.

Só em maio a empresa Tepco, dona da usina, admitiu que as barras de combustível do reator pareciam ter derretido, o que gerou suspeitas de que a operadora e as autoridades estariam tentando minimizar a gravidade do acidente.

A Tepco hoje considera que três dos seis reatores da usina, 240 quilômetros a nordeste de Tóquio, sofrerem derretimento do combustível. As minutas foram divulgadas a dois dias do primeiro aniversário do desastre, que deixou 19 mil mortos ou desaparecidos.

Outros trechos das minutas mostram confusão e discordância entre os principais líderes, num momento em que o Japão enfrentava sua pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.

“Quem é o líder real da operação?”, perguntou em 15 de março o então ministro de Assuntos Domésticos, Yoshihiro Katayama, durante reunião na sede da Reação a Emergências Nucleares. “Recebo muitas demandas e solicitações ininteligíveis. Ninguém está segurando as rédeas”, dizia ele.

Em 14 de março, o então primeiro-ministro Naoto Kan disse haver consenso entre especialistas de que retirar as pessoas de um raio de 20 quilômetros em torno da usina seria suficiente. Ele foi contestado por Koichiro Gemba, na época ministro da Estratégia Nacional, que citou visões contraditórias.

Gemba, que representa Fukushima politicamente, disse em outra reunião: “Isso é guerra. Só ganhamos ou perdemos. Já estamos perdendo algumas batalhas. Mas o importante é como administramos para limitar nossas perdas.”