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13 de jul de 2014

MICROPLÁSTICOS NOS OCEANOS CAUSAM DANOS À VIDA MARINHA

Pesquisadores advertem que só drástica ação para eliminá-lo na fonte, vai proteger fauna marinha para as gerações futuras.

[Reproduzido de The Independent, Londres]

Poluição dos oceanos por pequenos pedaços de detritos de plástico é agora tão difundida que a ação radical apenas para eliminar os resíduos na fonte pode limitar ainda mais danos à vida marinha selvagem, de acordo com os cientistas.

Contas (bolinhas) de plástico são geralmente invisíveis a olho nu e podem entrar na cadeia alimentar através dos peixes.
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A maioria das pessoas está ciente da poluição visível plástica como garrafas descartadas e outros resíduos itens aparecendo nas praias, mas são os  plásticos invisíveis que provavelmente representam os maiores riscos para os animais e plantas, afirmam cientistas marinhos Karen Lavander Law e Richard Thompson. E avisam que o problema só vai piorar se não forem tomadas medidas drásticas para coibir a venda de produtos plásticos descartáveis em todo o mundo e acabar com a idéia de que os resíduos de plástico podem ser simplesmente jogados fora.
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Microplastics são facilmente ingeridos por peixes, mexilhões e outros animais marinhos, e há crescente evidência científica ligando-os à passagem dos produtos químicos mortais, persistentes através do ambiente, tais como o pesticida DDT e PCBs tóxicos, tornando-os mais concentrados quando entram em contato com a vida marinha.

Professor Thompson, um biólogo marinho da Universidade de Plymouth, primeiro cunhou o termo microplastics em 2004. Inclui artigos de plástico maiores que foram degradados para menores tamanhos, bem como pequenos micro-grânulos plásticos usados para esfoliar a pele em sabonetes, cremes e outros produtos, que são deliberadamente concebidos para ser lavado pelo ralo.
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A Sociedade para Conservação Marinha (Inglaterra) estima que que a quantidade de plásticos no mar supera em muitas vezes à existente há 20 anos passados. Um levantamento feito por essa sociedade estimou 2.309 pedaços de resíduos para cada quilômetro de praia na costa britânica. Recorde dos últimos 10 anos.


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