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8 de jan. de 2014

LISTA VERMELHA DA "IUCN": CLASSIFICAÇÃO

Entenda a classificação da Lista Vermelha da IUCN

[Reproduzido de ((o))eco - 06/01/14]

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Em 1964, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) criou o que veio a se tornar o maior catálogo sobre o estado de conservação de espécie de plantas, animais, fungos e protozoários de todo o planeta: a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas (em inglês, IUCN Red List ou Red Data List).
Segundo a própria organização, esta compilação tem como objetivos: fornecer informações com base científica sobre o estado das espécies e subespécies em um nível global; chamar a atenção do público para a magnitude e a importância da biodiversidade ameaçada; influenciar legislações e políticas nacionais e internacionais; e fornecer informações para orientar as ações para conservar a diversidade biológica.
Categorias
As espécies são classificadas em 9 grupos, definidos através de critérios que incluem a taxa de declínio da população -- entendida como o número de indivíduos por espécie --, o tamanho e distribuição da população, a área de distribuição geográfica e grau de fragmentação.
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Segura ou pouco preocupante ou Least Concern, em inglês (LC): Esta é a categoria de risco mais baixo. Se a espécie não se enquadra nas 8 categorias que denotam algum grau de risco de extinção (veja as categorias abaixo), ela é classificada como "Segura ou Pouco Preocupante". Espécies abundantes e amplamente distribuídas são incluídas nesta categoria.
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Quase ameaçada ou Near Threatened, em inglês(NT): A espécie é incluída nesta categoria quando, avaliada pelos critérios de classificação, está perto de ser classificada ou provavelmente será incluída numa das categorias de ameaça ('Criticamente em Perigo' , 'Em Perigo' ou 'Vulnerável') num futuro próximo.
Quando se usa o termo "Ameaçado" na Lista Vermelha da IUCN, isso significa que a espécie se enquadra em uma das três categorias abaixo: Criticamente em Perigo, ou Em Perigo, ou Vulnerável.
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Vulnerável ou Vulnerable ​​(VU): Uma espécie está Vulnerável quando as melhores evidências disponíveis indicam que enfrenta um risco elevado de extinção na natureza em um futuro bem próximo, a menos que as circunstâncias que ameaçam a sua sobrevivência e reprodução melhorem.
A vulnerabilidade é causada principalmente por perda ou destruição de habitat. Espécies vulneráveis ​​são monitoradas e, frequentemente, encontradas em cativeiro, onde podem ser abundantes. Atualmente há 4.796 animais e 5.099 plantas classificadas como vulneráveis.
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Em perigo ou Endangered (EN): Quando a melhor evidência disponível indica que uma espécie provavelmente será extinta num futuro próximo. Este é o segundo estado de conservação mais grave para as espécies na natureza. 3.219 animais e 3.009 plantas estão ameaçadas de extinção em todo o mundo.
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Criticamente em Perigo ou Em Perigo Críticoou Critically Endangered (CR): É a categoria de maior risco atribuído pela Lista Vermelha da IUCN para espécies selvagens. São aquelas que enfrentam risco extremamente elevado de extinção na natureza. Há 2.169 animais e 1,957 plantas com essa avaliação.
Como a Lista Vermelha não considera uma espécie extinta até que extensas pesquisas tenham sido realizadas e comprovadas, é possível que espécies extintas ainda estejam listadas como "Criticamente em Perigo". A BirdLife International sugeriu a criação de uma nova categoria "Possivelmente Extinto" para categorizar estes casos.
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Extinta na natureza ou Extinct in the Wild (EW): Uma espécie é presumida como tal quando estudos exaustivos em seus habitats conhecido e/ou esperados, em momentos apropriados, ao longo de sua distribuição histórica, não conseguem encontrar um único indivíduo. São espécies conhecidas por sobreviver apenas em cativeiro ou como uma população naturalizada fora de sua área natural.
No entanto, o objetivo final da preservação da biodiversidade é manter a função ecológica. Quando uma espécie só existe em cativeiro, é considerada ecologicamente extinta -- a redução de uma espécie a um número baixo de indivíduos que, embora ainda esteja presente na natureza, já não cumpre o seu papel ou interage com outras espécies. Uma solução pode ser a reintrodução à natureza, que é a libertação deliberada de espécies na natureza, do cativeiro ou realocados de outras áreas onde a espécie sobrevive.
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Extinta ou Extinct, em inglês (EX): Quando não há qualquer dúvida razoável que o último indivíduo morreu, a espécie é considerada Extinta. O momento de extinção é geralmente considerado como sendo a morte do último indivíduo da espécie, embora a capacidade de sobrevivência da espécie -- devido ao baixo número de indivíduos -- possa ter sido perdida antes deste ponto.
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Dados Insuficientes ou Data Deficient (DD): Não existem informações adequadas para fazer uma avaliação, direta ou indireta, do risco de extinção de uma espécie, com base na sua distribuição e/ou status da população. Uma espécie aqui classificada pode ser bem estudada e sua biologia bem conhecida, mas faltam dados sobre seu número e distribuição. A categoria "Dados Insuficientes" não é, portanto, uma forma de descrever o grau de risco da espécie. Trata-se do reconhecimento de que são necessárias mais informações e que uma investigação futura irá mostrar que a classificação ameaçada é apropriada ou não.
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Não avaliada ou Not Evaluated (NE): Uma espécie não é avaliada quando ainda não foi submetida aos critérios de avaliação de risco.
A versão mais recente da Lista Vermelha foi lançada em 19 de junho de 2012, na Cúpula da Terra da Rio +20. Na ocasião, a organização avaliou que de um total de 63.837 espécies catalogadas, 19.817 estão ameaçadas de extinção, 3.947 descritas como "criticamente em perigo" e 5.766 como "em perigo", enquanto mais de 10.000 espécies estão listadas como "vulneráveis".
A IUCN tenta reavaliar a classificação de cada espécie a cada 5 anos, se possível, ou pelo menos uma vez a cada dez anos. Isto é feito, habitualmente, por revisões realizadas por grupos de especialistas aliados ao Comitê de Sobrevivência das Espécies da IUCN (SSC), responsáveis por cada grupo de espécies ou área geográfica específica. Os seus principais conselheiros sobre as espécies incluem aBirdLife International e a World Conservation Monitoring Centre, dentre outros grupos.

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