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26 de mai. de 2026

SOLOS SALINOS NO NORDESTE BRASILEIRO SEMPRE INVIABILIZARAM PLANTIOS. MAS...

...NÃO MAIS SERÃO! REPRODUZIDO DE: https://movimentoeconomico.com.br/ciencia/2026/05/22/pesquisa-abre-caminho-para-producao-agricola-em-solo-salobro-do-semiarido/
DESTAQUES: 1) Pesquisa abre caminho para produção agrícola em solo salobro do semiárido. 2) Arqueias extremófilas isoladas da erva-sal aumentam tolerância do milho ao sal e abrem caminho para bioinoculantes em solos salinizados do semiárido nordestino. 3) Milho, feijão e hortaliças podem manter o desempenho produtivo em áreas irrigadas com água salobra no semiárido nordestino com a aplicação de arqueias extremófilas, microrganismos isolados das raízes da erva-sal (Atriplex nummularia), planta naturalmente adaptada à salinidade e utilizada na fitorremediação de solos salinos, capazes de aumentar a tolerância das plantas ao excesso de sal. A descoberta é de uma pesquisa conduzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Brandeis University, dos Estados Unidos, publicada no periódico Environmental Microbiome. As arqueias pertencem a um domínio próprio de seres vivos, distinto das bactérias, com elevada resistência a condições químicas severas, e colonizam a rizosfera, a região do solo junto às raízes marcada por intensas trocas químicas e biológicas. 4) O Brasil possui cerca de 16 milhões de hectares de solos afetados por sais, com mais da metade concentrada no Semiárido nordestino, segundo levantamentos da Embrapa. Entre 20% e 25% das áreas irrigadas da região já apresentam problemas de salinidade ou drenagem, impactando culturas como milho, feijão, algodão e sorgo. Para o pesquisador Itamar Melo, da Embrapa Meio Ambiente, que coordenou o estudo, solos salinizados acabam excluídos da produção agrícola por falta de tecnologias eficazes de recuperação. “O problema não se restringe ao Semiárido, onde cerca de 30% das áreas irrigadas são atingidas pela salinização. Está presente em várias regiões do Brasil e do mundo”, afirmou. 5) Tolerância do milho ao ambiente salobro. Nos experimentos conduzidos em ambiente controlado, as arqueias reduziram os efeitos tóxicos do sal, permitindo que o milho mantivesse crescimento mais vigoroso e maior tolerância fisiológica em comparação com plantas não tratadas. A análise por qPCR confirmou a colonização bem-sucedida, e a abundância desses microrganismos na rizosfera do milho aumentou proporcionalmente ao avanço da salinidade no solo. O sequenciamento do genoma completo identificou genes associados à produção de fitormônios, como auxinas, e de osmoprotetores, substâncias que auxiliam no equilíbrio hídrico celular em ambientes salinos. 6)IMPORTANTE! Salinidade do solo: um problema global. Relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que 1,38 bilhão de hectares apresentam algum grau de salinidade e outro 1 bilhão está sob risco. Entre 20% e 50% das áreas irrigadas do planeta sofrem perdas de fertilidade e produtividade. Estimativas mais conservadoras indicam que cerca de 833 milhões de hectares já são afetados de forma moderada a severa. Um mapeamento da ONU associa a salinização do solo a impactos diretos sobre a segurança alimentar, estimando que cerca de 1,5 bilhão de pessoas vivem em regiões onde o fenômeno ameaça a estabilidade da produção de alimentos.

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