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9 de dez de 2013

ASSENTAMENTOS DO INCRA GERANDO DIFICULDADES AOS PECUARISTAS NO PARÁ

[Reproduzido de www.amazonia.org.br]

Pecuaristas paraenses se declaram prejudicados pelo desmatamento e cobram do governo responsabilidade pelo aumento da taxa

O Sr. Mirandinha, presidente do sindicato de produtores rurais de Marabá, lamentou o fato de o município de Marabá não ter saído da lista dos municípios embargados do Ministério de Meio Ambiente, apesar dos produtores rurais terem reduzido de forma expressiva o desmatamento.
“78% do desmatamento do município, que lamentavelmente tem aumentado de 52 para 80 quilômetros quadrados, vem de assentamentos do INCRA (Instituto de Colonização e Reforma Agrária), onde há descontrole. Mas as consequências econômicas negativas de permanecer na lista atingem os produtores privados, que têm feito seu dever de casa”, afirma.
O secretário de estado dos municípios verdes do Pará, Justiniano Netto, confirma que em pelo menos seis dos treze municípios que permanecem ainda na lista dos embargados teriam condições para sair, se não fosse pelo desmatamento gerado nos assentamentos. Dos municípios do Pará que integravam a lista, já saíram Brasil Novo, Ulianópolis, Tailândia, Paragominas, Santana do Araguaia e Dom Eliseu.
O secretário municipal da Agricultura, Jorge Bichara, concorda: “mas a prefeitura pretende de qualquer forma sair da lista antes do fim do nosso mandato”, alerta. “E iniciamos trabalhar com sistemas agroflorestais em assentamentos para reverter essa tendência, mesmo que o apoio do INCRA tenha sido modesto”.
A saída do embargo permite que os produtores acessem linhas de crédito preferenciais previstas para os chamados “municípios verdes” e a inclusão dessas propriedades em programas de restauração florestal, destinados à redução do passivo ambiental.
As declarações foram dadas durante evento que aconteceu ontem (4), em Marabá, no Pará e que tinha por objetivo gerar sinergia e articulação das ações dos diferentes elos da cadeia da carne, com o intuito de promover boas práticas produtivas. Participaram dos debates representantes do MPF, da indústria da carne, pecuaristas, representantes da sociedade civil, sindicatos, redes varejistas e representantes do governo e do setor financeiro.
Fonte: Amazônia.org.br

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