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27 de dez de 2013

BRASIL: CAPAZ DE PATROCINAR FUTEBOL E OLIMPÍADAS, MAS INCAPAZ DE ERRADICAR HANSENÍASE

[Reproduzido de http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=brasil-nao-consegue-eliminar-hanseniase&id=9419&nl=nlds]

Fotomicrografia da bactéria Mycobacterium leprae (OMS)

O embaixador especial da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Eliminação da Hanseníase, Yohei Sasakawa, lamentou o fato de o Brasil ainda não ter atingido o patamar estabelecido pelo organismo para erradicação da doença, que é menos de um caso da doença a cada 10 mil habitantes.
Ao lembrar os avanços da ciência, que garantiram tratamento e cura, ele enfatizou que é preciso intensificar os esforços para atacar a doença, marcada pela discriminação e pelo estigma.
"O Brasil é um país capacitado para sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, mas é o único que não conseguiu eliminar a doença. É uma questão muito estranha," disse o embaixador durante solenidade na Câmara dos Deputados.
Sasakawa destacou, por outro lado, o empenho do Brasil para garantir o pagamento de indenização a pacientes que foram segregados em razão da doença. "Neste aspecto, o Brasil é o país mais adiantado e deve servir de modelo para o mundo", acrescentou.
De acordo com o Ministério da Saúde, a meta é eliminar a hanseníase - menos de um caso para cada 10 mil habitantes - até 2015.
"Para a eliminação da hanseníase é necessário a execução de ações programáticas, como diagnóstico, tratamento, vigilância dos contatos, prevenção de incapacidades e reabilitação física, além da educação em saúde. Atualmente, essa endemia atinge cerca de 29,3 mil pessoas em tratamento no país. A doença tem cura e o tratamento é gratuito pelo SUS", informa nota do Ministério.
Conforme o ministério, país registrou cerca de 33 mil casos novos em 2012, queda de 32,6% em comparação a 2002, quando foram identificados 49 mil novos casos.
Neste mês foram repassados R$ 15,6 milhões a 40 municípios para o combate da doença, cidades que respondem por cerca de 24% dos casos novos de hanseníase.
Em março, uma campanha foi lançada para diagnosticar casos suspeitos de hanseníase em escolas públicas, quando 9,3 milhões de estudantes em cerca de 750 municípios foram examinados.

[Reproduzido de http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1183&sid=8]
O que é a hanseníase?
A hanseníase é realmente uma doença grave, que afeta a pele e os nervos, e, se não tratada, pode provocar sérias sequelas.  Ela é causada por um bacilo do gênero das micobactérias chamado Mycobacterium leprae, que vive e se reproduz no interior das células cutâneas e dos nervos periféricos (aqueles que não estão no crânio nem na coluna vertebral).

O comprometimento desses nervos é a característica principal da doença, podendo provocar incapacidades físicas que evoluem para deformidades, caso a pessoa não seja tratada. As principais manifestações de hanseníase são: formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas, avermelhadas ou acobreadas, com perda de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; áreas da pele aparentemente normais, mas que têm alterações de sensibilidade e de suor; caroços e placas em qualquer lugar do corpo; diminuição da força muscular.
Tratamento
Atualmente, o tratamento é feito com a poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos padronizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que mata o bacilo e leva à cura. Esse tratamento é oferecido gratuitamente em todas as unidades de saúde.
Já a terapia provou ser eficaz. De 1990, quando a PQT foi introduzida, até 2008, a taxa de prevalência da hanseníase (número de casos por 10 mil habitantes) no Brasil caiu de 19,5 para 2,06. Está próxima da meta estabelecida pela OMS para a erradicação da doença, que é de 1 caso para 10 mil habitantes.
Porém, se considerarmos estatísticas regionais, ainda há locais onde os números preocupam, como em Mato Grosso, que em 2008 registrou uma taxa de prevalência de 8,76 (dados do DataSus). Em 2009, 37.610 novos casos foram registrados no Brasil, a maior taxa de toda a América. Alguns do outros países que ainda sofrem com a hanseníase são Angola, Índia, China, Congo, Madagascar, Moçambique, Nepal, Tanzânia e República da África Central.

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